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Artistas da Amazônia participam da obra que celebra os 90 anos de Mauricio de Sousa

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O paraense Gidalti Junior que foi premiado com o Jabuti 2017 por Castanha do Pará também é vencedor de prêmios como CCXP Awards e HQMix com Brega Story, Ele está no time dos artistas. Foto: Divulgação

Em comemoração aos 90 anos de Mauricio de Sousa, a Editora Panini e a Mauricio de Sousa Produções, lançam em outubro a publicação MSP 90, uma obra de capa dura com 240 páginas que reúne uma verdadeira seleção brasileira de quadrinistas. O livro traz releituras inéditas e autorais dos personagens clássicos da Turma da Mônica, em uma homenagem emocionante que celebra o legado do mestre dos quadrinhos nacionais.

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Artistas da Amazônia
O amazonense Ademar Vieira é autor de Ajuricaba e Sete Cores da Amazônia, indicado ao Prêmio Jabuti, Mapinguari e HQMix. Foto: Divulgação

Entre os artistas anunciados, quatro nomes da Amazônia integram o projeto, reforçando a força e a diversidade da produção nortista. A quadrinista indígena Tai, do Pará, autora de Onde Habita o Medo — vencedora do Prêmio Mapinguari e indicada ao Troféu HQMix 2025 —, participa ao lado do amazonense Ademar Vieira, autor de Ajuricaba e Sete Cores da Amazônia, indicado ao Prêmio Jabuti, Mapinguari e HQMix, além de ter uma de suas obras adaptada para os cinemas.

A quadrinista indígena Tai, do Pará, é autora de Onde Habita o Medo. Foi vencedora do Prêmio Mapinguari e indicada ao Troféu HQMix 2025. Foto: Divulgação

O paraense Gidalti Junior, premiado com o Jabuti 2017 por Castanha do Pará e vencedor de prêmios como CCXP Awards e HQMix com Brega Story, também está no time de autores. Completando a lista, a quadrinista paraense Karipola, autora de Quase Tudo São Flores — indicada ao HQMix 2024 e vencedora do Mapinguari 2025 —, reforça a representatividade da região nesta edição histórica.

A quadrinista paraense Karipola, autora de Quase Tudo São Flores — indicada ao HQMix 2024 e vencedora do Mapinguari 2025. Foto: Divulgação

Com artistas de todas as regiões do Brasil, MSP 90 não é apenas uma homenagem ao criador da Turma da Mônica, mas também um presente para seus fãs. A obra mostra como os personagens mais queridos dos quadrinhos nacionais podem ser revisitados com novos olhares, estilos e linguagens, mantendo viva a magia que há seis décadas encanta gerações.

Leia também: 5 artistas que fortalecem a identidade indígena e amazônica com o rap

Sobre o Norte em Quadrinhos

O Norte em Quadrinhos é uma iniciativa que busca valorizar, divulgar e fortalecer a produção de quadrinhos da região Norte do Brasil. Atuando como vitrine para artistas e coletivos, o projeto promove as obras e o reconhecimento da diversidade de narrativas e estilos que vem da Amazônia, conectando criadores locais a leitores em todo o país através de eventos, premiações, profissionalização e muito mais.

Informações

Para mais informações, confira as redes sociais do @norteemquadrinhos. Entre em contato com eles pelo e-mail: nortequadrinhos@gmail.com

Operações que utilizam explosivos têm provocado consequências à populações ribeirinhas, aponta relatório

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Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira. Foto: Junio Matos/DPE-AM

Um relatório elaborado pelo Grupo de Trabalho Teko Porã – Vida Digna da DPE-AM aponta que as operações da Polícia Federal e do Ibama, que utilizam explosivos para destruir balsas, têm provocado consequências desproporcionais: crianças e idosos traumatizados pelos estrondos, famílias desabrigadas após terem suas casas-balsas destruídas, perda de documentos pessoais, além da mortandade de peixes e contaminação das águas, afetando a principal fonte de alimentação e renda das comunidades.

A desconfiança sobre a qualidade do pescado tem reduzido o consumo e agravado a crise socioeconômica local.

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Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira
Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira. Foto: Junio Matos/DPE-AM

Diante disso, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) protocolou um mandado de segurança no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e um agravo de instrumento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para que a União e o Estado do Amazonas suspendam temporariamente o uso de artefatos explosivos nas operações de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira, especialmente no município de Humaitá.

A Defensoria argumenta que tais ações, além de ineficazes a longo prazo para combater o garimpo ilegal, violam o devido processo legal, uma vez que os bens são destruídos sem oportunidade de defesa ou contraditório. O órgão defende que o combate à mineração ilegal deve ocorrer de forma firme, mas com respeito aos direitos fundamentais e com políticas públicas que ofereçam alternativas econômicas sustentáveis para os ribeirinhos.

A medida, segundo o órgão, não questiona a necessidade de enfrentar a mineração clandestina, mas busca proteger populações ribeirinhas que têm sofrido graves impactos sociais, ambientais e humanitários com a tática utilizada.

Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira. Foto: Junio Matos/DPE-AM

Moradores afetados relatam momentos de desespero durante as operações. “Eles chegam, não dão tempo pra gente se explicar, tirar nada. Chegam tocando o terror, tipo cena de filme, ou corre ou pega tiro”, contou Nilton Braz da Gama, 26, extrativista e morador da comunidade Paraíso Grande, em Humaitá.  Ele tem uma filha de seis anos e sustenta toda a família com a atividade. 

Já Benedita Moraes, 37, é dona de casa e  relatou as perdas materiais e ambientais: “Eles vieram, espocaram as bolsas e não deram satisfação de como a gente poderia sobreviver. Não dão tempo pra nada, só mandam sair e ir pra longe. Os peixes morrem, causa um estrago enorme”.

Pedido judicial

A Defensoria pede que o Judiciário determine a suspensão imediata das explosões até que seja apresentado um plano conjunto entre União e Estado do Amazonas para enfrentar os conflitos socioambientais no Rio Madeira, conciliando a proteção do meio ambiente com a dignidade e a sobrevivência das famílias ribeirinhas.

“O que está em jogo aqui não é a defesa do garimpo ilegal, mas sim a defesa da vida, da dignidade e dos direitos humanos das comunidades que vivem há gerações no entorno do Rio Madeira”, destacou a Defensoria no pedido cautelar.

Violações a direitos básicos

Uma comitiva da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio do Grupo de Trabalho “Teko Porã – Vida Digna”, realizou em julho uma visita ao município de Humaitá para ouvir moradores e avaliar os impactos sociais e ambientais enfrentados pelas comunidades ribeirinhas da região. O relatório produzido após a inspeção revelou um cenário crítico de vulnerabilidade, marcado por insegurança alimentar, moradia precária e riscos ambientais agravados pelas cheias e secas extremas.

Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira. Foto: Junio Matos/DPE-AM

Entre as constatações, a equipe identificou que famílias inteiras vivem em balsas improvisadas, muitas vezes em condições insalubres e sem acesso à água potável, saneamento básico ou serviços públicos essenciais. A comunidade Paraíso Grande, por exemplo, abriga 47 famílias em situação de extrema vulnerabilidade, dependendo da agricultura de subsistência e da pesca artesanal, cada vez mais comprometidas pelas mudanças climáticas.

O relatório também destaca os efeitos colaterais das operações de fiscalização contra o garimpo ilegal na região. Moradores relataram que balsas usadas como moradia foram destruídas indiscriminadamente, sem distinção das estruturas voltadas à mineração. A prática tem causado desabrigo, perda de patrimônio construído ao longo de anos e extravio de documentos pessoais, deixando famílias sem acesso a benefícios sociais.

Defensoria pede ao Judiciário suspensão do uso de explosivos em operações no Rio Madeira. Foto: Junio Matos/DPE-AM

Na conclusão, o Grupo de Trabalho ressaltou que o combate ao garimpo ilegal é necessário, mas deve vir acompanhado de políticas públicas integradas que assegurem a moradia, a subsistência e a dignidade das populações atingidas. O relatório recomenda que a Prefeitura de Humaitá e o Governo do Estado adotem medidas urgentes de assistência, reparação e inclusão em programas habitacionais, além de articular soluções sustentáveis que equilibrem proteção ambiental e justiça social.

*Com informações da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM)

8 aparelhagens animam o Festival que faz parte da 54ª Expofeira do Amapá; saiba quais

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Com sistemas de som potentes, jogos de luz, lasers, painéis de LED e efeitos pirotécnicos, as aparelhagens carregam nome e identidade própria. Na 54ª Expofeira do Amapá as aparelhagens são atrações confirmadas e imperdíveis.

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A programação conta com DJs que comandam essas estruturas, criando uma experiência única ao público. Confira as que vão tocar este ano no Festival das Aparelhagens:

Leia também: Você sabe o que são as populares ‘aparelhagens’ da Amazônia?

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Pesquisadores do Inpa descrevem 33 novas espécies de vespas na Amazônia

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Pesquisadores do Inpa anunciaram a descrição de 33 novas espécies de vespas da família Bethylidae. Foto: Leonardo Gomes/ Acervo Pessoal

A Amazônia segue revelando alguns dos seus segredos. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) anunciaram a descrição de 33 novas espécies de vespas da família Bethylidae, popularmente chamadas de “vespas-achatadas”.

O trabalho, conduzido pelo biólogo Leonardo Alho Gomes, recém-egresso do Programa de Pós-Graduação em Entomologia do Inpa, representa um marco para o estudo do gênero Pseudisobrachium no Brasil e amplia significativamente o inventário de insetos da região.

Vespas são pequenas e discretas, mas essenciais

Apesar de quase imperceptíveis a olho nu, as vespas-achatadas exercem funções ecológicas de grande relevância. Elas atuam como parasitoides de outros insetos, muitas vezes considerados pragas agrícolas, ajudando a equilibrar os ecossistemas.

“Eu escolhi trabalhar com Bethylidae porque são muito abundantes, mas pouco estudadas na Amazônia. É fundamental compreender melhor sua diversidade e papel nos ambientes naturais”, explicou Gomes.

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Expansão do conhecimento científico

O gênero Pseudisobrachium está presente em quase todas as regiões biogeográficas do planeta, exceto nas áreas polares. Globalmente, cerca de 194 espécies já haviam sido reconhecidas, sendo 61 no Brasil — em sua maioria registradas na Mata Atlântica. Na Amazônia, apenas quatro espécies eram conhecidas antes da pesquisa.

A descrição das 33 novas espécies revela o quanto a biodiversidade amazônica ainda é pouco explorada e reforça a necessidade de ampliar os estudos taxonômicos.

O papel das coleções científicas

A pesquisa só foi possível graças ao acesso às coleções biológicas do Inpa e de instituições parceiras, que guardam exemplares coletados ao longo de décadas. “Essas coleções são verdadeiros guardiões da biodiversidade. Sem elas, o trabalho não teria sido possível”, destacou Gomes.

Leia também: Acervo biológico: Inpa abriga umas das maiores coleções de formigas do Brasil

O processo de descrição envolveu análises minuciosas da morfologia dos insetos. Estruturas específicas, como o clípeo — localizado entre antenas e mandíbulas — foram determinantes para distinguir as espécies amazônicas. Os estudos mostraram que muitas delas apresentam características únicas, inexistentes em outras regiões.

Biodiversidade ainda a ser revelada

Mais do que um avanço acadêmico, a descoberta reforça a urgência da conservação. Cada nova espécie descrita é uma peça do complexo quebra-cabeça da vida na Amazônia.

“Essa descoberta mostra que ainda há muito a conhecer sobre a biodiversidade amazônica. Cada espécie nova é um testemunho da importância de proteger o bioma”, concluiu o pesquisador.

*Com informações do Inpa

Nova ferramenta criada no Amazonas analisa água e detecta metais pesados

Foto: Yurimiler Leyet Ruiz/Acervo pessoal

Desenvolver tecnologias mais acessíveis e eficazes para o monitoramento da qualidade da água e detecção de metais pesados, especialmente em regiões vulneráveis como a Amazônia, a fim de promover a fiscalização ambiental, a proteção das comunidades ribeirinhas e a formulação de políticas públicas eficazes.

Esse é o principal objetivo da pesquisa ‘Sensor eletroquímico baseado em grafeno para detecção de metais pesados em água’, que resultou na obtenção de compósitos nanoestruturados de grafeno e óxido de grafeno, caracterizados como materiais extremamente finos e leves, com propriedades elétricas e químicas muito especiais.

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pesquisa analisa água e metais
Foto: Yurimiler Leyet Ruiz/Acervo pessoal

A pesquisa foi apoiada pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), amparada pelo Programa de Apoio à Fixação de Jovens Doutores no Brasil, Chamada Pública FAP/CNPq N° 003/2022.

O coordenador da pesquisa e doutor em Ciências Físicas, Yurimiler Leyet Ruiz, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), explicou que estudar a presença de metais pesados na água é fundamental, visto que esses elementos, mesmo em pequenas quantidades, são altamente tóxicos para o ser humano, para os animais e para o meio ambiente.

“Metais como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel podem se acumular no organismo ao longo do tempo, causando doenças neurológicas, renais, respiratórias e até câncer. Em comunidades ribeirinhas da Amazônia, onde a água dos rios é usada diretamente para beber, cozinhar e pescar, o risco é ainda maior”, afirmou.

Leia também: Análise confirma presença de metais na água após rompimento de barreira em garimpo ilegal, no Rio Cupixi, no Amapá

Além do impacto à saúde, esses metais também comprometem a qualidade do solo e da biodiversidade aquática, prejudicando a fauna e a flora locais. Como muitos desses poluentes vêm da atividade de garimpo ilegal e do desmatamento, monitorar a água torna-se uma ferramenta essencial para fiscalização ambiental, proteção das comunidades e formulação de políticas públicas eficazes.

Etapas da pesquisa

O estudo foi realizado em etapas, começando pela produção de materiais chamados nanocompósitos, formados por grafeno e óxido de grafeno, seguindo para análise minuciosa em laboratório com o uso de técnicas como microscopia eletrônica, espectroscopia Raman e ensaios eletroquímicos e, por fim, teste como eletrodos, que são componentes principais em sensores eletroquímicos.

compósito é um material feito da combinação de dois ou mais componentes com propriedades diferentes. Para o estudo, eles foram aplicados em sensores eletroquímicos capazes de detectar e medir a presença de metais pesados na água, como cádmio, chumbo e mercúrio, que são substâncias perigosas à saúde humana e ao meio ambiente.

Esses metais podem estar presentes na água por causa do despejo de resíduos gerados em atividades de garimpo, desmatamento e desmontes de encostas, comuns na Região Amazônica. Muitos deles acumulam-se nos organismos vivos, como peixes, e acabam entrando na cadeia alimentar, afetando diretamente a saúde das populações ribeirinhas.

“Durante a pesquisa, usamos grafeno, que é uma folha ultrafina de átomos de carbono com excelente condutividade elétrica e resistência mecânica, e o óxido de grafeno, que tem uma estrutura parecida com o grafeno, mas contém grupos de oxigênio que o tornam mais fácil de dispersar em água. Ao combinar esses dois materiais, conseguimos unir o melhor de cada um: a condutividade do grafeno com a estabilidade e a boa dispersão do óxido de grafeno”, detalhou.

Ele complementou ainda reforçando que a produção desses compósitos foi feita por meio de um método chamado sonoquímico, que usa ondas de ultrassom para “quebrar” as camadas de grafite (o mesmo material do lápis) em folhas muito finas, gerando as nanopartículas desejadas. O processo utilizado foi considerado limpo, rápido e de baixo custo.

Logo após essa etapa, os compósitos foram analisados com diferentes técnicas para entender suas características, como, por exemplo: o tamanho das partículas, a estrutura e o comportamento elétrico. Esse método foi essencial para garantir que o material tenha qualidade e desempenho adequados para ser usado futuramente em sensores e aplicados diretamente no campo para monitorar a qualidade da água em regiões impactadas pela mineração, como muitos rios da Amazônia.

*Com informações da Fapeam

Tradição, cultura e histórias marcantes: 6 curiosidades sobre a Expofeira do Amapá

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A Expofeira do Amapá é um dos eventos mais tradicionais da região Norte e reúne negócios, cultura, lazer e entretenimento em um só lugar. Realizada no Parque de Exposições da Fazendinha, na Zona Sul de Macapá, a feira atravessou décadas e deixou muitas histórias curiosas que ajudam a entender sua importância para o estado.

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Confira algumas delas:

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

‘Açaiódromo’: você sabia que é possível encontrar açaí à venda até de madrugada na Expofeira do Amapá?

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O espaço funciona dentro do Parque de Exposições da Fazendinha. Foto: Mariana Ferreira/Rede Amazônica AP

O visitante que for até a 54º Expofeira do Amapá encontra açaí à venda até às 3h no ‘Açaiódromo’, área destinada aos batedores de açaí. A ideia por parte da organização do evento é valorizar a culinária local.

Como de costume no Norte, o fruto é consumido acompanhado de diferentes proteínas, por isso o cardápio no espaço gastronômico é variado: charque, frango, carne e até combinações mais inusitadas como carne enlatada. A porção do fruto custa R$ 10.

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O espaço foi criado em 2023, quando o evento retornou. Marco Antônio da Silva é um dos batedores que trabalha na área. Para ele, um dos diferenciais é o horário de venda. 

“Estou pelo segundo ano trabalhando aqui. Então, aqui a gente encontra o fruto com camarão, com charque, calabresa, conserva [carne enlatada] tudo com o açaí. A partir de 17h pode vir aqui que consegue tomar um novo e seguimos até 3h”, disse Marco. 

O batedor afirma que as vendas estão boas e atribui o sucesso à identificação do público com a variação dos alimentos. 

Leia também: Aguce o paladar: confira os pratos típicos que você pode encontrar 54ª Expofeira do Amapá

açaí
Espaço conta venda de iguarias típicas da região. Foto: Mariana Ferreira/g1

“As vendas estão boas, estamos vendendo bastante. Está tendo uma boa procura. É da nossa terra, todo mundo gosta”, brincou.

Os batedores do fruto foram credenciados por meio de edital coordenado pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete). 

A Expofeira segue até o domingo (7) com exposições, rodadas de negócios, shows nacionais e locais. 

Curiosidades sobre o açaí

Com mais de 22 mil toneladas do fruto, o açaí apresentou os maiores números de extrativismo em 2024 no Amapá, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia também: Cappuccino gelado de açaí? Startup do Amapá lança novidade como opção saudável para o calor

açaí
Uma das iguarias mais procurados é o camarão com açaí. Foto: Mariana Ferreira/g1

Do açaí, foram produzidas 22 mil toneladas do fruto, com 1.760 hectares de área plantada, totalizando em R$ 65 milhões. 

*Com informações da matéria escrita por Mariana Ferreira, da Rede Amazônica AP

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Saiba onde estão os pontos de hidratação para o público da 54ª Expofeira do Amapá

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Foto: Gabriel Maciel/Sesa AP

Beber água é fundamental para manter a energia, regular a temperatura corporal e evitar mal-estar. Com uma programação extensa e cheia de atrações durante nove dias, a 54ª Expofeira do Amapá disponibiliza pontos de hidratação aos visitantes este ano.

De acordo com o Governo do Estado, são seis pontos de hidratação gratuitos em todo o Parque de Exposições da Fazendinha, instalados em parceria com a empresa Águas da Amazônia – fornecedora oficial do evento.

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Pontos de hidratação - expofeira amapá
Foto: Rodrigo Abreu/Sesa AP

Além disso, frutas refrescantes como melancia, abacaxi ou laranja, também são ótimas opções entre um show e outro, pois são ricas em água e ajudam a manter o corpo hidratado naturalmente, além de fornecerem vitaminas essenciais para o sistema imunológico.

O médico Clodoaldo Nascimento, que atua nos postos de atendimento montado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), alerta que manter o consumo regular de água ajuda a prevenir casos de desidratação, comuns em ambientes de grande público, especialmente shows.

“A água regula a temperatura corporal, mantém a disposição e ajuda a evitar tonturas e fadiga. Crianças e idosos precisam de atenção redobrada, já que são mais suscetíveis aos efeitos da desidratação”, explicou.

Leia também: 5 lugares para aproveitar no Amapá além da Expofeira

Ele também reforça a atenção em relação ao consumo de bebidas alcoólicas. “Um ponto de atenção é o consumo de bebidas alcoólicas. Como o álcool tem efeito diurético, aumenta a perda de líquidos no organismo, o que reforça a necessidade de intercalar a ingestão com água”, explicou.

A distribuição de água é considerada uma medida de saúde pública, que ajuda a prevenir casos de desidratação, especialmente em ambientes de grande aglomeração. Para trabalhadores que atuam em diferentes áreas da feira, a hidratação próxima também é essencial.

Juan Tenório destacou que o acesso facilitado faz diferença na rotina. “Muito importante o ponto de abastecimento de água. Dessa forma eu me hidrato e todos que estão participando do evento também. Eu faço uma venda e já venho tomar água, são horas de trabalho pra deixar tudo organizado e receber os clientes então tem que beber água”, disse.

Confira onde estão os pontos de hidratação na 54ª Expofeira do Amapá:

  • Açaiódromo;
  • Setor produtivo;
  • Parque de diversões;
  • Área posterior do Parque de Exposições;
  • Pavilhão de negócios;
  • Estande da Águas da Amazônia, na área temática “Água da Amazônia”.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Estudo identifica cerca de 190 organizações e empresas atuando com restauração florestal na Amazônia

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Projeto Dinâmica de Fragmentos Florestais. Foto: Joao Gabriel de Almeida

O estudo, conduzido pelo WRI Brasil, Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), e Aliança, revela a estrutura de governança da restauração de paisagens e florestas na região. O estudo mapeou 187 atores e 348 conexões entre instituições que atuam direta ou indiretamente com restauração florestal na Amazônia.

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Estudo na Amazônia
IA, inventário Florestal. Foto: Caio Santos

A publicação “Atores da Restauração na Amazônia: desafios e oportunidades da governança da Restauração de Paisagens e Florestas”revela que, para além das técnicas e da disponibilidade de recursos, a restauração em larga escala na Amazônia depende de como os diferentes atores se conectam, compartilham saberes, recursos e tomam decisões coletivas em uma estrutura de governança inovadora.

“Para que a restauração florestal alcance escala e gere benefícios reais, é essencial compreender como os atores se articulam, compartilham saberes e acessam recursos. Este estudo mostra que redes bem estruturadas ampliam a efetividade das ações, mas também evidencia lacunas críticas na inclusão territorial e social”, afirma Marcelo Ferronato, da Aliança pela Restauração da Amazônia.

O relatório analisou quatro redes de governança na restauração: informações técnicas, insumos e materiais, monitoramento e financiamento. Elas formam uma teia complexa de relações entre organizações da sociedade civil, instituições públicas, empresas privadas, fundo, programas e comunidades locais.

Agentes agroflorestais indigenas. Foto: Acervo/Secom

“O mapeamento mostra que a governança da restauração na Amazônia é robusta, mas também expôs gargalos”, explica Camila Franco, analista de projetos e pesquisa do WRI Brasil e uma das autoras do estudo. “Entre os gargalos, estão a baixa representação de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores/as familiares, que aparecem nas redes enquanto atores relevantes, mas não participaram efetivamente dos espaços de escuta e articulação usados para desenhar a rede”, afirma.

O estudo identificou que a limitação de acesso à infraestrutura digital é um dos principais fatores que compromete a participação plena desses grupos em processos colaborativos, sendo fundamental a implantação de metodologias mais inclusivas para garantir a representatividade desses atores.

A análise das redes revelou ainda que instituições privadas sem fins lucrativos (como ONGs nacionais e internacionais; e centros de pesquisa) ocupam posições centrais nas trocas de informações técnicas, recursos financeiros e monitoramento. Essa centralidade reflete o histórico de atuação dessas instituições na restauração amazônica, seja pelo acúmulo de conhecimento técnico, seja pela capacidade de mobilizar recursos internacionais. No entanto, essa mesma concentração é também um ponto de atenção: mudanças políticas ou cortes de financiamento podem fragilizar essas conexões e comprometer o avanço das iniciativas.

Reflorestamento em comunidade de Manaus. Foto: Tiago Correa

Com base nos dados, o estudo propõe recomendações práticas para aprimorar a governança da restauração, como: ampliar a presença de atores locais nas redes e nas decisões; fortalecer o financiamento de longo prazo e as capacidades institucionais nos territórios; articular políticas públicas estaduais e federais com a atuação de iniciativas comunitárias e produtivas e integrar saberes técnicos e tradicionais para restaurar com base na realidade amazônica.

O estudo é uma contribuição para fortalecer não apenas os membros da Aliança pela Restauração na Amazônia e outras iniciativas voltadas à restauração, mas também pode influenciar os tomadores de decisão na alocação de recursos de modo a sanar os gargalos apontados pelos especialistas.

Leia também: Pesquisadores identificam alta concentração de terras raras no interior de Roraima

Sobre o WRI Brasil

O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que trabalha em parceria para gerar transformação. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções para que as pessoas tenham o essencial para viver, para proteger e restaurar a natureza, pelo equilíbrio do clima e por comunidades resilientes. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha com governos, empresas, academia e sociedade civil.

O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI). Fundado em 1982, o WRI conta com cerca de 1,7 mil profissionais pelo mundo, com escritórios em Brasil, China, Colômbia, Índia, Indonésia, México e Estados Unidos, além de escritórios regionais na África e na Europa.

*Com informações da WRIBrasil

Dia da Amazônia: fiscalização para a integridade do bioma precisa ser reforçada, alerta especialista

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Amazônia. Reprodução/Freepik

No dia 5 de setembro, o Brasil celebra o Dia da Amazônia, data que busca conscientizar sobre a importância da floresta para a região e outros ecossistemas do continente. Na avaliação de Henrique Pereira, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), as políticas de fiscalização precisam ser intensificadas para garantir a integridade do bioma. Esse é o tema da seção “Ciência” do Informativo nº 69 do Observatório BR-319 (OBR-319).

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Orlando K. Júnior/OBR-319

Com mais de sete milhões de quilômetros quadrados (km²), o bioma abriga milhares de espécies de animais e plantas que compõem uma rica biodiversidade, além de diversas etnias de povos originários.

Henrique Pereira, doutor em Ecologia e diretor do INPA, explica que o bioma tem papel fundamental no equilíbrio climático.

“[…]. Cerca de 20% da água doce que chega ao Oceano Atlântico sai do Rio Amazonas. Toda a chuva na região, em parte, é produzida pela própria floresta através do vapor do Oceano Atlântico que passa por uma reciclagem. Então, a floresta é uma grande ‘bomba d’água’ com a sua evaporação e transpiração, e parte dessa quantidade de vapor é exportada para outros biomas da América do Sul através dos rios voadores”, pontua.

Entre agosto de 2024 e junho deste ano, o desmatamento alcançou 3.959 km², segundo o sistema DETER do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Já a quantidade de focos de calor superou 120,5 mil, conforme o Programa Queimadas, também do INPE.

Amazônia
Reprodução/Freepik

Outro ponto de preocupação é a recente aprovação da Lei 15.190/2025 (Lei Geral de Licenciamento Ambiental). Na opinião de especialistas, ela pode fragilizar os instrumentos de fiscalização na Amazônia, inclusive na rodovia BR-319.

O diretor do INPA enfatiza que há necessidade de um novo licenciamento, considerando os impactos que surgirão. “A preocupação é de que a nova Lei do Licenciamento Ambiental fragilize este instrumento, abrindo caminho para que a reconstrução da estrada se dê sem a devida qualidade ambiental necessária”, afirma.

O Brasil pretende zerar o desmatamento até 2030, mas as políticas ambientais precisam ser intensificadas para alcançar esse objetivo. “As medidas essenciais são redobrar as ações de fiscalização de órgãos federais, estaduais e municipais, mas não apenas com penalidades. É necessário também pensar em soluções de recuperação das áreas degradadas, reintegrando-as ao processo produtivo. E na Amazônia, [fortalecer] políticas de ordenamento territorial, regularização fundiária e a destinação das terras públicas”, finaliza.

Leia também: Estados da Amazônia Legal se articulam para acelerar regularização ambiental na região

Notícias da BR-319

Informativo nº 69 do OBR-319 traz novas notícias socioambientais ligadas à região de influência da rodovia.

A seção “Destaque do Mês” aborda a movimentação dos três senadores do Amazonas para dar continuidade às obras na estrada, usando a recém-aprovada Lei 15.190/2025 (Lei Geral do Licenciamento Ambiental), oriunda do Projeto de Lei (PL) 2.159/2021 — mais conhecido como “PL da Devastação”. Apesar dos 63 trechos vetados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos dispositivos criados pela legislação é a Lei Ambiental Especial (LAE), que na prática autoriza obras e empreendimentos considerados “estratégicos” pelo Poder Executivo a avançarem com mais agilidade, com prazos e procedimentos específicos.

Reprodução/Freepik

Já em “Interior em Foco”, o destaque é a primeira Oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC) realizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Igapó-Açu, beneficiando moradores e lideranças de seis comunidades do entorno. O objetivo é fortalecer o protagonismo local no desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis e alinhadas aos valores socioculturais da região.

A seção “Diálogos da BR” trata do Decreto 52.216/2025, instituído pelo governador do Amazonas, Wilson Lima, que reduz de 80% para 50% a área de vegetação nativa que precisa ser mantida dentro de propriedade ou posse rural localizada no Estado. Para o governo, a medida facilitará a recomposição florestal em áreas privadas com passivos ambientais. Para ambientalistas, porém, ela representa uma brecha para o desmatamento legalizado.

A nova edição também traz infográficos com dados atualizados de julho sobre desmatamento e focos de calor nos 13 municípios da BR-319, 42 Unidades de Conservação (UCs) e em 69 Terras Indígenas (TIs) da região, com base na plataforma DETER e no Programa Queimadas, ambos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Leia também: Pesquisador do Acre ganha reconhecimento internacional por estudo sobre a Doença de Chagas na Amazônia

O informativo

O informativo da seção “Ciência” do Informativo nº 69 do Observatório BR-319 está disponível gratuitamente no site do OBR-319 ou abaixo: