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Merenda escolar de Boa Vista é referência nacional em qualidade e nutrição

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Reconhecimento que reforça o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com a alimentação escolar de qualidade, seguindo as diretrizes do PNAE. Foto: PMBV

A merenda escolar da Rede Municipal de Ensino ganhou destaque nacional após pesquisa do Instituto Veritá, divulgada no dia 8 de janeiro de 2026, que avaliou a qualidade dos serviços públicos nas capitais brasileiras. O reconhecimento reforça o compromisso da Prefeitura de Boa Vista com uma alimentação escolar saudável, equilibrada e alinhada às diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), beneficiando milhares de estudantes da capital.

Presente nas 142 escolas municipais, a alimentação escolar é planejada para contribuir diretamente com o desenvolvimento físico, cognitivo e educacional dos alunos, sendo parte essencial da política pública de educação do município.

“Esse reconhecimento demonstra o compromisso que temos com a alimentação dos nossos alunos, ao garantir uma merenda de qualidade e com adequado valor nutricional. A condução desse processo ocorre por meio do acompanhamento da equipe de nutrição que, com muita responsabilidade comprometimento, elabora e apresenta um cardápio fundamental para o desenvolvimento dos estudantes”, destacou a secretária adjunta de Educação e Cultura, Meiry Jane Gomes.

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Com opções variadas e ‘pratos coloridos’, as merendas são símbolo de qualidade e nutrição. Foto: Fernando Teixeira/PMBV

Alimentação planejada por nutricionistas e alinhada ao PNAE

Os cardápios da merenda escolar são elaborados por nutricionistas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), seguindo rigorosamente as normativas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). O objetivo é garantir refeições que atendam às necessidades nutricionais dos estudantes e respeitem os hábitos alimentares e a cultura local.

A Rede Municipal de Ensino conta atualmente com 420 merendeiras, profissionais responsáveis pelo preparo diário das refeições nas unidades escolares, seguindo padrões rigorosos de higiene, segurança alimentar e orientações nutricionais. De acordo com a gerente de Nutrição da SMEC, Isabel Martins, uma alimentação adequada é fundamental para o desempenho escolar.

“O cérebro necessita de nutrientes para funcionar adequadamente. A oferta equilibrada de energia, carboidratos, proteínas, vitaminas e minerais garante atenção, memória, concentração e raciocínio lógico, habilidades essenciais para o processo de ensino e aprendizagem. A deficiência desses nutrientes pode causar cansaço, sonolência, queda no rendimento escolar e até evasão”, destacou.

Leia também: Agentes de limpeza urbana garantem mais qualidade de vida em Boa Vista

A Rede Municipal de Ensino conta atualmente com 420 merendeiras, profissionais responsáveis pelo preparo diário das refeições. Foto: Jonathas Oliveira/PMBV

Mais de 1,5 mil toneladas de alimentos distribuídos em 2025

Em 2025, a Prefeitura de Boa Vista distribuiu 1.548.906 quilos de alimentos às escolas da rede municipal. Desse total, mais de 52% foram hortifrúti frescos, adquiridos por meio de sete cooperativas locais, fortalecendo a economia da zona rural e garantindo alimentos de maior valor nutricional para os estudantes.

Novidades no Cardápio de 2026

Para 2026, o cardápio da rede municipal ampliou a oferta de refeições saudáveis e variadas, com preparações regionais adaptadas e uso de alimentos in natura.

Entre as novidades estão Maria Isabel, feita com charque, abóbora e couve-manteiga; feijão tropeiro reforçado, com ovo, feijão carioca, couve-manteiga e cenoura; e feijoadinha com carne bovina, acompanhada de arroz com milho e couve-manteiga. O cardápio inclui ainda pratos tradicionais como peixe ao molho, frango com legumes, jardineira, delícia de macarrão, bobó de frango e sopa cremosa de macaxeira.

Também fazem parte da alimentação escolar opções de lanches nutritivos, como sanduíche de frango desfiado com tomate e alface acompanhado de iogurte, cuscuz colorido com ovo, cenoura, tomate e cheiro-verde, além de chocolate quente e vitamina de frutas.

Na dispensa das escolas, o que não falta é variedade. Foto: Giovani Oliveira/PMBV

Respeito à cultura alimentar nas escolas indígenas

A merenda escolar destinada às comunidades indígenas é elaborada conforme as diretrizes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), respeitando critérios nutricionais, segurança alimentar e, principalmente, a cultura alimentar local.

Um diferencial é a oferta do desjejum, refeição exclusiva nos cardápios indígenas e rurais, além de creches e unidades do Proinfância. Nesse contexto, são servidas preparações como biscoito salgado e doce, tapioca com queijo, manteiga ou ovos, pão com ovo, pão de queijo de forma, bolo de milho, macaxeira cozida, banana pacovã cozida, vitaminas tropicais de banana, mamão e acerola, além de mingaus de abóbora com farinha de tapioca e de banana pacovã com tapioca.

Nas refeições principais das escolas indígenas e rurais, o cardápio também valoriza preparações tradicionais e alimentos regionais, como paçoca acompanhada de arroz e banana, galinhada com cenoura, tomate e milho, vinagrete com tomate, cebola e cheiro-verde, peixe assado, sopa de feijão, além de pratos com carne com osso, macarrão e legumes. O planejamento busca garantir uma alimentação saudável, equilibrada e culturalmente adequada, fortalecendo a identidade alimentar das comunidades atendidas.

Unidades de Conservação da Amazônia tiveram menor desmatamento dos últimos 11 anos em 2025

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Floresta Estadual de Faro. Foto: Marcio Nagano/Imazon

As unidades de conservação foram destaque na proteção territorial da Amazônia em 2025, com o menor desmatamento dos últimos 11 anos, desde 2014. De janeiro a dezembro, esses territórios protegidos tiveram 166 km² de floresta derrubada, 38% a menos do que em 2024.

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Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon, que monitora a floresta por imagens de satélite desde 2008 e, desde 2012, realiza a análise por categoria. Em comparação com 2022, quando a devastação chegou a 1.214 km² no período (a maior área derrubada desde 2012), o desmatamento nas unidades de conservação da Amazônia foi 86% menor em 2025.

Unidades de Conservação da Amazônia tiveram menor desmatamento dos últimos 11 anos em 2025
Foto: Reprodução/Imazon

Em relação ao total desmatado de janeiro a dezembro de 2025, que somou 2.741 km², as unidades de conservação foram responsáveis por apenas 6%, sendo 4% nos territórios estaduais (109 km²) e 2% nos federais (57 km²). 

Leia também: Saiba quantas Unidades de Conservação possuem cada Estado da Amazônia

Terras indígenas tiveram menor derrubada dos últimos oito anos

Outra categoria de destaque na proteção territorial foi a de Terras Indígenas, que tiveram o menor desmatamento dos últimos oito anos, desde 2017. De janeiro a dezembro de 2025, foram derrubados 44 km² de floresta dentro dos territórios dos povos originários, 20% a menos do que em 2024.

Comparado com 2019, quando foram desmatados 369 km² em terras indígenas de janeiro a dezembro – a maior área derrubada desde 2012 – o acumulado de 2025 foi 88% menor. Isso fez com que apenas 2% de todo o desmatamento na Amazônia ocorresse dentro desses territórios.

“Isso reforça a importância de destinar áreas ainda sem uso definido na Amazônia para a criação de novas unidades de conservação e terras indígenas. Historicamente, esses territórios têm funcionado como barreiras efetivas para o avanço da destruição da floresta”, ressalta o pesquisador do Imazon, Carlos Souza Jr.

Amazônia tem terceiro ano consecutivo de queda nos alertas de desmatamento

Apesar do mês de dezembro ter registrado alta de 7% na derrubada em toda a Amazônia, pois passou de 85 km² em 2024 para 91 km² em 2025, o acumulado desde janeiro fechou com redução de 27%. Isso porque a devastação passou de 3.739 km² de janeiro a dezembro de 2024 para 2.741 km² no mesmo período de 2025. Este foi o terceiro ano consecutivo com queda do desmatamento na região. 

“O Brasil mostra que está no caminho certo para o cumprimento da meta de desmatamento zero em 2030, que é essencial para a redução das emissões de gases de efeito estufa no país. Isso garantirá maior equilíbrio climático, a manutenção das chuvas, que também é benéfica para o agronegócio brasileiro, a conservação da biodiversidade e proteção dos povos e comunidades tradicionais”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

Desmatamento das Unidades de Conservação de 2008 a 2025. Foto: Reprodução/Imazon

Leia também: Saiba o que são as Unidades de Conservação (UCs) e a importância delas para a Amazônia

Dezembro também marca o quinto mês do chamado “calendário de desmatamento” de 2026, que, por conta das chuvas na Amazônia, compreende o período de agosto de 2025 a julho de 2026. Considerando os cinco primeiros meses desse calendário e comparando-os com os de 2025, a redução da derrubada é ainda maior, de 41%.

“Isso significa que o calendário segue com tendência de redução, por isso é necessário acompanhar os próximos meses e garantir a continuação de ações de combate à derrubada da floresta”, comenta a pesquisadora do Imazon, Raíssa Ferreira.

Foto: Reprodução/Imazon

Degradação caiu 88% de janeiro a dezembro

Apenas em dezembro, a degradação florestal causada pela exploração madeireira e pelo fogo caiu 91% na Amazônia, passando de 628 km² em 2024 para 59 km² em 2025. Isso ocorreu porque 2024 foi um ano recorde de queimadas, o que fez com que esse tipo de dano na floresta atingisse a maior área desde 2009. 

Com isso, a degradação acumulada de janeiro a dezembro de 2025 fechou com queda de 88% em relação ao mesmo período de 2024, passando de 36.379 km² para 4.419 km². Essa foi a menor área degradada desde 2022.

Foto: Reprodução/Imazon

Já no calendário do desmatamento de 2026, houve uma redução de 93% na degradação nos primeiros cinco meses.

Foto: Reprodução/Imazon

Os dados de dezembro podem ser conferidos AQUI.

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Nova lei de licenciamento ambiental ameaça Unidades de Conservação no Amazonas, apontam especialistas

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Rio Amazonas. Foto: Felipe Werneck/Ibama

A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, prevista para entrar em vigor no país a partir de fevereiro, dispensa a necessidade de licença para atividades como pecuária extensiva e cultivo de lavouras, mesmo em propriedades que ainda não tiveram o Cadastro Ambiental Rural (CAR) homologados no Amazonas. Ao Grupo Rede Amazônica especialistas alertaram que a medida fragiliza a fiscalização e ameaça a biodiversidade.

Com a nova regra, áreas ainda em processo de regularização podem ser exploradas sem análise prévia dos órgãos ambientais. Na prática, isso significa que produtores podem expandir áreas de gado, soja e milho sem passar por etapas de análise que antes eram obrigatórias, o que, segundo especialistas, cria um cenário de insegurança jurídica e favorece práticas ilegais.

A dispensa de licenciamento reduz a capacidade de monitoramento do Estado e amplia o risco de desmatamento em regiões sensíveis, colocando em xeque a proteção de espécies ameaçadas e a integridade dos corredores ecológicos que garantem a conectividade da floresta.

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Parque Nacional de Anavilhanas. Foto: TVBrasil /Sigmar Gonçalves/ Divulgação

O que mudou?

  • Antes da lei, empreendimentos agropecuários com mais de mil hectares ou localizados em áreas sensíveis, como Unidades de Conservação (UCs), precisavam apresentar Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima).
  • Agora, o artigo 9º da nova legislação estabelece a dispensa de licenciamento para pecuária intensiva de pequeno porte, pecuária extensiva e semi-intensiva, cultivo agrícola e pesquisas agropecuárias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou vetar justamente o trecho que liberava licenciamento para imóveis não homologados, mas o Congresso derrubou o veto junto com outros 51 pontos.

No Amazonas, os efeitos podem ser significativos. O estado concentra 100 Unidades de Conservação, maior número da Amazônia Legal, e possui mais de 11 mil registros de CARs em áreas protegidas, muitos ainda sem homologação. Entre as regiões mais vulneráveis estão:

  • Área de Proteção Ambiental Tapuruquara, com quase 18 mil km² – localizada em Santa Isabel do Rio Negro
  • Floresta Estadual Sucunduri, com 17 mil km² – localizada em Apuí

Por meio de nota, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) alertou que a nova lei representa um grave retrocesso na legislação atual, flexibilizando todas as etapas do licenciamento ambiental, com redução de instrumentos e normas, dispensa de estudos e monitoramento de impactos e diminuição do poder da fiscalização por parte dos órgãos públicos.

“A ausência de autorização por parte do ICMBio pode trazer ainda prejuízos à segurança jurídica dos projetos, uma vez que podem ser licenciados empreendimentos que comprometam os atributos protegidos ou sejam incompatíveis com as unidades de conservação – exigindo, nestes casos, a futura adoção de medidas cabíveis”, diz um trecho da nota.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é Licenciamento Ambiental?

O que dizem os especialistas

A recente mudança na legislação de licenciamento ambiental preocupa especialistas da região. Para o advogado e doutorando em ciências ambientais pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Raimundo Albuquerque, a dispensa de licença para o setor agropecuário abre brechas que podem acelerar o avanço do desmatamento sobre áreas sensíveis da floresta.

“Com a dispensa para o setor agropecuário, esse controle deixa de existir. Ocupantes irregulares conseguem inscrever áreas invadidas no Cadastro Ambiental Rural e alegam estar em regularização, o que impede os fiscais de embargar desmatamentos imediatos”, explica.

Segundo ele, antes da alteração, o processo de licenciamento exigia um cruzamento espacial que identificava sobreposições com Unidades de Conservação (UCs). Esse filtro funcionava como barreira preventiva.

O especialista alerta que a medida pode intensificar a pressão sobre regiões já vulneráveis no sul do Amazonas.

“A dispensa de licenciamento funciona como combustível jurídico do desmatamento em municípios como Apuí, Humaitá e Lábrea. Sem barreira preventiva, a proteção formal perde força e as áreas conservadas passam a ser lentamente corroídas por práticas ilegais”, afirma.

nova lei de licenciamento ambiental afeta o estado do Amazonas
Foto: Marcio Nagano / Imazon

Ele destaca ainda o chamado “efeito de borda”, fenômeno que ocorre quando o entorno das UCs é degradado, tornando o ambiente mais seco e quente, o que acelera a perda de biodiversidade.

De acordo com o doutor em Ciência do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Antônio Norte, a flexibilização do licenciamento ambiental para atividades agropecuárias pode comprometer instrumentos essenciais de fiscalização e aumentar os riscos para espécies ameaçadas na Amazônia.

“O desmonte resulta na perda de instrumentos técnicos como inventários florestais e estudos hidrológicos, que antes eram exigidos antes de qualquer intervenção”, explica.

Com a dispensa, surge uma “presunção de legalidade” que dificulta a atuação dos fiscais. “Agora o fiscal precisa produzir provas complexas em campo para derrubar o autolicenciamento declaratório do infrator, uma tarefa que demanda tempo, recursos e expertise técnica nem sempre disponíveis”, afirma.

O especialista afirma que os impactos imediatos da flexibilização também preocupam os corredores ecológicos estratégicos, como o Mosaico do Apuí, que podem deixar de cumprir sua função de conectividade, tornando-se barreiras.

“Primatas como o zogue-zogue e o macaco-aranha-de-cara-preta enfrentam risco iminente de extinção local por dependerem de dossel florestal contínuo, hoje cada vez mais fragmentado pela expansão de pastagens”, alerta

Para mitigar os riscos trazidos, principalmente Artigo 9º, Norte defende medidas mais rigorosas de controle. “É preciso exigir que o CAR esteja de fato homologado antes de dispensar o licenciamento. A mera inscrição não pode servir de salvo-conduto para atividades ilegais”, ressalta.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

Quais os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica?

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Dados do Atlas da Violência de 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), apontam que estados da região amazônica concentram algumas das maiores taxas de homicídios femininos – feminicídios – do país.

Esse cenário evidencia a necessidade de ações integradas de prevenção, proteção e fortalecimento dos seus direitos.

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Por isso, iniciativas voltadas ao acolhimento, à orientação e à autonomia feminina, tornam-se fundamentais para o enfrentamento da violência de gênero e para a promoção da dignidade e da cidadania. Tal como o promovido pela ONU Mulheres.

E também o Projeto Bella Causa, realizado pela Fundação Rede Amazônia (FRAM), que é uma dessas iniciativas que une conscientização, desenvolvimento social e sustentabilidade, com foco no apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.

O projeto atua como um instrumento de fortalecimento dos direitos das mulheres, promovendo informação, orientação e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional, em diálogo com a rede de proteção existente. Por isso, dialoga com essa rede, reforçando a informação, o acolhimento e o fortalecimento das mulheres atendidas.

Neste contexto, saiba quais são os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica:

Quais os direitos das mulheres vítimas de violência doméstica?

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Fernando Ferreira Lima: Sereníssimo Grão-mestre entre 2016-2019

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Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

Fernando Ferreira Lima nasceu no dia 20 de dezembro de 1942. Foi iniciado na Grande Benemérita Loja Simbólica Rio Negro n. 4, no dia 16 de novembro de 1974. elevado ao Grau de Companheiro, no dia 14 de março de 1975 e, Mestre Maçom, no dia 9 de agosto de 1975. Foi Grão-mestre Adjunto de 21 de novembro de 2015 a 21 de novembro de 2016. Faleceu no dia 7 de janeiro de 2021.

Meu querido irmão Fernando Lima, tua existência é uma prova do poder de transformação do fazer maçônico, do triunfo e da vontade de vencer.

Esta é uma noite especial. De consagração e reconhecimento de uma história de vida dedicada ao conhecimento e ao fazer maçônico. A sabedoria popular considera que todo aquele que trabalha que semeia e persevera colhe os frutos de seu esforço. Essa verdade, tem se confirmado e repetido em diversos casos. Esse é também o exemplo do nosso homenageado da noite, querido irmão Fernando Lima.

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Reafirmo, hoje é uma noite especial, pois por ironia do destino, este irmão de que prazerosamente vos falo completa quarenta anos de iniciado nos augustos mistérios maçônicos. Particularmente porque é dedicada a celebração do conhecimento e do trabalho maçônico, razão de ser desta casa e da nossa presença aqui.

As sociedades que escreveram seus nomes na história, foram aquelas que consagraram significado especial ao saber, a arte do servir e o aprimoramento espiritual, o que a Grande Benemérita Loja Simbólica Rio Negro n.°4 o faz muito bem. Querido irmão Fernando Lima, é com jubilo e orgulho que afirmo você está sendo distinguido não por um ato de condescendência ou de generosidade da parte dos membros da nossa sublime instituição. É um gesto de reconhecimento pela sua história de vida maçônica e compromisso com a sociedade que escolhestes para caminhar.

Fernando Ferreira Lima loja rio negro
Fernando Ferreira Lima. Foto: Reprodução/Loja Rio Negro

A vida é uma aventura em que os justos e os bons, apesar das provas e desafios, afirmam com a força de seu caráter e com suas acoes, as marcas de sua singularidade e de grandeza de suas atitudes.

Eis aí o diferencial que distingue as almas nobres, daqueles que vivem nas sombras ou se contentam com a pequenez de seus sentimentos. A trajetória de Fernando Lima é reveladora de seus múltiplos compromissos com a vida, com a nossa instituição e com a possibilidade de construção de uma sociedade fundada no respeito aos valores humanos, ao estado de direito e com profunda consciência do valor da cidadania, escudada na justiça social, como empresário pagando impostos e gerando empregos.

Tive a felicidade, ainda muito jovem, de indicar teu nome para fazer parte do saber maçônico, porque percebi que você florescera em sua alma o sentido de justiça e do bem comum. Estes fundamentos já estavam latentes e arraigados em sua consciência.

[…] Os homens não valem pelo privilegio da fortuna de que desfrutam ou do poder que, eventualmente conseguem empalmar, mas em prol da coletividade.

Meu querido irmão Fernando Lima, você é um vitorioso, pois sua vida foi alicerçada na crença do servir a maçonaria do Amazonas, legando a nós outros um belo exemplo de seu caráter. Tua obra maçônica e profana é sem dúvida, um lugar-comum na nossa história.

Sonhar E acreditar. Dessas duas qualidades trabalhastes as realizações sociais e os afazeres do espírito humano – fatores indispensáveis para perpetuação das aspirações enobrecedoras e a construção de possibilidades efetivas para a existência humana.

Toda nova geração forja novos padrões, valores e atitudes sobre a vida e a sociedade em que vivemos. Este caminho que trilhastes, descortinou o entusiasmo de todos em tua volta, da fé e da crença de uma maçonaria justa e perfeita. É certo que não podemos compreende o presente sem conhecermos o passado. Este conceito é atribuído a Alexis de Tocqueville (1805-1859) celebre magistrado e pensador francês.

Essas considerações me ocorrem enquanto constato, que aqui nesta loja, estivestes e estas entre os mestres do conhecimento e poderás utilizá-los como patina, no cinzelamento do teu conhecimento e do fazer maçônico.

Olho neste momento para os vultos eminentes dos irmãos ocupantes de várias cadeiras deste cenáculo maçônico e sinto evidencia de que aqui compareço não como ex-venerável, mas, com muitas humildade, pois os meus irmãos me permitiram desfrutar de companhia tão honrosa aqui presente.

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

No deslumbrante deste momento, para mim bastante emocional pelos quarenta anos de vida maçônica do irmão Fernando Lima, vejo o esplendo de tantas luzes a me envolver, como também tanta inteligência na sua mais alta fulguração, atentos as minhas palavras, que são antes de tudo a expressão do meu espírito. Na verdade, são mínimos os meus atributos e a plena convicção de que nada, ou quase nada possuo para vos dar.

Chego aqui nesta noite de esplendor para homenagear o amigo, o irmão Fernando Lima. Fui recebido pela vossa bondade reafirmo, pela vossa iluminada bondade. Não sei, em verdade de que referencia maior e mais comovedora. Não obstante, no meu noviciado maçônico me esforcei para ir além dos horizontes da vossa confiança.

Meus queridos irmão busco neste momento o que está situado para além dos meus pobres olhos de carne humana, com a finalidade de vos agradecer pela possibilidade de ter permitido colocar me frente a frente com os meus amados irmãos. Meu querido irmão Fernando Lima, foste portal de sonho, esperança e fraternidade de teus irmãos ou és simplesmente o vão de um abraço. Bendita foi a tua mãe, que gerou no ventre do amor o ser humano inquebrantável que foste.

Leia também: Desembargador Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa: Grão-mestre entre 1962-1977

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Estudo inédito mostra que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas

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A beleza da Amazônia. Foto: Adriano Gambarini

Um estudo inédito mostrou que 18% da Amazônia é formada por áreas úmidas, um dos ecossistemas mais vulneráveis às mudanças climáticas no bioma. A partir de uma nova metodologia, pesquisadores de quatro instituições ambientais mapearam e classificaram 77 milhões de hectares de áreas úmidas na Amazônia. E alertam: quase metade está fora de territórios protegidos.

Com o título “Desafios e oportunidades para a proteção, conservação e manejo de áreas úmidas do bioma Amazônia“, o trabalho contou com a participação de especialistas do Imazon, do ICMBio, do ISA  e do EcoSaMa. E foi possível graças à criação de uma metodologia de mapeamento por imagens de satélite que combinou dados de sensores remotos, mapas já publicados e o inventário nacional de áreas úmidas.

Outro avanço científico da pesquisa foi adaptar a classificação regional ao sistema nacional de classificação de áreas úmidas, com o objetivo de incentivar políticas públicas.

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Com diferentes características de vegetação, hidrologia e biodiversidade, as áreas úmidas são todos os ecossistemas presentes na interface entre ambientes terrestres e aquáticos. Elas podem ser de sistemas costeiros (como manguezais), interiores (como florestas de igapó ou de várzea) ou antropogênicos (como açudes e lagoas artificiais). 

As áreas úmidas naturais têm importância global para a regulação climática e manutenção da biodiversidade, além de importância local para a qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e para a purificação dos recursos hídricos. Também são de extrema relevância para espécies de aves migratórias e peixes, o que incentivou a criação de um esforço global de proteção desses territórios, a Convenção de Ramsar, tratado do qual o Brasil é signatário

Secas são ameaça de pontos de não retorno

Além disso, por serem altamente dependentes da água, as áreas úmidas estão entre os ecossistemas amazônicos mais vulneráveis às mudanças climáticas e a pressões como desmatamento, represamento dos rios, expansão urbana e mineração. Enquanto o aquecimento global pode fazer com que as áreas úmidas costeiras desapareçam com o aumento do nível do mar, as áreas úmidas interiores podem entrar em pontos de não retorno devido a secas extremas frequentes. 

“Uma das hipóteses que estamos avaliando é o papel das áreas úmidas da Amazônia como o primeiro sinal de pontos de não retorno no bioma. Essas áreas podem dar o alarme de que já possamos estar cruzando um limiar de risco altíssimo”, explica o pesquisador Carlos Souza Jr., do Imazon.

Leia também: Ponto de não retorno: a Amazônia não tem tempo a perder

Quase metade das áreas úmidas está desprotegida

Apesar da importância global, quase metade dos ecossistemas mapeados na Amazônia ainda está fora de territórios legalmente protegidos. Conforme o estudo, apenas 53,7% das áreas úmidas do bioma encontram-se sob algum nível de proteção, sendo 21,3% em Unidades de Conservação, 15,4% em terras Indígenas, 3% em Sítios Ramsar e 14% em áreas protegidas sobrepostas. 

“Destinar áreas para conservação, em especial as áreas úmidas, seria fundamental porque esses territórios sustentam processos ecológicos essenciais para a Amazônia. Eles concentram grandes estoques de carbono, mantêm a biodiversidade e garantem água e alimentos para as populações. Em um contexto de mudanças climáticas, ignorar o papel das áreas umidades aumenta a vulnerabilidade da Amazônia e das populações que dependem desses territórios”, afirma Cícero Augusto, analista GIS do ISA.

Fonte: Imazon

Importância dos Sítios Ramsar 

Os Sítios Ramsar são zonas úmidas de importância internacional definidas pela Convenção de Ramsar, um tratado estabelecido em 1971, cujo Brasil é signatário desde 1993. Eles são reconhecidos pelo papel significativo na conservação da biodiversidade global e na manutenção da vida humana, principalmente em relação às espécies migratórias de aves e peixes.

“Os Sítios Ramsar revelam que conservar áreas úmidas é uma das estratégias mais eficazes para proteger a biodiversidade, garantir segurança hídrica e enfrentar a crise climática, especialmente em regiões onde a floresta, a água e os povos tradicionais estão profundamente interligados” aponta Suelma Silva, pesquisadora e analista ambiental do ICMBio.

Leia também: Amazônia tem dois biomas aquáticos reconhecidos como sítios Ramsar

O Brasil possui atualmente 27 Sítios Ramsar reconhecidos internacionalmente, sendo 10 deles na Amazônia — que somam 23 milhões de hectares e estão localizados em 21 terras indígenas e 88 unidades de conservação. São de destaque o Mosaico do Rio Negro, o maior Sítio Ramsar do mundo, com 12 milhões de hectares, o Estuário do Amazonas e seus Manguezais, com 3,8 milhões de hectares, e o Rio Juruá, com 2,1 milhões de hectares.

“Além disso, sabe-se que nesses sítios e nas unidades de conservação encontram-se numerosas turfeiras, muitas delas ainda não inventariadas, fundamentais para a mitigação das mudanças climáticas. Sua relevância foi destacada no relatório da COP 30, que reconhece esses ecossistemas como grandes reservatórios naturais de carbono e elementos-chave para a estabilidade climática e hidrológica em escala global”, reforça Silva.

Áreas úmidas da Amazônia e sua localização em Sítios Ramsar, áreas protegidas e territórios sem proteção. Fonte: Imazon

Pesquisa apontou mais de 1 milhão de hectares áreas úmidas sob ameaça

O estudo também avaliou as principais ameaças às áreas úmidas da Amazônia, calculando a área afetada por cada uma delas. No total, mais de 1 milhão de hectares desses ecossistemas estão sob ameaça de hidrelétricas, desmatamento, pequenos reservatórios, garimpo, exploração madeireira e mineração industrial. 

Por usar quase 20 mapas de propostas anteriores de mapeamento das áreas úmidas da Amazônia como ponto de partida, a nova metodologia apresentada pela pesquisa toma 2020 como referência para a identificação e classificação desses ecossistemas (data em que era possível comparar a maioria dos estudos), mas as ameaças estão atualizadas até 2024. 

Fonte: Imazon

As hidrelétricas representam atualmente a principal ameaça às áreas úmidas da Amazônia em termos de  área afetada. Conforme o estudo, 600 mil hectares de superfície de água encontram-se classificados como hidrelétricas no bioma.

“As barragens construídas para a geração de energia elétrica e armazenamento de água causam impactos negativos nas áreas úmidas, alterando o fluxo hídrico e o ciclo natural de inundações dos rios, além de prejudicar a biodiversidade aquática e o fluxo migratório de peixes”, comenta Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon.

As hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, por exemplo, provocaram o declínio de populações de peixes no Rio Madeira, afetando a pesca realizada pelas comunidades.

O segundo maior problema é o desmatamento, que afetou 290 mil hectares de áreas úmidas entre 2020 e 2024 na Amazônia. “Alguns tipos de áreas úmidas amazônicas armazenam maiores quantidades de carbono por hectare do que florestas terrestres, como manguezais e turfeiras, o que faz sua destruição ser ainda mais grave para o bioma. Além disso, no caso das turfeiras, o desmatamento também provoca emissões de metano”, alerta Souza Jr.

amazônia
Foto: Marcio Nagano / Imazon

Pequenos reservatórios são a terceira maior ameaça às áreas úmidas

O estudo também revelou de forma inédita a escala do problema dos pequenos reservatórios de água na Amazônia, que atualmente são a terceira maior ameaça às áreas úmidas do bioma em relação à área afetada. Conforme a pesquisa, a Amazônia possui 112 mil hectares de áreas úmidas afetadas por pequenos reservatórios, como, por exemplo, os açudes construídos nas propriedades rurais para o gado beber água.

“Os serviços ambientais dessas áreas úmidas artificiais não se equivalem aos das áreas úmidas naturais. Frequentemente, os pequenos reservatórios geram impactos ambientais e sociais negativos”, ressalta Ferreira.

Para construir ou regularizar uma barragem no Brasil, o proprietário da terra precisa possuir Cadastro Ambiental Rural (CAR) e autorizações específicas, entre elas Outorga de Uso da Água, Licença Ambiental e Licença de Supressão Vegetal dos órgãos responsáveis, que dependem do tamanho da barragem e do domínio da água. “Mapeamos todos os pequenos reservatórios em áreas úmidas da Amazônia e disponibilizamos esse banco de dados de forma aberta ao público, o que pode ajudar nas investigações e na responsabilização pelas barragens ilegais”, completa o pesquisador.

Garimpo e exploração de madeira ameaçam biodiversidade

Outra grave ameaça às áreas úmidas é o avanço do garimpo, que tem contaminado os recursos hídricos, os animais e os povos e comunidades tradicionais com mercúrio, um dos metais mais perigosos segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre 2020 e 2024, conforme o estudo, aproximadamente 53 mil hectares de áreas úmidas foram explorados por garimpo. 

“Os peixes são contaminados principalmente pelo metilmercúrio, um subproduto da transformação do mercúrio no ambiente aquático. Amostras coletadas em peixes de 17 municípios da Amazônia brasileira apresentam níveis de mercúrio 21,3% acima do limite aceitável (0,5 µg/g) estabelecido pela OMS”, aponta a pesquisa. 

O estudo também mostrou que 44 mil hectares de áreas úmidas foram submetidos à exploração madeireira entre 2020 e 2023, o que representa uma grave ameaça à biodiversidade amazônica devido à quantidade de espécies nesses ecossistemas.

As várzeas, um tipo de floresta de áreas úmidas, apresentam a maior diversidade biológica do mundo, abrigando mais de mil espécies de árvores tolerantes à inundação, o que representa cerca de 1/6 de todas as árvores da Amazônia. “Além disso, essas árvores atuam como megafiltros, capturando carbono e purificando as águas”, acrescenta Ives Brandão, pesquisador do Imazon.

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Esse desmatamento contribuiu para que a Cedrela odorata, uma árvore típica das florestas de várzea, entrasse na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN,a sigla em inglês), na categoria Vulnerável (VU). Além disso, a espécie está listada no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).

Outra ameaça mapeada no estudo foi a mineração industrial, registrada em 3,5 mil hectares de áreas úmidas na Amazônia até 2024. “A atividade prejudica esses ecossistemas ao aumentar o escoamento superficial e a carga de sedimentos”, explica Brandão.

Recomendações para conservação e manejo das áreas úmidas 

O estudo também traz uma série de recomendações para a proteção desses territórios, entre elas:

  • avançar na implementação efetiva dos Sítios Ramsar e de seus respectivos planos de manejo;
  • aumentar a participação dos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas na elaboração e implementação dos planos;
  • e elaborar planos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Além disso, é importante difundir o conhecimento sobre as áreas úmidas e sua importância para a regulação do clima global.

Baixe o estudo completo aqui

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Imazon

Superação: histórias de mulheres que romperam o silêncio e transformaram a dor em luta

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Foto: Willame Sousa

A violência contra a mulher nem sempre deixa marcas visíveis, pois muitas vezes se instala de forma silenciosa por meio do controle, da desqualificação e do medo. É dessas formas que transforma a vida de muitas mulheres em um cárcere invisível, construído na mente, que aprisiona mesmo quando não há grades. 

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De acordo com dados divulgados em 2025 do Atlas da Violência, o Estado de Roraima registrou a maior taxa de homicídios contra mulheres no Brasil em 2023. Por conta disso, ações como o projeto Bella Causa, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), chega pela primeira vez ao estado com a finalidade de empoderar e capacitar mulheres que sofreram algum tipo de violência. 

Mulheres em situação de violência no Bella Causa
Graça Policarpo, coordenadora geral da Casa da Mulher Brasileira em Boa Vista, realizando a abertura do evento. Foto: Willame Sousa

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Entre as ações realizadas, o projeto conta com oficinas, cursos e rodas de conversa, permitindo que mulheres possam contar e escutar diversas histórias de superação.

É nesse espaço que histórias como as de Maria e Luciana ganham voz e revelam que a libertação começa quando o silêncio é rompido e a superação nasce, sobretudo, da coragem, da rede de apoio e da informação.

A voz de Maria

Fabiana Souza, líder no grupo Mulheres do Brasil e uma das mediadoras do Bella Causa, conta a história da Maria, uma mulher de pouco mais de 30 anos, que é mãe de dois filhos, divorciada, graduada e gestora na área da construção civil, com casa própria, carro e estabilidade profissional.

De acordo com Fabiana, aos olhos de muitos, Maria é uma mulher que ‘deu certo’, mas que por trás das conquistas, vestia uma armadura pesada demais, para sustentar uma imagem de força enquanto ignorava a própria dor.  

Após passar por um divórcio, Maria seguiu em frente sem demonstrar fragilidade, colocando a dor no silêncio, engolindo a tristeza, assumindo responsabilidades múltiplas e vivendo no modo sobrevivência, já que precisava ser forte pelos filhos, provar sua competência no trabalho e justificar constantemente suas decisões em um ambiente hostil, onde sua autoridade era questionada simplesmente por ser mulher.

No entanto, em um novo relacionamento, Maria encontrou inicialmente acolhimento, inclusive na relação do companheiro com seus filhos, mas com o tempo, porém, o cuidado deu lugar ao controle. 

Fabiana Souza contando sua história no projeto Bella Causa. Foto: Willame Sousa

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“Quando Maria estava trabalhando e não atendia um telefonema dele, ele dizia que era mentira, que ela não estava trabalhando, então ela dizia que estava em reunião e ele dizia que ela estava com outro homem”, relata Fabiana. 

A violência psicológica se instalou lentamente e as consequências não demoraram a aparecer, já que noites sem dormir, crises de choro e vergonha afetaram sua rotina e o desempenho profissional. Segundo Fabiana, a agressão contra Maria não possuía empurrões, tapas ou socos, mas sim palavras de questionamento, desconfiança, controle e a proibição do convívio social. 

“Para evitar as discussões, evitar o que ouvia, evitar a dor das palavras, que eram piores até que agressões físicas, a Maria ia se isolando. Essas situações começaram a afetar inclusive o rendimento profissional, porque como ela ouvia muitas coisas, ela passava a noite chorando, e no outro dia tinha vergonha de ir com o rosto inchado trabalhar”, conta Fabiana. 

Ela relata que Maria começou a se apagar, parou de se arrumar, entrou em depressão e passou a se enxergar a partir do olhar do agressor. Mesmo diante dos sinais, ela permanecia no relacionamento, principalmente pelos filhos, já que tinha medo de romper o convívio deles com alguém que demonstrava carinho, e receio do julgamento social por “mais uma separação”. 

Fabiana conta sua história como forma de incentivar outras mulheres. Foto: Willame Sousa

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A mudança começou quando ela passou a contar com uma rede de apoio formada por familiares e amigas, que a ajudaram a reconhecer a violência e a fortalecer sua decisão. Maria entendeu que se colocar em primeiro lugar não era egoísmo, mas sim sobrevivência.

“Essa Maria um dia fui eu e contar isso hoje não é por causa do aconteceu comigo lá. É o que eu me tornei através do que eu superei e eu aprendi”, revela Fabiana. 

Atualmente, Fabiana atua na conscientização sobre violência contra a mulher, levando sua própria história como ferramenta de transformação.

Ao dar voz à “Maria” que ela foi, permite que outras mulheres reconheçam suas próprias dores, já que em encontros em grupo, ao ouvir sua história, mulheres se levantam e dizem “eu também tenho uma Maria dentro de mim”.

“Hoje eu sigo liderando mulheres e levando informação e consciência para combater a violência contra a mulher. Porque a agressão não é só aquela que a gente costuma ver que é a física, mas a psicológica. Ela também maltrata, deprime e definha. Quantas mulheres hoje não estão passando por isso?”, afirma. 

Para ela, quando estandes são montados em feiras do Grupo Mulheres do Brasil com o violentômetro, ferramenta de conscientização, ver que muitos homens também se aproximam querendo entender, mostra que conscientizar é uma ferramenta potente. 

“E o nosso trabalho hoje é justamente trazer informação e reforçar que a mulher tem valor, tem lugar, tem voz e tem direito de decisão sobre a própria vida, onde quiser estar e os espaços que quiser ocupar, inclusive cargos de decisão, de liderança, de condução de estados e nações. A mulher tem direito à igualdade e, dentro do grupo voluntário, o nosso lema é claro: uma sobe e puxa a outra”, enfatiza. 

Violentômetro, ferramenta de conscientização. Foto: Willame Sousa

Luciana e a denúncia como ato de sobrevivência 

Se a história de Maria revela a violência silenciosa, a de Luciana Matos escancara a brutalidade que muitas mulheres enfrentam dentro de casa. Luciana, frequentadora da Casa da Mulher Brasileira em Roraima e participante do Bella Causa, viveu sob violência doméstica: foi agredida pelo ex-companheiro por sete anos. 

Durante todo esse tempo, Lucina não teve coragem de denunciar, pois o medo, a dependência emocional, a esperança de mudança e o terror das consequências a mantiveram presa ao agressor.

Luciana dando seu depoimento durante as atividades do Bella Causa. Foto: Willame Sousa

O limite chegou de forma cruel, quando Luciana sofreu uma agressão grave: o ex-companheiro jogou óleo quente em seus seios.

De acordo com Luciana, foi naquele momento que ela entendeu que não sobreviveria se permanecesse em silêncio, o que a fez buscar ajuda na Casa da Mulher Brasileira, onde encontrou acolhimento e suporte psicológico e social.

“Eu acho que as mulheres que sofrem violência doméstica, elas têm que vir denunciar, elas têm que ter coragem, têm que ter atitude, porque quem bate uma vez vai bater sempre”, afirmou Luciana em seu depoimento durante as atividades do projeto. 

Na Casa, ela conta que encontrou mais do que atendimento institucional, “encontrou um espaço onde a dor é ouvida sem julgamento e a mulher é tratada com dignidade e respeito”.

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Luciana e outras mulheres emocionadas durante os depoimentos. Foto: Willame Sousa

Luciana reforça que a denúncia é um passo fundamental para quebrar o ciclo da violência, e faz questão de alertar outras mulheres sobre a importância de denunciar e do reconhecimento da violência desde os primeiros sinais.

“Um xingamento é uma agressão, um palavrão é uma agressão. Tudo isso. Basta você ter coragem para denunciar”, incentivou. 

Ao compartilhar sua história, Luciana também transforma o trauma em alerta, e faz um convite direto às mulheres de Roraima e de todo o país:

“Denunciem. Procurem ajuda. Não se calem”. 

Bella Causa

O Projeto Bella Causa surgiu da necessidade de oferecer suporte a mulheres que enfrentam violência doméstica, proporcionando oportunidades para que resgatem sua dignidade e busquem crescimento pessoal e profissional.

É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da LB Construções e Engenharia, PauBrasil RR – materiais para construção e Governo de Roraima.

Recorde de nascimentos de tartarugas-da-Amazônia é registrado no Pará

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No território paraense, a tartaruga-da-Amazônia é registrada também no Rio Xingu, Rio Tapajós, Rio Amazonas e grandes afluentes. Foto: Emilly Azulay

Cerca de 8 mil filhotes da espécie tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa) foram soltos por agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e parceiros no dia 17 de janeiro, num tabuleiro localizado na Reserva Biológica (Rebio) do Rio Trombetas, em Oriximiná (PA).

Aproximadamente 250 pessoas das comunidades do entorno acompanharam a soltura dos quelônios. O total de nascimentos contabilizados neste ciclo de reprodução ultrapassou 80 mil indivíduos — um número dez vezes superior ao registrado no ciclo de 2023.

Leia também: Infográfico – Saiba quantas e quais espécies de quelônios existem na Amazônia

O evento representa o fim de uma temporada de gestão de proteção destes animais pelo ICMBio, uma vez que as tartarugas-da-Amazônia sofrem ameaças de pesca ilegal e predatória na Rebio, que no status de unidade de conservação (UC) federal, este tipo de atividade é proibido.

Os agentes do Instituto acompanham parte do processo que culmina no nascimento dos filhotes de tartarugas-da-Amazônia, desde a desova. A fiscalização é fundamental para garantia de um ambiente adequado para que os animais posteriormente realizarem o delicado processo reprodutivo sem o risco da intervenção humana.

“É um marco histórico do Programa de Quelônios da Rebio do Rio Trombetas, resultado do esforço de todos, servidores, fiscalização, agentes temporários das nossas bases, dos nossos voluntários e comunitários. A gestão do ICMBio seguirá trabalhando para continuar mantendo este ambiente propício à reprodução destes animais”, coloca Maria Bárbara de Sousa, coordenadora do programa.

Esta é a maior tartaruga de água doce da América do Sul. Foto: Emilly Azulay
Esta é a maior tartaruga de água doce da América do Sul. Foto: Emilly Azulay

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Ameaças às tartarugas

Com a constante ameaça que os ovos de tartarugas-da-Amazônia colocados no tabuleiro sofrem, de coleta ilegal por infratores e predação por animais como jacarés, gaviões, entre outros, os agentes do ICMBio trabalham em vigilância 24h no local, para garantir o nascimento dos filhotes, que são agrupados em viveiros de quarentena e depois soltos em pontos estratégicos do Rio Trombetas.

“Estamos muito satisfeitos com este resultado, que é fruto de um trabalho de longos anos, é um dia muito importante e de alegria para todos nós comunitários aqui da Rebio”, destaca o Sr. Maneco, agente temporário ambiental (ATA) mais antigo a trabalhar na reprodução dos quelônios na unidade.

Empreendimentos em áreas de ocorrência do sauim-de-coleira são fiscalizados no Amazonas

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Sauim-de-coleira é atualmente classificado como criticamente em perigo de extinção. Foto: Natália Lima/Ibama AM

Como forma de ampliar a proteção do sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), espécie de primata nativo e endêmico da Amazônia e atualmente classificado como criticamente em perigo de extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, no último mês de dezembro, uma operação de fiscalização em empreendimentos nas áreas de ocorrência da espécie, no Amazonas.

Denominada ‘Operação Sauim’, a ação de fiscalização buscou, principalmente, prevenir impactos sobre a espécie ao combater ilícitos relacionados à perda de habitat e à mortalidade do primata, além de proteger outros animais da fauna amazônica. Seis notificações foram aplicadas e uma obra suspensa.

Sauim-de-coleira é atualmente classificado como criticamente em perigo de extinção.
Sauim-de-coleira. Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

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Em Manaus (AM), o animal (endêmico também dos municípios amazonenses de Rio Preto da Eva e Itacoatiara) é vítima de ameaças, incluindo eletrocussões, atropelamentos, ataques por animais domésticos e perda do território devido a desmatamento ilegal e empreendimentos irregulares.

Equipe do Ibama em um dos locais fiscalizados – Foto: Divulgação/Ibama AM

A ação foi estruturada em três frentes que se complementam: avaliação da regularidade de supressões vegetais; fiscalização de condicionantes ambientais; e apuração, junto à distribuidora de energia, de medidas para prevenir a eletrocussão de animais.

Operação Sauim

A Operação Sauim está alinhada com as diretrizes e objetivos do Plano de Ação Nacional para a conservação da espécie, o PAN Sauim-de-Coleira.

Desde 2011, o PAN, coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio do Ibama e de instituições locais, nacionais e internacionais, tem implementado iniciativas para evitar que a espécie desapareça da natureza.

*Com informações do Ibama

Vulnerabilidade alimentar influencia a forma como comunidades amazônicas percebem a natureza

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Mercado Tikuna, na cidade de Tabatinga, uma das regiões englobadas pelo estudo. Foto: Marko Monteiro/Acervo pessoal

O nível de vulnerabilidade alimentar influi a forma como as populações amazônicas percebem os benefícios gerados pela natureza. Comunidades em situação de insegurança alimentar severa concentram sua percepção quase exclusivamente em serviços ecossistêmicos relacionados à provisão imediata – ou seja, o alimento no prato.

Já grupos menos vulneráveis conseguem reconhecer uma diversidade maior de benefícios, como a regulação do clima, valores culturais, espirituais e lazer. Essa é a conclusão de uma das pesquisas do programa AmazonFACE, publicada no periódico científico Ecosystem Services nesta quarta-feira (28).

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Com abordagem multidisciplinar, o estudo baseou-se em 216 entrevistas semiestruturadas com moradores locais, ribeirinhos e indígenas e cruzou esses relatos com dados secundários sobre o uso e cobertura do solo.

O trabalho de campo foi conduzido em três municípios do Amazonas que representam diferentes níveis de vulnerabilidade alimentar:

  • Manaus, classificada como média;
  • Carauari, como média-alta;
  • e Tabatinga, como muito alta.

Essa comparação permitiu aos pesquisadores observar como as necessidades básicas influenciam a relação das pessoas com o ambiente.

O artigo destaca que a percepção local funciona como um “alerta precoce” para ameaças ambientais, como a poluição da água e a escassez de peixes, que nem sempre são captadas por dados de satélite. “Essa pesquisa pode ajudar a tornar as políticas públicas mais eficazes e mais justas”, pontua a bióloga Ana Luisa de Carvalho Cruz, atualmente analista do Laboratório Nacional de Biorenováveis/CNPEM e líder da pesquisa.

“Ela mostra a conexão entre conservação e segurança alimentar e que as ações relacionadas devem ser pensadas a partir da realidade de quem vive no território, e não apenas baseadas em dados técnicos de literatura. O que as pessoas sinalizam revela a necessidade real delas”.

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O Mapa A mostra, em pontos vermelhos, a localização das comunidades entrevistadas, bem como as Áreas Protegidas em Tabatinga - estudo segurança alimentar
O Mapa A mostra, em pontos vermelhos, a localização das comunidades entrevistadas, bem como as Áreas Protegidas (APs) do município: o amarelo indica áreas de Uso Sustentável e o marrom indica Terras Indígenas. Os principais rios estão representados em azul. Fonte: ANA (2010); FUNAI (2021); MMA (2020). Fotos B, C e D: Imagens das comunidades entrevistadas em Carauari. Foto B: Comunidade Barreirinha (sob jurisdição do INCRA). Foto C: Sistema de abastecimento de água da comunidade Nova Esperança. Foto D: Estrada de acesso à comunidade Nova Esperança. Fontes das imagens: membros do projeto (B – Tiago Jacaúna; C e D – Júlia Menin).

Segurança alimentar depende de outros fatores

Para a equipe, os resultados desafiam a ideia de que a alta biodiversidade, por si só, garante segurança alimentar. A segurança alimentar, apontam os autores, depende de fatores frequentemente ignorados em análises puramente biológicas, como a forte sazonalidade dos recursos naturais (com variação da disponibilidade ao longo do ano) e a dependência de mercados externos para suprir necessidades básicas.

Cruz também explica que um aspecto fundamental do projeto, que já vem sendo realizado, é a divulgação dos resultados para a própria comunidade, para que a ciência faça sentido na vida das populações que participaram diretamente da construção do conhecimento.

Esse retorno é realizado por meio de materiais acessíveis e didáticos, como vídeos e folhetos informativos, que sintetizam os benefícios percebidos e as ameaças identificadas pela pesquisa. Além de validar a contribuição dos moradores, esses resumos permitem que diferentes comunidades compartilhem estratégias de adaptação a problemas ambientais.

Os próximos passos da pesquisa incluem investigar de forma mais aprofundada as pressões ambientais e climáticas que geram escassez, além de mapear as estratégias de adaptação já adotadas pelas comunidades.

“Olhar para essas adaptações é fundamental para entender o que funciona, o que não funciona e como tornar as decisões mais inclusivas e eficazes”, destaca Cruz.

A expectativa é que, por meio do AmazonFACE, os resultados fortaleçam a interface entre ciência e tomada de decisão, contribuindo para políticas públicas mais alinhadas às realidades locais.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Bori