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Programas da agricultura familiar são apresentados na Expoferr

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apresentou os programas voltados ao apoio e desenvolvimento da agricultura familiar durante a Feira Agropecuária de Roraima, a Expoferr. A exposição é organizada pelo governo do estado de Roraima, por meio da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação.

Um representante da Conab fez uma palestra sobre as Compras Institucionais, uma modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) utilizada para a aquisição de produtos da agricultura familiar, destinados ao atendimento de demandas de gêneros alimentícios e materiais de propagação vegetativa por órgãos compradores, além de possibilitar a doação aos beneficiário. A palestra foi realizada na tenda do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural de Roraima (Iater).

Os destaques apresentados durante a feira incluem o PAA, na modalidade de Compra com Doação Simultânea (CDS), que auxilia na comercialização de produtos da agricultura familiar. Por meio desse programa, o governo adquire a produção dos agricultores familiares com projetos aprovados, e esses entregam os alimentos diretamente para as entidades beneficiárias, como escolas, bancos de alimentos e cozinhas solidárias.

Foto: Reprodução/Governo de Roraima

Também foi divulgado o Programa de Venda em Balcão (ProVB), voltado a pequenos criadores de animais, que tem por objetivo viabilizar o acesso dos criadores rurais de pequeno porte aos estoques públicos de produtos agrícolas, por meio da venda direta, a preços compatíveis com os do mercado atacadista local. A Conab destacou ainda a atuação da estatal na Ação de Distribuição de Alimentos (ADA), na logística de armazenagem e nos levantamentos das safra de grãos, café e cana-de-açúcar, que contêm avaliações das principais culturas agrícolas em todo o país.

A Expoferr Show é considerada a maior exposição agropecuária de Roraima e traz as mais recentes inovações e tecnologias do setor agropecuário, com novidades em equipamentos, insumos e métodos de produção. Para esta edição, espera-se um público de cerca de 550 mil pessoas visitantes, com participação de mais de 300 expositores presentes. O evento tem como missão não apenas promover novos negócios, mas também contribuir para a economia regional, abrindo oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento do estado.

Governo Federal inicia operação de retirada de invasores na Terra Indígena Munduruku, no Pará

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Foto: Divulgação/Casa Civil

O Governo Federal dará início, no dia 9 de novembro, à operação de desintrusão da Terra Indígena Munduruku (TIMU), localizada nos municípios de Jacareacanga e Itaituba, no estado do Pará. A ação visa remover invasores que realizam extração ilegal de ouro e garantir que o território permaneça exclusivamente com os 9.257 indígenas dos povos Munduruku, Isolados do Alto Tapajós e Apiaká. 

Nos últimos anos, a área sofreu grandes danos devido ao garimpo ilegal. A TIMU foi priorizada para desintrusão por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709.

Coordenada pela Casa Civil, a operação envolve 20 órgãos federais, entre eles a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), demonstrando o amplo esforço do Governo Federal para proteger os direitos indígenas e o meio ambiente. 

Entre os órgãos participantes estão: Casa Civil, Secretaria-Geral da Presidência da República, Secretaria de Comunicação Social (Secom), Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ministério da Defesa, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Povos Indígenas, Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Ministério do Trabalho e Emprego, Estado-Maior das Forças Armadas, Funai, Ibama, Polícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). Também haverá a participação de agências reguladoras federais que vão atuar na fiscalização.

O objetivo da desintrusão é garantir que os direitos da população indígena ao seu território sejam respeitados, preservando seus costumes, línguas, crenças e tradições. Além disso, a operação visa proteger as riquezas naturais da região, como fauna, flora, rios e minérios, fundamentais para a vida e cultura dos povos indígenas.

A força-tarefa atuará para garantir que a lei seja cumprida, removendo invasores e ocupações ilegais da Terra Munduruku, homologada em 25 de fevereiro de 2004. Essa ação reflete o compromisso do Governo Federal em proteger a Amazônia e os direitos dos povos originários.

*Com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Jogo criado por estudantes do Amazonas ganha Hackaton de combate à desinformação

Foto: Rodrigo Cabral/MCTI

O grupo Ecoguardiões, da Região Norte do Brasil, levou o prêmio de melhor projeto de combate à desinformação sobre mudanças climáticas no Hackaton Pop. A premiação foi entregue no dia 7 pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante cerimônia na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada no Museu Nacional da República, em Brasília..

O grupo vencedor, composto por estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Eliana Socorro Pacheco Braga, em Manaus (AM), desenvolveu um jogo digital em que um tucano chamado A missão de Supi (“Verdade”, na língua indígena Nheengatu) combate notícias mentirosas na Reserva Florestal Adolpho Ducke, onde eles moram.

Foto: Luara Baggi/MCTI

Nesta edição, o tema foi “Combate à Desinformação sobre Mudanças do Clima: promovendo a integridade da informação”. Este é o segundo Hackaton Pop organizado pelo MCTI e o primeiro em âmbito nacional.

Divididos em cinco grupos de três a cinco alunos e um professor cada, 27 estudantes estruturaram soluções para a resolução de problemas identificados em suas realidades sociais. Os projetos foram analisados por representantes das organizações apoiadoras e ministérios parceiros. 

Cada grupo de alunos, que cursam entre o 8º ano do ensino fundamental e o ensino médio da rede pública de ensino, representa uma região do país. O grupo da Região Norte é de Manaus (AM), do Nordeste é de São José de Ribamar (MA), do Sul é de Campo Belo do Sul (SC), do Sudeste é de Campinas (SP) e do Centro-Oeste é de Inhumas (GO).

O Hackaton Pop é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (SPDIGI) e Ministério da Educação (MEC). A atividade contou com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA), Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), da Secretaria-Geral da Presidência da República, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Instituto Vero e Instituto Alana.

O jogo 

O jogo A Missão de Supi tem como cenário o mapa do Museu da Amazônia – Musa, que ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, em Manaus. “Devido às queimadas e às fumaças, a reserva tem diminuído muito ao decorrer do tempo. Isso é preocupante. E, por conta do desmatamento e das pessoas que tomam o território, tem diminuído rápido ao decorrer dos anos”, relatou Ana Gabrielle.

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom PR

Eduardo Batista, também do time, conta que o principal objetivo do protótipo é trazer, em cada fase, questões sobre como funcionam as fake news para que, no fim, o jogador esteja informado, letrado digitalmente e saiba como identificar e não acreditar em notícia falsa. “Cada fase conta um aspecto de uma fake news, sendo a primeira a expressividade. Na última, juntamos cada uma das características para que o jogador possa ver mesmo como funciona uma notícia falsa”, explicou o estudante.

O personagem principal do jogo é Supi, um tucano que exerce papel importante na arborização da Amazônia. O inimigo dele é o mentiroso Dr. News, celular que usa das redes sociais para espalhar peças de desinformação sobre a questão climática. Para ajudar o tucano na busca pela informação confiável, o jogador deve acertar o máximo de questões acerca da veracidade das perguntas exibidas na tela — e denunciá-las quando for o caso.

*Com informações do MCTI e Secom PR

MPF cobra medidas para reforço urgente no combate a megaincêndios em TI no Pará

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Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) cobrou de órgãos públicos, nesta quinta-feira (7), a adoção de medidas urgentes para reforçar o combate a megaincêndios que estão ocorrendo na Terra Indígena (TI) Alto Rio Guamá, no nordeste do Pará.

A equipe de brigadistas indígenas e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em atuação na área não está sendo suficiente para controlar o fogo, alertam as famílias Tembé.

De acordo com os indígenas, as chamas já se aproximam de aldeias. Roças e outras fontes de alimentos foram queimadas, animais estão sendo dizimados e as famílias temem por suas vidas caso as queimadas não sejam controladas, informam lideranças.

Além de solicitar o reforço das equipes de brigadistas e do maquinário utilizado para o combate a incêndios, o MPF e as comunidades pedem aos órgãos públicos providências para obtenção de cestas básicas para as famílias afetadas.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Detalhes dos pedidos

Para garantir a proteção à vida dos Tembé e a preservação do meio ambiente, o procurador da República Thales Messias Pires Cardoso pediu as seguintes providências:

  • ao Ibama e ao Corpo de Bombeiros Militar do Pará: o deslocamento de brigadistas, maquinário e equipamentos suficientes para combater os focos de incêndio na TI e, em 72 horas, apresentação de resposta sobre as medidas adotadas. Ao Ibama, também foi solicitado que, no mesmo prazo, o órgão apresente ao MPF dados sobre o estado de monitoramento, prevenção e contenção de incêndios na região, com descrição preliminar das áreas afetadas e dos danos à fauna e à flora. A Superintendência do Ibama no Pará deve atuar em articulação com o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do instituto;
  • à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai): apresentação ao MPF, dentro de 72 horas, de resposta com a especificação das medidas adotadas pela instituição para assistência aos indígenas, especialmente em relação aos pedidos emergenciais de fornecimento de cestas básicas para as famílias afetadas, enquanto reconstroem suas condições de subsistência. A Funai também deve informar qual apoio logístico vem oferecendo a indígenas e instituições públicas para realização de ações de prevenção e combate aos incêndios;
  • à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Estado do Pará (Cedec) e à Defesa Civil vinculada às Prefeituras de Paragominas, Nova Esperança do Piriá, Cachoeira do Piriá, Santa Luzia do Pará, Garrafão do Norte, Capitão Poço e Viseu: providências para a defesa do meio ambiente e da garantia da segurança alimentar das comunidades indígenas e, dentro de dez dias úteis, apresentação de resposta sobre as medidas adotadas, especialmente para articular formas de atender aos pedidos emergenciais de fornecimento de cestas básicas para as famílias afetadas, enquanto reconstroem suas condições de subsistência;
  • à Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), por meio da Coordenação de Operação na TI: providências em cumprimento à portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) que autorizou o emprego, por mais 90 dias, do efetivo policial da Força Nacional na TI, em apoio à Funai, nas atividades e serviços imprescindíveis à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio do território tradicional, solicitando que, no prazo de dez dias úteis, remeta relatório das medidas empreendidas.

Demais iniciativas do MPF

O MPF também decidiu abrir apuração própria para reunir informações necessárias para avaliar a instauração de procedimento de acompanhamento do tema, sob o ponto de vista das repercussões ao meio ambiente e aos direitos coletivos de uso do território, modo de vida, saúde e segurança alimentar do povo indígena Tembé.

Tendo em vista que o MPF recebeu informações de que os incêndios podem estar sendo provocados por invasores da TI, os dados coletados também foram encaminhados para análise da área da instituição responsável pela avaliação da possibilidade de abertura de investigação criminal.

*Com informações do MPF

Casa Branca informa que Joe Biden será o 1° presidente dos EUA à visitar a Amazônia

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Foto: Reprodução/The White House

A Casa Branca (EUA) confirmou no dia 7 de novembro que o presidente Joseph R. Biden Jr. (Joe Biden), fará uma visita ao Brasil passando pela Amazônia. De acordo com a nota divulgada pelo governo estadunidense (veja abaixo), o presidente norte-americano em exercício é o primeiro à visitar a Amazônia.

Biden visitará, antes, a cidade de Lima, no Peru, de 14 a 16 de novembro para se encontrar com a presidente Dina Boluarte. O objetivo é reforçar o forte relacionamento bilateral EUA-Peru e participar da cúpula de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), onde destacará a liderança econômica e o engajamento dos EUA na região Indo-Pacífico.

Em seguida, Biden viajará para Manaus, no Amazonas, e, segundo a nota, visitará a “floresta amazônica para se envolver com líderes locais, indígenas e outros que trabalham para preservar e proteger esse ecossistema crítico, a primeira visita desse tipo de um presidente dos EUA em exercício”.

O presidente dos EUA seguirá para o Rio de Janeiro, encerrando a passagem pelo Brasil no dia 19 de novembro. Ele se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da Cúpula do G20.

Anúncio da visita divulgado pela Casa Branca (tradução automática via Google). Imagem: Reprodução/The White House

Suprimentos

A Rede Amazônica confirmou o pouso de um avião da Força Aérea dos Estados Unidos em Manaus, com suprimentos para a visita do presidente Joe Biden, que deixou a capital amazonense por volta das 6h desta sexta-feira (8).

O cargueiro, modelo C-17 GlobeMaster III, é usado exclusivamente para missões de transporte, conforme a embaixada dos EUA no Amazonas, e pousou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes na noite de quarta-feira (6).

Produtoras agrícolas levam conhecimento sobre agronegócio para crianças na Expoferr

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Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Uma organização de mulheres produtoras agrícolas criou uma forma lúdica e criativa de explicar e ensinar crianças sobre processo produtivo do agronegócio. Usando um painel interativo ilustrado, o projeto “Agroligadas” vai até as escolas levar informações práticas e curiosas para envolver os pequenos desde cedo no universo do agro, apresentando os diversos subprodutos que fazem parte do dia a dia.

O projeto está exposto na 43ª Exposição-Feira Agropecuária de Roraima (Expoferr), que ocorre até este sábado (9), na zona Rural de Boa Vista. No estande da Expoferr aberto para todo o público, crianças de várias escolas de Roraima descobrem um pouco mais sobre o agronegócio e a importância de produtos como soja e carne bovina para o cotidiano.

Mariclaudia Possato, uma das coordenadoras do movimento em Roraima, conta que o objetivo do Agroligadas é desmistificar o agronegócio e aproximá-lo das novas gerações. Só no estado, são cerca de 200 mulheres que participam e ajudam no projeto que ocorre desde 2018 também em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Bahia.

Mariclaudia Possato é uma das coordenadoras do projeto em Roraima. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Ao longo do ano, elas visitam escolas públicas e particulares, levando conhecimento de forma lúdica e interativa. Mariclaudia explica que as escolas costumam procurá-las para levar o projeto, tamanha é a aceitação e o impacto positivo.

De acordo com ela, a expectativa é que cerca de 3 mil crianças visitem o estande do Agroligadas somente nesta edição da Expoferr.

‍’De onde vem?’

Projeto Agroligadas em uma escola de Boa Vista, Roraima. Foto: Mariclaudia Possato/Arquivo Pessoal

O projeto “De onde vem?” é um dos carros-chefe da atuação do Agroligadas nas escolas. A ideia é mostrar para as crianças como cada etapa da cadeia produtiva do agronegócio está presente em diversos produtos do cotidiano.

Com atividades interativas, as crianças descobrem, por exemplo, que a soja, além de óleo, pode se transformar em plástico, biodiesel, produtos farmacêuticos e até ingredientes para alimentos como massas e chocolates.

“Outra atividade é voltada para a pecuária, onde as crianças descobrem que o boi, além da carne, gera subprodutos que são utilizados na fabricação de adesivos, plásticos, alimentos para animais de estimação e até componentes para a construção civil”, de acordo com Possato.

Foto: Mariclaudia Possato/Arquivo Pessoal

“Quando mostramos tudo isso, vemos o olhar de surpresa deles. São coisas que nem os adultos sabem e as crianças ficam encantadas ao descobrir que o agronegócio está em tantos aspectos da vida”, explica Mariclaudia.

O Agroligadas ainda oferece projetos como o “Capacitar para Transformar”, onde são realizadas palestras e encontros para mulheres do setor, com o objetivo de fortalecer e disseminar informações essenciais sobre o agronegócio.

“O movimento tem se mostrado um espaço fundamental para que as mulheres conquistem seu lugar em um setor historicamente masculino, reforçando a importância das nossas contribuições”.

Agroligadas

Lousa interativa do projeto Agroligadas. Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

Tudo acontece de forma orgânica. De acordo com a coordenadora, o movimento cresce e se fortalece pela união de mulheres comprometidas com o futuro do agro. “A representatividade das Agroligadas é uma das nossas maiores forças. São mulheres que vestem a camisa, colocam a mão na massa e realizam projetos que fazem a diferença, tanto nas escolas quanto em nossas comunidades.”

Com uma atuação que já alcançou mais de 100 cidades e impactou cerca de 2 milhões de pessoas, o Agroligadas está presente em 17 estados e é um exemplo de como o agronegócio pode se transformar em uma ponte entre o campo e a cidade. “Queremos que as crianças cresçam entendendo o valor do agronegócio, e estamos aqui para mostrar que o agro vai muito além dos campos e fazendas”, finaliza Mariclaudia, reforçando o convite para que todos visitem o estande e conheçam de perto o trabalho feito com tanta dedicação.

O estande do Agroligadas está disponível até o final da Expoferr, e a coordenadora deixa o convite para que mais crianças e adultos participem. “Venham, tragam as crianças, é uma experiência de aprendizado para todas as idades”, convida Mariclaudia.

Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A 43ª edição da feira começou nesta terça-feira (5) e segue até o dia 9 de novembro no Parque de Exposição Dandãezinho, localizado no Monte Cristo, zona Rural de Boa Vista.

Chamada pelo governo de “Expoferr Show”, a feira agropecuária é organizada pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Roraima (Faerr).

Este ano, o espaço da feira deve ter mais de 93 mil m² em infraestrutura montadas no Dandãezinho. A expectativa é receber 500 mil pessoas nos cinco dias de festa e movimentar R$600 milhões em negócios.

*Por Caíque Rodrigues, da Rede Amazônica RR

Governo Federal destina R$ 70 milhões para enfrentamento à seca em terras indígenas

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Foto: Alex Pazuello/Secom AM

O governo federal anunciou recentemente a liberação de um crédito extraordinário de R$ 938,4 milhões  para o combate à extrema crise climática que tem afetado diversos estados brasileiros. Deste montante, R$ 70 milhões serão direcionados à saúde indígena, em uma tentativa de minimizar os impactos da seca e da estiagem que castigam várias comunidades indígenas e, consequentemente, dificultam o trabalho das equipes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis).

Segundo informações do Departamento de Gestão da Saúde Indígena (DGESI), R$ 57 milhões do recurso serão alocados para fortalecer a logística e a locomoção dos distritos sanitários mais atingidos pela estiagem. Os R$ 13 milhões restantes serão investidos em ações de saneamento, incluindo a distribuição de água potável e a aquisição de filtros de barro.

Impactos da seca

De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Brasil enfrenta um dos períodos mais críticos de seca das últimas décadas. Em junho e julho deste ano, o Monitor de Secas revelou um agravamento da situação em mais de 15 estados.

Um exemplo desse cenário alarmante pôde ser observado durante uma missão recente da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, coordenada pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP) do Ministério da Saúde.

A equipe visitou a aldeia Yawa, localizada na Terra Indígena do Parque do Tumucumaque, no norte do país. Neste local, com a baixa do Rio Marapi, bancos de areia e inúmeras pedras dificultam drasticamente a navegação. Trechos que antes eram percorridos em menos de duas horas, agora exigem mais de cinco horas de deslocamento.

*Com informações do Ministério da Saúde

Bacia do Rio Amazonas deve permanecer com cotas críticas até dezembro

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Foto: Divulgação/SGB

A Amazônia enfrenta uma seca severa histórica e os rios, da margem direita, poderão permanecer com níveis críticos até dezembro, quando as chuvas devem se consolidar e provocar subidas mais constantes nas estações monitoradas. Essa foi a projeção apresentada, na quinta-feira (31), pela diretora de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Alice Castilho.

De acordo com a diretora, nas próximas semanas, os rios devem ter variações e novas mínimas podem ser registradas. “Nos próximos dias vamos ter situações diferentes em cada uma das estações porque é uma bacia muito grande e depois, ao longo do mês de dezembro a gente vai começar a verificar a elevação do nível dos rios”.

As projeções indicam que o Negro pode ficar abaixo dos 16 m em Manaus (AM) até a segunda quinzena de dezembro. Essa foi a marca considerada como crítica considerando a cota mínima de segurança definida pelas autoridades locais para a Praia de Ponta Negra. Nesta sexta-feira (1), foi registrada nova mínima histórica na estação: 12,13 m – a cota mais baixa dos últimos 122 anos. “O nível em Manaus (AM) ainda está diminuindo”, analisou Alice Castilho.

Em Óbidos (PA), o Rio Amazonas pode ficar abaixo de 1 m até dezembro. A cota atual é de: -1,20 m. Na estação de Porto Velho (RO), o Rio Madeira deve ficar abaixo dos 3 m até a segunda quinzena de novembro. A última cota registrada na estação foi de 77 cm. Em outubro, o Madeira registrou a mínima histórica de 19 cm na capital de Rondônia. Essa foi a marca mais baixa desde 1967, ou seja, em 57 anos. As análises consideram os anos mais críticos da história como referência.

Novos municípios atendidos por projeções sobre a seca

O SGB ampliou o número de estações atendidas pelas projeções para a estiagem. Além de gerar informações sobre os rios Negro em Manaus (AM), e Solimões em Tabatinga (AM) e Manacapuru (AM), passam a ser contempladas estações de Itacoatiara (AM) e Óbidos (PA), no Rio Amazonas.

Nos boletins de monitoramento hidrológico, o SGB informa por meio de gráficos e dados o prognóstico do tempo necessário para a recuperação dos níveis dos rios.

*Com informações do SGB

Expoferr Show 2024 consolida calendário de eventos ‘agro’ na Amazônia

Sustentabilidade, negócios e entretenimento impulsionaram a 43º edição da Expoferr Show 2024. Em números, a Exposição-feira Agropecuária de Roraima cresceu 30% em relação ao ano anterior. 

Para além das apresentações musicais de artistas locais e nacionais, a Expoferr tem leilões diários, rodeios e vaqueirada. Em 2024, o evento foi realizado no Parque de Exposição Dandãezinho, com uma estrutura montada de mais de 93 mil m². 

De acordo com o secretário da Secretaria de Agricultura Desenvolvimento e Inovação de Roraima (Seadi), Márcio Grangeiro, a economia criativa proporciona uma forma de conexão entre as pessoas.

Foto: Divulgação

Ao longo dos dias 5 e 9 de novembro, milhares de pessoas passaram pelo Dandãezinho. Só no primeiro dia, foram cerca de 40 mil. A expectativa é que meio milhões de pessoas passem nos cinco dias de evento.

Ações educativas

No decorrer do evento, algumas ações educativas voltadas para o trânsito fizeram parte da feira. Na cobertura jornalística realizada pelo AmazonSat, o presidente do Detran Roraima, Gueres Mesquita pontuou,

Ele acrescentou também que o departamento de trânsito contou com o apoio da Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal.

Leilões

Foto: Reprodução/Amazon Sat

A Expoferr também contou com a realização de leilões de animais, com destaque para a venda de gados das raças Nelore e Tabapuã, além de equinos. Ao todo, foram leiloados 151 animais em quatro leilões.

Crescimento do evento 

Quem explica sobre o crescimento do evento de 30% em relação ao ano anterior é o secretário de Comunicação Social, Weber Negreiros:

Vitrine do agronegócio

Negreiros também afirmou que a Expoferr Show é uma oportunidade para firmar parcerias e fechar negócios e explica como o evento fomenta a cadeia econômica de Roraima:

Shows

Uma das partes mais aguardadas dentro da programação foram as atrações nacionais do evento. Este ano a Expoferr contou com shows de:

  • Dia 5 – Jads e Jadson
  • Dia 6 – Henry Freitas
  • Dia 7 – Iguinho e Lulinha
  • Dia 8 – Naiara Azevedo
  • Dia 9 – Flávio José

Vale ressaltar, também, que o espaço contou com a realização de rodeios, corridas de cavalo, exposições de negócios, além de vários espaços gastronômicos para a população do estado de Roraima.

Expoferr Show

O maior evento da agroindústria roraimense é realizado em uma área com mais de 90 mil m² de infraestrutura para shows nacionais, leilões, rodeios, vaquejadas, gastronomia, palco cultural, arena de conhecimento, palestras, mostras de maquinários agrícolas, rodadas de negócios, sustentabilidade, inovação, entre outras atividades que potencializam a produtividade regional. Em sua 43ª edição, a Expoferr Show acontece no Parque de Exposição Dandãezinho, em Boa Vista. 

Filhos de antes e filhos de agora

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

O encontro é profissional, mas a conversa inicial é sobre os desafios de cada um com filhos pequenos. São pais na faixa dos quarenta anos ou um pouco mais. Um por um relata a sua rotina, como pais ou como mães, na tentativa de equilibrar a vida profissional e a de pais. Observei que ninguém comentou sobre os papeis de marido ou mulher, que parecem ter sido colocados em um plano bem secundário.

As agendas são muito parecidas e eles se divertem ao perceber isso. Durante a semana, creches ou escolas, trabalho fora ou em home office, hora do jantar, hora da brincadeira, músicas infantis que são sempre as mesmas, filminhos na TV, que numa fase, também são sempre os mesmos, até que é hora de botar um para dormir e fazer sossegar o maiorzinho, que está mais elétrico do que em qualquer outra hora do dia. Depois de um tempo, crianças de um lado e pais desmaiados do outro. O primeiro sono ainda na cama das crianças, para depois irem mortos para o seu quarto. Ainda vão acordar no meio da noite, quando um dos filhos corre para a cama dos pais, como faz toda noite. No final de semana, a agenda está cheia, pois a programação também tem como prioridade as crianças. Parquinhos, festinhas e uma série de lugares para os pequenos conhecerem. As férias são para as crianças, naturalmente.

Observo com admiração estes novos pais e é inevitável a comparação com a época em que eu tinha filhas pequenas. O contraste é grande. Primeiro, éramos pais mais jovens e não tínhamos tantos cuidados como recebem as crianças de hoje, na média, com pais mais velhos.

Já não tão forte quanto na época dos meus pais, mas, na minha geração ainda havia uma separação nítida de responsabilidades entre homens e mulheres, mesmo que elas já trabalhassem fora, no caso, em jornada dupla. Na maioria dos casos, ainda valia a máxima: “o homem vai à caça e a mulher cuida da prole”. Havia a dona da casa e o chefe da casa. Para algumas coisas, mandava ela, para outras, era ele. Havia outras distorções, como a autoridade sobre o uso do dinheiro, as desigualdades nas relações, etc. Muita coisa era diferente de hoje. Mas o que chama minha atenção é o novo poder das crianças. Elas estão no centro e no topo da hierarquia, talvez mais do que nunca.

Voltando a agenda de final de semana, lembro que as minhas filhas nos acompanhavam e a agenda era nossa, dos pais. Seja para lazer, seja para uma atividade necessária, levávamos as nossas filhas. Às vezes, em um sábado à noite, elas podiam sair já dormindo de uma pizzaria, carregadas no colo, depois de um encontro com os nossos amigos. Nossos, não delas. Na programação do dia seguinte podíamos decidir ir à praia ou a piscina e lá estariam elas, sem problemas, sem stress, sem traumas (será que eles existem?).

Olhando sob este prisma, não era uma situação confortável para as crianças, mas elas eram educadas a não serem o centro. Pai e mãe eram pais e filhos eram filhos. Os primeiros a serem servidos eram os mais velhos e os filhos vinham depois. Era um tipo de educação que valorizava a ordem e servia para outras situações na vida, no trabalho, nos relacionamentos, no dia a dia.

Se antes os pais já davam o máximo, os de agora vão ainda além. A nova divisão de trabalho, talvez tenha aumentado a carga de todos e a “nova criança” é mais exigente. Algumas podem acostumar-se a receber e a sentir como um direito adquirido, sem desenvolver gratidão ou sentimento de queres ser útil (já podemos encontrar por aí alguns crescidinhos com estas características), sempre insatisfeitos.

Os pais de hoje talvez sejam mais generosos, mais preocupados com o bem-estar dos filhos. Mas bem-estar não significa felicidade. Educar uma pessoa para ser feliz envolve pelo duas características que são muito mais fáceis de desenvolver na infância: o modelo mental da gratidão e o modelo mental do altruísmo. Desejo que os novos pais não se esqueçam disso. Vale para os filhos de antes e para os filhos de agora. Ah, e que não esqueçam dos papéis de marido e de mulher. Nunca é demais lembrar de onde vieram os filhinhos.

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista