Conhecida por seu valor histórico para o estado do Amazonas, Paricatuba é um distrito de Iranduba. Suas ruínas são consideradas Patrimônio Cultural Imaterial do Amazonas.
Para além da sua importância cultural, Paricatuba abriga diversas opções de praias para quem deseja curtir com familiares e amigos, busca fugir da rotina ou só ficar de bubuia.
Considerada uma das principais praias do local, a praia de Paricatuba fica na direção do Mirante da Virgem (localizado em um antigo porto de Paricatuba, onde as embarcações que chegavam na vila atracavam seus barcos). No período de cheia (entre dezembro e junho), no pico, a praia fica praticamente toda submersa.
Praia dos Restaurantes
A segunda opção de praia é uma extensão da Praia de Paricatuba. A Praia dos Restaurantes é conhecida por este nome devido a grande quantidade de estabelecimentos instalados no local. As opções variam desde café da manhã regional, almoço com pratos feitos de peixes típicos da região, além da venda de drinks e bebidas no geral.
Praia do Inglês
Localizada no ramal atrás das Ruínas de Paricatuba, a Praia do Inglês é uma praia particular, porém aberta ao público em geral. O acesso é feito por uma escada de madeira e existe uma opção de restaurante para alimentação.
Praia da Bica
A Praia da Bica fica ao lado da Praia do Inglês e é uma opção para quem deseja aproveitar o período de estiagem na região (entre julho e novembro), pois na cheia dos rios, o acesso se torna mais limitado.
Praia do Lago
Por fim, existe a opção da Praia do Lago. Para acessá-la, é preciso passar ao lado do Centro Cívico da Vila de Paricatuba e seguir até a margem do rio.
De lá, é necessário fazer a travessia de lancha ou canoa até chegar na praia. No local é possível encontrar uma estrutura de bares e restaurantes que atendem a demanda dos turistas e visitantes.
No Dia Internacional da Mulher, comemorado todo dia 8 de março, a história da líder amazônica Elaine Shajian Shawit se destaca como um exemplo de perseverança e luta. Presidente da Coordenação Regional dos Povos Indígenas de San Lorenzo (Corpi SL), em Loreto, no Peru, assumiu o cargo após superar diversos desafios.
Nascida na comunidade indígena de Sachapapa, no distrito de Manseriche, no coração do Datem del Marañón, Elaine cresceu inspirada no legado de seu pai, professor e defensor dos direitos indígenas da Amazônia.
“Lembro que admirava essas qualidades nele, queria seguir seu legado, continuar seus ensinamentos e sua luta. Ele me motivou a estudar e a dar minha opinião, mesmo não sendo comum que mulheres participassem ativamente”, conta a líder de 42 anos.
Apesar dos obstáculos, Elaine perseverou. Com o apoio de estudiosos indígenas que reconheceram seu potencial, ela abriu caminho em espaços tradicionalmente dominados por homens. “Eu tinha medo de participar, não via nenhuma oportunidade, mas um homem sábio convidou outros para testar minha liderança, lembrando-os de que eu tinha o conhecimento e a experiência”, lembra.
Desta forma, iniciou sua trajetória profissional apoiando eventos, fazendo parte da diretoria de sua federação, sendo a única mulher nas 32 federações da Corpi SL.
Participação das mulheres
Em 2022, ela foi eleita vice-presidente desta organização. E um ano depois, assumiu a presidência após a vaga deixada pelo presidente anterior. Sua dedicação e trabalho foram reconhecidos quando a assembleia a elegeu oficialmente como presidente em 2024.
Durante sua gestão, Elaine promoveu iniciativas importantes para fortalecer o Programa Feminino, “permitindo que mais mulheres fossem treinadas e participassem de espaços de tomada de decisão”.
Além disso, ele trabalhou na definição do território integral do povo Kandozi, o que dará legitimidade à população, reduzirá os conflitos entre seus vizinhos e dará continuidade ao reconhecimento, titulação e expansão de suas comunidades nativas.
“Eu lembro que somos fortes”
Outro avanço é o fortalecimento do sistema de controle e vigilância. Ao equipar a organização e as comunidades, a Corpi SL poderá receber alertas antecipados de situações que violem direitos coletivos nos territórios, permitindo a coordenação com o Sistema de Alerta e Ação Precoce (SAAT) da Associação Interétnica para o Desenvolvimento da Selva Peruana (Aidesep) e as autoridades.
Também fortaleceu a capacidade das comunidades de acessar o mecanismo de compensação de multas da Agência de Supervisão de Recursos Florestais e Faunísticos (Osinfor) e de estabelecer áreas de conservação e monitoramento para seus territórios.
Elaine reconhece que reduzir a desigualdade de gênero nos espaços de tomada de decisão é difícil, mas possível:
“No Dia Internacional da Mulher, lembro que somos fortes, capazes e temos os mesmos direitos que os homens. Sou grata às mulheres que já estão liderando e abrindo caminho para outras”.
Biodiversidade e riqueza cultural
Ao longo dessa jornada, organizações como a liderada por Elaine contam com o apoio do BLF Andes Amazônico, um projeto que busca transformar os sistemas atuais da Paisagem Andina Amazônica, território transfronteiriço entre Peru e Equador conhecido por sua biodiversidade e riqueza cultural.
Esta iniciativa se concentra na conservação da biodiversidade, governança, gênero, financiamento climático e fortalecimento das cadeias de valor, com o objetivo de promover meios de subsistência sustentáveis, deter o desmatamento e preservar a biodiversidade, bem como promover a adaptação e a mitigação das mudanças climáticas.
Financiado pelo UK International Development por meio do Biodiverse Landscapes Fund, o projeto BLF Andes Amazônico é implementado por um consórcio liderado pela Practical Action e composto por NCI, Aidesep, WWF, Terra Nuova e Cospe.
O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita.
Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. E é claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) comemorou, no dia 28 de fevereiro, quatro anos de operação do Amazonia-1, satélite lançado em 2021 a partir do Satish Dhawan Space Centre (SHAR), em Sriharikota, na Índia.
Primeiro satélite totalmente nacional para a observação da Terra, o Amazonia-1 monitora o território brasileiro e fornece dados essenciais para diversas aplicações, com destaque para as políticas ambientais e de desenvolvimento sustentável.
O Amazonia-1 leva a bordo a câmera WFI, uma inovação da indústria nacional. As imagens do satélite são ideais para o monitoramento dos biomas, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas, desastres ambientais, entre outras demandas brasileiras.
O satélite provê imagens que cobrem todo o território brasileiro a cada cinco dias. Cada imagem é transmitida em tempo real para as estações terrenas do INPE. O satélite também possui um sistema de gravação, que permite a aquisição de imagens de qualquer região do globo.
Plataforma Multimissão
Além da importância das imagens, com o Amazonia-1 o Brasil conquistou outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para uso em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, para atender missões científicas, meteorológicas e de sensoriamento remoto.
O processo de capacitação para o lançamento da primeira PMM, que viabilizou a missão Amazonia-1, trouxe benefícios também para setores como energia, recursos hídricos, telecomunicações, aeronáutica e defesa. A reprodução da PMM para futuras missões reduzirá significativamente prazos e custos, impulsionando novas aplicações no setor espacial brasileiro.
O Amazonia-1B já está sendo integrado e testado nos laboratórios do INPE. Segundo satélite a utilizar a PMM e o primeiro da Missão AQUAE, o Amazonia-1B irá monitorar os recursos hídricos continentais e marinhos do Brasil, bem como o estado da atmosfera e sistemas meteorológicos.
Qualificação
Em órbita, o Amazonia-1 passa por períodos de dia e noite em 100 minutos, enfrentando temperaturas extremas que variam em torno de 200°C. Para assegurar a operação perfeita, é necessário projetar e qualificar o controle térmico do satélite.
Para isso, foi construído um modelo termicamente representativo do satélite e simuladas as condições de operação em órbita, temperatura e vácuo. Esse teste durou mais de 20 dias ininterruptos, simulando os ciclos de 100 minutos da órbita e as variações sazonais de temperatura.
O Amazonia-1 possui dezenas de equipamentos, interligados por fios e conectores, seja para transmitir informação, seja para alimentação com energia elétrica. São aproximadamente seis quilômetros de fios e 16 mil conexões elétricas, num ambiente de 1 m x 1 m x 2,5 m, que são as dimensões do satélite.
Como resultado, podem ocorrer interações eletromagnéticas entre equipamentos, capazes de afetar o funcionamento do satélite em órbita. Ainda é necessário garantir que não ocorrerá interferência eletromagnética entre o satélite e o veículo lançador.
Para isso, é realizado o teste de interferência eletromagnética, quando são utilizados todos os equipamentos e simuladas as diversas situações que poderão ocorrer durante o lançamento e operação em órbita.
Verificação de sinais
O Amazonia-1 possui diversos sensores que funcionam como os olhos do satélite e os atuadores, como as mãos e os braços. Já o cérebro é representado pelos computadores de bordo, software e algoritmos implementados. A combinação desses elementos forma uma enorme teia de “terminações nervosas”.
É necessário, então, verificar cada sinal recebido dos olhos e cada comando ou movimento dos braços e mãos. Vale lembrar que são milhares de conexões.
Os testes são importantes porque, depois de entrar em órbita, não é mais possível efetuar qualquer reparo de equipamentos. Todas as possíveis configurações de operação precisam ser exaustivamente testadas e verificadas. A campanha de teste do Amazonia-1 (modelo elétrico e modelo de voo) consumiu mais de duas mil horas somente com o satélite ligado.
Depois que o modelo de voo do satélite passou por todas as verificações de conexões e funcionais, é necessário realizar uma sequência de testes ambientais: vibração mecânica, acústica e termovácuo para garantir que os equipamentos que efetivamente entrarão em órbita não têm nenhum problema que leve a um mau funcionamento ou falha prematura.
O Amazonia-1 não apenas cumpriu sua expectativa de vida útil de 4 anos, mas também superou expectativas, consolidando-se como um marco no desenvolvimento tecnológico espacial brasileiro. Ele é o primeiro satélite de sensoriamento remoto estabilizado em 3 eixos desenvolvido integralmente pelo Brasil, demonstrando que o país domina o ciclo completo de fabricação de sistemas espaciais desse tipo.
Além disso, o Amazonia-1 validou a PMM em órbita, qualificando-a com segurança para futuras missões, como a do Amazonia-1B. Essa conquista é um testemunho do avanço da engenharia nacional e da capacidade do Brasil em liderar projetos espaciais complexos.
Ao longo de seus 4 anos em órbita, o Amazonia-1 tem fornecido imagens essenciais para o monitoramento do território brasileiro, contribuindo para o combate ao desmatamento, o acompanhamento de queimadas, a análise do uso do solo, a gestão de desastres ambientais e diversas outras aplicações estratégicas.
Esses dados têm sido fundamentais para políticas públicas e ações de preservação, colocando a tecnologia espacial a serviço do país e da sociedade como um todo, em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção dos biomas brasileiros.
O sucesso do Amazonia-1 é fruto do trabalho dedicado de instituições como o INPE, a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Juntas, elas pavimentaram o caminho para que o Brasil se tornasse uma referência em tecnologia espacial, contribuindo para o monitoramento ambiental e o desenvolvimento sustentável do país.
Jovens do Pará e dos demais estados do Brasil já podem se inscrever para participar de debates climáticos da COP 30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), no âmbito do Programa ‘Jovens campeões climáticos’, que visa facilitar a participação da juventude no evento climático promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU), de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém.
O Governo do Brasil, por meio da Secretaria Nacional de Juventude, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência da República, abriu as inscrições para a seleção do Presiency Youth Climate Champion (PYCC) da COP 30. A ação tem como objetivo promover e facilitar a participação da juventude global nas discussões e ações climáticas durante a conferência.
Como participar
Podem se inscrever jovens com nacionalidade brasileira e residentes no País, entre 18 e 35 anos, que tenham experiência em agendas sobre clima e meio ambiente, além de fluência em Inglês.
As inscrições podem ser feitas até 11 de março (terça-feira), exclusivamente por e-mail, enviando a documentação exigida para o endereço: selecao.pycc@presidencia.gov.br.
Entre os documentos necessários estão o currículo profissional, comprovantes de experiência e o formulário de declaração de ciência e aceitação dos termos da Decisão 16/CP28, preenchido nos moldes do Anexo I do Edital.
Após a divulgação da lista final de candidatos habilitados, a presidência da COP 30 será responsável pela seleção dos “jovens champions”. Não haverá vínculo empregatício com o governo brasileiro, e nem remuneração pela função.
O Carnaboi 2025 começou! Parte do projeto Carnaval Amazônico, a festa une a temporada carnavalesca com a temporada bovina no Amazonas. Este ano, a festividade acontece nos dias 7 (sexta-feira) e 8 (sábado) de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul de Manaus. A entrada é gratuita.
“É o segundo ano que a Fundação Rede Amazônica realiza o projeto Carnaval Amazônico. E hoje a gente está realizando em parceria com a Secretaria de Cultura, o Carnaboi no Studio 5. O objetivo é promover a nossa cultura, com o Carnaboi, que une o Carnaval com o boi-bumbá”, comenta o especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica (FRAM) Matheus Aquino.
O local, que começou a receber as galeras dos bois Caprichoso e Garantido por volta das 18h, foi escolhido para garantir segurança e conforto ao público e aos artistas. “A gente está mais uma vez aqui no Studio 5 Centro de Convenções, que é um espaço especial, coberto, climatizado, agradável, com estacionamento amplo e seguro”, destaca Aquino.
Além das atrações musicais dos bois-bumbás parintinenses, ações educativas e socioambientais fazem parte do projeto. Matheus Aquino convida o público a participar de jogos com a temática ambiental – com direito à brindes. “E a gente também tem um totem fotográfico, onde a pessoa pode participar e ter a foto impressa na hora, para levar de recordação”, conta.
Mas para quem não conseguir comparecer, a festa pode ser acompanhada em transmissões ao vivo realizadas pelo Grupo Rede Amazônica.
É claro que a feira de artesanato não poderia faltar. Com diversos itens de ambos bois, artesãos aproveitaram para dar uma amostra do que vai para o Festival de Parintins.
É o caso da artesã Cleo Nascimento, representando o boi Caprichoso. “Já tenho vinte e poucos anos de artesã e participo de várias feiras. A expectativa para hoje é que as pessoas venham, prestigiem, gostem dos nossos produtos, e a gente venda bastante”.
E do lado do boi Garantido estava a também artesã Maísa Fagundes. “É a primeira vez que a gente participa do Carnaboi e está sendo muito emocionante pra gente porque é o primeiro evento de boi oficial que a gente participa. Estou com a expectativa alta, que venha muita gente e que as pessoas gostem do nosso trabalho. Acredito que vai ser um sucesso”, comentou.
Sara e Neuda Seabra. Foto: Isabelle Lima/Portal AmazôniaSara e Neuda Seabra. Foto: Isabelle Lima/Portal Amazônia
Mas a festa não seria a mesma sem o público apaixonado pelos bois. No lado da galera vermelha, Sara Seabra e Neuda Seabra contaram que não perdem o Carnaboi. “A gente frequenta todo ano o Carnaboi. Está muito bom aqui no Studio 5, bem amplo. Quem está vendo, pode vir pra cá que a festa é muito boa!”, afirma Sara.
No lado da galera azul estava a estudante Rosana Sevalho, que foi pela primeira vez em uma edição do Carnaboi. “A experiência tá sendo ótima. Eu adorei! Até porque quando chove não dá pra curtir nada, mas aqui tá sendo ótimo, tá bem climatizado, dá pra curtir e até ganhei brindes sustentáveis”, declarou.
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.
A Comunidade Indígena do Jabuti, no município de Bonfim, em Roraima, tem ganhado notoriedade pela valorização da agricultura familiar indígena.
Um dos grandes incentivadores da causa é o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que proporciona mudança de atitude do produtor e do trabalhador rural.
O principal objetivo é ampliar a capacidade produtiva das famílias indígenas para aumentar a produção de alimentos e geração de renda, através do treinamento de formação profissional Rural da Comunidade Indígena do Jabuti. A comunidade aprendeu a aproveitar o que mais tem facilidade em produzir: a pimenta.
Angélica Souza foi uma das alunas que aprenderam, durante o curso, a produzir molhos, compotas e geleias de pimentas que são cultivadas na comunidade.
“Sobre o curso de beneficiamento da pimenta aprendi a fazer várias receitas. A gente planta o pé de pimenta, colhe a frutinha dela e, aqui com o Senar, aprendemos a aproveitar os frutos”, disse a indígena.
Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat
Segundo a equipe técnica do Senar, com esses cursos a comunidade aprende a agregar valor aos produtos locais, implementam uma visão empreendedora para vender além da matéria-prima, agregando conhecimentos técnicos de boas práticas de manipulação de alimentos.
Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat
Ao todo, foram ensinadas nove tipos de receitas com pimentas que já estavam plantadas na comunidade. As pimentas mais cultivadas na localidade são a malagueta, dedo de moça e olho de peixe.
Quem assistiu ‘Ainda Estou Aqui’, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, conhece a história de Eunice Paiva, uma mãe que enfrentou o desaparecimento do marido durante a ditadura militar. Além de lidar com a dor e as consequências do regime autoritário, Eunice se tornou uma figura fundamental na luta pela defesa dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.
Em Rondônia, o trabalho da advogada ajudou a construir um legado importante no campo socioambiental na região.
Mesmo sem ter atuado diretamente em Rondônia, Eunice contribuiu para a luta pela proteção territorial e o fortalecimento das comunidades tradicionais no estado, por meio de parcerias e articulações com entidades e pesquisadores que atuavam na região.
“Eunice Paiva, uma mulher que transformou sua dor em força e dedicou sua vida a causas extraordinárias”, conta Marcelo Ferronato, diretor do Ecoporé, uma organização referência na conservação e restauração ecológica e na implementação de iniciativas voltadas à preservação da biodiversidade amazônica.
A entidade, sediada em Porto Velho (RO), utilizou suas redes sociais para relembrar e compartilhar a história de Eunice Paiva.
“Em 1987, Eunice, ao lado de parceiros como Mauro Leonel e Betty Midley, fundou o Instituto de Antropologia e Meio Ambiente (IAMA), que atuou até 2001 na defesa e promoção da autonomia dos povos indígenas. A Ecoporé-RO, fundada em 1988, contou com o apoio do IAMA, uma parceria fundamental para a proteção territorial em Rondônia”, diz no texto.
O diretor da Ecoporé destaca que a demarcação de terras indígenas na região é uma das conquistas mais relevantes alcançadas pela entidade, através do IAMA, em parceria com outras entidades dedicadas à mesma causa.
Eunice nunca esteve no estado, mas suas ações refletiram diretamente na luta pelos direitos indígenas e ambientais da região. Entre os principais nomes que atuaram diretamente em Rondônia, estão os cofundadores do IAMA, Mauro Leonel e Betty Mindlin. Ambos tiveram papel fundamental na criação da Terra Indígena Rio Branco e da Terra Indígena Massaco.
Mauro Leonel, professor e pesquisador da Associação Brasileira de Antropologia, é autor do livro Etnodiceia Uru-Eu-Wau-Wau, obra que aborda as discussões em torno da demarcação territorial no Parque Nacional Pacaás Novos, localizado no interior de Rondônia. O livro é considerado uma peça-chave para garantir a demarcação dessas terras.
Já Betty Mindlin, também parceira de Eunice, trabalhou diretamente com o povo Paiter Suruí. Seu trabalho resultou na obra Nós Paiter, que retrata o processo de contato entre os Paiter Suruí e os não indígenas, trazendo um importante registro histórico e antropológico sobre esse encontro.
“Apoiávamos a desintrusão da Reserva Biológica do Guaporé e desempenhamos um papel ativo nos estudos para a demarcação das Terras Indígenas Rio Branco, Mequéns e Massaco. Juntas, essas terras protegidas abrangem atualmente mais de 1 milhão de hectares, garantindo a sobrevivência de centenas de famílias indígenas em seus territórios tradicionais e ancestrais”, diz o diretor da Ecoporé.
Os frutos da atuação de Eunice e sua equipe permanecem até os dias de hoje. Além da demarcação de terras indígenas no estado, os trabalhos também fomentaram a criação de reservas extrativistas e a formação de associações que valorizam o trabalho das comunidades tradicionais e dos seringueiros da região.
Mesmo nunca tendo vindo a Rondônia, Marcelo afirma que a IAMA deixou um legado valioso, que contribuiu com a justiça social e ambiental.
“Temos imenso orgulho dessa parceria, cujo impacto ecoa na luta pela conservação e pelos direitos dos povos da Amazônia”, finaliza o texto.
A união entre conhecimentos científicos e tradicionais na Amazônia Maranhense resultou em dois novos produtos à base de plantas, que, além de aliarem nutrição, saúde e sustentabilidade, atendem a nichos de mercados crescentes por produtos naturais e ricos em proteína no Brasil. O análogo de hambúrguer de babaçu e a farinha de amêndoas abarcam ainda a marca da inovação tecnológica e social porque foram desenvolvidos em parceria entre cientistas e quebradeiras de coco da região. Essa sinergia de sucesso já havia dado origem a novas formulações de biscoito e de gelado, uma bebida tipo leite e a um análogo do queijo, todos oriundos do coco babaçu.
Para o desenvolvimento desses coprodutos, participaram as mulheres da Cooperativa Mista da Agricultura Familiar e do Extrativismo do Babaçu – Coomavi, em Itapecuru-Mirim, da Associação Clube de Mães Quilombolas Lar de Maria, da comunidade Pedrinhas Clube de Mães em Anajatuba, e ainda da Associação de Quebradeiras de Coco de Chapadinha do Assentamento Canto do Ferreira, em Chapadinha. Como representantes da ciência, fizeram parte dos estudos pesquisadores da Embrapa Maranhão (MA), Embrapa Agroindústria Tropical (CE), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Federal do Ceará (UFC), em parceria com a Rede ILPF e financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil.
Foto: Flavia Bessa
O objetivo foi a valorização do trabalho das quebradeiras de coco e do babaçu como produto da sociobiodiversidade brasileira com a diversificação dos coprodutos da palmeira para atender nichos de mercado. Para tal, o bagaço da amêndoa – até então resíduo da extração do óleo da amêndoa – foi transformada em farinha da amêndoa, matéria-prima para outros produtos, como o análogo do hambúrguer, e incluída em formulações de biscoitos, pães, bolos, mingaus e sorvetes, resultando em mais economia e satisfação dos consumidores.
A pesquisadora Guilhermina Cayres, líder do projeto de pesquisa, diz que os novos alimentos foram desenvolvidos considerando as condições específicas das agroindústrias comunitárias e as práticas tradicionais das quebradeiras de coco, integrando melhorias e padronizações – incluindo as boas práticas de processamento e segurança alimentar – e levando em conta também a aceitação sensorial do produto, agregação de valor às amêndoas quebradas e diversificação de produção.
“Promovemos a interação de conhecimentos técnicos e tradicionais para aumentar o valor agregado da produção artesanal e ocupar nichos de mercado específicos, como os de produtos associados à identidade sociocultural e os voltados para dietas com restrição de consumo de glúten e lactose. Sabemos que os alimentos oriundos do babaçu são elementos potenciais para criar sistemas alimentares que valorizam a identidade sociocultural de povos e comunidades tradicionais do Maranhão, gerando inclusão produtiva e riqueza com baixo impacto ambiental e inserindo o estado como referência na bioeconomia e no uso sustentável de produtos da sociobiodiversidade”, destaca a pesquisadora.
Saberes tradicionais e científicos embasaram o desenvolvimento dos produtos
Foto: Flavia Bessa
O professor Harvey Villa, do Departamento de Engenharia Química da UFMA, explica como foi o processo para se chegar ao alimento tipo hambúrguer.
“Utilizamos metodologia inversa. Em vez de irmos primeiramente ao laboratório e depois levar o produto para a comunidade, partimos de uma avaliação das condições locais e do potencial das matérias-primas que elas têm, inclusive dos próprios resíduos, o que é muito importante porque a amêndoa do coco babaçu inicialmente é empregada para extração de óleo a frio e a quente. Essa torta, fruto do processo de prensagem, normalmente era usada como ração para animais e sabíamos que ainda tinha bastante conteúdo de lipídios, carboidratos, podendo ser utilizada como um tipo de farinha por meio de bom tratamento e processamento. A ideia era reaproveitar 100% do produto e obtivemos êxito. A farinha que está sendo utilizada para o hambúrguer não é a do mesocarpo, é da amêndoa, antes resíduo e agora, matéria-prima. Assim, adaptamos o processamento às condições reais das quebradeiras, sempre com o cuidado de atender às exigências delas, e facilitamos que a elaboração desses produtos seja de forma simples, mas microbiologicamente correta do ponto de vista higiênico-sanitário”, relata.
Do ponto de vista físico-químico, a farinha da amêndoa – em comparação à do mesocarpo – tem uma boa proposta para a carne de hambúrguer, pois utiliza casca da banana como agente estruturante junto com a amêndoa para dar sabor e maciez ao fritar, e mais a farinha de arroz para dar a liga junto com os temperos, o que garante boa validade do ponto de vista de vida útil e qualidade nutricional para dieta vegana.
Além disso, atingiu um percentual de proteína de 13,17% por 100g de produto, valor adequado para o tipo de alimento. O produto não tem conservantes e dura até seis meses congelado. Foram feitas quatro formulações e chegou-se a duas: uma com casca de banana e outra com polpa de jaca. Devido à maior disponibilidade e regularidade da banana ao longo do ano, o hambúrguer à base de amêndoa de babaçu e casca de banana foi a opção priorizada entre as quebradeiras de coco e a equipe técnica para prosseguir com os testes e análises.
Foto: Flavia Bessa
Segundo a professora da UFMA Yuko Ono, nutricionista e membro da equipe técnica, uma das características funcionais da casca de banana é a presença de inúmeros sítios ativos responsáveis pela absorção de metais, entre os quais se destaca o cobre, presente em muitos processos industriais, mas nocivo à saúde humana quando em alta concentração. “Além disso, a casca da banana apresenta também teores de nutrientes maiores do que a polpa, como fibras, vitaminas, minerais e é rica em pectina. As fibras atuam na melhoria do trato gastrointestinal e no controle e prevenção de certas doenças crônico-degenerativas”, acrescenta Ono.
Jefferson Marinho, bolsista do projeto, se envolveu diretamente na produção do hambúrguer e relembra o processo. “Partimos do zero, queríamos que o produto tivesse as características organolépticas mais similares possíveis às da carne, além de ingredientes específicos, como a farinha da amêndoa do babaçu, que é bastante rica nutricionalmente e energeticamente”, diz. Para isso, os pesquisadores envolvidos uniram os conhecimentos científicos aos saberes tradicionais das quebradeiras para definir a forma de preparo e os ingredientes.
Rosângela Lica, da Coomavi, detalha a descoberta da farinha da amêndoa obtida a partir do resíduo da prensa do óleo. “Nós não fazíamos farinha do bagaço do óleo, usávamos como ração animal. O costume era fazer farinha do mesocarpo. Aprendemos a assar e torrar o bagaço no forno para atingir o ponto certo e transformá-lo em farinha da amêndoa, um produto que substitui o coco ralado em todas as formulações, dá muito mais crocância e tem melhor aceitação pelos consumidores, pois os produtos são 100% feitos com o babaçu”, ressalta.
Para Alana Licar, também da Coomavi, “os impactos foram positivos, pois agregam mais sabor e qualidade, evitam desperdícios e garantem um produto benéfico, oriundo de uma matéria-prima encontrada em abundância”. Antonia Vieira, da comunidade quilombola Pedrinhas Clube de Mães, fala da presença das mulheres quebradeiras desde o início da pesquisa. “Somos parte desse processo, muito rico para nós e para os pesquisadores. É uma troca maravilhosa”, celebra.
Consumidores aprovam novos produtos
Os novos produtos atendem diferentes exigências do mercado de alimentos – nutrição, saúde, boas práticas de qualidade, segurança alimentar, padronização e valorização de produtos da culinária e cultura regionais e comercialização – e passaram por testes de análise sensorial. A qualidade dos alimentos compreende, basicamente, três aspectos fundamentais: o microbiológico, o nutricional e o sensorial.
Foto: Flavia Bessa
O aspecto sensorial é o que mais atrai o consumidor na hora de escolher um produto alimentício. Por isso, deve apresentar características sensoriais agradáveis, próprias do produto, tais como cor e aparência, consistência e textura, aroma e sabor característicos e desejáveis.
Segundo a engenheira de alimentos Glória Bandeira, professora da UFMA, essa etapa da pesquisa é importante em diversas situações. Entre elas, o desenvolvimento de novos produtos, melhoria de um produto existente, comparação com um produto concorrente já estabelecido no mercado, mudança na formulação, melhoramento genético e mudança de equipamento ou processo.
“A análise sensorial é fundamental para analisar as características de um produto com base nos sentidos humanos e fornecer dados confiáveis para a tomada de decisão. No caso dos alimentos do babaçu, fizemos análise físico-química, microbiológica e nutricional e também estudo de vida de prateleira dos produtos. Convidamos os alunos dos cursos do IEMA Gastronomia para degustar e avaliar dos produtos, que foram aprovados em todas as etapas e liberados para comercialização”, observa.
Para o professor Paulo Sousa, da UFC, parceiro para coordenação da avaliação sensorial, a análise tem o objetivo de avaliar a aceitação de potenciais consumidores, além de fornecer uma caracterização qualitativa do produto em relação ao aroma, sabor e textura. “Buscou-se aferir o percentual de aceitação, e também a possibilidade de ajustes do produto antes que o mesmo entre no mercado consumidor”, acrescenta.
Foto: Flavia Bessa
Inovação social contínua
Para multiplicar os conhecimentos gerados no processo de inovação social, as mulheres receberam treinamentos, dialogaram com os parceiros da pesquisa, exercitaram os novos conhecimentos, ajustaram práticas de acordo com seu conhecimento tradicional com formulação de alimentos e treinaram outros grupos de mulheres para a produção dos novos alimentos oriundos da amêndoa do babaçu para promover o empreendedorismo e a autonomia de mais mulheres.
Samara Bontempo, bolsista do projeto, entende que participar das pesquisas com alimentos à base de babaçu em diferentes comunidades agroextrativistas tem sido fundamental para sua formação e a de outros jovens cientistas que valorizam o conhecimento tradicional e o potencial da sociobiodiversidade.
Foto: Flavia Bessa
“Pra mim, fazer parte da equipe de pesquisa amplia a visão dos pontos de vista sociohistórico, geográfico e ambiental. Temos o objetivo de tornar essas organizações autossuficientes, atores dos seus processos de decisão, inovação, sustentabilidade e mercado, mostrando uma nova perspectiva do babaçu como elemento âncora de um sistema alimentar com a identidade cultural do Maranhão”, ressalta.
Transformando vidas pela ressignificação do extrativismo do babaçu
Foto: Flavia Bessa
O Maranhão se destaca pela produção de coco babaçu. São mais de 300 mil maranhenses, conhecidas por quebradeiras de coco, que vivem dessa atividade e, ao longo do tempo, foram colocadas à margem do processo de desenvolvimento. Por isso, o foco da pesquisa vai além do produto e abrange o desenvolvimento das quebradeiras de coco para que possam fortalecer suas organizações e usufruir dos benefícios da ciência, com produtos de preço justo e agregação de valor e renda aos seus negócios.
É unânime entre as quebradeiras de coco que os novos produtos e formulações alimentícias já impactam a qualidade de vida das famílias das comunidades tradicionais. “Nosso esforço está sendo recompensado. Os consumidores veganos estão adorando e os não veganos também. Estamos muito felizes com os resultados do tipo hambúrguer e da farinha da amêndoa. Nas feiras de São Luís, os produtos são sucesso junto aos consumidores”, diz Rosângela Licar, da Coomavi. Maria Domingas, da Comunidade Pedrinhas Clube de Mães, reforça que “o babaçu não é um simples coco, é um trabalho enorme que gera renda, qualidade de vida e cidadania”.
O professor Harvey Villa avalia os resultados colhidos com a pesquisa em parceria com as quebradeiras de coco babaçu. “Mostrar aos alunos que existe um mercado de trabalho com foco no desenvolvimento socioeconômico de uma região abre perspectivas de trabalho e opções laborais. Trabalhar em parceria com as mulheres do babaçu foi muito gratificante. O hambúrguer é muito gostoso, é um hambúrguer espetacular. Nosso objetivo foi cumprido. Elas vendem o produto a um preço bem competitivo e os consumidores estão apreciando bastante. Não sobra nada”, comenta
Westphalen Nunes, representante da Agência GIZ no Brasil, resume os efeitos da valorização da cadeia do babaçu. “Estamos felizes em colaborar para que o babaçu possa explorar suas potencialidades, gerando mais renda e qualidade de vida às quebradeiras, mais opções de produtos de qualidade para o mercado consumidor e mais riqueza com desenvolvimento sustentável para o Maranhão”.
Hambúrguer é premiado
Como reconhecimento pelo desenvolvimento do alimento tipo hambúrguer, a equipe técnica liderada pela pesquisadora Guilhermina Cayres foi uma das finalistas do prêmio Con X Tech Prize: Amazônia, uma competição global que busca inovações científicas e tecnológicas de vanguarda para transformar as atuais economias destrutivas e extrativistas da Amazônia em economias modernas e regenerativas.
Um dos requisitos é que as soluções devem proteger a integridade dos ecossistemas, respeitar os povos indígenas e as comunidades locais, bem como seu conhecimento tradicional, e apoiar a distribuição justa dos benefícios gerados pela comercialização de produtos e serviços florestais.
Foto: Flavia Bessa
Parceiros e recursos
A iniciativa teve a coordenação da Embrapa Maranhão, com financiamento da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) no Brasil e gestão financeira da Rede ILPF, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Embrapa Agroindústria Tropical, Universidade Federal do Ceará (UFC), iniciativa privada, organizações não governamentais e outros agentes das cadeias de valor. Esse projeto está vinculado à parceria da Embrapa com o The Good Food Institute (GFI) e com o Conservation X Labs (CXTP), sob gestão financeira da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).
Faltam poucas horas para um dos maiores eventos culturais de Manaus: o Carnaboi. A festa que encerra o período carnavalesco e inicia a temporada bovina, como uma preparação para o Festival Folclórico de Parintins acontece nos dias 7 e 8 de março no Studio 5 Centro de Convenções, na Zona Sul da capital amazonense. A entrada é gratuita.
O Carnaval Amazônico é um projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica, correalizado pelo Grupo Rede Amazônica, com o apoio da Associação Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Governo do Amazonas e Prefeitura de Parintins.
O projeto visa resgatar a importância histórica das tradicionais bandas e blocos de Carnaval de Manaus, unindo tradição, cultura e entretenimento, levando a Amazônia para o público de toda a Região Norte. Campanhas educativas e socioambientais também fazem parte do projeto.