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Veja detalhes do primeiro dia do Carnaboi 2026 em Manaus; fotos

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Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

A primeira noite da 25ª edição do Carnaboi em Manaus, nesta sexta-feira (20), reuniu centenas de pessoas no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo. As galeras dos bois de Parintins, Caprichoso e Garantido, mostraram mais uma vez a empolgação pelo início da temporada bovina no Amazonas.

Ao ritmo do “dois pra lá, dois pra cá” das toadas, os amantes do boi-bumbá participam do evento que conta com 40 atrações em dois dias da festa que celebra a cultura regional e o folclore amazônico.

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Feira de artesanato, espaço gastronômico, áreas instagramáveis e outras atrações também compõem a festa, que retorna ao seu local de origem em 2026.

A expectativa é que o público ultrapasse os 27 mil presentes na edição de 2025. E para quem não pode ir pessoalmente curtir o Carnaboi, é possível acompanhar as transmissões ao vivo do Grupo Rede Amazônica.

A segunda noite promete ainda mais alegria e celebração à identidade dos nortistas com muita toada e coreografias. Confira a programação completa deste sábado (21) AQUI.

Leia também: “Eu tô achando o máximo”: público se diverte na primeira noite do Carnaboi 2026

Confira alguns detalhes da primeira noite do Carnaboi em Manaus:

Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Foto: Ronane Costa/Amazon Sat
Carnaboi Manaus 2025 dia 20 de fevereiro sambódromo - garantido
Foto: Karla Ximenes/Portal Amazônia

Leia também: Leia também: Você sabia que o Carnaboi tem duas edições anuais?

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

DIA D: Consciência Limpa terá dia dedicado à serviços, educação ambiental e descarte sustentável no Acre

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Foto: Larissa Marinho

O projeto Consciência Limpa mobiliza a comunidade acreana no ‘DIA D‘ com serviços, educação ambiental e descarte sustentável. A ação da Fundação Rede Amazônica (FRAM) no Lago do Amor, em Rio Branco, integra educação, cidadania, saúde e práticas sustentáveis, com foco no engajamento comunitário e na gestão adequada de resíduos.

O ‘DIA D’, em 28 de fevereiro, tem como tema ‘Ação Consciência Limpa: Acre pelo Meio Ambiente e Clima e Drive Thru’, uma iniciativa de mobilização social e ambiental voltada à sensibilização da comunidade sobre a importância da preservação ambiental e da adoção de práticas sustentáveis.

O evento visa engajar a sociedade por meio de atividades educativas e serviços que promovam impacto socioambiental direto e ampliem o alcance das práticas sustentáveis no cotidiano. A programação contempla uma série de atendimentos e orientações oferecidos sem custo à comunidade, com foco em saúde, cidadania e informação.

Leia também: Projeto Consciência Limpa promove educação ambiental e sustentabilidade no Acre

Serviços ofertados no DIA D

Durante o evento no Lago do Amor, em Rio Branco, a população poderá acessar os seguintes serviços gratuitos:

  • Atendimento jurídico (cível e previdenciário) com a OAB;
  • Emissão de documentos e serviços sociais (Cadastro Único, alistamento militar, entre outros) com o OCA;
  • Atendimento ao público, negociações e orientações de segurança elétrica com a Energisa;
  • Atendimento de saúde e vacinação com apoio de unidades parceiras;
  • Atividades recreativas e educativas para públicos de todas as idades;
  • Drive-Thru de Resíduos, incluindo coleta de eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado, facilitando o descarte ambientalmente adequado;
  • Espaços de orientação e capacitação sobre temas relacionados à sustentabilidade e ao consumo responsável.

Essas ações são estruturadas para ampliar o acesso da população a serviços que promovem bem-estar e informação, ao mesmo tempo em que incentivam práticas sustentáveis e o cuidado com o meio ambiente.

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Drive-Thru de Resíduos: praticidade e impacto para a reciclagem

Uma das principais atividades do ‘DIA D’ é a ação de Drive-Thru de Resíduos, que tem como objetivo oferecer uma forma prática e acessível para que a população realize o descarte correto de materiais recicláveis e resíduos que exigem tratamento específico, como equipamentos eletroeletrônicos, pilhas, baterias e óleo de cozinha usado.

Essa iniciativa estimula a participação ativa da comunidade no processo de reciclagem e contribui para o fortalecimento da gestão adequada de resíduos sólidos no estado.

Projeto Consciência Limpa primeira edição no Acre - DIA D
Foto: Larissa Marinho

Sustentabilidade, cidadania e desenvolvimento regional

O projeto Consciência Limpa, que atua há mais de 20 anos na Região Norte, promove educação ambiental, sustentabilidade e a participação da comunidade em práticas responsáveis para a preservação dos recursos naturais. O projeto utiliza estratégias educativas e ações práticas para transformar conhecimento em atitudes sustentáveis, abordando temas como destinação correta de resíduos, economia circular e consumo consciente, por isso o DIA D é fundamental para levar todas as ações de conscientização à população.

Segundo o coordenador do projeto, Matheus Aquino, o evento representa uma oportunidade de aproximar a população das soluções ambientais e estimular mudanças de comportamento, reforçando a importância do engajamento comunitário na construção de um futuro mais sustentável para o Acre e toda a Amazônia.

“A ação DIA D integra educação ambiental, serviços comunitários e práticas sustentáveis com o objetivo de estreitar o vínculo entre a sociedade e a preservação do meio ambiente. Oferecer serviços gratuitos à população e facilitar o descarte adequado de resíduos é parte essencial desse compromisso coletivo”, destacou o coordenador.

Assim, o Consciência Limpa se consolida como uma iniciativa de impacto socioambiental reforçando o compromisso da Fundação Rede Amazônica com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Consciência Limpa

O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional daOrganização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto e Duque Sustentabilidade.

Meninas de assentamentos rurais da Amazônia recebem incentivos para seguir carreira científica

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Projeto ‘Meninas nas Agrárias’ recebe jovens que moram em assentamentos de reforma agrária no Pará. Foto: Divulgação/Arquivo Pro-Semeia

No intuito de mostrar, na prática, que meninas que moram em assentamentos rurais podem sim estar presentes no mundo acadêmico ou seguir carreira científica, o projeto ‘Meninas nas Agrárias’, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), tem transformado a vida de adolescentes no interior do Pará.

O projeto, coordenado pela professora Ruth Almeida, nasceu antes da pandemia de Covid-19 e teve suas primeiras ações voltadas para meninas das ilhas próximas a Belém. Com o sucesso, o foco expandiu-se para os campi do interior, recebendo jovens que moram em assentamentos de reforma agrária nos municípios de Capitão Poço, Mãe do Rio e Irituia.

Leia também: Três mulheres com trajetórias de destaque para entender a importância da ciência

“O projeto nasce desse debate de termos mais meninas fazendo ciência. Que elas podem estar na universidade. Já sabemos oficialmente que temos mais meninas no ensino fundamental, médio, superior e pós-graduação. Mas em áreas como Exatas e Agrárias, ainda há uma percepção, principalmente na UFRA, de que é um espaço muito masculino”, explica a professora Ruth Almeida.

O incentivo começa por explicar o que é uma universidade e convidar meninas para conhecerem o campus da Ufra Capitão Poço. As atividades incluem visitas guiadas aos laboratórios e salas de aula, apresentações sobre os cursos e a história da instituição, em um diálogo direto entre alunas de graduação da UFRA e as jovens da comunidade.

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Presença de mulheres na UFRA representa grande maioria na instituição. Foto: Arquivo Pro-Semeia

Quem guia as meninas pelo campus são outras meninas, universitárias como Antônia Cleane Silva, do sexto semestre de Agronomia.

“O projeto é importante por atuar diretamente nos assentamentos da reforma agrária, incentivando meninas mulheres a se reconhecerem como parte da ciência, especialmente nas áreas agrárias, que sempre foram ocupadas por homens. Ele possibilita que meninas consigam ver novas possibilidades para além da sua realidade, sem perder o vínculo com suas origens”, diz.

“Eu entro às vezes em sala de aula e há turmas em que temos 90% de estudantes do sexo feminino. O problema é que, ao relacionar as agrárias só a uma perspectiva masculina, a instituição não se prepara para receber as mulheres. A estrutura de pensamento ainda é de anos atrás, quando os cursos eram eminentemente masculinos”, diz.

No campo, as atividades também ocorrem com oficinas e capacitações. Antônia Cleane diz que as ações do projeto dialogam diretamente com a sua própria origem e o desejo de atuar no campo. Oriunda da área rural, ela cresceu ajudando o pai na roça.

“Como menina do interior, estar na universidade representa não apenas uma conquista pessoal, mas também a possibilidade de levar conhecimento técnico para minha família e para as comunidades rurais das quais faço parte. Acredito que o conhecimento científico pode transformar a realidade dos agricultores da agricultura familiar”, diz.

Projeto Meninas das Agrárias

O ‘Meninas das Agrárias’ é uma das atividades do projeto Pró-Semeia, que representa a continuidade do Profor-EXT (Programa Nacional de Formação em ATER para Assentamentos de Reforma Agrária e Contribuições para a Agenda 2030).

Atualmente o Pro-Semeia é uma rede nacional que conecta universidades, instituições, territórios e comunidades para fortalecer a agricultura familiar.  Junto ao INCRA e ao MDA, é formado por 19 IES (entre elas a Ufra), 21 equipes e mais de 7 mil famílias atendidas em 13 estados brasileiros.

Mulheres na Ufra

A presença de mulheres na Ufra é bem marcante. Além de contar com uma reitora pró-tempore, possui 267 professoras, 238 técnicas administrativas, 297 alunas de pós-graduação e 3.750 alunas ativas entre a graduação, Parfor e Forma Pará. Segundo a professora Ruth Almeida, a percepção comum de que as Ciências Agrárias e as Exatas são “espaços masculinos” ainda persiste, mesmo que, na prática, a realidade da UFRA já tenha mudado.

Por isso o projeto busca não apenas atrair novas estudantes e mostrar que elas podem ser alunas, mas transformar a estrutura institucional para acolher quem já está na universidade. Desde adequar banheiros em atividades de campo até o incentivo à carreira acadêmica, o projeto busca garantir um olhar diferenciado para as necessidades das mulheres.

“Falar de ciência é falar de permanência: precisamos discutir maternidade, apoio a alunas com deficiência e proteção contra a violência. No dia 9 de março, lançaremos um formulário oficial na UFRA para mapear experiências de violência e dificuldades que as alunas enfrentam por serem mulheres”, disse.

*Com informações da UFRA

Espaço para todos: Carnaboi 2026 garante inclusão de PcDs para aproveitar a festa

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Fotos: Eley Oliveira/Amazon Sat

Dividido em duas noites de shows, o Carnaboi 2026 volta ao Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus (AM), para sua 25ª edição. Com noites temáticas e entrada gratuita, o evento marca o início da temporada bovina, uma preparação para o Festival Folclórico de Parintins. E para garantir a diversão de todo o público apaixonado pelo boi-bumbá, este ano o evento conta com uma área exclusiva para Pessoas com Deficiência (PcD) e mobilidade reduzida.

O ‘Espaço Acessível’ foi disponibilizado nos dois dias – sexta-feira (20) e sábado (21) – para as PcD e seus acompanhantes, com 30 vagas preenchidas por ordem de chegada.

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A estrutura, realizada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEPcD), disponibiliza um local seguro, com proteção para chuva, banheiro adaptado, hidratação e intérprete de libras.

Além disso, o local conta com audiodescrição e equipes multiprofissionais dando o suporte e acompanhamento das pessoas durante o evento.

Carnaboi pensado para todos

Apaixonado pelo Boi Garantido, Rogério Nascimento é um dos brincantes de boi-bumbá que compareceu na primeira noite do Carnaboi 2026.

Ele conta que sempre utiliza os espaços construídos para PcDs no evento, mas que chega cedo para curtir a festa no meio do público em geral.

“Eu venho sempre sozinho. Só eu e Deus com o pessoal do Garantido. Mas eu prefiro acompanhar o evento com a galera. Depois, quando eu cansar, eu vou para lá. Já sou antigo no Carnaboi. Como diz aquele ditado, eu sou ‘macaco-velho’. Então eu vou me virando como dá”, afirma Nascimento, que sempre comparece no Carnaboi.

Imagem colorida mostra o PCD Rogério Nascimento curtindo o Carnaboi 2026 próximo ao espaço para PCDs
Rogério Nascimento chegou cedo para curtir o Carnaboi 2026. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Leia também: Carnaboi: o início da temporada bovina no Amazonas

Também são disponibilizados abafadores de ruído para pessoas que possuem dificuldades de lidar com barulhos altos ou tem sensibilidade auditiva. É o caso de Felipe Souza, que afirma gostar dos dois bois.

Autista, para ele é difícil estar em ambientes com muito ruído, mas apesar do som alto que ecoa as toadas no sambódromo, ele decidiu tentar.

“É a primeira vez que eu venho. Gosto muito de boi-bumbá. Apesar de eu estar com a camisa do Garantido, eu gosto do Caprichoso também. E ver daqui é muito diferente do que na internet, que é onde eu sempre acompanho desde criança”, revelou Souza.

A irmã de Felipe, Tiana Souza, também gostou do espaço disponibilizado para PCDs. “Ele gosta muito de boi-bumbá, então como eu fiquei sabendo deste espaço, fica mais tranquilo aqui pra ficar com ele”, aprovou.

Imagem colorida mostra o autista Felipe Souza pousando para foto no espaço para PCDs no Carnaboi 2026
Felipe Souza utlizou abafadores de ruído para assistir as apresentações do primeiro dia de Carnaboi 2026. Foto: Hector Muniz/ Portal Amazônia

Do lado do Caprichoso, a dona de casa Auxiliadora Pereira levou o filho Eduardo Martins, de 21 anos, que é uma pessoa com Síndrome de Down.

“Às vezes é muito difícil trazer ele porque tem muita gente, a gente fica com um pouco de medo, mas com o espaço pra atender é muito importante pra interação dele, pra convivência com os outros”, afirma.

Em sua 25ª edição, o evento acontece pelo terceiro ano consecutivo como parte do projeto Carnaval Amazônico, do Grupo Rede Amazônica e a expectativa é que o público ultrapasse os 27 mil visitantes registrados em 2025.

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Dados do Inpe apontam redução em 50% das áreas sob alerta de desmatamento em Mato Grosso

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Fiscalização no Mato Grosso aponta reduções de desmatamento. Foto: Karla Silva/SEMA MT

O Mato Grosso registrou, entre agosto de 2025 a janeiro de 2026, o menor número de áreas sob alerta de desmatamento dos últimos 10 anos, totalizando 321 Km². Quando comparado à média histórica desse mesmo período na última década (639 Km²), a redução foi de 50%.

Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados nesta quinta-feira (12.2).

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Desmatamento e os dados do Inpe

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega, se comparado ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 38%. “Os dados referentes aos alertas mostram que Mato Grosso continua numa redução de desmatamento significativa, quando comparado com a média histórica dos últimos 10 anos”, afirmou.

Leia também: Em 2025, desmatamento tem redução de 11,08% na Amazônia

desmatamento em MT
Foto: Erli Runhamre Xavante

Conforme os dados do Inpe, o pico de áreas sob alerta dos últimos seis meses de cada ano foi registrado em 2023, com 1.030 Km².  Em 2024 caiu para 448, em 2025 subiu para 516 e agora, em 2026, caiu para 321.

Para Marega, a redução é uma demonstração de que a estratégia adotada pelo Governo de Mato Grosso tem se mostrado eficaz no controle do desmatamento.

“O governo do Estado tem se empenhado para garantir o cumprimento das normas vigentes, com fiscalização robusta, responsabilização e atuação firme contra os ilícitos ambientais”, observou.

Foto: Divulgação

O secretário destaca ainda que instrumentos complementares implementados no estado, como os mecanismos de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e outras iniciativas de valorização da floresta em pé, reforçam a política de conservação ao criar mecanismos para a manutenção da vegetação nativa.

*Com informações da SEMA MT

Você sabia que o Carnaboi tem duas edições anuais?

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O Carnaval reúne foliões em todo o Brasil em busca de alegria e diversão. Mas, como diz o ditado, “tudo que é bom dura pouco”. Será? No Amazonas um evento que começa logo depois do período carnavalesco tem duração de quase cinco meses: o Festival Folclórico de Parintins. Isso porque ele “começa” assim que a festa momesca acaba, com o primeiro evento que celebra a magia do boi-bumbá: o Carnaboi.

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O evento marca o início da famosa temporada bovina, em que os bois-bumbás de disputam o título de campeão anualmente no Festival, Caprichoso e Garantido, passam a realizar ensaios, comemorações e outras ações em preparação para o fim do mês de junho, quando o bumbódromo de Parintins se torna o palco principal da festa.

Por conta de seu valor cultural, o Carnaboi é celebrado com duas edições: uma em Parintins, lar dos dois bois, e outra em Manaus, a capital do Amazonas e uma das portas de entrada para os visitantes que buscam ir até à ilha da magia conhecer o Festival Folclórico.

Leia também: Carnailha 2026 encerra festividades com o tradicional Carnaboi em Parintins

As duas festas representam exatamente essa “passagem de chave” do fim do carnaval para o início da temporada bovina, unindo os foliões carnavalescos aos torcedores dos bois Caprichoso e Garantido.

A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne 40 atrações, com apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.

Saiba mais sobre o Carnaboi:

Você sabia que o Carnaboi tem duas edições anuais?

Leia também: 3 curiosidades sobre o Carnaboi, a festa de Carnaval com ritmos amazônicos

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

“Eu tô achando o máximo”: público se diverte na primeira noite do Carnaboi 2026

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Brincantes comparecem ao primeiro dia de Carnaboi no Sambódromo de Manaus. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Ao ritmo do “dois pra lá, dois pra cá” das toadas, os amantes do boi-bumbá compareceram no Sambódromo nesta sexta-feira (20) para o primeiro dia de Carnaboi em Manaus (AM). O evento que chega a sua 25ª edição segue reunindo as galeras dos bois de Parintins, também no Amazonas, Caprichoso e Garantido.

Mas também atrai, cada vez mais, interessados na cultura popular amazônica e aqueles que ainda não “foram escolhidos” pelos bois parintinenses. Isso porque, em 2026, são 40 atrações nos dois dias da festa que encerra o Carnaval e inicia a temporada bovina, como uma amostra do que vem por aí para o Festival Folclórico em junho.

Leia também: Carnaboi 2026: confira a programação do segundo dia em Manaus

Boi Tira-prosa de Manaus. Foto: Ronane Costa/Amazon Sat

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Entre os visitantes da primeira noite estavam o casal Roberto Filho e Gilmara Cavalcante. Eles contam que esta é a primeira vez que participam do evento por uma condição muito especial: a filha do casal, Sarah Letícia, se apresentou como sinhazinha da fazenda pelo boi Tira-Prosa.

“É a primeira vez que a gente vem pro Carnaboi. Nossa filha sempre se apresenta pelo Garantido como dançarina. Mas dessa vez é a primeira vez como sinhazinha do Tira-prosa”, disse Roberto Filho, orgulhoso da filha.

Leia também: Além de Caprichoso e Garantido: saiba quais bois do Manaus fazem parte do Carnaboi 2026

Após um período sem ocorrer no Sambódromo, o evento retornou ao seu “palco original”, onde foi realizada a maior parte de suas edições. E para a mãe de Sarah, a primeira noite do Carnaboi realizada no Sambódromo este ano foi impressionante.

“Muito boa esta edição. A estrutura está ótima, segurança também está ótima. E essa edição é muito especial pra gente porque viemos prestigiar a Sarah Letícia que se apresentou como sinhazinha”, comentou Gilmara.

Roberto Filho e Gilmara Cavalcante. Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

No clima de Parintins

A profissional de serviços gerais Marluce Neves prestigia o Carnaboi em Manaus a muitos anos. Para ela a sensação de assistir as apresentações na capital amazonense é uma preparação para ir para o Festival Folclórico em Parintins.

“Eu tô achando o máximo. Todos os anos quando eu tenho tempo eu venho pro Carnaboi. Trago também minhas filhas e meu marido. E já vou me preparando, porque há pelo menos quatro anos eu tenho ido para o Festival em Parintins e o Carnaboi já é uma preparação”, destacou.

Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

Marluce Neves também gostou do retorno da festa ao seu local de origem em Manaus. “Eu gosto quando é no Sambódromo porque dá mais gente e tem mais espaço. E eu já gosto muito dessa festa independente de onde for porque é nela que eu me sinto bem”, declarou.

A expectativa é que o público ultrapasse os 27 mil presentes na edição de 2025. E para quem não pode ir pessoalmente curtir o Carnaboi, é possível acompanhar as transmissões ao vivo do Grupo Rede Amazônica.

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Dicas de looks para quem quer curtir o Carnaboi 2026 com conforto e estilo

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O Carnaboi é uma festa popular que mistura a alegria do Carnaval com o ritmo das toadas do Festival Folclórico de Parintins. Criado em fevereiro de 2000, tornou-se um evento que une os torcedores dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido para celebrar a folia e valorizar a regionalidade.

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O evento fecha a temporada de carnaval e inicia a temporada bovina em Parintins e em Manaus. A 25ª edição do Carnaboi, realizada nos dias 20 e 21 de fevereiro no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, reúne apresentações de artistas amazônidas e dos bois-bumbás Caprichoso, Garantido, Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante, a partir das 19h.

Leia também: Grupo Rede Amazônica transmite o Carnaboi 2026 ao vivo em diversas plataformas; saiba onde assistir

É nessa época que as cores dos bois de Parintins – o azul do Caprichoso e o vermelho do Garantido – passam a ganhar destaque. Os torcedores dos bois garantem looks sempre ligados às cores de seus bois, mas é possível se divertir mesmo que ainda tenha sido escolhido por um deles, com tons neutros e cores coringas.

O curador de moda André Barbosa e a proprietária da loja Boiuna Amazônia, Ana Pereira, vivem na pele as emoções da temporada bovina e dão dicas do que usar para curtir a festa com segurança, conforto e estilo.

Confira as dicas de looks para o Carnaboi 2026:

Dicas de looks para quem quer curtir o Carnaboi 2026 com conforto e estilo

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Além de Caprichoso e Garantido: saiba quais bois do Manaus fazem parte do Carnaboi 2026

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Fotos: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

O Carnaboi 2026 promete agitar Manaus (AM) com duas noites de muito boi-bumbá no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo. Nesta sexta-feira (20) e no sábado (21), a festa que une a energia do carnaval com a magia do “dois pra lá, dois pra cá” terá 40 apresentações de artistas amazônidas e dos bois Caprichoso e Garantido.

Leia também: Carnaboi 2026: confira a programação do primeiro dia em Manaus

Mas além das agremiações que protagonizam o Festival Folclórico de Parintins, outros quatro bois-bumbás também estarão presentes no evento: Tira Prosa, Corre Campo, Garanhão e Brilhante.

Tradicionais no folclore manauara, os bois irão abrir as noites do Carnaboi 2026, que terá entrada gratuita para o público.

Conheça os quatro bumbás que fazem parte da memória e preservação da manifestação folclórica de Manaus:

Boi Tira Prosa

Uma das agremiações mais antigas de Manaus, a Associação Folclórica Cultural Manauara Boi Bumbá Tira Prosa foi criada em 13 de maio de 1944 e é o segundo boi mais velho ainda em atividade da capital amazonense.

Nascido na época que era comum a disputa dos bois na cidade, o Tira Prosa foi idealizado por Francisco Santiago (carinhosamente apelidado de ‘Tutu’), José Ribamar, Zeca Pepira, Raimundo de Oliveira e Alberto Ferreira (o mestre Orelhinha), na então comunidade da Boca do Emboca, o atual bairro de Santa Luzia, na zona sul de Manaus.

Inicialmente, o Curral do Boi foi armado na Avenida Leopoldo Péres, em frente à Delegacia de Polícia. Em seguida, foi transferido para o campo da Igreja de Santa Luzia. O atual presidente do Tira Prosa é Ronaldo Matos, que desde criança é apaixonado pelo boi, desde quando morava na comunidade da Boca do Emboca. Em atividade até hoje, o bumbá é tido como símbolo de resistência da cultura popular.

Em 2025, o Tira Prosa foi vice-campeão do Festival Folclórico do Amazonas, com a apresentação do tema ‘Amazônia Livre’, onde fez uma celebração à mãe de todas as águas, às riquezas da biodiversidade, da cultura e das tradições que integram a identidade do povo amazônida.

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Boi Tira-Prosa, o segundo boi bumbá mais antigo de Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Boi Corre Campo

Conhecido também como ‘Boi do Mapa’, o Corre Campo é o grupo folclórico mais antigo em atividade em Manaus e o terceiro no Amazonas. Ele foi criado em 1942, no bairro Cachoeirinha, zona sul da capital, pelos jovens Astrogildo Santos, Wandi Santos, Dionísio Gomes, Mauro Santos e Antônio da Silva.

A decisão foi motivada após o ‘Garrote Tira Teima’, localizado na rua Urucará, encerrar as atividades. Com isso, criou-se um novo boi e uma nova referência folclórica para os moradores do bairro.

O nome do bumbá foi escolhido pelo fundador Wandi Santos, durante uma reunião. E as cores ficaram definidas em vermelho, branco e marrom, assim como o mapa da Brasil, desenhado no meio da testa do boi.

Com o passar das décadas, começou a se tornar parte da história de Manaus, com apresentações marcantes e históricas. É o atual heptacampeão do Festival dos Bois de Manaus.

Boi Corre Campo é o mais antigo em atividade em Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Boi Brilhante

Criado em 1982 no bairro Praça 14 de Janeiro, o Boi Bumbá Brilhante teve o nome escolhido por sorteio feito pela comunidade. Fundado por Vilson Santos, o Coca, ficou famoso por revelar talentos e levá-los ao Festival de Parintins.

Brilhante nasceu de uma brincadeira entre amigos na década de 1960, assim como os diversos bois que acirravam disputas entre ruas, bairros e comunidades.

Por influência do pai Edmilson Alves da Costa, que havia fundado a então ‘tribo Manaús’, Coca foi para o Boi Caprichoso e posteriormente para o extinto ‘Garrote Malhado’. Passou pelo Boi Bumbá Corre Campo, até que, em 1982, ele decidiu fundar o próprio Bumbá.

O Boi Bumbá Brilhante conquistou o título do 67º Festival Folclórico do Amazonas, somando 339,3 pontos. O espetáculo vencedor apresentou o tema “Terra-Folclore”, em uma narrativa que celebrou a identidade cultural nordestina e sua fusão com as raízes amazônicas.

Boi Brilhante é o atual campeão do Festival Folclórico do Amazonas. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Boi Garanhão

Criado em 1991, o boi Garanhão, também conhecido como o ‘Boi da Cidade Alta’, no reduto do bairro Educandos, zona sul de Manaus, surgiu a partir de um sonho dos moradores da região, de criar um grupo folclórico capaz de fortalecer a tradição cultural dos bois-bumbás.

O nome Garanhão foi proposto por Ivo Morais, em homenagem ao boi-bumbá Garantido, e a cor preta do boi em homenagem ao boi-bumbá Caprichoso.

Ao todo, o Boi Garanhão acumula 14 títulos de campeão do Festival Folclórico do Amazonas. Marcado pelas cores verde e branca, o bumbá surgiu da necessidade de se possuir uma manifestação cultural depois que a competição da dança folclórica ‘Caninha Verde’ deixou de existir.

Nascido no Educandos, boi Garanhão é uma das agremiações mais novas de Manaus. Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas

Carnaboi 2026

O Carnaboi chega à 25ª edição e acontece nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Centro de Convenções Professor Gilberto Mestrinho, o Sambódromo de Manaus, a partir das 19h. Este ano as noites são temáticas e a entrada é gratuita.

Para quem não puder ir até o evento, o Carnaboi terá transmissão ao vivo pelo Grupo Rede Amazônica, por meio de diversas plataformas, como o Portal Amazônia e o g1 Amazonas, e pela televisão nos canais Amazon Sat e Rede Amazônica. Serão dois horários na televisão aberta:

Sexta-feira (20/02)

Amazon Sat: 19h30 às 21h
Rede Amazônica: 22h20 às 00h15

Sábado (21/02)

Amazon Sat: 21h às 22h30
Rede Amazônica: 23h30 às 00h5

Os canais digitais seguem: Portal Amazônia no horário do Amazon Sat, e g1 Amazonas no horário da Rede Amazônica.

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Criação da Universidade Federal Indígena é aprovada na Câmara

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Deputados aprovaram o Projeto de Lei 6132/25, que agora segue para o Senado. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6132/25, do Poder Executivo, que cria a Universidade Federal Indígena (Unind), em Brasília, podendo ser constituída de forma multicêntrica, com campi nas regiões do Brasil para atender as especificidades da presença dos povos indígenas no país.

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O texto contou com parecer favorável da relatora, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), e será enviado ao Senado. A deputada afirmou que a nova universidade propõe um modelo de conhecimento alinhado aos desafios contemporâneos do Brasil, como a garantia da justiça climática, a proteção dos biomas, a sustentabilidade dos territórios, a valorização das línguas indígenas e a produção científica interepistêmica (a várias mãos) e intercultural.

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“Reconhecer um espaço de educação superior construído a partir dessas epistemologias reafirma o protagonismo indígena na construção de respostas aos desafios contemporâneos, em especial à crise climática”, disse.

Deputada relatora da criação da universidade indígena
Deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), relatora da proposta aprovada. Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Para a deputada, a criação da universidade representa um marco histórico na consolidação de uma política de Estado voltada à efetivação dos direitos educacionais, culturais, territoriais e epistêmicos (de ser levado a sério) dos povos indígenas do Brasil.

“É uma reparação histórica e epistemológica ao direito dos povos indígenas a terem acesso aos espaços formais de produção, validação e circulação do conhecimento científico”, afirmou Célia Xakriabá.

O estatuto da nova autarquia definirá sua estrutura organizacional e forma de funcionamento, observado o princípio de não separação das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Nova universidade indígena

De acordo com o projeto, a nova universidade terá como objetivos, entre outros:

  • ministrar ensino superior, desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária;
  • produzir conhecimentos científicos e técnicos necessários ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas, em diálogo com sistemas de conhecimentos e saberes tradicionais;
  • valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas;
  • promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem-viver dos povos indígenas; e
  • valorizar, preservar e difundir os saberes, as culturas, as histórias e as línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.

Imóveis da União

Além de outros bens, legados e direitos doados, a Unind contará com bens móveis e imóveis da União que o projeto permite doar para a instituição começar a funcionar administrativament

A autarquia contará ainda com receitas eventuais, a título de remuneração por serviços prestados compatíveis com sua finalidade; e de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades e organismos nacionais e internacionais.

Reitor temporário

O ministério nomeará o primeiro reitor e o vice-reitor com mandato temporário até que a universidade seja organizada na forma de seu estatuto. Caberá ao reitor temporário estabelecer as condições para a escolha do reitor de acordo com a legislação

Dentro de 180 dias da nomeação do reitor e vice-reitor temporários, a instituição enviará ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento geral. Os cargos de reitor e vice-reitor serão ocupados obrigatoriamente por docentes indígenas.

Concurso público

Após autorização de lei orçamentária, a instituição poderá organizar concurso público de provas e de títulos para o ingresso na carreira de professor do magistério superior e na carreira de técnico-administrativo.

No entanto, haverá critérios específicos que assegurem percentual mínimo de seleção de candidatos indígenas, observadas regras da Lei de Cotas (Lei 15.142/25).

A Unind poderá ainda estabelecer processos seletivos próprios, ouvidas as comunidades indígenas e consideradas as diversidades linguística e cultural.

Debate em Plenário

Durante o debate sobre o projeto, o líder do PT, deputado Pedro Uczai (SC), ressaltou que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) permite a criação de universidades especializadas por campo de saber. “Permite o campo do saber da sabedoria ancestral, para fazer justiça com os povos originários e o conhecimento ancestral, cientificamente comprovado.”

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que os Estados Unidos criou sua primeira universidade indígena em 1884. “Tem 142 anos de atraso que os povos indígenas no Brasil aguardam”, disse.

Já o deputado Tião Medeiros (PP-PR) questionou o que viu como segregação ao criar a instituição. “Por que fazer uma segregação? Por que não podem estar em uma universidade com os outros? Tem de criar uma coisa separada”, criticou.

Essa foi a mesma argumentação do deputado Bibo Nunes (PL-RS). “Nada contra indígena, mas faça o seu curso em qualquer universidade. Universidade é para todos”, defendeu.

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que os povos indígenas estão na sociedade brasileira, mas com sua especificidade. “Essa universidade vai valorizar um saber único, específico, com o qual nós, dito civilizados, temos muito de aprender”, afirmou.

*Com informações da Agência Câmara