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Estudantes usam cubiu para criar iogurte natural, sorvetes, caldas e frutas cristalizadas em Manaus

Cubiu foi a fruta escolhida para os estudos. Foto: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Inscritas na 3ª edição do programa Futuras Cientistas com projeto voltado à valorização de matérias-primas regionais, as estudantes Maria Gabriela Porto, do Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Professor Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, e Ana Luiza Neri, da Escola Estadual Cívico-Militar Ângelo Ramazzotti, em Manaus (AM), desenvolveram produtos como iogurte natural, sorvetes, caldas e frutas cristalizadas, a partir do cubiu, fruta típica da Amazônia.

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Coordenado e idealizado pela professora titular da faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Eyde Bonatto, o projeto “Futuras Cientistas no Desenvolvimento de Produtos Alimentícios na Amazônia” foi colocado em prática pelas estudantes Maria Gabriela e Ana Luiza, sob orientação da professora de Química da rede estadual de ensino, Alyne Ribeiro.

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Uso do cubiu vai além do sabor

A partir do projeto, além do desenvolvimento de produtos alimentícios a partir do Cubiu, foram realizadas análises sensoriais, avaliando características sobre o sabor, aroma, textura, cor e aceitação dos alimentos, aplicando conceitos científicos e metodologias utilizadas na área de tecnologia de alimentos.

Para a orientadora Alyne Ribeiro, a iniciativa fortalece o protagonismo feminino na ciência, além de promover a integração entre escola e pesquisa, utilizando a biodiversidade amazônica como ferramenta de educação e desenvolvimento sustentável.

“Esse projeto vem justamente para gerar nas meninas a vontade de fazer ciência. Elas precisam saber que tem essa escolha. O ideal é que elas escolham participar desse projeto para gerar nelas ainda mais inspiração e interesse”, afirmou a professora.

Estudantes usam cubiu para criar novos produtos em Manaus
Experimentos com o cubiu, fruta amazônica, geraram novos produtos. Foto: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Desenvolvimento do projeto

Com atividades teóricas diárias, captação de dados para pesquisa em laboratório e diversas visitas à universidade, as estudantes tiveram a chance de aflorar o interesse pela pesquisa científica e o desejo de optar por um curso superior em uma das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

“Com todas as pesquisas que fizemos, fui criando um interesse maior por Agronomia e Engenharia de Alimentos. Eu, particularmente, iria para uma área mais artesanal. Nunca pensei que meu sonho pudesse ser cursar algo nessa área, aqui na Ufam, mas agora é uma vontade que tenho”, compartilhou a aluna Ana Luiza, de 17 anos.

Segundo a estudante Maria Gabriela, 16, participar do projeto foi a porta de entrada para conhecer melhor áreas de estudo que são pouco ocupadas por mulheres no mercado de trabalho.

“É uma experiência totalmente nova porque não costumamos ter amplas possibilidades de participar de um projeto com essa temática, ainda mais sendo mulheres. Então, pra mim, é uma sensação completamente diferente”, declarou a aluna.

Futuras Cientistas: Alunas da rede estadual desenvolvem produtos alimentícios a partir de fruto regional
Estudantes seguem com a pesquisa com cubiu. Foto: Euzivaldo Queiroz / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar

Futuras Cientistas

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o programa Futuras Cientistas começou a ser realizado em 2012 pelo Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). Desde 2023, acontece com abrangência nacional. A iniciativa busca estimular o contato de alunas e professoras da rede pública de ensino com as áreas de STEM, a fim de contribuir com a equidade de gênero.

A apresentação dos resultados finais dos projetos inscritos nesta edição do programa ocorre no dia 28 de janeiro. Ainda este ano, as alunas amazonenses serão convidadas a apresentar seu projeto na Semana Acadêmica de Agronomia da Ufam, realizada pela faculdade de Ciências Agrárias.

*Com informações da Agência Amazonas

“Riscos ambientais da pavimentação da BR-319”: o que há por trás?

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Foto: Reprodução/DNIT

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

Soa como um renomado desaforo para o cidadão amazônida de boa fé e comprometido com o desenvolvimento da região as advertências do pesquisador Carlos Nobre, ao prever, no artigo “Pavimentar a BR-319 pode causar danos irreversíveis à Amazônia”, no qual alerta “que o desmatamento a ser causado pelo asfaltamento da estrada Manaus-Porto Velho poderá levar à perda de um milhão de hectares de florestas, com o desaparecimento de 550 árvores e palmeiras por hectare”.

Para ele, “num cálculo simplista e conservador, se isso ocorrer, sem a mudança do modo de ocupar a Amazônia, provocará prejuízo de mais de 100 bilhões de reais”. Nada mais falso e alarmante por uma simples razão: a rodovia existe desde 1978. Pode-se perfeitamente implementar medidas protetivas em relação aos entornos compartilhando projetos ambientais sustentáveis de produção de alimentos, incluindo da agricultura familiar, incentivados por recursos do Fundo Amazônia, de fundos multilaterais não comprometidos com pirotecnias ambientais ou com recursos orçamentários da União e estaduais.

As conclusões de Nobre e seu grupo são no mínimo insultuosas, depreciativas e distanciadas da realidade geopolítica e econômica da região, além de perdidas em obviedades sob qualquer ângulo que se examine a questão. Estradas, seja na Polinésia, na Europa, no Japão, na Malásia, no Vietnam, na China, na Austrália ou no continente americano implicam e haverão de implicar sempre em perdas de florestas do leito do sistema. Há como construí-las de outra forma? Haveria alternativas? Talvez em Marte ou na Lua, quem sabe.

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No planeta Terra, no mundo real, rodovias e ferrovias são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico, atuando como principais modais de transporte para cargas e passageiros na maioria dos países, conectando regiões remotas a centros urbanos, além de facilitar o comércio internacional e a circulação interna, promovendo a integração regional. E para implantá-las, haverá sempre algum prejuízo ao meio ambiente no Brasil, na Amazônia ou em qualquer outro bioma. “No pain, no gain”.

Para os “salvadores” da Amazônia, a COP30 realizada em Belém do Pará em novembro passado representou uma oportunidade crucial para debater e encaminhar soluções capazes de proteger todos os ecossistemas do planeta, especialmente no que diz respeito à preservação dos limites ecológicos que sustentam a integridade da floresta amazônica e o bem viver de seus povos. Caminhões de propostas foram apresentadas por órgãos de diversas procedências e grau de interesse, aberto ou escuso. O mais importante, contudo, não se consumou: a formulação de planos, programas e projetos ancorados em recursos permitindo a implementação de intervenções públicas.

Ambientalistas são exímios críticos da questão ambiental, mas paupérrimos na formulação de propostas concretas de solução. A natureza, entretanto, os pune ao demonstrar que não, a terra não corre risco de destruição catastrófica decorrente da atividade humana. Os glaciais se recuperam, como neste rigorosíssimo inverno; as chuvas e tormentas se avolumam neutralizando a alegada desertificação das florestas tropicais, dentre as quais a amazônica eleita o principal alvo. Evidentemente, há fortes interesses por detrás dessas ondas alarmantes, e não são de comprometimento com a preservação da natureza, mas, sobretudo, conectados a fortes interesses econômicos internacionais relacionados às reservas minerais espalhadas pelo mundo, que se exaurem sugadas pelos grandes capitais, como na África e em outras pequenas repúblicas sul-americanas espoliadas até os ossos.

O problema em si não se resume às áreas subtraídas ou degradadas sem projeto de recuperação. Mas à ausência de políticas públicas de proteção do ecossistema ambiental desses espaços. De fato, nem o Ministério do Meio Ambiente (MMA), nem ONGs ambientalistas radicais, nem pesquisadores a elas vinculadas estão minimamente preocupados com as reivindicações do governo do Estado e da própria sociedade sobre exploração sustentável da biodiversidade, Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) ou regularização fundiária.

O que vale, efetivamente, são os interesses econômicos, no geral inconfessáveis, que defendem. Enquanto isso, ignora-se que o Amazonas detém cerca de 97% de seu território absolutamente preservado e que, conforme dados da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas – SDS), 54,73% (85.531.519,5 ha) do seu território de 1.559.146,876 km2 (155,9 milhões de hectares) configuram áreas protegidas, assim distribuídas:

  • Unidade de Conservação Federal (23.351.646,32 ha) – 14,97%;
  • Unidade de Conservação Estadual (18.808.342,39 ha) – 12,06%;
  • e Terra Indígena (43.195.986,77 ha) – 27,7%.

Há de se considerar, adicionalmente, que a BR-319 é cercada por verdadeira “barreira verde” interposta pelos governos federal e do Amazonas através de Unidades de Conservação (UCs) situadas ao longo de toda sua extensão de 875 km, no interflúvio Purus-Madeira, uma das regiões mais biodiversas e intocadas da Amazônia. De acordo com normas do MMA, as UCs visam oferecer garantias segundo os princípios de ordenamento territorial e conservação ambiental em relação ao Sul do Amazonas, abrangendo os municípios de Canutama, Humaitá, Lábrea e Manicoré, e de Porto Velho, capital de Rondônia. No total, são 28 unidades, sendo 11 federais, 9 do Amazonas e 8 de Rondônia, suficientes para assegurar a proteção do bioma em toda sua extensão. Basta que o poder público use de sua autoridade para fazer cumprir os dispositivos legais.

Leia também: BR-319: obras de conclusão da rodovia indefinidas na LDO 2026

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Decreto federal oficializa criação da ZPE de Barcarena no Pará

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ZPE de Barcarena. Imagem: Divulgação/Agência Pará

Fruto de uma articulação técnica e política liderada pelo governo do Pará, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codec), o Estado alcançou um marco histórico para sua economia com a publicação do Decreto nº 12.823, de 22 de janeiro de 2026. A medida, assinada pelo governo federal, oficializa a criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena.

O projeto, estruturado pela Codec em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e o setor produtivo, posiciona o Pará como um player estratégico nas cadeias globais de valor.

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ZPE Barcarena

Localizada no Distrito Industrial de Barcarena, a ZPE compreende 271 hectares destinados a indústrias voltadas à exportação. O modelo operará sob regime aduaneiro especial, oferecendo incentivos fiscais, cambiais e administrativos.

A localização estratégica, integrada aos corredores logísticos da Amazônia, é um dos diferenciais competitivos assegurados pelo planejamento do Estado.

A consolidação da ZPE é resultado de um trabalho coordenado pelo governo do Pará, envolvendo a prefeitura de Barcarena, a Federação das Indústrias (Fiepa) e a empresa-âncora Bravo Metals.

A Codec atuou na linha de frente, reformulando o projeto para adequá-lo às normas atuais de energia e infraestrutura, além de conduzir o diálogo direto com investidores internacionais.

Leia também: Sítio-escola reúne artefatos de povos antigos de Barcarena durante pesquisa de campo

Decreto federal oficializa criação da ZPE de Barcarena no Pará

Segundo o diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues, o decreto consolida um processo construído com base técnica e cooperação federativa.

“A criação da ZPE de Barcarena decorre de um trabalho consistente, que envolveu revisão do projeto, diálogo com o setor produtivo e alinhamento entre os entes federativos. Trata-se de um instrumento estratégico para inserir o Pará de forma mais qualificada na agenda da industrialização voltada à exportação”, afirmou.

Para o presidente da Codec, Lutfala Bitar, a iniciativa é um divisor de águas. “A ZPE de Barcarena cria um ambiente favorável para que a produção do Estado avance para etapas de maior valor agregado. É uma oportunidade concreta de transformar potencial econômico em desenvolvimento real”, afirmou.

Com o marco legal estabelecido, o Estado agora avança para as fases de licenciamento ambiental e execução das obras de infraestrutura.

Com a consolidação do marco legal, o empreendimento avança para as fases de atualização do projeto executivo, licenciamento ambiental, reforma de pórtico, construção da infraestrutura e edificações administrativas, além do alfandegamento, além de outras providências técnicas e institucionais necessárias e a preparação das condições para o início das obras de infraestrutura, fundamentais para a futura operação da ZPE sob o regime aduaneiro especial.

*Com informações da Agência Pará

Projeto Bella Causa leva orientações para mulheres vítimas de violência em Roraima

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Foto: Willame Sousa

O projeto Bella Causa chega, pela primeira vez, em Roraima como uma iniciativa voltada ao desenvolvimento social e à sustentabilidade. São ações que combinam formação, comunicação, campanhas educativas e práticas socioambientais, com foco na conscientização dos direitos das mulheres e no fortalecimento de redes de apoio.

A proposta do projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) surge em resposta a uma realidade social que ainda demanda atenção e mobilização. Dados nacionais apontam que os índices de violência contra mulheres na Região Amazônica estão acima da média brasileira, o que reforça a importância de iniciativas que promovam informação, orientação e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Entre as ações previstas estão trilhas formativas presenciais, com oficinas, palestras e mentorias voltadas ao autoconhecimento, empreendedorismo e desenvolvimento de liderança, além da produção de videoaulas educativas que ampliam o alcance do projeto por meio da televisão.

projeto bella causa em roraima
Foto: Willame Sousa

O conteúdo formativo será exibido no canal Amazon Sat e também reforçado pelas plataformas digitais da Fundação.

O projeto também contempla campanhas educativas que serão veiculadas entre janeiro e fevereiro nos veículos do Grupo Rede Amazônica e nas redes sociais da Fundação, com mensagens de conscientização, orientação e incentivo à busca por ajuda, fortalecendo o papel da comunicação como ferramenta de transformação social.

Segundo a diretora institucional da FRAM, Mariane Cavalcante, o projeto reflete o compromisso contínuo da instituição com pautas sociais relevantes.

“O Bella Causa nasce do propósito de informar, educar e apoiar. Acreditamos que o acesso à informação e à conscientização é fundamental para promover mudanças reais e duradouras na sociedade”, afirma.

Responsável pelo projeto, o especialista em projetos da Fundação, Denis Carvalho, destaca que a iniciativa foi estruturada a partir das realidades locais:

“As ações foram pensadas para dialogar diretamente com o contexto de Roraima, integrando desenvolvimento social, comunicação e sustentabilidade em uma estratégia única e consistente”, explica.

Além do eixo social e educativo, o Bella Causa incorpora práticas sustentáveis, como o plantio de mudas e ações de compensação de carbono, reforçando o compromisso socioambiental presente em todos os projetos da Fundação Rede Amazônica.

Programação do Bella Causa 

As ações programas ocorrem entre os dias 26 e 31 de janeiro na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista, e devem beneficiar 50 mulheres acolhidas pelo local.

Leia também: Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

De acordo com a diretora-geral da unidade, a programação contará com diversas atividades voltadas à reconstrução de trajetórias das participantes: “São mulheres sobreviventes de violência e que são prioritárias para a parte presencial do projeto. É um projeto voltado à prevenção, educação e qualificação das mulheres”.

26 a 30 de janeiro

  • 8h – 12h: Trilha do conhecimento;
  • 10h15: Conteúdo formativo audiovisual com cinco vídeo-aulas, transmitidas no canal Amazon Sat e Youtube FRAM.

31 de janeiro

  • Plantio de mudas/compensação de carbono.

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Novo instituto em Roraima incentiva prática de jogos eletrônicos e esportes no estado

Foto: Reprodução/Pixabay

O fomento do esporte e à tecnologia em Roraima agora é de responsabilidade do Instituto de Desporto, Juventude e Lazer do Estado (IDJuv). O novo órgão, criado pelo governo estadual, prevê o incentivo a jogos eletrônicos como parte das políticas públicas voltadas ao esporte e à tecnologia no estado.

A inclusão aparece entre os objetivos da nova autarqueia, que passa a responder também por ações voltadas à juventude e ao lazer.

O IDJuv, que é presidido pelo vereador Marcelo Nunes (PDT), substitui o atual Instituto do Desporto de Roraima (IDR) e terá como uma de suas atribuições “fomentar o esporte e a tecnologia através dos jogos eletrônicos”.

Saiba mais: Jogos digitais criados no AM movimentam economia local e podem chegar ao exterior

Governador de Roraima, Antônio Denarium. Foto: Arthur Farias/Secom Roraima

O governador de Roraima, Antônio Denarium, que sancionou o Projeto de Lei nº 290/2025 que cria o novo órgão, destacou a importância do instituto para fortalecimento do esporte roraimense.

“O Instituto de Desporto do Estado de Roraima nasce forte, com orçamento anual de R$ 10 milhões, e também estará apto a receber emendas parlamentares. Nosso objetivo é fortalecer o esporte em todas as categorias, ampliando oportunidades para atletas em todo o Estado. Agradeço à Assembleia Legislativa pela aprovação deste importante projeto, que reforça as políticas públicas do Governo de Roraima”, afirmou o governador Denarium.

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Incentivo ao esporte e ao lazer

O IDJuv poderá planejar e executar ações voltadas ao esporte comunitário, desporto escolar, esporte de alto rendimento, paradesporto, lazer, além de programas específicos direcionados à juventude.

O órgão funciona em uma estrutura de cargos comissionados. Ao todo, estão previstos 98 cargos, com custo mensal de R$ 457.045,11. Entre os maiores salários está o do presidente Marcelo Nunes, com subsídio mensal de R$ 29.211. Há também três cargos de diretor, cada um com remuneração de R$ 24.829 por mês.

A estrutura inclui funções de assessoramento, chefia e apoio administrativo, como assessoria jurídica, comunicação, controle interno, chefias de divisão, núcleos administrativos e membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL), com salários que variam entre R$ 2.696,16 e R$ 8.987,17.

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Segundo o governo, a criação do IDJuv tem como finalidade promover, coordenar e executar políticas públicas de desporto, lazer e juventude, com atuação em todo o estado. O instituto também será responsável pela gestão do Programa Estadual de Incentivo ao Esporte (ProEsporte).

O órgão passa a administrar equipamentos esportivos estaduais, como o Estádio Canarinho, Estádio Ribeirão, Ginásio Hélio Campos, Ginásio Totozão (em reforma), Piscina Olímpica, parques aquáticos e ginásios poliesportivos localizados na capital e no interior. O parque aquático do bairro Caranã, reinaugurado no dia 17 de janeiro após 20 anos fechado, é um dos pontos administrados pelo instituto.

Instituto administrará os principais espaços esportivos do Estado.
Novo órgão passará a administrar os principais ginásios poliesportivos localizados na capital e interior de Roraima. Foto: Ascom/Seed

O instituto deverá funcionar com uma estrutura administrativa própria, com diretorias voltadas ao esporte e à juventude, além de setores responsáveis por gestão financeira, recursos humanos, comunicação e tecnologia da informação.

A sede do IDJuv deverá funcionar no Parque Anauá, em Boa Vista, conforme informado pelo governo.

Investimentos no esporte escolar

A criação do instituto ocorre em meio a investimentos estaduais em infraestrutura esportiva e desporto escolar. Segundo dados do governo, foram reformados dez espaços esportivos na capital e no interior, com investimentos que somam cerca de R$ 29 milhões.

Também foram adquiridos materiais esportivos para escolas da rede estadual e custeadas passagens aéreas para estudantes que representaram Roraima em competições nacionais em 2025, com investimento aproximado de R$ 1,7 milhão.

*Com informações do Governo de Roraima e Rede Amazônica RR

Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

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Dados do Atlas da Violência de 2025, produzido em parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), revelam uma realidade preocupante em Roraima: a alta taxa de homicídios femininos. Em 2023, as maiores taxas foram encontradas em estados da região amazônica, sendo de 10,4 por 100 mil mulheres em Roraima, seguido de 5,9 por 100 mil no Amazonas e em Rondônia.

O Projeto Bella Causa é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o objetivo de unir conscientização, desenvolvimento social e sustentabilidade que surgiu da necessidade de oferecer suporte àquelas que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

Em 2026, o projeto chega em Boa Vista (RR) com atividades pensadas para o desenvolvimento de mulheres mobilizadas pela Casa da Mulher Brasileira, um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023. As ações do Bella Causa dialogam diretamente com a rede de proteção às mulheres em Roraima.

Conheça a Casa da Mulher Brasileira em Roraima:

Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Cientistas encontram fungo ‘zumbi’ em tarântula gigante na Amazônia; vídeo

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Foto: Reprodução/Instagram-Dreschler_santos

Um vídeo que mostra um fungo “zumbi” parasitando uma aranha tarântula na Amazônia viralizou nas redes sociais na última semana.

O registro, feito pelo pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Elisandro Ricardo Drescher-Santos, mostra a espécie Cordyceps caloceroides agindo na aranha Theraphosa blondi, uma das maiores do mundo, encontrada na Reserva Adolpho Ducke, próximo de Manaus (AM).

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Nas imagens, uma estrutura alongada e alaranjada aparece saindo do corpo da aranha. Segundo o pesquisador, essa formação é a estrutura reprodutiva do fungo.

Após ser infectada, a aranha muda de comportamento e se enterra no solo da floresta, que possui uma camada espessa de folhas e matéria orgânica. Veja o vídeo:

Leia também: Conheça o fungo amazônico que come plástico

Em explicação, o pesquisador afirma que esse tipo de fungo costuma infectar hospedeiros específicos como insetos ou aracnídeos, e dependem diretamente desses organismos para completar seu ciclo de vida.

“Isso faz sentido do ponto de vista evolutivo, porque eles utilizam um recurso muito específico para se desenvolver. Como é uma aranha grande, o fungo tem energia suficiente para produzir essa estrutura comprida que projeta para fora do solo. Na ponta, fica a região fértil, onde os esporos são produzidos e liberados”, explicou o pesquisador.

Cientistas encontram fungo 'zumbi' em tarântula gigante na Amazônia; vídeo
Poros do fungo são produzidos e liberados para contaminar outros insetos. Foto: Reprodução/Instagram-Dreschler_santos

De acordo com Elisandro, o exemplar encontrado está entre os mais bem preservados já registrados, o que permite comparações com outros encontrados em regiões do Brasil e até em outros biomas.

O pesquisador também reforçou que esse tipo de espécie não infecta seres humanos. Ele explicou que as pessoas respiram diariamente milhares de esporos de diferentes fungos sem adoecer, graças ao sistema imunológico.

Saiba mais: Nem todo fungo é vilão: a importância de sua preservação ao longo da BR-319

“A gente respira mais de dez mil esporos a cada inspiração e não se contamina. Esse grupo de fungos é altamente especializado em insetos e aracnídeos”, disse.

Segundo Elisandro, essas relações existem há milhões de anos. Estudos indicam, por exemplo, que essa associação pode ter surgido há mais de 50 milhões de anos.

“Tudo na natureza está muito integrado. A gente tende a olhar como unidades separadas, mas tudo evoluiu junto”, afirmou.

Preservação dos fungos

O pesquisador destacou ainda a importância de estudá-los e conservá-los, que passaram a ser oficialmente reconhecidos no Brasil como um grupo próprio da biodiversidade, ao lado da fauna e da flora.

“Hoje a gente fala em fauna, flora e funga. Eles são recursos importantes para a indústria farmacêutica, alimentícia, para a medicina. A penicilina é um exemplo clássico”, explicou Elisandro.

O Brasil abriga mais de 10% da biodiversidade global, incluindo espécies de fungos, muitas delas exclusivas do país. Para o pesquisador, conhecer essa diversidade vai além do avanço científico. “Isso pode gerar avanço socioeconômico e faz parte da soberania do nosso país”, concluiu.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Queda do desmatamento é boa notícia, mas é preciso mudanças estruturais

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Áreas públicas com grilagem de terras sofrem tipo de desmate. Foto: Victor Moriyama

Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no último dia 9, mostram que, em 2025, o desmatamento caiu em quase 9% no Cerrado e na Amazônia.

É a terceira queda seguida e o melhor resultado em oito anos. A redução dá continuidade à tendência observada oficialmente nos últimos três anos.

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“A redução tem sido algo contínuo, o que é benéfico do ponto de vista ambiental e também político, porque mostra que é possível quando se tem vontade política. Porém, ainda é preciso implementar os mecanismos que já existem para manter o desmatamento zero”, explica o pesquisador sênior do IPAM, Paulo Moutinho.

Leia também: 5 fatores que ameaçam a biodiversidade da Amazônia

Desmatamento
Foto: Reprodução/Greenpeace

“Hoje, as terras públicas destinadas ou não destinadas respondem por cerca de 40% de todo o desmatamento na Amazônia. Apesar da redução da supressão de vegetação nativa nessas áreas, ainda existe uma ação forte de grileiros que se aproveitam do ‘limbo’ fundiário, já que não há a destinação clara definida em lei”, ressalta.

Desafios no combate ao desmatamento

Foto: Reprodoção/Agência Pará

Para ele, há três principais desafios para cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030:

  • investimento em iniciativas que protejam a floresta, a exemplo da bioeconomia;
  • aumentar a produtividade nas áreas de agricultura e pecuária sem demandar novas terras, especialmente com os pequenos e médios agricultores;
  • e ter maior controle do desmatamento em florestas públicas destinadas ou não destinadas, sendo, esta, prioridade.

As áreas públicas não destinadas são geridas pela lei de gestão de florestas públicas e são destinadas dentro de um conjunto de regras.

Leia também: Entenda o que são as florestas públicas não destinadas

Esses territórios não podem ser cedidos ao setor privado, mas sim destinados a povos e comunidades tradicionais como indígenas, extrativistas, quilombolas, entre outros que mantêm e vivem da floresta em pé.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Porto Velho volta a oferecer passeios de barco na Madeira-Mamoré

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Foto: Junior Costa/Secom RO

Os passeios de barco pelo rio Madeira voltaram a sair do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, depois de quase dez anos, em Porto Velho. A atividade, que começou no último sábado (24), faz parte da programação dos 111 anos de instalação da capital rondoniense.

O passeio, intitulado ‘Navegando pelas origens’, iniciou no fim da tarde e contou com apresentações culturais durante a saída das embarcações. De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a retomada é apontada como uma das principais atrações do aniversário da capital neste ano.

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Além dos passeios de barco, a programação incluiu atividades esportivas, culturais e históricas ao longo do dia, com eventos concentrados principalmente no complexo Madeira-Mamoré.

Os festejos também contou com ações de passeio ciclístico em pontos históricos da cidade, exibição da Locomotiva 18, passeios de litorina, feira de artesanato e economia criativa, além de homenagens a pioneiros e personalidades ligadas à história do município.

Leia também: 6 atrações imperdíveis para curtir em municípios de Rondônia

Passeios de barco no rio Madeira
Passeios de barco pelo Rio Madeira é considerado Patrimônio Cultural em Porto Velho. Foto: Junior Costa/Secom RO

Passeios de barco em Porto Velho

O passeio de barco pelo Rio Madeira foi declarado pela Prefeitura de Porto Velho como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município. Segundo o texto da publicação, a decisão se justifica por causa do valor histórico e cultural do passeio.

Os passeios acontecem todos os dias, sendo de segunda a sexta-feira, das 16h às 18h e aos sábados e domingos, das 9h às 18h. De acordo com a prefeitura, tendo público suficiente, os barcos saem de uma em uma hora.

Leia também: ‘Passeio de barco pelo Rio Madeira’ em Porto Velho é reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial

Pôr do sol no Rio Madeira em Porto Velho — Foto: Saul Ribeiro/Prefeitura de Porto Velho

Saiba mais: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: patrimônio histórico deu origem ao município de Porto Velho

A dica para quem ama fotografia é programar o passeio para o horário do pôr do sol e também ficar atento à previsão do tempo para escapar das chuvas.

Com relação ao trajeto, as quatro embarcações que atualmente fazem o passeio turístico saem do porto cai n’água em direção à ponte sobre o Rio Madeira, depois vão até as proximidades da hidrelétrica de Santo Antônio e retornam para o porto, segundo a prefeitura.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho e da Rede Amazônica RO

Carreta laboratório beneficia produtores de açaí no Pará com formação técnica

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Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cadeia produtiva do açaí no estado paraense ganha reforço com a entrega da carreta laboratório móvel do projeto AçaíTEC, realizada no município de Igarapé-Miri.

A iniciativa do governo do estado leva a formação técnica e inovação diretamente para as comunidades produtoras, fortalecendo a principal atividade econômica paraense.

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açaí do pará
Foto: Rafael Rocha/Embrapa

“Primeira fábrica do mundo de processamento de açaí para a gente fortalecer a bioeconomia e fazer com que a produção em todas as cidades possam ser cada vez mais fonte de renda, renda sustentável a partir do fruto”, ressaltou o governador do estado, Hélder Barbalho.

Com o investimento de R$ 1,7 milhão, a carreta foi equipada para atender às exigências técnicas e sanitárias da produção do fruto.

Leia também: Conheça o processo de produção do açaí até ficar pronto para consumo

No espaço, são realizadas aulas práticas sobre beneficiamento, controle de qualidade, higiene, segurança alimentar e padronização do produto, levando a sala de aula até as comunidades ribeirinhas e reduzindo a necessidade de deslocamento para centros urbanos.

açaí de belém
Foto: Vanessa Monteiro/Ascom Ufra

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

“Os nossos processadores vão sair com currículo, com certificado, com diploma, para poderem buscar emprego, buscar renda, com a qualificação feita pelo governo do estado”, garantiu o chefe de estado.

Projeto AçaíTEC no Pará

O projeto AçaíTEC é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e Fundação Itaú de Educação e Cultura.

A ação busca qualificar trabalhadores e promover inovação em uma cadeia produtiva estratégica, responsável por 95% da produção nacional do fruto e pela geração de cerca de um bilhão e meio de dólares por ano.

Foto: Bruno Cruz/Agência Pará

*Com informações da Agência Brasil