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Sustentabilidade e inovação: Amazon Sat transmite II Fórum ESG Amazônia; confira a programação

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Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

O II Fórum ESG Amazônia, realizado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), ganha uma nova edição para abordar questões fundamentais relacionadas ao ESG (Ambiental, Social e Governança) na região amazônica.

O evento, que acontece dia 21 de março em Manaus (AM), tem como tema central ‘CIEAM e SUFRAMA Rumo a COP30’, com o objetivo de iniciar as discussões que devem seguir até a realização do evento, marcado para novembro em Belém (PA).   

O evento reúne especialistas para tratar, por exemplo, de sustentabilidade, transição energética, diversidade e inclusão social. Cases de empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), que já implementaram os critérios social e de governança dentro de suas organizações, fazem parte da programação.

A primeira edição Fórum aconteceu em março de 2024. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia

Para a coordenadora da Comissão CIEAM de ESG, Régia Moreira, a ideia é introduzir cada vez mais esses pilares, que são tão importantes não apenas para as indústrias, mas para todo ser humano.

“Nós estamos em uma caminhada, em uma trilha de conhecimento, de abordagem, de introdução do ESG nas indústrias. Nesse fórum vamos mostrar alguns painéis de indústrias que já estão utilizando os pilares da sustentabilidade, do social e de governança. A ideia é introduzirmos cada vez mais esses pilares que são tão importantes. O ESG não é apenas para as indústrias, é para todo ser humano. Todos nós precisamos exercer esses três pilares em nossas vidas: a educação ambiental, a inclusão social e a governança”, ressaltou Régia.

O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destaca a importância das iniciativas voltadas para ESG no desenvolvimento regional. 

“A sustentabilidade e as práticas de ESG são fundamentais para garantir que o desenvolvimento econômico ocorra de maneira responsável e que os recursos naturais sejam preservados. É uma temática que está ganhando cada vez mais destaque e espaço na agenda global, então nossa intenção ao realizar este evento de extrema importância, em parceria com o CIEAM, é que as empresas da ZFM possam não apenas disseminar e incorporar boas práticas de gestão, mas também se posicionar como exemplos de desenvolvimento sustentável, contribuindo para a imagem da nossa região nacional e internacionalmente ao promover produtos que sejam fabricados com responsabilidade social e ambiental”, destacou Saraiva

Transmissão ao vivo

O canal Amazon Sat vai transmitir ao vivo três painéis do evento:

  • 10h10 – Palestra: Agenda ESG – Custos ou Oportunidades para a Amazônia Brasileira
  • 11h10 – Palestra: FRAM + Rede Educa: Trilha do Conhecimento em ESG na Amazônia
  • 13h20 – Palestra: Transição Energética: Caminhos para um Futuro

Após o termino, você também poderá conferir tudo que rolou no II Fórum ESG Amazônia, de forma compacta, durante toda programação semanal do Amazon Sat.

Veja a programação completa do evento:

Grupo de Percussão da UEA lança primeiro álbum musical em plataformas digitais gravado em laboratório

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Foto: Reprodução/Arquivo Grupo de Percussão da UEA

O Grupo de Percussão da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), desenvolvido na Escola Superior de Artes e Turismo (Esat/UEA), lança seu primeiro álbum musical, contendo oito faixas, em todas as plataformas de streaming. A data de lançamento está programada para o dia 21 de março.

Formado por alunos do curso de Música da universidade e músicos amazonenses convidados, o grupo explora um repertório que abrange desde obras escritas para percussão até arranjos que refletem a diversidade rítmica e tímbrica desse universo sonoro. O primeiro álbum do Grupo de Percussão da UEA foi gravado no Laboratório de Percussão (Laperc), localizado na Esat, consolidando a missão de formar percussionistas versáteis e ampliar o público da música percussiva.

Segundo o professor Tarcísio Braga, além da performance, o grupo incentiva a criação e escrita de arranjos originais, aprimorando a leitura musical, a improvisação e a interpretação em diversos estilos. Sua atuação também se estende ao ambiente de estúdio, proporcionando aos músicos uma imersão na dinâmica de gravação.

Sobre as músicas, o professor comenta que são utilizados instrumentos incomuns e não usuais, como a marimba, instrumento de percussão com teclas de madeira; vibrafone; metalofone. Além desses, também foram usados instrumentos de choro (como violão, pandeiro, bandolim), baixo elétrico, bateria.

Foto: Reprodução/Arquivo Grupo de Percussão da UEA

Sobre o álbum

Braga fala que o repertório vai desde a música clássica, onde as faixas 5, 6 e 7 contém obras de Johann Sebastian Bach; composições dos alunos do curso de Música da UEA, como a faixa ‘Acarí’, de Célio Vulcão.

“A formação também toca standards de jazz, como Blue Bossa ou Afro Blue, que são obras do repertório da música improvisada do jazz, e a gente fez nosso próprio arranjo. Essas partituras estão no nosso site. Temos também peças tradicionais para a formação de grupo de percussão, como o Akadinda, que é uma composição para marimba, toda escrita na partitura, onde são três percussionistas na marimba”, afirma.

Mais informações podem ser encontradas no site do Laperc: https://sites.google.com/uea.edu.br/laperc/
Pré-save do lançamento: http://tratore.ffm.to/ueaperc

*Com informações da UEA

Madeira de manejo se transforma em peças utilitárias e decorativas pelas mãos de artesão acreano

Foto: Bruno Moraes/Sete

Gamelas, colheres, copos, pratos, artigos de decoração e outros objetos fazem parte do tesouro produzido pelo acreano Antônio Geraldo Sobrinho, que há mais de 20 anos utiliza madeira de manejo para criar suas peças. A narrativa de sua história marca o Dia Mundial do Artesão, celebrado em 19 de março.

Aos 60 anos, Antônio possui um ateliê no quintal de sua casa, em Rio Branco, no Acre, de onde sai toda sua produção.

“O artesanato é uma das melhores terapias. Eu gosto muito. O artesanato representa tudo para mim. Às vezes até esqueço de comer, porque estou entretido no trabalho. Ele é um controle psicológico, deixa a gente tranquilo”, destaca.

Sua arte é também sua fonte de ganho: “É a minha única renda. Há momentos em que conseguimos algo melhor, em outros é mais difícil. Já tive encomendas para outros estados, e também há peças minhas em outros países, que não foram encomendadas diretamente comigo, mas são minhas. No Brasil, já enviei peças para São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina”.

“Para mim, tudo é arte”

Antônio conta que, antes de se dedicar profissionalmente ao artesanato, já tinha noção de como era a produção. “A partir de 2000, comecei a produzir as primeiras peças, que não eram tão boas, mas, conforme fui aperfeiçoando, criei outras. Nós produzimos as peças, mas sempre pensando em criar novas”, relata.

Ressalta ainda que toda a madeira usada vem de manejo, de forma legalizada.

“Eu não vou desbravar e derrubar a floresta. Entro em contato com as pessoas que fazem manejo e pego. Tudo é legalizado, e a gente ajuda o meio ambiente a se alegrar com a gente, por manter e cultivar as árvores. Por isso, aproveito qualquer pedaço de madeira, seja tora ou pedaço pequeno. Para mim, tudo é arte”, avalia.

E o artesão gosta de desafios. “Quando me mostram algo que não faço, digo ‘não pergunte se eu faço, pergunte quanto custa’. As pessoas acham engraçado, mas eu digo que a arte já está dentro de mim. Eu nasci para o artesanato, é o meu trabalho”, explica, com risadas.

Produzindo diversas categorias de peças, Antônio cita algumas das madeiras com as quais trabalha: “Uso cumaru-ferro, cerejeira, cedro, aroeira e teca. Na minha casa, plantei cerejeira, mas é para ajudar a manter a floresta e o meio ambiente. Esse trabalho, para mim, é tudo. Mesmo que eu tivesse outro emprego, ainda assim dedicaria algumas horas ao artesanato”.

Leia também: Oficinas resgatam tradição do grafismo e teçume de arumã e tucum em artesanatos de mulheres indígenas

Antônio também cuida da renovação do seu portfólio: “Graças a Deus, a cada ano, tenho uma peça diferente. A peça que eu produzia antes, faço menos, e invisto na próxima. Não trabalho por esporte, trabalho com artesanato porque gosto”.

Em Rio Branco, o artesão tem peças expostas para comercialização na Casa do Artesanato Acreano (atualmente com funcionamento suspenso devido à cheia do Rio Acre), na Rua Eduardo Assmar, em frente ao Calçadão da Gameleira, mas também recebe encomendas por WhatsApp pelos números (68) 984165232 e (68) 992056468 ou Instagram @antoniogeraldoac.

Arte, economia, turismo e patrimônio

O titular da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), Marcelo Messias, destaca a atuação dos artesãos locais, que contam a história e preservam a identidade da população do Acre.

“Neste dia, ressaltamos a importância de cada mão talentosa que transforma matérias-primas em verdadeiras obras de arte, que leva o nome do nosso estado para o Brasil e o mundo. O artesanato não é só arte, é economia, turismo e patrimônio. Na Sete, valorizamos esse trabalho com incentivo, capacitação e oportunidade de negócios. A cada peça produzida, temos um pouco da nossa história sendo contada e nossa essência preservada”, ressalta.

Para promover cada vez mais o artesanato, o governo do Acre, por meio da Sete, realiza capacitações, caravanas de cadastramento nos municípios e oportunidade de negócios com participações nas feiras nacionais e internacionais, que levam o nome e a riqueza deste trabalho manual que representa o Acre para diversos lugares do mundo.

Além disso, a Casa do Artesanato Acreano, reúne peças de artesãos dos mais variados segmentos como biojoias, cerâmicas, palha e produtos feitos por indígenas.

A coordenadora do Artesanato Acreano na Sete, Risoleta Queiroz, afirma que o objetivo da data é valorizar os profissionais do setor, destacar o trabalho na sociedade e promover a autonomia e a economia local.

“O artesanato brasileiro é diverso, com características diferenciadas de norte a sul. A produção artesanal é influenciada pelas comunidades locais e pela matéria-prima disponível na região. O trabalho artesanal é uma fonte de renda para muitas famílias e os conhecimentos para a produção artesanal são passados de geração em geração”, diz.

Risoleta lembra ainda que o artesanato acompanha a história da espécie humana ao longo dos anos: “Sofreu mudanças, novos olhares e hoje é uma ferramenta artística que conserva culturas e muito significado, para além da produção de um objeto decorativo ou de um adereço para o corpo. O papel do artesão na sociedade não é somente de mão de obra, mas de produção artística importante para o mundo”.

*Com informações da Agência Acre

Em alerta: forças de segurança estaduais monitoram as cheias dos rios no Acre

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Foto: Pedro Devani/Secom AC

As cheias dos rios amazônicos têm impactado diversas regiões do Acre, exigindo uma atuação intensa do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec). 

Segundo dados levantados pelo posto de comando do CBMAC em Rio Branco, já foram registrados 1.040 chamados, resultando em 151 ocorrências atendidas e quase 500 pessoas resgatadas. A operação conta com o apoio de voluntários da sociedade civil, somando um efetivo de 95 pessoas.

Leia também: Chuvas no Acre: monitoramento dos rios inicia com o objetivo de prever inundações

Em Rio Branco, o nível do Rio Acre apresentou elevação durante a medição das 9h deste domingo (16), marcando 15,82m. O Riozinho do Rola, um afluente importante, apresentou na leitura das 6h ainda de 16 de março um aumento de 32 cm, já ultrapassou a cota de transbordamento desde a última medição da sexta-feira (14), que marcou 15,33m e subiu para 16,36m.

O comandante-geral do CBMAC, coronel Charles Santos, aponta que a bacia do Rio Acre tem se comportado de forma variável desde Assis Brasil até a capital, onde há uma estabilidade momentânea. “O governo do Acre está atento ao comportamento dos rios para garantir a segurança de todos nesse momento de urgência”, garantiu o coronel Santos.

Nos demais municípios do Acre, a situação varia. Em Cruzeiro do Sul, o nível do rio continua aumentando, especialmente devido ao volume de água vindo do Rio Moa. A cota de transbordo da região é de 13m e na medição das 6h de 16 de março marcava 13,45m. Frente a isso, autoridades locais avaliam decretar situação de emergência.

Foto: Pedro Devani/Secom AC

Em Tarauacá, a marcação do rio é de 9,87m e apesar do transbordamento, todos os bairros estão sendo monitorados e ainda não houve necessidade da retirada de vítimas até o domingo. Feijó e Sena Madureira estão em situação estável, sem a necessidade de ações emergenciais até o momento. Xapuri e Brasiléia permanecem em estado de alerta mas sem riscos iminentes. 

Já em Porto Acre, as autoridades estão realizando constantes vistorias, verificando a necessidade de translado de comunidades isoladas pelo aumento do rio. Novas inspeções serão feitas para acompanhar a evolução da situação.

A Defesa Civil estadual segue vigilante, monitorando as condições dos municípios afetados e mantendo contato direto com as autoridades locais para coordenar ações de resposta. O apoio da sociedade e a pronta atuação das equipes de resgate são essenciais para minimizar os impactos das cheias e garantir a segurança da população acreana.

*Com informações da Agência Acre

Lei reconhece ritual do Kuarup como manifestação da cultura nacional

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Cerimônia, realizada entre agosto e setembro, reúne várias etnias indígenas do Alto Xingu (MT). Foto: Alaor Filho/Fotos Públicas

A cerimônia do Kuarup, ritual indígena realizado no Parque Indígena do Xingu (MT), foi reconhecida como uma manifestação da cultura nacional. A Lei 15.113, que garante esse reconhecimento, foi publicada no dia 18 de março, no Diário Oficial da União.

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A nova lei é resultado de um projeto da Câmara dos Deputados. O texto (PL 6.177/2019) recebeu relatório favorável do senador Wellington Fagundes (PL-MT) na Comissão de Educação e Cultura (CE), onde foi aprovado em dezembro passado.

“A cerimônia é marcada por uma alternância poética entre momentos de profundo luto e celebração da vida, refletindo a filosofia indígena de que a continuidade da existência e a convivência harmoniosa em comunidade são essenciais após a perda de um ente querido. O rito culmina com o simbólico lançamento dos troncos na água, que representa a despedida, a transformação e a transcendência”, explicou Wellington Fagundes no relatório.

Ritual do Kuarup - MT
Foto: Reprodução

Kuarup

O Kuarup ocorre entre os meses de agosto e setembro. A cerimônia reúne diversas etnias indígenas do Alto Xingu, no estado de Mato Grosso. 

No ritual, são abordados temas como a morte e o luto, ao mesmo tempo em que se homenageia a memória de entes queridos. 

*Com informações da Agência Senado

‘Como matar um rio’: documentário mostra drama dos ribeirinhos durante queimadas e seca do rio Madeira

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Foto: Reprodução

O documentário Como matar um rio‘, gravado em comunidades ribeirinhas ao longo do rio Madeira, em Porto Velho (RO), retratará a beleza das paisagens da região em contraste com as queimadas e a extrema seca de 2024.

Segundo a produção, a obra parte de uma visão poética do cotidiano para revelar a dura realidade dos povos ribeirinhos na luta por água e comida durante a crise climática.

A produção faz parte do projeto ‘Vozes do Madeira’ e foi viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Edital 001/2024. As gravações destacam a riqueza e a beleza cultural dessas localidades, ao mesmo tempo em que discutem a preservação da floresta e da biodiversidade.

Dirigido por Chicão Santos, o trabalho envolveu uma equipe de cerca de 10 pessoas, incluindo tradutores de Libras. A produção levou quase 12 meses, com duas visitas aos distritos: a primeira, em junho, quando o rio estava mais cheio, e a segunda, em setembro, durante a seca severa.

A narrativa se divide em dois momentos: 

  • O primeiro apresenta um olhar poético sobre a cultura e as festividades dos ribeirinhos, em um período em que o rio ainda estava cheio. 
  • O segundo retrata a seca extrema enfrentada pelas comunidades e os desafios para sobreviver em meio à fumaça e à escassez de água.

“A equipe enfrentou grandes dificuldades, pois a navegabilidade estava comprometida e a captação de imagens foi prejudicada pela fumaça. No rio, já não havia mais jacarés, estava tudo seco”, relata o diretor Chicão.

Ambas as partes exploram a relação do povo com o rio Madeira, buscando sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação ambiental e do apoio ao desenvolvimento sustentável dessas comunidades.

De acordo com o diretor, o principal objetivo, após a conclusão das gravações, era mostrar todas as camadas de ser e viver ribeirinho, além de dar visibilidade e instigar discussões sobre sustentabilidade e conservação ambiental.

O documentário estreia no dia 21 de março, às 19h, e será exibido gratuitamente no Cinema da Floresta, localizado na Rua Franklin Tavares, no bairro Pedrinhas, em Porto Velho.

*Por Gabriely Tavares, estagiária sob supervisão de Marcos Miranda, da Rede Amazônica RO

Greenpeace denuncia garimpo na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia

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Registro de garimpo dentro da Terra Indígena Sete de Setembro obtido pelo Greenpeace. Foto: Reprodução/Greenpeace

O Greenpeace Brasil publicou uma denúncia sobre a presença de garimpeiros ilegais dentro da Terra Indígena Sete de Setembro, do povo Paiter Suruí, localizada entre os municípios de Cacoal e Espigão D’Oeste, em Rondônia.

A TI possui área total de 248 mil hectares e sua maior porção (60%) está localizada no município de Rondolândia.

Leia também: Através do cultivo de frutos nativos, povo Paiter Suruí reverteu desmatamento da Terra Indígena Sete de Setembro

De acordo com a organização, através das imagens de satélite, foi identificada uma área de 78 hectares de atividade garimpeira, equivalente a 109 campos de futebol. O garimpo está concentrado principalmente nas ramificações do rio Fortuninha, na região central da Terra Indígena, e nos braços do rio Fortuna, na parte nordeste do território.

“É urgente e necessário que as autoridades tomem medidas de proteção ao povo Paiter Suruí, realizem ações de fiscalização e monitoramento da atividade garimpeira e promovam ações de desintrusão dos invasores”, pontuam na publicação.

Ainda segundo o Greenpeace, o garimpo é um problema na TI Sete de Setembro há mais de uma década. Em 2024, o Greenpeace realizou um levantamento para denunciar o avanço do garimpo no sul do Amazonas. A área destruída dentro da Terra Indígena era de 55 hectares, em 2022, e foi para 72,16 hectares em 2024. O povo Paiter Suruí enfrenta um crescente aumento de conflitos territoriais entre invasores e as comunidades locais, que resistem a diversas formas de pressão para a apropriação e exploração de seus recursos.

Mapa comparativo da área de garimpo entre junho de 2023 e janeiro de 2025. Fonte: Departamento de Pesquisa do Greenpeace Brasil

A Terra Indígena Sete de Setembro é um território rico em diamantes, ouro e cassiterita e por causa disso, tem atraído atenção de garimpeiros que têm migrado de outros estados para dentro do território indígena.

“O garimpo dentro das Terras Indígenas causa inúmeras consequências. Além da desestruturação social, ameaças à saúde e atos de violência contra povos indígenas e comunidades tradicionais, o garimpo destrói o meio ambiente com o desmatamento e contamina, com mercúrio, os recursos hídricos, o solo, os animais e a floresta”, afirma Jorge Eduardo Dantas, porta-voz da Frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil.

Dados do PRODES apontam que o desmatamento atingiu seu pico em 2021 com a perda alarmante de 1.420 hectares de vegetação. No total, mais de 5.000 ha já foram desmatados no território.

“As escavadeiras, observadas nos registros obtidos, exercem um papel devastador na abertura de novas áreas de exploração. Uma máquina dessas realiza em um dia o trabalho que cerca de três homens levariam quarenta dias para fazer”, ressalta Jorge Eduardo Dantas.

“É necessário, cada vez mais, que as autoridades possam estruturar políticas públicas robustas capazes de atender as populações amazônidas e oferecer alternativas econômicas contrárias a essa prática predatória e criminosa”, completa.  

O mapeamento dos garimpos em Terras Indígenas é realizado por meio de alertas gerados por radar e sensores ópticos, utilizando os sistemas GLAD (Global Analysis and Discovery) e RADD (Radar for Detecting Deforestation) na ferramenta interna do Greenpeace, batizada de ‘Papa Alpha’. A acurácia dos alertas para garimpo é confirmada através das imagens de satélite dos sistemas Planet Lab e Sentinel-2. As informações enviadas por parceiros que estiveram em áreas de garimpo dentro da Terra Indígena entre 10 e 22 de novembro de 2024 e em 22 de janeiro de 2025 reforçam os registros das imagens de satélite.

*Com informações do Greenpeace

Espécie inédita de parasita é descoberta no peixe ‘lambari’ por pesquisadores do Amapá

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Pesquisadores não encontraram espécies semelhantes em banco de dados internacional. Foto: Divulgação/Ueap

Uma nova espécie de parasita foi identificada no peixe piaba ou ‘lambari‘, por pesquisadores da Universidade do Estado do Amapá (Ueap).

O organismo batizado como Ceratomyxa tessaloniensis leva o nome do local onde foi encontrado, no Rio Flexal, na área rural da comunidade Tessalônica, próxima ao município de Porto Grande, distante cerca de 111 quilômetros de Macapá.

Leia também: Saiba o significado dos nomes de peixes populares na Amazônia

Análise da espécie

A espécie foi encontrada durante uma pesquisa de campo. Saturo Cardoso, que é biomédico, disse ao Grupo Rede Amazônica que após análise microscópica e comparação com o banco internacional de dados, os pesquisadores não encontraram registros da espécie.

“Havia uma diferença na morfologia, tanto no comprimento quanto na largura. Além disso a gente fez uma análise molecular para a extração do DNA desse parasito, com esse DNA ele foi amplificado e depois comparado com um banco internacional, onde não encontramos similaridades”, disse.

Nova espécie de parasita foi encontrada no peixe lambari. Foto: Divulgação/Ueap

Após análise filogenética, que funciona como uma árvore genealógica, foi visto que a maioria dos organismos Ceratomyxa semelhantes a esta espécie são registrados em animais de água salgada. Apenas um pequeno e raro grupo faz parte da água doce.

Apesar de se tratar de um parasita, os pesquisadores constataram que não há registro de doenças causadas por ele ou semelhantes a espécie.

“A gente sabe que o consumo de pescado na Amazônia é um dos maiores, é muito comum. Então não há o registro até hoje de alguma zoonose ou de alguma doença causada por esse parasita”, destacou o biomédico.

Nova espécie de parasita foi encontrada no peixe lambari. Foto: Divulgação/Ueap

Pesquisa de qualidade do pescado

A Abthyllane Amaral, que é engenheira de pesca, disse que nos últimos anos, 10 novas espécies de parasitas foram registradas durante mapeamento de peixes. Para 2025, a estimativa é encontrar mais 5 ou 6 espécies.

“Depois que a gente descreve essas novas espécies, a gente vai descobrir um pouquinho mais, sobre ciclo de vida, como é que ela vem evoluindo ao longo do tempo, então a nossa pesquisa é uma pesquisa base, de descoberta. Ela vem auxiliar na sanidade em relação ao pescado no Amapá”, contou.

Pesquisa foi realizada em diversos municípios do AP. Foto: Divulgação/Ueap

O projeto de mapeamento já passou por diversos municípios do estado do Amapá, sendo eles Tartarugalzinho, Macapá tanto a área rural quanto urbana, Santana, Mazagão, Ferreira Gomes e Calçoene.

“Em Calçoene […] por ser uma região costeira, a gente tá ali naquele ambiente de transição de água doce e de água salgada, que a gente acha que vai ter alguns achados bem interessantes”, completou a engenheira.

Mapeamento das regiões com o pescado analisado. Foto: Divulgação/Ueap

O trabalho que é realizado desde 2021, teve reconhecimento internacional em uma revista científica. A engenheira conta que a publicação não apenas contribui para o entendimento da biodiversidade, mas para a preservação e monitoramento da saúde ambiental dos rios.

“O nosso trabalho é um trabalho de descrição de novas espécies e descrevendo essas novas espécies […] O que a nossa pesquisa traz pro estado é conhecimento da nossa biodiversidade”, contou.

*Por Isadora Pereira e Mayra Carvalho, da Rede Amazônica AP

Moeda de 1773 e louças europeias são encontradas durante escavação em Macapá

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Os estudos estão entrando na reta final da primeira etapa da pesquisa onde fica propriamente a construção da casa. Foto: Jhon Martins/GEA

Durante nova escavação nas obras de reforma da antiga Residência do Governo do Amapá, no Centro da capital, arqueólogos encontraram uma moeda do ano de 1773, além de novos artefatos históricos.

Anteriormente, os pesquisadores encontraram uma moeda 20 réis do ano de 1775, nova descoberta remete ao ano de 1773. Além da moeda, louças europeias importadas e cachimbos fazem parte do acervo encontrado.

Leia também: Moeda de 1775 é encontrada por arqueólogos durante obra em Macapá

Segundo os estudos, as louças europeias achadas tem origem de Portugal e Inglaterra dos séculos 18 e 19. Os objetos são de faianças, louças de cerâmica, barro, argila ou pó de pedra. Os pesquisadores também identificaram cachimbos de fabricação inglesa e holandesa do período de 1751 a 1840.

Os itens encontrados serão encaminhados ao Centro de Estudos e Pesquisas Arqueológicas do Amapá (Cepap) da Unifap para serem analisados e registrados.

As descobertas são anteriores ao fim das obras da Fortaleza de São José de Macapá e da criação da política cambial brasileira, que só começou em 1808. A pesquisa aponta que mesmo antes da presença dos portugueses, comunidade dos povos indígenas já habitavam a região.

Segundo pesquisadores, os achados são as maiores coleções de cachimbos e louças europeias associadas ao período de escravidão na Amazônia, resultado da escavação de um sítio arqueológico histórico no estado.

“Isso revela que existe um centro histórico invisível em Macapá e talvez não se tenha uma coleção dessa na Amazônia, com esses cachimbos de fabricação holandesa e inglesa que ampliam o patrimônio e o acervo histórico e cultural”, explicou Kleber Souza, arqueólogo e coordenador dos estudos.

Os estudos estão entrando na reta final da primeira etapa da pesquisa onde fica a construção da casa, para em seguida iniciarem as escavações em outras áreas. Uma empresa contratada pelo Governo do estado é a responsável por fazer a escavação em diversos pontos ao redor da residência.

No primeiro achado, foram encontrados mais de 30 itens dos séculos 17 e 18, como anéis, ossos de animais e cachimbos de origem holandesa.

Leia também: ‘Casa do Governador’ vai ser transformada em ponto turístico no Amapá

A obra continua, seguindo as normas de preservação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), enquanto a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) estão concentrados os trabalhos na finalização da estrutura da cobertura de forro e na aplicação da estrutura de madeira.

*Por Francisco Pinheiro, estagiário sob supervisão de Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

‘Noiadance’? Ritmo criado em Porto Velho conquista top viral do Spotify e destaque internacional

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Artistas e influenciadores dançam o ‘noiadance’, ritmo criado em Porto Velho. Foto: Reprodução/TikTok-marifernandezoficial

O ‘noiadance‘, ritmo que nasceu em regiões periféricas das zonas Leste e Sul de Porto Velho (RO), ganhou destaque internacional após viralizar nas redes sociais. Com menos de um mês de lançamento, “Santinha” entrou no ranking das músicas virais do Spotify Brasil e Portugal.

A música é composta por Caroliny Silva Campos e interpretada por Canal Remix, Felipe Morais, Mc Leoa e Mc Sapinha. O hit foi produzido por Felipe Morais, DJ portovelhense de 24 anos que trabalha como produtor musical há cerca de oito anos e acompanhou de perto a ascensão do ‘noiadance’.

O sucesso começou no aplicativo de vídeos TikTok. Artistas e influenciadores como Carlinhos Maia, Álvaro, Mari Fernandez e Rafa Kalimann usaram o ritmo em vídeos e ampliaram ainda mais o engajamento.

Internautas de Porto Velho comentaram na publicação de Mari Fernandez destacando que a produção nasceu na cidade rondoniense. Foto: Reprodução/TikTok-marifernandezoficial

Sucesso em ascenção

Ao Grupo Rede Amazônica, o DJ Felipe Morais informou que não esperava por esse sucesso, pois era apenas uma música feita para tocar nas noites portovelhenses, mas que acabou “saindo da bolha”.

“Não esperava que tivesse essa repercussão toda pelo Brasil, eu nem estava preparado para isso. Fui pego de surpresa com várias notificações nas minhas redes sociais e conhecidos me mandando mensagens, falando que a ‘Santinha’ estava bombando”, disse.

De acordo com o DJ, essa é uma oportunidade de levar o hit portovelhense para o Brasil e até para outros países. Agora, o objetivo é ultrapassar as barreiras e popularizar ainda mais o noiadance.

“A ideia desse álbum era ser algo diferente, algo jamais feito aqui na região. Eu quis deixar bem claro que foi feito em Porto Velho, que é algo da minha terra, da nossa terra, e que, querendo ou não, representa parte de Rondônia atualmente”, ressaltou.

Dutch House

Segundo os DJs e produtores Lucas Ferraz, Kelvin Douglas, Yuri Lorenzo e o administrador do Canal Remix, Carlos Eduardo, a vertente eletrônica chamada ‘Dutch House’ nasceu em 2009 e ganhou força em Rondônia no ano seguinte, em 2010.

“Produzir o Dutch House não é uma tarefa fácil. Exige empenho, criatividade e muita paciência para conseguir criar algo envolvente a cada remix”, explicaram ainda em 2021, quando o ritmo já ganhava destaque.

Um produtor conhecido como ‘Yvan Serano’ adaptou o estilo com elementos mais envolventes como Moombahton, Latin House e Funk. Foi quando surgiu o estilo único da música eletrônica característica de Porto Velho, segundo os DJs e produtores.

Leia também: Saiba como o ritmo ‘noiadance’ se tornou uma febre em Porto Velho

Noiadance?

O ritmo, que foi apelidado pelos portovelhenses de ‘noiadance’, mas também é conhecido como ‘leskerray’, chegou primeiro no coração dos moradores das zonas Leste e Sul de Porto Velho.

Marginalizado por vários, durante muitos anos, a vertente de música eletrônica era uma das principais características das festas dessas regiões.

Nos últimos anos, o ‘noiadance’ chegou na região central da capital rondoniense e encontrou espaço em todas as datas comemorativas, além de ser um dos estilos mais pedidos nas festas da cidade.

Criar novas batidas para hits que já estão em alta é uma das marcas do ‘noiadance’, além de aproveitar sucessos adormecidos.

De acordo com os produtores do Canal Remix, as músicas de maior sucesso nas plataformas de streaming ganham força em Porto Velho quando viram um remix.

“Geralmente fazemos remix das músicas que são de maior sucesso nas plataformas de streaming. O trabalho vale muito a pena quando conseguimos os resultados esperados e a satisfação do nosso público”.

Direitos autorais

Além das músicas internacionais, sucessos nacionais também fazem parte da lista de remixes produzidos pelo grupo. Yuri Lorenzo, editor do canal, explicou como a equipe faz quanto aos direitos autorais.

“Infelizmente algumas músicas acabam sendo excluídas por conta dos direitos autorais. Mas muitas delas são produzidas de acordo com a política de direitos autorais, que nos permite de postar e produzi-las tranquilamente. Algumas vezes reivindicamos a denúncia feita pelo detentor do copyright da música e em torno de 30 dias eles fazem a liberação novamente pra gente”, explica.

O remix da música ‘Major Lazer – Be Together’, produzido pelo DJ Guilherme Morais, foi um dos maiores sucessos do Canal Remix em 2021.

*Por Amanda Oliveira e Thaís Nauara, da Rede Amazônica RO