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Cientistas avaliam como répteis e anfíbios lidam com mudança climática em ilha de Roraima

Para coletar os animais, a equipe instalou armadilhas em 20 pontos da Ilha de Maracá, em Roraima. Foto: Jordana Ferreira/Inpa

Um time de pesquisadores passou 28 dias na terceira maior ilha fluvial do Brasil, a Estação Ecológica (Esec) de Maracá, em Roraima. Na unidade de conservação federal, distante cerca de 130 quilômetros de Boa Vista, os membros da expedição coletaram cerca de 400 exemplares de répteis e anfíbios, além de dados morfológicos e ecológicos para avaliar as respostas fisiológicas dos animais ao aumento da temperatura.

A expedição é parte do projeto “Mudanças climáticas e a sociobiodiversidade amazônica: perspectivas da herpetofauna”, apoiado pela Iniciativa Amazônia+10.

Além da FAPESP, conta com financiamento de outras quatro Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs): Fapeam (Amazonas), Fundação Araucária (Paraná), Fapesq (Paraíba) e Fapt (Tocantins). A expedição também contou com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Werneck lembra que outras expedições já ocorreram no âmbito do projeto em outras regiões amazônicas. Essa, porém, a primeira na Esec de Maracá, teve uma logística mais desafiadora.

A ilha abriga ambientes característicos da região, como os lavrados, formações abertas dentro da floresta amazônica, além das fisionomias florestais de terra firme. Apesar de ser uma unidade de conservação integral, onde só é permitida a visitação para estudos científicos, o entorno da Esec Maracá sofre com a caça e a pesca ilegais, além do garimpo. O local abriga uma base do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra e fiscaliza a área e que apoiou todas as etapas da expedição científica.

Foto aérea da base científica e de apoio da Estação Ecológica de Maracá. Entorno inclui ambientes florestais e áreas abertas naturais. Foto: Romério Briglia/ICMBio/NGI Roraima

Em maio de 2021, criminosos invadiram a base, mantiveram brigadistas reféns e levaram equipamentos que haviam sido apreendidos semanas antes de garimpeiros que atuavam na área.

A Estação Ecológica é uma das últimas paradas antes de adentrar a Terra Indígena Yanomami, um histórico alvo do garimpo ilegal na Amazônia. Essa foi a primeira visita de pesquisadores à Esec desde a invasão de 2021 e contou com escolta da Força Nacional de Segurança Pública.

“Apesar do contexto prévio de tensão na região, em nenhum momento nos sentimos ameaçados e os trabalhos ocorreram dentro do programado”, conta Felipe Augusto Zanusso Souza, pesquisador do Inpa que coordenou o planejamento, a logística e a execução da expedição.

Junto com outros seis membros da equipe, Souza passou os 28 dias em campo. A maior parte do grupo, cerca de 50 entre pesquisadores e pessoal de apoio, se revezou em dois turnos de duas semanas.

Rotina

Depois de instalar armadilhas em 20 pontos na ilha, a equipe visitava diariamente os locais para coletar os animais capturados. Eram feitas ainda buscas ativas diurnas e noturnas, procurando os répteis e anfíbios no chão e na vegetação, como no caso de espécies arborícolas. Os indivíduos eram então levados até a base, onde passavam por uma série de testes no laboratório de campo montado durante a expedição.

Armadilhas de interceptação e queda. Método de coleta passiva consiste em interligar quatro baldes com lonas em formato de “Y”, realizando a revisão diária para coletar anfíbios e répteis. Foto: Jordana Ferreira/Inpa

Pesquisadores de pós-doutorado, bolsistas de apoio técnico e apoio à difusão do conhecimento e alunos de mestrado e doutorado das instituições envolvidas trabalharam juntos para coletar material e realizar os experimentos, que darão origem a trabalhos conjuntos e partes de suas dissertações e teses.

Foi o caso de Juliana Luzete Monteiro, que realiza doutorado na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP) com bolsa da FAPESP. Seu objetivo é estudar a evolução do desenvolvimento sexual em lagartos do gênero Hemidactylus.

Entre os diversos experimentos realizados, os pesquisadores testaram as temperaturas preferenciais, o desempenho locomotor e a tolerância térmica dos répteis e anfíbios daquela localidade.

Em um deles, os animais eram colocados em uma caixa com oito subdivisões similares a pistas. A estrutura era submetida a um gradiente de temperaturas frias a quentes, entre aproximadamente 20°C e 40°C. Sua resposta corporal era então registrada a cada minuto por uma hora. A média encontrada é o que se chama de temperatura preferencial em laboratório, que dá um parâmetro do que seria ideal para cada espécie.

Experimento de temperatura crítica, onde é realizado o aquecimento ou resfriamento do indivíduo na câmara termal (à esquerda) e em seguida medida sua temperatura corpora. Foto: David Ayronn/Rede BIOTA Cerrado

Em outro experimento, depois de descansarem do anterior, os animais eram submetidos a temperaturas que variavam de 5°C abaixo da temperatura ambiente até 5°C acima e, depois, estimulados a correr em uma pista, sendo cada corrida gravada para posterior determinação da velocidade.

Experimentos de Desempenho Locomotor, chamados de “corrida”. Podem ser tanto na vertical (à esquerda) como na horizontal, a depender do tipo de hábito da espécie experimentada. As corridas são gravadas e as filmagens, depois, analisadas. Foto: Jordana Ferreira/Inpa

Por fim, os indivíduos eram submetidos a decréscimos e acréscimos de temperatura e colocados de barriga para cima, sendo os críticos mínimo e máximo (ou sua tolerância termal) determinados a partir da temperatura em que não tentavam mais se virar para corrigir a posição corporal.

Novas expedições devem repetir os procedimentos em outras regiões amazônicas. Nos laboratórios das instituições, serão analisados dados genéticos e da expressão de proteínas ligadas ao choque termal, entre outros fatores. As informações vão subsidiar trabalhos a serem publicados nos próximos anos.

Os animais coletados serão depositados na Coleção de Anfíbios e Répteis do Inpa (Inpa-H), onde estarão acessíveis a outros pesquisadores para realização de novos estudos. O projeto inclui ainda o monitoramento dos quelônios amazônicos nas bacias dos rios Araguaia-Tocantins e rio Negro.

Numa vertente socioambiental, o pesquisador Matheus Ganiko Dutra, vinculado à FFCLRP-USP, realiza uma análise de discurso de populações ribeirinhas a respeito das relações entre o ambiente e o clima.

Mitigação

De acordo com o relatório de 2023 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura média no planeta até 2050 pode ser de 3,5°C a 5,7°C, a depender das emissões de gases de efeito estufa das próximas duas décadas.

“É essencial entender agora o que pode acontecer com essas espécies num cenário de aquecimento global, a fim de que se possa tomar medidas de mitigação a tempo e subsidiar estratégias de conservação da biodiversidade com base em dados biológicos robustos”, conclui Werneck.

A equipe contou com professores, pesquisadores, pós-doutorandos, mestrandos e doutorandos das cinco instituições que integram o projeto, dentro da Iniciativa Amazônia+10. Além de USP e Inpa, as universidades federais do Pará (UFPA), Paraná (UFPR) e Tocantins (UFT).

Outros parceiros incluem pesquisadores da Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade de Brasília (UnB). A expedição só foi possível graças a uma grande equipe de apoio, incluindo desde assistentes de campo a cozinheiros.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por André Julião

Pesquisadora descobre novo papel do peixe-boi: o de “jardineiro da Amazônia”

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Peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis). Foto: André Dib

Localizado próximo ao encontro dos rios Solimões e Japurá, o Lago Amanã (que significa “caminho da chuva”) é conhecido como a casa do peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis), no Amazonas. Durante a estiagem, quando o nível dos rios baixa, esse mamífero encontra ali refúgio e alimentação. Foi nas praias de Amanã que a bióloga Michelle Guterres fez uma descoberta surpreendente: fezes de peixe-boi com filetes de gramíneas germinando. Com essa observação, ela deu um passo importante para confirmar uma hipótese até então apenas especulada: o peixe-boi é capaz de dispersar sementes, ajudando na migração de plantas entre diferentes habitats.

Michelle coletou 96 amostras de fezes, sendo que em 19 delas já havia plantas germinando. Uma das maiores dificuldades da pesquisa era encontrar uma quantidade significativa de fezes, pois, logo que o peixe-boi defeca, elas ou se desmancham na água ou são consumidas por peixes. Por conta disso, a função de fertilizador das águas já era conhecida, mas o papel de dispersor de sementes foi uma descoberta inovadora.

A seca extrema de 2023 facilitou a coleta das amostras, que foram encontradas nas praias formadas pelo baixo nível da água. Em outubro, o Lago Amanã chegou a apenas 20 cm de profundidade.

Depois disso, as amostras precisaram ser desmanchadas com pinças, devido à sua textura fibrosa. Ao todo, foram encontradas 2.033 sementes, das quais 556 estavam viáveis com embriões.

Qual a importância dessa descoberta?

Na Amazônia, a dispersão de sementes e a distribuição de plantas estão intrinsecamente ligadas aos ciclos de cheia e seca dos rios. Maria Tereza explica que, durante as cheias, a água age como o principal dispersor, especialmente de plantas aquáticas e semi-aquáticas, nas várzeas e igapós.

“As plantas frutificam, e as sementes caem na água. Peixes as comem e as levam para outros habitats, rio acima ou em áreas próximas”, explica a pesquisadora, referindo-se a estudos que já documentaram sementes no trato digestivo de peixes.

Mas saber que o peixe-boi desempenha um papel semelhante é uma descoberta significativa. Pesando até 550 kg, o peixe-boi se alimenta de até 40 kg de plantas aquáticas por dia, e já foram registrados deslocamentos do animal de até 115 km entre os lagos Amanã e Mamirauá. Com um trato digestivo longo, as sementes podem permanecer em seu intestino por até uma semana, aumentando seu potencial como dispersor. “Além disso, ele já entrega a semente com adubo natural, um verdadeiro kit de jardinagem”, comenta Maria Tereza com bom humor.

Os padrões migratórios do peixe-boi sugerem que o animal desempenha uma papel vital para a dispersão de sementes entre habitats férteis, como as várzeas dos rios, e áreas mais pobres em nutrientes, como os igapós. “Durante as cheias, o peixe-boi fica nas várzeas, onde há abundância de alimento”, explica Miriam Marmontel, especialista em mamíferos aquáticos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. “Quando o nível dos rios desce, eles procuram refúgio em lagos e áreas de igapós”, complementa.

Enquanto as várzeas dos rios são áreas produtivas, com cerca de 400 espécies de plantas, os igapós, com águas mais ácidas e solos pobres, abrigam apenas 10% desse total. Com isso, é possível supor que o peixe-boi transporte sementes de uma área para outra, aumentando a biodiversidade desses ambientes e garantindo sua própria fonte de alimento para a próxima seca.

Lago Amanã, no Amazonas. Foto: Miguel Monteiro

Um debate de décadas

Natural de Porto Alegre, Michelle Guterres tem uma longa experiência com a Amazônia e com os peixes-boi. Sua primeira estada em Tefé, no Amazonas, durou 10 anos, de 2000 a 2010, onde trabalhou no Instituto Mamirauá.

Em 2012, publicou seu primeiro trabalho sobre a ingestão de sementes pelo peixe-boi. Na época, com mais de 200 amostras coletadas, todas as sementes encontradas estavam inviáveis, sem embriões, o que levou à conclusão de que o peixe-boi não desempenhava o papel de dispersor.

Outros pesquisadores também investigaram essa possibilidade. Um estudo de 2020, que analisou o peixe-boi marinho no Caribe, não encontrou sementes viáveis em suas fezes. Mesmo trabalhos mais antigos, como o do biólogo Robin C. Best, nos anos 1980, especularam sobre essa função, mas sem comprovações.

Após mudar-se para Florianópolis e passar por uma pausa na carreira, para cuidar dos filhos, Michelle retomou a pesquisa em 2019, durante a pandemia, e voltou ao Lago Amanã. “Aquela pergunta nunca saiu da minha cabeça”, diz ela. “Mas este foi um resultado totalmente inesperado, que nasceu a partir da vivência em campo. A Amazônia permite encontrar coisas que ninguém jamais imaginaria.”

Praia durante a seca no Lago Amanã. Foto: Michelle Guterres

Necessidade urgente de conservação

Atualmente, o peixe-boi é classificado como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O maior risco para sua extinção vem da caça ilegal.

Na primeira metade do século 20, no auge da pesca até então legal, cerca de 19 mil peixes-boi foram mortos para a extração de couro, usado na produção de borracha. Sua carne também é apreciada por comunidades ribeirinhas. Em 1967, a caça foi proibida, mas ela ainda persiste em algumas regiões.

Publicada em 2019, uma pesquisa com populações ribeirinhas aponta que a caça ainda é a principal causa de morte dos peixes-boi na Amazônia, sendo confirmada por 62% dos entrevistados na região de Anavilhanas e 52% no Tapajós.

Secas severas, como as vividas em 2023 e 2024, também facilitam a captura desses animais. Em geral, o período de estiagem dura cerca de três meses, em que os animais permanecem nos lagos, onde são mais facilmente abatidos. Mas, com secas prolongadas, esse intervalo de maior vulnerabilidade também se torna mais extenso.

Para Michelle, sua descoberta é mais um argumento pela conservação do peixe-boi. “A gente sempre bate a tecla da educação ambiental, para sensibilizar as pessoas da relevância do peixe-boi para a Amazônia, inclusive para a saúde e bem-estar das comunidades que dependem das águas dos rios, das suas várzeas e florestas”.

Maria Tereza complementa: “Ao fertilizar as águas e transportar sementes, o peixe-boi contribui para a biodiversidade. Proteger essa espécie é proteger o ecossistema e as populações que dele dependem”.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Mongabay, escrito por Tiago Mota e Silva

‘Ri, Bola’: filme de Diego Bauer participa do Festival Pan-Amazônico de Cinema em Belém

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Foto: Divulgação

A saga para Bola voltar a rir vai ser exibida neste domingo (24), na programação da 10ª edição do Amazônia (Fi)Doc – Festival Pan-Amazônico de Cinema, em Belém (PA). O curta-metragem do diretor e roteirista amazonense Diego Bauer, “Ri, Bola”, participa da mostra competitiva, no Cine Líbero Luxardo, com entrada gratuita. A classificação é livre.

Com base numa história real, o filme, rodado pela Artrupe Produções em 2022, destaca a amizade entre Felipe Maya Jatobá, o Bola, que sempre foi reconhecido por sua risada peculiar, e César Nogueira, responsável por publicar a gargalhada do amigo nas redes sociais. Um trauma causado pela pandemia da Covid-19 fez o protagonista perder sua característica enquanto César assumiu a missão de fazê-lo rir novamente.

“Quando a história surgiu, foi muito inusitado e, ao mesmo tempo, muito desafiador para mim, criar um filme que flerta com a comédia e com o documentário”, afirma Diego Bauer.

Antes de chegar ao Pará, “Ri Bola” participou, em setembro deste ano, do Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte, no Amazonas, do CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e ficou disponível na plataforma Itaú Cultural Play.

Diego Bauer pontua que ainda não tinha trabalhado dessa forma, apostando muito em questões pessoais, como a relação dele com Bola e César. Ele ressalta que se trata de um projeto que teve uma liberdade muito grande e, por conta disso, não seguiu padrões estabelecidos, nem se trata de um filme convencional, que tornaria fácil de ser enquadrado em outros festivais.

“Tudo isso soma um efeito muito especial para mim. Eu gosto muito do ‘Ri, Bola’ e tem um sabor especial ver esse filme circulando, ainda mais na região Norte, significa muito. É sempre muito gratificante”, completa o roteirista.

No elenco, com Felipe Maya Jatobá e César Nogueira, estão Wermon Stattos, Isabela Catão, Daniel Ferrat, Robson Ney e Andreza Afroamazônica. Diego Bauer assina roteiro, produção e direção.

“Ri, Bola” tem Karol Medeiros e Italo Almeida na produção, André Cunha na direção de fotografia, Eduardo Resing na montagem, Taiara Guedes no som direto, Lucas Coelho na edição e mixagem de som e João Gabriel Riveres na cor.

Amazônia (FI)Doc

O festival Amazônia (FI)Doc propõe um recorte curatorial e geopolítico que contempla os nove países da Pan-Amazônia (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa), nos formatos curta, média e longa-metragem, nos gêneros documentário, animação e ficção, além de videoclipes e videoarte.

Para Manoel Leite, coordenador-geral do Amazônia (FI)Doc, a proposta de conceber um festival pan-amazônico pressupõe integração e reconhecimento. Ele explica que o evento começou com documentários, mas, em 2023, assume a ficção e muda o nome de Amazônia Doc para Amazônia (FI)Doc, a fim de reconhecer que existe uma Amazônia que não é definida por questões geopolíticas, mas que envolve partes desses países como um todo.

“É muito feliz perceber a produção do Amazonas amadurecendo, tudo isso é refletido nos filmes que aparecem no festival, tanto na curadoria, que é uma etapa mais restrita, mas onde a gente consegue ter uma visão mais global da produção, como na etapa competitiva”, destaca Manoel Leite.

Foto: Divulgação

Com financiamento da Lei Paulo Gustavo e da Lei Rouanet, a décima edição do Amazônia (FI)Doc – Festival Pan-Amazônico de Cinema retrata realidades e evidencia o protagonismo da produção cinematográfica amazônida.

Perfil

Diego Bauer, ator, curador e produtor cultural do Festival Olhar do Norte, faz parte da equipe da Artrupe Produções. Em mais de dez anos de carreira, seus filmes tiveram participações em Tehran International Short Film Festival, Festival de Brasília, Mostra de Tiradentes, Cine PE, Panorama Internacional Coisa de Cinema, Festival de Vitória, Goiânia Mostra Curtas, Curta Cinema, Lobo Fest, Festival Guarnicê, Canal Brasil, entre outros.

O diretor ganhou prêmio de Melhor Filme do 3º FESTCimm, com “Enterrado no Quintal”, Melhor Ator no Maranhão Na Tela 2018 e Melhor Som na II Mostra Internacional de São Luís, com “Obeso Mórbido”, além de Menção honrosa de Direção no Festival Audiovisual de Belém – FAB 2016, com “O Tempo Passa”.

Diego Bauer foi produtor de elenco assistente de “O Outro Lado do Céu”, de Gabriel Mascaro, e 3º assistente de direção de “A Febre”, de Maya Da-rin. Ele atuou em seis espetáculos de teatro, com apresentações em Manaus, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

Direto do Azerbaijão, árvore que simboliza passagem das atividades da COP29 para a COP30 será entregue em Belém

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Foto: Divulgação/MTur

Para simbolizar a transição da sede da COP de Baku para Belém (PA), o ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, recebeu das mãos do ministro do Azerbaijão, Fuad Naghiyev, um pé de romã — árvore tradicional do país anfitrião. A muda será plantada na capital paraense, que sediará a COP30 no ano que vem.

Ainda durante a tarde desta sexta-feira (22/11), ambos participaram de um plantio simbólico na sede do Ministério do Turismo do Azerbaijão, marcando a cooperação entre os dois países. Durante o ato simbólico, Sabino destacou o compromisso firmado para a sede da COP de 2026, que será definida em breve.

Por 12 dias, o turismo brasileiro teve um espaço especial na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2024, a COP29, que acontece em Baku, no Azerbaijão. Em um estande de 200 m², localizado na Green Zone (Zona Verde), o MTur, em parceria com o Sebrae, apresentou atrativos do Brasil, além de promover debates sobre termas relevantes para o setor. Painéis e workshops abordaram assuntos como sustentabilidade, práticas empresariais e políticas para a descarbonização da economia brasileira, e o empoderamento de comunidades locais por meio do turismo sustentável.

Direto do maior e mais importante evento sobre mudanças climáticas do mundo, o ministro, que já chegou ao evento na condição de presidente eleito para a próxima gestão do Conselho Executivo da ONU Turismo, fez um balanço positivo da participação do Brasil no segmento do turismo.

“É uma honra para nós, para o Brasil, poder ocupar pela primeira vez na história de quase 30 edições da COP um espaço de tamanho destaque, sendo o turismo tema de um dia inteiro de debates dentro da programação oficial aqui em Baku. Isso coroa os grandes resultados que o Brasil tem colhido este ano no turismo doméstico e internacional”, avalia o ministro.

No dia temático ao Turismo, ele foi um dos palestrantes da 1ª reunião ministerial sobre a ação climática ampliada na atividade turística. O encontro foi conduzido pelo ministro do Turismo do Azerbaijão, Fuad Naghiyev, e aberto pelo Secretário Geral da ONU Turismo, Zurab Pololikashvili.

*Com informações do Ministério do Turismo

Turismo paraense ganhará Rota Turística da Cerveja em Belém

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Foto: Marciney Costa

Conhecida como Cidade Criativa da Gastronomia, Belém está próxima de ganhar mais um produto turístico: a Rota Turística da Cerveja do Pará, fomentando ainda mais o turismo cervejeiro e gastronômico no Estado, atraindo turistas, a exemplo do que já ocorre em cidades como Blumenau, Curitiba e Campos do Jordão.

A programação da rota incluirá passeio de barco pelas ilhas de Belém, visitas a restaurantes das ilhas, degustações, atrações musicais, além de visita guiada pela fábrica da Cerpa (Cervejaria Paraense SA). A proposta foi apresentada pelos dirigentes e equipe de marketing da cervejaria e contou com participação da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e associados da Associação Brasileira de Agências de Viagem (ABAV-PA).

Durante a apresentação, no fim de outubro, o projeto foi dividido em análise de realidade dos clientes (com desafios enfrentados pelos estabelecimentos e consumidores); o plano de criar uma rota turística cervejeira única (com alternativas fluviais e terrestres e opções de integração de experiências urbanas e ribeirinhas ao projeto) e o plano de ação (com alguns passos concretos pata implementação da rota). Um dos principais desafios é atrair o turista durante os dias de semana.

Jorge Kowalski, CEO da Cerpa, explica que os objetivos são mostrar a produção, história e qualidade da cerveja produzida no Pará, além de desenvolver o turismo. “A visita à fábrica é uma experiência única e uma oportunidade para também gerar vendas para nossos clientes, mas queremos estender ao nosso ponto de vendas, onde o turista vai poder experimentar a cerveja gelada, a comida, ter o acolhimento e a música, oferecendo um pacote turístico como uma atração, uma experiência completa. Todo turista que chega em Belém busca uma experiência e nós queremos ser uma dessas experiências”, afirma.

Rota Cervejeira 

Os pacotes da rota devem ter duração de 3 a 4 horas. “A partir das 17h-18h, onde o cliente com segurança vai ser levado pela cervejaria para os melhores pontos com vendas de cerveja, com uma experiência completa, na qual um guia vai explicando a história dos locais,  mostrando a história da Cerpa, e que depois vá chegar ao ponto de venda já com sua mesa reservada, consumir, se divertir e assim fazer um pequeno tour cervejeiro”, sinaliza o CEO.  

Para o presidente da ABAV-Pa, Alex Silva, “é muito importante essa iniciativa de também incluir essa questão da cerveja em uma cidade que já mundialmente reconhecida pela gastronomia. Então a gente vê com muita expectativa e com muita alegria essa nova ideia da Cerpa, tem tudo para dar certo. A Cerpa é a cara do paraense, é um produto da casa, um produto muito interessante de se vender e acredito que vá dar muito certo”, comentou. Dez agências de viagens de turismo de receptivo estiveram presentes na apresentação. 

Segundo a diretora de produtos turísticos da Setur, Alessandra Pamplona, a Secretaria pode contribuir na estruturação do novo produto que a Cerpa pretende operar, prestando uma consultoria técnica qualificada. “Afinal essas ações cooperadas são uma oportunidade pra fazer a máquina do turismo girar. Essa tendência de cervejarias como atrações turísticas está crescendo no mundo inteiro. A fábrica abre suas portas para visitas, degustações e experiências interativas, transformando a produção de cerveja em uma verdadeira atração”, informou.

“E o público tem a oportunidade  de conhecer todo o processo daquele produto que já consome. Sem contar com o diferencial nesse caso aí, que é a localização privilegiada dessa fábrica, uma janela para o rio no meio da Amazônia”, sintetiza a diretora.

*Com informações da Setur-PA

Paleontólogo peruano planeja nova expedição à terra do golfinho gigante na Amazônia

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Foto: Jhonel Rodríguez Robles

Uma expedição em busca de fósseis na região amazônica de Loreto, no Peru, em uma área nunca explorada, mas considerada “uma mina” para a paleontologia, é planejada pelo paleontólogo Rodolfo Salas-Gismondi, pesquisador da Universidade Peruana Cayetano Heredia (UPCH).Trata-se da localidade de Pebas, onde foi descoberto o fóssil do maior boto fluvial da história, denominado Pebanista yacuruna, que viveu há 16 milhões de anos na proto-Amazônia, hoje região de Loreto.

Leia também: Golfinho gigante de água doce viveu há 16 milhões de anos na Amazônia peruana, aponta pesquisa

“Há muitas coisas que ainda não conhecemos bem. Não sabemos se esses ambientes eram mais terrestres do que aqueles que estudamos. Talvez possamos encontrar crocodilos terrestres ou aves; completar todo o ecossistema. Também podemos encontrar rochas da última fase do sistema Pebas. Isso ajudaria a entender como a Amazônia mudou em direção ao rio Amazonas”, explicou.

Uma mina no rio Amazonas

Para isso, concorrerá com uma equipe multidisciplinar a uma convocatória da ProCiencia para obter o financiamento necessário para cristalizar a expedição à Amazônia, em 2025, o lugar mais diverso do planeta. Este ano, como prelúdio, foi realizada uma viagem de reconhecimento com recursos do Museu Americano de História Natural de Nova York e do Museu Fiel de Chicago.

“Descobrimos que não é possível ir ao rio Napo em agosto porque não está tão baixo como em fevereiro, quando foi descoberta a Pebanista yacuruna, porque os locais com fósseis estão mais expostos. Fomos mais longe, até Oran, passando pela foz do rio Napo, e encontramos fósseis de golfinhos. Fomos à mesma localidade de Pebanista e recuperamos o focinho de outro tipo de golfinho novo para a ciência. Essa área do rio Amazonas é uma mina”, disse.

Salas-Gismondi destacou que a formação geológica Pebas recebeu esse nome porque o primeiro local estudado fica em frente ao município de Pebas, o mais antigo da Amazônia peruana.

Um lugar fantástico

“Imaginem o potencial que deve haver nesses 500 km que ainda não percorremos. Neste ano seco, que tem sido ideal para quem procura fósseis, encontramos dois crânios de crocodilo, uma preguiça, entre outros, que foram recuperados. Não vamos desde 2019 [quando o Pebanista foi encontrado]”, comentou.

Lembrou ainda que em Pebas se encontrou num único local a maior diversidade de crocodilos do planeta, o que prova o quão “fantástico” tem sido este local. “Em 200 metros quadrados encontramos sete espécies de crocodilos que evoluíram em simpatria [quando grupos da mesma população ancestral evoluem para espécies separadas sem separação geográfica]. Atualmente, são seis em toda a Amazônia”, disse.

Por isso há muito interesse em trabalhar “exclusivamente” na Amazônia, já que há vários anos isso é feito no litoral, nos desertos de Ocucaje (Ica) e Sacaco (Arequipa), observou o cientista peruano. Outro objetivo do projeto ao qual se candidatará é “desenvolver coleções paleontológicas na região de Loreto” e seria executado em conjunto com o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP).

Recorde do Guinness para o Peru

O Pebanista yacuruna foi incluído no Guinness World Records como a maior espécie de golfinho de água doce descoberta até agora. A partir de seu crânio fóssil de tamanho gigante, estimou-se que media entre 3 e 3,5 m (9 pés 10 pol e 11 pés 5 pol) de comprimento total e que viveu no Mioceno.

Seu crânio foi descoberto em 2018 às margens do rio Napo, durante uma expedição a um afloramento fóssil de 16,5 milhões de anos na Formação Pebas, liderada pelo paleontólogo peruano Aldo Benites-Palomino. Os resultados foram analisados, pela primeira vez, na revista científica Science Advances em 20 de março de 2024.

Imagem: Divulgação

Outro fato interessante sobre esta espécie pré-histórica do Peru é que ela está mais intimamente relacionada com os botos do sul da Ásia (gênero Platanista ) do que com os da região amazônica da América do Sul (gênero Inia).

*Com informações da Agência Andina

COP29: Cientistas mostram como a Amazônia é parte da solução para a crise climática

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Foto: Hernani Oliveira/IPAM

A Amazônia é parte da solução para o cenário de mudanças climáticas, mas precisa ser olhada como prioridade. Durante o painel ‘A meta de 1,5º C e o papel da Amazônia na regulação climática’, na COP29, organizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), cientistas apontaram caminhos para evitar efeitos permanentes do aquecimento da temperatura média da Terra. 

Carlos Nobre, do Painel Científico da Amazônia, apontou que o limite de 1,5º C na temperatura da Terra já é uma realidade, que se reflete nos eventos extremos, ondas de calor, secas, incêndios florestais, chuvas excessivas etc. 

Ane Alencar, diretora de Ciência do IPAM, revelou os dados do Monitor do Fogo e fez um apelo para que os incêndios entrem no cálculo da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada), ou o compromisso dos países em reduzir a emissão de gases poluentes firmado no Acordo de Paris. “São 31% a mais de emissões que não são contabilizadas”, calculou Ane Alencar. 

Ludmila Rattis, pesquisadora do IPAM e do Centro de Pesquisa sobre Clima Woodwell, afirmou que o impacto das mudanças climáticas põe em risco a agricultura e disse que o restauro é uma solução, mas fez considerações. 

“Enquanto se olha pra restauração como uma bala de prata, temos tem que ter em mente que a restauração demora muito tempo e não vai restabelecer de fato os serviços ecossistêmicos no tempo que a gente precisa”, ponderou. 

A relevância da ciência para quantificar riscos, identificar impactos e apoiar soluções climáticas foi destacada por Glenn Bush, economista ambiental do Centro de Pesquisa sobre Clima Woodwell. “Um dos grandes desafios é a certeza de que estes mecanismos financeiros vão realmente ter os impactos que precisamos que tenham. A ciência pode ajudar a direcionar o que fazemos, onde fazemos e com quem fazemos.”  

Frances Seymour, Conselheira Sênior para Florestas do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ressaltou a relevância de manter florestas resilientes em nível mundial e falou sobre os atuais esforços do governo dos EUA. “A Casa Branca fez uma declaração defendendo os mercados de carbono como um instrumento necessário para aumentar o financiamento, reconhecendo os riscos envolvidos e as fraquezas do sistema atual, mas expressando confiança de que sabemos como gerir esses riscos, só precisamos avançar”, completou. 

Ao final, Frances citou esforços de governos e da sociedade civil para buscar solução para a crise climática e elogiou o papel estratégico do IPAM para ação climática em nível local e governamental. 

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Xote, carimbó e lundu: ritmos regionais mantém força por meio de instituto no Pará

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Foto: Divulgação

O Dia do Músico homenageia todos os profissionais e admiradores da música. No Brasil, a data é celebrada no dia 22 de novembro, dia em que também é comemorado o dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. No Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG), em Belém (PA), os alunos e professores mantém viva a história da música através do ensino teórico e prático. Um dos destaques é o projeto de extensão de ‘Musicalização Popular Sons da Identidade’, que busca fomentar o acesso à música de forma democrática e inclusiva por meio dos ritmos e estilos musicais populares.

O professor  ‘Joca’ Silva coordena o projeto Popular Sons, e destaca o Dia do Músico. “Comemorar essa data é valorizar a arte que nos une, inspira e transforma. É uma oportunidade para honrar o legado de músicos influentes, estimular novas gerações a seguir carreiras musicais, preservar a memória e a história da música e celebrar a diversidade e riqueza musical brasileira”, enfatiza o professor, que atua no núcleo de percussão do Instituto Estadual Carlos Gomes.

Joca Silva recorda que a iniciativa começou a partir da necessidade de trabalhar com os ritmos populares regionais, “como o xote bragantino, retumbão, lundu, carimbó, siriá e o samba de cacete, que pertencem à nossa identidade cultural. Durante as aulas, os alunos podem tocar, experimentar e conhecer esses ritmos”, afirma.

Ao todo, a iniciativa atende 16 alunos da Região Metropolitana de Belém e do município de Bujaru. Para incentivar mais pessoas a se aproximarem da música, os projetos de extensão recebem alunos vinculados aos cursos regulares do instituto e da comunidade em geral.

Foto: Divulgação

Curso garante cinco ritmos percussivos diferentes

Do projeto Sons da Identidade, a aluna Maria Clara Pinon, 14 anos, diz que gosta de frequentar as aulas. “Eu amei conhecer melhor os ritmos regionais no projeto. Achei fácil fazer a transcrição musical. Nós estudamos cinco ritmos percussivos diferentes, e o que eu mais gostei foi o carimbó, pois sempre amei as músicas desse estilo. Quero seguir estudando música e me aperfeiçoar mais ainda”, diz Maria Clara, que pretende ingressar no curso técnico em música.

Para o diretor de ensino do Instituto Estadual Carlos Gomes, Robenare Marques, “a musicalização popular como instrumento de pertencimento cultural, o qual é realizada pelo instituto, através da Coordenação de Pesquisa e Extensão, busca precisamente isso: resgatar e valorizar os saberes musicais que são a essência da cultura popular. A música é, afinal, uma das mais poderosas linguagens universais, capaz de unir, transformar e eternizar a essência de uma comunidade”, explica o gestor.

Superintendente da Fundação Carlos Gomes, Gabriel Titan ressalta o projeto de extensão como iniciativa para a democratização do ensino musical. “Ao contribuir para a formação de novos músicos, por meio da musicalização popular, reforçamos o compromisso com o investimento em pesquisa, ensino e extensão. Com isso, incentivamos o desenvolvimento de novos talentos musicais no Estado”.

*Com informações da Agência Pará

Documentário ‘Manaus Extrema’ mostra detalhes sobre a seca do Rio Negro em 2023

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Foto: Reprodução/IPAM

O documentário Manaus Extrema‘, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), será exibido pela primeira vez no evento Proteja Talks, que ocorre em 25 de novembro em Manaus (AM), no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

A produção foi gravada em 2023 e retrata os impactos da seca do Rio Negro, bem como da fumaça dos incêndios, na vida de quem mora em Manaus e entorno. Até então, era a maior seca já registrada para o rio, agora superada pela estiagem de 2024.

Assista ao trailer:

Com um registro histórico das cenas da seca e da fumaça em pontos estratégicos da cidade, “Manaus Extrema” apresenta relatos de diferentes tipos de gente, que compõem uma população afetada pelos efeitos das mudanças climáticas na região.

Karina da Silva, feirante, é uma das entrevistadas no documentário. Para ela, a seca do Rio Negro trouxe prejuízos ao comércio de frutas e verduras que mantém em Cacau Pirera. Nildo Affonso, presidente da Associação de Flutuantes do Tarumã-Açu, chegou a calcular em R$ 10 milhões as perdas para os flutuantes em alguns meses de estiagem.

Raniele Alves, professora do curso de Medicina da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), também participa da produção comentando sobre a conexão entre populações amazônidas, saúde coletiva e a emergência no clima.

As soluções para o cenário são ressaltadas pelos coordenadores do Centro de Medicina Indígena de Manaus, Carla Wisu e Ivan Tukano, por pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e do IPAM.

“Das diversas pessoas que ouvimos, o recado converge na necessidade de olhar para a natureza como alguém que também precisa ser cuidado”, comenta Bibiana Garrido, especialista de Comunicação do IPAM e uma das diretoras do documentário.

Para ver “Manaus Extrema”, inscreva-se gratuitamente na modalidade presencial do Proteja Talks. O evento ocorre em 25 de novembro, das 9h30 às 18h, no Bosque da Ciência.

Manaus Extrema

O documentário “Manaus Extrema”, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), retrata os eventos climáticos extremos de seca e fogo na cidade de Manaus, no Amazonas, em 2023. A produção apresenta as experiências e os impactos vividos na região por pessoas indígenas, ribeirinhas, comerciantes e pela população em geral.

Ao registrar a seca do Rio Negro, áreas queimadas e a fumaça que tomou o ar da capital, oferece pontos de vista de um momento histórico na emergência do clima global. Como resposta, cientistas e especialistas são convidados a explicar os fatores que levaram à escalada dos riscos climáticos, as principais características do momento em que vivemos, e propor soluções para um futuro em equilíbrio com a natureza.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Piscicultura é impulsionada na comunidade indígena Krahô em Lagoa da Confusão, no Tocantins

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Foto: Reprodução/Ruraltins

​Com o compromisso de promover desenvolvimento e sustentabilidade em comunidades tradicionais, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins) celebra o projeto de piscicultura em sistema superintensivo ‘Bagfish‘ implantado na comunidade indígena Krahô, na aldeia Takaywara, localizada no município de Lagoa da Confusão.

Instalado há cerca de três anos, o projeto tem sido um exemplo de como a parceria entre a tecnologia e a assistência técnica especializada pode transformar a vida dos produtores. Com o acompanhamento constante dos profissionais do Ruraltins, a comunidade, organizada pela Associação Indígena Krahô, tem capturado peixes de alta qualidade e obtido bons resultados, assegurando alimento e geração de renda.

O engenheiro de pesca do Ruraltins, Andrey Costa, destacou a importância do projeto. “A comunidade indígena Krahô produz peixes nativos em sistema superintensivo, que maximiza a produção e utiliza recursos de forma eficiente. Com o apoio e a assistência técnica do Ruraltins, esse projeto tem alcançado um retorno expressivo para os produtores”, afirmou Andrey.

Ele ainda encorajou outros interessados a buscarem suporte: “Os produtores interessados na atividade podem procurar o Ruraltins para receber o suporte técnico e assistência continuada”.

Para o presidente do Ruraltins, Flávio Terence, esses resultados refletem o empenho e a dedicação da equipe em levar soluções inovadoras e sustentáveis aos produtores. “São casos de sucesso como esse que esperamos do trabalho dedicado pelos nossos extensionistas. Ver a melhoria na qualidade de vida dos produtores assistidos pelo Ruraltins é um indicador de que estamos no caminho certo”, destacou o presidente.

Renato Pymcre Krahô, líder comunitário e responsável pelo projeto na aldeia, ressaltou como a piscicultura tem transformado a realidade da comunidade.

O projeto Bagfish representa uma solução eficiente para a produção de peixes em comunidades com recursos limitados, utilizando tecnologias que otimizam o uso da água e dos insumos. Essa abordagem tem provado ser uma alternativa viável e promissora, promovendo inclusão produtiva e sustentabilidade.

*Com informações da Asbraer