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Festival dos Povos da Floresta celebra a diversidade amazônica em Porto Velho

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Foto: Iury Melo

A capital de Rondônia, Porto Velho, foi transformada em um território de celebração da diversidade e da resistência cultural da Amazônia com o início do Festival dos Povos da Floresta. Organizado pelo Centro de inovação da Amazônia, Rioterra, o evento teve seus dois primeiros dias marcados por encontros potentes entre tradição e contemporaneidade. Realizado com patrocínio da Petrobras por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o festival integra a agenda oficial do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

O pontapé inicial do festival, no dia 29 de maio, começou com a abertura da Exposição Juvia no Porto Velho Shopping, reunindo obras visuais e registros fotográficos que narram os 25 anos de atuação da Rioterra em defesa da floresta e de seus povos. Com curadoria de Rosely Nakagawa, a mostra conecta memórias, territórios e lutas socioambientais.

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Foto: Iury Melo

À noite, o Parque da Cidade se encheu de música e ancestralidade. O destaque ficou para a apresentação do povo Gavião, da Terra Indígena Igarapé Lourdes, que compartilhou cantos e danças tradicionais. A noite seguiu com o set da DJ Ravena, a cantora Marfiza, Gabriê e a participação especial da cantora amapaense Patrícia Bastos emocionaram, sendo um grande encontro de vozes femininas amazônicas.

No segundo dia de festival, o protagonismo indígena permaneceu em destaque com a apresentação do povo Arara, também da Terra Indígena Igarapé Lourdes. Um dos aspectos que mais chamou atenção do público foi a forte presença de jovens na apresentação. Esse protagonismo jovem mostra que a cultura ancestral está viva nas novas gerações.

Na sequência, o público foi levado a uma imersão sonora com o DJ Loren, seguido pelas apresentações de Bira Lourença e da pianista Bianca Gismonti, que trouxeram nuances de música instrumental e identidade amazônica, com muita percussão. Um dos momentos mais marcantes foi a apresentação de Filó Machado e Michael Pipoquinha, que contou com a participação da multiartista Mari Jasca. Para fechar a noite, Ernesto Melo dividiu o palco com as Patroas do Asfaltão, com clássicos da memória portovelhense.

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Programação segue até 8 de junho

Além dos shows, o Festival dos Povos da Floresta, com sua programação no Porto Velho Shopping, conta com rodas de conversa, oficinas, vivências e outras atividades formativas que ocorrem ao longo de dez dias.

Em passagem por Porto Velho, cantor Lenine visita balneário: ‘Pronto pra semana’

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Lenine em show em Porto Velho. Foto: Reprodução/RioTerra

Durante uma passagem por Porto Velho, capital de Rondônia, o cantor e compositor Lenine visitou um dos principais pontos de turismo do estado: um balneário. Nas redes sociais, ele agradeceu a cidade pelo “banho”.

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“Pronto pra semana! Obrigado pelo banho, Porto Velho, até a próxima”, publicou.

Lenine esteve em Porto Velho para participar do Festival dos Povos da Floresta. O evento acontece de 29 de maio a 8 de junho no shopping de Porto Velho e no Parque da Cidade.

O festival tem o objetivo de celebrar a cultura, a arte e a força dos povos da floresta. A programação conta com exposições, oficinas, rodas de conversa e shows.

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Tese analisa práticas de lazer no subúrbio em três bairros de Belém

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Ilustração: Walter Pinto 

Nos estudos historiográficos amazônicos, a temática que envolve festas e folguedos, sobretudo de caráter popular, ganhou espaço principalmente na segunda metade da década de 1970 e acha-se contemplada em uma das quatro linhas do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, da Universidade Federal do Pará (UFPA), a linha de pesquisa Arte, Cultura, Religião e Linguagens, que abarca, entre outros estudos de História Social e Cultural, diferentes linguagens artísticas na Pan-Amazônia, desde o período colonial até o tempo presente.

Um dos estudos mais recentes da linha, a tese ‘Pela margem da cidade: lazer, sociabilidades e controle social no subúrbio belenense em meados do século XX’, do historiador Elielton Benedito Castro Gomes, tem como foco as práticas de lazer e sociabilidades dos moradores da margem da cidade de Belém, especificamente dos bairros periféricos Guamá, Condor e Jurunas, entre as décadas de 1940 e 1960.

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Orientada pelo historiador e antropólogo Antonio Maurício Dias da Costa, a tese que valeu a Elielton o título de doutor em História procurou compreender as representações dos eventos de lazer e sociabilidade experimentados naquela parcela da cidade, bem como os papéis sociais que tais experiências desempenhavam no contexto urbano definido pelo estudo. O trabalho buscou também refletir sobre as ações de agentes de segurança pública que, por vezes, controlavam e reprimiam os excessos de diversão dos sujeitos que viviam e transitavam naquela margem.

Entre os principais conceitos empregados no estudo, estão os de “lazer” e “sociabilidade”. O autor explica que o primeiro deve ser entendido como o tempo oposto ao do trabalho, ou seja, o tempo do repouso, da diversão e do desenvolvimento, sobre tudo, intelectual. Já o segundo se entende como ações (trocas, aproximações, desencontros, conflitos e interesses) de um grupo, ou mais, que, por vezes, se encontra submetido às regras e aos padrões sociais.

Guamá, Condor e Jurunas: agitação social e cultural

Nas 290 páginas da tese, Elielton remete-se a um tempo de mudanças significativas na estrutura urbana de Belém, “que, de algum modo, se refletiram nos comportamentos elaborados e praticados por aqueles que nela viviam ou transitavam”. O pesquisador dá como exemplo de mudança o “vultoso crescimento dos espaços de entretenimento (bares, baiucas, sedes, clubes desportivos, agremiações carnavalescas etc.) nas diversas localidades da capital, especialmente na beira da cidade, acentuando, sobretudo, o consumo prazeroso de encontros, bebidas, danças, esportes, jogos considerados de azar, dentre outros, desfrutados pelos mais variados grupos sociais locais”.

Bairro Guamá. Foto: Leonardo Macêdo/Ascom Seop

As áreas situadas na margem da cidade, especialmente aquelas em que o historiador centrou seu foco – Guamá, Condor e Jurunas – eram, então, apontadas pelos jornais de Belém como subúrbios. Hoje, são chamadas de periferias, mas, inegavelmente, continuam sendo áreas densamente povoadas e de intensa agitação social e cultural. Elielton explica que são bairros situados na beira do rio, “lugares de trocas (materiais e simbólicas), de circulação de sujeitos que ali se fixaram ou não e que trouxeram consigo saberes, capitais (simbólicos e sociais), inovações e criatividades”.

São espaços nos quais, ao longo do período estudado, se desenvolveu uma vida cultural ativa, em que as festas ganharam cada vez mais visibilidade nas páginas dos jornais da época, em notas sociais e nas páginas policiais.

“Tais experiências socioculturais, por diversas vezes, acionavam uma rede de sujeitos que, de alguma maneira, estavam diariamente conectados”, informa o autor, referindo-se aos moradores do próprio bairro (familiares, amigos, vizinhos) e até mesmo oriundos de outros bairros suburbanos afastados, assim, “extrapolando as teias sociais criadas pelos próprios moradores de cada um desses espaços”.

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A tese de Elielton pensa a margem da cidade “não apenas como paisagem, mas também como espaço no qual existe um fluxo de relações socioculturais que se desdobram também para além da beira, sobretudo no contexto das festas”.

Narrativas induzem ideia de periculosidade

Na realização da pesquisa, o historiador consultou romances e crônicas de caráter memorialístico, bem como colheu relatos de homens e mulheres que viveram e experimentaram as práticas de lazer e sociabilidades na beira do rio Guamá. Não menos importantes são os “testemunhos históricos” dados pelos jornais que circulavam à época, em Belém – O Liberal, A Província do Pará, Folha do Norte, A Vanguarda, Jornal do Dia, Flash, Folha Vespertina e O Estado do Pará –, todos disponíveis na hemeroteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna.

Jornal A Província do Pará. Foto: Reprodução/Acervo Obras Raras FCP PA

Elielton ressalta, porém, que o noticiário, constituído por notas, convites, crônicas, anúncios e notícias apresentados em espaços sociais, esportivos, mas também policiais, revelava, por vezes, concepções e comportamentos típicos do meio jornalístico paraense, em especial nas apresentações de títulos, subtítulos e no corpo do texto informativo.

Com a proliferação dos chamados espaços de lazer e sociabilidades naquelas áreas de Belém, quando festas e reuniões culturais passaram a ser realizadas quase que diariamente, a imprensa passou a reverberar, com mais frequência, reclamações, indicando os barulhos e os conflitos que incomodavam o descanso de muitos que ali viviam. Esse noticiário se refletia também na presença do setor da segurança pública nos arredores.

Elielton Gomes observa que, ao assumirem, mesmo que inconscientemente, posições de mediadores culturais, os redatores dos jornais “influenciavam, por meio dos seus discursos, nas representações elaboradas pelos leitores acerca daqueles bairros, bem como induziam os sujeitos que ali viviam. Logo esses sujeitos percebiam essas imediações como locais de grande periculosidade, nos quais a ordem, por meio do policiamento, deveria se fazer constante, o que, de certo, acontecia e, na maioria das vezes, de modo violento e intimidador”.

Tal situação, afirma o historiador, “redobrava o trabalho a ser feito, principalmente por parte dos organiza dores das festas, dos diretores e associados dos espaços de lazer e sociabilidades, em desconstruir, por meio de convites e notas publicadas nos jornais do período, essa visão acerca dos ambientes em que as experiências de entretenimento eram realizadas”.

O pesquisador e a margem: proximidade e pertencimento

O autor de Pela margem da cidade guarda uma relação de proximidade e pertencimento àquela “hipermargem” da cidade, conceito discutido por pesquisadores da Amazônia, como Carmem Izabel Rodrigues e Tony Leão da Costa. Ele conta que o Guamá, a Condor e o Jurunas sempre fizeram parte dos espaços pelos quais transitou durante a sua vida. Mesmo hoje, morando em outro município, por conta do trabalho, quando há oportunidade de vir a Belém, ele transita por aquelas áreas que, desde os anos 1940, já eram citadas na imprensa local. As lembranças do Guamá, por exemplo, acompanham-no desde que se “entende por gente”, pois lá morou e lá vivem seus pais.

De forma direta ou indireta, o historiador vive e convive com o mundo da “hipermargem” de Belém. Ele conta que foi ali que estabeleceu os primeiros dos muitos laços sociais, vivenciou com portamentos e práticas sociais que, ocasionalmente, eram marginalizadas e reprimidas por diferentes segmentos sociais, sobretudo policiais. De algum modo, isso também se refletiu na escolha do seu objeto da pesquisa.

Sobre essa aproximação do pesquisador com o objeto de estudo, algumas vezes entendida como um problema para muitos historiadores, Elielton considera que a questão pode não passar de uma criação mental do próprio investigador. Com ele, não foi diferente. Mas buscou, ao longo da produção, certa neutralidade para vencer angústias, conflitos e, por vezes, juízos de valor.

Sobre a pesquisa

A tese Pela margem da cidade: lazer, sociabilidades e controle social no subúrbio belenense em meados do século XX foi defendida por Elielton Benedito Castro Gomes, em 2024, no
Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia (PPGHist/IFCH), da Universidade Federal do Pará. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/8679748444848306. Orientação: Antonio Maurício Dias da Costa. 

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 174, escrito por Walter Pinto

BV JUNINA 25 ANOS: Começou o Maior Arraial da Amazônia, com extensa programação até domingo

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Um dos grandes destaques da festa é o tradicional Concurso de Quadrilhas Juninas. Foto Fernando Teixeira/PMBV

O Boa Vista Junina começou oficialmente nesta terça-feira, 3, na Praça Fábio Marques Paracat, celebrando 25 anos de tradição, cultura e identidade. A expectativa é que mais de 300 mil pessoas prestigiem os seis dias de festa, que segue até domingo, 8, com uma extensa programação, diversificada e pensada para toda a família aproveitar o evento.

De acordo com o presidente da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura de Boa Vista (FETEC), Dyego Monnzaho, a Prefeitura de Boa Vista tem proporcionado à população um verdadeiro presente com a realização do Boa Vista Junina 25 anos, que conta com uma superestrutura e reforço na segurança.

“Estamos oferecendo uma programação de qualidade. Todo o trabalho para receber o público tem sido feito com muito carinho. Ampliamos a capacidade das arquibancadas para mais de 5 mil pessoas. É gratificante ver que a população está comparecendo e abraçando o projeto. Durante todas as noites teremos uma programação linda e totalmente gratuita para todos”, destacou Dyego Monnzaho.

O funcionário público Lucivaldo Barroso foi curtir a festa com a esposa e filhos. Para ele, o Maior Arraial da Amazônia é símbolo de tradição. “É muito importante para as crianças aprenderem sobre folclore, sobre a nossa cultura. Tá tudo muito bacana, bonito e sem dúvida a gente se sente seguro. Voltaremos outros dias para aproveitar também”, ressaltou.

Leia também: Boa Vista Junina 2025 – Arquibancadas montadas na praça Fábio Paracat terão capacidade para receber mais de 5 mil pessoas

Lucivaldo Barroso foi curtir a festa com a esposa e filhos no Maior Arraial da Amazônia. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Quadrilhas que emocionam

Um dos grandes destaques da festa é o tradicional Concurso de Quadrilhas Juninas, que este ano conta com 24 grupos — sendo 12 do Grupo Especial e 12 do Grupo de Acesso. A competição segue até sexta-feira, 6. A apuração será no sábado, 7, e no domingo, 8, os grupos campeões retornam ao tablado para uma apresentação especial.

Segurança, saúde e bem-estar

O evento conta com mais de 180 espaços para comercialização, oferecendo de tudo um pouco — de comida típica ao artesanato. Para garantir a tranquilidade dos visitantes, a prefeitura mobilizou um esquema especial de segurança, com 80 guardas civis atuando de 3 a 6 de junho e 120 nas duas noites finais. Câmeras de monitoramento funcionarão durante toda a programação.

Na área da saúde, o público terá acesso a vacinas do calendário nacional, distribuição de preservativos, autotestes de HIV e atendimento médico do Samu. A estudante Alexia Queiroz, aproveitou a oportunidade para se vacinar contra Influenza. “Isso é muito importante nessa época que está dando muita gripe. A festa está muito linda. Pretendo vir outros dias. Está tudo muito bonito”, contou.

As crianças têm um espaço especial com playground, pintura livre, jogos de tabuleiro e oficinas de dobradura. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Espaço para toda a família

No Boa Vista Junina, as crianças têm um espaço especial com playground, pintura livre, jogos de tabuleiro e oficinas de dobradura, lanterna junina, fogueira, bilboquê, “dedoches” e balão de papel. O evento ainda conta com cantinho da amamentação, salão de beleza, pintura facial e ações do Projeto Crescer, PETI e Braços Abertos.

A dona de casa Lilian Silva e a filha, Ana Raquel, visitaram o espaço dedicado para as crianças. A pequena aproveitou para enfeitar o cabelo. “Estou gostando muito da festa. Todos os anos faço questão de vir para cá, trazer minha filha. Está muito segura, com uma variedade de comida gostosa, mas a minha preferida é a paçoca”, contou.

A maior paçoca do mundo promete bater mais um recorde

A tradicional Maior Paçoca do Mundo será servida no sábado, 7, com o desafio de superar o recorde mundial conquistado em 2024. Na última edição, a iguaria foi registrada pelo Guinness World Records, com o peso de 1 tonelada e 356,5 kg, distribuída para cerca de 20 mil pessoas.

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A festa deve criar mais de 1.500 empregos diretos e mais de 5 mil indiretos. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Shows e muito forró

E como toda festança que se preze, as atrações musicais são o elemento principal para garantir uma festa linda e animada. Mais de 30 artistas locais se apresentam ao longo da programação. Para fechar com “chave de ouro”, o último dia da festa, domingo, 8, será marcado pelo show nacional da dupla Maiara & Maraisa, pela primeira vez em Boa Vista.

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Festa que movimenta a economia

O Boa Vista Junina 2025 também representa geração de emprego e renda. A festa deve criar mais de 1.500 empregos diretos e mais de 5 mil indiretos, impulsionando setores como alimentação, comércio e transporte.

Quem sabe da relevância do evento para o bolso é a empreendedora Claudilene Moreira, que está comercializando roupas e outros acessórios para pet com tema junino.

“Tem de tudo um pouco. Estou muito animada! Participo de todas as edições e, com certeza, é a época do ano mais lucrativa para mim”, destacou.

Caverna do Maroaga, o paraíso das grutas e cachoeiras no Amazonas

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Caverna do Maroaga, em Presidente Figueiredo. Foto: Ricardo Oliveira/Sema AM

No meio da floresta, uma das formações geológicas mais antigas do flanco norte da Amazônia brasileira surge como um paraíso para a prática do ecoturismo. A Área de Proteção Ambiental (APA) Caverna do Maroaga, localizada no município de Presidente Figueiredo, abriga uma área de 374.700 hectares de um conjunto de cavernas, grutas e cachoeiras, que formam uma das mais belas paisagens do Amazonas.

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Devido ao fácil acesso pela capital, o lugar se tornou um atrativo turístico bastante procurado para ficar perto da natureza e de espécies nativas da região. A APA é uma das 42 Unidades de Conservação (UC) gerenciadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Quem for se aventurar na APA poderá conhecer, por exemplo, a Caverna do Maroaga e a Gruta da Judeia, localizadas no Km 06 da margem direita da estrada de Balbina (AM-240). O complexo de cavernas de formação arenítica, onde se localiza a Caverna Refúgio do Maroaga, é um dos atributos mais relevantes da região.

Galo-da-serra. Foto: Pedro Moraes/Sema AM

Entre as aves, destaca-se o belíssimo galo-da-serra, encontrado próximo aos paredões rochosos das cavernas e que tem atraído visitantes em busca da atividade ecoturística de birdwatching (observação de pássaros).

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Para visitar a Caverna do Maroaga e a Gruta da Judeia é necessária a presença de um guia. Para chegar à caverna, os visitantes fazem trilha de cerca de 600 metros em meio à floresta. A entrada para grupos de até cinco pessoas custa em média R$ 100. Para grupos maiores, o valor cobrado individualmente é de R$ 20 por visitante. O número máximo de pessoas que um guia pode acompanhar é 10 visitantes por vez.

Leia também: Saiba quais cachoeiras precisam de guia obrigatório em Presidente Figueiredo

Atrativos turísticos

A rodovia estadual AM-240, que liga a sede do município de Presidente Figueiredo ao distrito de Balbina, atravessa a porção sul da APA, de leste a oeste. Ao longo dessa rodovia se encontra a grande maioria dos atributos naturais turísticos em uso na UC.

Os atrativos estão divididos em cachoeiras, grutas, cavernas, corredeiras e demais formações rochosas. Ao todo, 70% das atrações encontram-se no entorno da AM-240, inseridos na unidade geológica do grupo trombetas, que apresenta feições de relevos mais intensificadas do que nas outras unidades geológicas presentes na UC. Os outros 30% estão presentes em uma faixa ao longo da BR-174, no Km 100.

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Entre os atributos naturais turísticos, 57% são cachoeiras e 10% são corredeiras, correspondendo às áreas mais atrativas na Unidade. Essas áreas possuem um conjunto de recursos naturais no seu entorno, como florestas e sua fauna, propiciando ambientes com um leque amplo de opções para o desenvolvimento de atividades de lazer, aliadas à sensibilização e interpretação ambiental.

A Caverna do Maroaga possui, ao todo, 47 atrativos turísticos, com destaque para grutas, cavernas e rochas expostas. Do total, são de uso turístico:

  • Caverna do Maroaga (AM-240, Km 06)
  • Gruta da Judeia (AM-240, Km 06)
  • Cachoeira Santuário (AM-240, Km 12)
  • Cachoeira dos Pássaros (AM-240, Km 13)
  • Cachoeira da Porteira (AM-240, Km 13)
  • Cachoeira da Maroca (AM-240, Km 13)
  • Corredeira Sossego da Pantera (AM-240, Km 20)
  • Cachoeira da Neblina (AM-240, Km 51)
  • Corredeira da Neblina (AM-240, Km 51)
  • Cachoeira da Pedra Furada (AM-240, Km 57)
  • Cachoeira Santo do Ypi (AM-240, Km 57)
  • Cachoeira das Quatro Quedas (BR-174, Km 107)
  • Cachoeira das Orquídeas (BR-174, Km 107)
  • Cachoeira/Corredeira das Lages 2 (BR-174, Km 112)
  • Cachoeira do Castanhal (da loira) (BR-174, Km 134)

Em outras áreas às quais o acesso é restrito, a entrada é realizada somente com a autorização do proprietário, que pode, ou não, cobrar valores monetários para permitir o usufruto dos atributos presentes em sua propriedade.

Leia também: Saiba quais são as principais trilhas em Presidente Figueiredo para se desafiar

Acesso

O acesso à APA Caverna do Maroaga é feito principalmente por via terrestre, pela BR-174, que liga o Amazonas a Roraima no trecho Manaus-Caracaraí-Boa Vista. Saindo de Manaus por esta rodovia, até a sede do município de Presidente Figueiredo, percorrem-se 107 quilômetros.

A APA inicia no Km 98, no cruzamento da BR-174 com a margem esquerda do rio Urubu. Outro acesso é feito pela mesma rodovia, virando-se à direita no Km 104, na rodovia que leva à Usina Hidrelétrica (UHE) de Balbina, a AM-240.

Refúgio indígena

A APA Caverna do Maroaga foi assim denominada por referência ao atributo natural mais conhecido da área, a caverna Refúgio do Maruaga.

Os guias locais contam ser o nome uma referência a um índio guerreiro, da tribo Waimiri-Atroari, que teria utilizado o local como refúgio nas décadas de 1960 e 1970, durante o período de construção da rodovia BR-174. “Maruaga”, na língua indígena, seria um título dado aos chefes das tribos.

*Com informações da Sema AM

Arraial, sertanejo, tacacá: pesquisa nacional revela preferências culturais em Rio Branco

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Arraial é o evento mais esperado pelos rio-branquenses. Foto: José Caminha/Secom AC

Preferência por festas juninas, sertanejo e apaixonados por tacacá e baixaria. Estes são alguns traços do perfil dos moradores da capital acreana, Rio Branco, apontados pela pesquisa Cultura nas Capitais divulgada nesta terça-feira (3). Segundo o levantamento, a festa junina é considerada o evento cultural mais importante da cidade por 28% dos moradores, seguida pela feira agropecuária Expoacre, que aparece com 16% das menções e é promovida pelo governo do Estado, um índice muito acima da média das capitais brasileiras para esse tipo de evento, que é de apenas 1%.

O ritmo musical mais ouvido também segue as linhas dos eventos que mais agradam os rio-branquenses, sendo que o sertanejo lidera com folga as preferências musicais em Rio Branco, pois é o estilo favorito de 55% da população, muito acima da média das outras capitais, que ficou em 34%.

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Esses são alguns dos dados revelados pela pesquisa Cultura nas Capitais, maior levantamento sobre o tema já produzido no Brasil, que analisou o comportamento dos moradores das 26 capitais e do Distrito Federal. A pesquisa da JLeiva Cultura & Esporte ouviu 600 pessoas em Rio Branco e contou com patrocínio do Itaú e do Instituto Cultural Vale, por meio da Lei Rouanet, Lei Federal de incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O projeto também tem a parceria da Fundação Itaú. A pesquisa foi feita na capital entre 19 de fevereiro e 17 de maio.

Sobre os espaços culturais, as pessoas citaram pelo menos 80 pontos. Os mais frequentados são praças, jardins e parques, além de shopping e centro comerciais. Os espaços religiosos também aparecem nas menções, assim como bibliotecas. A pesquisa mostra que a maioria dos moradores já conhecem o Palácio Rio Branco, cartão postal e um ponto histórico da capital. No levantamento, 74% dos entrevistados disseram conhecer o espaço, outros 62% disseram conhecer a Biblioteca Pública e 51% também conhecem o Museu da Borracha.

Arraial no gosto popular

A festa junina aparece como o evento mais importante na capital para 28% da população ouvida, ultrapassando os blocos de Carnaval, por exemplo. Em seguida, aparecem os eventos de agricultura, com 16%, e o Carnaval, com 8%. Já 5% também citam eventos religiosos. No gosto musical, 55% preferem sertanejo, 32% gospel, 22% forró, 17% pagode e 15% funk. Rock é o estilo preferido de 8% dos entrevistados.

O arraial é algo tão forte culturalmente que, neste ano, o governo do Acre reconheceu várias organizações de quadrilhas juninas como patrimônio cultural do estado e também o Instituto Junina Pega-Pega, como de utilidade pública.

“Confesso, de coração, que no primeiro Arraial Cultural que nós fizemos eu fiquei impressionado. Eu não tinha noção da dimensão do que era o movimento junino. O Estado pode fazer, pode colaborar, mas se não for a dedicação de cada um de vocês, a gente não consegue. Então, minha gratidão a todos por esse trabalho impressionante, que faz parte da nossa cultura acreana”, ressaltou o governador Gladson Camelí durante a assinatura da sanção das leis que foram propostas pelo deputado estadual, Pedro Longo.

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Também duas festas que mexem com a economia e movimentam o estado são a Expoacre Juruá e a Expoacre Rio Branco. Em Cruzeiro do Sul, o sertanejo marca presença na maior feira de agronegócios este ano, com shows de Gusttavo Lima, Wesley Safadão, além de Raça Negra e outras atrações.

Expoacre é o segundo evento que os rio-branquenses elegeram como principal. Foto: Pedro Devani/Secom AC

O público escuta mais música por meio do celular, o que corresponde a 85% das pessoas ouvidas. Outros 75% escutam em som portátil e outros 41% escutam no carro. Segundo os dados, 33% ainda escutam música no rádio, mais 27% no computador, outros 16% em CD ou DVD e ainda 3% em vinil. Utilizam ainda aplicativos, como Youtube, Spotify e Tik Tok , 68%, 44% e 34% dos entrevistados, respectivamente.

Ainda na área de tecnologia, os rio-branquenses apontaram que a TV (58%) e o celular (21%) são os aparelhos mais usados para assistir filmes e séries. Do total de entrevistados, 30% o fazem pelo streaming e outros 21% pela TV aberta.

Tacacá e baixaria: principais pratos

Quando o assunto é culinária, o rio-branquense escolhe o tacacá e a baixaria como os que representam melhor os sabores da capital. Na pesquisa, 27% apostam na baixaria e outros 22% no tacacá. Churrasco, rabada, cozidão, panelada e canjica também estão entre as preferências.

Tipicamente acreana, a baixaria tem uma receita bem simples: farinha de milho (fubá ou cuscuz, como é conhecido em algumas regiões do país), carne moída, tomate, cheiro-verde e ovo frito.

Servido no café da manhã nos mercados populares em todo o estado, é um dos pratos mais pedidos por quem quer recarregar as energias.

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Baixaria é um prato popular em Rio Branco. Foto: Eduardo Duarte /Rede Amazônica AC

Já o tacacá leva tucupi, jambu, goma de tapioca, camarão, cebola, pimenta de cheiro, chicória e outros temperos que dão gosto à iguaria. E, mesmo com um clima quente como o do Acre, é um dos xodós dos acreanos.

Os pratos que são quase unanimidade entre os entrevistados ouvidos podem ser encontrados em pontos turísticos da cidade, além de serem fortalecidos com as feiras solidárias e eventos culturais, que ocorrem não apenas na capital.

Leia também: Aprenda a preparar tacacá, prato indígena que se tornou comida de rua na Amazônia

“Os espaços culturais de Rio Branco apresentam grande parte da nossa história e riqueza cultural. Além de serem lugares para expressões artísticas, turismo pedagógico com visita de escolas e espaços para reconhecimento e pertencimento dos acreanos, as praças, calçadões e museus também podem ser palco para fomento da economia local, integrando o desenvolvimento cultural, econômico e turístico”, destacou o secretário de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), Marcelo Messias. 

*Com informações da Agência Acre

Dança urbana é aliada à matemática em método educativo no Pará

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Breaking e matemática são unidos para ajudar no aprendizado. Foto: Alexandre de Moraes 

Estilo de dança urbana marcado por passos acrobáticos e movimentos rápidos, o Breaking nasceu nas ruas de Nova York (EUA), na década de 1970, e, ao longo dos anos, foi ganhando popularidade no mundo. Reconhecidamente um movimento da periferia, em 2024 chegou a Paris como modalidade olímpica e, apesar de ter perdido a vaga na próxima edição das olimpíadas, em Los Angeles 2028, segue em destaque no curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Pará (UFPA), em que virou tema de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Breaking: um encontro interdisciplinar entre matemática e dança‘ foi o título do trabalho de Jonata do Socorro dos Santos Neves, que buscou investigar as potencialidades do breaking como recurso pedagógico para o ensino de Matemática.

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Antes de entrar na graduação, Jonata Neves já praticava a dança por meio do Grupo Sheknah Crew, que conheceu ainda como estudante do ensino básico. Todavia, com as novas tarefas advindas da graduação, sua participação no grupo ficou em segundo plano, mas a paixão pela arte continuava a acompanhá-lo.

E foi percebendo a dificuldade que os estudantes tinham em compreender cálculos matemáticos que ele decidiu, com o auxílio da professora Cristina Lúcia Dias Vaz, resgatar essa relação com a dança e ensinar Matemática.

“Comecei a pesquisar sobre novos métodos de ensino, por conta das dificuldades que temos em aprender Matemática, desde o ensino básico. A metodologia mecânica, voltada somente para realização de provas, acaba fazendo com que muitos alunos criem aversão, principalmente quando se trata de assuntos mais abstratos, como Álgebra. Porém percebi, desde o meu ensino médio, que tudo que era contextualizado com o nosso dia a dia tinha uma aceitação melhor. Na graduação, busquei tornar concreto aquilo que, muitas vezes, é abstrato”, contextualiza Neves.

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Cartografia, conceitos abstratos e movimentação

Utilizando o método de Cartografia e fazendo uso do conceito de dança criativa, que visa transmitir conhecimentos abstratos por meio da movimentação, Jonata colocou, lado a lado, Matemática e Arte, em uma oficina que introduziu conceitos de Análise Combinatória para seis praticantes do Grupo de breaking Sheknah Crew, chamados de b-boys. A atividade foi realizada no Instituto de Ciências Exatas e Naturais – Icen, da UFPA.

“O método de Cartografia permite ver o que surge da intersecção de duas áreas diferentes, nesse caso, a Matemática e a Dança. E, além disso, a metodologia permite que o pesquisador não esteja de fora, somente olhando. Pelo contrário, ela quer que ele adentre o espaço da pesquisa em si. Como eu já participava dos dois ambientes de maneira ativa, consegui, com propriedade, registrar tanto as características da Dança quanto as da Matemática”, detalha o autor.

Os participantes da oficina não tinham proximidade com o ensino de Matemática. Por esse motivo, antes de abordar conceitos da área, Jonatas abordou o breaking.

Grupo Sheknah Crew, do Pará. Foto: Reprodução/Instagram-sheknah_crew

“Coloquei um contexto de breaking [para os participantes], que foi uma composição com uma sequência de movimentos diferentes. Em seguida, perguntei: ‘pessoal, como a gente pode compor uma sequência de movimentos a partir desses passos? Quero que vocês com binem da maneira que vocês preferirem’. E fui registrando cada combinação feita. Depois, perguntei de quantas formas diferentes podemos combinar esses passos, de tal maneira que sempre obtenhamos uma sequência diferente e cada passo seja utilizado somente uma vez. E aí, começaram as respostas”, relembra.

 Com essa atividade, Neves foi introduzindo conceitos da Análise Combinatória, utilizando o princípio multiplicativo para solucionar o problema junto aos b-boys. A atividade gerou um retorno positivo e fez com que os participantes entendessem conteúdos com os quais, antes, não tinham familiaridade.

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“Eu não sabia o que era Análise Combinatória, então, ele [Jonata] conseguiu trazer o tema de Matemática, que era muito distante de mim, para uma coisa que é muito próxima, que é a minha dança. Na oficina, a gente tava até para além do que ele já tava falando, fomos combinando várias coisas. Agora, basicamente, eu vejo o conteúdo de uma forma bem diferente de quando eu vi no ensino médio”, relata Gabriel Silva, um dos b-boys que participaram da oficina.

Como projeto futuro, Jonata Neves pretende levar a metodologia de ensino que pesquisou para dentro das escolas, visando apresentá-la a professores e alunos. “Pude constatar que, tendo a dança como primeira motivação, os participantes atenderam ao conteúdo e ficaram mais solícitos a se aprofundarem nele. Existem conteúdos matemáticos que dialogam com a dança e que podem ser ensinados por meio dela. Minha expectativa é que essas metodologias ganhem, cada vez mais, espaço na Academia”, finaliza.

Sobre a pesquisa

O TCC ‘Breaking: um encontro interdisciplinar entre matemática e dança‘ foi defendido por Jonata do Socorro dos Santos Neves, em 2024, no Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Pará. CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/4879047917072386. Orientação: Cristina Lúcia Dias Vaz.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Jornal Beira do Rio, da UFPA, edição 174, escrito por André Furtado

Guia reúne informações sobre peixes ornamentais amazônicos exportados pelo Amazonas

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Caracídeo ornamental, conhecido popularmente como “tetra asa branca”. Foto: Reprodução/livro ‘Guia de Peixes Ornamentais Exportados pelo Estado do Amazonas’

A Universidade Federal do Amazonas (Ufam), por meio do Laboratório de Ictiologia, lançou o livro ‘Guia de Peixes Ornamentais Exportados pelo Estado do Amazonas’, uma obra técnico-divulgativa que reúne informações essenciais sobre as principais espécies amazônicas comercializadas internacionalmente para fins ornamentais.

Disponível gratuitamente no repositório institucional da Ufam (Acesse AQUI), o guia é fruto do trabalho colaborativo de professores e discentes engajados na valorização da biodiversidade ictiofaunística regional.

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O livro se destaca por oferecer uma abordagem acessível, ilustrada e cientificamente fundamentada das espécies oriundas, majoritariamente, da bacia do Rio Negro.

A publicação surge como uma resposta à crescente demanda de aquaristas e profissionais do setor, interessados em conhecer a fundo as espécies amazônicas mais representativas do comércio internacional. Em especial, destaca-se o papel do município de Barcelos, considerado a capital brasileira dos peixes ornamentais, de onde são oriundos exemplares emblemáticos como o cardinal (Paracheirodon axelrodi) e o acará-disco (Symphysodon spp.), verdadeiros ícones do aquarismo global.

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O guia descreve detalhadamente aspectos morfológicos, ecológicos e comportamentais de dezenas de espécies, utilizando critérios taxonômicos atualizados e de fácil interpretação. As fotografias que ilustram a obra — muitas delas captadas com os animais ainda vivos – conferem dinamismo e valor estético ao conteúdo, tornando-o especialmente atrativo para aquaristas, estudantes, pesquisadores, pescadores e empreendedores do setor.

O livro é assinado por Kedma Cristine Yamamoto, André da Silva Sampaio, Laiza Sarmento de Souza, Hélio Daniel Beltrão dos Anjos, Thaynara Sofia Gomes Vieira, Sara de Castro Loebens, Wallacy Andriano Cavalcante Campos, Montgomery Garrido da Silva, Neiliane do Nascimento Soares e Chiara Lubich Cardoso

A iniciativa foi viabilizada com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e contou com o prefácio da professora Adriana Malheiro Alle Marie que destaca a relevância do livro como ferramenta de educação científica e valorização dos saberes amazônicos.

*Com informações da Ufam

Confira as atrações nacionais confirmadas na Festa dos Visitantes 2025 em Parintins

Festa dos Visitantes no Bumbódromo de Parintins. Foto: Reprodução/Arquivo SEC-AM

A Festa dos Visitantes 2025, evento que antecede a abertura do Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, terá os cantores Pablo e Nattan como atrações nacionais.

O evento acontece no dia 26 de junho, a partir das 19h30 no Bumbódromo de Parintins e também contará com shows de artistas locais.

Pelo terceiro ano consecutivo, a entrada será gratuita, com a doação de dois itens de alimentos não perecíveis. A novidade desta edição está na entrega dos alimentos, que será feita na entrada do evento.

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Como forma de incentivo e valorização dos artistas regionais, a Festa dos Visitantes 2025 terá muito Boi-Bumbá com apresentações de artistas dos bois Caprichoso e Garantindo.

Os cantores Arlindo Neto, Prince do Boi e Júnior Paulain se apresentarão pelo Boi-Bumbá Caprichoso. Já Sebastião Júnior, Carlinhos do Boi e Leonardo Castelo serão as atrações do Boi-Bumbá Garantido.

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Nos intervalos, a animação ficará por conta da DJ Layla Abreu e a noite ainda contará com o show de Cella Bartholo, ex-The Voice Kids.

A partir das 22h, os fãs de arrocha poderão curtir o show do cantor Pablo. Conhecido como o ‘Rei do Arrocha’, o cantor é dono de grandes sucessos como “Pecado de Amor”, “A Casa ao Lado”, “Homem Não Chora”, “Bilu Bilu”, “Fui Fiel”, entre outros hits.

Cantor Pablo. Foto: Divulgação

O cantor Nattan encerra a festa, com o show que começa a partir da meia-noite e vai até às 1h30. O artista ultrapassa os mais de 10,3 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de música, com hits como “Tem Cabaré Essa Noite”, “Comunicação Falhou” (feat. Mari Fernandez) e Morena.

Cantor Nattan. Foto: Divulgação

Entrada

Na edição de 2025 o público não precisará trocar os itens alimentícios por pulseiras, sendo necessário apenas entregar os alimentos diretamente nos portões de entrada, no momento em que chegarem ao Bumbódromo. Pontos de triagens serão montados no local para avaliar as condições dos produtos doados e, por isso, o público precisará ficar atento à validade dos itens.

A entrada solidária para a festa dos visitantes acontece desde 2023, quando o Governo do Amazonas passou a organizar o evento e realizá-lo na arena do Bumbódromo, com o patrocínio da empresa Eneva nas atrações nacionais.

O evento antecede o 58º Festival de Parintins e, neste ano, é incentivado pela Lei Rouanet, Ministério da Cultura e patrocinado pela empresa Eneva. A operacionalização ficará a cargo do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

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Doações

Os alimentos arrecadados serão entregues para Organizações da Sociedade Civil (OSCs) do município, selecionadas pelo Fundo de Promoção Social (FPS) por meio de chamada pública. Será permitida a doação dos seguintes itens: Arroz; Feijão, Café, Farinha, Macarrão, Leite em pó, Salsicha em lata, Conserva em lata, Sardinha em lata.

A lista dos itens também será publicada nas redes sociais do Governo do Amazonas e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e na Agência Amazonas.

Produção de café de açaí no Amapá reaproveita mais de 200 toneladas de caroços do fruto

Café de açaí produzido no Amapá. Foto: Reprodução/Engenho Café de Açaí

Baseada na bioeconomia, o Engenho Café de Açaí aliou duas paixões: o açaí e o café. Dados da empresa apontam que, nos últimos quatro anos, mais de 200 toneladas de caroços de fruto foram reutilizados na produção.

A Startup surgiu com o propósito de dar um novo destino aos resíduos do ‘Ouro Negro‘ da Amazônia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só em 2024 foram produzidas 22 mil toneladas do fruto, com 1.760 hectares de área plantada, totalizando em R$ 65 milhões.

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A pesquisa do IBGE aponta ainda que no Amapá há pelo menos 2 milhões de pés de açaí plantados, sendo o fruto o principal produto de consumo dos amapaenses.

Amapá produz pelo menos 22 mil toneladas de açaí em 2024. Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

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O empreendimento do casal Lázaro Gonçalves e Valda Gonçalves começou de maneira simples. A matéria-prima era triturada de forma manual, num pilão.

Do modo de preparo ao gosto que traz os traços do fruto da Amazônia amapaense combinado com as sensações ao tomar um café, Lázaro destaca que o maior diferencial do produto é a preocupação com o meio-ambiente.

“Durante os últimos quatro anos de operação, já reaproveitamos mais de 200 toneladas de resíduos de açaí. Nós estamos alinhados com oito das 17 ODS da Organização das Nações Unidas (ONU), então isso é muito importante. Tem a questão da Amazônia, que é um apelo muito forte, por isso somos fortes concorrentes para disputar com o mundo” afirma Lázaro.

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Hoje, a empresa conta com sete funcionários atuando em uma fábrica que distribui produtos para o Brasil e outros países.

“A gente começou com capacidade de dez quilos, depois pulamos para 600 quilos a 1000 quilos por mês, agora nossa capacidade é de 13 toneladas por mês e futuramente 30 toneladas por mês”, afirmou Lázaro.

Empresa investe no conceito de economia verde. Foto: Reprodução/Engenho Café de Açaí

A empresa aposta no conceito de economia Verde que visa integrar a economia com a sustentabilidade ambiental e a justiça social. O crescimento econômico está atrelado a uma forma que não comprometa o meio ambiente e população.

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A ideia inovadora foi indicada junto a outras duas empresas ao prêmio Earthshot Prize, criado pelo herdeiro da coroa britânica, príncipe William.

*Por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP