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Projeto Bella Causa leva orientações para mulheres vítimas de violência em Roraima

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Foto: Willame Sousa

O projeto Bella Causa chega, pela primeira vez, em Roraima como uma iniciativa voltada ao desenvolvimento social e à sustentabilidade. São ações que combinam formação, comunicação, campanhas educativas e práticas socioambientais, com foco na conscientização dos direitos das mulheres e no fortalecimento de redes de apoio.

A proposta do projeto realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM) surge em resposta a uma realidade social que ainda demanda atenção e mobilização. Dados nacionais apontam que os índices de violência contra mulheres na Região Amazônica estão acima da média brasileira, o que reforça a importância de iniciativas que promovam informação, orientação e oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Entre as ações previstas estão trilhas formativas presenciais, com oficinas, palestras e mentorias voltadas ao autoconhecimento, empreendedorismo e desenvolvimento de liderança, além da produção de videoaulas educativas que ampliam o alcance do projeto por meio da televisão.

projeto bella causa em roraima
Foto: Willame Sousa

O conteúdo formativo será exibido no canal Amazon Sat e também reforçado pelas plataformas digitais da Fundação.

O projeto também contempla campanhas educativas que serão veiculadas entre janeiro e fevereiro nos veículos do Grupo Rede Amazônica e nas redes sociais da Fundação, com mensagens de conscientização, orientação e incentivo à busca por ajuda, fortalecendo o papel da comunicação como ferramenta de transformação social.

Segundo a diretora institucional da FRAM, Mariane Cavalcante, o projeto reflete o compromisso contínuo da instituição com pautas sociais relevantes.

“O Bella Causa nasce do propósito de informar, educar e apoiar. Acreditamos que o acesso à informação e à conscientização é fundamental para promover mudanças reais e duradouras na sociedade”, afirma.

Responsável pelo projeto, o especialista em projetos da Fundação, Denis Carvalho, destaca que a iniciativa foi estruturada a partir das realidades locais:

“As ações foram pensadas para dialogar diretamente com o contexto de Roraima, integrando desenvolvimento social, comunicação e sustentabilidade em uma estratégia única e consistente”, explica.

Além do eixo social e educativo, o Bella Causa incorpora práticas sustentáveis, como o plantio de mudas e ações de compensação de carbono, reforçando o compromisso socioambiental presente em todos os projetos da Fundação Rede Amazônica.

Programação do Bella Causa 

As ações programas ocorrem entre os dias 26 e 31 de janeiro na Casa da Mulher Brasileira, em Boa Vista, e devem beneficiar 50 mulheres acolhidas pelo local.

Leia também: Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

De acordo com a diretora-geral da unidade, a programação contará com diversas atividades voltadas à reconstrução de trajetórias das participantes: “São mulheres sobreviventes de violência e que são prioritárias para a parte presencial do projeto. É um projeto voltado à prevenção, educação e qualificação das mulheres”.

26 a 30 de janeiro

  • 8h – 12h: Trilha do conhecimento;
  • 10h15: Conteúdo formativo audiovisual com cinco vídeo-aulas, transmitidas no canal Amazon Sat e Youtube FRAM.

31 de janeiro

  • Plantio de mudas/compensação de carbono.

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Novo instituto em Roraima incentiva prática de jogos eletrônicos e esportes no estado

Foto: Reprodução/Pixabay

O fomento do esporte e à tecnologia em Roraima agora é de responsabilidade do Instituto de Desporto, Juventude e Lazer do Estado (IDJuv). O novo órgão, criado pelo governo estadual, prevê o incentivo a jogos eletrônicos como parte das políticas públicas voltadas ao esporte e à tecnologia no estado.

A inclusão aparece entre os objetivos da nova autarqueia, que passa a responder também por ações voltadas à juventude e ao lazer.

O IDJuv, que é presidido pelo vereador Marcelo Nunes (PDT), substitui o atual Instituto do Desporto de Roraima (IDR) e terá como uma de suas atribuições “fomentar o esporte e a tecnologia através dos jogos eletrônicos”.

Saiba mais: Jogos digitais criados no AM movimentam economia local e podem chegar ao exterior

Governador de Roraima, Antônio Denarium. Foto: Arthur Farias/Secom Roraima

O governador de Roraima, Antônio Denarium, que sancionou o Projeto de Lei nº 290/2025 que cria o novo órgão, destacou a importância do instituto para fortalecimento do esporte roraimense.

“O Instituto de Desporto do Estado de Roraima nasce forte, com orçamento anual de R$ 10 milhões, e também estará apto a receber emendas parlamentares. Nosso objetivo é fortalecer o esporte em todas as categorias, ampliando oportunidades para atletas em todo o Estado. Agradeço à Assembleia Legislativa pela aprovação deste importante projeto, que reforça as políticas públicas do Governo de Roraima”, afirmou o governador Denarium.

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Incentivo ao esporte e ao lazer

O IDJuv poderá planejar e executar ações voltadas ao esporte comunitário, desporto escolar, esporte de alto rendimento, paradesporto, lazer, além de programas específicos direcionados à juventude.

O órgão funciona em uma estrutura de cargos comissionados. Ao todo, estão previstos 98 cargos, com custo mensal de R$ 457.045,11. Entre os maiores salários está o do presidente Marcelo Nunes, com subsídio mensal de R$ 29.211. Há também três cargos de diretor, cada um com remuneração de R$ 24.829 por mês.

A estrutura inclui funções de assessoramento, chefia e apoio administrativo, como assessoria jurídica, comunicação, controle interno, chefias de divisão, núcleos administrativos e membros da Comissão Permanente de Licitação (CPL), com salários que variam entre R$ 2.696,16 e R$ 8.987,17.

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Segundo o governo, a criação do IDJuv tem como finalidade promover, coordenar e executar políticas públicas de desporto, lazer e juventude, com atuação em todo o estado. O instituto também será responsável pela gestão do Programa Estadual de Incentivo ao Esporte (ProEsporte).

O órgão passa a administrar equipamentos esportivos estaduais, como o Estádio Canarinho, Estádio Ribeirão, Ginásio Hélio Campos, Ginásio Totozão (em reforma), Piscina Olímpica, parques aquáticos e ginásios poliesportivos localizados na capital e no interior. O parque aquático do bairro Caranã, reinaugurado no dia 17 de janeiro após 20 anos fechado, é um dos pontos administrados pelo instituto.

Instituto administrará os principais espaços esportivos do Estado.
Novo órgão passará a administrar os principais ginásios poliesportivos localizados na capital e interior de Roraima. Foto: Ascom/Seed

O instituto deverá funcionar com uma estrutura administrativa própria, com diretorias voltadas ao esporte e à juventude, além de setores responsáveis por gestão financeira, recursos humanos, comunicação e tecnologia da informação.

A sede do IDJuv deverá funcionar no Parque Anauá, em Boa Vista, conforme informado pelo governo.

Investimentos no esporte escolar

A criação do instituto ocorre em meio a investimentos estaduais em infraestrutura esportiva e desporto escolar. Segundo dados do governo, foram reformados dez espaços esportivos na capital e no interior, com investimentos que somam cerca de R$ 29 milhões.

Também foram adquiridos materiais esportivos para escolas da rede estadual e custeadas passagens aéreas para estudantes que representaram Roraima em competições nacionais em 2025, com investimento aproximado de R$ 1,7 milhão.

*Com informações do Governo de Roraima e Rede Amazônica RR

Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

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Dados do Atlas da Violência de 2025, produzido em parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), revelam uma realidade preocupante em Roraima: a alta taxa de homicídios femininos. Em 2023, as maiores taxas foram encontradas em estados da região amazônica, sendo de 10,4 por 100 mil mulheres em Roraima, seguido de 5,9 por 100 mil no Amazonas e em Rondônia.

O Projeto Bella Causa é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM) com o objetivo de unir conscientização, desenvolvimento social e sustentabilidade que surgiu da necessidade de oferecer suporte àquelas que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

Em 2026, o projeto chega em Boa Vista (RR) com atividades pensadas para o desenvolvimento de mulheres mobilizadas pela Casa da Mulher Brasileira, um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023. As ações do Bella Causa dialogam diretamente com a rede de proteção às mulheres em Roraima.

A Casa da Mulher Brasileira é um dos eixos do Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Ministério das Mulheres em março de 2023. O foco é no atendimento multidisciplinar e humanizado às mulheres, e integra, no mesmo espaço, diversos serviços especializados para atender mulheres em situação de violência: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; delegacia; Juizado; Ministério Público, Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; cuidado das crianças; alojamento de passagem e central de transportes.

O objetivo principal é facilitar o acesso aos serviços especializados para garantir condições de enfrentamento à violência, o empoderamento da mulher e sua autonomia econômica.

Conheça a Casa da Mulher Brasileira em Roraima:

Casa da Mulher Brasileira: saiba quais serviços são oferecidos em Roraima

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Cientistas encontram fungo ‘zumbi’ em tarântula gigante na Amazônia; vídeo

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Foto: Reprodução/Instagram-Dreschler_santos

Um vídeo que mostra um fungo “zumbi” parasitando uma aranha tarântula na Amazônia viralizou nas redes sociais na última semana.

O registro, feito pelo pesquisador da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Elisandro Ricardo Drescher-Santos, mostra a espécie Cordyceps caloceroides agindo na aranha Theraphosa blondi, uma das maiores do mundo, encontrada na Reserva Adolpho Ducke, próximo de Manaus (AM).

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Nas imagens, uma estrutura alongada e alaranjada aparece saindo do corpo da aranha. Segundo o pesquisador, essa formação é a estrutura reprodutiva do fungo.

Após ser infectada, a aranha muda de comportamento e se enterra no solo da floresta, que possui uma camada espessa de folhas e matéria orgânica. Veja o vídeo:

Leia também: Conheça o fungo amazônico que come plástico

Em explicação, o pesquisador afirma que esse tipo de fungo costuma infectar hospedeiros específicos como insetos ou aracnídeos, e dependem diretamente desses organismos para completar seu ciclo de vida.

“Isso faz sentido do ponto de vista evolutivo, porque eles utilizam um recurso muito específico para se desenvolver. Como é uma aranha grande, o fungo tem energia suficiente para produzir essa estrutura comprida que projeta para fora do solo. Na ponta, fica a região fértil, onde os esporos são produzidos e liberados”, explicou o pesquisador.

Cientistas encontram fungo 'zumbi' em tarântula gigante na Amazônia; vídeo
Poros do fungo são produzidos e liberados para contaminar outros insetos. Foto: Reprodução/Instagram-Dreschler_santos

De acordo com Elisandro, o exemplar encontrado está entre os mais bem preservados já registrados, o que permite comparações com outros encontrados em regiões do Brasil e até em outros biomas.

O pesquisador também reforçou que esse tipo de espécie não infecta seres humanos. Ele explicou que as pessoas respiram diariamente milhares de esporos de diferentes fungos sem adoecer, graças ao sistema imunológico.

Saiba mais: Nem todo fungo é vilão: a importância de sua preservação ao longo da BR-319

“A gente respira mais de dez mil esporos a cada inspiração e não se contamina. Esse grupo de fungos é altamente especializado em insetos e aracnídeos”, disse.

Segundo Elisandro, essas relações existem há milhões de anos. Estudos indicam, por exemplo, que essa associação pode ter surgido há mais de 50 milhões de anos.

“Tudo na natureza está muito integrado. A gente tende a olhar como unidades separadas, mas tudo evoluiu junto”, afirmou.

Preservação dos fungos

O pesquisador destacou ainda a importância de estudá-los e conservá-los, que passaram a ser oficialmente reconhecidos no Brasil como um grupo próprio da biodiversidade, ao lado da fauna e da flora.

“Hoje a gente fala em fauna, flora e funga. Eles são recursos importantes para a indústria farmacêutica, alimentícia, para a medicina. A penicilina é um exemplo clássico”, explicou Elisandro.

O Brasil abriga mais de 10% da biodiversidade global, incluindo espécies de fungos, muitas delas exclusivas do país. Para o pesquisador, conhecer essa diversidade vai além do avanço científico. “Isso pode gerar avanço socioeconômico e faz parte da soberania do nosso país”, concluiu.

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM

Queda do desmatamento é boa notícia, mas é preciso mudanças estruturais

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Áreas públicas com grilagem de terras sofrem tipo de desmate. Foto: Victor Moriyama

Os dados, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no último dia 9, mostram que, em 2025, o desmatamento caiu em quase 9% no Cerrado e na Amazônia.

É a terceira queda seguida e o melhor resultado em oito anos. A redução dá continuidade à tendência observada oficialmente nos últimos três anos.

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“A redução tem sido algo contínuo, o que é benéfico do ponto de vista ambiental e também político, porque mostra que é possível quando se tem vontade política. Porém, ainda é preciso implementar os mecanismos que já existem para manter o desmatamento zero”, explica o pesquisador sênior do IPAM, Paulo Moutinho.

Leia também: 5 fatores que ameaçam a biodiversidade da Amazônia

Desmatamento
Foto: Reprodução/Greenpeace

“Hoje, as terras públicas destinadas ou não destinadas respondem por cerca de 40% de todo o desmatamento na Amazônia. Apesar da redução da supressão de vegetação nativa nessas áreas, ainda existe uma ação forte de grileiros que se aproveitam do ‘limbo’ fundiário, já que não há a destinação clara definida em lei”, ressalta.

Desafios no combate ao desmatamento

Foto: Reprodoção/Agência Pará

Para ele, há três principais desafios para cumprir a meta de zerar o desmatamento ilegal até 2030:

  • investimento em iniciativas que protejam a floresta, a exemplo da bioeconomia;
  • aumentar a produtividade nas áreas de agricultura e pecuária sem demandar novas terras, especialmente com os pequenos e médios agricultores;
  • e ter maior controle do desmatamento em florestas públicas destinadas ou não destinadas, sendo, esta, prioridade.

As áreas públicas não destinadas são geridas pela lei de gestão de florestas públicas e são destinadas dentro de um conjunto de regras.

Leia também: Entenda o que são as florestas públicas não destinadas

Esses territórios não podem ser cedidos ao setor privado, mas sim destinados a povos e comunidades tradicionais como indígenas, extrativistas, quilombolas, entre outros que mantêm e vivem da floresta em pé.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo IPAM

Porto Velho volta a oferecer passeios de barco na Madeira-Mamoré

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Foto: Junior Costa/Secom RO

Os passeios de barco pelo rio Madeira voltaram a sair do complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, depois de quase dez anos, em Porto Velho. A atividade, que começou no último sábado (24), faz parte da programação dos 111 anos de instalação da capital rondoniense.

O passeio, intitulado ‘Navegando pelas origens’, iniciou no fim da tarde e contou com apresentações culturais durante a saída das embarcações. De acordo com a Prefeitura de Porto Velho, a retomada é apontada como uma das principais atrações do aniversário da capital neste ano.

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Além dos passeios de barco, a programação incluiu atividades esportivas, culturais e históricas ao longo do dia, com eventos concentrados principalmente no complexo Madeira-Mamoré.

Os festejos também contou com ações de passeio ciclístico em pontos históricos da cidade, exibição da Locomotiva 18, passeios de litorina, feira de artesanato e economia criativa, além de homenagens a pioneiros e personalidades ligadas à história do município.

Leia também: 6 atrações imperdíveis para curtir em municípios de Rondônia

Passeios de barco no rio Madeira
Passeios de barco pelo Rio Madeira é considerado Patrimônio Cultural em Porto Velho. Foto: Junior Costa/Secom RO

Passeios de barco em Porto Velho

O passeio de barco pelo Rio Madeira foi declarado pela Prefeitura de Porto Velho como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Município. Segundo o texto da publicação, a decisão se justifica por causa do valor histórico e cultural do passeio.

Os passeios acontecem todos os dias, sendo de segunda a sexta-feira, das 16h às 18h e aos sábados e domingos, das 9h às 18h. De acordo com a prefeitura, tendo público suficiente, os barcos saem de uma em uma hora.

Leia também: ‘Passeio de barco pelo Rio Madeira’ em Porto Velho é reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial

Pôr do sol no Rio Madeira em Porto Velho — Foto: Saul Ribeiro/Prefeitura de Porto Velho

Saiba mais: Estrada de Ferro Madeira-Mamoré: patrimônio histórico deu origem ao município de Porto Velho

A dica para quem ama fotografia é programar o passeio para o horário do pôr do sol e também ficar atento à previsão do tempo para escapar das chuvas.

Com relação ao trajeto, as quatro embarcações que atualmente fazem o passeio turístico saem do porto cai n’água em direção à ponte sobre o Rio Madeira, depois vão até as proximidades da hidrelétrica de Santo Antônio e retornam para o porto, segundo a prefeitura.

*Com informações da Prefeitura de Porto Velho e da Rede Amazônica RO

Carreta laboratório beneficia produtores de açaí no Pará com formação técnica

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Foto:  Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cadeia produtiva do açaí no estado paraense ganha reforço com a entrega da carreta laboratório móvel do projeto AçaíTEC, realizada no município de Igarapé-Miri.

A iniciativa do governo do estado leva a formação técnica e inovação diretamente para as comunidades produtoras, fortalecendo a principal atividade econômica paraense.

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açaí do pará
Foto: Rafael Rocha/Embrapa

“Primeira fábrica do mundo de processamento de açaí para a gente fortalecer a bioeconomia e fazer com que a produção em todas as cidades possam ser cada vez mais fonte de renda, renda sustentável a partir do fruto”, ressaltou o governador do estado, Hélder Barbalho.

Com o investimento de R$ 1,7 milhão, a carreta foi equipada para atender às exigências técnicas e sanitárias da produção do fruto.

Leia também: Conheça o processo de produção do açaí até ficar pronto para consumo

No espaço, são realizadas aulas práticas sobre beneficiamento, controle de qualidade, higiene, segurança alimentar e padronização do produto, levando a sala de aula até as comunidades ribeirinhas e reduzindo a necessidade de deslocamento para centros urbanos.

açaí de belém
Foto: Vanessa Monteiro/Ascom Ufra

Leia também: Açaí é reconhecido por lei como fruta nacional

“Os nossos processadores vão sair com currículo, com certificado, com diploma, para poderem buscar emprego, buscar renda, com a qualificação feita pelo governo do estado”, garantiu o chefe de estado.

Projeto AçaíTEC no Pará

O projeto AçaíTEC é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento e Fundação Itaú de Educação e Cultura.

A ação busca qualificar trabalhadores e promover inovação em uma cadeia produtiva estratégica, responsável por 95% da produção nacional do fruto e pela geração de cerca de um bilhão e meio de dólares por ano.

Foto: Bruno Cruz/Agência Pará

*Com informações da Agência Brasil

Quantos brasileiros possuem os nomes “Brígido” e “Marciele”? Descubra!

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Quantas pessoas compartilham do mesmo nome dos representantes da região Norte do BBB 26? Foto: Arte Globo/Manuella Mello

Desistência, eliminação, discussões acaloradas, beijaços, flertes, racha de grupos… O Big Brother Brasil (BBB 26) mal completou duas semanas e já entregou muito entretenimento para o público que acompanha o reality show. Representantes da região Norte do país, os amazônidas Brígido Neto (Amazonas) e Marciele Albuquerque (Pará) seguem na disputa pelo prêmio milionário desta edição, que deve ultrapassar o valor de R$ 5,5 milhões.

Mas, para isso, é preciso que tanto nortistas quanto fãs dos dois participantes espalhados pelo Brasil sejam todos “um só” Brígido ou Marciele.

Leia também: Quem são os amazônidas que já participaram do Big Brother Brasil (BBB)

Por curiosidade, o Portal Amazônia procurou descobrir quantos ‘Brígidos’ e ‘Marcieles’ existem no país, com base no Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Descubra!

‘Brígidos’ no Brasil

Natural de Manaus/AM, Brígido Neto tem 34 anos e é diretor de uma escola particular na capital amazonense. Foto: Divulgação/TV Globo
Natural de Manaus (AM), Brígido Neto tem 34 anos e é diretor de uma escola particular na capital amazonense. Foto: Divulgação/TV Globo

De acordo com o censo, existem 415 brasileiros com nome de Brígido, que ocupa a 206ª posição na lista dos nomes mais populares no Brasil com a letra B. Na Amazônia Legal, 94 pessoas carregam esse nome, sendo 49 no Maranhão, 30 no Pará e 15 no Amazonas.

No restante do país, a distribuição é a seguinte:

  • Mato Grosso do Sul: 55
  • São Paulo: 51
  • Bahia: 46
  • Minas Gerais: 24
  • Rio Grande do Norte: 18
  • Rio de Janeiro: 15
  • Pernambuco: 15

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‘Marcieles’ no Brasil

Natural de Juruti (PA), Marciele tem 32 anos e é cunhã-poranga do Boi Caprichoso há quase 10 anos. Foto: Divulgação/TV Globo

Considerado o 163º nome mais popular no Brasil com a letra M, Marciele é o nome de 8.333 mulheres em todo o Brasil. Com exceção de Rondônia, todos os demais estados da Amazônia Legal possuem registros deste nome segundo o Censo, totalizando:

  • Pará – 980
  • Maranhão – 340
  • Mato Grosso – 292
  • Amazonas – 271
  • Amapá – 57
  • Tocantins – 29
  • Acre – 25
  • Roraima – 23

Confira os demais AQUI.

Significado dos nomes

De acordo com o site Escreva.ai, biblioteca virtual de palavras da língua portuguesa do Brasil, o nome Brígido significa “forte, firme ou inflexível” e carrega intepretações simbólicas como determinação, rigor moral e personalidade sólida. Sua origem, segundo o Escreva, vem do latim Brigidus, que deriva do termo celta Brig ou Brigh e é associado às ideias de força, elevação e poder.

Já Marciele carrega à raiz Marc que vem do latim Marcus, associado ao deus romano Marte, divindade da guerra, da coragem e da energia vital. Seu significado, conforme o Escreva.ai, herda adjetivos como força interior, coragem e determinação. Dito isso, existe uma relação contextual da Cunhã-poranga Marciele, que representa beleza indígena, coragem feminina, conexão com a natureza e o orgulho cultural.

Censo Demográfico

O Censo Demográfico 2022, do IBGE, apresenta os nomes e sobrenomes mais frequentes identificados pelo levantamento, tendo por base a lista de moradores do domicílio em 1º de agosto de 2022, data de referência do último levantamento.

Essa lista contém a relação de todos os moradores naquela data e estabelece a relação de parentesco ou de convivência de tais moradores com o responsável pelo domicílio.

Trata-se de divulgação oficial que abarca a totalidade do Território Nacional, composto por 27 Unidades da Federação e 5 570 Municípios, abrangendo 203 milhões de pessoas em 90,7 milhões de domicílios, nos quais foram recenseados os nomes e sobrenomes de todos os moradores que, na data de referência, estavam presentes ou ausentes por período não superior a 12 meses.

Saiba mais: Na Amazônia Legal, cerca de 290 mil pessoas possuem nomes ligados ao Natal; confira alguns

O bandeirante Raposo Tavares mapeou o Brasil: Rondônia seria espanhola, não fosse sua ação

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Foto: Divulgação

Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

Há personagens que atravessam os séculos como enigmas. Antônio Raposo Tavares é um deles. Entre herói e genocida, entre cavaleiro da Casa Real e inimigo dos jesuítas, sua vida foi marcada por contradições que fazem parte da formação do Brasil. Ele foi um dos principais bandeirantes paulistas – e neste domingo, 25, é aniversário da cidade de São Paulo. Resolvi relacioná-lo às terras de Rondônia [especifico Rondônia, porque é aqui onde estou, mas o território o assunto abrange partes do Mato Grosso, Amazonas e Pará].

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No século XVII, quando Portugal buscava expandir seus domínios na América, uma ordem secreta determinou que exploradores avançassem rumo ao Oeste, em busca de novas províncias minerais. Coube a Raposo Tavares comandar a chamada Bandeira de Limites, partindo de São Paulo em 1648 com 200 paulistas e mil indígenas. Três anos depois, após percorrer mais de 10 mil quilômetros, apenas 58 homens sobreviveram.

A jornada foi épica e brutal: doenças tropicais, confrontos, fome e a vastidão da floresta. Economicamente, um fracasso. Nenhum ouro de Potosí, nenhum grande saque. Mas politicamente, um triunfo. Ao optar por descer a bacia amazônica, Raposo Tavares abriu rotas estratégicas e consolidou a presença portuguesa em territórios que, sem sua ousadia, poderiam ter permanecido sob domínio espanhol. Rondônia, por exemplo, estaria em outro mapa.

Imagem colorida mostra estátua do sertanista Raposo Tavares no Museu do Ipiranga, em São Paulo (SP).
Estátua do sertanista Raposo Tavares no Museu do Ipiranga, em São Paulo (SP). Foto: Divulgação

Entre o mito e a sombra

A expedição de Raposo Tavares foi a primeira missão portuguesa documentada na Amazônia. Ele navegou pelos rios Guaporé, Mamoré e Madeira, alcançou Manaus e chegou a Belém. O rei D. João IV recebeu o primeiro relatório oficial sobre a região. Mais de um século depois, o Tratado de Madri (1750) oficializou fronteiras e assegurou a Amazônia a Portugal.

Mas o sertanista não foi apenas desbravador. Foi também destruidor. Suas bandeiras devastaram missões jesuíticas e escravizaram indígenas. A memória de Raposo Tavares ficou por muito tempo silenciada, marcada pela crítica dos padres que o viam como inimigo implacável.

O legado paroxal

Na década de 1920, a historiografia paulista o resgatou como herói da expansão territorial. Seu nome passou a figurar em homenagens oficiais, como a rodovia Raposo Tavares (SP-270), que liga a capital ao interior, além de ter estátuas em museus e é nome de rua até em Lisboa. Assim, o homem que percorreu a maior jornada terrestre da história colonial da América passou a ser lembrado como símbolo de coragem.

Mas a história não se resume a celebrações. Raposo Tavares foi também fruto de sua época: cristão-novo, excomungado pela Igreja, descendente de judeus sefarditas perseguidos pela Inquisição. Um mosaico humano que revela tanto a brutalidade da colonização quanto a audácia que ampliou os horizontes do Brasil.

O sangue e o mapa

Para quem descende de Raposo Tavares, como eu – ele foi meu 11º avô (pelo que me ensina meu mestre em genealogia, José Newton Noronha Almeida, meu primo e igualmente descendente do Raposão) –, sua trajetória não é apenas uma narrativa distante. É parte da própria genealogia. Carrego nas veias o sangue de um homem que, em vida, foi paradoxal: ousado e cruel, visionário e devastador.

Se Rondônia hoje é Brasil, é porque Raposo Tavares decidiu enfrentar o desconhecido. Sua marcha pela Amazônia redesenhou fronteiras e deixou marcas que ainda nos obrigam a refletir: até que ponto a expansão de um território pode ser celebrada sem que se reconheça o preço humano que ela custou?

Raposo Tavares permanece, assim, entre o mito e a sombra. Um personagem que ajudou a mapear o Brasil, mas também expôs as cicatrizes da colonização em território ancestral ameríndio.

Leia também: O adeus ao pioneiro Plínio, que testemunhou o surgimento de Vilhena

Sobre o autor

Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Comunidades indígenas em Ucayali reforçam vigilância florestal de Reserva peruana

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Foto: Divulgação/Agência Andina

Um carregamento de equipamentos e suprimentos de segurança foi entregue aos comitês de monitoramento de 16 comunidades indígenas localizadas na Reserva Comunal El Sira, na região de Ucayali, no Peru. A entrega foi feita pelo Ministério do Meio Ambiente (Minam) do país vizinho.

Essas ferramentas tecnológicas e equipamentos de proteção individual permitirão que comunitários da Reserva Comunal El Sira reforcem seus  esforços de vigilância nessa área natural, que possui mais de 616.000 hectares de florestas e abriga mais de 1.000 famílias dos grupos étnicos Ashininka, Ashaninka e Shipibo-Conibo.

Leia também: Conheça o povo Ashaninka, os anfitriões dos indígenas Kayapó

Por meio do Programa Nacional de Conservação Florestal para Mitigação das Mudanças Climáticas, o setor entregou um lote de mercadorias composto por 5 laptops, 4 câmeras, 12 pares de botas militares, 160 pares de botas de borracha, 160 camisas de manga comprida e 160 camisas polo de manga comprida, entre outros itens.

“Esses dispositivos permitirão que os comitês de vigilância comunitária otimizem seus esforços de monitoramento, registrem melhor os incidentes e patrulhem áreas de difícil acesso na Reserva Comunitária El Sira”, destacou Bruno Fernández, Coordenador Zonal do Programa Florestal em Atalaya.

comitês de monitoramento de comunidades indígenas na região de Ucayali
Foto: Divulgação/ Andina

Leia também: Peru habilita 36 estabelecimentos nacionais para exportar material genético animal

O Ministério do Meio Ambiente (Minam) informou que o equipamento fornecido representa um investimento de cerca de S/ 100.000 (moeda peruana) e foi recebido pelo presidente da EcoSira (Executora do Contrato de Gestão da Reserva Comunal El Sira), José Vásquez, que destacou que ele também permitirá o monitoramento das atividades produtivas realizadas pelas comunidades, juntamente com seus planos de negócios, para garantir o cumprimento adequado de seus compromissos de conservação.

Comunidades indígenas se unem pela conservação das florestas

A iniciativa EcoSira, gerida em conjunto com o SERNANP (Serviço Nacional de Áreas Naturais Protegidas), administra a reserva comunal, uma área que abrange territórios nas regiões de Ucayali, Pasco e Huánuco. Representa 69 comunidades indígenas e um povoado. Hermes Liviac, chefe da Reserva Comunal El Sira (RCESR) do SERNANP, participou na cerimónia de entrega dos equipamentos.

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O Ministério do Meio Ambiente (MINAM), por meio de seu Programa Florestal, está implementando o Programa de Investimento Florestal no Peru (FIP PERÚ) nas regiões de Ucayali, San Martín, Loreto e Madre de Dios, com financiamento do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Este programa inclui o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis, o fortalecimento do monitoramento e da supervisão comunitária, e outras iniciativas voltadas para a conservação florestal e a mitigação das mudanças climáticas.

Por fim, especificou que as comunidades indígenas beneficiárias são: Alto Aruya, Bajo Aruya, Diobamba, Catoteni, Cocani, Chicosa, Fernando Sthal, Nuevo Paraíso, Nuevo Pozo, Pandishari, Pensylvania, Sempaya, Sheremashe, Shenontiari, Quiapachari e Quempitiari.

*Com informações da Agência Andina