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Belém recebe primeiro evento no Brasil sobre a Missão Biomass da Agência Espacial Europeia

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A Missão Biomass visa também quantificar os estoques de carbono das florestas. Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Belém (PA) será sede do primeiro evento no Brasil dedicado à Missão Biomass, da Agência Espacial Europeia (ESA), entre 30 de setembro a 2 de outubro. Intitulado ‘Cooperação Brasil e Agência Espacial Europeia em dados e aplicações de Observação da Terra da Missão Biomass’, o encontro ocorrerá no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Amazônia – Coordenação Espacial da Amazônia, instalado no Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, reunindo especialistas nacionais e internacionais.

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Lançada em abril deste ano, a Missão Biomass visa mapear com precisão a biomassa florestal do planeta e quantificar os estoques de carbono das florestas. O satélite opera com o primeiro radar de banda P em órbita, tecnologia capaz de penetrar a cobertura de nuvens e a copa das árvores para captar informações inéditas sobre a estrutura tridimensional das florestas.

O evento em Belém é resultado de uma parceria entre a ESA, o Inpe e a Agência Espacial Brasileira (AEB), e conta com o apoio da Selper Brasil, do PCT Guamá e da Fundação Guamá – que administra o Parque.

A programação inclui sessões técnicas conduzidas por especialistas da ESA, painéis com pesquisadores da região amazônica e apresentações de estudos sobre sensoriamento remoto por radar e integração com sistemas nacionais de monitoramento florestal.

Leia também: PCT Guamá investe em ciência e tecnologia para redução do desmatamento na Amazônia

Redes de pesquisa 

Voltado para pesquisadores, estudantes de pós-graduação, servidores de agências ambientais, representantes da indústria de geotecnologia e ONGs, o encontro em Belém busca capacitar usuários no uso dos dados gerados pela missão. A iniciativa pretende fortalecer redes de pesquisa e aplicações, que vão desde o combate ao desmatamento até o avanço científico sobre o ciclo do carbono na Amazônia e em outros biomas.

Segundo a coordenadora do Inpe Amazônia, Alessandra Gomes, o evento reforça o protagonismo da região em agendas globais sobre clima e sustentabilidade.

“Será o primeiro evento nacional sobre este satélite, e o Inpe Amazônia foi escolhido para sediar por conta de parcerias do Inpe com a ESA em acordos e experiências anteriores de capacitação realizadas em Belém. Trata-se de um evento pré-COP30 (conferência mundial sobre mudanças climáticas), que visa trazer para a Amazônia encontros de relevância para a floresta tropical e análises sobre biomassa e estoques de carbono, importantes para estudos das mudanças climáticas”, informou.

De Belém para o mundo: referência em inovação

O Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá é uma iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), com as parcerias da Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), e gestão da Fundação Guamá.

Localizado em Belém, é o primeiro parque tecnológico da região Norte do Brasil, e visa estimular a pesquisa aplicada e o empreendedorismo inovador e sustentável, a fim de melhorar a qualidade de vida da população.

Sede do Inpe Amazônia em Belém (PA).
Sede do Inpe Amazônia, no PCT Guamá. Foto: Sérgio Moraes/Fundação Guamá

Localizado às margens do Rio Guamá, que dá nome ao complexo, o PCT está situado entre os campi das duas universidades, e conta com um ecossistema rico em biodiversidade, estendendo-se por 72 hectares, destinados a edificações e à Área de Proteção Ambiental (APA) da Região Metropolitana de Belém.

O complexo conta com mais de 90 empresas entre residentes e associadas, 17 laboratórios com mais de 400 pesquisadores, 44 patentes e uma escola técnica.

O PCT Guamá integra a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e International Association of Science Parks and Areas of Innovation (Iasp), e faz parte do maior ecossistema de inovação do mundo.

*Com informações do PCTGuamá

Hotéis para “viver a Amazônia”: experiências únicas entre rios, florestas e cultura local

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Hotéis da Amazônia são procurados por quem busca relaxar ou até mesmo aventuras. Foto: Divulgação/Gavião Amazon Lodge

A Amazônia é um destino de encantos inesgotáveis. Viajar pela região não significa apenas contemplar sua natureza grandiosa, mas também viver experiências que unem conforto, autenticidade e contato direto com a floresta.

De lodges premiados a pousadas rústicas e hotéis de selva, a hospitalidade amazônica se traduz em projetos que valorizam a cultura local e a preservação ambiental.

Leia também: Tchibum! Conheça balneários para se divertir em Manaus

O Portal Amazônia encontrou seis opções de hotéis que oferecem diferentes formas de mergulhar na vida amazônica:

Mirante do Gavião Amazon Lodge – Novo Airão (AM)

Localizado a 180 km de Manaus, às margens do Rio Negro e em frente ao Parque Nacional de Anavilhanas, o Mirante do Gavião Amazon Lodge é uma joia da arquitetura amazônica. Concebido inicialmente como apoio para a Expedição Katerre, o lodge ganhou vida própria após seu projeto arquitetônico, assinado pelo Atelier O’Reilly, receber prêmios em 2014.

Com design inspirado na construção naval regional, o espaço oferece vistas panorâmicas, suítes confortáveis e o Restaurante Camu-Camu, comandado pela chef Debora Shornik. Experiências imersivas com comunidades ribeirinhas e passeios pela floresta completam o pacote.

Informações pelo telefone (92) 99503-8634.

Leia também: Hotéis do Amazonas entram em ranking nacional avaliado por especialistas em turismo

Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Hóteis utilizam a Amazônia como destaque. Foto: Divulgação/Mirante do Gavião Amazon Lodge

ReservAmazon Forest Hotel – Belém (PA)

Um refúgio verde dentro da capital paraense. O ReservAmazon é um dos hóteis que recria a sensação de estar no coração da floresta mesmo em área urbana. Chalés rústicos e modernos se misturam à mata, e atividades como o Banho de Floresta tornam a experiência revigorante.

Com piscina de água mineral, restaurante regional, espaço kids e área para motorhome, é um destino ideal para famílias e viajantes que buscam um contato mais leve e acessível com a natureza amazônica.

Informações pelo telefone (91) 99314-0101.

Leia também: DDD: saiba quais são os códigos de área da Amazônia Legal


Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Curte hóteis que ficam na Amazônia? Foto: Divulgação/ReservAmazon Forest Hotel

Casa do Francês na Praia – Boa Vista (RR)

À beira da praia de Boa Vista, a Casa do Francês é uma hospedagem 3 estrelas que combina simplicidade, conforto e atividades ao ar livre. Oferece bicicletas gratuitas, jardim, salão compartilhado e quartos climatizados com Wi-Fi.

A localização privilegiada permite explorar pontos turísticos como a Matriz de Nossa Senhora do Carmo e a orla da cidade. É uma opção aconchegante para quem deseja unir lazer urbano e experiências naturais na Amazônia roraimense.

Informações pelo telefone (95) 99138-9558.

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Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Hóteis com vistas bonitas são os melhores. Foto: Divulgação

Pousada Caminho das Cachoeiras – Mâncio Lima (AC)

Dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre, a Pousada Caminho das Cachoeiras é puro charme amazônico. Seus chalés de madeira, erguidos sobre palafitas e conectados por passarelas suspensas, permitem aos hóspedes circular em harmonia com a floresta.

Cercada por áreas verdes, a pousada transmite simplicidade e tranquilidade, sendo perfeita para viajantes que buscam uma experiência autêntica no coração da selva.

Informações pelo telefone (68) 99257-4063.

Leia também: Confira um guia com as principais dicas para curtir a Serra do Divisor


Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Turistas podem conhecer hóteis na Amazônia. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Acará Jungle Lodge – Caseara (TO)

Primeira pousada flutuante do Tocantins, o Acará Jungle Lodge está localizado sobre as águas do lago do Casé, formado pelo rio do Coco. Rodeado por três biomas, Cerrado, Amazônia e Pantanal, o espaço oferece atividades de ecoturismo, pesca esportiva, lazer e aventura.

É uma opção singular para quem deseja explorar uma Amazônia diferente, no encontro de ecossistemas únicos do Norte do Brasil.

Informações pelo telefone (63) 99251-5477.


Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Hóteis flutuantes também são uma boa pedida na Amazônia. Foto: Divulgação

Pakaas Palafitas Lodge – Guajará-Mirim (RO)

Às margens do encontro dos rios Mamoré e Pacaás Novos, o Pakaas Palafitas Lodge é um espetáculo arquitetônico em meio à floresta rondoniense. Suas 28 cabanas ficam elevadas a 4 metros do solo, interligadas por passarelas suspensas que levam ao restaurante panorâmico e à piscina projetada sobre o rio.

Externamente rústicas e internamente luxuosas, as cabanas oferecem até 30 m² de varanda, permitindo uma imersão completa no ambiente natural sem abrir mão do conforto.

Informações pelo telefone (69) 99209-7179.

Leia também: Pakaas, um hotel na selva rondoniense


Hóteis utilizam a Amazônia como destaque.
Hóteis possuem cenários espetáculares. Foto: Divulgação

Peixes-boi da Amazônia e Marinho são declarados patrimônios culturais naturais de natureza imaterial do Pará

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O Peixe-boi da Amazônia e o Peixe-boi Marinho foram declarados como patrimônios culturais naturais de natureza imaterial do Estado do Pará. Foto: Anselmo da Fonseca

O Peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis) e o Peixe-boi Marinho (Trichechus manatus) foram declarados como patrimônios culturais naturais de natureza imaterial do Estado do Pará, em razão das importâncias ecológica, cultural e socioambiental. A lei nº 11.171/2025 foi publicada no DOE de terça-feira (23).

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A partir de agora, os programas de conservação das duas espécies terão prioridade na alocação de investimentos governamentais, em parcerias e em acordos de cooperação. O governo também poderá firmar convênios com organizações da sociedade civil, universidades e órgãos nacionais e internacionais para o financiamento e a execução de ações voltadas à proteção e conservação dos peixes-boi.

Leia também: Arraial Flor do Maracujá: Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado de Rondônia

peixe-boi da amazônia
Peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis). Foto: Divulgação

Leia também: Conheça três sítios arqueológicos na Amazônia que são considerados patrimônio cultural do Brasil

A importância dos peixes-boi

A medida ainda prevê ações de fiscalização para coibir práticas que representem ameaças à preservação da espécie, reforçando a importância desses animais como parte da biodiversidade amazônica e da identidade cultural do Pará.

“A iniciativa do poder público estadual é de extrema importância para todos nós que trabalhamos pela preservação do peixe-boi no Pará. É um reconhecimento fundamental não apenas da importância das espécies, mas também do esforço de biólogos, veterinários, educadores e membros das comunidades locais, tradicionais e ribeirinhas, que lutam pela fauna amazônica e pela preservação, manejo e valorização da nossa biodiversidade”, destaca Renata Emin, bióloga e presidente do Instituto Bicho D’água.

Leia também: Assembleia Legislativa do Pará reconhece Bloco Império Romano patrimônio cultural imaterial do Estado

Peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis). Foto: Divulgação

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“Esta é uma conquista que reforça a nossa esperança de que as futuras gerações possam ter a oportunidade de conhecer e conviver com o peixe-boi, um verdadeiro símbolo da cultura e da biodiversidade amazônica. Este é um momento histórico e transformador para a proteção e preservação do nosso gigante gentil “, comemora.

Em novembro, o Instituto Bicho D’água inaugurará, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), um recinto de aclimatação para os animais em Soure, na Ilha de Marajó. Construída em uma área de 500 m², a unidade terá capacidade para atender até oito peixes-boi.

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Peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis). Foto: Sônia Vill

Leia também: Farinha de Uarini é declarada Patrimônio Cultural do Amazonas

O recinto de aclimatação faz parte do Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará, iniciativa da TGS, IBAMA e Instituto Bicho D’água com foco na preservação desta espécie emblemática da fauna amazônica, concebido partir da identificação, por parte do IBAMA, da necessidade de sistematizar e otimizar os resgates na região, cuja população já apresenta sinais de declínio.

Veja abaixo a lei nº 11.171/2025 publicada no DOE de 22 de setembro de 2025:

*Com informações da assessoria

‘Samba 15’ é campeão na Mangueira com enredo sobre Mestre Sacaca

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Com versos que exaltam a força da cultura afro-indígena do Amapá, compositores do samba vencedor misturam referências ao marabaixo e aos saberes tradicionais da floresta. Foto: Divulgação/GEA

Estação Primeira de Mangueira já tem seu hino oficial para o Carnaval 2026. O samba de número 15, composto por Joãozinho Gomes, Pedro Terra, Tomaz Miranda, Paulo César Feital, Herval Neto e Igor Leal, foi o grande vencedor do concurso realizado neste sábado (27), na quadra da escola, no Rio de Janeiro.

Leia também: Final do concurso da Mangueira terá sambas de compositores do Amapá

A obra embala o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que homenageia o amapaense Raimundo dos Santos Souza, conhecido como Mestre Sacaca, curandeiro popular e símbolo da sabedoria ancestral amazônica.

Raízes do Norte e batidas do Marabaixo

Com versos que exaltam a força da cultura afro-indígena do Amapá, o samba vencedor mistura referências ao marabaixo e aos saberes tradicionais da floresta. A letra fala de folhas, cascas e ervas que curam, da fé de Benedita de Oliveira — mãe do Morro da Mangueira — e do canto do uirapuru, símbolo da magia amazônica.

O refrão, marcado por expressões como “Saravá, negro!” e “Salve o curandeiro, doutor da floresta”, emocionou o público presente e foi decisivo para a escolha da obra, que agora será entoada na Marquês de Sapucaí.

Leia também: Mestre Sacaca, do Amapá, vai ser enredo da Mangueira no Carnaval de 2026

Apresentação do Samba 15 na semifinal.
Apresentação do Samba 15 na semifinal. Foto: Divulgação/GEA

Confira a composição do samba vencedor na íntegra:

Samba 15 – Compositores: Pedro Terra, Tomaz Miranda, Joãozinho Gomes, Paulo César Feital, Herval Neto, Igor Leal

Finquei minha raiz
No extremo norte onde começa o meu país
As folhas secas me guiaram ao turé
Pintada em verde-e-rosa, jenipapo e urucum

Árvore-mulher, mangueira quase centenária
Uma nação incorporada
Herdeira quilombola, descendente palikur
Regateando o Amazonas no transe do caxixi
Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari

Çai erê, babalaô, mestre sacaca
Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Salve o curandeiro, doutor da floresta

Preto velho, saravá
Macera folha, casca e erva
Engarrafa a cura, vem alumiar
Defuma folha, casca e erva… saravá
Negro na marcação do marabaixo

Firma o corpo no compasso
Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões
Ergo e consagro o meu manto
Às bençãos do Espírito Santo e São José de 
Macapá
Sou gira, batuque e dançadeira (areia)

A mão de couro do amassador (areia)
Encantaria de benzedeira que a amazônia negra eternizou
No barro, fruto e madeira, história viva de pé
Quilombo, favela e aldeia na fé

De Yá, benedita de oliveira, mãe do morro de mangueira
Ouça o canto do uirapuru
Yá, benedita de oliveira, benze o morro de mangueira
E abençoe o jeito tucuju
A magia do meu tambor te encantou no jequitibá
Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá
Na Estação Primeira do Amapá

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*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

Governo anuncia medidas para valorizar pajés e saberes indígenas

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Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Políticas públicas de saúde e educação buscam valorizar o conhecimento dos pajés, líderes espirituais e curadores tradicionais nas comunidades indígenas. O assunto foi debatido na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários da Câmara dos Deputados, no dia 23 de setembro, com a presença de pajés de todas as regiões do país. O tema da audiência pública foi a ‘Valorização dos pajés e seu papel frente à manutenção da cultura’.

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A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde apresentou o primeiro Programa Nacional de Medicinas Indígenas. O programa se baseia no conhecimento tradicional sobre ervas e plantas medicinais e está em fase final de discussão sobre a proteção do patrimônio genético. A previsão é de lançamento oficial durante a COP 30, em novembro, em Belém (PA).

Segundo Putira Sacuena, indígena do povo Baré e diretora do Departamento de Atenção Primária da Sesai, a proposta é incluir as medicinas indígenas e seus especialistas no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (Sasi-SUS).

O pajé Washington Jaguriçá, do povo Pankararu (PE), recebeu o título de “Notório Saber” da Universidade Federal da Bahia (UFBA) por preservar tradições de cura e cuidado. Ele explicou que os pajés são guardiões da cultura e dos saberes transmitidos oralmente, que garantem equilíbrio entre comunidade e natureza.

Os líderes lembraram que essa tradição já enfrentou preconceito, intolerância e tentativas de apagamento desde a catequização pelos jesuítas até ataques atuais de religiões fundamentalistas.

reunião focou na valorização de pajés e saberes indígenas na câmara dos deputados em 23 de setembro de 2025
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Educação e natureza, unidos aos saberes indígenas

Para a coordenadora de Cultura do Ministério dos Direitos Humanos, Miriam Alves, é fundamental aplicar a Lei 11.645/08, que obriga o ensino de história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas. Ela informou que o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos será revisado para incluir o eixo “educação e natureza”.

A deputada Juliana Cardoso (PT-SP), uma das organizadoras da audiência, defendeu reforço no orçamento para viabilizar essas políticas. Já o deputado Túlio Gadêlha (Rede-PE) apresentou o Projeto de Lei 4038/25, que cria o Dia Nacional do Pajé em 23 de setembro, em homenagem a Sapaim Kamayurá, falecido em 2017.

A líder espiritual Cláudia Flor D’Maria, do Amapá, descendente do povo Itaquera (PA), pediu que a criação da data seja acompanhada de políticas que reconheçam a atividade como patrimônio imaterial. Também participaram Kelly Potiguara (RN) e Cláudia Guarani-Kaiowá (MS), que ressaltaram a importância das medidas para fortalecer a autoestima dos jovens indígenas e manter a tradição da pajelança.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias

Porto Grande, no Amapá, é integrado ao Mapa do Turismo Brasileiro

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Foto: Alexandra Flexa/GEA

O município de Porto Grande foi oficialmente integrado ao Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta do Ministério do Turismo (MTur) que identifica cidades com potencial turístico ou que são impactadas diretamente pela atividade. Com a inclusão da “Terra do Abacaxi”, o Amapá passa a contar com 10 municípios registrados no programa, fortalecendo a presença do estado no cenário turístico nacional.

Leia também: INPI reconhece primeira IG do Amapá: abacaxi de Porto Grande

Além de Porto Grande, seguem no Mapa os municípios de Laranjal do Jari, Tartarugalzinho, Vitória do Jari, Santana, Ferreira Gomes e Mazagão. Já Macapá, Pedra Branca do Amapari e Oiapoque tiveram seus certificados renovados, garantindo continuidade no planejamento de políticas públicas voltadas ao turismo e na busca por investimentos para o setor.

“A inclusão de Porto Grande e a renovação dos demais municípios reforçam o compromisso do Amapá em valorizar sua diversidade cultural, suas riquezas naturais e ampliar as oportunidades de desenvolvimento sustentável. Estar no Mapa do Turismo Brasileiro é garantir visibilidade e acesso a programas e recursos que fortalecem nossa cadeia produtiva do turismo”, destacou a Secretária de turismo, Syntia Lamarão.

Leia também: Município de Santana, no Amapá, é incluído no Mapa do Turismo Brasileiro

Porto Grande

Localizado na região central do Estado, o município de Porto Grande está localizado a 108 quilômetros de Macapá. Foi criado pela Lei Nº 3, de 1º de maio de 1992. Tem uma população estimada em 19.669 habitantes e uma área de 4.421 km². O acesso é pela rodovia federal BR-156 e a viagem até a região conta com um trecho todo asfaltado.

Porto Grande é conhecido pela realização do Festival do Abacaxi, no mês de setembro. Mais recentemente, também foram introduzidos os festivais da laranja e do milho. A região é conhecida pelo balneário existente na orla da cidade, banhada pelo rio Araguari.

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Barranco do Geraldo, em Porto Grande, no Amapá

Mapa do Turismo Brasileiro

O mapa é um instrumento do Programa de Regionalização do Turismo que define a área (recorte territorial) a ser trabalhada prioritariamente pelo Ministério do Turismo no âmbito do desenvolvimento das políticas públicas.

Além disso, os municípios são categorizados no intuito de identificar o desempenho da economia do setor nos municípios, a partir de cinco variáveis cruzadas em uma análise de cluster. As localidades são identificadas com três categorias, sendo municípios turísticos; com ofertas turísticas complementares; e apoio ao turismo.

*Com informações da Agência Amapá

É sancionada lei que garante mamografia gratuita a partir dos 40 anos no Amazonas

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Foto: Márcio James

O deputado estadual Delegado Péricles (PL) celebrou a sanção da Lei nº 7.770/2025, que assegura a realização anual e gratuita da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos na rede pública de saúde do Amazonas. A norma, originada do Projeto de Lei nº 142/2025, de autoria do parlamentar, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em 20 de agosto e sancionada em 15 de setembro.

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A lei também garante que mulheres com histórico familiar possam realizar o exame antes dos 40 anos, mediante recomendação médica.

Para Péricles, a medida reforça o protagonismo do Amazonas em políticas de saúde preventiva, a exemplo da vacinação contra o HPV, outra bandeira que o deputado defende.

“Avançamos ainda mais. Agora é lei: toda mulher amazonense a partir dos 40 anos tem direito à mamografia anual. Mais uma vez nosso Estado se torna referência em prevenção”, destacou.

Leia também: Direitos dos consumidores e das crianças são reforçados por Projetos de Lei na Aleam

O parlamentar ressaltou ainda a atuação decisiva do diretor-presidente da Fcecon, Dr. Gerson Mourão, que se posicionou contra a tentativa de elevar a idade mínima para realização do exame.

“Essa vitória é fruto da mobilização de quem não se calou diante de uma ameaça. O Dr. Gerson Mourão foi peça fundamental nessa luta, ao lembrar que negar o exame seria condenar mulheres a diagnósticos tardios e tratamentos mais agressivos”, disse Péricles.

Na mesma linha da política pública criada no Amazonas, o Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (23/9) que também ofertará a mamografia gratuitamente para mulheres de 40 a 49 anos. Segundo a pasta, essa faixa etária concentra 23% dos casos da doença, e o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura.

Além do ‘Bumbódromo’: seis nomes diferentes de centros culturais na Região Norte

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Centro Cultural de Parintins – Bumbódromo. Foto: Yuri Pinheiro/Secom Parintins

A região Norte do Brasil possui muitas tradições culturais únicas, muitas delas realizadas em festivais que atraem milhares de visitantes e movimentam a economia local.

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Vários dos centros culturais e arenas das festas realizadas recebem nomes inspirados nos símbolos das festas que marcam a identidade cultural da cidade.

Leia também:  13 festivais imperdíveis para conhecer a cultura amazônica

É claro que não se pode falar nisso sem pensar no Bumbódromo de Parintins, no Amazonas, onde os bois-bumbás – daí o nome – Caprichoso e Garantido disputam o título de campeão anualmente. Pensando nessa peculiaridade, o Portal Amazônia encontrou mais seis centros culturais com nomes diferentes: 

Bumbódromo

Primeiro vamos, obviamente, falar do popular bumbódromo! Um dos centros culturais mais famosos da região Norte, foi inaugurado em 1988. Ele foi construído especialmente para o Festival Folclórico de Parintins, para a disputa dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido.  

O bumbódromo, com formato que lembra a cabeça estilizada de um boi, possui capacidade para cerca de 25,5 mil pessoas. Em 2013, ele passou por uma reforma e foi transformado em Centro Cultural de Parintins- Bumbódromo, onde abriga atividades que vão além do festival, como oficinas de dança, teatro, música e artes visuais, oferecidas pelo Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro, unidade de Parintins. 

Além da arena principal que cada metade é da cor de um dos bumbás (azul para o Caprichoso e vermelho para o Garantido), o local também conta com salas multiuso, multimídia, galerias de arte, cineclube, biblioteca e o memorial dos bumbás.

Centros Culturais Bumbódromo
Imagem aérea do Bumbódromo. Foto: Yuri Pinheiro/Secom Parintins

Cirandódromo 

O Parque do Ingá, apelidado pela população de ‘cirandódromo’ de Manacapuru, foi criado para receber o Festival de Cirandas, uma das manifestações culturais do interior do Amazonas. O evento reúne as agremiações Guerreiros Mura, Flor Matizada e Tradicional. 

O parque está localizado na estrada Manoel Urbano e se tornou um símbolo da cidade. Com o passar do tempo, o apelido de ‘cirandódromo’ pegou, e o centro cultural passou a ser identificado oficialmente dessa forma. 

Leia também: Flor Matizada, Tradicional e Guerreiros Mura: conheça o Festival de Cirandas de Manacapuru

Centro Cultural Cirandódromo
Foto: Aguilar Abecassis/Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Onçódromo

O Centro Cultural de Tabatinga, apelidado de ‘onçódromo’ pelos moradores da cidade, é palco do Festival Internacional de Tribos do Alto Solimões (Festisol). O evento promove uma disputa cultural entre as tribos Onça Pintada, representada pelas cores vermelho e branco), e Onça e Preta, representada pela cor azul.

O festival amazonense acontece no fim de outubro e apresenta rituais, danças, cantos tribais e performances que celebram a herança indígena da região. São 19 itens avaliados, entre eles cantor tribal, pajé, moça nova e guerreiro indígena.  

Centro Cultural Onçódromo
Foto: Reprodução/Prefeitura de Tabatinga

Piabódromo

Barcelos, conhecido pela pesca de peixes ornamentais no Amazonas, é a sede do Festival do Peixe Ornamental (Fesbop), realizado geralmente no início do ano. 

O evento acontece no Centro Cultural e Esportivo Mariuá, conhecido como arena ‘piabódromo’, nome inspirado na palavra ‘piaba’, associada a pequenos peixes. O espaço foi construído nos anos 90 e desde então é palco de diversos eventos da cidade. 

O festival inclui feiras de artesanato indígena, shows musicais e apresentações culturais, além de  celebrar a cultura e a identidade do povo barcelense, com destaque para as apresentações culturais dos peixes ornamentais Acará-disco e Cardinal. 

Centro Cultural Piabódromo
Foto: Reprodução/Facebook-@Fespob

Camaródromo

O Festival do Camarão, realizado em Afuá, no Pará, acontece há quatro décadas na cidade conhecida por suas ruas suspensas sobre palafitas. A festa celebra a abundância do camarão, um dos principais produtos da economia local. 

O evento é realizado na quadra de esportes Dr. Nelson Salomão, apelidada de ‘camaródromo’ pelos moradores da região. A festa tem início com uma ‘biciata’, passeio ciclístico que abre a programação, seguida de shows, concursos e apresentações folclóricas. 

Além disso, o festival atrai turistas da região do Marajó e do Amapá, movimentando o comércio e reforçando a cultura local.

Leia também: Camarão, tucupi e jambu em conserva: pesquisadores da UFPA propõem uso da tecnologia para promover a economia local

Centro Cultural Camaródromo
Foto: Reprodução/Prefeitura de Afuá

Sairódromo

Em Alter do Chão, no Pará, acontece o Festival dos Botos, evento que celebra as lendas Amazônicas do Boto Cor-de-rosa e do Boto Tucuxi. A festa, inspirada no imaginário popular, resgata as histórias contadas há gerações sobre o boto que se transforma em um jovem sedutor. 

O festival acontece geralmente em setembro e inclui apresentações teatrais, danças, encenações folclóricas e shows musicais.

O evento, que ajuda a fortalecer o turismo em Alter do Chão, é realizado no em um dos centros culturais no Lago dos Botos, apelidado pelos moradores de ‘Sairódromo’. 

Centro Cultural Sairódromo
Foto: Reprodução/Prefeitura de Santarém

Tribódromo 

O Festribal de Juruti, no Pará, é um dos eventos mais aguardados da região. O Festribal nasceu em 1933 como ramificação do Festival Folclórico de Juruti e, dois anos depois, promoveu a primeira disputa entre as Tribos Munduruku, representada pelas cores vermelho e amarelo, e Muirapinima, representada pelas cores vermelho e azul. 

O evento acontece no ‘tribódromo’, arena construída para abrigar as competições das duas tribos, que apresentam coreografias, encenações e performances inspiradas em tradições indígenas. 

A cada ano, as disputas folclóricas atraem olhares de todo o brasil e do exterior, consolidando a região Norte como um berço de manifestações culturais únicas no país

Centro Cultural Tribódromo
Foto: Reprodução/Prefeitura de Juruti

Conheça os nortistas que já participaram do programa ‘A fazenda’

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O programa ‘A Fazenda‘ estreou em 2009 e, ao longo das temporadas, abriu espaços para personalidades de diferentes regiões do país, permitindo que o público conhecesse histórias, sotaques e estilos de vida variados. A região Norte, pouco representada em atrações nacionais, também teve participantes que deixaram sua marca no programa. 

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Conheça a trajetória dos nortistas que participaram do programa: 

Marcelo Bimbi

Natural do Rio Branco, no Acre, o modelo e empresário Marcelo Bimbi entrou para a oitava edição do programa em 2015. O modelo foi o primeiro acreano a se aventurar no confinamento da ‘A Fazenda’. 

O participante venceu a primeira prova do fazendeiro e se tornou o primeiro comandante da temporada. Além disso, Marcelo buscou manter uma postura firme e estratégica, formando alianças que o ajudaram a se manter no jogo, como o romance com outra participante da temporada.  

A trajetória do modelo foi marcada por debates e embates que mostraram sua personalidade competitiva, e apesar de não ter chegado à reta final, ele abriu caminho para outros nortistas que vieram depois.

Leia também: Conheça personalidades do Acre que se destacaram no cenário nacional

Um dos nortistas que participou da A fazenda
Foto: Victor Machado

Raíssa Barbosa

Também natural de Rio Branco, no Acre, a modelo e influenciadora Raíssa Barbosa participou da 12ª edição de ‘A Fazenda’, em 2020. A participante chegou ao programa com grande expectativa do público, no entanto, sua passagem foi uma verdadeira montanha-russa de emoções. 

Durante sua passagem pelo programa, a participante discutiu várias vezes, chegando até jogar água em um companheiro de elenco. Com altos e baixos, a modelo provou ser a protagonista da temporada e mostrou que os nortistas também sabem movimentar o jogo. 

Raíssa Barbosa, nortista que participou da A Fazenda
Foto: Reprodução/Instagram- @raissabarbosaoficial

Ingrid Ohara

Natural de Belém do Pará, a influenciadora digital Ingrid Ohara participou da 14ª edição do programa, em 2022. A participante demonstrou carisma e espontaneidade durante a sua participação no programa. 

Mas a influenciadora também mostrou firmeza em confrontos, não fugindo de embates quando necessário. Ela chegou até a jogar esterco nas roupas do fazendeiro da semana, por vingança. 

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Ingrid Ohara, uma das nortistas que participou da A Fazenda
Foto: Marcos Daniel Ferreira

Jaquelline Grohalski

Nascida em Rolim de Moura, Rondônia, a já conhecida do público por sua participação no Big Brother Brasil, Jaquelline Grohalski, surpreendeu ao entrar no elenco da 15ª edição do reality, em 2023. 

Com uma trajetória de sucesso, a cantora viveu romances, se envolveu em tretas e se posicionou quando necessário, conquistando aliados dentro da casa e o coração do público, se tornando a campeã da temporada 2023 de ‘A Fazenda’. 

A vitória coroou um momento histórico no reality, já que foi a primeira vez que um participante representante do Norte conquistava o prêmio máximo do programa. 

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Jaquelline, uma das nortistas que participou da A Fazenda
Foto: Reprodução/Facebook-@Jaqueline Grohalski

Tamires Assis

Neste ano, o Norte voltou a ser destaque em ‘A Fazenda’ com a entrada de Tamires Assis, cunhã-poranga do Boi-bumbá Garanhão. A participante, é nascida e criada em Itacoatiara, no interior do Amazonas e leva consigo a representatividade da mulher amazônica. 

Mesmo com pouco tempo de programa, a participante já demonstra se entregar ao programa, ao participar das tarefas do campo e protagonizar discussões com outros participantes. 

Tamires Assis, participante nortista da A Fazenda
Foto: Reprodução/Instagram-@ttamiresassis

Ruivinha de Marte 

Nascida em Urucará, no interior do Amazonas, a humorista, cantora e empresária Ruivinha de Marte participou da 14ª edição do reality. A cantora marcou sua passagem pelo programa criando paródias como as improvisadas com Pelé Milflows e hits de Whitney Houston.  

Além de chorar bastante durante a sua passagem pelo Fazenda, a cantora também protagonizou brigas, discussões e desavenças com outros participantes do reality. A participante foi a menos votada para permanecer no programa, alcançando apenas 24,58% dos votos, e deixou o programa na nona roça.

Foro: Reprodução/Instagram-ruivinhademarte

Número de focos de incêndio no Amapá cai 52% em relação a 2024, segundo Corpo de Bombeiros

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Operação Amapá Verde realizou mais de 70 combates a incêndios no estado. Foto: Divulgação/CBM-AP

O Amapá registrou uma queda de 52% nos focos de incêndio florestal em 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado. Foram contabilizados 50 focos até agora, contra 114 em 2024, segundo dados da operação Amapá Verde, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amapá.

A redução é atribuída principalmente às ações preventivas realizadas pela corporação. Neste ano, foram promovidas 365 atividades de prevenção, como palestras e encontros com comunidades em áreas de risco.

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“A gente focou muito na questão da prevenção. A população tem sido muito receptiva e tem recebido muito bem nossos guerreiros que estão nesse combate”, afirmou o Major Izídio Júnior.

A força-tarefa já realizou mais de 70 ações de combate direto ao fogo em diferentes regiões do estado. Tartarugalzinho é o município com maior número de áreas atingidas.

A regiões entre Ferreira Gomes, Tartarugalzinho e Tartarugal Grande continuam sendo as mais preocupantes, segundo o Corpo de Bombeiros.

Corpo de bombeiros do amapá realiza operação amapá verde em combate aos focos de incêndios
Operação Amapá Verde. Foto: Divulgação/CBM-AP

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Bombeiros ampliam operação

A operação começou com 8 bases operacionais e, desde 21 de setembro, foi ampliada para 13. As novas unidades foram instaladas em Vitória do Jari, Serra do Navio, Porto Grande, Oiapoque e uma segunda base em Calçoene.

Com isso, o efetivo passou de 40 para cerca de 70 militares, distribuídos em viaturas equipadas para combate a incêndios florestais.

“A gente aumentou o efetivo, que inicialmente era de 40 militares, e agora estamos perto de 70, distribuídos nessas bases”, destacou o major.

Cada base conta com cinco bombeiros e equipamentos específicos para atuação em campo.

O major destacou que além das ações humanas, as condições climáticas também contribuíram para a redução dos focos. Segundo o comando da operação, as temperaturas estão mais amenas neste ano, o que ajuda a evitar a propagação do fogo.

Com a estiagem avançando, o alerta se volta para os municípios de Serra do Navio e Oiapoque, onde a vegetação seca e os ventos fortes aumentam o risco de incêndios de grandes proporções.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica AP