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Dia do Leitor: entre páginas e telas, hábito de ler resiste

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Dia do Leitor é celebrado em 7 de janeiro. Foto: Reprodução/Freepik

Abrir um livro. Virar a página. Fixar o olhar em palavras, frases e histórias. A leitura resiste as transformações digitais e até pega carona nela para se manter viva. Entre páginas e telas, nesta quarta-feira (7) é celebrado o Dia do Leitor, data que reforça a importância do hábito, seja no livro físico ou no digital.

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Para a professora de teatro em Manaus (AM), Anate Diniz, ler é guardar memória. Um hábito construído desde cedo que hoje atravessa a vida pessoal e profissional.

“A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior”.

Apesar disso, os livros digitais também ganham espaço. Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, a tecnologia ajuda, mas exige dedicação.

“Muita gente diz que lê, às vezes até inventa que leu. Mas ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão. Antes era preciso recorrer ao dicionário pesado, como o Aurélio”, diz.

Dia do leitor, clube do livro amazonas
Clube do Livro ajuda a manter hábito da leitura em dia. Foto: José Lima/Rede Amazônica AM

Leitores mudam de hábito com a tecnologia

Mas nem sempre o acesso se transforma em hábito. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é o principal motivo apontado por quem lê pouco ou deixou de ler.

Mesmo com os desafios, a leitura resiste. Em livrarias do Centro de Manaus, os livros continuam sendo folheados e levados para casa. Além disso, clubes de leitura mantêm o hábito vivo e tornam a experiência coletiva.

Leia também: Hábito de ler: jovens amazônidas contam como hobby se tornou estilo de vida

“Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, afirma Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro.

A produção local também segue ativa. Autores amazonenses continuam publicando obras e ampliando o acesso às histórias.

Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”.

No Dia do Leitor, fica o convite: abrir um livro, virar a página e descobrir novos mundos, como lembra Neiza Teixeira. “Se você quer conhecer o mundo, leia. Kant, por exemplo, nunca saiu da cidade onde nasceu, mas viajou o mundo inteiro por meio da leitura”.

*Por Catiane Moura, da Rede Amazônica AM

MPF solicita ao Ibama e Petrobras informações sobre vazamento na foz do Amazonas

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Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

O Ministério Público Federal (MPF) no Amapá publicou uma nota solicitando informações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Petrobras sobre vazamento de substância ocorrido no último fim de semana na bacia Foz do Amazonas.

Leia também: Estudo da Nature Sustainability aponta riscos na exploração de petróleo na foz do rio Amazonas

Os ofícios foram enviados nesta terça-feira (6), logo após a veiculação das primeiras notícias pela imprensa.

instituto é pensado para estudar foz do amazonas
Imagem: Reprodução/Google Maps

Urgência no parecer sobre a situação na foz

Nos documentos, o MPF requisita que, com urgência, o Ibama e a Petrobras prestem informações sobre o ocorrido e encaminhem ao órgão documentos acerca do assunto. Foi fixado prazo de 48 horas para respostas ao MPF.

A medida foi adotada no âmbito do inquérito civil instaurado em 2018 para apurar a regularidade do licenciamento ambiental do Ibama relativo ao empreendimento da Petrobras.

*Com informações do MPF

Amazonas registra redução da dengue, mas casos de chikungunya crescem 290% em 2025 

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Boletim aponta redução de 41% nos casos de dengue e de 71% nos óbitos em 2025, mas reforça alerta para o período sazonal de maior transmissão no Amazonas. Foto: Divulgação /FVS-RCP

Com redução de 41% nos casos confirmados de dengue e de 71% nos óbitos em 2025, em comparação a 2024, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou no dia 5 de janeiro a atualização do Boletim Epidemiológico de Arboviroses. O documento apresenta o panorama atualizado das principais arboviroses em circulação no estado.

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Apesar da redução expressiva, a dengue permanece como a arbovirose de maior magnitude no Amazonas, com o registro de 4.667 casos confirmados em 2025. O boletim aponta, no entanto, ampliação da dispersão territorial da doença, com casos confirmados em 28 municípios, especialmente nas regionais de saúde do Rio Juruá e do Alto Solimões.

O monitoramento laboratorial identificou predominância do sorotipo DENV1, além da circulação pontual de outros sorotipos, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e acompanhamento permanente do cenário epidemiológico.

Ao avaliar os dados, a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que os resultados refletem o esforço conjunto das equipes de saúde e dos municípios, mas exigem atenção constante.

“Mesmo com a diminuição observada em 2025, é fundamental manter o monitoramento, fortalecer o controle do mosquito, ampliar a vacinação e engajar a população para evitar novos casos graves da doença”, afirma.

O diretor de Vigilância Epidemiológica da FVS-RCP, Alexsandro Melo, ressalta a vacinação como estratégia complementar essencial no controle da dengue. “Em 2025, foram distribuídas mais de 90 mil doses da vacina contra a dengue no Amazonas, com cerca de 130 mil doses aplicadas ao longo do ano, principalmente entre crianças e adolescentes. A ampliação da cobertura vacinal, aliada às ações de controle vetorial e à vigilância epidemiológica, contribui diretamente para a redução dos casos e da gravidade da doença no estado”, avalia.

Leia também: Dengue, Zika e Chikungunya: como identificar e se prevenir das doenças que aumentam no período chuvoso na Amazônia

Amazonas registra redução da dengue, mas casos de chikungunya crescem 290% em 2025 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Chikungunya apresenta crescimento expressivo no Amazonas

Em relação à chikungunya, o boletim evidencia aumento expressivo no número de casos confirmados em 2025, com 156 registros distribuídos em 26 municípios do Amazonas, principalmente no interior do estado, o que representa crescimento de aproximadamente 290% em comparação a 2024, quando foram confirmados 40 casos.

E os casos de Zika apresentaram comportamento inverso, com redução de cerca de 68%, passando de 77 casos confirmados em 2024 para 25 em 2025, mantendo-se em níveis baixos e concentrados em poucos municípios.

No mesmo período, não houve registro de casos confirmados de febre do Oropouche em 2025, após 3.181 casos registrados em 2024, enquanto a febre do Mayaro apresentou redução superior a 50%, caindo de 122 casos confirmados em 2024 para 60 em 2025, com ocorrência pontual no estado.

Mais informações e a íntegra da análise epidemiológica podem ser consultadas no Panorama Epidemiológico das Arboviroses no Amazonas – Ano 2025.

*Com informações da FVS-RCP

Rios Negro e Solimões apresentam estabilidade em Manaus e Manacapuru 

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Níveis dos rios são monitorados pelo SGB. Foto: William Duarte/Rede Amazônica AM

Os rios Negro e Solimões apresentaram estabilidade dos níveis em Manaus e Manacapuru, no Amazonas, na última semana, segundo o 1º Boletim Hidrológico da Bacia do Amazonas de 2026, divulgado no dia 6 de janeiro pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O comportamento é influenciado, principalmente, pelas condições de chuva registradas nas últimas semanas.

O Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas é divulgado às terças-feiras na plataforma do Sistema de Alerta Hidrológico.

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Na bacia do rio Negro, apesar da desaceleração no ritmo de subida, os níveis permanecem dentro da faixa de normalidade para o período. Atualmente, o nível do rio Negro em Manaus é de 21,96 metros, conforme registrado na estação de Ponta do Ismael.

“O que se observou em Manaus foi apenas o reflexo de um movimento de recessão pontual ocorrido no Alto Solimões a partir da segunda semana de dezembro. Na maior parte das estações, os níveis estão dentro do esperado para o período”, explica o pesquisador Andre Martinelli, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus (SUREG-MA).

Encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Foto: David Rego Jr.
Encontro das águas dos rios Negro e Solimões. Foto: David Rego Jr.

Na bacia do rio Solimões, os últimos 30 dias foram marcados por uma descida acumulada de cerca de 3,20 m em Tabatinga. Antes, os níveis estavam acima do esperado para o período e, com a descida, os valores estão próximos ao limite inferior da faixa de normalidade. A cota observada no município é de 6,66 m. Em Manacapuru (AM), o nível está em 13,24 m e já é observada a estabilidade dos níveis.

De acordo com os prognósticos meteorológicos, há previsão de chuvas com anomalia positiva no Alto Solimões nas próximas duas semanas. Esse cenário tende a favorecer a retomada do processo de enchente dos rios, típico desta época do ano.

Na bacia do rio Branco, o rio segue em processo de vazante, com redução no ritmo das descidas diárias nos municípios de Boa Vista (RR) e Caracaraí (RR). As estações de monitoramento indicam níveis dentro do esperado para o período. No entanto, os prognósticos apontam chuvas abaixo da média na região para as próximas semanas, o que exige atenção. Em Boa Vista, o nível atual do rio Branco é de 1,30 m e em Caracaraí de 2,06 m.

Na bacia do rio Purus, o rio Acre, em Rio Branco (AC), está com níveis elevados e permanece acima da faixa de normalidade, com cota de 10,77 m. Em Beruri (AM), o comportamento do rio está associado à influência do rio Solimões, mantendo níveis compatíveis com o período. A cota registrada no município é de 14,58 m.

Na bacia do rio Madeira, o rio segue em processo de enchente, com elevações médias diárias de aproximadamente 25 cm em Humaitá (AM) e 18 centímetros em Porto Velho (RO). Os níveis são considerados elevados para a época. Em Porto Velho, a cota atual é de 12,5 m e, em Humaitá, de 19,79 m.

Os dados do SGB indicam ainda estabilidade dos níveis ao longo do rio Amazonas, em resposta direta ao comportamento observado no rio Solimões, com valores próximos às médias históricas. As cotas observadas são: 8,59 m em Itacoatiara (AM); 3,78 m em Parintins (AM); 3,88 em Óbidos (PA); e 3,61 m em Almeirim (PA).

Leia também: Seca fora de época: rios secos prejudicam transporte em municípios do Amazonas

Monitoramento dos rios

O monitoramento dos rios é feito a partir de estações, que fazem parte da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). O SGB opera cerca de 80% das estações e gera informações que apoiam os sistemas de prevenção de desastres, a gestão dos recursos hídricos e pesquisas.  As informações estão disponíveis na plataforma SACE e são atualizadas diariamente. 

*Com informações do SGB

Entremet de açaí e cupuaçu: aprenda a fazer essa sobremesa que une sabores amazônicos 

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Entremet de açaí e cupuaçu. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

De origem francesa, o “entremet” é um doce que tem ficado cada vez mais popular no Brasil e, também, na Amazônia. É basicamente uma mousse com camadas internas de recheios, uma base de bolo e geralmente finalizada com uma glaçagem brilhante e bem espelhada.

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A sobremesa, apesar de ter nascido na Europa, ganha versões quando encontra outras culturas e, na Amazônia, sabores de frutas regionais tem sido incorporados ao doce por chefs da região. Aprenda a receita ensinada pelo padeiro artesanal no Acre, Ricardo Nery:

Entremet de açaí e cupuaçu

Ingredientes:

Recheio de cupuaçu

  • 200g de polpa de cupuaçu
  • 70 ml de água
  • 30g de açúcar
  • 250g de chocolate branco

Ganache de açaí

  • 250g de polpa de Açaí
  • 500g de creme de leite fresco
  • 250g de chocolate branco

Modo de preparo

Primeiramente, reduza a acidez do cupuaçu com água e açúcar. Depois, aplique o cupuaçu reduzido em um recipiente com o chocolate (pode ser o de sua preferência) e adicione metade do creme de leite. Em seguida, misture com processador ou liquidificador. E o recheio do entremet está pronto.

Depois, coloque em uma forma de silicone o recheio de cupuaçu, por 8h/12h, dentro do congelador ou freezer.

Para fazer a base do entremet, reduza a acidez do açaí, aplique metade do creme de leite fresco e misture até ferver. Após esse procedimento, acrescente o chocolate na panela. Misture, coloque o restante do creme de leite fresco e espere esfriar um pouco.

Coloque em um recipiente e guarde no congelador, por um período de 12h. É preciso deixar bem gelado para endurecer o creme de leite.

entremet
Entremet congelado. Foto: Reprodução / Rede Amazônica Acre

Hora de montar o entremet: bata a base de açaí congelada em uma batedeira e espere a massa ficar um pouco mais densa. Pegue uma forma de silicone ou um pote de preferência. Coloque até a metade para depois aplicar o recheio de cupuaçu e em seguida complete com o resto.

Finalização:

Tire da forma de silicone e, em seguida, espete o doce em um palito e enrole o doce em uma ganache de sua preferência.

Amazonas registra menor número de focos de calor em 23 anos de monitoramento

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Ao longo do ano, o Amazonas contabilizou 4.545 focos, entre janeiro e dezembro. Foto: Nilmar Lage/Greenpeace

Em 2025, o Amazonas registrou o menor número anual de focos de calor desde o início da série histórica do atual sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Ao longo do ano, o estado contabilizou 4.545 focos, entre janeiro e dezembro.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) monitoram e analisam os dados diariamente para orientar políticas ambientais e ações de combate em campo.

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Pela primeira vez em 23 anos de acompanhamento contínuo, iniciado em 2002, o total anual ficou abaixo de 5 mil registros, estabelecendo um recorde histórico de redução das queimadas no estado. O resultado também reflete a ampliação da presença permanente do Corpo de Bombeiros em áreas críticas.

Para o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, a redução expressiva resulta da combinação entre fatores climáticos e investimentos em estrutura, tecnologia e integração entre órgãos estaduais. Segundo ele, o apoio do Fundo Amazônia e de parceiros internacionais, como o KfW, foi decisivo para fortalecer a capacidade operacional do estado.

“Ampliamos a presença do Corpo de Bombeiros em mais de 90% dos municípios críticos. Essa atuação integrada tem permitido respostas rápidas, prevenção ao desmatamento ilegal e colocou o Amazonas entre os estados com menor participação nos focos de calor da Amazônia”, destacou o secretário.

Os dados mostram que os registros de 2025 representam uma redução de 82,18% em relação a 2024, quando o estado contabilizou 25.499 focos — a maior queda desde o início da série histórica.

Para o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o resultado reforça a importância do monitoramento contínuo e do uso de informação técnica na tomada de decisões.

“O acompanhamento diário dos dados do Inpe, aliado à análise das áreas mais suscetíveis e ao direcionamento das ações de fiscalização preventiva, permitiu reduzir ocorrências e evitar a formação de novos focos em regiões sensíveis. O trabalho integrado das instituições envolvidas tem sido fundamental para consolidar esse resultado”, afirmou.

Leia também: Governo do Amazonas registra em novembro o menor número de focos de calor desde 2021

calor em manaus, amazonas
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Com esse desempenho, o Amazonas ocupou a 5ª posição no ranking de focos de calor entre os estados da Amazônia Legal, respondendo por apenas 6% do total registrado na região.

Do total de ocorrências em 2025:

  • 704 focos (15,49%) ocorreram em áreas de gestão direta do estado;
  • 2.788 focos (61,34%), em áreas federais;
  • 1.053 focos (23,17%), em vazios cartográficos.

Avanços no Amazonas

Em 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) dobrou o número de municípios com presença da corporação, passando de 11 para 22 cidades.

Os novos municípios receberam viaturas Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 10 mil litros de água, além de equipamentos e efetivo militar, por meio dos Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), implantados em parceria com as prefeituras.

“A presença do Corpo de Bombeiros com estruturas novas, com Bombeiros Militares, em um trabalho coordenado com as prefeituras, dá ao poder público uma capacidade de resposta muito expressiva, o que resulta na redução dos números”, concluiu o comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz.

*Com informações da Rede Amazônica AM

Bosque da Ciência abre programação de 2026 com exposição fotográfica sobre a Amazônia

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“Amazônia a Olhos Vistos” apresenta registros de pesquisadores e fotógrafos sobre impactos ambientais e iniciativas de conservação. Banner: Kaylane Golvin/Ascom Inpa – Foto: Igor Souza/Ascom Inpa

Após integrar um intenso circuito de visitações durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro, em Belém (PA), a exposição fotográfica ‘Amazônia a Olhos Vistos’ chega a Manaus (AM) no dia 9 de janeiro, no Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Leia também: Exposição fotográfica do libanês Jacques Menassa “mostra a alma do amazônida” no Museu da Cidade de Manaus

A mostra propõe uma reflexão sobre as crescentes ameaças à Amazônia e as soluções voltadas à proteção desse importante bioma.

Desenvolvida pela Rede Bioamazonia – que reúne os principais institutos de pesquisa e inovação em Biodiversidade da Pan-Amazônia, a exposição reúne 20 imagens captadas por fotógrafos membros da Rede, com curadoria de João Valsecchi do Amaral e Miguel Monteiro, do Instituto Mamirauá.

As fotografias retratam os impactos das mudanças climáticas e das atividades humanas sobre os ecossistemas, a biodiversidade e as comunidades tradicionais da região amazônica.

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amazonia
Imagem mostra uma floresta morta de igapó no rio Uatumã, em decorrência da barragem de Balbina, no Amazonas. Foto: Igor Souza- Ascom Inpa.

Para o diretor do Inpa, professor Henrique Pereira, a exposição vai além do aspecto visual e cumpre um papel fundamental de sensibilização científica.

“Esta exposição convida o público a sentir a Amazônia com os olhos e com a consciência, compreendendo que as ameaças à biodiversidade são reais, mas que a ciência oferece caminhos concretos para proteger o futuro da floresta”, destacou Pereira, que é vice-diretor da Rede Bioamazonia.

Entre os registros expostos está uma imagem do pesquisador Jochen Schöngart, do Grupo de Pesquisa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (GP Maua), que mostra uma floresta morta de igapó no rio Uatumã, em decorrência da barragem de Balbina, no Amazonas. Outra fotografia é de autoria do jornalista Lucas Batista, ex-integrante da Assessoria de Comunicação do Inpa (Ascom/Inpa), e apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Instituto.

A imagem apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Instituto. Foto: Igor Souza- Ascom Inpa.

A mostra foi concebida especialmente para a COP30 e apresentada inicialmente ao público no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde registrou visitação expressiva nas duas semanas da programação paralela da Conferência do Clima. No Bosque, a mostra será instalada na Ilha da Tanimbuca e a expectativa é que fique disponível ao público durante um ano.

De acordo com o chefe do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, a exposição marca a primeira programação de 2026 no espaço científico-cultural do Inpa, que registrou recorde de visitantes em 2025. “Por ser janeiro um mês de férias, preparamos uma programação especial para esse período. Iniciamos com esta exposição, que é um trabalho extremamente bonito e significativo, e que convida o público a refletir sobre as crescentes ameaças que a região amazônica vem sofrendo”, afirmou.

O Bosque da Ciência  funciona de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência permitida até às 17h. As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio pelo link disponível AQUI.

Rede Bioamazonia

A Rede Bioamazonia é um instrumento regional com a missão de fortalecer a cooperação transfronteiriça, integrar capacidades de pesquisa e inovação em biodiversidade e estimular a bioeconomia amazônica como alternativa ao modelo extrativista convencional.

Criada em 2024, a iniciativa surgiu diante de um contexto global marcado por múltiplas crises e mudanças aceleradas que vêm alterando drasticamente as condições de vida no planeta, em especial na Amazônia.

São institutos membros da Rede Bioamazonia:

  • Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander Von Humboldt (Humboldt) – Colômbia
  • Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI) – Colômbia
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (Instituto Mamiraruá) – Brasil
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – Brasil
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Brasil
  • Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) – Peru
  • Instituto Nacional de Biodiversidade (InaBio) – Equador
  • Instituto de Ecologia da Universidade Mayor de San Andrés (IE/UMSA) – Bolívia

*Com informações do INPA

Prefeitura inicia serviço de manutenção em mais de 80 escolas de Boa Vista

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Os trabalhos são coordenados pela SMEC, com base em levantamento técnico das equipes de engenharia e manutenção em cada escola. Foto: Diane Sampaio/PMBV

A Prefeitura de Boa Vista deu início ao serviço de manutenção em mais de 80 unidades da Rede Municipal de Ensino, contemplando escolas das áreas urbana, do campo e indígenas. As ações são executadas durante o período de férias escolares e seguem até o dia 30 de janeiro de 2026.

A primeira unidade a receber os serviços foi a Escola Municipal Maria de Fátima Faria Andrade, localizada no bairro Centenário. O objetivo é garantir que todas as escolas estejam em condições estruturais adequadas para receber alunos, professores e equipes pedagógicas no início do ano letivo de 2026, previsto para o dia 2 de fevereiro.

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Prefeitura inicia serviço de manutenção em mais de 80 escolas de Boa Vista

O secretário municipal de Educação e Cultura, Lincoln Oliveira, acompanha de perto os serviços de manutenção nas escolas de Boa Vista. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Planejamento técnico garante intervenções adequadas em cada unidade escolar

Os trabalhos são coordenados pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), a partir de um levantamento técnico feito pelas equipes de engenharia e manutenção, que identificaram as necessidades específicas de cada unidade escolar.

“Nas escolas do campo e indígenas, as intervenções respeitam as particularidades de cada comunidade, assegurando funcionalidade, segurança e conforto. As demais unidades da rede municipal passarão pelos serviços de manutenção ao longo do ano de 2026, reforçando o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com a valorização da educação, a melhoria contínua da infraestrutura escolar e a oferta de ambientes adequados para o processo de ensino e aprendizagem”, disse o secretário municipal de Educação e Cultura, Lincoln Oliveira.

As ações são executadas durante o período de férias escolares e seguem até o dia 30 de janeiro de 2026. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Leia também: Drones de última geração reforçam segurança pública em Boa Vista

Adequações, acessibilidade e melhorias nos ambientes educacionais

Os serviços incluem manutenção e troca de telhados e coberturas, reformas e adequações em banheiros, reparos e modernização das instalações elétricas, além de reformas e ampliações de copas e refeitórios.

Também estão previstas a substituição de forros, portas, janelas e revestimentos, pintura interna e externa, impermeabilização de calhas e lajes, correções estruturais, melhorias no sistema de drenagem, manutenção de containers e áreas comuns, além de adequações em unidades de educação inclusiva e especializada.

Ministério da Saúde envia equipe para monitorar o cenário sanitário na fronteira com a Venezuela

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Foto: Caique Rodrigues/Acervo Rede Amazônica RR

Após o ataque à Venezuela ocorrido no sábado (3/01), o Ministério da Saúde enviou equipe da Força Nacional do SUS (FNSUS) para avaliar as estruturas de saúde, profissionais, vacinas e outros insumos em Roraima, estado que faz fronteira com o país.

Leia também: Entenda como fica a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e prisão de presidente e primeira dama

A pasta também estrutura plano de contingência para resposta do SUS ao possível agravamento da crise internacional e avanço da demanda de migrantes na região fronteiriça. Até o momento, o fluxo migratório segue o mesmo na região.

“Nossa equipe do Ministério da Saúde e membros da Força Nacional, que possuem vasta experiência em situações de tragédia, já estão presentes na região identificando, se necessário, estruturas hospitalares e avaliando a possibilidade de ampliação. Se preciso, montaremos hospitais de campanha ou expandiremos as estruturas existentes para reduzir os impactos no sistema público brasileiro”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Desde o início das operações militares no entorno do país vizinho, o MS mobilizou equipes da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS), FNSUS e de Saúde Indígena para reduzir, ao máximo, os impactos no SUS brasileiro.

O Ministério também está à disposição da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) para o caso de ajuda humanitária. “Estamos nos preparando para apoiar, se necessário, com medicamentos e insumos para diálise, visto que o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, foi destruído pelo ataque”, reforçou Padilha.

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Centro comercial de Pacaraima. Ações de saúde são realizadas na cidade roraimense.
Centro comercial de Pacaraima. Foto: Nalu Cardoso/Rede Amazônica RR

Fortalecimento da saúde com a Operação Acolhida

A Operação Acolhida foi totalmente assumida pelo MS em 2025, após os Estados Unidos suspenderem o financiamento das agências internacionais que apoiavam a estratégia humanitária. Desde julho, com a implantação do Projeto Saúde nas Fronteiras, em parceria com a AgSUS, o ministério mantém 40 profissionais permanentes que fazem o acompanhamento e o acolhimento dos migrantes nos abrigos em Pacaraima e Boa Vista. Até dezembro, foram investidos cerca de R$ 900 mil em equipes e insumos.

O projeto conta com equipes multiprofissionais, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, nutricionista, psicólogo, assistente social e mediador intercultural para atuação em espaços de alojamento e ocupações espontâneas. Além disso, inclui equipe de técnicos de enfermagem, auxiliares administrativos e mediadores interculturais, com foco nas demandas de imunização.

De setembro a novembro de 2025, foram realizados mais de 5 mil atendimentos, sendo 2 mil na capital Boa Vista e 3 mil em Pacaraima. Em 2024 e 2025, foram aplicadas cerca de 500 mil doses de vacina na Operação Acolhida. Em um cenário de emergência, o Ministério da Saúde está pronto para triplicar a capacidade de atendimentos no SUS, saltando de três para nove equipes itinerantes do Saúde nas Fronteiras. 

O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional ao garantir assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional. Para imigrantes em cidades de fronteira, esse direito é assegurado, independentemente do status migratório ou nacionalidade.

*Com informações do Ministério da Saúde

Portal Amazônia reúne datas importantes para a região no calendário 2026; baixe o pdf

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Você sabe qual é o Dia da Onça? Ou que Rondônia celebra dois aniversários anualmente? Pensando em datas que são importantes para a região amazônica, o Portal Amazônia preparou um calendário especial de 2026 com destaque para essas celebrações.

O arquivo em PDF pode ser baixado e impresso:

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