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Ministério do Turismo aposta na pesca esportiva para turismo sustentável na Amazônia Legal

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Foto: Divulgação/Amazonastur

O turismo de pesca esportiva no Brasil avança como um dos pilares do turismo de natureza, consolidando uma atividade econômica de alto potencial e, também, um importante instrumento de inclusão produtiva e conservação ambiental. Um dos marcos mais recentes deste movimento é a criação da Federação Norte de Pesca Esportiva (FNPE), oficializada no último dia 15 de julho com apoio estratégico do Ministério do Turismo (MTur).

A nova entidade engloba os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e integra a estrutura da Confederação Brasileira de Pesca Esportiva (CBPE). O objetivo da FNPE é promover, organizar, proteger e desenvolver a pesca esportiva na região Norte do país, aliando o crescimento do segmento à sustentabilidade e à valorização das comunidades ribeirinhas.

Leia também: Entenda como funciona a pesca esportiva e como deixar o peixe menos ‘estressado’ durante a pescaria

“A atuação estratégica do Ministério do Turismo no fomento à pesca esportiva é a materialização de uma visão abrangente: construir um segmento que, além de oferecer experiências inesquecíveis, seja um catalisador de desenvolvimento sustentável para as comunidades e um guardião incansável do nosso valioso patrimônio ambiental”, aponta Joarez Moreira, assessor especial da Secretaria Nacional de Políticas de Turismo do MTur.

A Pasta tem priorizado ações voltadas ao turismo de natureza, especialmente em regiões consolidadas a exemplo da Amazônia Legal – um dos principais destinos brasileiros de pesca esportiva. A iniciativa também segue as diretrizes do MTur de promover o turismo como ferramenta de transformação social, com foco em geração de renda, capacitação e pertencimento.

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Sediada no Amapá, a FNPE será presidida por William Rocha, reforçando o papel de destaque do estado no cenário nacional da pesca esportiva. A diretoria vai ter representantes de todos os estados da região, assegurando capilaridade e articulação em nível local. “Estamos prontos para esse novo ciclo! Unidos pela pesca, pela natureza e pelo desenvolvimento sustentável, que é o futuro da nossa região”, afirma William Rocha.

Para o gerente de Novos Negócios da Embratur, Caio Motta, a criação da FNPE e a união dos estados do Norte em torno da pauta mostram que desenvolvimento e conservação podem e devem caminhar juntos.

“Com essa iniciativa, vamos fortalecer o turismo de base comunitária, gerar emprego e renda para as populações ribeirinhas, promover capacitação nas regiões e posicionar a Amazônia como referência mundial em sustentabilidade”, destaca Motta.

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“O segmento da pesca amadora e esportiva, alicerçado nos pilares da sustentabilidade, vem se consolidando com o engajamento de toda a cadeia produtiva. A criação da FNPE representa um marco importante ao unir esforços em torno de um propósito comum: proporcionar aos praticantes experiências únicas, autênticas e inesquecíveis”, observa Humberto Pires, coordenador-geral de Produtos e Experiências Turísticas do MTur.

*Com informações do Ministério do Turismo

Causos amazônicos: um caos completo!

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Foto: Adriano Gambarini/WWF-Brasil

Por Dudu Monteiro de Paula

Um dia, em missão para a Rede Amazônica, no Amazonas, estava em viagem de motor (tipo de embarcação da região) – Plácido de Castro – pelos rios da Amazônia. Estava indo em direção à Manicoré, para os Jogos do Campeonato Amazonense de Futebol entre CDC Manicoré e São Raimundo.

Era a reinauguração do estádio de futebol, popularmente conhecido como Bacurauzão, época em que o município era invadido pelos reconhecidos pássaros bacuraus.

Chiquinho, Manoel e eu estávamos na embarcação, quando às 19 horas eu já estava deitado na rede, no terceiro andar, o Chiquinho me chama e fala para eu ir à casa de máquinas, pois a bucha do eixo da hélice havia rompido e a água entrava no motor.

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Corri para lá imediatamente. Como eu tenho uma formação de mecânico de motor a diesel, ao lá chegar descobri que a bomba d’água havia quebrado. Quatro pessoas tiravam a água com baldes. Felizmente, 30 minutos depois, a bomba voltou a funcionar e tudo se regularizou.

Mas então eu resolvi assustar meu parceiro Chiquinho. Vesti o colete salva-vidas, subi para o primeiro piso e assim que lá cheguei, as pessoas me viram de colete e tudo se transformou no verdadeiro caos. Um caos completo. Grito, choro, correria. Isso é que eu chamo de brincadeira de mal gosto.

Finalmente, depois de muita desculpa, tudo voltou à normalidade. Nunca mais brinco dessa maneira!

Por hoje é só. Semana que vem tem mais! Fuiii!!!

Sobre o autor

Eduardo Monteiro de Paula é jornalista formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com pós-graduação na Universidade do Tennesse (USA)/Universidade Anchieta (SP) e Instituto Wanderley Luxemburgo (SP). É diretor da Associação Mundial de Jornalistas Esportivos (AIPS). Recebeu prêmio regional de jornalismo radiofônico pela Academia Amazonense de Artes, Ciências e Letras e Honra ao Mérito por participação em publicação internacional. Foi um dos condutores da Tocha Olímpica na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Projeto busca alternativas para conservação de peixes-boi no Pará

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Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará foi lançado dia 18 de julho. Foto: Reprodução/MPEG

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém, sediou o evento de lançamento do Projeto de Conservação de Peixes-Boi no Estado do Pará na última semana. A iniciativa é executada pelo Instituto Bicho D’água (IBD), com recursos da empresa TGS, e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), com apoio do Museu Goeldi.

A partir da constatação de que o peixe-boi está vulnerável à extinção, o projeto busca alternativas para garantir a sobrevivência de indivíduos resgatados, principalmente filhotes órfãos, por meio da reabilitação, aclimatação e reintegração desses animais à natureza.

Leia também: Pesquisadora descobre novo papel do peixe-boi: o de “jardineiro da Amazônia”

Mais de 50 indivíduos em reabilitação

Foto: Reprodução/MPEG

A presidente do IBD, Renata Emin, bióloga e pesquisadora colaboradora do Museu Goeldi, explicou que o projeto surgiu a partir do conhecimento da situação crítica que se encontram esses mamíferos aquáticos no Estado.

“Mais de 50 peixes-boi estão em reabilitação no Estado do Pará e precisam, o quanto antes, retornar à natureza. Muitos são filhotes resgatados órfãos, cujas mães foram caçadas. Infelizmente, ainda que existam leis de proteção à fauna, essa prática ocorre no estado e na Amazônia como um todo. Muitos animais eram enviados para o ZooUnama, em Santarém, onde está a maior parte dos indivíduos em reabilitação no Pará. Faltavam iniciativas e outros locais para a reabilitação e recintos de aclimatação”, disse.

Nessa perspectiva, o Instituto Bicho D’água construiu, em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), o Centro de Reabilitação de Fauna Aquática, no município de Castanhal, para a recepção de cetáceos e tartarugas marinhas.

De acordo com Renata Emin, este ano, o centro recebeu filhotes que encalharam na região do baixo Amazonas e que vão passar pelo processo de reabilitação e, posteriormente, ser encaminhados para um recinto de aclimatação para a soltura, que será construído em Soure, na Ilha do Marajó. Reintegrados à natureza, esses indivíduos ainda serão monitorados por cerca de dois anos para que seja garantido o sucesso da operação.

Leia também: Pesquisa analisa hibridização de peixes-boi na costa amazônica

Parceria

O Museu Paraense Emílio Goeldi é um antigo parceiro na preservação de espécies, segundo a bióloga. “O Museu foi o local onde criamos o Grupo de Estudos Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Gemam), que deu origem ao Instituto Bicho D’água, em 2013”, lembrou.

Há uma intenção, segundo Renata Emin, de estreitar ainda mais essa relação com a formalização de um termo de cooperação técnica entre as duas instituições. Mas, na prática, essa atuação conjunta já vem existindo há mais de uma década.

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“Recentemente, também iniciamos uma parte muito importante do Projeto de Conservação de Peixes-boi: a sensibilização das comunidades para as solturas de peixes-boi resgatados. E o Museu Goeldi é protagonista nessa atividade.  Nas Olimpíadas de Caxiuanã (uma iniciativa focada na divulgação científica e na inclusão social), [que acontece anualmente na Estação Científica Ferreira Penna (ECFPn), que fica na Floresta Nacional de Caxiuanã, localizada nos municípios paraenses de Melgaço e Portel], fizemos visitas guiadas ao Bacuri (o peixe-boi mantido em reabilitação no local), para poder, enfim, trazer a comunidade para perto, sensibilizá-la, porque a gente sabe que, infelizmente, na região do entorno, ainda há relatos de caça. Por conta disso, é muito importante que a comunidade esteja engajada, sensibilizada e que seja parceira nesse projeto”, destacou Renata Emin.

*Com informações do Museu Paraense Emílio Goeldi

Pesquisa sobre conservação da mandioca no Peru aborda uso sustentável e conservação

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Foto: Divulgação/MINAM

O Ministério do Meio Ambiente (MINAM) do Peru apresentou a pesquisa ‘Linha de base da diversidade da mandioca peruana para fins de biossegurança’, que aborda seu uso sustentável e a importância de sua conservação no país amazônico.

O estudo foi realizado entre 2019 e 2021 em 15 regiões do país e permitiu conhecer suas condições ambientais, a partir da análise de diferentes variedades domesticadas (plantadas pelo homem) e quatro espécies silvestres (sem intervenção humana) da referida planta (Manihot esculenta).

Leia também: Mandioca ou macaxeira: pesquisadora paraense explica as diferenças

Segundo especialistas do MINAM, variedades selvagens podem crescer em vários tipos de solo sem intervenção humana, e algumas comunidades atribuem propriedades terapêuticas a elas.

Nesse sentido, Marco Arenas, diretor-geral de Diversidade Biológica do MINAM, afirmou que a pesquisa realizada representa um marco significativo, pois fortalecerá a conservação e o uso responsável dos recursos genéticos do país.

Foto: Divulgação/MINAM

Ele explicou que a mandioca é uma cultura antiga, “que acompanha as comunidades indígenas há quase 9.000 anos”.

Ele acrescentou que essas informações são essenciais para a tomada de decisões sobre a conservação dessa raiz pelos atores sociais envolvidos. Isso está alinhado com a moratória sobre a entrada e produção de organismos vivos modificados no país até 2035. “O objetivo é salvaguardar e valorizar nossos recursos naturais”, acrescentou Arenas.

Leia também: Estudo mostra que indígenas tiveram papel crucial na disseminação da mandioca nas Américas

Investigação

Os departamentos envolvidos neste estudo são: 

  • Amazonas,
  • Ayacucho,
  • Cajamarca,
  • Cusco,
  • Huánuco,
  • Junín,
  • La Libertad,
  • Loreto,
  • Madre de Dios,
  • Pasco,
  • Piura,
  • Puno,
  • San Martín,
  • Tumbes
  • e Ucayali.

Um total de  188 amostras de folhas e flores foram coletadas e armazenadas nos bancos de germoplasma do país para conservação, estudo e proteção a longo prazo.

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Símbolo da diversidade

A mandioca é muito mais do que um alimento, é um símbolo da diversidade peruana. A publicação do MINAM compila o conhecimento ancestral de conservação de mais de 500 agricultores. É uma cultura ancestral essencial para a segurança alimentar, pois pode crescer em condições climáticas adversas e possui uma riqueza genética, ecológica e cultural.

Seu preparo na culinária peruana é muito diversificado. É frequentemente servido à mesa em caldo, frito e recheado com queijo, como petisco ou bebida refrescante, entre muitas outras formas.

*Com informações da Agência Andina

Assembleia Legislativa do Amazonas celebrou 35 anos do ECA com palestra reflexiva sobre o Estatuto

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Palestra promovida pela Aleam celebrou os 35 anos do ECA. Foto: Alberto César Araújo/Aleam

Na última sexta-feira (18/7), a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Escola do Legislativo Senador José Lindoso, promoveu a palestra “Uma reflexão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente – um importante instrumento de garantias de direitos e deveres dos jovens cidadãos”.

O evento, realizado em comemoração aos 35 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), celebrado no dia 13 de julho, aconteceu às 9h, no auditório Sônia Barreto.

O diretor da Escola do Legislativo, Jander Lasmar, destacou a importância da atividade.

“O tema da nossa palestra propôs uma reflexão sobre o ECA, que é um instrumento fundamental de garantia de direitos e deveres dos jovens cidadãos. Nada melhor do que trazê-los à sede do Poder Legislativo Estadual para apresentar essa ferramenta de proteção e ressaltar sua relevância”, afirmou.

A coordenadora do programa Educando pela Cultura, pedagoga Jacy Braga, também comentou os objetivos da ação.

“O evento abordou os principais direitos das crianças e adolescentes, além de esclarecer aspectos importantes sobre a prática de atos infracionais por adolescentes. Também discutimos temas e propostas de novas posturas diante da recorrência de casos de violência que presenciamos, quase diariamente, durante o ano letivo”, explicou.

Leia também: Comissão de Segurança Pública da Aleam apresenta balanço das atividades do primeiro semestre de 2025

Palestrante

A palestra foi conduzida pelo professor Ademir Junior, graduado em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutor pela UFPE.

Sua área de interesse inclui temas como trabalho e infância, políticas sociais voltadas à criança e ao adolescente e protagonismo juvenil. Atualmente, é professor adjunto e coordenador do curso noturno de Serviço Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Participaram do evento alunos com idades entre 14 e 15 anos da Escola Waldemiro Peres Lustosa, localizada no bairro Compensa, zona Oeste de Manaus.

Assembleia Legislativa do Amazonas celebra o Dia Nacional do Homem com ações de conscientização e cuidados com a saúde masculina

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Aleam promove conscientização sobre a saúde do homem. Foto: Hudson Fonseca/Aleam

O Dia Nacional do Homem, celebrado em 15 de julho, tem como objetivo conscientizar sobre a importância dos cuidados com a saúde masculina. A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) tem desempenhado um papel fundamental nessa conscientização, promovendo ações e aprovando leis que garantem a proteção da saúde do homem, respeitando suas peculiaridades socioculturais.

O presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB), destacou a relevância da data e reforçou o compromisso com a saúde do público masculino.

“Neste Dia do Homem, faço um chamado à reflexão sobre a importância do cuidado contínuo com a saúde masculina. Mais do que uma data simbólica, hoje é um lembrete de que cuidar da saúde deve ser um compromisso diário. Precisamos romper tabus, buscar informação, realizar exames preventivos e, principalmente, valorizar a vida. Incentivar esse cuidado é também uma forma de proteger nossas famílias e construir uma sociedade mais saudável. Como parlamentar, sigo firme no propósito de apoiar políticas públicas que promovam a saúde integral do homem amazonense durante todo o ano”, declarou.

Leia também: Comissão de Defesa do Consumidor apresenta balanço semestral com mais de mil audiências de conciliação

Ainda sobre o tema, Roberto Cidade afirmou que, durante sua gestão, foram intensificadas as iniciativas relacionadas ao Novembro Azul, campanha de conscientização sobre o câncer de próstata. Além da sensibilização, houve ampliação na oferta de exames laboratoriais.

Lei de Atenção Integral à Saúde do Homem

Em 2013, foi sancionada no Amazonas uma lei de autoria da ex-deputada Conceição Sampaio que institui a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde do Homem. Trata-se da Lei nº 3.934, de 26 de setembro de 2013, que assegura a promoção e a proteção da saúde masculina, levando em consideração suas especificidades culturais e sociais.

Segundo a legislação, essa política é orientada por diretrizes que buscam integrar o homem à rede de serviços de saúde, com prioridade para a atenção básica, conforme o Programa de Saúde da Família, e alinhando-se às demais políticas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além disso, seus objetivos incluem a organização e implantação da atenção integral à saúde masculina no Estado, contribuindo para a mudança de percepção dos homens em relação à saúde e às suas famílias.

Também busca estimular a participação masculina nas atividades preventivas de doenças comuns, implementar a atenção à saúde sexual e reprodutiva, ampliar o acesso às informações preventivas e fomentar o autocuidado entre os homens.

Escuta social é realizada para construir plano de preservação dos Teatros da Amazônia

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Teatros da Amazônia são candidatos a patrimônios mundiais. Foto: Divulgação/Iphan

As superintendências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará e no Amazonas estão organizando uma série de oficinas de escuta social com a população como parte do processo de candidatura dos Teatros da Amazônia – o Theatro da Paz, em Belém (PA), e o Teatro Amazonas, em Manaus (AM) – a Patrimônio Mundial Cultural, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).

Leia também: Teatros da Amazônia avançam na candidatura a Patrimônios Mundiais da Unesco

As oficinas acontecerão nos dias 28 e 29/07 em Manaus e no dia 05/08 em Belém. A ação marca uma etapa fundamental no processo: é a escuta da população e dos órgãos envolvidos na gestão dos teatros para a construção das diretrizes que serão seguidas se os Teatros, de fato, se tornarem um Patrimônio Mundial Cultural. As oficinas também contarão com a participação das secretarias de Cultura estaduais e municipais envolvidas na candidatura. Inscreva-se para as oficinas de Manaus (AM) clicando aqui.

A superintendente do Amazonas, Beatriz Calheiro, destaca que o processo é fundamental para garantir como os bens serão geridos após o processo de candidatura.

“A mobilização para que os teatros sejam reconhecidos como patrimônio mundial não se encerra com a aprovação. É fundamental definirmos como esse bem será cuidado, estabelecendo ações, responsabilidades e prazos para garantir sua preservação”, detalha.

Teatro Amazonas, em Manaus. Foto: Janailton Falcão/Amazonastur

A superintendente do Iphan no Pará, Cristina Vasconcelos, ressalta a necessidade da participação da sociedade.

“Todo o processo de reconhecimento desses teatros como patrimônio mundial exige a escuta da sociedade. E chegou o momento de ouvir a população diretamente. Esta é a oportunidade de saber o que cada cidadão acha necessário fazer para preservar o bem seriado que podemos ter”.

Theatro da Paz, em Belém. Foto: David Alves/Agência Pará

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Como participar das oficinas

O formato previsto para as oficinas contempla um dia inteiro de escuta, focado nos pontos centrais relacionados aos dois teatros. Quem quiser participar precisa preencher o formulário, que também está disponível nos portais dos demais órgãos envolvidos na candidatura.

Patrimônio Mundial Cultural

A candidatura foi oficialmente apresentada em janeiro de 2025 à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de um dossiê elaborado pelo Iphan, em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), e as secretarias de Cultura do Pará, do Amazonas e das prefeituras de Belém e Manaus.

O processo está em fase de avaliação e a próxima etapa será a visita técnica de representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), entidade ligada à Unesco, que avaliará in loco os teatros.

*Com informações do IPHAN

Sincronicidades e a responsabilidade pelas escolhas

Por Julio Sampaio de Andrade – juliosampaio@consultoriaresultado.com.br

Fui questionado, a partir dos dois últimos artigos em que abordei o tema sincronicidades, se não haveria nesta compreensão uma contradição. Se é verdade que o Universo tenta se comunicar conosco por meio de sinais e de sincronicidades, sendo uma linguagem que podemos nos esforçar para aprender, isto não implicaria em uma devida obediência a esta Força Superior, eliminando o exercício de nossa livre escolha?

É uma questão que me faz refletir com mais profundidade. Faz sentido o questionamento, como fazem sentido as perguntas que nos levam a buscar as respostas em nosso interior. Quando isto acontece, a resposta surge com mais convicção, pois foi elaborada por nós mesmos. Às vezes, aparece sob a forma de descoberta ou de criação de algo novo.

Mas voltando a questão em si, a reflexão me confirmou que não, que não existe a tal contradição, a menos que nós mesmos desejemos abrir mão de nosso livre arbítrio, transferindo para terceiros, decisões e escolhas que a cabem a nós. A responsabilidade da escolha, afinal, foi nos concedida pela própria Força Superior, a quem muitos chamamos de Deus.

Se eu converso com alguém, leio um livro ou percebo sincronicidades como uma linguagem do Universo, tenho a oportunidade de refletir, fazer as minhas considerações, ampliar alternativas e fazer escolhas. A partir daí, é hora de aplicar o kannagara que, como expliquei no último artigo, é uma palavra que no xintoísmo significa algo como “caminho da Grande Natureza”, ou, deixar seguir o fluxo natural, confiando e sem apego.

Saiba mais: Sincronicidades e Kannagara

É exatamente isso a que se propõe o coaching profissional (não aquilo que indevidamente se autointitula coaching no Brasil, por falta ainda da regularização profissional). O coach não aconselha, não orienta, não dirige o cliente. Em um trabalho de parceria, ele o estimula a ordenar os seus pensamentos, a refletir, a tomar decisões e a colocar em prática o que ele mesmo decidiu.

Há pessoas que seguem este processo, sem a ajuda de um profissional, fazendo uso de outros mecanismos. Alguns escrevem, desenham ou falam para si mesmos, parecendo que estão malucos, falando sozinhos. Outros utilizam os seus companheiros, colegas ou alguém próximo para falar e organizar o próprio pensamento. Nem sempre é fácil ter alguém que pare para ouvir verdadeiramente, esteja presente cem por cento, seja capaz de trazer questionamentos que contribuam com as reflexões e, principalmente, não queira dar conselhos, às vezes, com muita ênfase para convencimento.

Não sei você, mas não gosto de receber conselhos, salvo em situações muito excepcionais, em que solicitei ou consenti que a pessoa o fizesse. Se isto não aconteceu, tendo a rejeitar, criando uma espécie de barreira ao que a pessoa vai dizer, às vezes, com a melhor das intenções. Com boas intenções, podemos ser invasivos e desrespeitar a pessoa.

Observo, porém, que há indivíduos que agem inversamente. Tentam fugir da sua responsabilidade, buscando ao máximo, transferir as decisões para as outras pessoas, seja o chefe, o sacerdote, o terapeuta ou o coach. Com frequência perguntam: “O que eu faço?”.

Conheci um casal que transferiu para o sacerdote a decisão se deveriam ou não se casar. Depois, onde deveriam morar? Estava na hora de terem o primeiro filho ou seria melhor depois da casa própria?

Há vários exemplos de situações como esta. Nestes casos, costuma haver uma dupla distorção. Primeiro, o de quem aconselha, que alimenta o círculo vicioso e o seu próprio ego. Segundo, de quem cria esta dependência, esquecendo-se de que estamos sempre fazendo escolhas, mesmo quando decidimos não o fazer. Somos nós que dirigimos a nossa vida e dirigimos o nosso destino, um presente do Universo. Podemos construir ou não felicidade. Penso que é uma boa notícia, embora nos traga responsabilidade. Benjamim Franklin afirmou que na vida há duas coisas que não podemos evitar: a morte e os impostos. Há uma terceira: fazer escolhas.

E para você? O que seria estar atento aos sinais e desfrutar a direção do próprio destino?

Sobre o autor

Julio Sampaio (PCC,ICF) é idealizador do MCI – Mentoring Coaching Institute, diretor da Resultado Consultoria, Mentoring e Coaching e autor do livro Felicidade, Pessoas e Empresas (Editora Ponto Vital). Texto publicado no Portal Amazônia e no https://mcinstitute.com.br/blog/.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Feijó é nomeada a ‘capital do açaí’ no Acre

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Açaí de Feijó é conhecido pela boa qualidade. Foto: Vanísia Nery/Arquivo Rede Amazônica AC

Em decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (16), o município de Feijó, no Acre, passou a ser reconhecido como a ‘capital do açaí’.

O documento enfatiza que o título leva em consideração a expressiva produção de açaí no município e também ‘a relevância socioeconômica e tradição cultural ligada ao cultivo, beneficiamento e comercialização do fruto’.

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A lei, de autoria do deputado Luiz Gonzaga, traz ainda recomendações que a administração pública pode adotar para a valorização do produto, como:

  • a divulgação nacional e internacional da marca Açaí de Feijó;
  • o incentivo a eventos, feiras e festivais que promovam a cultura do açaí;
  • a realização de ações de capacitação e assistência técnica para produtores e extrativistas locais.

Em 2023, o açaí de Feijó ganhou o primeiro registro de Indicação Geográfica (IG). O registro garante o selo de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país e atende todas as exigências do mercado, sendo ele o primeiro açaí a alcançar a certificação no país. O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Leia também: Açaí de Feijó ganha primeira Indicação Geográfica para o produto no país

A conquista é resultado de um trabalho desenvolvido pelo Sebrae Acre, o governo estadual, produtores, agricultores e associações da cidade desde 2021.

Para um produto receber essa certificação, é submetido a alguns processos. Primeiro, é feito um diagnóstico para confirmar se a região e o produto atende aos preceitos e portarias do INPI. Depois, há uma avaliação da documentação para checagem dos padrões de qualidade.

Leia também: Portal Amazônia Responde: que produtos da região amazônica possuem Indicação Geográfica?

BR-319, uma questão de respeito à dignidade do povo e ao desenvolvimento amazonense

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Carretas na BR-319. Foto: Joel Bentes Araújo Filho/Acervo pessoal

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

O pesquisador aposentado do Inpa, Charles Clement, a propósito da liminar expedida pela juíza Maria Elisa Andrade, do TRF-1, 1ª Região (TRF-1) suspendendo os efeitos da licença prévia emitida em 2022 pelo Ibama para as obras de reconstrução e asfaltamento da BR-319, em nota dirigida à esta coluna critica duramente o volume de desmatamento e o papel das Unidades de Conservação (UCs) criadas pelo governo ao longo da rodovia.

Em sua maioria indefesas, porquanto, ao que sustenta, “o desmatamento ao longo do interflúvio dos rios Purus e Madeira, rico em biodiversidade e importância para a conservação daquele bioma, aumentou mais de 80% em 2024 e em 2025 já supera 60%”. Afirma ainda que a maioria das UCs não saiu do papel, observando “a existência de terras não destinadas, por negligência da União, que o governo estadual poderia propor destinação produtiva e ambientalmente sustentável”, conceito que se refere à prática de condução de atividades econômicas de forma a minimizar impactos negativos ao meio ambiente e, assim, garantir a disponibilidade de recursos para as gerações futuras.

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Ocorre que blindar a BR-319, nos termos propostos pelo pesquisador – mesmo que corretos, penso eu -, é, contudo, muito caro. O governo federal, salvo no período do regime militar, jamais considerou na Lei Orçamentária Anual (LOA), em dimensões ajustadas às prioridades dimensionadas pelos investimentos em infraestrutura, educação, saúde, saneamento básico, P&D, indispensáveis à alavancagem do processo de desenvolvimento regional. Na verdade, o Planalto não enxerga a Amazônia como prioridade nacional. Erradamente, pois o uso sustentável dos recursos da biodiversidade, como endossado por renomados professores e pesquisadores de nossas universidades e centros de pesquisa, tem a capacidade de tornar o Brasil uma das economias mais pujantes do planeta, gerando benefícios sociais de alto impacto aos amazônidas, ao povo que aqui vive e mantém a região território brasileiro desde sempre.

O quadro se agravou no pós redemocratização de 1985, quando cessou a presença governamental na região, e, consequentemente, potencializou em níveis estratosféricos a prática da piratearia ambiental e do narcotráfico. Dados do IBGE são claros. A despeito da gravidade da situação, a União não cumpre sua obrigação de apoiar o estado do Amazonas, que conserva 90% de suas florestas e detém 57,3% do território sob proteção de Unidades de Conservação nos níveis estadual, federal e Terras Indígenas, na realização de investimentos destinados a corrigir tais distorções. Para a ministra do Meio Ambiente, Marina da Silva, inimiga número 1 da Amazônia, gera mais mídia internacional prender rebanhos, destruir lavouras e áreas de mineração clandestinas do que investir preventivamente no controle dessas anomalias ambientais por meio de políticas públicas dirigidas à regulação desses setores.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é o ‘trecho do meio’ da BR-319?

O governo federal, por outro lado, ignora projeções da WWF (World Wide Fund for Nature) dando conta de que a procura global por madeira triplicará de 3,4 bilhões para 11,3 bilhões de metros cúbicos (m³) entre 2010 e 2050. Em cujo mercado o Brasil tem participação mínima, como também nos ramos da mineração, do turismo ecológico, dos biocosméticos, biofármacos, da bioenergia, nanotecnologias biológicas, etc. Tudo leva a crer que Marina da Silva jamais leu os compêndios de Samuel Benchimol, Djalma Batista, Cosme Ferreira. Ou de Bertha Becker, que, em sua obra seminal defende que “o ambientalismo excessivamente preservacionista da década de 1990 na Amazônia esgotou-se como um modelo para a região por uma dupla razão: primeiro, porque não conseguiu barrar a expansão da agropecuária capitalizada; segundo, porque a conscientização crescente da população amazônica, que demanda melhores condições de vida, resultou na criação de mercado de trabalho e renda e, portanto, no uso do seu patrimônio natural”.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista