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Brasil queimou área do tamanho do Tocantins de janeiro a outubro de 2024

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre janeiro e outubro de 2024, o Brasil queimou um Tocantins inteiro. Foram 27,6 milhões de hectares, uma área 119% maior do que o total queimado no mesmo período do ano passado. Foram 15 milhões de hectares a mais, na comparação com 2023 – mais que todo o Ceará. Os dados são do Monitor do Fogo, do MapBiomas, e apontam que este foi o pior ano da série histórica, que teve início em 2019.

O principal foco do fogo foi a vegetação nativa, que respondeu por três em cada quatro hectares queimados (74%) de janeiro a outubro. Formações florestais concentraram um quarto (25%) do total. Mais da metade (55%) de tudo que foi queimado no período foi na Amazônia: 15,1 milhões de hectares. O Cerrado vem em seguida, com 9,4 milhões de hectares, sendo que 85% (ou 8 milhões de hectares) ocorreram em áreas de vegetação nativa. Trata-se de um aumento de 97% em comparação com o mesmo período de 2023.

No Pantanal, a área queimada entre janeiro e outubro de 2024 aumentou 1.017%. Foram 1,8 milhão de hectares – ou 1,6 milhão a mais que o mesmo período do ano passado. Já no caso do Pampa, os 3,2 mil hectares queimados nos dez primeiros meses do ano representam o menor valor observado nos últimos três anos, para esse mesmo período, o que decorre do maior volume de chuvas em 2024. Também houve queda na área queimada na Caatinga: foram 233 mil hectares, ou uma redução de 49% em relação ao mesmo período de 2023, embora 81% da área queimada tenha ocorrido em formações savânicas . No caso da Mata Atlântica, foram 993 mil hectares nesse período, 71% dos quais em áreas agropecuárias.

Mato Grosso respondeu por um quarto (24%) da área queimada em todo o Brasil (6,7 milhões de hectares), seguido por Pará e Tocantins, com 6,1 milhões e 2,7 milhões de hectares, respectivamente. Juntos, esses três estados totalizaram 56% da área queimada no período. Os municípios de São Félix do Xingu (PA) e Corumbá (MS) registraram as maiores áreas queimadas entre janeiro e outubro de 2024, com 1,4 milhão de hectares e 795 mil hectares, respectivamente.

As pastagens foram as áreas de uso antrópico que mais queimaram no período, representando 21% de toda a área queimada no país. Foram 5,7 milhões de hectares de pastagens queimados entre janeiro e outubro de 2024 – um aumento de 58% em relação ao mesmo período de 2023. A Amazônia foi o bioma com a maior área de pastagens queimadas nos dez primeiros meses deste ano: 4,91 milhões de hectares.

As pastagens recém-plantadas foram as que mais queimaram, correspondendo a 39% do total, e na Amazônia essa proporção foi ainda maior: alcançando 86%. Com o objetivo de apresentar um panorama sobre a ocorrência de fogo em pastagens no Brasil, as equipes do MapBiomas elaboraram uma nota técnica detalhando a relação entre o fogo e as pastagens, tanto historicamente quanto em 2024.

A incidência do fogo variou de acordo com a qualidade da pastagem. No período analisado, as pastagens de alto vigor foram as mais afetadas, representando 56% do total dos pastos afetados pelo fogo, seguidas pelas de médio vigor (31%) e as de baixo vigor (13%). A predominância do fogo em pastagens de alto vigor concentrou-se principalmente na Amazônia, onde fatores como a alta disponibilidade de chuva e a fertilidade do solo favorecem o rápido acúmulo de biomassa.

No Cerrado, Caatinga e Pantanal, mais de 47% da área de pastagem queimada em 2024 ocorreu em pastagens estabelecidas entre 30 e 39 anos atrás. Na Mata Atlântica, 89% das áreas de pastagem afetadas pelo fogo em 2024 foram estabelecidas antes de 1994.

Outubro responde por quase um quinto da área queimada este ano no Brasil

A área queimada em outubro foi de 5,2 milhões de hectares, ou 18,8% do total registrado este ano. É como se todo o estado do Rio Grande do Norte tivesse queimado em um mês. Em comparação com 2023, houve um aumento de 42%, ou 1,5 milhão de hectares a mais. Três quartos (75%) da área queimada em outubro ocorreram em vegetação nativa, principalmente formações florestais, que responderam por 39% do total queimado no mês. Mais uma vez, as pastagens se destacam entre as áreas de uso agropecuário queimadas em outubro, com 21% do total do período.

Quase três em cada quatro hectares queimados em outubro (73%) ocorreram na Amazônia, onde 3,8 milhões de hectares foram queimados no mês passado – um aumento de 59% em relação a 2023. Nesse bioma, a formação florestal foi o tipo de vegetação nativa mais impactado, representando quase metade (49%) da área queimada na Amazônia em outubro (1,9 milhões de hectares). Além disso, mais de um quarto (26%) do total queimado na Amazônia foi de pastagem, que foi a classe de uso antrópico mais afetada, com 1 milhão de hectares queimados.

Pela primeira vez desde o início do monitoramento do fogo em 2019, no período de janeiro a outubro, a área de formação florestal queimada no bioma Amazônia superou a área de pastagens atingidas, revelando um avanço preocupante da destruição em regiões naturalmente preservadas.

O Cerrado é o segundo bioma com maior área queimada em outubro, com 934 mil de hectares queimados. A maioria das áreas queimadas foram em vegetação nativa (86% ou 806 mil hectares), sendo que mais da metade (52%) foram de formações savânicas (481 mil de hectares).

No Pantanal, 261 mil hectares queimaram em outubro, ou 14% do total dos primeiros dez meses deste ano. A quase totalidade (97%) do que foi queimado no mês passado foi em vegetação nativa, sendo 36% em campo alagado e área pantanosa e 32% em formação campestre.

Na Mata Atlântica, foram queimados 96 mil hectares em outubro – um aumento de 375% em relação à média anterior. A classe antrópica mais impactada foi a cana-de-açúcar, com 30 mil hectares queimados no mês passado.

Amazônia e Cerrado concentram 92% da área queimada de pastagens no Brasil desde 1985

Com base em dados históricos detalhados na nota técnica, observa-se que o fogo afetou quase metade (44%) das pastagens plantadas no Brasil pelo menos uma vez entre 1985 e 2023, ou 72,6 milhões de hectares. Nesse período, as pastagens plantadas foram a segunda classe de cobertura e uso da terra mais queimada no Brasil, atrás somente da classe de formação savânica. A maior parte desse total (68%, ou 49,3 milhões de hectares) ocorreu na Amazônia, onde 83% dos 59 milhões de hectares ocupados por pastagens no bioma queimaram pelo menos uma vez nos últimos 39 anos. Em seguida vem o Cerrado, com 24%, ou 17,3 milhões de hectares. Embora correspondam a 67% de toda a área ocupada por pastagens plantadas no Brasil, esses biomas respondem pela quase totalidade (92%) da área de pastagem queimada no Brasil pelo menos uma vez nos últimos 39 anos.

No caso das áreas queimadas mais de uma vez, o percentual total no Brasil é de 67%. Na Amazônia, essa recorrência foi ainda maior, com 76% das pastagens queimando duas ou mais vezes; destas, 41% queimaram entre duas e três vezes, e 34% mais de quatro vezes. No Cerrado, 20% das áreas queimadas registraram fogo duas vezes, e 32% mais de três vezes ao longo do período de análise.

Embora representem 18%, 14% e 2% da área total de pastagens plantadas do país, a Mata Atlântica e a Caatinga responderam por 3% cada, e o Pantanal por 2% da área queimada em pastagens plantadas. A menor ocorrência de fogo nesses biomas pode estar associada tanto às suas menores extensões de pastagens plantadas quando comparadas a Amazônia e ao Cerrado, quanto às práticas agropecuárias mais consolidadas, mais capitalizadas e menos intensivas em uso do fogo, como no caso da Mata Atlântica.

O Pantanal apresentou a menor área de pastagens plantadas dentre os biomas analisados, mas com uma alta proporção afetada pelo fogo: 1,4 milhões de hectares foram queimados, correspondendo a mais da metade dos 2,5 milhões de hectares de pastagens plantadas existentes no bioma. Ele apresenta um padrão de recorrência intermediário: 40% das áreas de pastagens queimadas foram afetadas uma única vez, 40% registraram entre duas e três queimadas, e 20% queimaram mais de quatro vezes durante os 39 anos analisados.

A área de pastagens queimadas variou ao longo dos anos, com uma média anual de 4,6 milhões de hectares queimados, ou um quarto da área queimada anualmente (18 milhões ha/ano). Essa variação reflete os contextos econômicos e políticos que impulsionam as mudanças de uso da terra e as flutuações climáticas. Fenômenos como o El Niño causaram secas extremas e episódicas, impactando diretamente a extensão das áreas queimadas, especialmente em anos críticos como, por exemplo, 1987/1988, 1998/1999, 2005, 2007 e 2010, entre outros. Nesses períodos registra-se uma área queimada maior, caracterizada por picos na série temporal devido a condições de estiagem prolongada, o que aumenta a inflamabilidade da vegetação e favorece a propagação do fogo, incluindo em áreas de pastagem.

Em 2023 o Brasil possuía 164,5 milhões de hectares de pastagens plantadas, ou 19% do território nacional. Elas respondem por 59% da área destinada à agropecuária no país. Desde 1985, as pastagens aumentaram em 82%, com Amazônia (59 milhões de hectares) e Cerrado (51 milhões de hectares) concentrando a maior parte dessa expansão.

*Com informações do MapBiomas

Encontro dos Tambores, a celebração da cultura afro-amapaense

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Foto: Jorge Júnior/Agência Amapá

O Encontro dos Tambores celebra tradição e cultura afro-amapaense, fortalecendo as raízes e a cultura ancestral das comunidades negras no Amapá. O evento é realizado pela União dos Negros do estado (UNA), com apoio da Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo) e da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

Para celebrar o Mês da Consciência Negra, a programação tem como objetivo promover a reflexão e o debate sobre temas como racismo e luta pela igualdade racial com shows, workshops e outras ações durante o período.

O Encontro é realizado desde 1995, sendo uma tradição e Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. Todos os anos as comunidades negras e indígenas se reúnem para a celebração da cultura, como uma forma de dar continuidade aos costumes ancestrais.

O evento é um dos mais tradicionais do estado, reunindo comunidades que têm como principal expressão cultural a dança do Marabaixo, o Batuque, a Zimba, o Tambor de Crioula e o Sairé. A capoeira é outra manifestação cultural negra que faz parte dos festejos do Marabaixo.

O Marabaixo é um símbolo de resistência das comunidades afro-amapaenses. A história da manifestação cultural remonta ao período de escravidão no Brasil, quando o Amapá ainda era parte do atual estado do Pará.

Leia também: Conheça história do Marabaixo, manifestação cultural ancestral do Amapá

Foto: Gabriel Penha/Arquivo/GEA

O Marabaixo é uma manifestação folclórica, que consiste em homenagear o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade em duas partes: a sagrada (missas, novenas, ladainhas) e a profana (dança do Marabaixo, bailes). A origem do nome é incerta: alguns afirmam que vem do árabe marabut (louvar); outros afirmam que vem do fato dos escravos serem trazidos mar abaixo nos navios negreiros (ou seja, da África para o Brasil).

Registros do jornal ‘O Liberal’, de 1872, relatam pessoas negras escravizadas recolhendo galhos de murta (uma planta encontrada nas matas do Curiaú) para enfeitar o mastro em homenagem à Santíssima Trindade. Um ritual que se mantém nos dias atuais.

O batuque é tradicional na comunidade quilombola do Curiaú – área quilombola de Macapá – representando a luta pela liberdade dos antepassados do moradores da região e um momento de agradecer aos santos, principalmente ao padroeiro, São Joaquim.

Inicialmente o festival foi realizado na comunidade do Curiaú e, com a inauguração do Centro de Cultura Negra, em 1998, passou a ser realizado no bairro do Laguinho, durante as comemorações da Semana da Consciência Negra.

Além dos itens que fazem parte da programação anual, a partir de 2015 a organização acrescentou exposições de fotografias de pioneiros do Marabaixo e artefatos do candomblé e da umbanda.

Em 2024, o festival se apresenta com o tema ‘No Meio do Mundo com os Tambores de Todo o Mundo’, no Centro de Cultura Negra do Amapá Raimunda Ramos em Macapá.

*Com informações da Agência Amapá

Caroço Amazonas: método socioemocional aplicado em Harvard certifica escolas de Iranduba

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Foto: Divulgação

Identificar, nomear e lidar com a raiva, a tristeza, a frustração, o medo e o luto podem ser movimentos difíceis para a maioria das pessoas, o que dirá para crianças e adolescentes e, ainda, inseridas na realidade desafiadora de viver e crescer na Amazônia. Com o objetivo de responder às necessidades específicas das crianças e jovens dessa região, identificando suas habilidades sociais e emocionais prioritárias, pesquisadoras do EASEL Lab, da Faculdade de Educação de Harvard, nos EUA, desenvolvem desde 2022 o ‘Projeto Caroço‘ em parceria com educadores da cidade de Iranduba, no Amazonas, que tem como base a metodologia SEL Kernels (do inglês Social-Emotional Learning).

Neste mês de novembro de 2024, os participantes celebram o fim deste ciclo com resultados promissores reportados pelos 130 professores de 14 escolas urbanas, rurais, ribeirinhas e indígenas do município, que serão certificados pela equipe do EASEL Lab durante um evento presencial de encerramento.

Segundo ela, o projeto junto à Harvard – que é destinado às crianças – deu tão certo que as escolas resolveram trabalhar as estratégias de autoconhecimento e de inteligência emocional com os alunos do Ensino Fundamental, e estenderam aos pais das crianças e dos jovens, fortalecendo-os com conteúdos para que possam apoiar o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos filhos em casa. Silvia diz que várias outras escolas das 57 que formam a rede municipal solicitaram a formação e o Caroço será estendido para elas também.

A metodologia

Os SEL Kernels são atividades e rotinas simples, projetadas para promover o desenvolvimento social e emocional de crianças no ambiente escolar, a partir da prática diária do professor . A abordagem acessível permite que os SEL Kernels sejam adaptados a diferentes contextos educacionais em países ao redor do mundo. Em 2024, além do Brasil (Paraty, Rio de Janeiro e Amazonas), eles foram implementados na Austrália, Canadá, Chile, Estônia, Líbano, Níger, Nigéria, Serra Leoa, Uganda, Ucrânia e Estados Unidos. Em Iranduba, a escolha do nome do projeto – Caroço – foi feita junto aos educadores participantes e simboliza a semente que é plantada, germina e cresce, além de ser uma palavra que conversa com a cultura local.

Ana Luiza Colagrossi, doutora em Ciências com ênfase em desenvolvimento infantil e aprendizagem socioemocional, coordenadora e pesquisadora da equipe de adaptação e cocriação do Projeto Caroço no Brasil, explica que a metodologia nomeia cinco dimensões socioemocionais como “cinco poderes”, para mostrar às crianças que elas já têm essas habilidades dentro de si, e que é só desenvolver, praticar:

  • Poder da Atitude,
  • Poder do Cérebro,
  • Poder da Cidadania,
  • Poder da Amizade,
  • e Poder do Sentimento.

Esses poderes englobam 31 “caroços” que são as estratégias de intervenção que os professores têm à disposição para usar várias vezes ao longo do dia, mesclando às atividades didáticas de rotina.

“Adaptamos a letra da música ‘cabeça, ombro, joelho e pé’, usada na Educação Infantil, para ‘cabeça, ombro, coração, barriga’, promovendo o contato da criança com as partes do corpo em que as emoções se manifestam. Outro exemplo é a ‘régua do sentimento’, com os nomes das emoções e as intensidades delas – raiva, muita raiva, feliz, muito feliz -, que ajuda a criança a construir esse repertório dentro de si, também entendendo como os sentimentos se manifestam. Com essa informação, o professor pode abordar o tema na rodinha que faz com as crianças todos os dias”, diz a pesquisadora.

Foto: Divulgação

Resultados

As escolas que receberão o certificado neste mês de novembro participaram de todas as formações do Caroço, das trocas cotidianas com envio de relatos e evidências fotográficas, e responderam a um questionário de pesquisa no início e no final do projeto, com a avaliação das crianças antes e depois da implementação dos SEL Kernels.

“É um panorama bem amplo e robusto do desenvolvimento dessas crianças e que ilustra como é possível fazer transformações significativas na vida delas e das comunidades nos contextos em que estão inseridos”, destaca Ana Luiza.

O projeto conta com o apoio da Lemann/Brazil Research Fund e da Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Interiorização do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (FAEPI-IFAM).

93,2% das moradias sem banheiros estão concentradas nas regiões Norte e Nordeste

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Foto: Reprodução/Trata Brasil

A ausência de banheiros é uma realidade alarmante em milhões de moradias brasileiras, afetando diretamente a saúde e dignidade da população. De acordo com dados da PNADC analisados em um estudo do Instituto Trata Brasil, mais de 1,3 milhão de residências não tinham banheiros em 2022, impactando cerca de 4,4 milhões de habitantes. A privação do equipamento sanitário foi mais significativa nas regiões Nordeste e Norte, que concentram 63,1% (841 mil habitações) e 30,1% (401 mil habitações) dos casos, respectivamente.

Entre os estados do Nordeste, Maranhão, Bahia e Piauí apresentaram as maiores concentrações de moradias sem banheiro. Na região, cerca de 4 a cada 100 moradias ainda não tinham banheiro de uso exclusivo. Em termos populacionais, o Nordeste concentrou 60,8% das pessoas impactadas, somando 2,68 milhões de habitantes. No Maranhão, 13 a cada 100 pessoas viviam sem banheiro de uso exclusivo, um dos índices mais alarmantes da região.

Já no Norte, cerca de 7 a cada 100 moradias não tinham banheiro em 2022, com os estados do Pará e Amazonas entre os destaques negativos. Ao analisar pela população, 1,531 milhão de pessoas viviam sem banheiro, representando 34,7% do total nacional. O pior índice foi observado no Acre, estado em que aproximadamente 13 a cada 100 pessoas viviam em residências sem equipamento sanitário.

Além disso, o estudo identificou que 60,7% da população morando em habitações sem banheiro estavam abaixo da linha de pobreza em 2022. Isso significa que 8 a cada 100 pessoas em situação de pobreza tinham privação de banheiro, o que reforça a relação direta entre saneamento e desigualdade social.

No dia 19 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Banheiro, uma data que destaca a importância do acesso desse equipamento básico para dignidade e saúde dos habitantes, evidenciando a urgência de melhorar a infraestrutura de saneamento básico para que os habitantes tenham um futuro mais digno.

Produto Interno Bruto do Pará é o maior da Região Norte, aponta Fapespa

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Foto: Wellyngton Coelho/Agência Pará

O Pará contribuiu com 41,1% do Produto Interno Bruto (PIB), na Região Norte, mantendo-se na 1ª colocação. Em 2022, as atividades econômicas com maiores taxas de crescimento em volume foram:

  • artes, cultura, esporte e recreação e outros serviços (26,1%);
  • alojamento e alimentação (21,9%);
  • serviços domésticos (17,3%)
  • e produção e distribuição de energia e água (11,4%).

Destacam-se também as atividades que registraram quedas em volume de produção: indústria extrativa (-10,9%); serviços de informação (-3,5%); e indústria de transformação (-1,9%).

Os dados foram apresentados pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em colaboração com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa). Trata-se dos resultados das Contas Regionais do Brasil para o ano de 2022, que contemplam o Produto Interno Bruto (PIB) Estadual e apresenta uma análise detalhada das principais variações em relação ao ano de 2021.

Foto: Jader Paes/Agência Pará

Entre os setores produtivos, destaca-se o setor de serviços, excluindo o valor da administração pública, que apresentou o maior ganho de participação relativa na composição da economia do estado em 2022, passando a contribuir com 34,3%, um aumento de 7,3 pontos percentuais em relação ao ano anterior (27%). O setor da administração pública teve uma participação de 22,6%, um ganho de 6% em relação a 2021.

A agropecuária contribuiu com 11,4%, com um ganho de 1,3%. E, a atividade industrial teve uma participação de 31,8%, apresentando uma redução significativa de 14,6% em relação a 2021.

Comércio, manutenção e reparação de veículos (10,6% em 2022) e atividades imobiliárias (7,1% em 2022) mantiveram, respectivamente, a terceira e quarta posições entre as atividades com maior participação na economia regional em termos de Valor Adicionado.

Foto: Divulgação/Agência Pará

A Indústria Extrativa, por outro lado, destacou-se negativamente como a atividade com maior redução no VA. Embora ainda ocupasse a segunda posição entre as atividades econômicas do Pará em Valor Adicionado, registrou uma queda de R$ 46,5 bilhões, reduzindo sua participação de 34,1% em 2021 para 16,7% em 2022. Essa queda deve-se, em parte, à variação no volume de produção da extração mineral, que registrou um encolhimento de 9,9% em 2022, com destaque para a redução na produção de minério de ferro (-9,2%), além da queda em volume de outros minerais, afetados por níveis elevados de chuva e por licenciamentos e processos de manutenção mais prolongados que o previsto. 

Agropecuária

O Setor Agropecuário composto pela Agricultura, Pecuária e a Produção Florestal, Pesca e Aquicultura, em 2022 teve bom desempenho influenciado, em grande medida, pela atividade agrícola, que apresentou expansões de produção e de valor, em seus principais produtos. Entre esses produtos destacam-se: açaí, soja, milho e dendê, que expressaram aumentos de quantidade produzida (14,9%, 11,4%, 12,0% e 2,0%, respectivamente) e elevação significativa dos preços praticados pelo produtor. 

A Construção Civil, dentro do setor industrial, contribuiu com 13,1% (R$ 8,78 bilhões) na geração do Valor Adicionado, apresentando uma variação nominal de 2% em relação a 2021 (R$ 8,61 bilhões) e registrando um crescimento real de 7,3% em 2022.

Serviços

O setor de Serviços, que já possuía grande relevância em 2021, retomou em 2022 a liderança no Valor Adicionado da economia paraense, sendo responsável por 56,8% do total, o equivalente a R$119,79 bilhões – uma variação nominal de 14,7% em relação a 2021. Das 11 atividades desse setor, 10 apresentaram variação nominal positiva em 2022, mantendo o bom desempenho observado em 2021. As três principais atividades do setor permaneceram inalteradas, com uma leve variação negativa na concentração: em 2021, essas atividades concentravam 72,2% do Valor Adicionado, reduzindo para 70,9% em 2022. Essas atividades são: Administração pública (39,7%), Comércio, manutenção e reparação de veículos (18,6%) e Atividades Imobiliárias (12,6%).

*Com informações da Fapespa

10 curiosidades sobre o tucano-toco, o maior dos tucanos

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Foto: Divulgação/Mangal das Garças

O tucano-toco (Ramphastos toco) é uma das aves mais emblemáticas das florestas tropicais e uma figura marcante da fauna amazônica. Com seu bico imponente e porte elegante, essa espécie encanta pesquisadores, fotógrafos e amantes da natureza.

Conheça algumas curiosidades fascinantes sobre esse animal:

Etimologia

“Tucanuçu” e “tucanaçu” vêm do tupi tukanu’su, que significa “tucano grande”.

O maior tucano de todos

O tucano-toco é o maior representante da família dos tucanos. Ele pode alcançar até 66 cm de comprimento, sendo que cerca de um terço dessa medida corresponde ao seu bico.

Um bico que surpreende

Apesar de grande, o bico do tucano-toco é incrivelmente leve, pois é feito de queratina e preenchido por uma estrutura esponjosa. Isso permite que a ave o manuseie com facilidade para capturar alimentos e regular sua temperatura corporal, já que o bico funciona como um “radiador”.

Foto: Reprodução/Viviane Rodrigues Reis/Pick-upau

Um mestre da alimentação variada

Essa ave é onívora e possui uma dieta diversificada. Além de frutas, seu alimento principal, o tucano-toco consome insetos, pequenos répteis e ovos de outras aves.

Habitação surpreendente

Apesar de seu tamanho imponente, o tucano-toco prefere viver em cavidades de árvores, muitas vezes reutilizando buracos escavados por outras espécies. Eles também podem ser vistos em campos abertos e até áreas urbanas.

Pokémon?

Sabia que a espécie já foi homenageada em Pokémon? Toucannon é um Pokémon dos tipos ‘Normal’ e ‘Voador’, categorizado como ‘Pokémon Canhão’ e foi introduzido na Sétima Geração. Não é preciso de muito esforço para dizer qual animal serviu como inspiração para o Toucannon, né? Se você respondeu o tucano, está correto. Pertencente à família Ramphastidae, o tucano é um bicho com bico longo, colorido, cortante e leve.

Leia também: Conheça 8 Pokémon inspirados na região amazônica

Foto: Reprodução

Comunicação peculiar

Os tucanos emitem sons graves e roucos, usados para se comunicar com outros membros de sua espécie. Esses chamados podem ser ouvidos de longe, auxiliando na defesa de território e na aproximação entre parceiros.

Vida social intensa

O tucano-toco é uma ave sociável que vive em pequenos bandos. Quando descansam, é comum vê-los agrupados em galhos, muitas vezes se apoiando uns nos outros para se equilibrar melhor. No ritual de acasalamento, por exemplo, machos e fêmeas jogam caroços de frutas uns nos outros.

Adaptação à paisagem urbana

Embora esteja associado às florestas tropicais, o tucano-toco é extremamente adaptável e pode ser encontrado em áreas urbanas, desde que haja disponibilidade de árvores e fontes de alimento.

Ameaças à conservação

Apesar de não estar em perigo de extinção, a destruição de habitats naturais e o tráfico de animais representam ameaças significativas para essa espécie.

Coletivo alerta que seca dos rios no Amazonas ameaça o manejo do pirarucu 

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Foto: Adriano Gambarini

O Amazonas enfrenta uma seca sem precedentes pelo segundo ano consecutivo, com as principais calhas dos rios registrando níveis mínimos históricos. A baixa no volume das águas provoca um efeito dominó, afetando o transporte e abastecimento das cidades, comprometendo ecossistemas, a segurança alimentar e ameaçando atividades como o manejo sustentável do pirarucu, essencial para a economia local.

Em resposta, o Coletivo do Pirarucu enviou uma carta aberta a órgãos federais e suas superintendências regionais, pedindo ações urgentes para mitigar os prejuízos causados pela forte estiagem.

Impactos socioeconômicos e culturais da seca extrema

Os 62 municípios do Amazonas decretaram situação de emergência em razão da seca, que impacta diretamente 186.921 mil famílias, segundo monitoramento do Governo do Estado. Dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mostram que durante a seca extrema de 2023 os manejadores deixaram de pescar cerca de 30% da cota autorizada pelo órgão, ocasionando a perda de uma receita aproximada de 10 milhões de reais.

Em um estudo recente publicado na revista Nature, especialistas projetam uma queda de até 19% na renda global até 2050 devido aos impactos da mudança climática. Para os povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia, que dependem dos rios e das florestas para sobreviver, essa realidade destaca uma urgência inadiável.

Além dos impactos econômicos, a carta destaca os prejuízos culturais que a seca causa às populações indígenas e ribeirinhas, que têm uma relação intrínseca com os rios amazônicos. “Os rios desempenham um papel fundamental nos modos de vida das populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia, sendo mais do que meras fontes de água; são verdadeiros agentes de vida e cultura, pois moldam suas identidades, tradições e subsistência”, destaca trecho do documento.

Principais reivindicações 

Na carta, os representantes das organizações manejadoras, instituições de assessoria técnica e de apoio nos diversos territórios onde ocorre o manejo do pirarucu, solicitam que:

  • O prazo de pesca do pirarucu e do aruanã seja prorrogado até 31 de janeiro de 2025 e que também haja a extensão do prazo para entrega do relatório técnico anual do manejo até 1º de maio de 2025;
  • O manejo do pirarucu seja incluído nos programas de seguro rural do Plano Safra;
  • Ações emergenciais para os pescadores afetados, incluindo auxílio extraordinário;
  • Um plano de emergência climática seja construído em parceria com as lideranças, organizações manejadoras e de apoio técnico para mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos na Amazônia.

Enviado aos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima, da Pesca e Aquicultura, e ao Ibama, o documento representa um chamado urgente para garantir a continuidade do manejo sustentável do pirarucu e, ao mesmo tempo, proteger os direitos, o conhecimento tradicional e a biodiversidade da Amazônia.

Leia a carta na íntegra:

*Com informações do Coletivo do Pirarucu

Expoferr 2024 realiza a Cacau Day, evento voltado para o pequeno produtor 

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Você já ouviu falar no Cacau Day? Um dia inteirinho focado somente na produção de cacau. O evento aconteceu na Expoferr Show 2024, em Roraima, com o objetivo de levar mais conhecimentos aos cacauicultores do estado através de cursos e palestras.

Segundo a Agroclima, o Brasil ocupa hoje o 6º lugar na produção mundial de cacau, segundo a International Cocoa Organization (ICCO). De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, há mais de 93 mil estabelecimentos produtores de cacau no país. Eles estão concentrados na Bahia e no Pará, que juntos representam 96% da produção nacional.

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat
Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

Os cacauicultores, na Expoferr, tiveram a oportunidade de aprender técnicas com nomes de grande referência na área, como o produtor e empresário Ademir Venturin, dono da Cacau Way, marca criada em Medicilândia no Pará.

O produtor de cacau seu Iltamar Soares, do município de Caroebe interior de Roraima, participou do evento, e relata que projetos como a Cacau Day, fortalecem os pequenos produtores.

Em constante contribuição na construção profissional junto aos produtores do estado de Roraima, a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Roraima (Faerr) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em parceria com outras instituições também participaram do projeto. 

Para a superintendente da Faerr, Jucélia Rodrigues, todo e qualquer curso ofertado, é um estímulo e importante valorização ao produtor. 

Foto: Reprodução / YouTube – Amazon Sat

Segundo o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural de Roraima (Iater), Caroebe possui área plantada de 257 há de lavoura de cacau, implantado nos anos de 2019 e 2020, envolvendo 55 produtores rurais, apenas de produtores e áreas contemplados no projeto Polo Cacaueiro.

Principais atividades desenvolvidas no Cacau Day

O Cacau Day foi um dia com ciclo de palestras sobre a cultura do cacau. Quem esteve presente pode conferir quatro palestras, elas foram:

– Tecnologia para gestão de propriedade e rastreabilidade

– Tecnologia para novos modelos de financiamento da produção agrícola e como alcançar mercados mundiais.

– O futuro da cacauicultura: do Brasil para o mundo

– Verticalização da produção de cacau uma fonte de renda para a agricultura familiar.

Confira o Amazon Sat Especial da Expoferr Show 2024:

Boi-bumbá Malhadinho conquista bicampeonato no Festival Folclórico Duelo na Fronteira

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O Boi-bumbá Malhadinho conquistou o título de bicampeão no Festival Duelo na Fronteira 2024, que aconteceu entre os dias 15 a 17 de novembro em Guajará-Mirim (RO).

O Boi da Nação azul e branca venceu com 835 pontos, contra 827,5 do Flor do Campo, uma diferença de 7.5 na pontuação geral das duas noites de disputa. O tema defendido esse ano foi ‘TEKOHÁ’, com o significado ‘este chão é nossa essência’. O enredo buscava celebrar as raízes e histórias de Rondônia. O tema escolhido fez uma homenagem à resistência dos povos originários e dos negros quilombolas, protagonistas de uma luta histórica por dignidade e preservação de suas identidades.

No sábado, primeira noite de apresentação, o Boi Malhadinho foi o primeiro a entrar no Bumbódromo Márcio Paz Menacho.

Fotos: Ceiça Pereira

Durante o espetáculo, o Malhadinho mostrou lendas da região amazônica e deu espaço para apresentar a cultura do Divino Espírito Santo, que acontece às margens do Rio Guaporé entre Brasil e Bolívia.

No domingo, o Boi da Nação azul e branca abordou a celebração da vida e resistência dos povos da Amazônia.

Entre elas, levou a conhecimento a “A Lenda do Pirarucu”, que conta a história de um jovem indígena cruel e egoísta que foi transformado em um peixe gigante.

Para a presidente do boi-bumbá Malhadinho, Camila Miranda, a conquista é resultado de muito trabalho:

Fotos: Ceiça Pereira

Flor do Campo

O Boi-bumbá Flor do Campo levou para arena o tema ‘Terra de um Povo Mestiço’, como forma de homenagem aos povos que sobrevivem dentro das raízes negras, indígenas e caboclas.

Durante toda a noite de sábado, a apresentação da agremiação da Nação vermelha e branca retratou a as culturas que formam a identidade mestiça da Amazônia.

No domingo, a agremiação levantou subtemas como a arte como forma de resistência, destacando a força de um povo.

De acordo com o presidente do boi-bumbá Flor do Campo, Ricardo Maia, a agremiação trouxe um espetáculo esse ano e entregou o prometido:

Cada agremiação teve 2h30 de apresentação na arena e, durante o processo de apuração, uma comissão de jurados avaliou 21 critérios das duas equipes.

O Festival foi criado em 1995 e é uma das tradições realizadas em Guajará-Mirim, em Rondônia. É um dos maiores eventos culturais do estado de disputa entre os dois bois-bumbás. Em 2023 foi considerado Patrimônio Cultural Imaterial rondoniense.

*Por Leiliane Byhain

Rede de diagnóstico de malária em Boa Vista busca ser referência para a região Norte

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Foto: Rebeca Lima/PMBV

Boa Vista (RR) é a única capital da região Norte a oferecer testes rápidos de Malária em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A conquista é resultado de um projeto elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) no final de 2023, que teve como objetivo ampliar a rede de diagnóstico da doença no município. No dia 11 de novembro foi a vez de apresentar ao Ministério da Saúde (MS) os resultados alcançados.

O projeto foi motivado pela necessidade de fortalecer o diagnóstico precoce e tratamento adequado da Malária em Boa Vista, tendo em vista as inúmeras dificuldades enfrentadas na região amazônica no controle da doença. Após a implantação, o município avançou no acesso aos testes e na consequente cobertura da doença, facilitando a detecção precoce dos casos durante 2024.

Um dos resultados mais expressivos alcançados foi o aumento de testes em gestantes, que é um dos indicadores do Ministério da Saúde para as capitais da região amazônica. De janeiro a agosto de 2023, foram 1.138 testes no município. No mesmo período deste ano, foram mais de 10 mil testes, representando um aumento de mais de 87% na cobertura.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Ana Paula Merval, destacou que Boa Vista já atendia os indicadores antes do projeto e agora passa a atender de forma mais qualificada.

Referência para a região Norte

A ampliação da rede de diagnósticos envolve a oferta de testes em todas as unidades, mas também a capacitação das equipes e o fortalecimento da logística para a distribuição dos testes, o que impacta diretamente na cobertura e tratamento dos casos positivos. Na região Norte, Boa Vista se torna uma referência para as demais capitais que também devem atender aos indicadores do MS.

Foto: Rebeca Lima/PMBV

O diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, Pablo Amaral, destacou que o projeto deverá causar um impacto relevante na região Norte, tendo em vista que uma das primeiras ações na Malária é o diagnóstico oportuno.

“O projeto é excelente e ótima iniciativa. Ter a ampliação da rede diagnóstica com o uso de teste rápido e a população ter mais pontos de acesso, isso é fundamental para a gente conseguir eliminar a Malária. Boa Vista deve ser referência para a região Norte, porque a realidade da doença entre as cidades na região amazônica é semelhante”, pontuou.

Os resultados do projeto foram apresentados em Brasília, em setembro do ano passado, para todas as áreas técnicas em Malária das capitais do Norte.

*Com informações da Prefeitura de Boa Vista