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Taxa de analfabetismo em Mato Grosso cai para 3,8% e atinge menor nível desde 2016, segundo IBGE

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Taxa de analfabetismo em Mato Grosso cai para 3,8%: Foto: Governo de Mato Grosso

A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 a 59 anos de Mato Grosso caiu para 3,8% em 2024, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual supera a meta da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que era reduzir a taxa de analfabetismo entre esse perfil para 4%, já no primeiro semestre do ano. Segundo o IBGE, este é o menor percentual registrado desde 2016, ano em que Mato Grosso registrou 5,9% de analfabetismo entre pessoas com 15 a 59 anos.

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Taxa de analfabetismo em Mato Grosso cai para 3,8%. Foto: divulgação

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O resultado também coloca Mato Grosso abaixo da média nacional, de 5,3%, e como o 9º estado com a menor taxa de analfabetismo.

Em relação a pessoas com 60 anos ou mais, também houve redução do analfabetismo para 15,7% em 2024. Em 2016, o percentual entre este público era de 24,6%.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, atribuiu a queda no analfabetismo ao programa Mais MT Muxirum, que busca alfabetizar jovens e adultos que deixaram a escola e não aprenderam a ler e escrever na idade correta.

“Buscamos atingir essa meta desde 2019 e, para isso, a Seduc terá investido R$ 64,1 milhões até o final deste ano. Desde o seu lançamento, em 2021, o Mais MT Muxirum já alfabetizou mais de 62 mil pessoas. Agora, vamos descer a régua e avançar mais ainda”, explicou ele.

Segundo Alan, o programa MT Mais Muxirum tem a meta de alfabetizar mais 17 mil pessoas. “O investimento somente neste ano é de R$ 16,4 milhões e teve adesão de todos os 142 municípios do Estado”, destacou.

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Programa Mais MT Muxirum

A nova etapa do programa Mais MT Muxirum conta com 159 coordenadores locais e 1.427 alfabetizadores. Durante os oito meses do curso, eles receberão mensalmente bolsas-auxílio de R$ 1 mil e R$ 1.300, respectivamente.

Com material pedagógico específico, o atendimento aos estudantes é flexibilizado e facilitado em relação ao local, podendo ser realizado em centros comunitários, igrejas ou escolas, escolhidos pela Diretoria Regional de Educação (DRE) nos 13 polos do Estado.

As turmas são reduzidas, de 10 a 12 estudantes no máximo, para que tenham um desempenho melhor. As aulas têm carga horária de 12 horas semanais, totalizando 384 horas anuais.

O Mais MT Muxirum faz parte da política de Educação de Jovens e Adultos (EJA), uma das 30 políticas educacionais do Plano Educação 10 Anos, do Governo de Mato Grosso, para transformar a educação do Estado.

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Comitê de Mudanças Climáticas fortalece ações estratégicas para o período mais seco do ano em Rondônia

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O Comitê Permanente de Gestão para Adaptação e Enfrentamento às Mudanças Climáticas do Governo de Rondônia, em reunião realizada nesta terça-feira (1º), fortaleceu o alinhamento de ações para o enfrentamento do período mais seco do ano, o de maior risco de incêndios florestais. O estado se encontra dentro da normalidade para o período, com projeção de não enfrentar seca tão grave como em 2024, mas mantém atuação constante e em alerta para proteger à população e o meio ambiente.

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O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que desde que foi criado, em outubro de 2024 como um marco na governança ambiental, o Comitê se debruça continuamente em reuniões estratégicas. O que permitiu uma atuação diferenciada do Governo de Rondônia no período de enchentes deste ano, com intensa distribuição de água potável, cestas básicas às famílias atingidas, e o inédito pagamento do auxílio enchente, e ao mesmo tempo se posiciona com mais força para o combate a incêndios florestais.

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Comitê de Mudanças Climáticas
Desde que foi criado, em outubro de 2024, o Comitê de  Mudanças Climáticas se debruça continuamente em reuniões estratégicas. Foto: Governo do Estado de Rondônia

‘‘Há um esforço do Governo de Rondônia para antecipar ações e responder com eficiência às demandas dos extremos climáticos. O estado se aproxima do período mais seco do ano, mas as ações para essa temporada começaram bem antes, ainda no período de chuvas. O que rendeu mais de 10 mil ações preventivas, capacitação intensiva dos combatentes, e formação de 929 brigadistas civis nos municípios, e estamos com a Operação Verde Rondônia ativa com mais de 180 focos já combatidos, tudo para construir um cenário melhor para a população e meio ambiente passarem esse período climático com mais segurança e dignidade’’, afirma o governador.

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Novas ações

O coordenador Estratégico Operacional de Proteção e da Defesa Civil Estadual, coronel BM Jaime Fernandes, suplente do comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBMRO) e coordenador estadual da Defesa Civil, coronel BM Nivaldo de Azevedo Ferreira, no Comitê, destacou que o momento é de reforço ao combate a focos de incêndios. ‘‘O que desejamos é que os incêndios florestais não aconteçam, que haja uma conscientização, mas estamos prontos e fazendo de tudo para que a ação combativa alcance o máximo de eficiência, dando respostas todos os dias’’, garante.

Comitê aperfeiçoa e fortalece ações para proteger à população e o meio ambiente. Foto: Governo do Estado de Rondônia

Além disso, o CBMRO destacou que o Governo de Rondônia está trabalhando no planejamento para formação de brigadistas indígenas, para fortalecer ainda mais a proteção dos territórios indígenas na estiagem. A Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) pontuou que está atenta a prestar assistência em caso de uma situação emergencial para seca.

A Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog) acrescentou a mobilização para ações, dentro do Plano Plurianual (PPA), que venham mitigar o impacto do período em relação aos recursos hídricos. Segundo análise técnica da Sala de Situação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Rondônia teve um volume de chuvas positivo, desde novembro de 2024 até maio de 2025, que contribuíram para atenuar os déficits hídricos dos meses anteriores, mas é essencial manter um monitoramento contínuo para um gerenciamento hídrico.

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Melhores práticas

O Governo de Rondônia também está atento às melhores práticas desenvolvidas em conformidade com o contexto nacional. O Estado fez parte, este mês da qualificação, promovida pelo governo federal, na plataforma que integra estados na prevenção de desastres, o Defesa Civil Alerta. E, segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o governo também trabalha em um plano integrado, com mobilização dos estados brasileiros em ações com foco em reduzir incêndios florestais e promover a sustentabilidade no campo.

Área de ataque a fiscais do ICMBio já registrou sete confrontos armados só em 2025, diz instituto

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Agentes do ICMbio e da PM são atacados — Foto: ICMBio

Agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar (PM), foram vítimas de uma emboscada e atacados a tiros durante uma operação em um garimpo ilegal na Floresta Nacional do Jamari, no interior de Rondônia.

Saiba mais: Conheça a Flona do Jamari, em Rondônia

Segundo informações das equipes, durante uma fiscalização na região durante os dias 15 e 25 de junho, houve uma intensa troca de tiros com os infratores enquanto estavam dentro da área de extração. De acordo com a denúncia, ainda durante a mesma operação, os criminosos também espalharam pregos em tábuas na estrada que perfurou os pneus das viaturas.

A emboscada, segundo o ICMBio, foi uma retaliação à destruição de equipamentos usados em crimes ambientais, como extração ilegal de madeira e mineração clandestina. Na ação Na ação foi apreendida uma arma cal. 12 com 5 munições.

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Agentes do ICMBio e PM são atacados durante operação em garimpo ilegal — Foto: ICMBio

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A Operação Dominância deve ocorrer ao longo de todo o ano e tem como objetivo combater o garimpo ilegal, o desmatamento e a invasão de áreas protegidas em Rondônia.

A Floresta Nacional do Jamari, onde agentes do ICMBio e da Polícia Militar (PM) foram recebidos a tiros durante uma fiscalização, já teve sete confrontos armados só em 2025. Segundo o ICMBio, 12 garimpeiros foram presos na região neste ano.

No episódio mais recente, os agentes foram vítimas de uma emboscada durante a operação Dominância, no garimpo ilegal na Floresta Nacional do Jamari, no interior de Rondônia. A emboscada, segundo o ICMBio, foi uma retaliação à destruição de equipamentos usados em crimes ambientais, como extração ilegal de madeira e mineração clandestina.

Nenhum dos atiradores deste ataque foi identificado até o momento. O ICMBio informou que vai reforçar o número de fiscais e ampliar os pedidos de apoio logístico e operacional às forças policiais.

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fiscais do ICMBio
Agentes do ICMbio e da PM são atacados — Foto: ICMBio

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A operação começou em janeiro e está prevista para seguir até o fim de 2025 em três unidades de conservação federais em Rondônia. Desde o início da ação, os prejuízos causados ao crime ambiental organizado já ultrapassam R$ 7,2 milhões, e as ações devem continuar até o fim do ano.

Em nota, a PM lamentou o ataque mais recente e informou que atua apenas como apoio operacional ao ICMBio. A coordenação e execução das fiscalizações ambientais são responsabilidade exclusiva do Instituto.

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O ICMBio também conta com apoio da Polícia Federal e, às vezes, da Força Nacional. Quando há crime ambiental, o caso é repassado ao Ministério Público Federal (MPF), que cuida da parte criminal. No episódio mais recente, o instituto disse que vai comunicar os crimes ambientais ao MPF, mas não deve formalizar denúncia sobre o ataque aos agentes.

Na fase anterior da Operação Dominância, entre março e abril, foram apreendidos R$ 2,8 milhões em bens. A força-tarefa reuniu ICMBio, Ibama, Polícia Federal, Exército e batalhões da PM, e desmobilizou 83 acampamentos ilegais. Foram recolhidos escavadeiras, tratores, caminhões, antenas Starlink, armas, mercúrio e ouro extraído de forma ilegal. As multas aplicadas somaram R$ 453 mil.

*Por Iuri Lima, Rede Amazônica


Jovem pesquisador da Amazônia conquista prêmio nacional por estudo sobre manejo sustentável do pirarucu

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O estudante Tiago de Melo Meza foi premiado pelo CNPq. Foto: Rayssa Guinato

O estudante Tiago de Melo Meza, da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), foi o jovem pesquisador vencedor do 22º Prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na categoria Bolsista de Iniciação Científica, pela área de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.

O anúncio foi feito pela Coordenação de Execução e Difusão de Prêmios do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), principal órgão de fomento à pesquisa no Brasil.

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O trabalho premiado teve como foco o manejo participativo do pirarucu (Arapaima gigas), prática desenvolvida por comunidades tradicionais da Amazônia com fins de conservação da espécie e fortalecimento socioeconômico local. A pesquisa de Tiago analisou os desafios enfrentados por pescadores da Amazônia Central na comercialização do pirarucu manejado, identificando obstáculos econômicos, ambientais, sociais e de acesso a mercados formais.

“Esse reconhecimento tem um grande significado para mim, especialmente como um jovem amazônida que acredita em um futuro sustentável por meio da união entre a ciência e os saberes das comunidades tradicionais. A Amazônia, além de sua riqueza natural, também é fonte de conhecimento”, afirmou Tiago. “É gratificante ver que o CNPq, por meio de instituições como o Instituto Mamirauá, reconhece e apoia jovens pesquisadores”, completou.

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Premiação será entregue em evento nacional de ciência

A cerimônia de entrega da premiação está marcada para o dia 15 de julho de 2025, às 13h, durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontecerá no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife-PE.

A orientadora do trabalho premiado, Rayssa B. Guinato, ressaltou a importância simbólica e científica do prêmio. “Apesar das adversidades enfrentadas em um município do interior do Amazonas, como o acesso limitado à internet e a escassez de investimentos em educação básica, Tiago destaca-se como um exemplo do potencial transformador da ciência e da educação no contexto amazônico”, afirma a pesquisadora do Grupo de Pesquisa Territorialidades e Governança Socioambiental na Amazônia do Instituto Mamirauá.

Pesquisa premiada destaca desafios e soluções no manejo do pirarucu

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Foto: Miguel Monteiro

Para Rayssa, a conquista reafirma a importância de uma ciência mais inclusiva, que reconhece os saberes locais e amplia a representatividade na produção científica nacional.

“O projeto desenvolvido por Tiago apresenta contribuições científicas expressivas ao abordar temáticas de elevada complexidade e relevância socioambiental, como as mudanças climáticas, o manejo sustentável de recursos naturais, a bioeconomia e as dinâmicas socioculturais das populações tradicionais. A construção desse conhecimento a partir da perspectiva de um jovem amazônida, estudante de Administração, contribui para a ampliação da diversidade na ciência brasileira”, complementa a pesquisadora.

A pesquisa de Tiago, desenvolvida com dados do Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, grupo responsável pela assessoria técnica do manejo de pirarucu na região, representa uma contribuição significativa para o entendimento de práticas sustentáveis que aliam conservação ambiental, desenvolvimento local e valorização dos conhecimentos tradicionais da Amazônia. O trabalho contou ainda com co-orientação do pesquisador Daniel Olentino Brito de Souza.

Tiago é aluno do curso de Administração do Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST/UEA), com conclusão prevista para julho de 2025. Foi bolsista de Iniciação Científica Sênior no Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, onde participou de três projetos voltados à sustentabilidade e ao uso racional dos recursos naturais, incluindo estudos sobre o manejo de jacarés, o consumo de carne de fauna silvestre e a comercialização do pirarucu na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã.

Instituto Mamirauá celebra 20 anos do programa de iniciação científica com prêmio histórico

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Foto: Miguel Monteiro

Para o Instituto Mamirauá, a premiação também é motivo de celebração. Segundo Rafael Rabelo, Coordenador de Pesquisa e Monitoramento do Instituto, o reconhecimento à pesquisa de Tiago reforça o papel transformador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) desenvolvido pela organização:

“A conquista da premiação do Tiago para o Instituto Mamirauá é extremamente relevante e ela chega justamente nesse ano em que o Programa PIBIC, o nosso programa de iniciação científica e institucional, está completando 20 anos de existência. Trata-se de um programa super relevante porque ele incentiva a formação de jovens cientistas amazônidas. Ao longo de todos esses anos, contribuímos com a formação de cerca de 500 bolsistas, que passaram pela iniciação científica em Tefé e região. Cerca de 42% desses bolsistas acabaram ingressando depois em programas de pós-graduação, mostrando que, de fato, é um programa superimportante para a formação de cientistas aqui nessa parte da Amazônia. O reconhecimento da pesquisa do Tiago agora só evidencia mais uma vez o quanto que o ingresso na carreira pode transformar a vida dos jovens amazônidas aqui da região”.

*Com informações do Instituto Mamirauá

Conheça as quadrilhas vencedoras do 6º Festival Municipal Sandro Rogério no Amapá

O 6º Festival Municipal Sandro Rogério, realizado dentro da programação do Arraiá do Povo, ocorreu no dia 28 de junho. O concurso é organizado pela Liga Junina de Macapá (Ligajum), sendo um dos três principais do estado. Cada grupo tem 30 minutos para realizar a apresentação.

Leia também: Arraiá do Povo reúne os três principais festivais juninos do Amapá; saiba quais

A ‘Simpatia da Juventude’ e a ‘Luar do Sertão’ dividiram o 1º lugar na categoria estilizado, já a ‘Piriguetes dos Matutos’ ganhou no tradicional. O corpo de jurados composto por nove julgadores levou em consideração quesitos como tema, conjunto, marcador, criatividade, dentre outros: 

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Denildo Piçanã se despede como tripa do Garantido após 30 anos e passa legado ao filho

Foto: Mauro Neto/Secom AM

A última noite do 58º Festival Folclórico de Parintins, realizada neste domingo (29), foi marcada por um dos momentos mais simbólicos e emocionantes da história recente do Boi Garantido: a despedida de Denildo Piçanã do posto de tripa do boi e a passagem oficial do legado para seu filho, Denison Piçanã.

Denildo José Matos Ribeiro, conhecido no universo do bumbá como Denildo Piçanã, encerrou sua trajetória como intérprete do item 10, função que exige não apenas preparo físico, mas domínio cênico, conexão com o público e profundo conhecimento da tradição do boi-bumbá. A atuação de Piçanã por quase três décadas o tornou uma das figuras mais emblemáticas da história do Garantido.

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A revelação da troca de gerações foi feita de maneira poética, no meio da apresentação do espetáculo “Garantido, Boi do Brasil”. Coube ao amo do boi, João Paulo Faria, anunciar a passagem do bastão em forma de verso:

São 30 anos de história que agora eu vou recordar, foi no ano de 95, que começou a bailar, de Parintins, o boi de pano, o melhor tripa que há”.

Leia também: Quanto pesa um boi-bumbá? Saiba como é a preparação dos tripas para dar vida ao item 10 no Festival de Parintins

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Em seguida, o apresentador oficial do bumbá, Israel Paulain, confirmou a transição: “O lugar, carregado de tradição familiar, agora passa a ser ocupado pelo filho, Denison Piçanã”.

A surpresa provocou forte reação nas arquibancadas do Bumbódromo, que vieram abaixo com aplausos, gritos e lágrimas de emoção dos torcedores do boi vermelho e branco. Muitos acompanharam atentos a evolução do novo tripa, que deu seus primeiros passos como sucessor do pai naquele mesmo instante, dentro da arena.

A família Piçanã, natural de Parintins, mantém um vínculo profundo com a história do Garantido. Denildo assumiu o posto de tripa em 1995, e desde então se destacou pela maneira como dava vida ao boi de pano durante as apresentações. Sua performance era marcada pela fusão de força física, leveza nos movimentos e ritmo sincronizado, resultando em uma interpretação que encantava o público e mantinha viva a essência do item.

Durante os 30 anos em que esteve à frente do personagem, Denildo Piçanã ajudou a construir a identidade do Garantido no Festival de Parintins. Cada entrada na arena era aguardada com expectativa, e sua forma de conduzir o boi era vista como parte central da magia do espetáculo.

Nas redes sociais, torcedores manifestaram carinho e reconhecimento: “Foi de arrepiar, difícil segurar a emoção. Amor puro pela arte que atravessa gerações. A arte transforma. A arte é vida”, escreveu um dos seguidores da página oficial do boi nas plataformas digitais.

Além da emoção causada pelo gesto, a cerimônia improvisada dentro do espetáculo marcou a continuidade da tradição familiar Piçanã dentro do item 10 do Garantido. Denison, agora responsável por carregar o peso simbólico e artístico do cargo, deu início a uma nova era, assumindo publicamente o compromisso de manter vivo o espírito do boi encarnado.

O espetáculo apresentado naquela noite, “Garantido, Boi do Brasil”, fez parte do projeto artístico mais amplo deste ano, com o tema “Boi do Povo, Boi do Povão”. A apresentação exaltou as raízes populares do Brasil, com homenagens à cultura indígena, afro-brasileira e aos bois de outras regiões do país.

O momento da despedida de Piçanã foi cuidadosamente encaixado dentro do espetáculo, representando não apenas o fim de um ciclo pessoal, mas também a continuidade de uma linhagem cultural profundamente ligada à identidade do Festival de Parintins.

Com a saída de Denildo e a entrada de Denison, o nome Piçanã continua presente na arena. A família segue representando um dos elementos mais tradicionais do festival: o homem por trás do boi, responsável por dar movimento, vida e emoção ao símbolo maior da disputa folclórica entre os bois de Parintins.

A entrega do posto reforça o papel da transmissão geracional no Festival de Parintins, onde arte, cultura e identidade caminham juntas, ano após ano, na maior celebração folclórica do Norte do Brasil.

Garantido vence 58º Festival Folclórico de Parintins e chega à 33ª vitória da história

O boi-bumbá Garantido conquistou o título de campeão do 58º Festival Folclórico de Parintins. A vitória foi confirmada na tarde desta segunda-feira (30), após a apuração das notas dos jurados na Ilha Tupinambarana, a 369 km de Manaus, no Amazonas. Representando a Baixa do São José, o boi encarnado venceu as três noites do festival, garantindo seu 33º título na história da disputa.

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Com o tema ‘Boi do Povo, Boi do Povão’, o Garantido levou para o Bumbódromo uma celebração das raízes amazônicas e da força do povo tradicional, com espetáculos que uniram crítica social, espiritualidade e exaltação cultural. Cada uma das três noites apresentou subtemas que dialogaram com a ancestralidade, a resistência e a identidade popular.

Primeira noite

Na estreia, o Garantido levou a Lenda Amazônica ‘Tapyra’yawara’. Um dos pontos altos foi a apresentação da nova rainha do folclore, Lívia Christina, na alegoria ‘O Povo Negro da Amazônia’, que deu visibilidade à herança afro-amazônica.

Leia também: Veja quais lendas, mitos, figuras e rituais o Garantido levou para o bumbódromo no 58° Festival de Parintins

Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Segunda noite

A segunda apresentação do boi encarnado começou em clima de carnaval, com a presença de um casal de mestre-sala e porta-bandeira, unindo o samba carioca ao boi-bumbá. Isabelle Nogueira, a cunhã-poranga, brilhou em uma indumentária inspirada no urubu, reforçando a simbologia da vida e da morte nos povos da floresta.

A apresentação teve ainda um momento de forte impacto político e cultural com a toada ‘Olhar de Curumim’, cantada por David Assayag. A música denuncia o genocídio indígena e, durante sua execução, o Garantido formou uma bandeira do Brasil humana no centro da arena.

Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM

Terceira noite

Na noite decisiva, o Garantido encerrou sua participação com o espetáculo ‘Garantido, o Boi do Brasil’, enaltecendo a cultura popular como símbolo de resistência nacional. O início trouxe uma homenagem aos bois de outras regiões do país, seguida pela lenda de Iara, encenada por Lívia Christina.

A toada ‘Vermelho’, em tributo a Chico da Silva, emocionou o público, enquanto um desfile de artesãs indígenas ressaltou o protagonismo feminino ancestral. A apresentação se encerrou com um ritual de cura do povo Tukano, encerrando o festival com espiritualidade e emoção, apesar de pequenos problemas técnicos com algumas alegorias.

Veja quais lendas, mitos, figuras e rituais o Garantido levou para o bumbódromo no 58° Festival de Parintins

Foto: Aguilar Abecassis/SEC-AM

Com o tema o tema ‘Boi do Povo, Boi do Povão’, as três noites do boi-bumbá Garantido no 58° Festival Folclórico de Parintins, exaltam sua origem na Baixa da Xanda, suas conexões com os povos indígenas, quilombolas e a cultura popular brasileira em um conjunto de apresentações que dialogaram com o passado, o presente e as lutas contemporâneas do país.

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Veja quais lendas, mitos, figuras e rituais foram apresentadas ao público nesta edição:

1ª noite – 27 de junho: Somos os povos da floresta

Lenda amazônica – Tapyra’yawara

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

A Tapyra’yawara é uma figura mítica da Amazônia, descrita nas cosmologias de povos indígenas da região. representando não apenas um ser mitológico, mas também uma figura espiritual de grande poder e influência. O nome “Tapyra’yawara” é derivado do Tupi, onde “tapir” se refere à anta e “-iauara” à onça, resultando em uma representação que combina características de ambos os animais. simbolizando forças da terra e da água, da vegetação densa e das águas impetuosas, tornando-se um ser fundamental nas narrativas que tratam da interação entre seres humanos e o meio ambiente na Amazônia.

Desde o início da colonização da Amazônia os brancos têm ouvido dos indígenas suas histórias. Na crença do povo Maraguá, a Tapyra’yawara é um dos grandes e temidos espíritos dos felinos- um dos seis espíritos protetores da natureza, habita junto aos demais espíritos na Ãgaretama – o mundo espiritual, mas quando se manifesta, aparece exclusivamente nos igarapés. Entre troncos de árvores submersos, costumam nadar. E quando anda, de longe se ouve os barulhos dos galhos de paus quebrando enquanto passa. Seu cheiro forte é quase insuportável, porém é sua maior característica. Quem o sente, tem grande dor de cabeça e tonteira.

Tapyra’yawara atua como um protetor das florestas, prevenindo a exploração desenfreada e o uso irresponsável dos recursos naturais. Esse espírito das onças é visto como uma espécie de vigilante que, ao observar as ações humanas, pode intervir de maneira punitiva, especialmente quando detecta práticas prejudiciais ao meio ambiente, como a caça excessiva e o abuso dos recursos da floresta. Sua intervenção é vista como uma forma de restaurar a ordem e corrigir os desequilíbrios provocados por aqueles que infringem as leis naturais.

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Figura títpica regional – Povo Negro da Amazônia

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

Em sua apresentação explica que o povo negro da Amazônia é diverso, presente do Acre à foz do rio Amazonas. Vozes silenciadas por séculos agora reverberam por autoafirmação e lutam por certificações de territorialidades quilombolas, urbanas e rurais. Gente como o Mestre Irineu, criador do Santo Daime no alto rio Juruá; como Dona Xanda, líder quilombola de Parintins, mãe do mestre Lindolfo, criador do Boi Garantido; e como o mestre Damasceno, da Ilha do Marajó, são exemplos de lideranças de uma afroamazoneidade que partilha saberes, territórios e vidas com os povos originários.

 Quando soam os tambores nas festas de São Sebastião e São Benedito, em várias comunidades amazônicas, esse povo negro e plural expressa sua cultura e fé em caboclos, encantados, voduns e orixás, fazendo a gira girar na busca constante por paz, direitos e liberdade. O Garantido, boi do Quilombo da Baixa, que tem o branco da paz de Oxalá e o vermelho da justiça de Xangô, neste ano regido por Iansã, apresenta no item 15, Figura Típica Regional: O Povo Negro da Amazônia

Ritual indígena – Moyngo, a iniciação maragareum

Os Ikpeng vivem na região do Médio Xingu, segundo os anciões, o pajé Maragareum, em um transe profundo, recebeu revelações das deusas ancestrais: rios de almas cantando em tons sombrios, homens-peixe ossificados emergindo das águas, onças aladas rugindo no céu e uma floresta habitada por primatas medonhos e escorpiões de fogo. Para romper o ciclo do mal, os Ikpeng realizam o rito de iniciação Moyngo, no qual um primogênito é escolhido para proteger os segredos da terra.

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

O menino iniciado recebe a fumaça ancestral, que permite aos espíritos sagrados tatuarem seu rosto com os signos das feras da mata e dos rios. Ungido com as ervas ankuingo, que carregam os segredos da floresta, ele é revestido com a otxilat, uma armadura divina que o protegerá em sua jornada pelo mundo dos mortos. Camuflado com a tez da floresta, o iniciado percorre um caminho obscuro até a maloca do céu, onde deve encontrar os segredos da terra e vencer o mal.

Em um estado de nirvana induzido pela fumaça e pelo rapé, o pajé Ikpeng-txipaya enfrenta e vence as feras antagônicas, abrindo o caminho para o iniciado retornar como um guerreiro vidente. Guiado pelas árvores caminhantes, que guardam os segredos da terra, o jovem Ikpeng assegura a continuidade da floresta sagrada e da linhagem de seu povo, evitando que a floresta e sua cultura desapareçam. Essa narrativa épica e ritualística revela a profunda conexão dos Ikpeng com o cosmos, a natureza e a luta pela preservação de sua identidade e sabedoria ancestral.

2ª noite – 28 de junho: Terra brasileira

Lenda Amazônica – A lendária epopeia de Tamapú

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

Na era pré-colombiana, tempo da formação de impérios e grandes cacicados, quando humanos e animais se falavam, quando natureza e cultura se entrelaçavam em amores e lutas, o guerreiro Tamapú se apaixonou pela princesa do Palácio dos Ossos, a mulher ave de rapina com corpo plumado, a filha do rei do império dos urubus. Esse amor será levado à prova.

O Urubu Rei submeterá Tamapú a sacríficos e torturas. O Guerreiro vai enfrentar camirangas, carcarás, aranhas e formigas gigantes, só assim poderá se casar com princesa. O amor superará a dor. Da paixão vem a coragem e força que faz o guerreiro derrotar os gigantes do temido reino dos urubus. A princesa se despe da plumagem, se torna uma bela cunhã, a Cunhaporanga que com Tamapú viverá!

Figura típica regional – Tacacazeira da Baixa

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

A criação do tacacá é atribuída às raízes culinárias indígenas. Indícios apontam que o prato é uma variação da mani poi, uma sopa que era consumida pelos povos originários do Brasil muito antes da chegada dos europeus na região. O primeiro registro escrito de que se tem notícia sobre o tacacá, remonta ao século XVI, de autoria do padre capuchinho Abbeville em sua descrição das práticas alimentares indígenas (Câmara Cascudo, 2004). A palavra tacacá deriva do nheengatu ou língua geral, o tupi veicular da Amazônia.

Seu preparo e consumo continuam sendo preservados de forma autêntica pelos habitantes da região, que mantêm viva a tradição ancestral. A mandioca brava, um ingrediente fundamental na elaboração do tacacá, é um símbolo de grande relevância no Brasil, tanto cultural quanto historicamente.

É vendido em barracas nas ruas, praças, arraiás e feiras de Parintins, o tacacá não é apenas uma iguaria local, mas um símbolo de pertencimento e resistência cultural. As tacacazeiras são as responsáveis por preservar e transmitir essa tradição, muitas vezes herdada de suas mães e avós. Na Baixa do Boi Garantido, durante o período do Festival Folclórico de Parintins, o aroma do tacacá se mistura ao som dos tambores e ao colorido das apresentações, criando uma atmosfera mágica e inesquecível. As tacacazeiras, com seus trajes típicos e sorrisos acolhedores, são parte fundamental dessa festa, oferecendo não somente o alimento, mas também um pedaço da história e da identidade do povo parintinense.

Ritual indígena – Ritual Ajié

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

Na cosmovisão Madija Kulina, existem os mundos da terra e da água, o submundo e o mundo superior. Tocorimes são espíritos, seres não humanos habitantes destes universos. O ritual Ajié é a grande festa anunciada, rica e farta de comida, bebida, música, dança e alegria. Chegam Madija Kulina dos rios Jutaí, Purus, Juruá e os parentes Kanamari, Katukina e Kaxinawá.

Quando maracá, jojori e torori espalham seu som pelo ar, é sinal que o Ajié vai começar. Tinturas de urucum e jenipapo lhes darão a aparência da onça. O rapé e a ayahuasca os levarão a patamares sobrenaturais. Cantos evocam tocorimes dos vários mundos. O urutal é mal presságio. A confraternização se fragmenta, a festividade alegre se torna tensa, os conflitos espirituais afloram, o temor se espalha, a guerra é iminente. Somente a grande força do Tocorime Onça poderá apaziguar e trazer a alegria de viver aos Madija!

3ª Noite – 29 de junho: Bois do Brasil

Lenda Amazônica – Deusa das Águas

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

O Boi Garantido apresenta na 3ª noite o item 17, Lenda Amazônica, a ‘Iara, a Deusa das Águas’. Na Amazônia profunda, existe uma deusa guardiã: a senhora dos rios, lagos, igarapés e paranás. É a fascinante Iara, um ser com cauda de peixe e corpo de mulher.

Presente nos remansos e corredeiras, dominando banzeiros nos furos e peraus, Iara pune aqueles que ameaçam suas águas, mas protege os que sabem viver em harmonia com seus mananciais. No reino das águas de Iara, botos e tantos outros seres encantados celebram sua existência. Em noite de festa, chegam Mariana, Janaína e Iemanjá, mães das águas que vieram homenagear a deusa protetora das águas da Amazônia.

Figura típica regional – Artesã indígena

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

Para o Garantido mulheres artesãs representam a força da luta ancestral em defesa de suas culturas, territórios e modos de vida tradicionais. O artesanato das mulheres indígenas expressa saberes milenares, transmitidos de geração em geração. São grafismos, cerâmicas, cestarias, artes plumárias, colares, pulseiras, brincos, braceletes, cocares e maracás. No passado colonial, toda essa riqueza material foi tomada para compor coleções em museus ao redor do mundo.

Hoje, são verdadeiras joias feitas de sementes e fibras naturais, um tesouro ecológico que reafirma a identidade e garante renda para as mulheres Tikuna, Kokama, Baniwa, Sateré-Mawé, Hixkaryana e tantas outras indígenas da Amazônia. As artesãs indígenas são guardiãs da floresta; suas artes são sublimes formas de preservação. São elas as homenageadas nesta noite, no item 15, Figura Típica Regional.

Ritual indígena – Ritual Bahsesé

Imagem: Reprodução/Revista Garantido 2025

Bahsese é um ritual de cura do povo Tukano, da região do Alto Rio Negro, que trata seus doentes por meio de uma medicina milenar baseada nas forças cósmicas.

Saúde, doença e cura estão entrelaçadas com as forças do universo. Para acessar essas forças, o povo Tukano conta com os kumuã, pajés que exercem atividades especializadas na arte milenar de curar, por meio da inalação do patu, kahpi, tabaco e paricá, que permitem a transcendência ao cosmo.

São três os kumuã especialistas na cura ritual do Bahsese: yai, que transcende e identifica a doença; o kumu, que prepara o corpo do paciente para a cura; e o baya, que evoca a força de Buhpó, o “avô do mundo”, ordenador do cosmo e senhor de todas as forças do universo.

Para o povo Tukano, Buhpó é o princípio e a essência de todo o conhecimento necessário para se alcançar a cura.

Saiba como é e o que mostra uma visita mediada pelo Bumbódromo de Parintins; vídeo

Bumbódromo de Parintins. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Quem chega na cidade Parintins na época do Festival Folclórico não perde a oportunidade de registrar o momento em um dos maiores pontos turísticos da cidade amazonense: o bumbódromo. Mas você sabia que é possível participar de uma visita mediada na arena que recebe a disputa de Caprichoso e Garantido?

visita mediada pelo Bumbódromo de Parintins
Saiba como é uma visita mediada pelo Bumbódromo. Foto: Divulgação

📲 Acompanhe os especiais do Portal Amazônia no Festival de Parintins

A visita ao Centro Cultural de Parintins acontece nos dias de festival, no final do mês de junho com agendamento prévio gratuito pelo site da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, sempre no dia anterior. São cerca de 40 minutos cada visita dividas por horário. Veja como é um dos trajetos oferecidos:

Parintins para o mundo ver

O projeto ‘Parintins para o mundo ver’ é realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), correalizado pela Rede Amazônica e Amazon Sat, com o apoio de Amazônica Net, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC-AM) e Governo do Amazonas.

Saiba quais projetos do Arraiá Amazônico unem cultura e inclusão no Amapá

O projeto Arraiá Amazônico, promovido pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) em Macapá (AP), tem reforçado o papel das festas juninas como instrumento de cultura, inclusão social e educação ambiental.

Inspirada nas celebrações tradicionais do Amapá, a iniciativa contempla uma série de ações que percorrem escolas públicas, instituições sociais e espaços de grande circulação, promovendo acesso à cultura popular e à cidadania.

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Veja três frentes do projeto que promovem a inclusão:

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.