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BNDES ultrapassa R$ 650 milhões em investimentos para restauração de florestas

Foto: Reprodução/Arquivo/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ultrapassou a marca de R$ 650 milhões em investimentos não reembolsáveis para projetos de restauração ecológica desde 2023. Esses recursos estão concentrados em três iniciativas: o Floresta Viva, com verbas do Fundo Socioambiental do BNDES, e o Restaura Amazônia e o Florestas do Bem-Estar, com montantes do Fundo Amazônia, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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Na iniciativa Floresta Viva, o BNDES aprovou R$ 231 milhões em oito editais que envolvem a restauração de quase 15 mil hectares em ecossistemas como Manguezal, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga. Com o Florestas do Bem-estar, o edital no valor de R$ 23 milhões selecionará até dez projetos para restauração com espécies nativas em uma área de 1,5 mil hectares em toda a Amazônia Legal.

Restaura Amazônia

O BNDES e o MMA lançaram nove editais desde dezembro de 2024, em valores que somam R$ 400 milhões. O programa, de restauração ecológica com geração de emprego e renda na Amazônia Legal, contribui para a contenção do desmatamento e a conservação da biodiversidade em terras indígenas, territórios de povos e comunidades tradicionais, unidades de conservação, áreas públicas não destinadas a APPs e reservas legais de áreas de assentamento e de pequenas propriedades rurais. Foram três editais para Unidades de Conservação, três para assentamentos da reforma agrária e três para terras indígenas.

“A temperatura do planeta aumentou 1,5º nos últimos 20 meses, que era a meta para 2030. Não há nenhum estudo científico ou projeção, até agora, que garanta que essa temperatura volte a cair. E as emissões de gases do efeito estufa continuam a crescer”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

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“Nesse cenário desafiador, plantar árvores e restaurar o meio ambiente é um dos caminhos para enfrentarmos a crise climática. A marca de mais de R$ 650 milhões indica que o BNDES, que é a instituição que mais financiou energia renovável na história, tem avançado no caminho de ser um banco cada vez mais verde e comprometido com a preservação ambiental”, disse Mercadante.

Fundo Amazônia

De acordo com a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, “nos últimos anos, reconstruímos políticas, superamos os desafios de acelerar um setor completamente novo e, ao lado do MMA, investimos mais de R$ 500 milhões em florestas nativas só com o Fundo Amazônia. Essa ação contribui para consolidação de uma cadeia de atividades, como construção de viveiros, coleta de sementes, etc, além de geração de emprego e renda, com pessoas treinadas para o plantio de florestas. E tudo isso com recursos não reembolsáveis.”

O Fundo Amazônia, criado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2008, e reativado em 2023, depois de quatro anos paralisado, capta recursos para combater o desmatamento, promover a conservação e o uso sustentável da Amazônia Legal, sob a coordenação do MMA.

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Fundo Clima

Além de recursos não reembolsáveis, o restauro florestal conta com a linha de crédito do Novo Fundo Clima, que já aprovou R$ 395 milhões. O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e se constitui em um fundo de natureza contábil, vinculado ao MMA, com a finalidade de garantir recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.

*Com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Javaporcos: entenda como Roraima está atuando no controle de espécie invasora

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Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

Nos últimos anos, uma grande quantidade de javaporcos tem se espalhado por Roraima, especialmente na região central do Estado. Esses animais, uma mistura de javalis e porcos domésticos, estão causando muitos problemas para a agricultura, o meio ambiente e a saúde pública. O avanço tanto do javali como do javaporco em novos lugares causa danos a espécies nativas e por isso é considerado uma espécie exótica e invasora.

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A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), vem trabalhando junto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outros órgãos públicos para tentar controlar o crescimento da população desses animais, que hoje é considerada uma praga no Brasil e no mundo.

Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos.
Áreas devastadas por javalis em Roraima. Foto: Rogério Fonseca/Acervo Pessoal

Conforme ressalta o presidente da Aderr, Marcelo Parisi, para tentar resolver essa situação, as autoridades de Roraima estão buscando ações de controle e manejo para diminuir a quantidade de javaporcos no Estado. “A invasão de javaporcos é um problema sério que precisa de atenção para proteger nosso meio ambiente, a saúde de todos e nossa agricultura”, enfatizou Parisi.

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Relatos de javaporcos em Roraima datam de 2012

Desde 2012, relatos da presença do javaporco começaram a surgir em Alto Alegre, que acabou se tornando a porta de entrada em Roraima. O município está localizado à centro-oeste do estado, a 80 Km da capital, com uma população de mais de 20 mil habitantes. Atualmente, a situação se agravou, já tendo relatos em outros municípios como Bonfim, Cantá e até Boa Vista.

Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos.
Lavrado de Alto Alegre, porta de entrada para os javaporcos. Foto: Prefeitura de Alto Alegre

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Segundo dados do Sistema de Informação de Manejo de Fauna do Ibama, as autorizações de caça e os registros de abates aumentaram de forma alarmante: de seis autorizações e 32 abates em 2021, para 67 autorizações e mais de 250 animais abatidos em apenas sete meses de 2023. A cifra é um indício de que a invasão é exponencial. Isso mostra que a presença desses animais está crescendo rapidamente.

De acordo com o médico veterinário e fiscal agropecuário da Aderr e chefe do PNSS (Programa Nacional de Sanidade Suídea) em Roraima, Murilo Dias, a tendência, caso não haja uma ação eficaz contra esse avanço, é aumentar drasticamente.

Ele destacou que os javaporcos destroem plantações de milho, soja, algodão e cana-de-açúcar, causando prejuízos econômicos aos agricultores. Além disso, eles representam um risco à saúde, pois podem transmitir doenças como febre aftosa, peste suína, raiva e outras zoonoses que inclusive podem afetar as pessoas.

Javaporcos
Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

“Outro problema é que muitos desses animais são híbridos, resultado do cruzamento entre javalis e porcos que vivem soltos em fazendas. Esses híbridos são maiores e se reproduzem mais rápido, dificultando o controle da população”, frisou.

Dias também ressaltou que a expansão agrícola na região, impulsionada por novas tecnologias e certificações ambientais, tem contribuído para a proliferação desses animais, que ameaçam a biodiversidade local, incluindo espécies nativas como as queixadas (Tayassu pecari) e os caititus (Dicotyles tajacu).

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Javaporcos e a transmissão da raiva

Conforme destaca o fiscal agropecuário e médico veterinário responsável pelo PNCRH (Programa Nacional Controle de Raiva dos Herbívoros), Joseney Lima, nos últimos anos os principais responsáveis pela transmissão da raiva aos humanos e animais foram os morcegos-vampiros (Desmodus rotundus), pois eles se alimentam preferencialmente de sangue de mamíferos.

“As populações de javalis e javaporcos aumentam a oferta de alimentos para os morcegos-vampiros, e consequentemente contribuem para o aumento populacional desses morcegos-vampiros, que são considerados praga em zonas rurais, pois é comum os ataques a humanos e animais”, frisou.

Javaporcos
Javaporcos, espécie invasora: Ascom/Aderr

Além dos riscos mencionados, os javalis e javaporcos podem desenvolver a raiva, disseminar a doença entre os animais, assim como transmitir a seres humanos. Lembrando que a raiva é uma doença infecciosa viral aguda e fatal, que afeta mamíferos, incluindo humanos, e é transmitida por mordidas, arranhaduras ou lambidas de animais infectados. Ela não possui cura.

Por meio do PNSS, o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) concentra esforços nas doenças da lista da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Essas enfermidades se caracterizam pelo grande poder de difusão, consequências econômicas ou sanitárias graves e repercussão no comércio internacional.

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Controle e manejo da espécie

O controle deve ser feito com legalidade e eficiência. É necessário  obter autorização do Ibama através do Simaf (Sistema Integrado de Manejo de Fauna) e seguir o indicado na Instrução Normativa 12/2019 do órgão, que define o controle do javali como a “perseguição, o abate, a captura seguida de eliminação direta desses animais”.

*Com informações do Governo de Roraima.

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HABEMUS PAPAM: Robert Francis Prevost, o Papa Leão XIV, é cidadão do Peru

Foto: Reprodução/Vatican News

‘HABEMUS PAPAM’. “Temos Papa“. Robert Francis Prevost, de Chicago (EUA), foi escolhido como sucessor do papa Francisco nesta quinta-feira (8). Aos 69 anos, é o primeiro papa norte-americano da história.

Após cerca de uma hora da liberação da fumaça branca na chaminé da Capela Sistina, que anuncia a escolha, a Igreja Católica elegeu o novo pontífice, que recebe o nome de Papa Leão XIV. A eleição seguiu a tendência das duas eleições anteriores, em 2005 e 2013, e ocorreu no segundo dia do Conclave (quando cardeais se reúnem para eleger o novo papa).

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Apesar da origem norte-americana, o novo papa tem presença de destaque em sua trajetória religiosa na América Latina. Na vida religiosa desde os 22 anos, Prevost foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru, país que compõe a Amazônia internacional.

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A primeira atuação foi em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por 10 anos. Já em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos.

Com cidadania peruana desde 2015, em função da sua extensa atuação no país durante os anos 80, Prevost ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal.

É visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco, e foi ele o responsável, durante a internação de Francisco, por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.

Durante o discurso como chefe da Igreja Católica, enviou uma saudação em espanhol dirigida à sua “querida diocese de Chiclayo”.

Atração para corajosos: conheça dois serpentários localizados na Amazônia

Foto: Reprodução/MUSA

A imensidão da Floresta Amazônica guarda segredos que despertam fascínio em cientistas, aventureiros e curiosos do mundo inteiro. Entre os locais criados para aproximar o público dessa biodiversidade única, os serpentários têm se destacado como centros de pesquisa, educação ambiental e turismo ecológico.

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Dois dos mais importantes espaços dedicados a esses animais estão localizados em Manaus (AM) e Benevides (PA), oferecendo experiências inesquecíveis para quem deseja – e tem coragem – conhecer mais sobre a fauna amazônica.

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Serpentário do Museu da Amazônia (MUSA)

O serpentário do Museu da Amazônia (MUSA), em Manaus (AM), oferece ao visitante a oportunidade de observar de perto cobras das mais variadas espécies, como a temida jararaca, a cascavel, a imponente jiboia e a lendária surucucu. O serpentário é parte do museu, um espaço dedicado à divulgação científica, educação ambiental e pesquisa.

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Localizado no Jardim Botânico do Museu da Amazônia, na Reserva Florestal Adolpho Ducke, o serpentário é uma verdadeira imersão na vida selvagem. Além dos animais, o espaço conta com trilhas na floresta, uma torre de observação e exposições educativas. Um passeio ideal para toda a família e para quem deseja aprender mais sobre a biodiversidade da Amazônia de forma segura e educativa.

O MUSA está localizado na Avenida Margarita, n° 6305, no bairro Cidade de Deus. Informações: (92) 99280-4205. Veja o site oficial AQUI.

Foto: Reprodução/Tomaz Nascimento de Melo

Centro Amazônico de Herpetologia

Inaugurado em julho de 2022, o Centro Amazônico de Herpetologia, no distrito de Benfica, município de Benevides (PA), é hoje um dos mais completos serpentários da Região Norte. Com aproximadamente 2.500 animais, o local abriga não apenas serpentes, mas também jacarés, quelônios e outras espécies exóticas e nativas, em um ambiente estruturado para pesquisa e visitação.

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O espaço tem como missão promover a conservação, o conhecimento e a valorização da herpetofauna amazônica. Com visitas guiadas e atividades educativas, o Centro Amazônico de Herpetologia se tornou um importante ponto de visitação científica e turística no Pará.

Está localizado na Rua Madressilva, n° 204, distrito de Benfica. Informações: (91) 99100-3349. Confira o canal oficial AQUI.

Foto: Divulgação

Arcebispo de Manaus é apontado como um dos favoritos para ser papa

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Dom Leonardo Steiner. Foto: Divulgação/Arquidiocese de Manaus

O cardeal da Amazônia e arcebispo de Manaus (AM), Dom Leonardo Steiner, citado pela Reuters como um dos favoritos para ser sucessor do papa, se encontrou com Francisco seis meses antes da morte do pontífice. Na ocasião, o Santo Padre recebeu de Steiner uma imagem da Nossa Senhora da Amazônia e proferiu bençãos para a região.

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O religioso está entre os sete brasileiros que vão participar do conclave, processo para eleger o novo papa que começa nesta quarta-feira (7).

O encontro ocorreu no Vaticano, em outubro do ano passado, durante a assembleia do Sínodo dos Bispos, realizada na sede da Igreja Católica na Itália. Além do cardeal, o padre Adelson Araújo dos Santos, nascido em Manaus e professor da Universidade Gregoriana de Roma, participou como facilitador do encontro.

A imagem de Nossa Senhora da Amazônia, entregue por Steiner, foi enviada por uma comunidade da capital amazonense que tem a Virgem como padroeira.

Na época, o cardeal explicou a Francisco que a imagem retrata os traços caboclos e indígenas do povo da Amazônia e agradeceu, em nome de todos os católicos da região, pelo apoio e carinho do papa.

Em resposta, o papa Francisco enviou uma bênção para a comunidade que enviou a imagem e para todas as comunidades da Igreja na Amazônia.

“A Igreja está na Amazônia, não como aqueles que têm as malas na mão para partir depois de terem explorado tudo o que puderam. Desde o início que a Igreja está presente na Amazônia com missionários, congregações religiosas, sacerdotes, leigos e bispos, e lá continua presente e determinante no futuro daquela área”, disse Francisco.

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Quem é Leonardo Steiner

Natural de Forquilhinha, no interior de Santa Catarina, Leonardo Ulrich Steiner foi nomeado arcebispo metropolitano de Manaus em 2019. Três anos depois, em 2022, recebeu o título de cardeal da Amazônia, nomeado pelo próprio Papa Francisco.

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Nascido em 6 de novembro de 1950, Steiner ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1972, ao ser admitido no Noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Foi ordenado padre por Dom Paulo Evaristo Arns em 1978. Cursou pedagogia e se tornou mestre de noviços.

Em 1995, mudou-se para Roma, onde concluiu o mestrado e doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Antonianum. Entre 1999 e 2003, atuou como secretário-geral da mesma universidade.

De volta ao Brasil, foi nomeado vigário da Paróquia Bom Jesus, em Curitiba, e passou a lecionar na Faculdade São Boaventura. Em 2005, tornou-se bispo da prelazia de São Félix, no Mato Grosso, e, em 2011, foi nomeado bispo auxiliar de Brasília, exercendo também o cargo de secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre 2011 e 2019.

Seu lema episcopal é “Verbum caro factum est“, que significa “O verbo se fez carne”.

Como funciona o Conclave

A palavra “conclave” vem do latim cum clavis e significa “fechado à chave”. É por meio dele que a Igreja Católica elege o novo papa.

Durante os dias de eleição, cardeais do mundo todo ficam fechados dentro do Vaticano, em uma área conhecida como “zona de Conclave”. Eles também fazem um juramento de segredo absoluto sobre o processo.

Todos os cardeais que participam da eleição ficam impedidos de utilizar qualquer meio de comunicação com o exterior. Ou seja, eles não podem usar telefones, ler jornais ou conversar com pessoas de fora do Vaticano. Essas medidas foram adotadas para evitar que a votação seja influenciada.

As votações acontecem dentro da famosa Capela Sistina. Para ser eleito, um cardeal precisa receber dois terços dos votos que — são secretos e queimados após a contagem.

Ao todo, até quatro votações podem ser realizadas diariamente, sendo duas pela manhã e duas à tarde. Se, depois do terceiro dia de conclave, a Igreja continuar sem papa, uma pausa de 24 horas é feita para orações. Outra pausa pode ser convocada após mais sete votações sem um eleito.

Caso haja 34 votações sem consenso, os dois mais votados da última rodada disputarão uma espécie de “segundo turno”. Ainda assim, será necessário atingir dois terços dos votos para que um deles seja eleito.

Quando um cardeal é eleito, a Igreja questiona se ele aceita o cargo de papa. Se ele concordar, o religioso também precisa escolher um nome. Em seguida, ele é levado para um ambiente conhecido como “Sala das Lágrimas”, onde veste as vestes papais.

Por fim, o novo papa é anunciado à multidão que aguarda na Praça de São Pedro. O pontífice é apresentado diretamente da sacada da Basílica, onde é proclamada a famosa frase “Habemus Papam” (“Temos um Papa”).

*Com informações da Rede Amazônica AM

A floresta que cura: entre o saber ancestral e a ciência que transforma

Por Olimpio Guarany, jornalista, documentarista e professor universitário

A cada batida do tambor da ciência, a floresta responde com um eco ancestral.

No coração da Amazônia, há séculos, folhas, raízes e resinas curam antes mesmo que existisse a palavra “medicamento”. Hoje, com o avanço das pesquisas, o mundo começa a ouvir essa voz verde — mas ainda não compreende sua profundidade.

No episódio dessa semana do programa Amazônia em Pauta, mergulhamos nesse universo com o professor e cientista José Carlos Tavares, referência internacional na pesquisa de biofármacos amazônicos. O tema foi direto ao ponto: como transformar o imenso patrimônio medicinal da floresta em conhecimento científico, saúde pública e desenvolvimento sustentável — sem repetir os erros da exploração predatória.

A floresta como farmácia viva

Durante a conversa, o professor Tavares nos mostrou que a Amazônia é mais do que paisagem. Ela é laboratório e farmácia ao mesmo tempo. Em sua trajetória como pesquisador e coordenador de redes internacionais de fitoterápicos e nanotecnologia, ele reuniu evidências que comprovam a eficácia de princípios ativos extraídos de espécies nativas.

Mas o desafio vai além da ciência: é também político e social. Como garantir que o conhecimento tradicional dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos seja respeitado e valorizado nesse processo? Como evitar que a bioprospecção se transforme em biopirataria?

Conhecimento tradicional e ciência de ponta

O diálogo entre saberes é a chave. Tavares defende um modelo que una tecnologia, universidades e comunidades locais. A ciência precisa deixar de olhar a floresta apenas como “matéria-prima” e reconhecê-la como inteligência ecológica. Nesse ponto, ele é claro: “A Amazônia não precisa de salvadores, precisa de aliados”.

Projetos que envolvem cooperativas, arranjos produtivos e formação científica local já mostram resultados promissores. Mas é preciso escala, políticas públicas e, sobretudo, vontade política para tirar o debate da retórica e transformá-lo em investimento.

Amazônia, soberania e saúde global

Além da riqueza biológica, a Amazônia representa uma fronteira estratégica para o Brasil: na geopolítica da saúde, no enfrentamento de pandemias e no futuro dos biofármacos. Ao mesmo tempo, a soberania sobre esses recursos está em risco diante de interesses internacionais e da fragilidade regulatória.

José Carlos Tavares faz um alerta: sem uma política séria de repartição de benefícios, sem marcos legais robustos e sem protagonismo amazônida, o potencial medicinal da floresta pode acabar exportado — como tantos outros bens da região.

O futuro é curativo

O episódio deixou claro: proteger a Amazônia não é apenas um gesto ambiental. É um ato de cuidado com o presente e com o futuro da vida no planeta.

Transformar folhas em ciência, raízes em tratamento e saberes em políticas públicas é uma das missões mais nobres que a floresta nos entrega. E, talvez, a mais urgente.

Na Amazônia, curar não é só tratar doenças. É reconhecer a floresta como sujeito — e não como recurso.

Acompanhe o programa “Amazônia em Pauta” todas as terças, às 21h, na TV Amazon Sat e no canal YouTube/
oguarany
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Este texto faz parte da série de artigos que compõem o livro ‘Amazônia em Pauta: Diálogos sobre o Clima e o Futuro da Vida’, em produção.

Sobre o autor

Olimpio Guarany é jornalista, documentarista, economista e professor universitário. Realizou a expedição histórica, navegando o rio Amazonas, desde a foz até o rio Napo (Peru) por onde atingiu o sopé da cordilheira dos Andes e depois subiu a Quito, Equador (2020-2022), refazendo a saga de Pedro Teixeira, o conquistador da Amazônia (1637-1639).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

‘Festival Povos da Floresta’ quer conectar cultura amazônica com o Brasil e o mundo

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Cultura amazônica do município de Maués, Amazonas. Foto: Divulgação

Fortalecer a cena cultural amazônica a partir dos próprios territórios, valorizando seus criadores e conectando suas linguagens com o Brasil e o mundo, essa é a base do Festival Povos da Floresta. A iniciativa serve como ferramenta estratégica de fomento, e também um poderoso instrumento de descentralização cultural, que permite que iniciativas, nascidas na Amazônia e com protagonismo regional, ocupem um lugar de destaque na cena nacional.

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O projeto irá percorrer cinco capitais da Amazônia Legal e do Brasil, iniciando por Porto Velho (RO), entre os dias 29 de maio e 8 de junho de 2025. Também haverá edições em Boa Vista (RR), Macapá (AP), Belém (PA) e Brasília (DF), levando ao público uma programação que inclui artes visuais, audiovisual, música e experiências imersivas.

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Festival Povos da Floresta
O projeto irá percorrer cinco capitais da Amazônia Legal. Foto: Assessoria Festival Povos da Floresta

“Nosso sonho é que o Festival dos Povos da Floresta vá ainda mais longe — que no futuro possa alcançar, além das capitais, os polos culturais do interior da Amazônia, conectando ainda mais profundamente os territórios, suas expressões e seus públicos”, conta a diretora.

O Festival busca fortalecer a cena cultural amazônica a partir dos próprios territórios, valorizando seus criadores e conectando suas linguagens com o Brasil e o mundo.

“Quando falamos em Povos da Floresta, entendemos que este é um lugar de compreensão e de troca, onde todas as pessoas que estão sob esse imenso ‘guarda-chuva verde’ — o pulmão do mundo — integram e devem ter a devida visibilidade e protagonismo de suas próprias histórias e narrativas. Nesse sentido, ao reunir os diferentes povos que compõem esse universo, promovemos o diálogo e fomentamos o intercâmbio entre tecnologias ancestrais e contemporâneas”, destaca.

A programação do evento oferecerá uma experiência ampla, combinando exposições de arte, mostras audiovisuais, apresentações musicais, oficinas, rodas de conversa e performances. O objetivo é valorizar as expressões culturais dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades urbanas da região.

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Exposição Juvia: pluralidade da Amazônia

A exposição leva o nome da semente amazônica da castanheira e marcará a abertura do projeto. “A iniciativa foi pensada como um território de encontro entre diferentes linguagens, territórios e experiências da Amazônia, criando pontes entre artistas, públicos e narrativas que muitas vezes não se cruzam no circuito tradicional das artes”, explica Aline Moraes.

Recentemente, o Festival abriu chamamento público para selecionar artistas visuais, fotógrafos, artesãos e criadores amazônidas que desejem compor o acervo itinerante. As obras expressam as identidades, vivências e visões de mundo dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, urbanos e comunidades tradicionais, com total liberdade estética e poética.

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Festival Povos da Floresta
Cultura amazônica do município de Maués, Amazonas. Foto: divulgação

Segundo a curadora Rosely Nakagawa, a exposição desempenha um papel essencial no intercâmbio cultural entre as diversas regiões da Amazônia e o restante do Brasil.

“Por meio dessas linguagens, artistas da Amazônia podem compartilhar suas vivências, identidades e questões sociais, ambientais e políticas com públicos de outras regiões, gerando empatia, reconhecimento e respeito pela diversidade cultural brasileira. Ao mesmo tempo, essa troca possibilita que influências externas também dialoguem com as tradições amazônicas, enriquecendo o cenário cultural local e fomentando a criação de novas formas de expressão em toda sua plenitude.”

Ao lado dos novos nomes que serão selecionados, a Juvia reúne ainda artistas convidados como Paula Sampaio e Gustavo Caboco, além de obras do acervo da Rioterra e de artistas indígenas que integram o projeto.

De acordo com a organização, o perfil dos participantes chama atenção pela representatividade: 60,71% mulheres, 7,14% pessoas trans e 32,14% homens. Além disso, 85,71% se autodeclaram pretas, pardas, indígenas ou oriundas de comunidades tradicionais, reforçando o caráter plural da exposição.

Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia Rioterra e apresentado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Cultural, o festival foi autorizado a captar R$ 5,83 milhões via Lei Rouanet. Até o momento, já arrecadou R$ 3,47 milhões, o equivalente a 59,5% do valor autorizado.

*Com informações do Ministério da Cultura

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Cobertura vegetal amazônica em Rondônia cai de 90% para 62% em 34 anos, aponta estudo

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Foto: Vinícius Mendonça/Ibama/Wikimedia Commons

Um estudo inédito aponta que a cobertura vegetal amazônica total no estado de Rondônia ao longo de 34 anos passou de 90% para 62%. O trabalho demonstra que, de maneira geral, houve uma explosão no número de fragmentos florestais em Rondônia, que estão sendo progressivamente reduzidos, degradados e isolados, principalmente em relação a grandes remanescentes de vegetação e a áreas protegidas.

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As descobertas estão em artigo publicado na revista científica Environmental Conservation na quarta (7) por pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e de parceiros de instituições brasileiras e estrangeiras. 

O estudo baseia-se em dados do MapBiomas, com imagens de satélite de alta resolução de oito recortes temporais de 1986 a 2020, combinados com métricas da ecologia da paisagem.

A vegetação natural do estado, que inclui floresta e outras formações, como savanas e áreas campestres, caiu de 91% para 62,7%. A perda total chega a quase 7 milhões de hectares. Já a vegetação florestal, que se refere exclusivamente a áreas de floresta, teve redução de um terço – de 85,3% para 57,1%.

A pesquisa identificou aumento nos fragmentos de vegetação ao longo do tempo. O total em 2020 era de aproximadamente 100 mil fragmentos de vegetação natural, sendo 78 mil deles apenas de floresta. Essas mudanças afetam diretamente a conservação da biodiversidade. Mais da metade dos fragmentos está a pelo menos um quilômetro da borda da floresta mais próxima, o que reduz a qualidade do habitat para as espécies da região.

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Apesar da importância das áreas protegidas, a pesquisa comprovou que, em 2020, apenas 20,4% da área de floresta e 21,8% da vegetação natural estavam em unidades de conservação. Terras indígenas somavam 33,6% e 32,2% dessas áreas, respectivamente. Já a maior parte da cobertura vegetal fora de terras indígenas ou unidades de conservação ficava a mais de 10 km da área conservada mais próxima.

Na visão dos pesquisadores, todas as terras indígenas e unidades de conservação, estaduais e federais, devem ser mantidas no estado de Rondônia. Por conta da pressão política sobre essas áreas, é importante também ampliar a fiscalização e responsabilizar quem pratica atividades ilegais, como a grilagem.

“Enquanto em fragmentos desprotegidos a biodiversidade tem sido reduzida, as unidades de conservação e terras indígenas são os principais refúgios”, afirma Luan Goebel, primeiro autor do estudo, doutor pela UNEMAT e atualmente pesquisador de pós-doutorado. Os autores defendem a criação de corredores ecológicos para conectar remanescentes e reduzir os impactos da fragmentação.

O trabalho é parte de um esforço maior para entender os impactos da fragmentação na fauna local. Um segundo estudo, já concluído, analisou como aves e mamíferos bioindicadores são afetados pela perda de habitat. Os resultados indicaram que o estado de Rondônia sofre com um rápido declínio de biodiversidade, especialmente de mamíferos de médio e grande porte, como queixadas, veados, onças-pintadas e lontras.

“O próximo passo será integrar dados ecológicos e biológicos para elaborar uma lista de espécies ameaçadas de extinção em Rondônia”, adianta o biólogo Philip M. Fearnside, pesquisador do Inpa e orientador do estudo.

DOI: https://doi.org/10.1017/S0376892925000086

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori

‘Ópera nas Escolas’ leva arte e encantamento a estudantes da rede pública em Manaus

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Aproximar crianças e jovens do universo da ópera, com apresentações culturais e atividades educativas voltadas à valorização da arte, da cultura e da sustentabilidade, é um dos objetivos do projeto ‘Ópera em Rede’, realizado da Fundação Rede Amazônica (FRAM).

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A Escola de Tempo Integral Zilda Arns Neumann, localizada em Manaus (AM), foi palco da primeira ação do projeto. Com pocket shows de trechos de óperas famosas e minipalestras explicativas sobre esse estilo musical, os alunos ficaram encantados, muitos dos quais nunca haviam tido contato com esse tipo de espetáculo.

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Ópera nas Escolas
Ópera nas Escolas. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

A quadra poliesportiva da escola foi transformada para receber a programação, enquanto na área externa, os estudantes puderam conhecer figurinos utilizados no Festival Amazonas de Ópera (FAO) e aproveitar espaços interativos e “instagramáveis”.

“É a primeira vez”, revelou Liane Mota, aluna do segundo ano do ensino médio. “Eu espero que seja incrível, porque nunca vi. A minha expectativa é muito alta”.

A reação positiva também veio da estudante Sarah Lima, que demonstrou entusiasmo ao final da apresentação: “Fiquei impressionada, entendi a história. Achei os cantores incríveis, foi maravilhoso. É um dom lindo cantar ópera”.

Dos palcos para a escola

Os alunos foram surpreendidos por um espetáculo repleto de música. O cantor Marden Guedes falou sobre a experiência de sair dos palcos e cantar em uma escola.

“É incrível, porque comecei lá no Cláudio Santoro, integrando o Coral Juvenil. Aos poucos, fui tendo aulas de canto, até chegar à Universidade Estadual do Amazonas (UEA). E hoje estamos aqui, apresentando esse trabalho para essas crianças e retomando todo aquele processo que começou lá no Cláudio Santoro”, destacou o artista.

Para Guedes, o ‘Ópera nas Escolas’ pode despertar novos talentos e aguçar a curiosidade dos alunos para novos estilos de arte. Mas ele alerta, aqueles que desejam entrar para o cenário da ópera é necessário esforço e dedicação. “Estamos realizando um sonho, depois de muito esforço e meses de preparação, entendendo o que é realmente cantar aquele repertório. Compreender o personagem, aprender a cantar em alemão, em italiano… Isso é algo riquíssimo. E, principalmente, poder levar isso às crianças é maravilhoso”, afirmou.

Ópera nas Escolas
Ópera nas Escolas. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Democratização da cultura

Segundo a diretora-presidente da Fundação Rede Amazônica, Claudia Daou Paixão, o objetivo central do projeto é democratizar o acesso à cultura.

“É emocionante ver essas crianças e adolescentes entrando em contato com essa arte. Muitos deles nunca foram ao Teatro Amazonas. A gente traz a ópera para dentro das escolas e desperta o interesse e o talento que já existem nesses jovens”, afirmou.

Já para a diretora da Escola de Tempo Integral Zilda Arns Neumann, Gessiana Paiva Costa, a experiência foi única. “É um evento rico, pois está proporcionando aos nossos alunos o contato com um amplo repertório artístico. Com certeza, as demais escolas conseguirão compreender, neste momento, a grande emoção que estamos sentindo por oferecer uma vivência tão única e especial na vida dos nossos estudantes. Eles merecem”, destacou.

Ópera nas Escolas
Ópera nas Escolas. Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O projeto ‘Ópera em Rede’ está em sua segunda edição, tendo sido lançado em 2023, quando o Festival Amazonas de Ópera completou 25 anos. Em 2025, o projeto retorna junto à 26ª edição do festival, com ações tanto em escolas quanto dentro do próprio Teatro Amazonas.

De acordo com Matheus Aquino, especialista em projetos da FRAM, também estão previstas transmissões ao vivo de espetáculos e atividades socioambientais, como o plantio de mudas e oficinas educativas sobre sustentabilidade.

Saiba mais: Veja a galeria com alguns dos momentos marcantes da ação AQUI.

Ópera em Rede

O Ópera em Rede é um projeto que tem como objetivos democratizar o acesso à música lírica e a valorização da cultura amazônica, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), com o apoio de: Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), Governo do Amazonas e Amazônica Net.

Amapá publica leis que tornam Zimba e Festa de São Benedito patrimônios culturais imateriais

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Foto: João Ataíde/Arquivo pessoal

O Governo do Amapá publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) duas legislações que valorizam a cultura e as tradições da comunidade de Cunani, vila história localizada em CalçoeneA Lei 3.217 declara Patrimônio Cultural de natureza imaterial a dança do Zimba, identidade cultural pertencente à região; já a Lei 3.212, declara patrimônio imaterial a Festa de São Benedito, realizada no mês de dezembro.

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Com a transformação em patrimônio imaterial, ambas as manifestações culturais são reconhecidas oficialmente por suas importâncias como expressões culturais e contribuição para a formação da identidade e pertencimento da comunidade onde estão inseridas. Além da proteção, valorização e divulgação, com as leis fica autorizado o Poder Público a celebrar convênios com entidades ligadas à cultura, ao turismo e ao lazer, com a finalidade de assegurar a história e de fomentar o conhecimento e a apreciação das manifestações.

O Zimba é a manifestação cultural mais marcante da vila do Cunani. Dança folclórica de origem africana presente unicamente naquela comunidade, é dançada em honra aos santos da Igreja Católica, em especial São Benedito e Santa Maria. Em coro e com instrumentos diferenciados, os zimbeiros respondem aos “jogados” dos cantores, enquanto volteiam entre si ou ao redor dos tambores e pandeiros em sentido anti-horário e constitui uma das manifestações da cultura afro-amapaense.

Foto: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo/GEA

Já a Festa de São Benedito acontece na região há pelo menos 200 anos, reunindo festeiros, moradores e promesseiros, no período de 12 a 26 de dezembro. É realizada com uma extensa programação, que inicia com o levantamento do mastro, além de cortejos e celebrações religiosas.

“Com esse reconhecimento, o Governo do Estado passa a reforçar as políticas de apoio e fortalecimento para a cultura e identidade da vila do Cunani, tanto para o Zimba quanto para a Festa de São Benedito. Celebramos essa conquista junto com a comunidade”, destaca a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos.

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Já a representante do grupo Zimba e líder comunitária em Cunani, Rosimeire Ramos, reforça a necessidade de manter tradições vivas.

“São as nossas principais manifestações religiosa e cultural e também marcas da cultura e do legado deixados pelos nossos antepassados. Hoje, a comunidade luta para manter viva essas tradições e esse reconhecimento vem para oficializar e reconhecer nossa identidade, cultura, pertencimento e resistência”, diz Rosimere.

*Com informações do Governo do Amapá