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Fiocruz Amazônia vai sediar Rede de Observatórios de Vigilância Digital e Prevenção ao Feminicídio

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Foto: Divulgação/Arquivo Fiocruz Amazônia

A Fiocruz Amazônia será a sede da Rede de Observatórios para o monitoramento de feminicídios na Amazônia Ocidental, iniciativa que será apresentada durante o Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio, no dia 6 de março. O evento marcará o lançamento da estratégia Vigifeminicídio e a entrega do primeiro centro de inteligência epidemiológica do Brasil dedicado ao enfrentamento desse tipo de crime, com estrutura física equipada com tecnologia da informação e protocolos específicos para o monitoramento inteligente de assassinatos de mulheres.

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O espaço físico de referência para a Rede Vigifeminicídio está localizado no Prédio Rio Solimões, anexo 1 da Fiocruz Amazônia e contará com o apoio dos Observatórios da Estratégia de Vigilância Digital e de Prevenção ao Feminicídio instalados nas capitais Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Boa Vista (RO) e Manaus (AM), além da frente carioca que monitora os óbitos da capital fluminense, o Rio de Janeiro (RJ).

O seminário será o primeiro de vários previstos pela Rede Vigifeminicídio, com a finalidade de apresentar resultados inéditos e recomendações estratégicas à sociedade no tocante aos feminicídios, contribuindo ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre prevenção e combate ao negligenciado problema da violência contra a mulher, sobretudo dos feminicídios.

O evento contará com as presenças de representantes:

  • da Diretoria de Promoção a Direitos da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça,
  • do Ministério da Justiça e Segurança Pública,
  • da Coordenação-Geral do Observatório Brasil da Igualdade de Gênero,
  • do Ministério das Mulheres,
  • do Ministério da Saúde,
  • da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (TO),
  • do Ministério Público do Estado de Rondônia,
  • da Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas,
  • da Defensoria Pública do Estado do Amazonas,
  • do Ministério Público Estadual do Amazonas,
  • da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher,
  • da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM),
  • da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP),
  • da Universidade de Brasília (UnB)
  • e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Leia também: Mulheres que lutam contra a violência no Amazonas: compromisso social e proteção com dignidade

O evento vai ocorrer das 9h às 17h e é promovido pelo Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), sob a coordenação do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, que é epidemiologista e coordenador da Rede de Observatórios Vigifeminicídio.

“O intuito é reunir integrantes e colaboradores (as) dos observatórios já existentes, com a participação de representantes de movimentos sociais, colaboradoras de outras regiões do Brasil, imprensa especializada e órgãos públicos estaduais, para apresentar as estratégias de atuação da Rede e reforçar a importância do trabalho interinstitucional para o êxito da iniciativa”, destaca Orellana.

Sistema Femibot

“Além do lançamento oficial da estratégia Vigifeminicídio, iremos apresentar resultados preliminares das distintas frentes de trabalho nas capitais que compõem a Rede, as quais estão além de contagens e fatores de risco. Também teremos debates em mesas redondas temáticas, no intuito de contribuirmos para a redução da violência de gênero, em particular do seu mais trágico desfecho, o feminicídio”, afirma Jesem Orellana.

Segundo ele, a iniciativa está focada em feminicídios no Brasil, com forte componente interdisciplinar e capacidade instalada para gerar dados robustos e confiáveis, antes mesmo dos controversos apresentados pelo poder público. O evento marcará também o lançamento do sistema FemiBot, que permitirá o uso de modernas e efetivas estratégias de captura e armazenamento de dados “online” sobre assassinatos femininos, disponibilizado pela Fiocruz.

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“Neste sentido, esperamos entregar à sociedade uma estratégia ágil, com protocolos claros e padronizados, com baixo custo operacional e, principalmente, replicável em distintos cenários, apta à oportuna e contínua disseminação de dados, facilitando a tomada de decisão baseada em evidências”, explicou.

Histórico

Recentemente, a Lei 14.994 de 2024, tornou o crime de “feminicídio” como um tipo penal independente, não somente facilitando a classificação do crime, como conferindo-lhe a maior pena da legislação brasileira (até 40 anos). O termo é usado para classificar o assassinato de uma mulher quando este é motivado pelo fato dela ser mulher (misoginia, menosprezo pela condição feminina ou discriminação de gênero).

Por meio do Legepi, a Rede Vigifeminicídio vem se fortalecendo desde então, a partir da realização de pactuações com movimentos sociais e instituições de ensino e pesquisa, e a realização de treinamentos de captura inteligente de dados para os seus integrantes.

Em 2025, ocorreram os primeiros treinamentos nas sedes das Universidades Federal do Acre, em Rio Branco, e Federal de Rondônia, em Porto Velho, com a participação de docentes, discentes, representantes da coordenação do Programa de Pós-Graduação e representantes de instituições públicas e organizações não-governamentais ligadas à temática. Ainda em 2025, iniciou-se a consolidação dos “trabalhos de campo virtuais” em Boa Vista (RR) e na capital do Rio de Janeiro (RJ).

Políticas públicas contra o feminicídio

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a criação do centro de inteligência epidemiológica voltado ao feminicídio se configura numa importante contribuição da Fiocruz ao processo de formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher que assola o Brasil. Stefanie ressalta que existem diversas situações em que os órgãos públicos têm dificuldade em distinguir as mortes de mulheres como feminicídios.

“Um exemplo é o de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas, cenário em que muitas são assassinadas, por exemplo, ao tentar romper um relacionamento. Porém, pelo contexto de crime organizado em que vivem, suas mortes não recebem o tratamento de feminicídio, o que agrava o cenário de subnotificação”, afirmou.

A diretora esclareceu também que há uma dificuldade inerente ao registro dos feminicídios nos prontuários e outros documentos do sistema de saúde, pois o feminicídio não é um “diagnóstico” propriamente, e sim uma “narrativa” que requer certa dose de interpretação dos dados.

“A subnotificação tem graves consequências: sem dados confiáveis, não conseguimos desenvolver políticas públicas eficazes para prevenção e enfrentamento. A sociedade e os profissionais de saúde muitas vezes não reconhecem as mulheres em risco até que seja tarde demais, e isso perpetua um ciclo de violência”, explicou.

Para identificar os casos “invisíveis” de violência letal por gênero, o projeto se apoia num tripé temático que integra ciências humanas (geografia, demografia, antropologia e direito), saúde e engenharia da computação (que incorpora dados estatísticos com uso de inteligência artificial, por exemplo).

Atualmente, Jesem Orellana coordena, na Amazônia Ocidental brasileira e na cidade do Rio de Janeiro, a Rede de Observatórios da Estratégia liderada pela Fiocruz, que vem mapeando e fazendo um inédito detalhamento, acerca das circunstâncias em que ocorrem os assassinatos femininos nas capitais da Amazônia Ocidental, bem como na capital do Rio de Janeiro (RJ).

*Com informações da Fiocruz

Estudo sobre geração de chuvas na Amazônia reúne cientistas da UEA e Reino Unido

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Geração de chuvas pelas florestas tropicais é estudada. Foto: Orlando Júnior/Acervo Rede Amazônica AM

Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade de Leeds, no Reino Unido, publicaram, no dia 17 de fevereiro, um estudo resultante de uma pesquisa conjunta cujo objetivo é quantificar os serviços de geração de chuvas pelas florestas tropicais, com destaque para a Amazônia brasileira.

O estudo, intitulado ‘Quantifying tropical forest rainfall generation‘ (‘Quantificando a geração de chuvas em florestas tropicais’, em tradução livre), foi publicado na revista Communications Earth & Environment, periódico do grupo Nature.

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Na produção da pesquisa, foram combinadas informações baseadas em observações por satélite e simulações de modelos climáticos de última geração, representando as evidências mais abrangentes relativas à importância das florestas tropicais sobre essa geração.

Chuva também tem relação econômica

Os cientistas traduziram, também, essa relação em termos econômicos. Utilizando o preço médio da água no setor agrícola brasileiro, o estudo estima que cada hectare de floresta amazônica gera, aproximadamente, US$ 59 por ano apenas por meio do serviço de provisão pluvial.

Leia também: Expedições científicas desvendam mecanismos das chuvas e tempestades na Amazônia

Chuvas
Foto: Reprodução/Prefeitura de Manaus

Um dos coautores do estudo, o Prof. Dr. José Augusto Veiga, da UEA, acrescentou: “A Amazônia é mais do que um patrimônio natural. Ela pode ser entendida como uma infraestrutura climática, tendo a floresta como seu alicerce central. Cada hectare preservado ajuda a manter a chuva que sustenta as lavouras, reabastece reservatórios e apoia milhões de pessoas. Proteger a floresta amazônica é um investimento no futuro.”

O estudo pode ser lido, na íntegra, AQUI.

*Com informações da UEA

Entenda que é educação ambiental e porquê ela é uma ferramenta importante para o futuro

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Eventos climáticos extremos tem mostrado que mesmo as pequenas ações, que parecem inofensivas, podem ter consequências gigantes. Em Rio Branco (AC), por exemplo, as cheias de rios tem se intensificado e até mesmo o menor foco de lixo nessas áreas pode se transformar em um problema maior neste período. Isso mostra a necessidade de cuidar melhor do meio ambiente e usar os recursos naturais de forma responsável.

E a educação ambiental é o que converte o conhecimento teórico em práticas sustentáveis, como reflorestamento, redução do uso de combustíveis fósseis e adoção de energias renováveis.

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Esse é um dos objetivos do projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), realizado há mais de 20 anos. O projeto atua na promoção da educação ambiental, da reciclagem e da preservação dos recursos naturais na Amazônia e, este ano, retorna ao Acre para uma nova rodada de ações que incentivam a sustentabilidade.

Leia também: Saiba quais serviços fazem parte do Consciência Limpa 2026 em Rio Branco

Entre as ações educativas estão o Drive-thru ambiental, orientações sobre descarte correto de resíduos e serviços de cidadania. O projeto também inclui o plantio de mudas, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas e para a valorização da biodiversidade local, com a participação da comunidade em atividades educativas. Tudo com foco na educação ambiental.

Entenda o que é a educação ambiental:

Leia também: Sete dicas de consumo consciente para evitar desperdício e preservar o meio ambiente

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Passeios de canoa havaiana em Santarém movimentam turismo esportivo

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Modalidade vem atraindo aventureiros e impulsionando novas empresas, além de fortalecer a economia de comunidades ribeirinhas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Banhada por rios de águas doces e cristalinas, Santarém, no Pará, transforma a própria geografia num de seus principais ativos turísticos. Entre praias de areia clara, comunidades ribeirinhas e áreas de várzea, o município reúne condições naturais que favorecem atividades náuticas ao longo de todo o ano.

Nesse cenário, a canoagem havaiana vem ganhando espaço, com percursos emblemáticos como o Encontro das Águas, Igarapé-Açu, o Lago do Juá, a Praia de Alter do Chão e expedições pelos rios Arapiuns e Tapajós.

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Além dos roteiros contemplativos, expedições de maior duração ampliam o fluxo de visitantes interessados em experiências imersivas na natureza.

O movimento acompanha o crescimento do turismo esportivo, segmento caracterizado por viagens motivadas pela prática de atividades físicas. Mais do que lazer, a modalidade contribui para fortalecer a imagem do destino, estimular pequenos empreendedores e dinamizar a economia, especialmente nas comunidades ribeirinhas.

Leia também: Restaurante conquista visitantes com vitória-régia cenográfica em Santarém

Canoa Havaiana
Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Amor pela canoa havaiana

Denis Renê fez do esporte um empreendimento. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

Entre os empreendedores do setor está Denis Renê, que desde 2022 dirige a Santarém VA’A. Segundo ele, a procura por atividades ao ar livre cresceu de forma significativa no período pós-pandemia.

“Eu já trabalhava com canoagem para outras pessoas e resolvi montar minha própria empresa. A demanda já era grande e, depois da pandemia, percebi que as pessoas passaram a buscar ainda mais atividades ao ar livre”, relata.

A ligação com o esporte começou em 2004, quando integrou o projeto social Navegar, do Governo Federal, voltado ao incentivo esportivo. Selecionado entre os quatro melhores atletas de Santarém, competiu em Belém e em São Domingos do Capim, município conhecido pela pororoca.

“Foi ali que me apaixonei definitivamente pelas águas e pelo esporte”, relembra.

Leia também: #Série – Atividades ao ar livre: 6 lugares para fazer atividade física em Santarém

Passeios e expedições

A Santarém VA’A oferece passeios de canoagem às sextas, sábados, domingos e feriados, abertos a todos, inclusive iniciantes. Os roteiros incluem Igarapé-Açu, Lago do Juá, Encontro das Águas e Alter do Chão, sempre acompanhados por instrutor, com equipamentos de segurança e orientações prévias.

Os trajetos começam às 16h, permitindo contemplar o pôr do sol, ou podem ser realizados pela manhã, com valor médio de R$ 40 por pessoa.

Para este ano, estão programadas quatro expedições:

  • 13 a 18 de julho – Rio Arapiuns
  • 20 a 25 de julho – Rio Tapajós
  • 30 de julho a 4 de agosto – Rio Tapajós
  • 24 a 29 de agosto – Rio Arapiuns
Canoagem caracterizada por viagens motivadas pela prática de atividades físicas em contato com a natureza. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

As expedições têm duração média de seis dias e podem reunir até 30 participantes por grupo. O valor do pacote é informado mediante consulta. Interessados podem obter mais informações e realizar agendamento pelo WhatsApp (93) 99221-2384 ou pelo Instagram @santaremvaa.

Os pacotes incluem alimentação, hospedagem em redes no barco de apoio e equipe composta por cozinheiro, enfermeira e suporte técnico.

Durante o percurso, os participantes visitam comunidades ribeirinhas, conhecem atrativos turísticos e espaços de artesanato. À noite, a programação inclui piracaia e momentos de integração nas praias da região.

Leia também: Nova atração para aventureiros: Parque do Utinga, no Pará, oferece passeio de canoagem

Para Denis Renê, a modalidade vai além do esporte: “É saúde, é contato com a natureza, é conhecer pessoas. Muita gente procura para aliviar o estresse e se desconectar da rotina”.

Passeio inclui toda uma equipe de apoio e segurança. Foto: Divulgação/Prefeitura de Santarém

*Com informações da Prefeitura de Santarém

Bióloga usa genética forense para combater crimes na indústria pesqueira no Pará

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Bióloga é apaixonada pela genética forense e utiliza o método no dia a dia para identificar crimes no ramo alimentício. Foto: Leilane Brito/Acervo pessoal

Apaixonada por ciências naturais desde o ensino médio, a bióloga e especialista em genética forense Leilane Brito usa o método para combater crimes ambientais da indústria alimentícia, principalmente a pesqueira. Com olhar especializado, a cientista aproveita a rotina diária para analisar peixes que são vendidos em supermercados e restaurantes de cidades do Pará, com intuito de identificar fraudes como comercialização de peixes diferentes do anunciado.

Leila, que também é discente de doutorado no Programa de Pós Gradução em Biologia Ambiental (PPBA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Bragança, explica como nasceu a paixão pela genética forense.

“Quando iniciei o curso de Ciências Naturais na UFPA, tive a oportunidade de conhecer pesquisas de diversas áreas de conhecimento, estagiei em alguns laboratórios, também realizei algumas coletas de campo, até encontrar o que realmente me identifiquei: a genética”, explica a jovem pesquisadora.

Leia também: Como a genética pode ajudar na qualidade dos produtos à base de açaí

Já identificada com a genética, Leilane começou a analisar peixes comercializados em estabelecimentos para apurar supostas fraudes alimentícias. De forma contextual, é como se um filé de peixe promocional anunciado como dourada fosse uma outra espécie de peixe com aparência semelhante.

“Quando se trata de peixes, a fraude pode gerar sérios prejuízos à sociedade em diversos âmbitos. Um deles é na saúde pública, quando um produto é rotulado com o nome de um peixe, mas é substituído por outro que pode conter substâncias que causam alergias ou que são tóxicas ao consumidor”, alerta a pesquisadora.

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Perigos à saúde pública

Além dos prejuízos à saúde pública, a jovem cientista também alerta sobre os prejuízos ambientais e os danos econômicos associados à fraude, sobretudo quando esta envolve peixes ameaçados de extinção.

“A troca de espécies dificulta a elaboração de políticas públicas eficientes para a conservação das espécies vulneráveis. E, geralmente, a maioria das substituições envolvem trocas de espécies mais caras por outras mais baratas, gerando lucros para as empresas em detrimento do consumidor”, acrescenta.

Por isso, Leilane almeja gerar tecnologias inovadoras com a sua pesquisa, que também funcionem como soluções para essa problemática. “Soluções como selos de autenticidade baseados em marcadores de DNA, para a autenticação e certificação de peixes de importância comercial no Norte do Brasil”, exemplifica a jovem.

Leia também: Pesquisadores desenvolvem teste que identifica machos e fêmeas de pirarucu e tambaqui por meio de análise rápida do DNA

Uso da genética rendeu prêmios

Pesquisadora ganhou o Prêmio Cientista do Instituto de Estudos Costeiros/UFPA. Foto: Acervo pessoal

Os resultados preliminares da tese de doutorado de Leilane já renderam à estudiosa ótimos resultados, como o Prêmio Jovem Cientista do IECOS (Instituto de Estudos Costeiros/UFPA), premiação focada em reconhecer talentos em pesquisa e conservação de ecossistemas costeiros amazônicos, e publicações em revistas científicas internacionais de renome, como a Neotropical Ichthyology e PeerJ.

“Receber o prêmio foi gratificante, pois simboliza o reconhecimento de um longo trabalho de pesquisa”, assegura Leilane. “Antes de ingressar na Universidade, o mundo da pesquisa sempre me pareceu muito distante, e na verdade, não sabia que jovens podiam realizar trabalhos em laboratórios.”

Em paralelo à vida de pesquisadora, Leilane também deseja atuar como professora de Ciências Naturais no Ensino Fundamental, e espera conseguir inspirar outras jovens com a sua trajetória profissional.

Leia também: UFPA destaca protagonismo científico da Amazônia em reunião com o presidente Lula

“Quando as mulheres assumem espaços, elas ajudam a construir um cenário de representatividade na ciência, despertando o interesse de jovens estudantes que almejam ocupar diferentes espaços na sociedade. Ser pesquisadora e estar em papel de destaque quebra barreiras de desigualdade de gênero, estimula a permanência e avanço de outras mulheres e chama a atenção para outros temas anteriormente não percebidos pelo sexo oposto”, finalizou.

*Com informações da UFPA

Grupo realiza experimentos de silvicultura em Rondônia: “geração de conhecimento”

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Foto: Divulgação/Unir

Alunos e professores do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), campus de Rolim de Moura, participaram, em janeiro deste ano, da implantação de uma área experimental de silvicultura e melhoramento genético de espécies florestais nativas.

A ação foi desenvolvida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Bezos Earth, e integra um projeto nacional de fomento à silvicultura de espécies nativas no Brasil.

Esta é a primeira unidade implementada em Rondônia, no município de Porto Velho, no âmbito da parceria. A área está localizada no entorno do reservatório da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e contempla o plantio de oito espécies florestais nativas com potencial madeireiro.

Cada espécie ocupa um hectare, totalizando oito hectares. As árvores possuem identificação e controle das matrizes, o que permitirá estudos de crescimento e desempenho silvicultural.

Leia também: Estudo aponta que castanheira é promissora para potencializar silvicultura e negócios na Amazônia

A UNIR contribui com mão de obra qualificada, coordenação técnica, acompanhamento científico e atuação direta de docentes e estudantes nas atividades de implantação, manutenção e monitoramento da área, que será acompanhada pelo campus de Rolim de Moura.

Estudantes do curso de Engenharia Florestal participam dos experimentos de Silvicultura em Rondônia
Foto: Divulgação/Unir

Os trabalhos são desenvolvidos por alunos do curso de Engenharia Florestal vinculados ao Laboratório de Recuperação de Ecossistemas e Produção Florestal (REProFlor).

Participam diretamente da ação os discentes: Bruna de Lima Santos, Robson da Silva Ribeiro, Matheus Magalhães de Lima Bonfim, Daniel da Silva Lins e Iranildo de Andrade Almeida, sob coordenação da professora Kenia Quadros.

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Ações silviculturais

Além do plantio das mudas, o projeto inclui tratos silviculturais, adubação, poda, manejo e inventário florestal, todos com a atuação de estudantes da UNIR.

“As atividades contribuem para a formação prática dos alunos e para a geração de conhecimento aplicado à silvicultura de espécies nativas na região amazônica”, destaca a professora Kenia Quadros.

O projeto prevê a implantação de unidades experimentais em diferentes regiões do país, e a unidade de Rondônia se destaca pela forte atuação acadêmica e técnica da Universidade Federal.

Saiba mais: Pesquisador da Unir é o único brasileiro entre os 50 finalistas do ”Nobel Estudantil”

*Com informações da UNIR

Amazon Poranga Fashion inaugura hub de moda em Manaus

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Amazon Poranga Fashion inaugura hub no Centro de Bionegócios da Amazônia e apresenta projeções para 2026. — Foto: Divulgação

O Amazon Poranga Fashion (APF), movimento amazônico de moda autoral e economia criativa, inaugura no dia 28 de fevereiro, o Hub APF no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus (AM). Durante a solenidade, também serão apresentadas as projeções e ações da iniciativa para 2026, além de novos projetos voltados ao fortalecimento de criadores e marcas da Amazônia.

A iniciativa marca um novo momento para a moda autoral amazonense, que passa a atuar de forma permanente dentro de um dos principais polos de bioeconomia e inovação da região Norte. A inauguração é às 18h30.

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moda no Amazonas
Foto: Divulgação/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Para a idealizadora do projeto, Jessilda Furtado, a inauguração representa um avanço estrutural para o setor da economia criativa no estado.

“Estamos unindo moda, arte e cultura ao ecossistema de inovação, à bioeconomia e à economia criativa. Esse espaço simboliza a maturidade de um movimento que entende a Amazônia não apenas como inspiração estética, mas como território de conhecimento, tecnologia e desenvolvimento sustentável”, destacou.

Já o coordenador do projeto, Felipe Taveira, avalia que o novo espaço amplia a capacidade de articulação da moda amazônica com outros segmentos da economia criativa.

“O Hub APF nasce como uma plataforma de estruturação. A moda amazônica está em franco crescimento, mas toda cadeia econômica precisa de base sólida, métodos, infraestrutura e articulação. O que estamos construindo é um ambiente capaz de conectar criadores, indústria, pesquisa, tecnologia e investimento”, explicou.

Leia também: Da pele para o tecido, grafismo indígena amazonense começa a ganhar o mundo da moda

A parceria com o Centro de Bionegócios da Amazônia reforça o diálogo entre criação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável.

Segundo o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a presença do Amazon Poranga Fashion fortalece a conexão entre cultura e bioeconomia.

“O CBA atua como plataforma de integração entre ciência, tecnologia, indústria e novos modelos de negócios sustentáveis. Ao incorporar a moda autoral amazônica, fortalecemos cadeias produtivas baseadas na biodiversidade e estimulamos a geração de emprego e renda com identidade regional”, afirmou.

Exposição de moda

Como parte da programação, também será aberta a exposição “Corpo-Território: Amazônia Veste o Futuro”, que propõe uma reflexão sobre identidade, território e contemporaneidade a partir da moda produzida na Amazônia, conectando saberes tradicionais, design e tecnologia.

A mostra ficará em exposição até 5 de março, de segunda a sexta-feira, no CBA, com entrada gratuita, mediante cadastro na portaria.

Encontro de Cooperação entre Museus fortalece diálogo transfronteiriço em Oiapoque

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Durante o evento, foram compartilhadas as experiências do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa. Foto: Divulgação/Museu Kuahí

O Governo do Amapá concluiu, nesta quarta-feira (25), o segundo dia do Encontro de Cooperação entre Museus – ‘Oyapock, o rio que une’, realizado no Museu Kuahí, em Oiapoque. A iniciativa fortalece a cooperação institucional entre Brasil e Guiana Francesa, com foco na valorização das línguas e culturas indígenas da região de fronteira.

Participam do encontro a galeria Kuahí, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o Museu da Língua Portuguesa e o Centro de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, reunindo ainda o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, a Coletividade Territorial da Guiana (CTG), a Coletânea das Culturas Indígenas e o Instituto Brasileiro de Museus.

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A programação teve início na terça-feira (24), com apresentações institucionais e debates sobre as experiências das entidades participantes. Foram compartilhadas iniciativas do Museu Kuahí, do Museu das Culturas Indígenas e da delegação da Guiana Francesa, que apresentou o projeto do Musée des civilisations des peuples autochtones de Guyane.

Como desdobramento da “Declaração de São Paulo” (dezembro de 2025) e da “Declaração do Oiapoque” (setembro de 2025), os participantes elaboram uma proposta de cooperação que consolida compromissos e estabelece diretrizes para o plano de trabalho 2026-2027.

Entre os eixos prioritários estão o fortalecimento dos museus indígenas, a valorização e documentação das línguas e culturas originárias, a gestão de coleções e a formação de profissionais indígenas que atuam em museus.

Leia também: Museu Kuahí é reinaugurado no Amapá e pajé mais antigo do povo Karipuna celebra: ‘renascimento’

Delegação da Guiana Francesa teve a oportunidade de visitar o acervo do Museu Kuahí. Foto: Divulgação/Museu Kuahí

Nesta quarta-feira, o segundo dia foi dedicado a oficinas e grupos de trabalho que avançaram na construção da proposta da “Residência Cruzada”, iniciativa que prevê intercâmbio técnico entre instituições dos dois territórios, com protagonismo indígena no processo de seleção. Também foram realizadas visitas técnicas ao acervo e ao banco de dados do Museu Kuahí, ampliando o compartilhamento de metodologias de documentação e preservação.

A gerente do Núcleo de Preservação Histórico da Secult, Flávia Souza, destacou a relevância estratégica do encontro para o estado.

“Este evento se alinha à nossa política cultural e às diretrizes governamentais, que visam fortalecer as relações transfronteiriças, inclusive com a Guiana. Ao promover o diálogo entre museus e comunidades fronteiriças, estamos consolidando uma agenda permanente de cooperação e valorização dos saberes indígenas”, ressaltou.

museus no oiapoque
Foto: Divulgação/Museu Kuahí

A diretora do Museu Kuahí, Kássia Lod, enfatizou que o fortalecimento da cooperação internacional é fundamental para a valorização dos patrimônios linguísticos e culturais dos povos indígenas da região. Segundo ela, o encontro busca consolidar uma rede de museus comprometida com práticas colaborativas e interculturais.

Programação dos museus

A programação encerrou nesta quinta-feira (26), com visita ao polo universitário e à sede do Instituto Iepé, além de reunião técnico-científica voltada à ampliação das parcerias em pesquisa, linguística e antropologia, reforçando o compromisso do Governo do Amapá com a integração cultural e o protagonismo indígena na faixa de fronteira.

*Com informações da Agência Amapá

Lago do Amor recebe ações do Consciência Limpa em Rio Branco

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Foto: Yuri Marcel/Rede Amazônica AC

A educação ambiental vai muito além da sala de aula. O projeto Consciência Limpa, da Fundação Rede Amazônica (FRAM), é uma das ferramentas que mostram o quão importante é isso.

Em sua segunda edição no Acre, o evento leva imunização, negociação de dívidas e emissão de documentos, coleta de resíduos eletrônicos e óleo de cozinha, além de distribuição de mudas e outras atividades ao Lago do Amor, em Rio Branco, neste sábado (28), a partir das 15h.

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A iniciativa conta com parcerias, como da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) para a distribuição de plantas, além da coleta de eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado para o descarte adequado.

O Drive-Thru de Resíduos vai permitir que a comunidade leve até o local materiais para descarte, que poderão ser entregues sem precisar sair do carro.

Leia também: Educação ambiental: 4 livros que refletem sobre como cuidar do meio ambiente

“A Ação Dia D integra educação ambiental, serviços comunitários e práticas sustentáveis com o objetivo de estreitar o vínculo entre a sociedade e a preservação do meio ambiente. Oferecer serviços gratuitos à população e facilitar o descarte adequado de resíduos é parte essencial desse compromisso coletivo”, complementou o coordenador do projeto, Matheus Aquino.

Serviços disponíveis

  • Atendimento jurídico (cível e previdenciário) com a OAB-AC;
  • Emissão de documentos e serviços sociais (Cadastro Único, alistamento militar, entre outros) com a OCA;
  • Atendimento ao público, negociações e orientações de segurança elétrica com a Energisa;
  • Testes rápidos, clínico geral e vacinação com apoio de unidades parceiras;
  • Atividades recreativas e educativas para públicos de todas as idades;
  • Espaços de orientação e capacitação sobre temas relacionados à sustentabilidade e ao consumo responsável;
  • Serviços do INSS;
  • Título Eleitor;
  • Cadastro de Microempreendedor Individual (MEI);
  • Agendamentos para retirar passaportes, para Receita Federal e Previdência Social;
  • Carteira Interestadual;
  • Atendimento no Procon-AC;
  • Serviço do Instituto de Identificação;
  • Atendimento a estrangeiros com autorização de residência;
  • Sesacre terá clínico geral, vacinação e teste rápido.;
  • Entre outros.
lago do amor recebe ações do Consciência Limpa em rio branco no acre
Lago do Amor recebe ações do Consciência Limpa em Rio Branco. Foto: Larissa Marinho

Com esses e outros serviços, o Consciência Limpa busca mudar hábitos na Amazônia por meio de educação, ações práticas e comunicação. A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade e com a melhoria da qualidade de vida da população.

Em dezembro do ano passado, na primeira edição do projeto no Acre, dezenas de estudantes e professores da Escola Dr. Pimentel Gomes participaram da ação social com diversos serviços de cidadania à comunidade promovido pelo projeto.

Além das oficinas, os moradores da comunidade puderam acompanhar palestras sobre preservação do Igarapé São Francisco, reciclagem e economia circular.

Leia também: Consciência Limpa encerra com balanço positivo em Rio Branco: “vimos as crianças engajadas”

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Marciele Albuquerque vai receber título de Cidadã do Amazonas

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Marciele Albuquerque, cunhã-poranga do boi preto de Parintins. Foto: Bruno Melo/Idesam

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) aprovou o Projeto de Lei 957/2025, de autoria do deputado estadual Wilker Barreto (Mobiliza), que concede o título de Cidadã Amazonense à Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Caprichoso, Marciele Albuquerque, atual participante do Big Brother Brasil (BBB). A solicitação da honraria foi protocolada no dia 5 de novembro de 2025.

Durante a votação, realizada nesta quarta-feira (25), o parlamentar destacou as motivações que o levaram a apresentar o projeto.

“As razões que me trouxeram a apresentar o título de cidadã do Amazonas à Marciele foi em função de sua luta como ativista na defesa dos povos originários”, afirmou.

A entrega do título ocorrerá em reunião especial da Aleam, em data a ser definida pela Mesa Diretora.

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Foto: Bruno Melo/Idesam

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O que levou Marciele a ser ‘cidadã amazonense’?

Na justificativa, o deputado ressalta que a ativista natural de Juruti (PA) já é reconhecida nacional e internacionalmente como símbolo de força, beleza e ancestralidade da mulher amazônica, por seu título como cunhã-poranga do Caprichoso.

Sua trajetória ultrapassa os limites do Bumbódromo de Parintins e a consolida como uma das mais importantes vozes femininas da atualidade a projetar o nome do Amazonas em palcos e fóruns de relevância global.

Marciele Albuquerque, cunhã
Marciele Albuquerque em apresentação no Festival Folclórico de Parintins. Foto: Divulgação

Wilker também destacou a atuação da ‘Cunhã’ como ativista em defesa da Amazônia, com participação em eventos internacionais como a Climate Week NYC, a Youth4Climate e a COP29, levando a pauta ambiental e indígena do Amazonas para o centro do debate mundial.

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Além da presença artística e política, Marciele também se destaca como empreendedora amazônida. Criadora da marca “Vai de Cunhã”, idealizada para promover o empoderamento feminino, a moda sustentável e a valorização da estética amazônica, ela consolida um modelo de liderança em que a mulher indígena é protagonista, criadora e agente de transformação econômica e social no Estado.

*Com informações da Aleam