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Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla é destaque na Aleam

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Foto: Danilo Mello/Aleam

Anualmente, entre os dias 21 e 28 de agosto, é realizada a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, instituída pela Lei nº 13.585/2017. A data tem como objetivo promover a conscientização sobre os direitos das pessoas com deficiência, além de estimular o debate acerca de suas necessidades específicas.

Em sintonia com esse propósito, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) apresenta iniciativas legislativas voltadas ao amparo das Pessoas com Deficiência (PcDs), buscando garantir direitos ainda não plenamente respeitados, incentivar a inclusão social e combater o preconceito e a discriminação.

Leia também: PL de Roberto Cidade, que protege crianças nas redes sociais, é aprovado na Aleam

O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (União Brasil), destacou que a Semana Nacional reforça a importância da promoção de políticas públicas que assegurem inclusão, respeito e oportunidades.

“É um momento de conscientização e reafirmação do nosso compromisso com um segmento da sociedade que ainda carece de maior visibilidade e atenção”, declarou o parlamentar.

Síndrome de Down

As pessoas com Síndrome de Down estão contempladas pela Semana. Em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, a Aleam aprovou a Semana Estadual de Conscientização sobre a Síndrome de Down, por meio da Lei nº 4.846/2019, de autoria da deputada Dra. Mayara (Republicanos).

Outras legislações sobre o tema incluem a Lei nº 5.012/2019, da deputada Joana Darc (UB), que proíbe a cobrança de valores adicionais ou sobretaxas na matrícula e mensalidade de estudantes com Síndrome de Down ou outras síndromes; e a Lei nº 4.333/2016, do deputado Abdala Fraxe (Avante), que fixa cota em concursos públicos do Estado do Amazonas para pessoas com Síndrome de Down.

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Já a Lei nº 6.307/2023, de autoria conjunta dos deputados Felipe Souza, Alessandra Campelo e Joana Darc, alterou a legislação relativa à Pessoa com Deficiência no Estado do Amazonas para prever o uso do cordão de fita com desenhos de girassóis como indicativo de deficiência não visível externamente.

Projetos de Lei

Na sessão da última quarta-feira (20/8), foram aprovados o PL nº 664/2024, de autoria da deputada Débora Menezes (PL), que consolida a legislação relativa à pessoa com deficiência no Amazonas, instituindo o Plano Estadual “Além dos Olhos”; e o PL nº 760/2024, de autoria do deputado Cabo Maciel (PL), que consolida a legislação voltada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), concedendo validade indeterminada a laudos médicos ordinários.

O que é deficiência intelectual e múltipla?

A deficiência intelectual (DI) caracteriza-se por atraso cognitivo, refletido em dificuldades de aprendizado e de interação social. Já a deficiência múltipla ocorre quando há a combinação de duas ou mais deficiências.

Essas condições afetam entre 2% e 3% das crianças, podendo ter origem genética ou ambiental.

Saiba o que será avaliado em simulação de vazamento de óleo no Amapá

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Sonda de perfuração NS-42 será utilizada durante a Avaliação Pré-Operacional da Petrobras no Amapá. Foto: Divulgação/Foresea

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que está programada para iniciar neste domingo (24) a janela para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO) (simulação) de uma atividade de perfuração marítima no bloco FZA-M-59, localizado na costa do Amapá.

A simulação tem como objetivo testar o Plano de Emergência Individual (PEI) da Petrobras, verificando se a empresa está preparada para conter e recolher óleo em caso de acidente, além de proteger a fauna atingida.

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Durante a APO, será simulado um vazamento de óleo no poço Morpho – onde a Petrobras pretende iniciar a perfuração. Ele está na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial.

O Ibama vai medir o tempo de resposta da Petrobras e verificar se as ações previstas funcionam. Com base nos resultados, o instituto decidirá se o plano é suficiente para liberar a licença.

“Caso a APO seja considerada bem-sucedida, a equipe técnica do Ibama emitirá um parecer conclusivo a ser submetido à gestão do Ibama, para deliberação quanto a emissão da licença requerida”, informou o Ibama.

Leia também: A dualidade da exploração de petróleo na Margem Equatorial: o que é e como afeta a Amazônia?

Como será a simulação

A simulação deve durar de três a quatro dias. A Petrobras vai mobilizar cerca de 400 profissionais, embarcações, aeronaves e centros de atendimento à fauna. A perfuração só poderá começar após a análise final do Ibama.

A estatal informou que usará durante o simulado os seguintes equipamentos:

  • 6 embarcações para contenção de óleo
  • 1 navio sonda
  • 3 aeronaves para resgate e monitoramento
  • 6 embarcações para atendimento à fauna
  • 2 Centros de Atendimento e Reabilitação de Fauna (CAF)

A Petrobras informou que vai usar no Amapá a maior estrutura de resposta a ocorrências já mobilizada pela companhia.

A sonda de perfuração NS-42, contratada pela Petrobras, chegou na segunda-feira (18) ao bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá. O bloco fica a 175 km da costa do estado e mais de 500 km da foz do rio Amazonas. 

simulação vazamento oleo amapa
Mapa da estrutura de resposta a emergências da Petrobras para a Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá. Foto: Divulgação/Petrobras

Seis embarcações estarão disponíveis para conter e recolher óleo em caso de vazamento. Duas delas ficarão próximas ao navio sonda, atuando como suporte direto. Outras seis embarcações serão dedicadas ao atendimento de animais, com equipes especializadas a bordo.

Além disso, três aeronaves poderão ser usadas para resgate médico, salvamento de fauna e monitoramento da área.

O atendimento a animais será feito em duas unidades: uma em Oiapoque (AP) e outra em Belém (PA). As estruturas vão funcionar juntas em caso de acidente com vazamento de óleo.

*Por Rafael Aleixo, da Rede Amazônica AP

Nível de estresse em tambaqui cultivado o faz mudar de cor, mostra estudo

No alto, um tambaqui recém-saído de tanque normal de criação. Logo abaixo, o mesmo animal mais estressado e escuro depois de 10 dias em tanque de confinamento de 2 mil litros. Foto: Celma Lemos/Caunesp

Um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal, em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial (IA) para avaliar o estresse do tambaqui (Colossoma macropomum), peixe nativo mais produzido no Brasil. O estudo foi publicado na revista Aquaculture.

Os resultados podem ter impacto tanto para o aumento do bem-estar dos animais quanto para a seleção de exemplares mais tolerantes ao ambiente de cultivo. O tambaqui é uma espécie amazônica cultivada sobretudo nos Estados da região Norte. O Brasil é o maior produtor mundial da espécie, fornecendo 110 mil toneladas em 2022.

“Primeiro verificamos que, em uma condição estressante, ou seja, em um ambiente mais confinado do que o normal, os peixes ficavam mais escuros. Depois, que a adição de um hormônio ligado ao estresse também alterava a coloração nas escamas. Então treinamos um software com mais de 3 mil imagens para chegarmos num limiar de estresse que pudesse orientar piscicultores e programas de seleção genética, pois vimos que essa é uma característica herdável”, explica Diogo Hashimoto, professor do Centro de Aquicultura da Unesp (Caunesp), que coordenou o estudo.

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O trabalho tem como primeira autora Celma Lemos, que realiza doutorado na instituição, e integra projeto apoiado pela FAPESP no âmbito de um acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para desenvolver a ferramenta, os pesquisadores fotografaram 3.780 tambaquis de duas populações, uma do Caunesp (1.280 indivíduos) e outra da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas, no Tocantins (2.500 indivíduos), com a colaboração da equipe coordenada pela pesquisadora Luciana Shiotsuki.

Leia também: Produção de tambaqui cresce 20% em dois anos em Roraima

Em seguida, cada imagem teve marcada a região que deveria ser avaliada pelo software, a metade inferior do corpo. O contraste com a coloração da parte superior é bastante comum em peixes, provavelmente um atributo da seleção natural, que resultou numa espécie de camuflagem. O “countershading”, como é chamado em inglês, pode ser observado, por exemplo, em tubarões, que têm o ventre mais claro do que as costas.

Os pesquisadores treinaram então um modelo de aprendizado profundo (deep learning) para chegar a um limiar que indica, pelo número de pixels pretos em relação aos brancos da imagem, o grau de estresse dos tambaquis.

Uma vez que os exemplares do Tocantins tinham sido marcados quanto à sua ascendência, foi possível saber quanto a característica pode ser passada adiante. “Calculamos que a tolerância ao estresse é uma característica moderada a altamente herdável. Isso se reflete em ganho de peso e tolerância a doenças, abrindo caminho para termos gerações com cada vez mais bem-estar em ambiente de cultivo”, avalia Hashimoto.

Mecanismos fisiológicos do tambaqui

A mudança na coloração sob estresse é uma característica encontrada em diversas espécies de peixe, mas ainda não havia sido comprovada no tambaqui. No caso das que se tornam mais escuras à medida que estão mais estressadas, como a tilápia (Oreochromis niloticus), um hormônio envolvido no estresse promove a expansão dos melanóforos, células que, a olho nu, são pequenas pintas pretas.

Para comprovar o efeito no tambaqui, os pesquisadores coletaram escamas de seis indivíduos, da população de Jaboticabal, e as mergulharam em duas soluções. Numa delas, havia uma solução neutra e o α-MSH, uma versão do hormônio estimulante de melanóforos. Na outra, apenas a solução neutra. Depois de 30 minutos, os autores observaram que as banhadas no hormônio estavam mais escuras, com os melanóforos expandidos.

Escamas antes e depois de 30 minutos mergulhadas em solução com hormônio ligado a estresse: indicado pela seta, expansão de melanóforos gera coloração mais escura. Foto: Celma Lemos/Caunesp

Em outro experimento, seis tambaquis foram retirados dos tanques normais de criação, de 200 metros quadrados, fotografados e divididos em três reservatórios redondos muito menores, de 2 mil litros (85 centímetros de altura e 1,66 metro de diâmetro). Depois de dez dias, foram novamente fotografados e a diferença de coloração era evidente, confirmando que a espécie também fica mais escura à medida que se estressa.

“A ferramenta de IA pode ser usada para monitorar o estresse dos peixes cultivados, num momento em que se cobra cada vez mais bem-estar animal. Apenas avaliando as fotos dos animais, seria possível obter essa medida e melhorar as práticas quando necessário, como reduzir o número de indivíduos por tanque, por exemplo”, diz o pesquisador.

O artigo Deep learning approach for genetic selection of stress response in the Amazon fish Colossoma macropomum pode ser lido em: 

www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0044848625007343.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência FAPESP, escrito por André Julião 

Pesquisa analisa óleos essenciais como bioinseticidas contra vetores causadores de malária e dengue

Foto: Divulgação/Acervo do laboratório de Malária e Dengue – INPA

Desenvolver produtos formulados a partir de óleos essenciais extraídos de plantas amazônicas do gênero Piper com ação larvicida, antiviral e antiplasmódica na Amazônia, foram os objetivos de uma pesquisa científica realizada em colaboração por pesquisadores do Amazonas, do Maranhão e do Paraná.

O estudo ‘Inovações tecnológicas para monitoramento, controle vetorial e dos agentes etiológicos da malária e dengue na Amazônia’, apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), também analisa a eficácia de um bioinseticida à base de Bacillus thuringiensis israelensis (Bti), produzido no Brasil, no controle de larvas de Anopheles darlingi, o principal vetor da malária na Amazônia.

Leia também: Óleo extraído de árvore típica de Tepequém tem potencial para combater mosquito da malária

A pesquisa reúne pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Joelma Soares da Silva da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e João Antônio Cyrino Zequi da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e é amparado pela Iniciativa Amazônia +10, Chamada Pública nº 003/2022, em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisas (Confap).

Foto: Divulgação/Acervo do laboratório de Malária e Dengue – INPA

A coordenadora do projeto no Amazonas, pesquisadora Rosemary A. Roque, do Inpa, revela que o estudo já realizou testes biológicos dos óleos essenciais com resultados inéditos os quais foram publicados em revistas internacionais de elevado impacto científico.

“Até o momento, foram realizados testes que demonstraram atividades biológicas promissoras dos óleos essenciais contra diferentes estágios: ovos, larvas, pupas e adulto, dos vetores da malária Anopheles spp. e do Aedes aegypti”, explicou Rosemary Roque.

Substâncias com potencial inibidor contra o vírus da dengue e Zika, além do agente etiológico da malária, Plasmodium vivax, já foram identificados no decorrer dos estudos, que confirma a baixa toxicidade ambiental e celular das substâncias.

Além do desenvolvimento de produtos inovadores, o projeto promove formação de recursos humanos locais, com a participação de alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Também houve a divulgação científica em escolas e eventos, reforçando a valorização da biodiversidade e do conhecimento tradicional amazônico.

Extração dos óleos essenciais

Para extração dos óleos essenciais e isolamento das substâncias, os pesquisadores usaram da biotecnologia para o controle vetorial e dos agentes etiológicos da malária e dengue. Os óleos essenciais são extraídos das folhas e galhos do gênero Piper, em especial Piper purusanum, Piper alatipetiolatum, Piper brachypetiolatum, Piper tuberculatum, Piper baccans, entre outras, coletados na Reserva Adolpho Duke e no Museu da Amazônia em Manaus, que revelaram uma ação potente contra vetores da malária e da dengue, sem efeitos tóxicos sobre organismos aquáticos não-alvos.

Foto: Divulgação/Acervo do laboratório de Malária e Dengue – INPA

Além disso, realizam a formulação de nanoprodutos, testes de atividade biológica in vitro e in vivo (larvicida, antiviral, antiplasmódica), análises cromatográficas, testes de toxicidade celular/ecotoxicológica em insetos aquáticos não-alvos e aplicações em campo em criadouros naturais dos mosquitos.

Segundo ela, a expectativa é de que os produtos desenvolvidos, nanoformulações à base de óleos essenciais de plantas amazônicas e do bioinseticida a base de Bti, sejam incorporados às estratégias de controle vetorial.

A longo prazo, o projeto pretende contribuir para a redução dos casos de malária, dengue, Zika e chikungunya, e com o fortalecimento das ações de saúde pública, além de atrair parcerias e investimentos em biotecnologia amazônica.

*Com informações da Fapeam

Livro gratuito destaca piquiá da Amazônia e suas aplicações biotecnológicas

Foto: Reprodução

A Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) lançou o livro digital ‘O Piquiá da Amazônia: Contribuições sobre a biologia e aplicações biotecnológicas’, no qual reúne contribuições de docentes, pesquisadores e estudantes da Ufopa e de outras instituições de ensino superior com um panorama abrangente sobre o Caryocar villosum (Aubl.) Pers., conhecido como piquiá da Amazônia.

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Publicado pela Editora da Ufopa, o livro foi organizado pelo professor doutor Élcio Meira da Fonseca Júnior, do curso de Biotecnologia do Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef), e está estruturado em nove capítulos, abordando temas como morfologia, fenologia, germinação e produção de mudas, seleção de matrizes e aplicações biotecnológicas.

“A publicação foi idealizada com o objetivo de disponibilizar informações sobre essa espécie pouco estudada em comparação ao pequi do Cerrado (Caryocar brasiliense Camb.), destacando seu potencial de uso sustentável e econômico”, explica Élcio Fonseca.

Livro também faz alerta

livro reúne informações sobre o piquiá da amazonia
Fruto do piquiá da Amazônia. Foto: Reprodução

A publicação também traz um importante alerta sobre o reduzido número de indivíduos jovens e os fatores responsáveis pela dificuldade de restabelecimento de populações naturais de piquiá, observados na comunidade de Piquiatuba, localizada na Flona do Tapajós, Oeste do Pará.

Entre os destaques, o fruto do piquiá é apresentado como matéria-prima para alimentação, produção de óleo com fins medicinais, sabonetes, sabão, licor e subprodutos para alimentação animal. Além disso, o último capítulo discute o uso da madeira na fabricação de móveis, evidenciando seu design diferenciado e características únicas.

Para o professor, a obra representa uma importante contribuição para o estudo e aproveitamento sustentável de espécies amazônicas, reforçando o papel da Ufopa na pesquisa científica e inovação tecnológica voltada à biodiversidade regional.

Leia também: Mistérios das árvores gigantes da Amazônia são investigados por pesquisadores

“Em um contexto marcado por mudanças climáticas, a COP 30 pela primeira vez na Amazônia e a crescente importância da bioeconomia, a obra busca fornecer subsídios para pesquisas, conservação e desenvolvimento de produtos derivados do piquiá”.

Acesse a publicação AQUI.

*Com informações da Ufopa

Parque Estadual do Utinga está entre os 5 mais procurados do Brasil na internet

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Foto: João Vitor Santos/Ideflor-Bio

O Parque Estadual do Utinga Camillo Vianna, em Belém (PA), figura entre as cinco Unidades de Conservação (UCs) mais buscadas do Brasil na internet. É o que revela um levantamento recente da Bulbe Energia que analisou o interesse on-line de brasileiros por áreas protegidas. Com 96,3 mil buscas em 2024, o parque paraense se destaca no cenário nacional, ao lado de destinos consagrados como a Serra da Capivara (PI), a Chapada dos Veadeiros (GO) e os Lençóis Maranhenses (MA).

Leia também: Conheça o Parque Estadual do Utinga, opção de lazer para famílias em Belém

O estudo indica uma tendência crescente de conexão da população com áreas naturais e um avanço significativo do ecoturismo no país. As pesquisas pelo termo “unidade de conservação” aumentaram 50% em 2024, ultrapassando a marca de 1 milhão de buscas. Esse interesse virtual reflete também nos números de visitação: o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) registrou mais de 25,5 milhões de visitas a UCs federais no último ano, um crescimento de 4,9% em relação a 2023.

A posição de destaque do Parque Estadual do Utinga no ranking evidencia a força do turismo de natureza na Amazônia e reforça o papel estratégico da unidade como espaço de lazer, educação ambiental e preservação dos recursos hídricos que abastecem Belém e parte da Região Metropolitana.

“Esse resultado mostra que o Utinga está no radar do Brasil e do mundo, como um destino que alia biodiversidade, cultura e lazer com qualidade e segurança”, afirma o gerente da Região Administrativa de Belém do Ideflor-Bio, Júlio Meyer. 

Investimentos no parque

Nos últimos anos, o Ideflor-Bio tem ampliado investimentos na infraestrutura do Parque Estadual do Utinga, visando oferecer mais conforto e comodidade aos visitantes. Entre as melhorias, estão a modernização de trilhas, instalação de sinalização interpretativa, reforço da segurança, reforma de áreas de convivência e ações para diversificar as atividades turísticas e educativas. Essas intervenções também ajudam a preservar o meio ambiente, garantindo que o uso público ocorra de forma sustentável.

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Além de atrair visitantes da capital paraense, o Parque vem ganhando cada vez mais projeção nacional e internacional. A proximidade com o centro de Belém e a oferta de atividades como passeios de bicicleta, trilhas, contemplação da fauna e flora e visita aos lagos Bolonha e Água Preta contribuem para seu sucesso. 

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas também na experiência de quem nos visita. Queremos que cada pessoa saia daqui levando memórias positivas e consciência sobre a importância da conservação ambiental”, destaca o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto.

O ranking divulgado é liderado pelo Parque Estadual da Cantareira (SP), com 161,4 mil buscas, seguido pelo Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), com 127,1 mil, e pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), com 114,6 mil. O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA) aparece em quarto lugar, com 112 mil, e o Parque Estadual do Utinga ocupa a quinta posição, superando unidades de grande visibilidade, como a Serra dos Órgãos (RJ) e a Pedra Branca (RJ).

Relevância

Foto: Divulgação/Agência Pará

Criado em 1993, o Parque Estadual do Utinga tem papel fundamental na proteção dos mananciais que abastecem cerca de 70% da água consumida na Região Metropolitana de Belém. É também um polo de educação ambiental, recebendo escolas, grupos comunitários e turistas interessados em conhecer a Amazônia urbana e suas peculiaridades. A integração entre conservação e uso público faz com que a UC seja um exemplo de gestão ambiental alinhada ao bem-estar social.

Júlio Meyer afirma que a expectativa do Ideflor-Bio é de que, com o crescimento do interesse pelo ecoturismo e a consolidação do parque como destino de referência, a visitação continue aumentando nos próximos anos. “Trabalha para fortalecer parcerias, ampliar projetos de voluntariado e promover eventos culturais e esportivos, garantindo que o Utinga siga sendo um espaço vivo e dinâmico para todos”, concluiu o gerente. 

*Com informações do Ideflor-Bio

Biblioteca Pública do Amazonas relembra 80 anos do incêndio de 1945

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Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Um resgate histórico, através de registros e documentos, reconta o incêndio de 1945 que destruiu, aproximadamente, 40 mil obras da Biblioteca Pública do Amazonas. Para marcar a data de 80 anos do incêndio, o espaço promove a exposição ‘Cinzas, Memória e Reconstrução: 80 anos do Incêndio da Biblioteca Pública do Amazonas’, que segue até o dia 29 de agosto, das 9h às 15h.

Leia também: Biblioteca Pública do Estado do Amazonas, a guardiã da história amazonense

A exposição, composta por fotografias e recortes de jornais da época, é montada no local onde o trágico incêndio de 1945 ocorreu. Além desses registros, a mostra reúne obras raras que escaparam das chamas. À época, estavam expostas na 1ª Feira da Amazônia, além de exemplares doados por personalidades importantes da história amazonense.

A Biblioteca Pública do Amazonas é um dos espaços administrados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Oitenta anos após o incêndio, ainda não se sabe ao certo o que causou as chamas, conforme explica o bibliotecário e responsável pelas atividades culturais da biblioteca, David Carvalho. De acordo com ele, a hipótese levantada foi a de um curto-circuito no quadro elétrico do prédio.

Na época, o andar superior abrigava um escritório desativado da Assembleia Legislativa do Estado, ainda com documentos e móveis armazenados. As chamas atingiram primeiro esse material e, com o colapso da estrutura, o telhado desabou sobre o piso térreo, onde funcionava o acervo da biblioteca, destruindo completamente o espaço.

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No subsolo, havia ainda um depósito da Imprensa Oficial, repleto de material altamente inflamável. Com a intensidade do fogo, a estrutura cedeu, abrindo uma fenda na esquina da rua Barroso com a avenida Sete de Setembro, deixando apenas ferros retorcidos e cinzas.

Após o incêndio que destruiu o acervo original, uma grande mobilização popular se formou para reconstruir a biblioteca. Em 1947, o espaço reabriu com aproximadamente 45 mil obras, fruto de doações de estudantes, artistas, intelectuais e políticos da época.

“É exatamente isso que a nossa exposição atual quer mostrar: esse episódio da história e como a biblioteca conseguiu se reconstruir, graças à mobilização das pessoas. Porque bibliotecas não são apenas prédios com livros — elas têm esse poder transformador, que nasce da união, da valorização coletiva e do compromisso com a cultura, com a leitura e com a memória”, comentou David Carvalho.

Biblioteca Pública do Amazonas
Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Segundo Dinamir Ortiz, bibliotecária responsável pela divisão de Acervo Amazoniano e Obras Raras, o incêndio foi um episódio trágico, mas também inspirador. Apesar de ter sido um dia fatídico, houve uma mobilização impressionante para a reconstrução.

“Não foi só por parte dos intelectuais da época, como Álvaro Maia, que doou 2.500 obras do seu acervo pessoal, mas também da comunidade manauara como um todo. As pessoas iam de casa em casa arrecadando livros, doando… Foi realmente um esforço coletivo para recuperar e preservar um patrimônio cultural que permanece ativo até hoje, servindo a toda a comunidade”, explicou.

Espaço digital e novas tecnologias na biblioteca

Além dos registros físicos, a exposição conta com recursos de tecnologia e inteligência artificial que aprofundam a experiência do visitante e ampliam o conhecimento sobre esse marco da história amazonense.

No espaço digital, é possível assistir ao depoimento da escritora Etelvina Garcia, que presenciou o incêndio ainda na infância. A mostra também apresenta a leitura do boletim policial de 24 de agosto de 1945 e um trecho da reportagem publicada em 25 de agosto de 1945 no Jornal do Commercio, que cobriu o episódio.

Com o apoio da inteligência artificial, foi elaborado um relato inédito do então diretor da Biblioteca Pública, Genesino Braga, sobre o processo de doação de livros e o esforço coletivo que possibilitou a reconstrução do acervo.

Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Horário de visitação

A exposição “Cinzas, Memória e Reconstrução: 80 anos do Incêndio da Biblioteca Pública do Amazonas” segue em cartaz até o dia 29 de agosto, com entrada gratuita, das 9h às 15h.

A Biblioteca Pública do Amazonas está localizada na Rua Barroso, nº 57, no Centro, zona sul de Manaus, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h.

*Com informações da Agência Amazonas

Governo do Amazonas anuncia laboratório de análise de água em Parintins

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Foto: Divulgação/UGPE

O Governo do Amazonas anunciou que está investindo na construção de um novo laboratório de análise de água em Parintins, uma obra importante para a manutenção do padrão de qualidade e segurança do abastecimento na cidade. A obra está sendo realizada por meio do Programa de Saneamento Integrado (Prosai).

O programa é executado pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). O Prosai Parintins abrange saneamento básico, habitação, urbanização e construção de equipamentos públicos como parques, praças e um novo mercado.

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De acordo com o secretário da Sedurb e UGPE, Marcellus Campêlo, o laboratório faz parte de uma estrutura que contempla, ainda, um galpão de armazenamento, e que visa fortalecer o Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAE) do município, tornando o monitoramento mais ágil e eficiente.

Os investimentos na rede de abastecimento de água são de R$ 53,7 milhões. As obras vão contemplar a construção de 34 quilômetros de redes de distribuição, além do laboratório e quatro Centros de Reservação e Distribuição (CRDs).

O projeto do novo laboratório é um marco na estratégia do Prosai, para aprimorar a infraestrutura urbana e a saúde pública de Parintins, explica o secretário Marcellus Campêlo. Ao centralizar as análises de potabilidade, a intenção é garantir que a água consumida pela população atenda a todos os requisitos de segurança e pureza.

Leia também: Pesquisa identifica cerca de 200 espécies de algas no Rio Uiacurapá, em Parintins

laboratorio agua parintins governo amazonas Foto: Divulgação/UGPE

Governo do Amazonas investe em estrutura

De acordo com Marcellus Campêlo, o novo laboratório permitirá a realização de análises constantes, conforme as normas estabelecidas. “O laboratório é fundamental para analisar e comprovar a qualidade da água. Entre as principais análises que deverão ser realizadas no local estão os testes físico-químicos, que verificam pH, cor, turbidez e dureza. Além disso, serão feitos testes microbiológicos, para garantir a pureza e qualidade”, explicou.

A estrutura contará com equipamentos modernos, incluindo medidores de pH e turbidez, balanças, estufas, microscópios, fotômetros e cromatógrafos. O início de operação do laboratório está previsto para o primeiro semestre de 2026.

O Governo do Amazonas, por meio do Prosai, está investindo R$ 10 milhões para fortalecer o SAAE de Parintins. O objetivo é capacitar a autarquia, administrada pela prefeitura, para gerir de forma eficiente o novo sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário que está sendo implantado na cidade.

*Com informações da Agência Amazonas

Rondônia investe em planejamento estratégico e educação ambiental para reduzir incêndios florestais

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Imagem: Frank Néry/Secom RO

Com o objetivo de reforçar o controle ambiental e o enfrentamento às queimadas ilegais, o governo de Rondônia tem intensificado o monitoramento dos focos de calor no estado. Segundo dados da Sala de Situação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), entre 1º de janeiro e 15 de agosto, Rondônia registrou uma redução de mais de 83,22% nos focos de calor em comparação com o mesmo período de 2024. No ano passado, foram contabilizados 24.802 focos e, neste ano, o número caiu para 4.161. Em vários municípios, as ações resultaram na redução de mais de 90%, impactando positivamente na preservação.

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A queda, segundo o governo, é atribuída ao planejamento estratégico e à atuação integrada da Coordenadoria de Geociências (Cogeo), Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam) e Coordenadoria de Educação Ambiental (Ceam), que trabalham em conjunto com órgãos como o Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO), Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), Polícia Civil do Estado de Rondônia (PCRO), entre outros parceiros institucionais.

Embora os órgãos atuem de forma integrada no monitoramento, é importante destacar que utilizam satélites distintos em suas análises. O  Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), por meio da Plataforma BDQueimadas, considera apenas os focos detectados durante o dia, enquanto os registros captados pelo VIIRS/Suomi NPP, relacionam focos noturnos, podendo resultar em variações nos dados apresentados.

Segundo o Mestre Geógrafo e Analista Ambiental da Sedam, Charlles Barata, é fundamental esclarecer como os dados são obtidos.

“Os números que apresentamos são disponibilizados pela Nasa, por meio do Programa Firms, e têm como base o Satélite de Referência VIIRS/Suomi NPP, com resolução de 375 metros. Esse sistema permite registrar ocorrências tanto durante o dia quanto à noite, o que garante maior precisão no monitoramento”, explicou. 

Incêndio em Rondônia Foto Divulgação Secom ro
Incêndio em Rondônia. Foto: Divulgação/Secom RO

Leia também: Estudo aponta que incêndios florestais ocorrem em Rondônia há mais de 40 mil anos

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a tecnologia tem sido uma importante ferramenta para auxiliar as ações governamentais. “Temos investido em tecnologia e integração entre os órgãos para garantir maior eficiência no monitoramento e no combate às queimadas. A utilização de dados de satélite de referência internacional fortalece nossa capacidade de resposta e reforça o compromisso com a preservação ambiental e com a saúde da população”, ressaltou.

Ações preventivas em Rondônia 

O coordenador da Cogeo, Paulo Sergio Mendes dos Santos Junior, destacou que “tivemos uma redução de 85,02% no município de Porto Velho e, outros destaques positivos incluem Nova Mamoré (queda de 92,22%), Candeias do Jamari (94,78%), Cujubim (95,18%) e Governador Jorge Teixeira (98,95%), refletindo o impacto positivo das ações preventivas e de controle ambiental promovidas pelo estado.”

De acordo com o secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, o objetivo é reduzir os impactos das queimadas e promover um ambiente mais saudável e sustentável para todos.

“Estamos trabalhando de forma integrada com órgãos estaduais, federais e municipais, ampliando as ações de fiscalização e educação ambiental. O uso de imagens de satélite, aliado à análise técnica da equipe, permite acompanhar em tempo real a evolução das ocorrências, subsidiando as tomadas de decisão estratégicas no enfrentamento às queimadas”, enfatizou. 

*Com informações do Governo de Rondônia

Pará destaca turismo sustentável e bioeconomia como caminhos para desenvolvimento da Amazônia

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Foto: Daniela Lima/Ascom Semas

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), participou nesta semana do lançamento internacional do livro ‘Regenerando Territórios, Amazônia Viva e Turismo Sustentável‘, durante o Seminário sobre Turismo Sustentável, realizado no Sesc Ver-o-Peso, em Belém. A iniciativa reuniu lideranças locais, especialistas, representantes de comunidades e instituições para debater estratégias que integrem turismo, regeneração ambiental e desenvolvimento socioeconômico na região.

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Desenvolvido pelo Instituto Aupaba, com a colaboração da Semas e da Universidade Federal do Pará (UFPA), o livro foi produzido a convite da Embaixada do Brasil na Alemanha e propõe reflexões sobre o papel do turismo como vetor da bioeconomia na Amazônia, em especial no território paraense.

“O livro é essencial para as reflexões sobre o turismo e a bioeconomia na Amazônia, compreendendo o potencial do turismo na região paraense como um vetor importante da bioeconomia, a partir de suas vocações bioculturais e da conscientização da preservação ambiental”, destacou Ágila Chaves Rodrigues, coordenadora de Gestão de Programas e Projetos da Semas.

Turismo como motor da bioeconomia no Pará

Durante o seminário, que antecede as discussões da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que será realizada em Belém, em novembro de 2025, foram apresentados painéis com temas estratégicos, como:

  • Turismo e Bioeconomia:
  • Oportunidades para o Estado;
  • Turismo que Cuida;
  • Modelos éticos que priorizam comunidades e ecossistemas;
  • e Transformação Turística de Impacto, com foco na preparação do estado como referência global em turismo regenerativo.
pará discute turismo e bioeconomia
Foto: Daniela Lima/Ascom Semas

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Segundo a secretária adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, o turismo sustentável tem papel fundamental na valorização dos territórios amazônicos.

“O turismo sustentável e as indicações geográficas são ferramentas poderosas para dar visibilidade, valor e identidade aos nossos territórios. O turismo, quando bem conduzido, aproxima o mundo da Amazônia real — aquela que encanta, acolhe e ensina”, afirmou.

Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia

Um dos destaques da programação foi a apresentação dos avanços na implantação do Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, iniciativa do Governo vinculada ao projeto Porto Futuro II, em Belém. O espaço está sendo planejado como uma vitrine permanente da bioeconomia amazônica e reunirá, em um só local, projetos empreendedores, pesquisas científicas e produtos desenvolvidos a partir do conhecimento tradicional e da biodiversidade local.

“O Parque é uma resposta concreta do Pará à urgência climática e ao compromisso com uma transição justa. Nosso objetivo é mostrar que é possível aliar desenvolvimento econômico à preservação ambiental, valorizando os saberes locais e promovendo inclusão produtiva”, reforçou Camille Bemerguy.

Com foco na sustentabilidade e geração de renda, o Parque busca promover conexões entre comunidades tradicionais, setor produtivo, academia e investidores, consolidando o estado como liderança na bioeconomia amazônica e referência internacional em soluções baseadas na natureza.

*Com informações da Semas PA