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Abelhas sem ferrão da Amazônia são primeiros insetos do mundo a ter direitos reconhecidos por lei no Peru

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Foto: Luis García

A província de Satipo, no Peru, tornou-se pioneira na defesa das abelhas sem ferrão da Amazônia. Com uma decisão inédita, a província aprovou uma lei que torna as abelhas da amazônia peruana os primeiros insetos a obter direitos legais, o que permite que elas sejam representadas na Justiça no caso de ameaças a sua sobrevivência.

A legislação vale para as abelhas do grupo Meliponinos, mas todas as espécies desse grupo presentes em Satipo foram incluídas na medida de proteção.

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O site Earth Law Center destacou a medida em novembro de 2025, mas ela alcançou visibilidade somente no início deste ano.

Segundo a publicação, a ação não tem precedente paralelo no mundo e a aprovação da Portaria Municipal nº 33-2025-CM/MPS que concede direitos legais às abelhas nativas sem ferrão dentro da Reserva da Biosfera Avireri VRAEM.

“Esses insetos — a espécie de abelha mais antiga do planeta, responsável pela polinização de mais de 80% da flora amazônica, incluindo culturas mundialmente apreciadas como café, cacau, abacate e mirtilo — agora são formalmente reconhecidos como seres com direitos inerentes. Este é o primeiro reconhecimento formal de direitos para um inseto na história , um passo revolucionário na proteção da biodiversidade e do patrimônio biocultural do Peru”, informa a publicação.

A lei foi apoiada por um relatório técnico conjunto da Amazon Research Internacional e do Earth Law Center, e aprovada em colaboração com a Reserva Comunal Ashaninka e a EcoAshaninka.

Ainda de acordo com a publicação, o destaque para a medida legal é em proteção às abelhas nativas sem ferrão (Melipona eburnea, Tetragonisca angustula, Melipona illota e Melipona grandis), pois “estão atualmente ameaçadas pelo desmatamento, pesticidas, perda de habitat e mudanças climáticas. Seu declínio afeta diretamente a regeneração das florestas amazônicas, a segurança alimentar, a continuidade do conhecimento tradicional Ashaninka e os meios de subsistência sustentáveis ​​baseados na meliponicultura”.

Leia também: Meliponicultura: Entenda o universo das abelhas sem ferrão na Amazônia

Direitos reconhecidos para as abelhas

A portaria reconhece os seguintes direitos às abelhas e seus ecossistemas:

  • o direito de existir e prosperar 
  • o direito de manter populações saudáveis 
  • o direito a um habitat saudável e livre de poluição 
  • o direito a condições climáticas ecologicamente estáveis 
  • o direito de regenerar seus ciclos naturais 
  • o direito de ser legalmente representado em casos de ameaça ou dano 
Abelhas sem ferrão da Amazônia no Peru
Foto: Luis García

Além disso, organizações devem promover mais estudos sobre os insetos mapeando colmeias, criando protocolos e documentando práticas sustentáveis para a proteção das abelhas.

“Esta lei marca um ponto de virada na forma como entendemos e legislamos nossa relação com a Natureza”, declarou Constanza Prieto, da Earth Law Center.

*Com informações da Earth Law Center

10 locais históricos para conhecer em Belém

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Alvorada Cabana no mais conhecido cartão postal de Belém, o Mercado Ver-o-Peso. Foto: Divulgação/Agência Pará

Conhecida por ser a cidade das mangueiras, Belém (PA) é um lugar rico em história, cultura e culinária sem igual na Amazônia. Quem a visita, embarca em uma aventura pela memória da região.

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Pensando nisso, o Portal Amazônia reuniu dez locais que mostram as marcas da construção da metrópolo amazônica e contam a história de Belém:

Mercado Ver-o-Peso

Não tem como começar esta lista sem pensar, quase imediatamente, no Mercado Ver-o-Peso. Inaugurada em 1625, no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, no começo era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos. O Ver-o-Peso é um conjunto arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas.

O conjunto tombado inclui o Boulevard Castilhos França, o Mercado de Carne e o Mercado de Peixe, o casario, as praças do Relógio e Dom Pedro II, a doca de embarcações, a Feira do Açaí e a Ladeira do Castelo.

O complexo foi recentemente reformado, o Mercado de Carne ganhou novos balcões em granito, piso em korodur, recuperação da estrutura de madeira da cobertura e do piso no andar superior, novas instalações elétricas, hidrossanitárias e de drenagem, além de pintura renovada.

Mercado Ver-O-Peso em Belém, do Pará
Foto: Divulgação/IPHAN

Theatro da Paz 

Outro símbolo turístico da cidade é o Theatro da Paz, que foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o histórico período do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica. Mas, apesar desse progresso, a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico.

Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia e tem características grandiosas: 1.100 lugares (atualmente 900), acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.

O Theatro da Paz está localizado na Avenida da Paz, Praça da República, S/N – Campina. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País. 

Foto: Divulgação/Agência Pará

Palácio Antônio Lemos

O Palácio Antônio Lemos também é fruto da época da borracha. Iniciado em 1860 e inaugurado em 1885, o Palácio é um dos grandes lugares históricos de Belém.

Construído para sede da Intendência Municipal, a população belenense optou por chamá-lo de “Palacete Azul“, devido a sua coloração azulada na faixada. Só na década de cinquenta ganharia o nome de “Antônio Lemos”, Intendente de Belém de 1897 a 1911 e principal responsável pelo processo de reurbanização e modernização da cidade.

O prédio está localizado no centro histórico de Belém, de frente para Praça D. Pedro II e fundos para Praça Felipe Patroni, junto às sedes do Poder Judiciário e do Legislativo Estadual.

Foto: Camilo Ferreira/Divulgação

Catedral da Sé

A Catedral Metropolitana de Belém nasceu junto com a capital paraense, fundada em 1616. No ano seguinte, foi construída no local uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora da Graça, feita de materiais simples. Anos se passaram e reformas foram realizadas na Catedral, como desabamentos e mudanças provisórias, acompanhando o crescimento de Belém e da vida religiosa na região.

Hoje, a Catedral é um dos principais símbolos históricos, religiosos e arquitetônicos de Belém. Sede da Arquidiocese, ela representa a continuidade da fé católica na Amazônia e guarda em sua estrutura a memória do período colonial e da formação cultural da capital paraense.

Horário das missas: segunda-feira: 19h; terça e sábado: 18h; domingo: 07h,09h,19h

Foto: Joao Paulo Bessa Brito

Palacete Pinho

O Palacete Pinho é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio passou por modificações com a nova gestão. O restauro no prédio abriga o Núcleo de Artes, Cultura e Educação para todas as idades.

O Palacete Pinho se localiza na rua Doutor Assis, na Cidade Velha. O prédio tem características provenientes da época denominada de Belle Époque.

Conta com três andares e foi ocupado pela família do comendador Antônio José de Pinho, responsável por sua construção no ano de 1897.

Foto: Divulgação/Semec

Mercado de São Brás

O Mercado de São Brás também faz parte da coletânea de arquiteturas do Ciclo da Borracha. O prédio centenário reúne espaços gastronômicos e culturais, estacionamento subterrâneo e sistema de geração de energia limpa.

O seu Polo Gastronômico oferece mais de 80 espaços comerciais, entre restaurantes, bares, lojas e serviços, distribuídos em dois pavilhões térreos, além de lojas no subsolo e mezaninos com vista panorâmica e terraços.

Com 114 anos de história, o Mercado de São Brás foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro. O prédio mescla elementos arquitetônicos do art nouveau e do neoclássico, com detalhes escultóricos em ferro e azulejos decorativos.

Confira o funcionamento do polo gastronômico do Mercado de São Brás:

Feira: Segunda a sábado, das 07h às 18h; Domingos e feriados, das 07h às 16h.

Praça de Alimentação da Feira: S⁠egunda a domingo e feriados, das 07h às 15h.

Corredor Gastronômico e anexos: S⁠egunda-feira, das 15h às 22h;
Terça a quinta e domingos e feriados, de 10h a 00h;
Sexta e sábado, de 10h a 1h.

Lojas: Segunda a domingo e feriados, das 10h às 22h..

Foto: Divulgação/Agência Pará

Palacete Bolonha

Foto: Divulgação/Semcom Belém

O Museu Casa Francisco Bolonha está localizado na Av. Gov. José Malcher nº 295, está inserido no complexo “Memorial dos Povos”, um equipamento cultural pertencente a Prefeitura Municipal de Belém. Sendo para os pesquisadores da Arquitetura do período uma das mais representativas construções arquitetônicas do início do século XX. Foi a residência oficial do engenheiro paraense Francisco Bolonha, homem muito atuante no início do século XX, que planejou e executou o referido projeto.

Em estilo eclético, é possível encontrar no edifício, elementos art-noveau, neoclássicos, góticos e barrocos, sendo a cobertura feita à la masard, com telhas de ardósia. No caminho ao adentrar ao palacete, passa-se por portão em gradil elaborados, em estilo art-nouveau, no piso em Mosaicos, observa-se a inscrição em latim “cave canem” – “cuidado com o cão”.

As visitas podem ser agendadas pelos telefones (91) 3230-3536 ou ainda pelo (91) 3230-3159. O agendamento também pode ser feito pessoalmente na recepção do palacete.

Museu de Arte Sacra 

O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no antigo Palácio Episcopal, originalmente Colégio Jesuítico de Santo Alexandre, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres da Companhia entre o fim do século XVII e início do século XVIII.

Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719.

Endereço: Praça Frei Brandão, s/n – Cidade Velha, 66020-240 (Complexo Feliz Lusitânia)

Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Foto: Divulgação/Agência Pará

Museu do Estado do Pará

O Museu do Estado do Pará (MEP), atualmente abrigado no Palácio Lauro Sodré, foi criado em 18 de março de 1981. Iniciou suas atividades em 1986, no 4º pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (CENTUR) e, posteriormente, foi transferido para o Palacete Bolonha, onde funcionou até 1994. Nesta data, o Palácio dos Governadores foi reformado com o objetivo de abrigar o MEP, onde permanece desde então.

Atualmente, o Museu dispõe de um acervo diverso, composto de pinturas, mobiliário, acessórios, fotografias, entre outros bens que incluem o próprio edifício como testemunhos de diferentes contextos da história do Pará. Parte deste acervo compõe a exposição de longa duração nos salões nobres do pavimento superior e no pavimento térreo, além de possuir as galerias Manoel Pastana e Antonio Parreiras destinadas a receber mostras de curta e média duração.

Endereço: Praça Dom Pedro II, s/n – Cidade Velha, 66020 – 240

Contatos: 4009-8513; museuhistoricodopara@yahoo.com.br

Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Foto: Divulgação/Secult PA

Parque Zoobotânico Mangal das Garças

O Parque Zoobotânico Mangal das Garças é resultado da revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados localizada à margem do rio Guamá. A ideia, representar as diferentes macrorregiões florísticas do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna.

Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurantes, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém.

O Mangal fica localizado na Rua Carneiro da Rocha, sn, no bairro da Cidade Velha. O complexo funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 18h, com entrada franca. A visita a alguns espaços tem taxa de pagamento.

Foto: Divulgação/Agência Pará

Ações de prevenção contra acidentes com animais peçonhentos crescem em Rondônia

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As ações de prevenção contra animais peçonhentos são coordenadas pela Sesau, por meio da Agevisa/RO. Foto: Divulgação/Agevisa/RO

Neste início de 2026, com o objetivo de conscientizar a população sobre medidas simples e eficazes de prevenção, o governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde do estado (Agevisa/RO) intensificou as ações de prevenção e orientação à população para reduzir acidentes com animais peçonhentos durante o inverno amazônico, período em que escorpiões, aranhas e serpentes tendem a aparecer com mais frequência em áreas urbanas e rurais.

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A iniciativa envolve campanhas educativas, monitoramento epidemiológico e fortalecimento da rede de atendimento, com foco na proteção da vida e na resposta rápida aos casos registrados.

Manter a limpeza do domicílio e dos quintais, evitar entulhos em terrenos baldios, vedar frestas em portas e paredes, inspecionar roupas e calçados antes do uso e utilizar botas e luvas em atividades ao ar livre são medidas simples e eficazes de prevenção.

As ações são coordenadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Agevisa/RO, integrando vigilância, assistência e educação em saúde.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, os investimentos em saúde fortalecem a rede de vigilância e atendimento em todo o estado.

“Temos ampliado os investimentos em saúde, com aquisição e distribuição adequadas de soros antivenenos, capacitação das equipes e ações educativas, para garantir que a população esteja informada e que o atendimento seja rápido e eficaz, reduzindo riscos e salvando vidas”, enfatizou.

Leia também: Saiba como se prevenir de acidentes com animais peçonhentos durante o inverno amazônico

Ações de prevenção contra acidentes com animais peçonhentos crescem em Rondônia
Ações educativas orientam prevenção de acidentes com animais peçonhentos. Imagem: Divulgação/Vigilância em Saúde de Rondônia

Leia também: Saiba como se prevenir de acidentes com animais peçonhentos durante o inverno amazônico

Dados e vigilância de animais peçonhentos

De acordo com o diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), Gilvander Gregório de Lima, entre 2021 e 2025 foram registrados 7.401 acidentes por animais peçonhentos no estado, com maior incidência em áreas rurais e predominância no sexo masculino.

“Os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde orientam nossas decisões, desde a distribuição de soros até a definição de estratégias regionais de vigilância, garantindo tratamento oportuno e redução da letalidade”, explicou.

A técnica de Vigilância Ambiental da Agevisa/RO, Francimar de Oliveira Moisés, ressaltou a importância da identificação correta da espécie agressora.

“Quando a equipe reconhece o animal envolvido, o manejo clínico é mais preciso e o prognóstico do paciente melhora. Por isso, reforçamos aos profissionais de saúde a importância de notificar também os casos ao Ministério da Saúde, pois o envio dos soros ocorre conforme o quantitativo de notificações registradas. A educação permanente dos profissionais e a sensibilização da população são fundamentais para a notificação correta dos casos, sempre que possível com registro fotográfico do animal ou o encaminhamento do mesmo à unidade hospitalar”.

As ações contam ainda com o apoio do hospital de referência estadual, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), além de unidades de saúde municipais, regionais de saúde e equipes de agentes de saúde e de endemias, que atuam de forma integrada na notificação, investigação e atendimento aos casos, assegurando que o soro antiveneno seja utilizado de forma criteriosa, conforme a gravidade do acidente.

*Com informações da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia

Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

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Foto: Reprodução/IDAM

O açaí passou a ser reconhecido como fruta nacional. É o que determina a Lei 15.330, de 2026, publicada nesta quinta-feira (8) no Diário Oficial da União. A expectativa é que a lei reforce a identidade do açaí como produto brasileiro e evite a biopirataria.

A nova norma teve origem em um projeto de lei do Senado: o PLS 2/2011, do ex-senador Flexa Ribeiro (PA).

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Aprovado pelo Senado em 2011, o projeto foi votado pela Câmara dos Deputados (onde tramitou como PL 2.787/2011) no final do ano passado.

O texto alterou a Lei 11.675, de 2008, que já reconhecia o cupuaçu como fruta nacional.

açaí de belém
Foto: Vanessa Monteiro/Ascom Ufra

O açaí

Típico da Amazônia, o fruto do açaizeiro tem a polpa usada como alimento e também em cosméticos. As sementes são usadas no artesanato e como meio de energia, substituindo a madeira. Do caule pode se extrair o palmito, enquanto as raízes podem ser utilizadas como vermífugo.

Leia também: Produção de açaí cresce 150% no Amazonas

Biopirataria

De acordo com os defensores da iniciativa, a nova lei pode reforçar a identidade do fruto como um produto brasileiro, beneficiando os produtores da Amazônia.

Além disso, eles argumentam que o reconhecimento em lei pode evitar a biopirataria. Em 2003, uma empresa japonesa chegou a patentear o açaí, mas em 2007 o governo brasileiro conseguiu cancelar esse registro.

*Com informações da Agência Senado

Websérie amapaense conta histórias de personalidades negras do estado

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Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Personalidades da história afroamapaense participam da websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá. A produção independente foi gravada em diferentes pontos de Macapá entre junho e julho de 2025 e recebeu recursos da Lei Paulo Gustavo.

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A websérie tem seis episódios, com cerca de dez minutos cada, lançados sempre às sextas-feiras. O objetivo é dar protagonismo às vozes negras do Estado, destacando vivências ligadas à educação, cultura e saúde. Segundo a diretora Brunna Silva, a proposta é mostrar histórias de resistência, identidade e pertencimento. Essa é a segunda produção audiovisual da artista.

“Eu saí do Fala Preta e queria continuar dando visibilidade para quem me deixou legado (…). Então o Heranças Negras veio da vontade de continuar fazendo audiovisual, de falar de quem nós somos. Pode não ser alguém de sangue pra mim, mas são pessoas que eu me inspiro e que deixam herança não só pra mim, mas para o Amapá inteiro”, explicou Brunna.

Leia também: Websérie ‘Eu Sou Tepequém’ reúne histórias contadas por quem vive na serra roraimense

Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Os personagens foram escolhidos pela trajetória de cada um. São três mulheres e três homens que representam diferentes áreas:

  • Pedro Bolão – Cultura
  • Maria do Socorro (parteira e puxadeira) – Saúde
  • José Carlos Tavares (professor da Universidade Federal do Amapá) – Saúde
  • Laura do Marabaixo – Cultura
  • Neto Medeiros – (professor da Universidade Federal do Amapá) Educação
  • Esmeraldina dos Santos – Educação

Pedro Bolão fala das raízes do batuque do Marabaixo no quilombo do Curiaú, onde vive e produz as caixas usadas nas festas. Laura também aparece como referência da cultura do batuque no Estado.

Maria do Socorro relembra práticas ancestrais das parteiras, aliadas ao uso de ervas medicinais da Amazônia. José Carlos Tavares mostra como plantas comuns em quintais podem ser alternativas no tratamento de doenças.

Na educação, Neto Medeiros, jovem professor e ativista da causa negra, e Esmeraldina dos Santos, pedagoga que usa o Marabaixo como ferramenta de ensino, dão voz às experiências de resistência e identidade.

Leia também: Conheça 10 afrodescendentes símbolos de resistência no Amazonas

Websérie traz resgate histórico

Cada episódio foi gravado em locais escolhidos pelos próprios personagens, como forma de representar suas vivências. Eles destacam costumes e tradições da Amazônia Negra.

“Eu acredito que esse é o momento da gente, de pessoas como eu, que são jovens, que querem começar no audiovisual, realmente se arriscarem para fazer alguma coisa e aproveitar os editais que estão tendo para a gente fortalecer a nossa cultura, o nosso sistema brasileiro e, principalmente, amazônico”, relembrou Brunna.

A produção teve apoio de Jéssica Thaís e Saturação na fotografia e finalização. A equipe contou ainda com Rayane Penha, Lucas Monte, Mário Garavello, Mc Super Shock e Caio Hudson em funções de produção, câmera e som.

Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal
Websérie Heranças Negras: Memórias Vivas do Amapá — Foto: Brunna Silva/Arquivo pessoal

Leia também: História de uma das principais lideranças negras da Amazônia ganha destaque em documentário

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Atlas ODS Amazonas será lançado com diagnóstico sobre sustentabilidade nos 62 municípios do estado

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Foto: Reprodução/Ufam

Produzido pelo Atlas ODS Amazônia, iniciativa vinculada à Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Atlas ODS Amazonas é um diagnóstico técnico-científico inédito sobre o estágio atual do desenvolvimento sustentável nos 62 municípios do estado.

O material apresenta uma análise territorial detalhada com base em 42 indicadores oficiais articulados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Ao organizar dados sobre saúde, educação, meio ambiente, infraestrutura, igualdade de gênero e governança, a publicação promove uma leitura integrada das realidades municipais e dos contrastes territoriais da região. As informações oferecem subsídios técnicos e acessíveis para o fortalecimento de políticas públicas orientadas por evidências. 

“O Atlas ODS Amazonas comprova como a ciência produzida na Ufam, enraizada no território, é capaz de qualificar o debate público, orientar a gestão e abrir caminhos que conciliam justiça social e equilíbrio ambiental, aproximando a Amazônia das metas da Agenda 2030”, afirma a pró-reitora de Extensão da Ufam, professora Flávia Melo da Cunha.

pesquisa atlas ods amazonas
Foto: Reprodução/Ufam

A publicação é resultado de um esforço coletivo de pesquisa e cooperação interinstitucional, com a participação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério Público do Estado do Amazonas, do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, da Procuradoria-Geral do Estado do Amazonas e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia.

O estudo integra a estratégia de territorialização da Agenda 2030 na região e se consolida como um instrumento público de referência para o planejamento, a formulação de políticas e a gestão orientada por evidências nos municípios amazônicos.

Leia também: Desenvolvimento sustentável: como o fator social pode auxiliar na preservação ambiental?

Lançamento do Atlas ODS Amazonas

O lançamento do Atlas ODS Amazonas será no dia 2 de fevereiro de 2026, às 9h, no Auditório Vitória Régia, do Centro de Ciências do Ambiente (CCA), no Setor Sul da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em Manaus (AM).

Inscrições AQUI.

*Com informações da UFAM

Pesquisador de Mato Grosso publica estudo de física quântica na Scientific Reports

Foto: Reprodução/Freepik

O professor e pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Emanuel Cardozo Diniz, publicou um estudo na revista Scientific Reports, do grupo Nature, sobre o controle de interferências quânticas em sistemas nanoeletromecânicos.

O estudo foi desenvolvido em colaboração com os pesquisadores Olímpio Pereira de Sá Neto, da Universidade Estadual do Piauí (Uespi), e Amjad Sohail, da Universidade Governamental de Faisalabad, no Paquistão.

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De acordo com o pesquisador Emanuel Cardozo Diniz, os resultados obtidos neste trabalho podem motivar o desenvolvimento de novas tecnologias, especialmente voltadas ao processamento de informação.

“Essa abordagem tem o potencial de tornar os dispositivos mais sensíveis, eficientes e versáteis, permitindo o controle preciso de sinais em estruturas extremamente pequenas”, explica o pesquisador.

“No futuro, essas tecnologias podem dar origem a novos componentes capazes de armazenar, transmitir e processar informação quântica, além de integrar diferentes plataformas em dispositivos compactos, abrindo caminho para aplicações inovadoras na ciência e na tecnologia”, conta o pesquisador.

O que são sistemas nanoeletromecânicos (NEMs)?

São dispositivos que combinam componentes elétricos e movimentos mecânicos em escala nanométrica (um bilhão de vezes menor que um metro). Na prática, funcionam como minúsculas máquinas que processam sinais em sistemas eletrônicos avançados.

Leia também: Físico incentiva ações de popularização da ciência na região amazônica

Pesquisador explica o estudo

Normalmente, certas substâncias barram a passagem de luz ou energia em frequências específicas. O estudo descreve a Transparência Nanoeletromecanicamente Induzida (NIT), um fenômeno onde o sistema, ao ser estimulado da maneira correta, deixa de bloquear o sinal e cria uma “janela” de transparência.

Isso ocorre pela interação entre um ressonador (que vibra) e um íon (uma partícula carregada). Essa interação permite que a informação passe sem ser absorvida pelo sistema.

Pesquisador de Mato Grosso publica estudo de física quântica na Scientific Reports
Modelo esquemático de um experimento que consiste em um NEMS (nanoeletromagnetismo) que interage eletrostaticamente com um íon aprisionado em uma armadilha. O íon possui graus de liberdade vibracionais associados ao movimento no potencial da armadilha e está sujeito à excitação por um laser externo cuja frequência é ajustada para a primeira banda lateral vermelha. O modelo quantizado resultante descreve dois osciladores acoplados — o NEMS e o modo vibracional do íon — juntamente com uma interação de Jaynes-Cummings modificada, que envolve a absorção simultânea de um fônon da armadilha e uma excitação de dois níveis de seu grau de liberdade eletrônico.

O estudo também analisa a interferência Fano, que ocorre quando o encontro dessas ondas de energia não é perfeito. Em vez de uma janela de transparência total, o sistema apresenta um rastro de absorção “torto” ou assimétrico, o que ajuda os cientistas a entenderem como a energia está se comportando ali dentro.

O maior obstáculo para essa tecnologia é a chamada “descoerência de fase”. Como essas máquinas são extremamente sensíveis, qualquer interferência externa (como calor ou ruído) pode desorganizar o sistema e fechar a janela de transparência, impedindo o armazenamento da informação quântica.

A pesquisa é um passo fundamental para criar computadores quânticos. Esses computadores usarão “qubits” (elementos de informação quântica) para processar dados em velocidades impossíveis para os computadores atuais.

*Com informações da Unemat

Alcione mistura samba com batuque do Marabaixo e grava canções com artistas do Amapá

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Foto: Divulgação/GEA

A cantora Alcione lançou nesta sexta-feira (16) o medley ‘Marabaixo: Tradição do Amapá‘, que mistura samba com o batuque do marabaixo amapaense. O trabalho homenageia a cultura afro-amapaense e marca a estreia da artista nesse ritmo tradicional do Norte.

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Foto: Matheus Porto

O projeto reúne músicas que representam a cultura afro-amapaense, desde cantos ancestrais dos ladrões de Marabaixo até clássicos da música popular local. Alcione também convidou artistas do Amapá para participar da produção.

Segundo Alcione, a inspiração veio de duas paixões: a escola de samba Mangueira e a diversidade cultural do Brasil.

Marrom é apaixonada pela Mangueira, que neste ano homenageia o Amapá com o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju: o Guardião da Amazônia Negra”. Alcione já transitou por diversos ritmos, como forró, xote, baião, maracatu e bumba meu boi.

Leia também: Conheça história do Marabaixo, manifestação cultural ancestral do Amapá

Alcione ressaltou que o projeto é uma forma de levar a cultura do Norte para todo o Brasil. Para ela, é a chance de fazer os tambores do Marabaixo ecoarem em diferentes regiões.

“É muito importante. O Brasil é um país de tantos ritmos, de tantas raças, então é aí que está a beleza da nossa cultura popular. Onde a gente vai tem um pedaço de Brasil cantando e tocando”, disse Marrom.

Capa do single Marabaixo de Alcione
Capa do single. Foto: Matheus Porto

Ela contou que não conhecia o batuque e se encantou com a força ancestral do ritmo.

“É importantíssimo para todo o Brasileiro que já nasceu ou ainda vai nascer registrar essa cultura do país”, completou.

‘Marabaixo: Tradição do Amapá’

Foto: Matheus Porto

O single traz nove faixas, entre músicas tradicionais e composições inéditas. Entre elas estão “Mão de Couro”, “No Marabaixo é Assim” e clássicos como “Rosa Branca Açucena” e “Vaca Malhada”.

A produção e os arranjos são assinados pelo músico amapaense Alan Gomes, e a percussão ficou por conta de Nena Silva, do quilombo do Curiaú.

O trabalho foi gravado em um estúdio no Rio de Janeiro, com direção musical de Alexandre Menezes e Alan Gomes. A mixagem e masterização foram feitas por Vanios Marques, e coro tem Silmara Lobato e herdeiros da tradição do Marabaixo, como Cleane Ramos, Danniela Ramos, Julião do Laguinho e Lorrany Mendes.

O projeto nasceu de um convite do governo do Amapá para Alcione. O Marabaixo é uma manifestação cultural afro-brasileira do Amapá e foi reconhecido pelo Iphan como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Sabonetes e velas são usadas como repelentes contra dengue e malária em Humaitá, no Amazonas

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Com parcerias institucionais, projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tendo as populações ribeirinhas como público prioritário. Foto: Divulgação/UFAM

Humaitá (AM) apresenta alto número de notificações de casos de malária e dengue. No ano de 2019, a cidade registrou 1.765 ocorrências de malária e 70 de dengue, o que fez a Secretaria Municipal de Saúde alertar à Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para o quantitativo de casos.

Leia também: 1 mosquito e 4 doenças: conheça o Aedes aegypti, o “maldito do Egito”

E foi com a inquietação do que a universidade poderia fazer para prevenção das enfermidades que o professor Renato Abreu Lima, do Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA/Ufam), iniciou o projeto de extensão ‘Os produtos naturais no combate à doenças tropicais no Amazonas em 2019’. Em razão da pandemia de Covid-19, o projeto foi paralisado e retoma agora suas atividades. 

“O principal objetivo foi justamente o de sensibilizar os moradores, a sociedade em geral, de Humaitá, as escolas, os estudantes, para que a ação de dengue e malária pudesse ser um fator diminutivo. Nos últimos cinco anos nós recebemos notificação da Secretaria Municipal de Saúde pedindo ajuda para poder reduzir os números de casos que estavam crescendo de dengue e de malária no município de Humaitá”, explica o coordenador do projeto, Renato Abreu.

O projeto é vinculado aos cursos de graduação em Ciência – Biologia e Química, Engenharia Ambiental e Agronomia do IEAA e aos programas de pós-graduação de Ciências Ambientais e de Ensino de Ciências e Humanidades. 

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Sabonetes e velas repelentes

A atuação do projeto ocorre por meio de palestras de conscientização em escolas estaduais e municipais, em praças públicas e no Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Durante as atividades, os extensionistas distribuem e ensinam como produzir sabonetes e velas repelentes, utilizando óleos essenciais de plantas, em oficinas nas comunidades. 

“São produtos que não poluem tanto o meio ambiente como aqueles produtos industriais convencionais, que são vendidos nas indústrias e nos mercados públicos”, explica o docente.

A equipe do projeto também confecciona folders, cartazes e publicações em mídias digitais que abordam a prevenção das doenças tropicais. O projeto já atendeu cerca de mil pessoas, tanto na zona urbana como na zona rural de Humaitá.

As comunidades ribeirinhas, população mais vulnerável a essas doenças, são um dos principais públicos atendidos pelo projeto. O professor Renato Abreu destaca as comunidades de Praia de Lábrea, Praia do Gado, Maciari, Cassianã, Prego e Laranjeiras. 

Buscando abranger o maior número de pessoas para sensibilização da prevenção contra dengue e malária, o projeto mantém parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) e com a Secretaria Municipal de Educação de Humaitá. 

Sabonetes e velas são usadas como repelentes contra dengue e malária em Humaitá, no Amazonas
Foto: Divulgação/UFAM

Conscientizar e prevenir

Renato Abreu Lima aponta que o projeto promove importante impacto social no município por meio da conscientização da população para combater a proliferação dos mosquitos que transmitem a dengue e a malária.

“Fazendo um comparativo com os anos anteriores, a gente percebe que está tendo uma diminuição de casos e isso se deve não somente pela questão da atuação da Ufam, mas também por todas as ações educativas que a Semed, a Seduc e a própria Secretaria de Saúde realizam para a população de Humaitá. Então, somado a esse fator social, acredito que o impacto social é justamente alertar a população para que nós não tenhamos índices grandes da doença que pode levar à morte de um morador da cidade”, afirma o coordenador.

Dengue

A dengue, que integra o grupo das arboviroses, é uma doença ocasionada pelo vírus da  família Flaviviridae e do gênero Orthoflavivirus, sendo conhecido quatro tipos de sorotipo: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A fêmea do mosquito Aedes aegypti (significa “odioso do Egito”) é vetor da doença e usa água parada para depositar seus ovos. 

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos, enjoo, moleza, dor nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo. A doença pode progredir para formas graves que estão associadas ao extravasamento grave de plasma, hemorragias severas ou comprometimento grave de órgãos, que podem evoluir para o óbito. Em 2024, a vacina contra a dengue entrou pela primeira vez no Calendário Nacional de Vacinação no Brasil.

Leia também: Como combater a dengue: 11 dicas práticas para evitar a proliferação do Aedes aegypti

Malária

Causa pelo parasita do gênero Plasmodium, a malária é transmitida para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego), mais presentes ao amanhecer e ao anoitecer. A doença tem tratamento, mas se não diagnosticada adequadamente pode agravar e levar ao óbito. 

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, tremores, suor excessivo e dor de cabeça. O tratamento, após o diagnóstico, é realizado de forma ambulatorial, com medicação distribuída gratuitamente pelo Sistema único de Saúde (SUS).

*Com informações da Ufam

Alertas de desmatamento no Pará caíram 44% em 5 meses de 2025, aponta Inpe

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Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real do órgão registrou redução das notificações em municípios do estado paraense. Foto: Vinicius Pinto/Agência Pará

O Pará registrou redução de 44% nos alertas de desmatamento no acumulado entre agosto e dezembro de 2025. Os dados são oficiais, do sistema Sistema de Detecção de Desmatamento  em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). No período, o total de alertas caiu de 784 km², no mesmo intervalo do ano anterior, para 438 km² – o menor valor da série histórica desde 2019 para esse recorte temporal.

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O governador Helder Barbalho destacou que o resultado reflete a estratégia contínua de controle ambiental adotada pelo Estado. “Essa redução expressiva mostra que o Pará está no caminho certo ao investir em monitoramento, fiscalização e ações integradas nos territórios mais pressionados”, afirmou.

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Desmatamento nos municípios

Nos municípios prioritários para ações de prevenção, controle e combate ao desmatamento, a queda foi ainda mais significativa. Entre agosto e dezembro de 2025, esses municípios reduziram os alertas em 54%, passando de 454 km² para 208 km², uma diminuição absoluta de 246 km².

Entre os destaques estão:

  • Altamira, que reduziu os alertas de 58 km² para 12 km² (-79%);
  • Uruará, de 52 km² para 12 km² (-77%);
  • Itaituba, de 47 km² para 12 km² (-75%);
  • Portel, de 55 km² para 22 km² (-59%);
  • Pacajá, que caiu de 42 km² para 16 km² (-62%).
Cidade de Altamira, no Pará, reduziu alertas de desmatamento. Foto: Reprodução/Prefeitura de Altamira
Cidade de Altamira, no Pará, reduziu em 79% os alertas de desmatamento. Foto: Reprodução/Prefeitura de Altamira

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O secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, Raul Protázio Romão, ressaltou que os resultados confirmam a efetividade do foco territorial adotado pela política ambiental do Estado.

“Os dados mostram que onde o Estado atua de forma integrada, com inteligência, presença em campo e articulação com os municípios, os resultados aparecem. A redução nos municípios prioritários é um indicativo claro de que a estratégia está funcionando”, afirmou.

Na Amazônia Legal, o comportamento foi semelhante. Entre agosto e dezembro de 2025, o acumulado de alertas de desmatamento totalizou 1.191 km², o que representa uma redução de aproximadamente 36% em relação ao mesmo período do Ano PRODES anterior, quando foram registrados 1.869 km².

*Com informações da Agência Pará