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Mato Grosso, Amazonas e Pará lideram extração ilegal de madeira em UCs na Amazônia

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Foto: Reprodução/Imazon

De agosto de 2023 a julho de 2024, a exploração ilegal de madeira na Amazônia brasileira aumentou 184% em Unidades de Conservação (UCs). No período analisado, foram explorados 8,1 mil hectares nessa categoria fundiária, contra 2,8 mil no período anterior. A informação consta em um estudo divulgado em dezembro de 2025 pela rede Simex, composta pelo ICV, Imaflora e Imazon.

Ao todo, foram extraídos 327,6 mil hectares de florestas nativas para fins madeireiros no bioma, o que representa uma redução de 10,5% em comparação com o total identificado no estudo anterior. Desse número, 69% (225,1 mil ha) foram explorados de forma legal, com autorização emitida pelos órgãos competentes, enquanto 31% (102,5 mil ha) ocorreram de forma não autorizada.

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Além do aumento da extração ilegal em UCs, houve também o aumento da exploração em Terras Indígenas (TIs) e assentamentos rurais. Em TIs, a extração de madeira chegou a 25,2 mil hectares, o que corresponde a um aumento de 24%. Já em assentamentos rurais, o número é de 6,7 mil hectares, 66% superior ao explorado no período anterior.

Do total explorado de forma não autorizada, os imóveis rurais privados respondem por 53%. Foram 54,4 mil hectares de floresta com exploração  nessa categoria durante o período analisado. Em comparação com o período anterior, contudo, o número representa uma redução de 39%.

As áreas de exploração madeireira foram identificadas e mapeadas por meio de imagens de satélite e contrapostas às autorizações de exploração emitidas pelos órgãos ambientais. O Simex é o principal indicador da atividade madeireira legal e ilegal na região amazônica. Os índices reúnem informações de sete estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima).

Leia também: Saiba quantas Unidades de Conservação possuem cada Estado da Amazônia

Conforme destacou Leonardo Sobral, diretor de Florestas e Restauração do Imaflora, em 2024 foi observada uma tendência de estabilidade da área total explorada, mas a persistência de exploração não autorizada em áreas críticas reforça a necessidade de políticas continuadas de governança, transparência e comando e controle.

“A consolidação dos dados do Simex para a Amazônia mostra que o avanço do monitoramento da exploração madeireira tem produzido um retrato mais preciso da atividade na região, permitindo separar o que é manejo sustentável do que ainda ocorre à margem da legalidade”, explicou o diretor do Imaflora.

A pesquisadora Camila Damasceno, do Imazon, destacou que apesar da redução da extração ilegal ser positiva, a redução da extração legal acende um alerta, pois pode indicar um enfraquecimento da gestão florestal, o que gera um mercado desleal para quem segue as práticas do manejo florestal.

“Por isso, compreender esses movimentos é essencial para orientar políticas públicas que fortaleçam o manejo florestal sustentável e ampliem a proteção da floresta. Os números do Simex ajudam a identificar os pólos de maior pressão sobre a floresta e evidenciam onde é prioritário avançar na gestão, na fiscalização e no apoio à produção legal”, disse.

Foto: Reprodução/Imazon

Ranking

Mato Grosso é o estado com mais área florestal explorada para fins madeireiros na Amazônia brasileira, com 190 mil hectares extraídos, o que corresponde a 58% do total. Em seguida, aparece o Amazonas, com 46,1 mil hectares (15%) e o Pará, com 43 mil hectares (13%).

No ranking dos dez municípios com mais exploração ilegal no período, 6 estão localizados em Mato Grosso, sendo o primeiro Aripuanã, com 12,7 mil hectares explorados ilegalmente. Em seguida, aparecem Colniza (3º), Nova Ubiratã (4º), Paranatinga (6º), Marcelândia (7º) e Juína (9º).

Também compõem a lista Lábrea/AM (2º), Paragominas/PA (5º), Porto Velho/RO (8º) e Dom Eliseu/PA (10º). Juntos, esses dez municípios concentram 51% de toda a exploração madeireira ilegal mapeada na Amazônia brasileira no período analisado.

Para Vinicius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, Mato Grosso lidera o ranking dos estados com mais exploração madeireira na Amazônia por uma série de fatores, entre eles o relevante papel econômico do seu setor de base florestal, a localização e o histórico de ocupação das áreas florestais, mas também a persistência da exploração não autorizada, que se beneficia especialmente da fragilidade em áreas protegidas.

“Os caminhos para coibir a exploração madeireira ilegal e buscar sua erradicação na Amazônia devem envolver uma combinação de fortalecimento da fiscalização, aprimoramento da rastreabilidade e da transparência, e incentivo à legalidade e ao manejo florestal sustentável”, explicou.

“A fiscalização precisa ser mais focada, ágil e punitiva para desmantelar as cadeias de ilegalidade. Com isso, concentrar o esforço de fiscalização, inclusive com operações conjuntas, nos municípios com maior incidência de ilegalidade, que historicamente concentram a maior parte do problema”.

Leia também: Pesquisa para conter desmatamento ilegal na Amazônia é destaque na revista Nature Sustainability

A ilegalidade avança sobre áreas protegidas

O mapeamento de 2024 traz um sinal de alerta: a exploração madeireira sem autorização cresceu justamente onde a floresta deveria estar mais blindada – Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs). Ao todo, foram 33.454 hectares explorados ilegalmente nessas duas categorias, uma alta de 44% em relação a 2023 (23.120 ha). Na prática, isso significa que cerca de um terço de toda a área explorada sem autorização no período analisado ocorreu dentro de áreas protegidas.

A maior fatia da ilegalidade recaiu sobre as Terras Indígenas, com 25.278 hectares – 25% de toda a exploração ilegal mapeada. As Unidades de Conservação responderam por 8.177 hectares, o equivalente a 8% do total identificado.

Para Júlia Niero, analista técnica do Imaflora, o dado expõe um problema estrutural: “Quando a exploração ilegal cresce dentro de Terras Indígenas e Unidades de Conservação, isso indica fragilidade nos mecanismos de comando e controle e uma resposta insuficiente diante de um problema que se repete há anos”.

Ela ressaltou que os impactos vão além da retirada de árvores: “A exploração madeireira ilegal abre caminho para degradação do habitat, perda de biodiversidade e aumento do risco de incêndios – pressionando áreas estratégicas para o clima e para a proteção dos modos de vida de povos indígenas e comunidades tradicionais”.

Extração legal de madeira cresce, mas atividade ilegal ainda é responsável por quase metade do total da atividade — Foto: Divulgação/Imazon
Foto: Divulgação/Imazon

O padrão geográfico repete o mapa de pressão já observado em 2023, com maior impacto no sul do Amazonas, norte de Rondônia e noroeste do Mato Grosso – regiões historicamente marcadas por degradação e desmatamento.

Entre as Terras Indígenas, a TI Aripuanã (MT) aparece como o principal foco em 2024, com 8.601 hectares afetados. Na sequência, estão o Parque Indígena do Xingu (MT) (4.770 ha), a TI Kaxarari (AM/RO) (2.885 ha) e a TI Amanayé (PA) (2.026 ha). Somadas, essas quatro áreas concentram 54% de toda a exploração ilegal registrada em áreas protegidas.

Já nas Unidades de Conservação, a Reserva Extrativista Guariba/Roosevelt (MT) lidera como a mais impactada — e chama atenção por não ter figurado entre as mais afetadas no levantamento anterior. Para Júlia, o dado é um recado direto: “O avanço em uma UC que não estava no topo da pressão mostra que a ilegalidade é dinâmica e pode ‘migrar’ rapidamente. Nenhuma área protegida está fora de risco quando há falhas de fiscalização e impunidade no entorno”.

Clique aqui para ver o boletim da exploração madeireira na Amazônia (2023-2024).

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Amapá é líder no ranking de patentes em relação ao PIB na Região Norte

Foto: Maksuel Martins/GEA

O Estado do Amapá conquistou destaque no cenário da inovação ao liderar o ranking de patentes em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) na Região Norte e alcançar a 9ª posição no ranking nacional.

Um dos indicadores do pilar de inovação do Ranking de Competitividade dos Estados é o de patentes. Esse indicador utiliza dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da consultoria Tendências, avaliando o total de concessões de patentes (“Patente de Invenção”, “Modelo de Utilidade” e “Certificado de Adição”) em relação ao PIB.

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O diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá (Fapeap), Gutemberg Silva, destacou que o governador Clécio Luís tem sido o principal incentivador dos registros de patentes no Estado, por meio da Fapeap, que fomenta programas de pós-graduação e investimentos em startups.

“A Fapeap impulsiona tanto pesquisas aplicadas quanto iniciativas de base tecnológica, com destaque para os programas Centelha, que transforma ideias em negócios, e Tecnova, que auxilia empresas a escalar e alcançar mercados internacionais, ambos em parceria com o governo federal”, pontuou o diretor-presidente.

Segundo Gutemberg Silva, o desempenho positivo do estado em relação a outras unidades federativas se explica por três fatores principais.

  • A vontade política do governador em priorizar ciência e tecnologia;
  • Incentivo a eventos tecnológicos, como o Startup 20;
  • O protagonismo de instituições como o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) na geração de conhecimento e registro de patentes.
Investimentos do Governo do Amapá em ciência, tecnologia e inovação colocam o estado entre os dez primeiros do país em número de patentes em relação ao PIB
Foto: Maksuel Martins/GEA

Leia também: Batedeira de açaí que funciona a partir da geração de energia solar recebe primeira patente do Amapá

Setores que contribuem para volume de patentes no Amapá

No estado, os setores que mais contribuem para o número de patentes são: bioeconomia (fármacos e produtos da floresta em pé), sustentabilidade e tecnologia da informação.

A bioeconomia e a tecnologia da informação também são os principais focos das empresas de base tecnológica, com destaque para a Universidade Federal do Amapá (Unifap), o Iepa e startups como Bioprotein e Proesc, respectivamente.

O desempenho alcançado projeta o Amapá em um cenário promissor, indicando que os investimentos em conhecimento, tecnologia e criatividade permanecem como pilares estratégicos da gestão para o desenvolvimento econômico e social do estado nos próximos anos.

*Com informações da Agência Amapá

Acre tem redução de 75% nos focos de queimadas em 2025

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Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

O Acre encerrou 2025 com um dos melhores desempenhos de sua história no enfrentamento às queimadas ilegais. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), validados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma) da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), apontam uma redução expressiva de 75% nos focos de calor em comparação a 2024.

Ao longo de 2025, foram registrados 2.184 focos de calor, o menor quantitativo desde o início da série histórica, em 2001. O resultado consolida o Acre como referência regional no controle das queimadas e no enfrentamento aos crimes ambientais, refletindo a efetividade das políticas públicas adotadas pelo governo do Estado.

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O desempenho é fruto de uma estratégia integrada, que ao longo de todo o ano intensificou ações preventivas e de fiscalização, aliando tecnologia, planejamento e cooperação entre diferentes órgãos e esferas de governo. A atuação coordenada do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc) foi determinante para antecipar riscos, monitorar áreas sensíveis e garantir respostas rápidas às ocorrências.

Além do combate direto às queimadas, o Estado manteve ações permanentes de enfrentamento ao desmatamento ilegal e de prevenção aos impactos da estiagem, reduzindo significativamente os riscos de incêndios florestais, danos ambientais e problemas associados ao desabastecimento hídrico.

Medidas de mitigação e resposta aos efeitos das mudanças climáticas também integraram a estratégia estadual, reforçando o compromisso do Acre com a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável.

“O Acre encerrou 2025 com um resultado histórico no enfrentamento às queimadas e aos ilícitos ambientais. Registramos uma redução expressiva de 75% nos focos de calor, um dado que demonstra que o trabalho sério, planejado e integrado dá resultados concretos. Esse avanço é fruto do trabalho do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle e foi fundamental para antecipar riscos, agir com rapidez e reduzir os impactos da estiagem, protegendo nossas florestas e nossa população”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho.

Leia também: Queimadas podem reduzir expectativa de vida em até 2 anos no Acre, aponta pesquisa

queda queimadas acre
Foto: Uêslei Araújo/Sema AC

Ações de destaque no enfrentamento aos ilícitos ambientais em 2025

Entre as principais iniciativas de 2025 está a Operação Contenção Verde, lançada em fevereiro, que atua de forma contínua no combate aos ilícitos ambientais, com foco nos municípios mais vulneráveis.

  • Coordenada pela Casa Civil, a operação reuniu as equipes:
  • da Sema,
  • do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac),
  • da Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA),
  • da Defesa Civil Estadual,
  • da Polícia Civil (PCAC),
  • do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC),
  • do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer),
  • do Programa REM Acre Fase 2,
  • além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Outra frente importante foi a Operação Fogo Controlado, que contou com investimento de R$ 5,6 milhões e mobilizou uma força-tarefa interinstitucional durante o verão amazônico, período mais crítico para a ocorrência de incêndios.

O fortalecimento do enfrentamento aos ilícitos ambientais também contou com o Programa Brigadistas Comunitários. Em parceria com o Corpo de Bombeiros, 48 moradores de unidades de conservação foram capacitados para atuar no combate aos incêndios florestais e em ações educativas junto às comunidades, promovendo o uso responsável do fogo e a proteção da vegetação nativa.

As ações desenvolvidas ao longo de 2025 estiveram integralmente alinhadas ao Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Estado do Acre (PPCDQ-AC), que prevê a redução de 10% ao ano nas taxas de desmatamento, com a meta de alcançar uma queda acumulada de 50% até 2027.

Como resultado desse esforço, o Acre registrou em 2025 uma redução de 27,62% do desmatamento, desempenho que supera as metas previstas para os anos de 2023, 2024 e 2025, antecipando avanços em relação aos objetivos estabelecidos no plano para 2027.

*Com informações da Agência Acre

Porto de Santana registra crescimento de 13,5% na movimentação de cargas em 2025

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Movimentação de cargas no Porto de Santana cresce 13,5% em 2025. Foto: Divulgação/CDSA

O Porto de Santana, no Amapá, encerrou 2025 com um desempenho acima do esperado. De acordo com dados da Companhia Docas de Santana (CDSA), foram movimentadas 3.585.868 toneladas de cargas, um crescimento de 13,5% em relação a 2024.

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O resultado consolida o porto como peça importante na logística da região Norte e reforça sua posição dentro do Arco Norte, corredor de exportação que vem ganhando cada vez mais relevância no escoamento da produção agrícola brasileira.

Grãos lideram movimentação

Entre os produtos movimentados, a soja manteve a liderança, representando 62,5% do total, seguida pelo milho, que respondeu por 31,7% das cargas operadas no período. Os números evidenciam o papel fundamental do Porto de Santana no escoamento da produção agrícola, especialmente dos grãos destinados ao mercado nacional e internacional.

Leia também: Saiba onde fica o maior porto flutuante do mundo

Porto de Santana
Porto De Santana. Foto: Reprodução/ Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Operações em alta

Ao longo de 2025, o Porto de Santana recebeu 68 navios, demonstrando eficiência operacional e capacidade de atender à crescente demanda do setor portuário. O desempenho positivo reflete investimentos contínuos, melhorias nos processos e fortalecimento da infraestrutura portuária.

Expectativa para 2026

Para este ano, a expectativa é de crescimento impulsionado pela entrada de novos produtos na pauta de exportações. O presidente da CDSA, Edival Tork, destacou que há sinalização de empresas mineradoras para iniciar operações de embarque de minério.

Leia também: Porto Chibatão: complexo portuário amazonense é considerado um dos maiores portos privados da América Latina

Porto de Santana é o principal meio de escoamento de grãos do Amapá. Foto: Reprodução/ Agência Amapá

“Eu considero que em 2026 teremos uma movimentação considerável de minério. A gente tem visto a sinalização de algumas empresas mineradoras, com esse planejamento. Dessa forma, acredito que teremos um número expressivo no que se refere à movimentação de minério”, afirmou.

Leia também: Nova rota marítima que conecta Amapá à China fortalece economia regional

Importância estratégica

O resultado indica que o Porto de Santana é hoje um dos principais corredores logísticos da região Norte, contribuindo para a competitividade do agronegócio, além de gerar emprego e renda. A expectativa é de que o crescimento se mantenha nos próximos anos, acompanhando a expansão da produção e das exportações brasileiras.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AM

Estudo mostra que Manaus enfrenta desafios de infraestrutura para avançar na bioeconomia

Capital do Amazonas, Manaus. Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Um relatório elaborado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revela que Manaus (AM), precisa superar desafios históricos para se consolidar como polo da bioeconomia e da inovação sustentável na Amazônia. O documento, chamado ‘Private Sector Roadmap for a Sustainable Amazônia‘, destaca que a capital amazonense ocupa posição estratégica na região, mas enfrenta obstáculos que podem comprometer sua competitividade nos próximos anos.

De acordo com o estudo, a Zona Franca de Manaus (ZFM) continua sendo um motor econômico importante, mas o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado. A recomendação é que a cidade diversifique sua produção e aproveite o potencial da biodiversidade amazônica, investindo em setores como biotecnologia, farmacêutica e cosméticos.

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praia da ponta negra em manaus
Praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Divulgação / Prefeitura de Manaus

Medidas para uma Manaus mais sustentável

Para isso, será essencial fortalecer universidades e centros de pesquisa, capazes de transformar conhecimento científico em negócios sustentáveis. Confira os principais desafios apontados na pesquisa:

  • Zona Franca de Manaus (ZFM): O estudo afirma que o modelo atual, baseado principalmente na indústria eletroeletrônica, precisa ser atualizado para incluir cadeias ligadas à bioeconomia e inovação tecnológica.
  • Infraestrutura e logística: A cidade ainda depende fortemente do transporte fluvial e aéreo, o que encarece operações e limita o escoamento de produtos. A falta de conectividade digital também é vista como um entrave.
  • Energia: Há preocupação com a dependência de termelétricas a diesel em comunidades isoladas. O relatório sugere ampliar investimentos em fontes renováveis e soluções descentralizadas.
  • Inovação e pesquisa: A capital amazonense é apontada como potencial hub de biotecnologia, farmacêutica e cosméticos, mas precisa fortalecer universidades e centros de pesquisa para transformar biodiversidade em negócios sustentáveis.
  • Inclusão social: O estudo alerta que a transição econômica deve gerar empregos verdes e capacitar trabalhadores locais, evitando concentração de benefícios apenas em grandes empresas.
ZFM em visão aérea. Foto: Divulgação/Secom AM

Segundo os autores, a cidade manauara pode se tornar referência mundial em bioeconomia se conseguir alinhar investimentos privados com políticas públicas. Caso contrário, há risco de a Zona Franca perder relevância frente às novas cadeias globais verdes.

“Manaus tem condições de liderar a transformação sustentável da Amazônia, mas precisa superar gargalos históricos de infraestrutura e apostar em inovação”, afirma o relatório.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Vazamento na Foz do Amazonas: Petrobras confirma que vai atender solicitação do MPF

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Petrobras paralisou a perfuração na Foz do Amazonas após constatar vazamento. Foto: Reprodução/Rede Globo

A Petrobras informou que recebeu na terça-feira (6), um ofício do Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) solicitando esclarecimentos sobre a ocorrência de perda de fluido de perfuração no poço Morpho, localizado em águas profundas do estado. O órgão pediu que a companhia encaminhe todos os documentos já apresentados ao Ibama e a outros órgãos de controle.

Leia também: MPF solicita ao Ibama e Petrobras informações sobre vazamento na foz do Amazonas

Segundo a estatal, o material perdido é biodegradável e atende aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental.

A empresa reforçou que não houve dano ao meio ambiente nem risco à segurança da operação e que vai enviar os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido pelo MPF.

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Bacia Sedimentar Foz do Amazonas fica localizada na Margem Equatorial brasileira
Imagem: Divulgação/Acervo Petrobras

Sobre o prazo para explicações da estatal

Segundo a solicitação do MPF/AP, a estatal deve mandar informações sobre o vazamento de fluido até esta quinta-feira (8).

O Grupo Rede Amazônica entrou em contato com a Petrobras para saber sobre esse retorno ao MPF, e foi informado que as respostas serão dadas dentro do prazo legal.

Medidas adotadas para proteção da área na Foz do Amazonas

  • A Petrobras iniciou procedimentos para retirar à superfície as duas linhas onde foram identificados os pontos de perda;
  • As atividades de perfuração do poço Morpho estão temporariamente paralisadas, com a sonda mantida na mesma posição;
  • A companhia afirma que não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em condições seguras.

Características do fluido

O poço Morpho está situado a cerca de 500 km da foz do rio Amazonas, em águas profundas do Amapá.

  • O fluido de perfuração é utilizado para auxiliar na abertura de poços;
  • Sua formulação permite que seja lançado ao mar junto com o cascalho (fragmentos de rochas);
  • Por suas propriedades físicas, o fluido se deposita no fundo do mar até se biodegradar, sem aflorar à superfície.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Boa Vista fortalece a agricultura familiar com investimentos no campo

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A Prefeitura de Boa Vista já investiu R$ 76.892.028,17 no fortalecimento da agricultura familiar. Foto: Diane Sampaio/PMBV

Com investimentos estratégicos na agricultura de Boa Vista, a gestão municipal tem fortalecido o desenvolvimento rural, garantindo mais oportunidades aos produtores locais. Recentemente, a prefeitura atingiu a marca de R$ 76.892.028,17 investidos na agricultura familiar, reafirmando o compromisso em crescer junto com a população e transformar a realidade de quem vive e produz no campo.

As ações envolvem a aquisição de insumos agrícolas, máquinas e implementos, assistência especializada gratuita, incentivo à produção familiar, além da instalação de sistemas de irrigação fotovoltaica. De acordo com o secretário de Agricultura e assuntos indígenas, Cezar Riva, a prefeitura tem criado ambiente favorável para quem produz, gerando renda e agregando valor à produção local.

“Para fortalecer o setor de forma organizada, sustentável e a longo prazo, o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio estabelece diretrizes claras, direcionando investimentos que possam reduzir custos operacionais para trabalhadores da zona rural. Do mesmo modo, as comunidades indígenas contam com apoio constante nas lavouras”, disse.

Leia também: Prefeitura inicia serviço de manutenção em mais de 80 escolas de Boa Vista

Com avanços consistentes, o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio já alcança diretamente 1.986 famílias em Boa Vista. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Agricultura em expansão

O Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) vem apresentando avanços significativos, alcançando diretamente 1.986 famílias do município. As ações do programa têm fortalecido a geração de emprego e renda no campo. Desde sua implantação, foram contabilizados 4.435,2 hectares plantados. Além disso, 5.249,2 hectares passaram por preparo de solo.

As famílias da zona rural e das comunidades indígenas contam atualmente com importante suporte estrutural da gestão municipal. Ao todo, são 145 máquinas e implementos agrícolas disponíveis para atender os produtores. Somam-se a isso investimentos que ultrapassam R$ 7 milhões aplicados na aquisição e instalação de 156 sistemas de irrigação.

O PMDA já contabiliza 4.435,2 hectares plantados e 5.249,2 hectares com preparo de solo. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Também houve avanço na modernização do setor agrícola com a aquisição de dois drones agrícolas, que permitem o mapeamento detalhado das lavouras. Além disso, auxiliam no monitoramento de pragas e na aplicação localizada de insumos. Um equipamento ficou disponível na SMAAI e outro atendeu proposta de reinvestimento da Cooperativa Agropecuária dos Cinco Polos (Coopercinco).

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Nas comunidades indígenas, a prefeitura ampliou os investimentos em diferentes frentes produtivas. Projetos foram fortalecidos, como o Moro-Mori, voltado ao incentivo à piscicultura e ao aumento da produção. Máquinas, veículos e apoio direto à produção fizeram parte das ações. Essas iniciativas contribuem para a autonomia produtiva e o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Projetos como o Moro-Mori fortalecem a piscicultura nas comunidades indígenas. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Ao longo do ano, a Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas manteve presença constante junto aos produtores. Foram 3.748 atendimentos presenciais. As ações ocorreram tanto na sede administrativa quanto nas áreas rurais. O trabalho reforça a proximidade entre gestão e produtores. Essa atuação reafirma o compromisso com um desenvolvimento rural inclusivo e sustentável.

Entre as ações de maior destaque está a AgroBV 2025, consolidada como a Maior Feira da Agricultura Familiar de Roraima. O evento reuniu cerca de 75 mil visitantes. A programação atraiu produtores, empreendedores e o público em geral. Ao todo, foram movimentados aproximadamente R$ 100 milhões em negócios. A feira fortaleceu a economia local e valorizou a produção do município.

Após caso do Pico Paraná, guia dá dicas de segurança para quem busca trilhas no Amazonas

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As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, segundo especialistas, o ambiente amazônico exige atenção redobrada. Foto: Valter Calheiros

As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, especialistas alertam: o ambiente amazônico exige atenção redobrada. O terreno irregular, a alta umidade e a densidade da mata podem transformar passeios em situações de risco sem preparo adequado.

O alerta ganhou força após o caso de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos. O jovem desapareceu por cinco dias, durante a descida da trilha do Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. Ele caminhou cerca de 20 quilômetros até encontrar uma fazenda e pedir ajuda.

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Uma trilha é um caminho demarcado em meio à natureza, utilizado para caminhadas, passeios ou práticas esportivas. Geralmente, ela atravessa áreas de floresta, rios e igarapés, permitindo contato direto com o ambiente natural. Além de lazer, as trilhas também são importantes para educação ambiental e turismo sustentável.

O guia de turismo e aventura Daniel Paulo, que atua em trilhas de Presidente Figueiredo no interior do Amazonas, disse ao Grupo Rede Amazônica que as trilhas podem ser perigosas para quem não tem experiência. Ele recomenda contratar guias credenciados.

“O ideal é contratar um guia local credenciado, que conheça os ‘sinais’ da floresta e saiba usar o GPS. Beba muito mais água do que o habitual, mesmo sem sentir sede. Leve eletrólitos ou bebidas isotônicas. Use roupas de tecido sintético (estilo dry-fit) que não retêm umidade e secam rápido”, explicou o guia.

Leia também: Presidente Figueiredo, o paraíso das cachoeiras no Amazonas

O profissional também orienta avisar familiares, amigos e até mesmo pessoas de um hotel que o trilheiro esteja hospedado e o horário previsto de retorno.

“Deixe avisado no hotel, com amigos ou com autoridades locais como o Centro de Atendimento ao Turista informando exatamente onde você vai e qual o horário máximo de retorno”, alerta

Segundo Daniel, em áreas sem sinal de celular, o protocolo é enviar alguém até o ponto mais próximo com comunicação para acionar os bombeiros. Com guia, há ainda plano de primeiros socorros e evacuação.

Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação
Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação

Outras dicas de segurança em trilhas são:

  • Planejamento prévio: conhecer distância e nível de dificuldade.
  • Acompanhamento profissional: contratar guias locais que dominam o percurso.
  • Equipamentos adequados: usar calçados próprios, levar kit de primeiros socorros e lanternas.
  • Comunicação: avisar familiares ou amigos sobre o trajeto e horário de retorno.
  • Clima: observar previsões meteorológicas, já que chuvas intensas tornam o caminho escorregadio.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Amazônia é destaque em seleção dos principais destinos de ecoturismo do Brasil para 2026

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Vivências sensoriais e conexão profunda com a natureza são o foco do turismo na Amazônia. Foto: Isadora Sá

A Região Amazônica foi apontada como a principal protagonista do turismo de natureza no país para o próximo ano. A plataforma PlanetaEXO divulgou nesta semana a seleção dos 15 destinos de ecoturismo no Brasil para se aventurar em 2026, garantindo a presença do bioma como ícone máximo da biodiversidade global.

A curadoria, que avalia critérios como experiência em meio à natureza, receptividade local e alinhamento com a conservação, reforça a vocação da Amazônia em liderar o mercado de turismo regenerativo. O reconhecimento chega em um momento de atenção global voltada para a região e em que o Brasil foi eleito Destino do Ano de 2026 pela revista Travel + Leisure.

Segundo Lucas Ribeiro, CEO do PlanetaEXO, visitar a Amazônia é a experiência mais transformadora que o turismo brasileiro pode oferecer.

“A Amazônia não é apenas um destino, é o coração do planeta. Nossa seleção para 2026 destaca a região porque ela oferece uma infraestrutura única, que vai dos hotéis de selva no Rio Negro (AM) às praias de rio no Tapajós (PA). São experiências que geram renda para as comunidades, valorizam a preservação do bioma e provam, na prática, que a floresta vale muito mais em pé,” afirma o executivo.

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A imensidão da maior floresta tropical do mundo vista de cima, Amazônia, cortada por seus rios sinuosos. Foto: Marcelo Bonifácio
A imensidão da maior floresta tropical do mundo vista de cima, cortada por seus rios sinuosos. Foto: Marcelo Bonifácio

Amazônia em destaque

A maior floresta tropical do planeta é um dos principais destinos de ecoturismo do mundo graças à grandeza da fauna e da flora. Turistas exploram a região de maneira consciente, com roteiros que abrangem trilhas ecológicas, passeios de barco e visitas a comunidades ribeirinhas, tanto no Amazonas quanto no Pará.

Por que visitar: Não há nada no mundo como a Floresta Amazônica. Dentro das áreas protegidas dos parques nacionais, o visitante conhece de perto a imensidão dos rios Negro e Solimões (AM) e as águas caribenhas de Alter do Chão e Rio Tapajós (PA). A experiência inclui contato com animais selvagens, como botos-cor-de-rosa, além de uma infinidade de árvores, plantas e flores.

Os destinos selecionados para 2026

Além do destaque amazônico, a curadoria do PlanetaEXO contempla os seguintes destinos:

Lençóis Maranhenses (MA)
Chapada Diamantina (BA)
Cambará do Sul (RS)
Jalapão e Serras Gerais (TO)
Chapada dos Veadeiros (GO)
Vale do Catimbau (PE)
Pantanal (MT/MS)
Nobres (MT)
Barra do Garças (MT)
Serra da Capivara (PI)
Trijunção (GO/MG/BA)
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*Com informações do PlanetaEXO

Edital para dragagem de manutenção da Hidrovia do Rio Madeira é publicado pelo governo

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A dragagem no Rio Madeira garante a navegação segura, mantém o transporte de cargas e pessoas e assegura o abastecimento de comunidades e cidades da região, mesmo nos períodos de seca. Foto: Reprodução/DNIT

O Governo Federal publicou o edital de licitação para a contratação de empresa especializada na execução do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA) da Hidrovia do Rio Madeira, uma das principais rotas logísticas da região Norte do país.

A iniciativa, publicada no dia 31 de dezembro, integra os investimentos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e é coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com execução técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

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A ação visa fortalecer a navegação interior, com foco na garantia de melhores condições de trafegabilidade ao longo do ano, no aumento da segurança das operações de transporte aquaviário e na melhoria da logística de abastecimento da região Norte.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na região Norte, manter as hidrovias funcionando significa garantir que cidades, comunidades e a economia local permaneçam conectadas.

“Essas ações evitam o isolamento, asseguram o transporte de mercadorias e serviços e geram oportunidades para quem vive e trabalha às margens do Rio Madeira, contribuindo para um desenvolvimento mais equilibrado e para a melhoria da qualidade de vida da população”.

A abertura das propostas está prevista para o dia 15 de janeiro de 2026, às 15h, exclusivamente pela plataforma do Governo Federal. As empresas interessadas podem acessar o edital por meio do Compras.gov.br e do Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

Leia também: Entenda como funciona a dragagem, técnica utilizada para garantir navegabilidade em rios

dragagem
Foto: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Dragagem

As intervenções previstas incluem serviços de dragagem em trechos estratégicos da hidrovia, especialmente na região de Porto Velho (RO), e abrangem áreas como o Furo Canal dos Anjos e o trecho entre a BR-230 e a foz do Rio Madeira. Os pontos são fundamentais para manter o rio navegável e assegurar o transporte de cargas essenciais, como alimentos, combustíveis e insumos básicos, que abastecem comunidades ribeirinhas e cidades da Amazônia.

A dragagem de manutenção também é necessária para evitar o acúmulo de sedimentos no leito do rio, que compromete a navegação. Com a execução dos serviços, as embarcações passam a operar com mais regularidade ao longo do ano, reduzindo riscos operacionais, ampliando a previsibilidade das viagens e contribuindo para a redução dos custos logísticos.

A expectativa é de que a iniciativa contribua para o fortalecimento da economia regional e para a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem do Rio Madeira como principal via de acesso e transporte.

*Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos