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Selva Park dará lugar a viaduto em Manaus; relembre a história do antigo parque aquático

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Foto: Marcus Evangelista Filho/Cedida

O antigo terreno do ‘Selva Park’ dará lugar a um viaduto que interligará as avenidas do Turismo e Max Teixeira, em Manaus (AM). O anúncio foi feito pelo prefeito David Almeida durante a leitura da mensagem governamental no dia 10 de fevereiro, na Câmara Municipal da capital amazonense.

Na ocasião, o prefeito apresentou os desafios e prioridades do mandato iniciado em janeiro, destacando as obras de infraestrutura como uma das principais frentes da administração municipal para os próximos anos.

“Temos planejada para os próximos anos a construção de complexos viários e o alargamento de avenidas. Vamos ampliar a Avenida do Turismo, com a meta de conectá-la à Max Teixeira, no antigo terreno do Selva Park, por meio da Avenida do Futuro”, afirmou Almeida.

Relembre a história do local:

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Além desse projeto, o prefeito também anunciou outras obras voltadas para a melhoria do trânsito na capital amazonense.

  • Alargamento da Avenida André Araújo, em frente ao Tribunal de Justiça do Amazonas;
  • Alargamento da Avenida Jornalista Umberto Calderaro, no trecho entre a Avenida Marciano Armond e a entrada do Fórum Henoch Reis;
  • Interligação da Avenida Efigênio Salles até a perimetral Maneca Marques, no Parque 10;
  • Construção do viaduto Passarão, na Avenida Brasil.

Por fim, o prefeito também anunciou um novo prazo para a conclusão do Viaduto Rei Pelé, na Zona Leste de Manaus. “Vamos emitir a ordem de serviço para este viaduto no próximo mês, pois em abril concluiremos as obras do Viaduto Rei Pelé. Em seguida, toda a equipe será mobilizada para iniciar os trabalhos neste novo viaduto. Além disso, seguiremos avançando na melhoria da infraestrutura viária da cidade”, declarou.

*Com informações do g1 Amazonas

Uso terapêutico da pele de tambaqui em animais é estudado em Rondônia

Foto: Reprodução/Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária – UNIR

O Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Campus de Rolim de Moura, desenvolve uma pesquisa inédita que utiliza a pele de tambaqui como alternativa na cicatrização de feridas em animais.

A pesquisa é realizada desde 2023 pelo professor Ivan Felismino Charas dos Santos, e além de estudar a pele do tambaqui, os métodos de esterilização e conservação desse material também são alvo de estudo no projeto. A cicatrização de feridas é uma das linhas de pesquisa do coordenador da ação, sendo uma das áreas o uso de biomembranas na cicatrização.  

Leia também: No Tocantins, pesquisadores adaptam técnica que acelera o crescimento do tambaqui

O tambaqui é um peixe nativo da Amazônia e sua maior concentração está localizada na região Norte, especificamente no Estado de Rondônia, e a sua pele, após ser esterilizada e conservada, pode ser usada como membrana biológica no tratamento de feridas. 

“A pele desse peixe é um subproduto de descarte pela maioria dos frigoríficos, podendo afetar negativamente o meio ambiente. Paralelamente, já existem pesquisas relacionadas com o uso de pele de peixe em feridas originadas de queimaduras, que nesse caso é a pele de tilápia, contudo, esse peixe não é nativo do Brasil, ao contrário do tambaqui que é da nossa Amazônia”, comentou o coordenador da pesquisa. 

A pesquisa laboratorial é realizada com diversas parcerias internas (patologia animal, microbiologia, laboratório de solos, entre outros) e a pesquisa para os animais domésticos, com foco em cães e gatos, é realizada no centro cirúrgico do Laboratório de Ensino e Pesquisa de Técnica Cirúrgica e Cirurgia de Pequenos Animais (Leptecipa), localizado na Fazenda Experimental da UNIR, em Rolim de Moura, coordenada pelo professor Ivan. 

A pesquisa

De acordo com o coordenador, o uso da pele de tilápia já é conhecido, porém, o método de esterilização e consequentemente armazenamento é de alto nível tecnológico e assim encarece o custo. Desse modo, os resultados mais expressivos da pesquisa foram determinar um método de esterilização e armazenamento eficaz, de baixo custo e de fácil acesso, como também, um método de aumentar a sua força de ruptura e tensão após essa esterilização.  

A pele do tambaqui, em comparação com a da tilápia, apresenta características morfológicas e histológicas superiores, que incluem maior resistência tecidual e menor deformidade, maior espessura das fibras colágenas emergindo assim como uma alternativa promissora para o tratamento de feridas.

Diante disso, o coordenador da pesquisa explicou que o objetivo final do estudo seria para uso da pele de tambaqui na Medicina Veterinária e em pacientes humanos, não só na cicatrização de feridas, como também na esterilização e armazenamento eficazes, de fácil acesso e baixo custo. 

Para o uso dessas biomembranas existe a necessidade de esterilização e armazenamento antes de serem usadas em pessoas e animais. Em dezembro de 2024 foi realizado o primeiro estudo clínico do uso da pele do tambaqui em um paciente veterinário, nesse caso um cão, com ferida pós mordedura na região do dorso e abdômen.

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Fotos: Departamento Acadêmico de Medicina Veterinária

“Visto que não teria como realizar cirurgia reconstrutiva devido a extensão da ferida, eu como cirurgião e com a permissão legal do tutor, decidi realizar o xenoenxerto com a pele de tambaqui após devida esterilização e armazenamento. Em menos de 30 dias foi obtida uma oclusão significativa da ferida, e caso não fosse realizado esse procedimento a ferida iria cicatrizar em um período acima de 90 dias”, explicou o docente. 

Benefícios

De acordo com o professor Ivan Felismino, pesquisas com o uso de biomembranas no tratamento de feridas na Medicina Veterinária são de extrema importância visto que ocorre uma diminuição drástica de uso de produtos químicos, como pomadas cicatrizantes e analgésicos, e seu efeitos colaterais para o animal, além da diminuição do descarte de embalagens desses produtos. Destaca-se também o aproveitamento da pele do tambaqui, que é considerada um subproduto de descarte, o que contribui para a preservação do meio ambiente.  

“Paralelamente, os animais se beneficiam porque o processo de cicatrização é mais rápido, além da consequente diminuição dos custos para o tratamento desse tipo de afecção. Para a região Norte, é importante porque coloca Rondônia e a Amazônia, e também a UNIR, no patamar de pesquisa de alta qualidade e com retorno significativo para a sociedade, como também o reaproveitamento de um subproduto de um peixe originário da Amazônia” declarou o docente. 

Para o coordenador, existe a necessidade de pesquisar sobre ação da esterilização e armazenamento das peles de tambaqui no ponto de vista histológico e mecânico, como também, entender a ação fisiológica da pele do tambaqui na fase de cicatrização e mais estudos clínicos.

“De momento, para além dos laboratórios acima citados, existe uma colaboração ativa do Programa de Pós-Graduação em em Agroecossistemas Amazônicos da UNIR (PPGAA) e do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Animal (Unesp, Botucatu), do quais sou docente de mestrado e doutorado, respectivamente”, comentou. 

*Com informações da Universidade Federal de Rondônia

Dispositivo que mede ocos em árvores criado por professor paraense tem patente aprovada

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Foto: Bruno Chaves/Ufra

A preservação e o manejo sustentável das árvores são desafios tanto na floresta amazônica quanto em áreas urbanas. Uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) pode auxiliar nessa tomada de decisão. Eduardo Saraiva, engenheiro florestal e professor da instituição, teve sua patente de invenção aprovada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O dispositivo permite medir ocos em árvores de forma acessível, auxiliando na avaliação da integridade sem a necessidade de equipamentos sofisticados ou da derrubada da árvore.

Eduardo Saraiva explica que o ‘Dispositivo medidor de diâmetro de oco de árvores’, como foi patenteado, partiu da necessidade de tornar a decisão sobre o corte de árvores no manejo florestal.

“Atualmente, a avaliação do oco das árvores em áreas de manejo florestal é realizada pelos operadores de motosserra, que tomam a decisão com base na sua experiência. O dispositivo partiu da premissa em apresentar mais um parâmetro para uma melhor tomada de decisão da equipe técnica da atividade”.

A invenção busca auxiliar no uso sustentável da floresta com critérios técnicos. No manejo florestal, há um processo metodológico para retirar árvores de forma equilibrada, e uma das etapas é verificar se a árvore apresenta oco. Isso influencia diretamente na qualidade da madeira e no aproveitamento. “O operador usa o sabre da motosserra para fazer a perfuração e, com base na sua experiência observa o oco e, decide se a árvore que apresentou oco deve ou não ser derrubada. Nosso dispositivo pretende oferecer um suporte mais preciso a essa tomada de decisão da equipe”, afirmou o professor.

A ideia, que surgiu em 2019, e foi solicitada a patente em 2020, teve seu reconhecimento pelo INPI no final de 2024, confirmando a originalidade e a relevância da inovação. Um produto patenteado significa obter o reconhecimento legal da exclusividade sobre uma invenção. Além disso, reforça a credibilidade da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico, contribuindo para o avanço da ciência e da indústria no país.

“Isso representa o reconhecimento do esforço para o desenvolvimento de um equipamento prático para o campo, que pode ser utilizado em diferentes condições dentro ou fora da floresta . Com as dificuldades que se tem em caminhar na floresta e procurar as árvores, não se pode ter um equipamento que apresente dificuldade nesse percurso, além da facilidade em seu uso na obtenção da resposta que se busca”, comentou.

O professor ainda afirmou que ter um dispositivo reconhecido como uma patente e ser uma inovação para a área de Engenharia Florestal é “sem dúvida, muito importante para nossa área florestal sempre em desenvolvimento, principalmente sendo algo que pode ser utilizado em campo’.

Como funciona o dispositivo

Para realizar a medição do oco, o usuário pode utilizar o sabre da motosserra ou uma furadeira, para perfurar a árvore. Em seguida, introduz o aparelho no tronco para medir o espaço interno sem a necessidade da derrubada da árvore.

Com o aparelho, que é leve e fácil de ser utilizado, se pode saber quantos centímetros possui o oco de uma árvore. Para obter uma avaliação mais detalhada do diâmetro do oco, podem ser realizadas medições em forma cruzada na árvore.

Foto: Bruno Chaves/Ufra

O dispositivo é feito de aço inox, como uma pequena haste com dispositivo de contato e uma régua na parte interna para medir a distância entre as duas paredes do oco da árvore. O primeiro protótipo do dispositivo é capaz de medir ocos de até 60 cm , sendo mais longo, com maior circunferência, já o segundo modelo, é mais compacto e leve, facilitando o transporte e a aplicação em campo.

O diferencial do dispositivo é a facilidade no entendimento de sua operação, eficiência e apresentando resposta no momento da operação. Ele pode ser operado por qualquer profissional da área, sem necessidade de treinamento avançado. Além disso, é uma alternativa viável para regiões, onde tecnologias mais avançadas podem apresentar dificuldades em sua aplicabilidade.

Impacto para o manejo florestal e arborização urbana

Tendo sua motivação inicial para auxiliar no manejo florestal na Amazônia, o dispositivo também pode ter aplicação no meio urbano. O professor explica que a função do aparelho não é prever se uma árvore irá ou não cair, mas permite uma avaliação técnica de mais um parâmetro no momento da derrubada e uma melhor tomada de decisão sobre sua remoção ou manutenção realizada pelo técnico responsável.

“O aparelho não vai decidir pelo técnico responsável se derruba a árvore ou vai prever a queda desta, mas sim dar subsídios para o profissional tomar uma decisão unindo a avaliação de outros parâmetros já conhecidos. Ele tem a possibilidade de fazer uma leitura interna e importante, a qual encontrávamos dificuldade antes”, comentou.

Diferente de equipamentos mais complexos, que demandam conhecimento especializado e possuem alto custo, o dispositivo criado pelo professor da Ufra é de fácil uso, podendo ser aplicado em poucos minutos.

Ainda sem testes em larga escala, a tecnologia deve passar por avaliações mais aprofundadas. O professor segue em contato com instituições que trabalham com manejo florestal e arborização urbana para testar e aperfeiçoar o dispositivo. Há também a expectativa de que ele seja incorporado em políticas públicas de manejo e preservação.

Eduardo Saraiva ressaltou que a Ufra, tem o curso de Engenharia Florestal mais antigo da região Norte e o sexto mais antigo do Brasil e sempre foi referência, disponibilizando ao longo deste tempo para o mercado, excelentes profissionais que atuam em diversas áreas do setor. O professor diz que o reconhecimento pelo INPI, valoriza o trabalho da instituição e reforça seu papel na produção de conhecimento para a Amazônia.

“Com muito orgulho, fui aluno desta casa e espero realmente conseguir contribuir tanto para a Ufra, como para o setor florestal e para a nossa região. Ter uma patente como essa, entendemos ser relevante para a Engenharia Florestal e para a gestão dos recursos florestais na Amazônia”, concluiu.

*Com informações da Ufra

Indígenas Yanomami voltam a cultivar roças e já utilizam área equivalente a 32 campos de futebol

Retirada do garimpo permite volta do cultivo do povo Yanomami em área equivalente a 32 campos de futebol. Foto: Bruno Mancinelle/Casa de Governo

O ano de 2024 marcou a retomada do modo de vida indígena na Terra Yanomami. O plantio de culturas para garantir alimento voltou a ser praticado pelos yanomami. A informação pôde ser quantificada através do Programa Brasil M.A.I.S., do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que comunicou 33 alertas de corte raso no interior da Terra Indígena Yanomami (TIY), em dezembro de 2024, para a atividade, totalizando 22,94 hectares, o equivalente a 32 campos de futebol. O monitoramento foi feito via satélite.

Com a terra voltando a ser cultivada, os indígenas esperam reduzir a dependência de alimentos externos e fortalecer sua cultura alimentar tradicional, baseada no cultivo e na coleta de alimentos naturais.

“A redução do garimpo ilegal já trouxe melhorias para as comunidades, como mais segurança, saúde e a retomada da soberania alimentar. Ainda há desafios, mas esses avanços mostram como a retirada dos garimpeiros é essencial para a sobrevivência dos Yanomami”, afirma Júnior Hekurari, presidente da Uruhi Associação Yanomami.

O processo das roças Yanomami

As roças dos Yanomami fazem parte de um sistema agrícola sofisticado, adaptado à floresta amazônica e essencial para a subsistência das comunidades. Diferente da agricultura convencional, os Yanomami utilizam um modelo sustentável de coivara, no qual áreas da floresta são temporariamente desmatadas e queimadas para o plantio, permitindo que o solo recupere sua fertilidade após alguns anos.

Cada comunidade cultiva uma variedade de espécies em suas roças, priorizando mandioca (sobretudo a macaxeira ou aipim), banana, taioba, inhame, cana-de-açúcar, pupunha, milho, pimenta, tabaco, urucum, algodão e plantas medicinais. Esse modelo diversificado não apenas garante uma alimentação equilibrada, mas também reduz a degradação do solo e permite uma renovação natural da floresta.

A relação entre o avanço das roças e a retirada do garimpo

Os esforços para expulsar os garimpeiros começaram a surtir efeito em 2023 e, em 2024, a TIY registrou uma drástica redução da atividade garimpeira. Segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), a abertura de novos garimpos na TIY caiu 95,76% em relação a 2022, passando de 1.001,55 hectares em 2022 para 37,04 hectares em 2024. Como consequência, os Yanomami e Ye’kwana voltaram a abrir suas roças, garantindo sua autonomia alimentar e retomando práticas tradicionais essenciais para sua sobrevivência.

Na Comunidade Indígena Whatou, na região do Alto Rio Mucajaí, próximo da Cachoeira da Fumaça, pode-se observar essa dinâmica de reocupação e abertura de novas roças. O cenário, antes degradado pela mineração ilegal, agora dá lugar a plantações que garantem a segurança alimentar e a retomada da autonomia indígena.

O impacto do garimpo na vida dos Yanomami

O período de 2022 foi marcado pelo auge do garimpo ilegal na TIY. A atividade criminosa não apenas destruiu grandes áreas de floresta, mas também contaminou os rios com mercúrio, espantou a caça e interrompeu o cultivo das roças, principal fonte de alimento dos indígenas.

Sem poder plantar e caçar, muitas comunidades ficaram reféns dos garimpeiros. A mudança na dieta afetou a saúde dos Yanomami, agravando quadros de desnutrição e vulnerabilidade a doenças, como a malária, que se espalhou rapidamente devido à degradação ambiental causada pelo garimpo ilegal e ao aumento do número de criadouros de mosquitos.

Com a escassez de alimentos e a contaminação dos rios, a mortalidade infantil aumentou, e imagens de crianças desnutridas ganharam repercussão nacional e internacional naquele período.

Em janeiro de 2023, durante visita à TIY, o presidente Lula classificou a situação como um genocídio e anunciou medidas emergenciais para proteger os indígenas. “O que vimos na Terra Yanomami foi um genocídio. Não vamos permitir que isso continue acontecendo no nosso país”, afirmou o presidente na ocasião.

Após a visita, o Governo Federal decretou emergência sanitária na TIY e mobilizou equipes para garantir atendimento médico, segurança e abastecimento alimentar às comunidades afetadas. Também foram instaladas bases de atendimento de saúde, reforçadas as operações de retirada dos garimpeiros e implementados programas emergenciais de distribuição de alimentos.

Balanço da Operação OD-TIY (março de 2024 a janeiro de 2025)

Desde o início da Operação de Desintrusão da TIY (OD-TIY), coordenada pela Casa de Governo, já foram realizadas 3.960 ações de fiscalização e combate ao garimpo ilegal.

As operações resultaram na destruição de 138 mil litros de diesel, 1.207 motores, 666 máquinas leves e 125 embarcações, além da apreensão de 226 kg de mercúrio e 135 antenas Starlink utilizadas para coordenar atividades ilícitas.

A Casa de Governo segue monitorando e fiscalizando o território para evitar novas invasões e garantir a proteção da área. As ações continuam focadas na preservação da TIY e na segurança das comunidades Yanomami, Ye’kwana e Sanöma.

*Com informações da Casa Civil do Governo Federal

STF recebe propostas para alteração da Lei do Marco Temporal

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Foto:

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu sete propostas de alteração da Lei do Marco Temporal (Lei 14.701/2023) para demarcação de terras indígenas. As sugestões de mudança no texto foram feitas pelos participantes da comissão especial durante audiência de conciliação realizada no dia 10 fevereiro.

As propostas foram apresentadas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), pela deputada federal Célia Xakriabá (PSOL), que representa a Câmara dos Deputados, e pelos seguintes partidos: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Verde (PV), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Liberal (PL) e Partido Republicano (PR).

Os pontos de cada proposta foram discutidos na audiência, e cada participante pôde se inscrever para apresentar a sua contribuição ao debate.

As propostas e a ata da reunião podem ser consultadas AQUI.

No dia 17 de fevereiro, os participantes devem se reunir para buscar consensos nos pontos de divergência e debater eventuais ajustes textuais na proposta final de alteração legislativa.

Uma reunião extraordinária no dia 18 de fevereiro foi reservada para um esforço concentrado entre os participantes para avançar nos debates.

*Com informações do Supremo Tribunal Federal

4,9 mil filhotes de quelônios são devolvidos à natureza em reserva no Amazonas

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Foto: Noir Miranda/Sema AM

Mais de 4,9 mil filhotes de quelônios foram soltos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, Unidade de Conservação gerida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Amazonas. O trabalho, realizado por pesquisadores e moradores da Reserva, devolveu 2.631 tracajás (Podocnemis unifilis) à natureza no dia 6 de fevereiro, e mais 2.291 no dia 7.

As solturas aconteceram entre os municípios de Beruri, Borba e Manicoré, no Km 260 da BR-319, área conhecida como “trecho do meio”. Na sexta-feira, os tracajás foram soltos na comunidade Nova Geração. No sábado, ocorreu a soltura na comunidade vizinha, São Sebastião do Igapó-Açu.

“É necessário parabenizar a comunidade. Esse projeto poderia ter 100 parceiros, mas sem o envolvimento das comunidades, das crianças, que tem uma boa participação no projeto, não teria o sucesso que está tendo, nem hoje, nem nos últimos 15 anos”, afirmou Cristiano Gonçalves, gestor da RDS Igapó-Açu.

Leia também: Tartaruga-da-Amazônia: Saiba três curiosidades sobre este quelônio

Fotos: Noir Miranda/Sema AM

O trabalho na região é uma parceria entre Sema, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), por meio do Consórcio Concremat/Hollus, Projeto Pé-de-Pincha, Instituto Acariquara e Instituto Claro.

Pé-de-Pincha

A metodologia utilizada no processo de coleta e soltura foi desenvolvida pelo Projeto Pé-de-Pincha, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que atua em 180 comunidades no estado, há mais de 25 anos.

Completando 15 anos de trabalho na RDS Igapó-Açu, o trabalho consolidado é exemplo para outras Unidades de Conservação ao longo da estrada. Paulo Andrade, professor e coordenador do Projeto, relembra o início.

Fotos: Noir Miranda/Sema

“Na primeira soltura da RDS Igapó-Açu, a antiga gestora da Reserva avisou os comunitários da Terra Indígena Mamori, e veio um casal. Eles gostaram tanto do trabalho que levaram a ideia para lá. Dentro do Mamori foi se espalhando, pegando por toda a estrada, e assim está indo o projeto”, contou.

A soltura de quelônios não apenas ajuda a proteger espécies ameaçadas, mas também contribui para a manutenção da saúde dos rios e da biodiversidade local. As tartarugas e tracajás contribuem com as populações de outras espécies, além de transformar proteína animal em matéria orgânica, participando da ciclagem de nutrientes e da limpeza dos rios.

Fotos: Noir Miranda/Sema

“A população aumentou muito nesses últimos 15 anos. A semente do Pé-de-Pincha foi aqui, e daí se espalhou para outras áreas da BR. Tivemos muito apoio da gestão da RDS. Essa parceria forte que tivemos, Sema, Embratel, que hoje é a Claro, permitiu isso. E também os comunitários, porque se eles não tivessem topado no começo, nada tinha acontecido”, declarou o professor.

Áreas Protegidas

A atividade recebe apoio financeiro do Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que é uma iniciativa conjunta patrocinada por agências governamentais e não governamentais para expandir a proteção da floresta amazônica. Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática, tem o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) como gestor e executor financeiro. No Amazonas, é executado por meio da Sema, em 24 Unidades de Conservação do Estado.

*Com informações da Agência Amazonas

‘Ave fantasma’ é registrada por fotógrafo durante passeio no Parque Natural de Porto Velho

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Urutau registrado por fotógrafo em Porto Velho. Foto: Leandro Moraes

O urutau é um pássaro típico da América do Sul, conhecido pela alta capacidade de camuflagem. Entre os galhos e as folhas das árvores, ele fica praticamente imperceptível. Isso faz com que o registro feito pelo fotógrafo Leandro Moraes, no Parque Natural de Porto Velho, se torne mais raro e especial.

Leia também: Urutau, rasga-mortalha e acauã: agourentos ou habilidosos caçadores?

O registro, publicado nas redes sociais na última semana, teve um ‘preço’: uma câmera coberta por lama e muita história para contar.

“Eu estava em uma pauta, e aí, por azar ou por ironia do destino, eu tomei um banho de lama. Eu estava olhando para a câmera, super triste e falei ‘caramba, minha câmera!’. Mas, ao mesmo tempo, eu olhei para cima, vi a ave e eu falei ‘cara, aquilo é um urutau'”, conta Leandro.

O que também chamou atenção neste caso foi o horário do avistamento, já que o urutau é considerado um animal de hábito estritamente noturno.

“Eu já vi algumas, mas é muito difícil, principalmente durante o dia, porque em ambientes como esse, elas se camuflam muito bem. Então, a sua plumagem, as suas penas, têm as mesmas cores de um tronco, principalmente um tronco seco. Então, ele fica ali fazendo ali uma tanatose [se fingindo de morto]. E aí, é claro, passa despercebido dos predadores”, explica o biólogo Flávio Terassini.

Lendas e crendice popular

No imaginário popular amazônico, o pássaro também é conhecido pelos supersticiosos como um sinal de agouro, ou seja, de má sorte. Uma lenda regional conta que um bebê foi abandonado na floresta pela mãe, como proteção contra uma doença que dizimou toda a comunidade. O canto da ave seria o choro da criança pela mãe. Mas há também uma versão mais romântica sobre o urutau, como a de uma indígena que se apaixonou por um integrante do povo rival. 

Para evitar o relacionamento, o pai da moça decidiu matá-lo. Impedida de viver o romance, a jovem fugiu para a floresta e se transformou em uma ave que chora todos os dias a perda do grande amor.

Leia também: Urutau: o pássaro amaldiçoado conhecido como “ave-fantasma da Amazônia”

Para Leandro, que fotografou o urutau, o feito inesperado nada tem a ver com agouro ou má sorte.

“Para mim, foi uma grande sorte, um grande privilégio fotografar o urutau, porque dizem, dizem por aí, uma lenda, que o fotógrafo que consegue fotografar ele, tem boas sortes e é um sinal de boa fortuna. Então, eu quero acreditar nisso”.

Conheça o Urutau

O urutau é uma ave de hábitos estritamente noturnos, principalmente nos dias de lua cheia. O animal é carnívoro e se alimenta de insetos, mas com uma particularidade: só come enquanto voa.

Guilherme Marietto, Biólogo e médico veterinário entrevistado pelo g1, o urutau é encontrado em praticamente toda a América do Sul, até parte da América Central, na Mata Atlântica, Amazônia e Cerrado. No entanto, ave é adaptável: onde há área florestada ela consegue viver, exceto em regiões muito frias.

“O canto dele é apavorante. Quem não conhece e está no meio do mato a noite, se borra. É terrível, assustador”, relata o biólogo.

Outra curiosidade sobre a ‘ave-fantasma’ é que ela é solitária e tem poucos cuidados parentais. Mesmo durante o período reprodutivo, eles não foram famílias e a mãe cuida do bebê apenas enquanto ele ‘cabe’ por perto.

*Por Izadora Kopanakis, da Rede Amazônica RO

Kinjá: peixe-boi “mais bonito do mundo” completa 21 anos

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Foto: Divulgação/Ampa

O peixe-boi da Amazônia conhecido por ser o “mais bonito do mundo”, o Kinjá, completa 21 anos de vida e ficará no tanque de exposição do Bosque da Ciência, em Manaus (AM), entre os dias 11 e 13 de fevereiro. Para comemorar essa data tão especial, o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em parceria com a Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), celebrará a data com sensibilização ambiental e uma oficina de origami dia 12 a partir das 9h.

A atividade comemora a trajetória de Kinjá, mas principalmente busca conscientizar a população sobre a importância de conhecer e proteger essa espécie Amazônica ameaçada.

Leia também: Conheça o peixe-boi-da-Amazônia, o ‘cantor’ que equilibra o ecossistema da região

A coordenadora do Projeto Peixe-boi do Inpa, que recebe apoio do Fundo de Conservação do SeaWorld & Busch Gardens, Vera da Silva, explica que o peixe-boi da Amazônia é a única espécie dentre os sirênios que possui uma mancha branca ou rosada na barriga.

“Esta característica contribui para o manejo no cativeiro porque cada indivíduo possui uma mancha única, funcionando como uma impressão digital e que ajuda na identificação de cada animal”.

Kinjá

Nascido em cativeiro no Inpa em fevereiro de 2004, Kinjá é filho da fêmea Boo e do macho Tupy. O charme desse peixe-boi é devido à marcante mancha branca que se estende da barriga, passa pela nadadeira peitoral e vai até o focinho, característica que, segundo especialistas, o torna o peixe-boi da Amazônia mais bonito.

Leia também: Boo, peixe-boi da Amazônia fêmea mais antigo do Inpa faz 50 anos

Projeto Peixe-boi do Inpa

O projeto peixe-boi do Inpa existe desde 1974 e a primeira reprodução em cativeiro aconteceu em 1998, com o nascimento do filhote macho Erê. Segundo da Silva, a reprodução da espécie começou a dar certo por conta da mudança no manejo e alimentação dos animais.

“A reprodução em cativeiro do peixe-boi da Amazônia está dominada e conhecida graças as pesquisas pioneiras realizadas pelo Instituto há mais de 40 anos, porém não é realizada há 10 anos por conta da grande quantidade de filhotes órfãos de peixes-bois que recebemos anualmente, há mais de 10 anos que não permitimos a reprodução da espécie no Inpa. Resgatamos em média de 10 a 15 peixes- bois por ano, por isso agora as fêmeas são separadas dos machos”, explica a bióloga que é doutora em Ecologia e Reprodução de mamíferos aquáticos pela Universidade de Cambridge (UK).

O Projeto Peixe-boi recebe apoio financeiro do Seaworld por meio do Fundo de Conservação do SeaWorld & Busch Gardens, para realizar as ações de manejo, readaptação à natureza, soltura nos rios e monitoramento dos animais soltos.

*Com informações do Inpa

Estudos apontam principais impactos causados por barragens na Amazônia

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Foto: Reprodução/TV Brasil/Agência Brasil

Para analisar os efeitos das construções de hidrelétricas no país, professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) e de outras instituições brasileiras realizaram pesquisas sobre os impactos sociais e ambientais dessas usinas, no período entre 2013 e 2025, financiadas pelo Programa São Paulo Excellence Chair (SPEC/ Fapesp), vinculado à Universidade Estadual de Campinas.

Os estudos observaram que as barragens de Belo Monte no Xingu (PA) e de Santo Antônio e Jirau, em Porto Velho (RO), provocaram significativas alterações no uso do solo, no modo de produção e nos modos de vida das populações locais.

“Os impactos das grandes hidrelétricas variam conforme o segmento da população atingida. Os impactos sobre as comunidades ribeirinhas são um pouco parecidos com os observados em comunidades indígenas que estão em uma condição próxima aos rios, mas é diferente, por exemplo, daquelas pessoas que vivem em áreas urbanas e para os agricultores de terra firme. Também são diferentes para aqueles que foram, compulsoriamente, deslocados pelas barragens e tiveram que ser removidos porque as suas propriedades e residências foram convertidas na área de construção dessas barragens”, explica um dos pesquisadores, professor Miquéias Calvi, da UFPA.

Leia também: “Não houve o desenvolvimento regional prometido”, diz pesquisador sobre hidrelétricas na Amazônia

O estudo mostrou que as hidrelétricas da região amazônica também provocam diversos efeitos negativos nas cidades do entorno das barragens. “Durante o período de construção, essas grandes barragens promovem uma intensa migração de pessoas de todas as regiões do Brasil, promovendo um crescimento demográfico em cidades do interior da Amazônia que não possuem infraestruturas e capacidades plenas de atendimento, prestação de serviços públicos e condições de moradia”, complementa Calvi.

Com base na pesquisa, os estudiosos elaboraram um documento intitulado ‘Recomendações de Políticas Públicas para a Mitigação dos Impactos das Usinas Hidrelétricas Santo Antônio, Jirau e Belo Monte na Amazônia Brasileira‘. No escrito, são apresentadas algumas recomendações para amenizar esses efeitos, as quais foram produzidas por meio de uma consulta pública, em colaboração com as comunidades impactadas nos estados de Rondônia e do Pará. Entre as principais recomendações, estão: a reparação às comunidades impactadas, aos pescadores e aos agricultores e a preservação e a recuperação ambiental.

“A expectativa agora é que o debate seja ampliado e que os documentos sirvam de subsídio para que governos, órgãos de defesa dos direitos humanos, Poder Judiciário e sociedade civil consigam, em conjunto, melhorar a qualidade de vida da população atingida por esses empreendimentos. Espera-se também que os estudos sejam levados em consideração sempre que pensarem em fazer outros empreendimentos na Amazônia”, aspira o professor Osvaldo Damasceno, outro pesquisador integrante da equipe que elaborou o Relatório de Recomendações.

Fotografia registra diversas pessoas posando para a foto. Algumas estão na frente agachadas e outras estão atrás em pé. Na fotografia, ainda é possível ver um pequeno número de pessoas levantando um dos braços com a mão fechada.

Sobre o grupo

O Grupo de Pesquisa ‘Depois das hidrelétricas: processos sociais e ambientais que ocorrem depois da construção de Belo Monte, Jirau, e Santo Antônio na Amazônia Brasileira’ é coordenado pelo professor Emilio Moran, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, com o apoio de uma equipe multidisciplinar de professores de diferentes instituições brasileiras e internacionais: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Universidade de São Paulo (USP); Universidade Federal do Pará (UFPA); Universidade Federal de Rondônia (Unir); Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe); Michigan State University (MSU) e West Virgínia University (WVU). A iniciativa é realizada por meio do Projeto São Paulo Excellence Chairs (SPEC/Fapesp).

*Com informações da UFPA

Mexa-se!!!

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Foto: Eduardo Monteiro de Paula/Acervo pessoal

Por Dudu Monteiro de Paula

Desde muito pequeno, os meus pais nos colocaram em atividade física (quatro irmãos) junto com as atividades intelectuais. Ou seja, um conjunto para ter o desenvolvimento completo. Por isso, acredito que a partir do momento que desenvolvemos o equilíbrio entre atividades físicas e intelectuais nos desenvolvemos melhor.

E nas atividades físicas de equipe, falo melhor. Até atingir a idade do equilíbrio físico, realizamos as atividades como correr, saltar, em coordenação dos braços e pernas, com mais atenção. Sempre pela manhã, antes de ir ao trabalho e irmos a escola, nossos pais nos colocavam em ordem e caminhávamos sob os assobios que mantinham o ritmo da caminhada.

O meu pai assoviava o “hino dos pracinhas” e neste ritmo nos conduzia em conjunto as atividades solicitadas. Na idade escolar existiam os movimentos do próprio colégio em vários esportes coletivos: futebol, voleibol, basquete e aí cada um apresentava dentro de sua características aquele esporte que mais lhe agradava.

Como irmãos, participávamos (juntos) de praticamente tudo. No colégio, na faculdade e na vida privada, o esporte passou a fazer parte de nossas vidas, chegando inclusive a exercermos a parte diretiva de algumas federações especializadas.

No meu caso, dirigi a Federação do Amazonas de Handebol, por exemplo. Na minha única atividade oficial como técnico de voleibol fui campeão estudantil de voleibol feminino dirigindo o Colégio Auxiliadora. Das modalidades que participei, a que mais me destaquei foi o handebol, no alto rendimento. Fui da seleção amazonense por mais de 20 anos, terceiro lugar no brasileiro no Rio de Janeiro (quando fui o vice artilheiro). E joguei ainda futebol nos Estados Unidos, na Universidade de Martin, no Tennessee.

Com o crescimento de minhas atividades profissionais no jornalismo, passei a ter mais presença na academia e me dediquei a corridas de rua e, muito especialmente, corrida de aventura na natureza. E tem sido assim desde então.

Tenho milhares de histórias relativas a minha vida esportiva. Destaco uma delas que foi, no mínimo, diferente: um determinado dia me inscrevi pela internet na corrida do Pátio Gourmet, em Manaus. Na véspera da corrida fui buscar o kit e simplesmente esperei a manhã chegar para participar. Me dediquei a cumprir os 5 quilômetros propostos. No funil de chegada um amigo tirou uma foto e depois me ofereceu. Quando a recebi, fui analisá-la e percebi que o número que tinha usado correspondia exatamente ao ano de meu nascimento.

Coincidências que nos inspiram a continuar nos mexendo e muito!

Por hoje é só! FUUUUUUUIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista