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Novo Parque Residência, no Amapá, reabre com seis exposições inéditas

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Foto: Jorge Júnior/ Agência Amapá

O novo Parque Residência, no Amapá, reabre nesta sexta-feira (29) revitalizado e estruturado para promover o encontro entre passado, presente e futuro. O local conta com seis salas de exposições, reunindo acervos permanentes e temporários que apresentam ao público momentos decisivos da formação política, social e cultural amapaense.

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Com curadoria voltada à educação e à preservação da memória coletiva, as exposições no Parque Residência foram concebidas para ampliar o acesso da população ao patrimônio histórico do estado. A proposta é transformar o espaço em um ambiente vivo de aprendizado, reflexão e pertencimento.

“Além da preservação integral do prédio principal da residência, que foi cuidadosamente restaurado, planejamos novos espaços que ampliam a experiência de quem visita e valoriza a história do Amapá. A proposta foi criar um ambiente vivo de memória, que reúna elementos culturais e históricos e convide moradores e turistas a se conectarem com a nossa identidade. Essa é uma verdadeira ‘residência parque’, pensada para se tornar um dos lugares mais emblemáticos e acolhedores de Macapá. É um projeto que resgata o passado, valoriza o presente e projeta o futuro do nosso estado”, destacou o governador Clécio Luís.

Saiba mais: ‘Casa do Governador’ vai ser transformada em ponto turístico no Amapá

O governador Clécio Luís destacou que o Parque Residência é um ambiente vivo de memória, que reúne elementos culturais e históricos e convida todos a se conectarem com a identidade amapaense. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Entre as exposições temporárias do Parque Residência, destacam-se duas iniciativas que evidenciam a diversidade cultural e institucional do Amapá. Uma delas resgata a trajetória da Imprensa Oficial, reunindo documentos e registros que retratam a evolução da comunicação pública ao longo dos anos. 

A outra exposição dá visibilidade aos “Mestres dos Saberes”, com foco na tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações e fundamental para a cultura ribeirinha. A mostra inclui embarcações e elementos que expressam o modo de vida das comunidades amazônicas.

A exposição “Mestres dos Saberes” dá destaque à tradicional carpintaria naval do Elesbão, um conhecimento ancestral transmitido entre gerações. Foto: Jorge Júnior/ Governo do Amapá

Investimento em memória e identidade

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade, o projeto reforça o compromisso da gestão estadual com a valorização das raízes culturais.

“O Parque Residência se consolida como um espaço estratégico de preservação da nossa memória coletiva. As salas de exposições ampliam o acesso da população à história do Amapá, valorizando personagens, tradições e marcos que ajudaram a construir a nossa identidade. Trata-se de um investimento estruturante do Governo do Amapá em cultura, educação e fortalecimento do sentimento de pertencimento do povo amapaense”, pontuou.

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edivan Andrade. Foto: Aog Rcoha/ Governdo do Amapá

Leia também: Vestígios de antigas civilizações são encontradas em obras da BR-156 no Amapá

O circuito expositivo permanente percorre diferentes períodos da história do estado. Uma das salas é dedicada aos ex-governadores, reunindo registros que destacam a contribuição de cada gestão para o desenvolvimento institucional do Amapá.

Uma das salas será dedicada aos ex-governadores do Amapá, reunindo fotografias, documentos e informações sobre as gestões que contribuíram para o desenvolvimento político e administrativo do estado. Foto: Ruan Alves/ Governo do Amapá

Outro espaço do Parque Residência presta homenagem aos trabalhadores da Icomi (Indústria e Comércio de Minérios S.A.), reconhecendo o papel fundamental da mineração na formação econômica e social da região. A iniciativa preserva a memória de quem participou diretamente desse ciclo histórico.

A valorização das manifestações culturais também é um dos pilares do projeto. Uma das salas é dedicada ao marabaixo, expressão tradicional que reúne elementos religiosos, musicais e identitários do povo amapaense. O público poderá conhecer objetos, vestimentas, registros fotográficos e narrativas que mantêm viva essa tradição.

Patrimônio histórico e acervo a céu aberto

O espaço central do parque destaca a própria Residência Oficial dos Governadores, com uma exposição que resgata sua importância arquitetônica e institucional ao longo das décadas.

Além disso, o parque contará com equipamentos históricos que ampliam a experiência dos visitantes, como o avião Bandeirante EMB-110, uma locomotiva, um vagão de passageiros e um vagão de minério, elementos que ajudam a contar diferentes fases do desenvolvimento do estado.

Avião bandeirantes, uma das peças que está exposta ao Parque Residência. Foto: Maksuel Martis/ Governo do Amapá

A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Amapá com a preservação do patrimônio e a democratização do acesso à cultura. Mais do que um espaço expositivo, o Parque Residência surge como um ambiente de convivência, aprendizado e valorização das raízes, fortalecendo a identidade cultural e projetando o estado como referência em memória e turismo na região Norte.

*Com informações do Governo do Amapá

Cerca de R$ 5 bilhões: Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula

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Presidente Lula anunciou a construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini e novos investimentos no Polo de Urucu, em Coari (AM). Além disso, foi assinado contrato de patrocínio da Petrobras ao Festival Folclórico de Parintins. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (27), cerca de R$ 5 bilhões em investimentos em obras e projetos de energia e infraestrutura no Amazonas. A Petrobras também confirmou um aporte de R$ 2,8 bilhões no estado. Os anúncios foram feitos durante agenda em Manaus e em Iranduba, na Região Metropolitana da capital.

Entre os investimentos anunciados estão recursos para obras na BR-319, expansão do programa Luz para Todos, modernização da rede elétrica, ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu e construção de embarcações no estado.

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Na área de infraestrutura, o governo federal confirmou R$ 381,4 milhões para intervenções na BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho.

Segundo o governo, R$ 362 milhões serão usados em melhorias no Lote 4 do Trecho do Meio. Lula afirmou que a obra é estratégica para integrar o Amazonas ao restante do país e a outros mercados da América do Sul.

“A BR-319 é uma briga que vocês estão brigando por ela há 40 anos. Porque é para ligar o estado do Amazonas ao estado de Rondônia. É ligar a gente ao Caribe”, disse.

Outros R$ 19,4 milhões serão destinados à substituição de pontes de madeira por estruturas de concreto nos igarapés Santo Antônio, Realidade e Fortaleza.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o ‘trecho do meio’ da BR-319?

Energia e Luz para Todos

Na área de energia, o pacote anunciado chega a R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 785,9 milhões serão destinados a contratos do programa Luz para Todos.

A previsão é levar energia elétrica para mais de 75 mil pessoas em 86 municípios do Amazonas, principalmente em áreas rurais e de difícil acesso.

O governo também anunciou R$ 2,3 bilhões para modernização da rede elétrica e construção de 10 novas subestações entre 2026 e 2028.

Petrobras e Polo Urucu

Durante agenda em Manaus, Lula também acompanhou o anúncio de mais de R$ 2,8 bilhões em investimentos da Petrobras no Amazonas. Do total, R$ 2,5 bilhões serão destinados à ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu, em Coari. Segundo a estatal, os recursos serão usados na perfuração de novos poços e na instalação de cerca de 40 quilômetros de linhas para conectar novas áreas de produção.

A Petrobras informou que as perfurações em Urucu serão retomadas após dez anos sem abertura de novos poços. Atualmente, o Polo Urucu produz cerca de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a empresa, o gás natural extraído no local abastece aproximadamente 65% da demanda de energia elétrica de Manaus e de outros cinco municípios do Amazonas.

Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula Foto: Patrick Marques/g1 AM
Amazonas terá investimentos em energia, transporte fluvial e infraestrutura, anuncia Lula. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Indústria naval

O governo também anunciou investimentos voltados à indústria naval e logística no estado. Em Manaus, a Transpetro confirmou a construção de 18 barcaças para transporte de combustível marítimo. O investimento previsto é de R$ 303,5 milhões. As embarcações serão construídas no Amazonas e usadas no abastecimento de bunker, combustível utilizado por navios nos principais portos do país.

Além disso, em Iranduba, foi lançada uma nova barcaça construída no Estaleiro Juruá. O projeto integra um contrato de R$ 1,2 bilhão financiado pelo Fundo da Marinha Mercante, com previsão de produção de 128 barcaças e três empurradores. Ao comentar a atuação do Estaleiro Juruá, Lula afirmou que o Brasil pode competir com mercados internacionais.

“A nossa balsa pode demorar 10 dias a mais do que a coreana, porque a gente está começando agora, mas daqui a um mês a gente vai dar uma surra nos coreanos, vai dar uma surra nos chineses, porque a gente vai produzir com mais qualidade e com mais competência”, comentou.

O presidente afirmou ainda que Manaus pode se tornar referência internacional na construção de embarcações. “A gente vai poder falar no mundo inteiro que quem quiser construir balsa de qualidade venha para Manaus”, declarou.

Também foi apresentado o projeto do Terminal Hidroviário Manaus Moderna, que deve receber R$ 876 milhões para reestruturação da mobilidade de passageiros e transporte de cargas na capital.

Meio ambiente e inovação

Na área de ciência e sustentabilidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a liberação de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para o programa Desafios da Amazônia.

Segundo o banco, os recursos devem financiar pesquisas e projetos voltados para cadeias produtivas da região, como açaí, cacau e pescado.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Para Aldo Rebelo, “aborto provocado é inaceitável”

Arte: Reprodução/Amazon Sat

O pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, também comentou sobre questões de saúde e o aborto durante conversa com o jornalista Welliton Lopes, no programa ‘Entrevistas‘, do canal Amazon Sat. O tema é considerado um dos mais polêmicos do debate político nacional.

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Durante a entrevista, Aldo Rebelo afirmou ser contrário ao aborto e defendeu que a discussão deve envolver princípios éticos, sociais e de proteção à vida.

“Aborto, por favor. Eu sou filho de uma mãe que teve oito filhos. Ficou viúva aos 27 anos. Ainda assim criou mais uma irmã que nós temos e provavelmente o aborto naquele tempo teria tirado da minha mãe a possiblidade de ter os filhos que ela tem. Então, o aborto, a não ser claro o acidente, a não ser um problema de saúde, mas o aborto provocado é inaceitável”, afirmou.

Leia também: Aldo Rebelo destaca propostas para a Amazônia: “região rica e bloqueada”

Para Aldo Rebelo, aborto provocado é inaceitável
Foto: Reprodução/ Amazon Sat

Aldo afirma que casos devem ser analisados

Para Aldo Rebelo, o aborto é um assunto que não deve ser tratado pelo estado de forma alguma e casos específicos devem ser analisados com cautela.

“Isso é uma forma de controle de natalidade que criaram pelo meio do mundo. Controle da natalidade dos pobres, principalmente. Nós não podemos aceitar uma situação dessa. Claro que, você tem que oferecer condições de vida para a população mais pobre, escola, proteção, etc. Mas ninguém tem o direito de ceifar uma vida em nome de nada. Então é um tributo muito alto, um peso muito elevado, que alguém seja condenado por passar nove meses na barriga de outra pessoa. Eu sou contra, completamente, o aborto”. Assista:

A entrevista completa já está disponível no canal do Amazon Sat no Youtube: assista o programa completo AQUI.

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições:

quartas, às 9h;
quintas, às 13h30;
sextas, às 17h30;
sábados, às 9h30;
domingos, às 15h45;
e segundas, às 19h30.

Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT -4).

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares e une leitura e educação ambiental durante expedição pelo Amazonas

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Ao longo da quarta edição do projeto Amazônia das Palavras, escolas públicas dos municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Manacapuru, Iranduba e Manaus, no Amazonas, receberam doações de livros destinados às bibliotecas escolares e participaram do plantio simbólico de mudas de pau-brasil. As duas ações integraram o projeto pedagógico da expedição e buscaram deixar, nas escolas, marcas permanentes da passagem do projeto pelos territórios amazônicos.

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Além da entrega dos livros, as instituições também receberam o certificado ‘Escola Amiga da Leitura’, reconhecimento concedido às escolas parceiras que acolheram a programação do projeto e participaram das atividades voltadas à literatura, arte, música, cinema, moda, animação e formação humana.

A proposta uniu incentivo à leitura, pertencimento cultural e educação ambiental. Enquanto os livros passam a integrar os espaços de aprendizagem e convivência das escolas, o plantio do pau-brasil simboliza a permanência da experiência vivida pelos estudantes ao longo das oficinas e atividades culturais.

O trabalho pedagógico da expedição foi conduzido pelas coordenadoras pedagógicas Carmela Tacaná e Antônia Costa, responsáveis pela articulação das oficinas junto às escolas, acompanhamento das atividades e construção do diálogo entre os estudantes, educadores e oficineiros.

Leia também: Conheça 6 livros infantis que reúnem lendas e folclore da Amazônia

Doação de livros do projeto Amazônia das palavras
Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Leia também: Amazônia das Palavras encerra quarta edição com programação cultural em Manaus

Especialista em Linguística Aplicada à Produção de Texto e mestre em Estudos Literários, a professora Carmela Tacaná destaca que as ações desenvolvidas pelo projeto buscam ampliar o olhar dos estudantes sobre o próprio território e sobre as possibilidades da leitura.

“Quando entregamos livros e realizamos o plantio de uma árvore dentro da escola, deixamos mais do que objetos ou ações simbólicas. Deixamos possibilidades de continuidade. O livro e a árvore carregam essa ideia de permanência, crescimento e cuidado. O estudante percebe que aquele espaço também pertence a ele e que a leitura pode transformar a forma como ele enxerga o mundo e a própria realidade”, afirma.

A professora Antônia Costa, mestre em Ciências da Educação e especialista em Gestão Escolar e História Regional, ressalta que o projeto constrói vínculos que ultrapassam os dias de programação.

“O Amazônia das Palavras trabalha a formação humana de maneira muito ampla. As oficinas despertam criatividade, autoestima, identidade cultural e pertencimento. Já as doações e o plantio ajudam a fortalecer esse sentimento de continuidade, mostrando para os estudantes que aquilo que foi vivido durante a expedição pode permanecer na escola e na memória deles”, destaca.

O acervo entregue às bibliotecas reúne obras de diferentes linguagens e áreas do conhecimento, com títulos voltados à literatura amazônica, literatura indígena, poesia, fotografia, estudos culturais, animação, sustentabilidade, moda e memória. Entre os livros doados estão:

  • Mulher entre linhas, de Fernanda Kopanakis;
  • Mapinguari, o dono dos ossos, de Yaguarê Yamã;
  • Originárias: uma antologia feminina da literatura indígena;
  • Desencontro das Águas, de Dori Carvalho;

além de obras como O cérebro e a moda; Animação brasileira: 100 filmes essenciais; Úrsula, de Maria Firmina dos Reis; e Amazônia: histórias de beira de rio, de Léo Ribeiro.

Leia também: Literatura amazônica: conheça livros que ajudam a desbravar a região sem sair de casa

Amazônia das Palavras fortalece bibliotecas escolares. Foto: Pedro Carrilho

Também integram o conjunto de doações livros fotográficos e publicações produzidas por instituições culturais parceiras, como Amazônia das Palavras, da Associação Mapinguari; e Guaporé – Itenez.

Para a coordenadora geral do projeto, Fernanda Kopanakis, a entrega dos acervos e o plantio das mudas sintetizam a proposta construída ao longo da expedição.

“Quando a gente entrega um livro para uma escola ou planta uma árvore junto aos estudantes, estamos deixando sementes. Cada obra pode despertar um novo leitor, estimular a criatividade e fortalecer o sentimento de pertencimento desses jovens com a própria Amazônia. E o plantio representa justamente isso: algo que continua crescendo mesmo depois que a expedição segue viagem”, destaca.

Durante a programação, os estudantes participaram de oficinas de produção textual, música, literatura, moda, cinema de animação e narrativas amazônicas, conduzidas por artistas, escritores, pesquisadores e educadores de diferentes regiões do país. A entrega dos livros e o plantio das mudas buscaram ampliar esse contato, permitindo que as bibliotecas e os espaços escolares se tornem ambientes de continuidade dessas experiências.

A quarta edição do Amazônia das Palavras percorreu municípios do interior amazonense promovendo atividades gratuitas em escolas públicas e espaços culturais, aproximando estudantes de diferentes linguagens artísticas e incentivando o acesso à leitura como instrumento de formação crítica, criatividade e pertencimento cultural.

Escolas estaduais que receberam a doação de livros:

  • Coari: Escola Estadual Prefeito Alexandre Montoril – GM3
  • Codajás: Escola Estadual Indígena Professor Luiz Gonzaga de Souza Filho
  • Anori: Escola Estadual Presidente Costa e Silva
  • Anamã: Escola Estadual Tancredo Neves
  • Manacapuru: Escola Estadual José Seffair
  • Iranduba: Escola Estadual Isaías Vasconcelos
  • Manaus: Centro Educacional de Tempo Integral Gilberto Mestrinho de Medeiros Raposo – CETI Gilberto Mestrinho

Amazônia das Palavras

Quarta Edição é patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; apoio da Cigás; promoção da Fundação Rede Amazônica. Realização da Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo Federal.

*Com informações da assessoria

Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana

Foto: Luis Valenzuela

Duas novas espécies de plantas endêmicas foram descobertas na Floresta de Proteção de Pui Pui, na Amazônia peruana. A Floresta de Proteção Pui Pui é uma área natural protegida localizada em Junín e administrada pelo Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas pelo Estado (Sernanp).

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Novas espécies de plantas são achadas na Floresta de Proteção Pui Pui, na Amazônia peruana
Vista de parte da floresta Pui Pui. Foto: Divulgação/Agência Andina

As espécies descobertas são Columnea puipuense e Columnea valenzuelai, pertencentes à família Gesneriaceae, cuja descoberta foi publicada recentemente na revista científica PhytoKeys.

O estudo foi desenvolvido pelos pesquisadores Rocío del Pilar Rojas Gonzáles, Rodolfo Vásquez Martínez e Elmes Pinche Shareva, do Herbário Central Oxapampa Jungle do Jardim Botânico de Missouri, Estados Unidos.

Foto: Rocío Rojas

Leia também: Por que o Peru é considerado um paraíso dos anfíbios?

Expedições científicas no Peru rendem descobertas

Essas espécies foram identificadas durante explorações científicas em florestas montanhosas e nubladas, ecossistemas considerados entre os mais biodiversos e menos estudados do país.

“Cada nova espécie identificada amplia nossa compreensão do patrimônio natural do país e destaca o enorme valor da proteção de ecossistemas que ainda abrigam uma riqueza biológica por descobrir”, disse José Carlos Nieto, presidente executivo da Sernanp.

O presidente executivo da Sernanp, Carlos Nieto. Foto: Divulgação/Agência Andina

Características e habitat

Columnea puipuense distingue-se pelas suas folhas verde-oliva com bordas avermelhadas e flores de cor creme. O seu nome científico faz referência à Floresta de Proteção de Pui Pui, em reconhecimento da área natural protegida onde foi descoberta.

Localizada na floresta tropical central do Peru, esta área é um dos ecossistemas mais importantes para a conservação da biodiversidade andino-amazônica. Ela combina a proteção do ecossistema com o uso sustentável dos recursos pelas comunidades locais.

O nome Columnea valenzuelai é uma homenagem ao botânico e pesquisador peruano Luis Valenzuela Trujillo. Esta espécie possui uma corola tubular amarela e um nectário composto por cinco glândulas livres, características que a distinguem de outras espécies do mesmo gênero.

Após essas descobertas na floresta Pui Pui, o número de espécies do gênero Columnea registradas no Peru sobe para 36, ​​enquanto a família Gesneriaceae chega a 227 espécies documentadas.

*Com informações da Agência Andina

Área degradada pelo garimpo cai, mas atividade muda estratégia e segue na Terra Indígena Yanomami

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Foto: Fabrício Marinho/ Platô Filmes/ ISA

As novas áreas afetadas pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami somaram 45,2 hectares em 2025, uma queda de 46% em relação a 2024. Apesar da redução, a atividade garimpeira continua no território três anos após o governo federal decretar emergência em saúde na região, segundo relatório divulgado pelo Instituto Socioambiental (ISA) no dia 22 de maio.

A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.

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Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da Terra Yanomami, segundo o levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.

Segundo o relatório, o garimpo atingiu o pico de expansão em 2022, quando foram 1.800 hectares destruídos. Entre 2020 e 2025, foram 3.659,15 hectares.

Fonte: Reprodução/ISA

Segundo o estudo, a redução da degradação está ligada às ações do governo federal para retirada de invasores após o reconhecimento da crise humanitária Yanomami. Apesar disso, os garimpeiros têm adotado novas estratégias para driblar a fiscalização e manter a atividade no território

Em nota, a Casa de Governo informou que as operações desenvolvidas desde 2024, quando o órgão foi implementado, vêm atuando de forma permanente no enfrentamento da logística do garimpo, com ações de fiscalização aérea, fluvial e terrestre, desmobilização de estruturas, inutilização de pistas de pouso clandestinas, monitoramento de rotas de abastecimento e repressão ao transporte ilegal de combustível, equipamentos e minério.

Leia também: Conheça os Yanomami: povos indígenas que vivem isolados na Floresta Amazônica

Disse ainda que “as forças envolvidas acompanham de forma contínua as mudanças de estratégia adotadas pelos grupos ligados ao garimpo ilegal, incluindo a descentralização das atividades e a utilização de áreas próximas à faixa de fronteira”. 

Mudança na atuação do garimpo

Em vez de grandes áreas concentradas, a exploração passou a ocorrer em pontos menores. Em 2025, foram identificadas 121 áreas de garimpo. De acordo com o relatório, 90% dessas áreas têm menos de um hectare. As duas maiores tinham cerca de quatro hectares cada.

A exceção é a região do rio Couto Magalhães. No local, o estudo identificou a abertura de novas áreas próximas de regiões já degradadas.

Região da comunidade Waikás, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

Leia também: Imagens inéditas mostram áreas destruídas pelo garimpo ilegal na Terra Yanomami quase 3 anos após emergência

O relatório também aponta que garimpeiros têm migrado para áreas próximas da fronteira com a Venezuela, como Parafuri-Parima, Hokomawë e Cabeceira do Aracaçá, rota estratégica para escapar de fiscalizações.

Para o geógrafo do ISA, Estêvão Senra, com o valor do ouro atingindo patamares históricos no mercado internacional, a pressão do garimpo é constante.

“Operações de desintrusão são o primeiro passo indispensável, mas sozinhas elas não resolvem o problema estrutural. Sem estratégias de proteção territorial de médio e longo prazo, que envolvam vigilância permanente e melhorias na regulação da cadeia do ouro, há um grande risco de observarmos uma nova onda de invasão num futuro próximo”, disse.

Alertas territoriais

Região da comunidade Palimiu, no rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fabrício Marinho/Platô Filmes/ISA

Em 2025, o sistema de alertas da Terra Yanomami registrou 66 ocorrências territoriais. Desse total, 83% estavam ligados a invasões, com registros de aeronaves clandestinas, barcos e balsas.

Na região de Auaris, foram ao menos cinco ocorrências envolvendo aeronaves clandestinas. Na maioria dos casos, os voos seguiam para pistas ilegais próximas a rios, como a do Gaúcho Animal e a do Gongo.

Também houve registros em Xitei, Alto Catrimani e Apiaú, possivelmente ligados ao avanço do garimpo no rio Couto Magalhães. No Alto Catrimani, o relatório aponta relação entre a movimentação aérea e o garimpo na cabeceira do rio Orinoco, na Venezuela.

“Vale ressaltar que no caso do garimpo do Xitei, os alertas reforçam a preocupação dos moradores em relação à entrada de munição e armas de fogo levadas pelos garimpeiros com o objetivo de aliciar jovens e ameaçar lideranças que se opõem à exploração mineral na região. Desde 2021, o Xitei é marcado por conflitos violentos associados ao garimpo, e, em 2025, não foi diferente. Apenas em 2025, estima-se que pelo menos cinco pessoas morreram devido a esses conflitos”, cita trecho do relatório.

O sistema também registrou invasões pelos rios Uraricoera, Catrimani, Apiaú e Ajarani. De acordo com o estudo, parte da circulação estava ligada ao uso de balsas e dragas, além do transporte de cassiterita e de insumos para abastecer acampamentos de garimpo.

O Baixo Catrimani foi a área com mais registros de invasão fluvial. Entre abril e dezembro de 2025, foram nove alertas envolvendo balsas, dragas e barcos suspeitos.

No rio Apiaú, há denúncias de um “varadouro” usado por quadriciclos para abastecer garimpos rio acima e evitar uma área onde está sendo instalada uma nova base de fiscalzação. A trilha conectaria estradas fora da Terra Yanomami até o Igarapé Ingarana, afluente do rio Apiaú.

O relatório foi desenvolvido pelo ISA, em parceria com o programa Monitoring of the Andes Amazon Program (MAAP), iniciativa da Amazon Conservation Association, além da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e da Associação Wanasseduume Ye’kwana (Seduume).

*Com informações da Rede Amazônica RR e ISA

Festival de Parintins 2026: campanha ‘Turismo sem Penas’ reforça conscientização ambiental

Foto: Divulgação/AmazonasTur

O Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), intensifica a campanha ‘Turismo sem Penas’ com a proximidade do 59º Festival Folclórico de Parintins. A iniciativa tem como objetivo conscientizar turistas e moradores sobre os riscos e as penalidades relacionadas à compra de acessórios e artesanatos produzidos com partes de animais silvestres.

Entre os produtos comercializados irregularmente estão cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas produzidas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe a utilização e a comercialização desse tipo de material quando proveniente de animais silvestres.

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O presidente da Amazonastur, Frank Dantas, destacou que a campanha reforça o compromisso com a preservação ambiental e o turismo responsável durante o festival. “A campanha orienta os visitantes para que façam escolhas conscientes e contribuam para a preservação das espécies da Amazônia”, afirmou o presidente da Amazonastur.

Leia também: Parintins recebe destaque do Ministério do Turismo por sua cultura e identidade

A ação segue as diretrizes da campanha ‘Não tire as penas da vida’, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e busca prevenir o comércio ilegal de itens confeccionados com penas, dentes, couro, garras e outros materiais retirados de espécies da fauna brasileira.

“A campanha ‘Não Tire as Penas da Vida’ é realizada, desde 2021, com o objetivo de conscientizar a população sobre os impactos do uso ilegal de produtos confeccionados com partes de animais silvestres. Além do trabalho educativo, a ação também reforça o combate às infrações ambientais relacionadas à comercialização e ao uso desses materiais. A utilização de itens produzidos com subprodutos da fauna silvestre configura crime ambiental e pode ser denunciada por meio dos canais oficiais dos órgãos de fiscalização”, afirmou o superintendente do Ibama, Joel Araújo.

Para auxiliar na identificação dos materiais, a campanha também orienta sobre as diferenças entre penas naturais e artificiais. As penas naturais apresentam haste central e ramificações laterais, além de textura mais maleável e capacidade de retornar ao formato original. E as artificiais costumam ser mais rígidas e são utilizadas como alternativa sustentável na produção artesanal.

Uso de penas é crime ambiental

A legislação brasileira prevê punições para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. A Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, estabelece pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil. As penalidades podem ser ampliadas em casos que envolvam espécies ameaçadas de extinção ou ocorrências em áreas de conservação.

*Com informações da assessoria

Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O Festival de Ópera do Theatro da Paz , em Belém (PA), assinou, no dia 26 de maio, o termo de cooperação ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ com a Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul para fortalecer o intercâmbio entre produções operísticas no país.

A cerimônia de assinatura contou com a presença do secretário de estado de cultura, Bruno Chagas; da diretora geral e de produção do XXV Festival de Ópera do Theatro da Paz, Nandressa Nunez; e do presidente da Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul, Flávio Leite.

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Festival de Ópera do Theatro da Paz firma cooperação com Corredor Norte-Sul de Ópera
Nandressa Nunes assina o termo de cooperação. Ela é a diretora geral e de produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, que apresenta as óperas ‘Os Heróis’, ‘La Traviata’, ‘La Serva Padrona’, e a ópera moderna ‘Amazônia Motirô’. Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

O secretário de cultura do Pará, Bruno Chagas, destacou que a parceria é motivo de orgulho e oportunidade de circulação de obras operísticas pelo Brasil:

“Eu quero agradecer essa parceria com o Rio Grande do Sul. Para nós, é motivo de orgulho e honra termos essa possibilidade e estender cada vez mais essa prática, que há 25 anos preenche esta casa de espetáculos. O Theatro da Paz, inicialmente, foi feito para ser uma casa de ópera e ao longo do tempo passou a receber todas as manifestações culturais, passando a ser o símbolo da cidade de Belém”.

A cooperação busca ampliar a circulação de óperas entre as diferentes regiões do Brasil por meio da troca de montagens, figurinos, cenários, equipes técnicas e até temporadas completas de espetáculos. O primeiro passo dessa articulação é a circulação da ópera ‘Os Heróis’ para a temporada de ópera do Rio Grande do Sul.

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Foto: Bruno Cecim/Agêncial Pará

“É com imensa alegria que celebramos esse termo de cooperação histórico no nosso país e para os nossos dois Estados. É uma honra imensa, para todos nós, assinarmos esse termo, porque a cooperação é quem nos leva ainda mais longe do que estamos hoje em dia. O Pará tem esse festival maravilhoso há 25 anos e nós, no Rio Grande do Sul, apenas há quatro anos, temos a nossa companhia de ópera do Rio Grande do Sul, que está transformando a cena lírica do Rio Grande do Sul”, ressaltou Flávio Leite.

Além do fortalecimento cultural, o ‘Corredor Norte-Sul de Ópera’ também dialoga com a sustentabilidade das produções operísticas, criando parcerias que ajudam a reduzir custos e fortalecer a economia criativa envolvida na realização de uma ópera, movimentando diferentes profissionais da cadeia cultural.

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Foto: Bruno Cecim/ Agêncial Pará

Ópera inédita no Festival

Em seguida, o público assistiu a última récita da ópera ‘Os Heróis’, que fez sua estreia mundial nesta edição do Festival. A ópera é ambientada em Milão, em março de 1848, durante a dominação austríaca na Lombardia, e retrata conflitos familiares, amor, lealdade política e ideais revolucionários. A obra é uma composição do maestro paraense Meneleu Campos e a estreia foi no dia 22, no Festival de Ópera do Theatro da Paz.

*Com informações da Secult Pará

Pesquisa no Amazonas descobre novas espécies de sapos e bactéria na BR-319

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Foto: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

Pesquisadores do Amazonas descobriram duas novas espécies de sapos (Allobates sp. e Pristimantins sp.) e uma possível nova espécie de bactéria produtora de mucilagem (Mucilaginibacter sp.), que estão associadas às posturas de ovos de sapos ao longo da rodovia BR-319.

A pesquisa, feita no âmbito do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (Peld), conta com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O projeto intitulado Peld Sudoeste do Amazonas (PSAM) é desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e buscou compreender os processos ecossistêmicos, as interações biológicas e os impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade no sudoeste da Amazônia.

Sapo Pristimantins sp. encontrado pelos pesquisadores. Fotos: Divulgação/Arquivo pessoal dos pesquisadores André Luiz, Clarissa Rosa e William Magnusson

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Entre os organismos encontrados, desde 2020, estão herbáceas, morcegos, fungos, formigas, borboletas, peixes, anfíbios, répteis, aves e insetos. Alguns grupos estudados encontrados no interflúvio Purus-Madeira estão passando por uma fase de testes inédita para identificação de espécies, por meio de tecnologias de baixo custo. Esse processo inclui o uso do equipamento NIR (Near Infrared Spectroscopy), que permite a identificação autônoma e precisa das espécies, tornando o processo taxonômico mais eficiente e ágil.

Os estudos foram realizados por meio de seis módulos Rapeld (Rapid Assessment of Biodiversity in Long-Term Ecological Research), distribuídos de forma perpendicular à rodovia BR-319, no Amazonas e em Rondônia, o que permitiu avaliar, com precisão, os efeitos da estrada sobre a fauna, a flora e as variáveis ambientais.

A pesquisa é coordenada pelo doutor em Ciências Biológicas William Ernest Magnusson, do Inpa, e amparada via Chamada Pública nº 021/2020, articulada pelo Confap, com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), CNPq, e a Fapeam.

Os resultados foram divulgados em 20 artigos publicados em periódicos científicos, 6 livros, 4 livros traduzidos em línguas de etnias indígenas Mura-Pirahã e Tupi-Kagwahiva, e 14 trabalhos apresentados em eventos científicos.

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Módulos de Rapeld

Os módulos de Rapeld são revisitados periodicamente por equipes multidisciplinares, que realizam coletas padronizadas e comparáveis a outras regiões da Amazônia e do Brasil. A metodologia garante análises em diferentes escalas espaciais e temporais.

“O intuito da pesquisa é compreender questões relacionadas às mudanças da biodiversidade ao longo do tempo, além de abordar temas mais acessíveis à pesquisa brasileira, como eventos de alteração no uso e cobertura da terra ou a delimitação da distribuição espacial de espécies. Essa capacidade de avaliar as mudanças da biodiversidade no tempo e no espaço é o que torna os Pelds tão importantes para a produção científica brasileira”, destacou William Magnusson.

Experimentos ecológicos

O projeto busca incorporar as comunidades locais das áreas onde é desenvolvido, promovendo o engajamento por meio do envolvimento de ajudantes que conhecem e compreendem a região. Além disso, contribui para a produção científica no interior do Amazonas.

Em 2024, foi conduzido um experimento com formigas para avaliar a atratividade do sódio. Os resultados foram transformados em artigos educativos que explicam o papel ecológico do sódio na nutrição mineral de espécies neotropicais, contribuindo para a popularização da ciência.

*Com informações da Fapeam

Amapá abre edital para doar 44 robôs que colhem açaí; saiba quem pode participar

Foto: Divulgação/ Governo do Amapá

O Governo do Amapá abriu edital para selecionar entidades sem fins lucrativos que atuam na cadeia produtiva do açaí e doar 44 robôs colhedores portáteis, chamados de Açaí-Bot. A iniciativa busca modernizar a produção, aumentar a segurança dos trabalhadores e fortalecer a agricultura familiar no estado.

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As inscrições são gratuitas e devem ser feitas presencialmente na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em Macapá, até o dia 5 de junho de 2026. O resultado final está previsto para 26 de junho.

Podem participar associações, cooperativas e organizações da sociedade civil com pelo menos um ano de fundação ativa e atuação voltada ao extrativismo ou produção do fruto.

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Foto: Isadora Pereira/Arquivo/Rede Amazônica AP

Açaí-Bot

O Açaí-Bot é uma tecnologia registrada no Inpi e desenvolvida para a realidade local. O robô se locomove de forma autônoma pelo tronco do açaizeiro e realiza o corte seguro dos cachos, controlado remotamente por um operador em solo.

O kit inclui coletor mecanizado, controle remoto sem fio, carregador bivolt, sistema de energia fotovoltaico, bolsa impermeável e manual do operador.

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Segundo a secretária da SDR, Beatriz Barros, a tecnologia vai além da produtividade:

“Essa inovação protege vidas ao reduzir acidentes por queda, diminui o desperdício do fruto e abre espaço para mulheres no manejo, com capacitação técnica completa para os produtores”.

O projeto integra o programa Amapá Mais Produtivo e é fruto de convênio com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP