Um projeto de pesquisa realizado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em parceria com a Universidad San Sebastián (USS) do Chile, foi aprovado no Concurso de Fomento à Vinculação Internacional (Fovi 2024), também do país sul-americano. A premiação visa financiar redes de colaboração chilenas e estrangeiras, promovendo o intercâmbio de conhecimentos entre países.
A iniciativa coordenada no Brasil pelo professor Gabriel Araújo-Silva, do colegiado de Licenciatura em Química, visa avaliar antioxidantes naturais presentes em frutos da Amazônia e da floresta austral chilena, para aplicações industriais em alimentos e cosméticos. O projeto vai contar com a formação de estudantes, realização de estágios e intercâmbios entre os dois países.
“Essa é uma ótima oportunidade de consolidar relações acadêmicas e científicas entre as instituições e um importante passo no processo de internacionalização, trazendo novas perspectivas para a Ueap e para os acadêmicos bolsistas”, pontuou o docente.
A partir do recurso, será possibilitada execução do projeto de pesquisa, com o pagamento de bolsas de doutorado, custeio das missões de trabalho da equipe do Chile no Brasil e vice-versa. O financiamento será viabilizado pela Agência de Pesquisa e Desenvolvimento (Anid) do Governo chileno, organizador do concurso.
Uso do açaí e da “limona”
Açaí. Foto: Reprodução/Secom PA
A pesquisa é liderada no Chile pela professora Luisa Quesada, da USS, e estuda as propriedades de uma espécie ancestral de maçã do país, mais especificamente a variante “Limona”. Com colaboração dos pesquisadores brasileiros e da Ueap, o projeto também vai estudar os antioxidantes presentes no açaí e outros frutos amazônicos.
A ideia da iniciativa é criar uma rede de pesquisa voltada ao desenvolvimento de métodos de extração ambientalmente corretos e capazes de obter os compostos antioxidantes presentes nessas frutas típicas de cada local. Além dos professores dos dois países, também compõem a equipe os pesquisadores associados Marcela Mansilla, Carlos Galleguillos e Saulo da Silva.
A jovem cientista do Instituto Nacional Leva Ciência (INLC), Hadassa Paulino Lopes Gama, tem apenas 14 anos e já busca fazer a diferença no Amapá. Com um projeto inovador sobre produção de energia elétrica de forma sustentável, Hadassa recebeu duas medalhas de reconhecimento internacional em um evento científico no Chile.
Sobre o projeto
Hadassa desenvolveu com a orientadora Danielle Brito, o projeto para produzir energia elétrica a partir de óleo residual, com o objetivo da solução de dois problemas que atingem o estado: o acesso limitado a energia elétrica em comunidades locais e o descarte inadequado de óleo vegetal.
“A ideia desse projeto surgiu quando percebi que muitas comunidades no Amapá não têm acesso energia elétrica e que bilhões de litros de óleo vegetal são descartados inapropriadamente no Brasil todos os anos, trazendo graves prejuízos ao meio ambiente”, disse a jovem.
Além disso, outro fator para o desenvolvimento do projeto, é a dificuldade que as famílias de comunidades isoladas no estado possuem para acessar energia elétrica.
Foto: Hadassa Gama/Arquivo Pessoal
Prêmio Internacional
Em agosto deste ano, a jovem recebeu credencial para participar da ‘Latinamerican Expo Ciências’, organizada pela Mouvement International pour le Loisir Scientifique Et Technique (Milset), no Chile.
Sem patrocínio, ela contou com o apoio da família e vendeu brigadeiros e rifas para financiar sua participação.
Foto: Hadassa Gama/Arquivo Pessoal
No evento, que aconteceu na Universidade Central do Chile, em Santiago, entre 12 e 16 de novembro, a jovem cientista conquistou dois títulos, sendo: Medalha de bronze e Medalha de mérito científico.
Hadassa é pesquisadora pelo Instituto Nacional Leva Ciência, uma instituição sem fins lucrativos que promove a iniciação científica com crianças, adolescentes e jovens.
Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, neste domingo (17), durante a Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
“A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e que segue se fortalecendo”, disse Mercadante, em nota.
O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza,” afirmou.
Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos este ano.
Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na região amazônica.
Foto: Reprodução/Idam
“Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza naquele território”, pontuou Tereza Campello.
De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015. O patamar é o quinto menor índice desde o início das medições, em 1988.
“É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais importantes do planeta”, comentou o primeiro-ministro norueguês.
A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”, segundo o BNDES.
O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik, lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos mais importantes que o país realiza.
“Desde que Lula reassumiu a Presidência em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente, mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das florestas tropicais”, afirmou.
Estados Unidos
Também neste domingo (17), o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia, que integram o programa americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.
Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia. O total de contribuições dos EUA ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a notificação do Congresso americano.
A capital paraense, Belém, foi anunciada, no dia 17, como sede do festival ‘Global Citizen’ do próximo ano, em 2025. É a primeira vez que o evento será realizado na Amazônia. O anúncio foi feito ao vivo na programação do Global Citizen Now, que acontece no Rio de Janeiro.
O evento faz parte da programação do G20 Brasil realizado na véspera do encontro da cúpula dos líderes de estado. No encerramento da programação, Hugh Evans, CEO do Global Citizen, disse que a capital paraense vai receber artistas e grandes líderes globais para falar em defesa do planeta.
“Pela primeira vez, em 2025, nós vamos trazer o festival do Global Citizen em Belém, junto a COP 30. Com outros festivais, o Global Citizen Festival vai ser um dos maiores que tivemos, com artistas indígenas unidos para defender o planeta”, disse o CEO.
Após o anúncio oficial, o governador Helder Barbalho, que esteve no evento, comemorou com vídeo nas redes sociais. “O alerta de spoiler está confirmado. Além de sede da COP 30, Belém também será sede do Global Citizen, um dos maiores eventos de engajamento da sociedade com tomadores de decisão, líderes globais, artistas, gente que usa da sua influência para engajar a sociedade no tema do meio ambiente e da sustentabilidade, para podermos conversar com a população e mobilizar o mundo todo”, disse o governador do Estado que, entre os dias 11 e 15 de novembro, esteve na cidade de Baku, no Azerbaijão, participando da COP 29.
O que é a Global Citizen?
A Global Citizen é um movimento global que utiliza eventos de grande escala para mobilizar ações contra a pobreza extrema. Este evento reúne artistas, líderes mundiais e milhões de cidadãos globais que utilizam suas vozes para instigar mudanças significativas. Em edições anteriores, realizadas em cidades como Nova York, Londres e Mumbai, o evento abordou temas urgentes como mudança climática, igualdade e sustentabilidade.
Além de sediar o Global Citizen, Belém também receberá outros importantes eventos internacionais. A cidade será a sede da Conferência das Partes (COP 30), também conhecida como a “COP da Floresta”, um encontro vital para discussões sobre o clima e a preservação ambiental. Outro destaque será o “Amazônia para Sempre”, programado para setembro de 2025. Ademais, Belém já foi palco de rodadas de negociações do G20 em 2024, consolidando seu status como um centro de discussões globais.
Foto: Thalmus Gama / Ag. Pará
COP 30
Faltando um ano para a COP30, o Governo do Pará avança na preparação de Belém, que vai receber o evento entre 10 e 21 de novembro de 2025. No âmbito do governo estadual, estão em execução cerca de 30 obras estruturantes nos eixos de saneamento, mobilidade e desenvolvimento urbano.
Além de assegurar a infraestrutura para a realização do evento, as obras em andamento trarão melhorias permanentes para a população local e para os visitantes. As obras contam com recursos do Tesouro do Estado, de Itaipu Binacional e financiamento do BNDES.
O Parque da Cidade e o Porto Futuro II estão entre as principais obras. O Parque da Cidade, espaço onde será realizada a conferência, já está com cerca de 70% das obras previstas para a COP30 concluídas. Construído em uma área de 500 mil m² de um antigo aeroporto, o parque é um dos grandes legados da COP para Belém e após a realização da conferência climática da ONU será entregue para uso da população. O projeto final do parque contempla o museu da aviação, um centro de economia criativa, boulevard gastronômico, ciclotrilha e ecotrilha, áreas verdes preservadas, lago artificial e instalações esportivas voltadas para a promoção da qualidade de vida, lazer, cultura, arte e bem-estar.
No Porto Futuro II, cinco galpões cedidos pela Companhia Docas do Pará (CDP) ao governo do Estado estão sendo recuperados e vão ser transformados em um complexo de lazer e gastronomia, com um inovador polo de bioeconomia, que será um novo ponto turístico da cidade. Com espaço para valorização da cultura popular, do patrimônio imaterial, da história amazônica, das experiências gastronômicas e também da biodiversidade do Pará, o Porto Futuro II vai proporcionar uma experiência única para o visitante. Mais de 50% das obras já estão concluídas.
As iniciativas estão gerando mais de 6 mil empregos diretos e indiretos, demonstrando o compromisso do governo com o crescimento econômico sustentável e a preparação adequada para receber eventos de grande porte.
A primeira semana da Operação de Desintrusão da Terra Indígena (TI) Munduruku, localizada no Pará, gerou resultados no combate ao garimpo ilegal na região. O Governo Federal, responsável pela execução das ações, contabiliza 120 intervenções de segurança executadas, resultando em autuações, embargos e apreensão de mais de 100 mil litros de combustíveis.
Já foram aplicados R$ 4,4 milhões em multas, e o prejuízo direto ao garimpo ilegal ultrapassa R$ 32 milhões, com a inutilização de maquinário pesado e estruturas de apoio à atividade criminosa. Todas as ações ocorreram entre os dias 10 e 16 de novembro foram divulgadas pela Casa Civil da Presidência da República, pasta que coordenada a desintrusão, ou retirada de pessoas que ocupam uma área de forma ilegal, principalmente no caso de TIs.
A operação conta com a participação de diversos órgãos federais, incluindo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Força Nacional de Segurança, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério dos Povos Indígenas e Exército Brasileiro. Além disso, as agências reguladoras ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) também desempenham papéis cruciais.
O Censipam tem contribuído com monitoramento por satélite e análise de dados geoespaciais, ajudando a localizar áreas estratégicas de atuação. As ações incluem patrulhamento terrestre, aéreo e fluvial, com foco na inutilização de equipamentos e na desarticulação de redes logísticas que sustentam o garimpo ilegal. Um dos maiores desafios relatados é a capacidade dos garimpeiros de ocultar maquinário e combustível, o que exige aprimoramento contínuo das estratégias operacionais.
Divulgação/Casa Civil
Segurança Pública
Além do combate ao garimpo, a operação teve reflexos positivos na segurança pública. Em Jacareacanga, município que abriga quase que a totalidade da TI Munduruku, moradores relataram uma queda nos índices de crimes como tráfico de drogas e roubos, atribuída ao policiamento 24 horas realizado pela Força Nacional, com suporte da PF e PRF.
Próximos Passos
Com os primeiros resultados, a operação segue sem registros de ocorrências graves nos primeiros dias. O objetivo é manter o foco em proteger o território indígena e combater atividades ilegais. As lideranças envolvidas destacam a importância de medidas contínuas para garantir a segurança e a sustentabilidade da operação. O relatório também aponta para a necessidade de reforçar e ampliar a fiscalização em áreas próximas à Terra Indígena Munduruku.
A operação reforça o compromisso do Governo Federal em combater crimes ambientais e proteger comunidades indígenas, enquanto busca minimizar os impactos econômicos e sociais nas regiões afetadas.
Foram registrados no Amapá 426 focos de incêndio em 13 munícipios no período de setembro a outubro de 2024. Da quantidade, 22 foram totalmente combatidos, segundo um levantamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos (Ibama) divulgado no último dia 12.
Dos 426 focos registrados no estado, Mazagão foi o município que apresentou a maior porcentagem de concentração, já a capital foi a terceira. Veja:
Mazagão: 171 focos (40,1%)
Vitória do Jari: 53 focos (12,4%)
Macapá: 39 focos (9,2%)
Calçoene: 28 focos (6,6%)
Tartarugalzinho: 23 focos (5,4%)
Santana: 22 focos (5,2%)
Amapá: 13 focos (3,1%)
Laranjal do Jari: 9 focos (2,1%)
Pedra Branca do Amapari: 7 focos (1,6%)
Pracuúba: 7 focos (1,6%)
Ferreira Gomes: 5 focos (1,6%)
Porto Grande: 5 focos (1,2%)
Cutias: 1 foco (0,2%)
Dos municípios atingidos, o combate de focos foi registrado nos seguintes:
Laranjal do Jari : 1 foco combatido;
Tartarugalzinho: 6 focos combatidos;
Amapá: 15 focos combatidos .
Segundo a pesquisa, o combate em questão foi mapeado a partir do início do mês de novembro, registrados até o dia 10 do mesmo mês.
Dados são conforme levantamento do Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Diretoria de Proteção Ambiental, Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e a Coordenação estadual do Prevfogo-AP
Soluções de combate aos incêndios no Amapá
Uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMbio) é o Sistema Vellozia, que mostra uma visão detalhada e estratégica de monitoramento das áreas florestais atingidas nas unidades de conservação federal.
O sistema apresenta dados relevantes sobre camadas de dados e autuações de infração, fornecendo informações aos gestores ambientais. E apresenta também uma precisão de análise espacial temporal das áreas que estão sendo diretamente impactadas pelas queimadas.
Além da proteção nacional, medidas estão sendo reforçadas no estado na busca do combate aos focos, como a Operação Amapá Verde. Outro fator que contribui para o aumento das queimadas em áreas florestais, é o período de intensa estiagem que enfrentam os 16 municípios do estado. O governo federal reconheceu situação de emergência nas cidades.
Dados da operação Amapá Verde
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM) a operação iniciou no dia 1º de agosto de 2024 e segue até o mês de dezembro do mesmo ano com a mobilização de 760 bombeiros militares.
No ano de 2023, a operação iniciou em 16 de agosto. Este ano os serviços foram antecipados devido aos altos índices de incêndios registrados no ano passado.
“O início antecipado em 2024 foi uma resposta aos altos índices de incêndios registrados no ano anterior, com o objetivo de intensificar as ações preventivas e minimizar os impactos ambientais”, disse a sargento do Corpo de Bombeiros do Amapá, Gisele Brasil.
O CBM divulgou ainda que a operação conta com 13 bases avançadas para prevenção e combate nos municípios com maior incidência de incêndios. Quatro bases foram instaladas em locais que já possuem quartéis dos bombeiros. São eles:
Vitória do Jari;
Laranjal do Jari;
Porto Grande;
Oiapoque.
Outras 9 foram montadas em locais que não possuem os quartéis da corporação, que também possuem incidência das queimadas, incluindo a comunidade de tartarugalgrande. São:
Ferreira Gomes;
Mazagão;
Cutias;
Pedra Branca do Amapari;
Tartarugalzinho;
Amapá;
Itaubal;
Calçoene
Vitória do Jari
Os bombeiros informaram ainda que esse ano a prioridade foi a prevenção com 8.586 pessoas atendidas. O serviço foi reforçado com o nivelamento de 38 militares pela Força Nacional. De 1º de agosto até 13 de novembro, foram feitos:
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Joe Biden, anunciou o aporte de US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia durante a visita a Manaus, no Amazonas, neste domingo (17). Em seu pronunciamento, Biden também reforçou que deixa um ‘legado forte’ para Donald Trump, que assume a presidência americana em 2025.
O anúncio foi feito durante a agenda do democrata no Museu da Amazônia (Musa), onde ele se reuniu com lideranças indígenas da Amazônia brasileira e cientistas. O novo investimento elevará o total de contribuições dos EUA ao Fundo Amazônia para US$ 100 milhões.
A doação está sujeita à aprovação do Congresso americano – agora de maioria republicana – e tem como objetivo acelerar os esforços globais para conservar terras e águas, proteger a biodiversidade e enfrentar a crise climática.
“A luta contra a mudança climática vem sendo a causa da minha presidência. Não é preciso escolher entre economia e meio ambiente. Nós podemos fazer as duas coisas”, destacou Biden em pronunciamento no Museu.
O aporte de mais US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia foi o segundo anunciado pelo governo Biden. Em 2023, no começo do governo Lula, um primeiro repasse de US$ 50 milhões foi anunciado na retomada do fundo, que havia sido desativado durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Os valores anunciados por Biden, porém, ainda estão longe da promessa de repassar US$ 500 milhões feita em abril de 2023.
Criado há 16 anos, o Fundo Amazônia reúne doações internacionais para financiar ações de redução de emissões provenientes da degradação florestal e do desmatamento, apoiar comunidades tradicionais e ONGs que atuam na região, além de fornecer recursos diretamente para estados e municípios para ações de combate ao desmatamento e a incêndios.
O presidente americano também anunciou que está lançando uma coalizão internacional para mobilizar, no mínimo, US$10 bilhões até 2030 para restaurar e proteger 20.000 milhas quadradas de terras. Ele também assinou uma proclamação designando o dia 17 de novembro como o Dia Internacional da Conservação.
Foto: Alexandro Pereira/Rede Amazônica
Outras medidas anunciadas por Biden foram:
Emitir uma proclamação oficial para proteger a conservação da natureza no mundo inteiro.
Mobilizar, por meio da Corporação Financeira de Desenvolvimento, centenas de milhões de dólares em parceria com uma corporação brasileira para reflorestar a Amazônia.
Oferecer financiamento para lançar o Fundo das Florestas Tropicais, iniciativa do governo brasileiro.
Apoiar uma legislação que irá lançar uma nova fundação de conservação internacional, que irá utilizar fundos públicos para atrair bilhões de dólares em capital privado.
Ele reforçou estar deixando ‘uma base muito forte’ nas políticas climáticas para o sucessor Donald Trump.
“Estou saindo da presidência em janeiro e vou deixar ao meu sucessor uma base muito forte, se eles decidirem seguir esse caminho. Alguns podem negar ou atrasar a revolução de energia limpa que vem acontecendo nos EUA, mas ninguém pode revertê-la”, disse.
Ainda durante o pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos enalteceu a região. Foi a primeira vez que um presidente em exercício dos Estados Unidos visitou a região da Amazônia brasileira, conforme a Casa Branca.
“Muitas vezes foi dito que a Amazônia é o pulmão do mundo. Mas, a meu ver, nossas florestas e maravilhas são o coração e a alma do mundo”, declarou.
A visita de Biden à Amazônia ocorre dois meses antes do fim do mandato dele à frente da presidência dos EUA. A eleição do republicano Donald Trump no começo de novembro reacendeu as discussões sobre clima e meio ambiente. Como a maior economia do mundo e a segunda emissora de gases de efeito estufa, as decisões dos EUA têm impacto direto na luta global contra as mudanças climáticas.
Negacionista das mudanças climáticas, Trump usou o mote “Drill, baby, drill” (perfure, baby, perfure), sobre aumentar a exploração de petróleo do país, durante a campanha deste ano. Conhecido por sua postura de flexibilização regulatória e apoio ao setor de combustíveis fósseis, Trump promete tocar uma agenda antiambiental, o que preocupa especialistas
No seu primeiro mandato, Trump tirou os EUA do Acordo de Paris, pacto assinado pela comunidade internacional em 2015 para limitar o aquecimento global, e revogou mais de 100 regras ambientais, que impactaram nas emissões de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.
Foto: Daniele Branches/Rede Amazônica
Visita à Amazônia
Joe Biden desembarcou em Manaus por volta das 13h30 (horário de Brasília) e partiu por volta das 18h com destino ao Rio de Janeiro. Ele estava acompanhado da filha Ashley e da neta Natalie, segundo a agência de notícias AFP. A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, também estava na comitiva.
Por volta das 14h, o democrata fez um passeio de helicóptero pela região. Ele foi escoltado por outros seis helicópteros da Força Aérea Americana. Por alguns minutos, Biden sobrevoou o Encontro das Águas, dos rios Negro e Solimões, a Reserva Florestal Adolpho Ducke e o Museu da Amazônia (Musa).
Depois, o presidente visitou o Musa, onde encontrou com os pesquisadores Henrique Pereira, do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Filippo Stampanoni, diretor geral do Museu, além da pesquisadora do Camila Ribas, também do Inpa, e Peter Fernandez, CEO da Mombak, empresa que negocia créditos de carbono.
No Museu, Biden fez uma trilha pela floresta. Ele também encontrou com lideranças indígenas dos povos Kokama, Xerente e Wapichana, que o aguardavam ao pé de uma Sumaúma – maior espécie de árvore encontrada na Amazônia que pode chegar a 50 metros de altura e viver cerca de 120 anos.
Biden também foi recebido pela embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley, pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil) e pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).
O climatologista brasileiro Carlos Nobre, referência há décadas nos estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia, também acompanhou o presidente americano durante a visita.
Após a viagem a Manaus, o Biden seguiu para o Rio de Janeiro, onde participa da Cúpula dos Líderes do G20. No evento, ele deverá reforçar o papel dos EUA no incentivo ao crescimento econômico sustentável.
A Casa Branca anunciou a viagem do presidente no último dia 7 de novembro, detalhando que Biden visitaria Manaus e o Rio de Janeiro entre os dias 17 e 19. Antes de chegar ao Brasil, ele participou da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), realizada em Lima, no Peru.
Silvio Bragança de Souza da ACCPAJ e Silvana Fuhr (consultora) mostrando os frutos da castanheira coletados na região. Foto: Vitória Lopes
O Programa REM MT apoia um projeto de fortalecimento da cadeia de valor da castanha, no município de Cotriguaçu, região noroeste de Mato Grosso. Desenvolvido pela Associação dos Coletores(as) de Castanha do Brasil do PA Juruena (ACCPAJ), o projeto recebeu um investimento de R$ 1,54 milhão e conta com a participação de 45 famílias associadas e indígenas do povo Rikbaktsa.
Para estruturar a coleta e o beneficiamento de castanhas na região, foram realizadas diversas melhorias e aquisições, impactando diretamente o trabalho e a infraestrutura dos coletores.Dois barracões foram construídos na Aldeia Babaçuzal, do povo Rikbaktsa, que atuam diretamente na coleta das castanhas para beneficiamento. Os barracões serão utilizados para abrigar máquinas, equipamentos e para secagem das castanhas. E para facilitar a coleta, foram adquiridas cinco motocicletas, três quadriciclos com carretinha acoplada e barco com motor.
Os veículos otimizam o transporte das castanhas dentro da mata e auxiliam no escoamento da produção em locais que o acesso é realizado somente pela água, permitindo um transporte mais ágil e eficiente dos produtos ao longo dos rios, facilitando o acesso a áreas mais remotas e contribuindo para a expansão da distribuição, além de, melhorar as condições de trabalho dos coletores com o peso das castanhas.
O projeto investiu também na adequação da agroindústria, com aquisição de maquinários e equipamentos, visando tornar o local plenamente operacional, facilitando a estocagem e o processamento da castanha. No local, foi feita a instalação de uma rede de vapor da caldeira para a autoclave, que assegurará que os processos de esterilização e cozimento sejam realizados conforme os padrões exigidos. A agroindústria está em fase final de implantação, necessitando apenas de adequações para sua plena funcionalidade.
Agroindústria para beneficiamento de castanhas está sendo finalizada em Cotriguaçu. Foto: Divulgação/Programa REM MT
Em parceria com a Associação Indígena Abanatsa (AIABA), as castanhas coletadas pelos indígenas e extrativistas serão processadas na agroindústria, com uma infraestrutura adequada. Os coletores de castanha da região ficam envolvidos praticamente o ano todo com a atividade, iniciada com a coleta entre novembro e dezembro, com pico nos meses de março, abril e maio, com uma atuação menos frequente até o mês de setembro. O volume colhido anualmente é de cerca de 160 mil kg.
O projeto apoiado pelo Programa REM MT também visa aumentar o engajamento das mulheres e jovens, especialmente na fase de industrialização. Atualmente, a receita das associações ACCPAJ e AIABA provém majoritariamente da venda de castanha não processada. Por meio do projeto será possível agregar valor ao produto, melhorar sua qualidade e aumentar sua vida útil, além de garantir maior segurança no transporte e comercialização.
Foi realizado um curso de associativismo e cooperativismo aos extrativistas e indígenas, fortalecendo a coesão entre os membros da ACCPAJ e AIABA, aumentando o conhecimento sobre responsabilidades e direitos. No curso, foram introduzidas técnicas e conceitos de gestão para melhoria da administração de ambas associações. O projeto promoveu também a capacitação técnica para os coletores em boas práticas de coleta de castanha.
Segundo o coordenador do projeto, Silvio José Bragança de Souza, a iniciativa vai além do beneficiamento da castanha: “O intuito é agregar valor à matéria-prima, melhorar a remuneração dos coletores e criar um ciclo sustentável onde tanto os coletores quanto os proprietários de áreas de manejo possam se beneficiar economicamente, sem a necessidade de desmatamento. Assim, mantemos a floresta em pé”.
Indígenas do povo Rikbaktsa, na Aldeia Babaçuzal, também são beneficiados com o projeto apoiado pelo Programa REM MT. Foto: Priscila Soares/Programa REM MT
Atualmente, o projeto beneficia diretamente 45 famílias, associadas da ACCPAJ, além dos coletores indígenas da aldeia Babaçuzal e há uma expectativa de ampliação do número de beneficiários com a finalização da agroindústria.
“Temos muitas famílias diretamente beneficiadas. No entanto, assim que iniciarmos o beneficiamento das castanhas, esperamos aumentar significativamente esse número, tanto nas propriedades já participantes quanto em outras que possuem grande potencial de coleta. Com a indústria em pleno funcionamento, teremos a segurança de que podemos processar e vender as castanhas por um valor justo, o que atrairá ainda mais o interesse dos proprietários. Isso não apenas aumentará a renda gerada no município, mas também fortalecerá a economia local”, explicou Silvio.
O apoio do Programa REM MT em projetos como esse fortalece o trabalho das comunidades que sobrevivem da floresta. “O projeto do REM MT fez uma diferença enorme, especialmente no apoio direto às comunidades e associações. É por meio de iniciativas como essa que conseguimos recursos capazes de transformar a realidade das pessoas que vivem e dependem da floresta. Acredito que projetos como esse são essenciais para garantir que nossa floresta continue preservada e de pé”, finaliza Silvio.
Rio Negro, Manaus, 1947. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br
O torcedor Rio Negrino que tiver interesse em conhecer a história de um dos mais importantes clubes sociais e esportivos do Amazonas é só visitar o museu lá instalado. São mais de três mil e oitocentas pecas (3,8 mil), entre manuscritos, documentos, fotografias, livros de atas, troféus, medalhas, móveis, reportagens de jornais, revistas e até objetos pessoais de atletas que ajudaram a construir, com sua participação, os momentos de glória do clube que, desde sua fundação, marcou um período importante da história esportiva no Amazonas. O museu foi inaugurado em 13 de novembro de 1993 e recebeu o nome de um antigo diretor: Rubens Samuel Benzecry, em homenagem póstuma a esse diretor.
Resultado de 15 anos de pesquisa levantando, recuperando e restaurando objetos, o clube preservou seu acervo. Todas as peças e objetos ali encontrados têm uma história ligando personagens que participaram do clube.
O Atlético Rio Negro Clube têm sua história intimamente ligada ao futebol. Foi fundado no dia 13 de novembro de 1913, na casa da família Nascimento, na Rua Henrique Martins, hoje Lauro Cavalcante, sonho de um grupo de jovens adolescentes que gostavam de se reunir para jogar futebol. O idealizador do clube foi Schinda Uchôa, à época com 16 anos. No decorrer dos anos, Schinda Uchôa (na época residindo na cidade do Rio de Janeiro) retornou a Manaus para receber o título de Presidente de Honra do Clube.
Porém, o passo importante para sua fundação foi dado por outro fundador: Manoel Affonso do Nascimento, que cedeu o porão de sua residência para a fundação da agremiação. Edgar Lobão, o mais velho do grupo com 19 anos, foi o primeiro presidente do clube. O pai de Manoel Affonso do Nascimento, Paulo Ferreira do Nascimento, entrega as taças de cristal bacará de propriedade da família, para brindar com vinho do Porto a criação do clube.
Nasce assim, desta forma, a festa mais tradicional do clube, o ‘Porto de Honra’, que tradicionalmente foi executado sempre no dia do aniversário do clube. A família Nascimento é a maior responsável pelo surgimento da agremiação, sendo que, a matriarca Maria Affonso do Nascimento foi sua eterna madrinha. Foi ela que contribuiu com o suporte para que o Clube fosse fundado. Foi nesse mesmo dia que Maria Affonso do Nascimento presenteou na pessoa de seu filho Manoel Affonso do Nascimento um broche de brilhante que lhe pertencia, o que era vendido um a um dos brilhantes para comprar os primeiros equipamentos que eram importados da Inglaterra.
Esquerda: Edgar Lobão, fundador e primeiro presidente do Rio Negro. Direita: Shinda Uchôa, idealizador. Fotos: Abrahim Baze/Acervo pessoal
Mas é o esporte o principal motivo da existência e manutenção do clube e é, sobretudo, a ele que se refere a maior parte das peças do museu do Rio Negro. Histórias de títulos, pioneirismo, de craques e figuras intimamente ligadas ao clube. Um fantástico acervo, dificilmente encontrado em outro clube de futebol. Memórias registradas com detalhes reveladores uma verdadeira viagem ao passado de uma cidade encravada em plena floresta amazônica.
O voleibol surgiu no Amazonas através do Atlético Rio Negro Clube. Em 1928 os atletas Ésio, Heitor, Lúcio, Edwuino, Euclides e Arhtur formaram o primeiro time de voleibol do clube. Em 30 de dezembro de 1930 o esporte já estava consolidado e conquista o Campeonato Norte/Nordeste em Recife. O Clube foi campeão da taça Luiz Martins, com os seguintes atletas: Augusto Brito, Jacob Melo, Januário Nóbrega, Agnaldo, Renato Sá de Andrade e Humberto Ponzi. Figuras importantes do cenário político do Amazonas foram atletas de voleibol do Rio Negro: Arthur Virgílio Filho, Leopoldo Amorim da Silva Neves (pudico) e Adalberto Ferreira do Vale, este destacou-se no time do Santos em São Paulo.
O clube também teve tradição em regatas, sendo campeão desse esporte em 1922. A competição se deu na baía do Rio Negro, foi em comemoração ao primeiro século de imigração francesa para o Estado do Amazonas, patrocinada pelo Consulado da França em Manaus.
Porém é o futebol que tem o maior número de recordações. A foto do primeiro time campeão amazonense de 1921 têm lugar especial. Antes disso, não havia campeonato estadual, os times se enfrentavam entre si, em torneios de onde saia os campeões.
O primeiro campeonato amazonense de tênis de quadra também foi realizado pelo Atlético Rio Negro Clube sob o patrocínio da Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), em 1949, ocasião em que o clube foi campeão.
Waldir Oliveira, Atlas Barbosa, Jaias Reis Filho, Francisco Torquato Ribeiro, Domingos Carvalho Leal, Arthur Virgilio Filho. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
O Atlético Rio Negro Clube também foi o único clube amazonense, cujo um diretor seu foi presidente de um clube nacional. Hilton Gonçalves, seu ex-diretor de esporte, foi presidente do Flamengo de 1946 à 1947 e de 1957 à 1960. A carta de renúncia dele para o Rio Negro encontra-se na parede do Museu, junto a uma carta do ex-presidente do Flamengo, Augusto Veloso.
Esportes Olímpicos nasceram no clube
Na área de esporte de competição, o Rio Negro manteve equipes de handebol (infanto-juvenil, juvenil, júnior e adulto) nos naipes masculinos e femininos. Natação (mirim, petiz e sênior). Triathlon, voleibol, (infantil, juvenil, infanto-juvenil e adulto) masculino e feminino. Futebol (infantil, juvenil, júnior e profissional), futebol feminino de campo e de areia, além do basquete. O primeiro título de beisebol foi conquistado em 1920 e de Esgrima em 1923, o basquete em 1931 e o tênis de mesa em 1940.
No futebol profissional começou a conquista em 1921 seguindo-se nos anos 1923, em 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1941 e 1943. Em 1945 à 1959 o clube ficou afastado do futebol. O próximo título veio em 1962, 1965, 1968, 1971, 1974, 1975, 1977, 1979, 1981, 1982 e 1985. O Rio Negro foi Tetra Campeão Amazonense nos anos de 1977, 1988, 1989 e 1990, data em que encerramos a pesquisa.
Quem não conhece a história da Miss amazonas, Miss Brasil e Vice Miss Universo, Terezinha Morango. Mas não é só Terezinha Morango que merece destaque, tais como: Edna Frazão Ribeiro, a primeira Miss Amazonas pelo clube, em 1929. Com destaque também para Maria Amália, que também conquistou o título estadual pelo clube em 1949, finalmente Ane César, a última Miss Amazonas, candidata pelo clube, em 1987.
Campeão 1938. Em pé, da esquerda para a direita: Babé, Bezerra Waldir, Cláudio, Benjamin, Lê. Ajoelhados: Nilo facdinha, Zuiith, Waldemar, Shildebranda, Zeca Sena, Amandio, João liberal, “técnico”. Sentados: Meireles, Atlas, Yano e Amancio. Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal
O Atlético Rio Negro Clube também têm tradição na vida cultural, uma vez que grandes escritores que foram membros do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas e da Academia Amazonense de Letras foram diretores, tais como: Genesino Braga, Álvaro Maia, Manoel Bastos Lira, Arlindo Porto, Moacir de Andrade, Aristophano Antony, Max Carpenthier, Robério Braga, Jurandir Batista de Sales, Gebes Medeiros e tantos outros nomes.
Matéria publicada no Portal Amazônia em 18 de agosto de 1997.
Sobre o autor
Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.
Dados recentes do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), confirmam que o Amapá é o único estado da Amazônia Legal a alcançar taxa de desmatamento zero.
O Amapá, que será subsede da COP 30, se consolida como líder em conservação ambiental da Amazônia Legal, mantendo a menor taxa de incremento de desmatamento acumulado dos últimos anos. Esse resultado expressivo foi registrado entre julho de 2023 e agosto de 2024, um marco para a preservação dos ecossistemas florestais do estado.
“As imagens de satélite do sistema federal demonstram os esforços contínuos do estado em implementar políticas públicas que viabilizam o desenvolvimento sustentável, essencial para preservar o equilíbrio ecológico e proteger nossas florestas, especialmente em Unidades de Conservação”, afirma a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça. Ela enfatiza, ainda, que o Amapá está provando que é possível promover o desenvolvimento econômico aliado à conservação ambiental.
Foto: Israel Cardoso/GEA
A conquista do Amapá é resultado de um esforço integrado e colaborativo entre diversas instituições ambientais, como a Sema, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que atua nas Unidades de Conservação e pesquisas como nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru; a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que combate garimpos ilegais; e o Batalhão Ambiental da Polícia Militar, com atuação conjunta na proteção das florestas e da biodiversidade local.
O diretor de Desenvolvimento Ambiental da Sema, Marcos Almeida, explica que os dados refletem um modelo de gestão ambiental pautado em práticas de produção sustentável de floresta em pé e na integração de esforços de fiscalização.
“O índice zero de desmatamento alcançado pelo Amapá não só contribui para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, mas também representa uma ação concreta na luta contra as mudanças climáticas. A preservação dessas áreas é crucial para manter os estoques de carbono e reduzir a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, com ondas de calor, secas e chuvas extremas”, detalha Almeida.
Território preservado
Com cerca de 73,5% de seu território sob proteção ambiental, incluindo unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas, o Amapá abriga um dos maiores percentuais de áreas protegidas do Brasil. Essas áreas somam aproximadamente 9,3 milhões de hectares dos 14,3 milhões que compõem o estado, reforçando seu papel na preservação da Amazônia. Atualmente, o estado conta com 21 Unidades de Conservação (UCs), que promovem um modelo de desenvolvimento sustentável.