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Série Glocal Amazônia 2025: “Amazônia é cultura, vida e cura”, afirma Isabelle Nogueira

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Isabelle Adriana Nogueira Dias. Mas para o público: Isabelle Nogueira. Nascida em Manaus, no Amazonas, Isabelle construiu uma trajetória marcada pela dança, pela defesa da cultura amazônica e, mais recentemente, pela responsabilidade de representar o Amazonas no Brasil e no mundo, tonando-se uma das vozes mais potentes da Amazônia atualmente.

Dançarina, empresária, professora, autora de literatura infantojuvenil e influenciadora digital, ela atua desde 2018 como Cunhã-Poranga do Boi-Bumbá Garantido, um dos personagens mais emblemáticos do Festival Folclórico de Parintins. Em 2024, ganhou visibilidade nacional ao participar da vigésima quarta edição do Big Brother Brasil, e, pouco tempo depois, tornou-se oficialmente embaixadora do festival.

Por essa trajetória em que sua voz como amazônida segue em crescente, Isabelle foi uma das convidadas Glocal Amazônia 2025 em Manaus (AM). Pela segunda vez a influenciadora é convidada a participar do evento que busca por soluções para a Amazônia. Dessa vez, Isabelle participou do segundo dia do evento, em 29 de agosto, dia dedicado ao tema “Escolas e Universidades”, reverberando pensamentos sobre como a educação pode ser transformadora.

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Painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’ foi formado por Adanilo, Isabelle Nogueira, Robério Braga e Jandr Reis. Foto: Rebeca Almeida/Portal Amazônia

Neste contexto, o evento buscou reunir especialistas, artistas, lideranças e representantes da sociedade civil para debater sustentabilidade e cultura.

Isabelle foi um dos destaques do painel ‘Da Amazônia para o Mundo – Arte e Cultura como Potência Global’. Sob o ponto de vista de sua arte, ela ressaltou a importância de realizar grandes encontros na Região Norte como forma de ampliar o protagonismo da Amazônia:

“Uma das formas de expandir a Amazônia é trazer grandes eventos para Manaus, para o Amazonas. Aqui a gente tem essa oportunidade de debater assuntos que são extremamente necessários para a nossa terra. Precisamos ter mais encontros como esse, com palestras, oficinas e debates que movimentam o Brasil e o mundo, mas que também têm que acontecer aqui, para que o Amazonas esteja sempre no topo. Além de tudo, isso gera um giro econômico dentro da economia criativa, que é essencial para fortalecer nossa região”, afirmou.

Para Isabelle, eventos como a Glocal funcionam também como preparação para a COP 30, que será realizada em Belém (PA) este ano. Ela considera o encontro um marco histórico, já que trará delegações de todo o mundo para discutir os rumos do planeta em território amazônico.

“A COP 30 é um evento extremamente necessário. É um momento de debate e de tomadas de decisão em prol da humanidade. Ter a COP 30 aqui é mostrar nossa força, nossa cultura e nossas experiências para o mundo. É também lutar pela preservação da fauna, da flora e da nossa identidade cultural e ancestral. Eu acredito que teremos decisões importantes que impactarão de forma positiva não apenas o Brasil, mas o mundo todo”, avaliou.

Cultura, vida e cura

Mais do que um palco de disputas climáticas, Isabelle enxerga a Amazônia como um organismo vivo, repleto de possibilidades e significados. Seu discurso tem sido marcado pela ideia de que a floresta e seu povo não devem ser vistos de forma única ou simplista.

“Eu costumo falar que a Amazônia é cultura, vida e cura. Cura, porque muita gente ainda reduz a Amazônia a uma bandeira única, quando, na verdade, ela é múltipla e multicultural. Ela é vida, com nossa medicina tradicional. Ela é cura, com toda a sabedoria ancestral que carregamos. Tudo é sobre a Amazônia: desde a fibra de um acessório indígena até um biocosmético feito a partir do tucumã, fruto que nós consumimos no dia a dia, mas que hoje já é usado por grandes empresas”, destacou.

Representante do boi-bumbá de Parintins, ela ainda fez questão de lembrar que a Amazônia está presente em diferentes manifestações culturais do Brasil. Isso porque, por exemplo, artistas parintinenses contribuem nos carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo, festa popular considerada a maior do país.

“Quando o mundo assiste ao Carnaval, lá também está a Amazônia, porque nossos artistas estão ali, levando parte da floresta para essa celebração. Por isso, precisamos enxergar a Amazônia como um todo: cultura, gastronomia, turismo, arte, música, moda e saberes tradicionais”.

Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia

Identidade

No painel da Glocal, Isabelle também abordou o tema da identidade cultural e o sentimento de pertencimento como elementos fundamentais para fortalecer a Amazônia e gerar transformação social. Segundo ela, reconhecer a ancestralidade e ter orgulho das próprias raízes é o que garante que a cultura local se projete nacional e internacionalmente.

“Eu vejo que pertencimento é sinônimo de orgulho. Primeiro, precisamos de autoconhecimento. Depois, de orgulho do nosso pertencimento. Da nossa ancestralidade, da nossa forma de falar, da nossa gíria, da nossa vestimenta. Quando você se orgulha disso, você leva a cultura do seu povo para o mundo. Foi assim com outras culturas que hoje são conhecidas no Brasil inteiro: seus povos se orgulharam de suas raízes e explanaram sua identidade”, explicou.

Ela contou ainda um episódio que simboliza esse processo de inspiração: “Uma pessoa me disse que, depois de me acompanhar, abriu uma gaveta onde tinha um brinco de pena guardado há anos e voltou a usar. Isso é pertencimento. Quando alguém se identifica no orgulho do outro, passa a assumir sua própria identidade também. E é isso que movimenta a economia criativa, o turismo, a gastronomia. É isso que gera mais visibilidade para a Amazônia”.

Foto: Thay Araújo

A voz da Amazônia

Entre a dança, a representatividade cultural e a presença em grandes debates, Isabelle Nogueira tem se consolidado em um papel de liderança para além dos palcos do Bumbódromo de Parintins.

Seu discurso é, ao mesmo tempo, de afirmação cultural e de esperança para um futuro sustentável. Ao falar da Amazônia, Isabelle lembra que ela não é apenas uma floresta a ser preservada, mas uma fonte inesgotável de cultura, conhecimento e inovação. Ela usa sua voz para educar o mundo sobre o que, de fato, representa a Amazônia para o mundo.

“Hoje, com o espaço que tenho, sei que tenho a missão de levar essa mensagem adiante. Mas não é só sobre mim: é sobre cada amazônida, cada pessoa que carrega essa identidade. A Amazônia é profunda, é múltipla e é essencial para o futuro do planeta. Por isso, digo sempre: ela é cultura, vida e cura”.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

O que foi dito na Glocal? Confira alguns comentários de destaque durante a 3ª edição em Manaus

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A terceira edição da Glocal Experience Amazônia, realizada em Manaus (AM) entre os dias 28 e 30 de agosto, reuniu diversos representantes públicos e privados, especialistas, artistas e a população amazonense para debater soluções para o futuro da Amazônia.

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Entre tantos debates e conversas, diversos comentários mostraram o quanto os participantes tem se envolvido com o propósito de manter a região sustentável e viva para garantir seu futuro. Confira alguns deles:

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

Do murumuru ao mundo: mulheres moldam bioeconomia acreana com saber ancestral e cuidado com a floresta

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Murumuru. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Em passos firmes e apressados, elas cruzam trilhas conhecidas da floresta com a precisão de quem sabe o destino e o sentido da colheita. Na cabeça, lenços ou chapéus protegem do sol enquanto os olhos atentos vasculham o chão em busca dos coquinhos caídos das palmeiras, sementes de um ouro vegetal que alimenta sonhos e sustenta famílias: o murumuru. É desse caroço que se extrai o óleo que chegou às prateleiras das maiores indústrias de cosméticos do país, e que carrega o nome do Acre muito além de suas fronteiras.

Leia também: Murumuru: semente popular no mundo da beleza pode ser utilizada na construção civil

Por trás da produção está o protagonismo feminino. Em Cruzeiro do Sul, um grupo de mulheres se destaca na coleta dessa riqueza natural, garantindo renda digna e resistência para centenas de lares. Entre elas, Raimunda Gomes, já aposentada, continua na lida para somar à renda de casa, mas também pela alegria de compartilhar esse momento de união.

“Meus filhos dizem que não preciso mais trabalhar com isso, mas eu gosto. Tem muita mulher junto, e a gente se ajuda, conversa, se fortalece”, conta enquanto suas mãos calejadas brincam com os coquinhos recém-recolhidos.

Em Cruzeiro do Sul, um grupo de mulheres se destaca na coleta dessa riqueza natural, garantindo renda digna e resistência para centenas de lares. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Com a mesma sabedoria que guia a colheita, vem também a consciência ambiental. Raimunda lamenta o avanço das queimadas. “Não é certo colocar fogo. A gente precisa disso aqui. Quem queima é quem acha que não precisa”.

Onde o murumuru floresce, o Acre se revela

A história de Maria Lisbete da Páscoa também atravessa décadas e fronteiras. Ainda adolescente, começou a trabalhar com os coquinhos no Pará. Veio para o Acre após o casamento e logo se integrou à atividade, ensinando a filha, Antônia Cauane, a arte da coleta.

Hoje, juntas, elas chegam a reunir sete sacas em um único dia. Com o apoio da Cooperativa dos Produtores de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Nova Cintra (Coopercintra), os frutos viram manteiga de murumuru, produto nobre que abastece marcas renomadas como a Natura.

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“Nós que carregamos. Os meus homens somos nós mesmas”, brinca Lisbete. “Ensinei minha filha desde pequena. Ela chorava querendo ir pra mata, com medo, mas agora vem com seu balde”.

Lisbete também se entristece com a destruição da mata: “Chorei quando vi as palhas tudo pretas de queimada. Estavam queimando onde a gente tira o pão de cada dia”.

Maria Elice da Silva, 59 anos, conhece cada curva das estradas de barro que levam à área de coleta. Há 10 anos dedica-se à atividade, seis deles fornecendo para a Coopercintra. Para ela, o trabalho é mais que sustento, é independência.

“É gratificante. Às vezes falta dinheiro, mas vem o dia da coleta e traz alegria. Na mata, a gente se espalha, depois se junta pra almoçar, rir, conversar”.

mulheres coleta murumuru
Com o murumuru como principal oleaginosa coletada no estado, a cooperativa não apenas garante renda, mas também estrutura e expansão. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Mulheres, floresta e a bioeconomia que transforma

Com o murumuru como principal oleaginosa coletada no estado, a cooperativa não apenas garante renda, mas também estrutura e expansão. A Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) é peça chave nesse avanço. Além de ceder o terreno onde funciona a miniusina da cooperativa, ela investe em formação para mulheres e jovens, preparando-os para um futuro sustentável e valorizando saberes tradicionais.

“Daqui uns dias o futuro realmente são essas pessoas, então a gente tenta fazer com que esses jovens tenham uma fixação na zona rural e só vão ficar se verem que tem um comércio, um produto que vão ganhar dinheiro com isso. Então, ofertamos cursos específicos para a comunidade jovem e mulheres e, também, porque temos uma busca de fontes financiadoras que visam esse gêneros”, explica Suelem Farias, diretora técnica da Funtac.

A Funtac trabalha com captação e destinação de recursos, como o REM KfW, para o fortalecimento da bioeconomia. As capacitações são feitas separadas, para jovens e mulheres, segundo Suelen, respeitando também a atuação de cada grupo.

“Nós sabemos também que a mulher é mais cuidadosa na hora que vai embalar, limpar o caroço, etiquetar, é ela que realmente faz toda essa parte de maior detalhamento”, explica. Esse cuidado também se reflete na consciência ecológica que permeia a cadeia extrativista. Não apenas colhem: preservam, respeitam e entendem que o futuro está na floresta viva.

Num tempo em que a bioeconomia se firma como aposta para o Brasil, o murumuru do Acre mostra que há potência em cada amêndoa e sabedoria em cada mulher. Foto: Pedro Devani/Secom AC

Desburocratização

No fim de junho, o governo do Acre fez história ao pagar, pela primeira vez em quase três décadas, a subvenção do murumuru diretamente na conta dos extrativistas, uma conquista que trouxe dignidade, segurança e agilidade ao processo.

A nova metodologia, prevista na Lei Estadual nº 1.277/1999 e oficializada pelo Decreto nº 1.564/2024, foi implementada por determinação do governador Gladson Camelí, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).

“Essa decisão me deixou muito feliz. Criamos a divisão do subsídio para atender exclusivamente os extrativistas, porque antes ela era fundida a outras áreas”, explica o secretário de Agricultura, José Luis Tchê.

Segundo ele, o pagamento era constantemente atrasado por erros em CPF ou ausência de assinatura. O governo decidiu desburocratizar e pagar diretamente aos trabalhadores.

“Por solicitação do governador, decidimos resolver de vez a vida dos nossos extrativistas. Fizemos parceria com o Banco do Brasil e já pagamos mais de 70 extrativistas diretamente na conta. O projeto-piloto funcionou e vamos seguir nesse formato”, garante Tchê.

Num tempo em que a bioeconomia se firma como aposta para o Brasil, o murumuru do Acre mostra que há potência em cada amêndoa e sabedoria em cada mulher. É a floresta que nutre, sustenta e ensina, e são elas, guardiãs das raízes, que garantem que esse ciclo se repita, com equilíbrio, fé e coragem.

*Com informações do Governo do Acre

4 dicas de saúde para aproveitar ao máximo os shows na 54ª Expofeira do Amapá

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Palco da Arena Rio Amazonas. Foto: Arthur Alves/GEA

A 54ª Expofeira do Amapá começou e com ela a maratona de shows e eventos culturais, esportivos e muito mais no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. A programação começou neste sábado (30), com atrações em dose dupla: Calcinha Preta e Limão com Mel, na Arena Rio Amazonas. Mas para quem ainda vai curtir os próximos shows, manter a saúde em dia é essencial para aproveitar sem imprevistos.

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) preparou um guia rápido de orientações práticas com a colaboração do clínico geral, Luan Torrinha, que atua na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte, para garantir que a diversão não vire dor de cabeça. Confira:

DICA 1: antes de sair de casa: alimentação leve e preparação física

Evite sair em jejum ou exagerar em comidas pesadas. Prefira refeições leves e nutritivas, como frutas, saladas, sucos naturais ou sanduíches integrais. Isso evita indisposição durante os shows.

Além disso, fazer um alongamento simples pode ajudar os músculos a suportarem melhor o tempo em pé ou sentado na arena. “É uma dica simples, mas que faz toda a diferença. Previne dores e até cãibras”, diz o médico.

DICA 2: conforto, proteção e hidratação são essenciais na arena

Quem costuma chegar cedo para garantir um bom lugar sabe que o calor e o movimento podem desgastar rápido. Para driblar isso, roupas leves, sapatos confortáveis, chapéu e protetor solar são indispensáveis.

“A dica de ouro, no entanto, é a hidratação. Leve sua garrafinha e beba água regularmente, principalmente se estiver consumindo bebidas alcoólicas. Álcool e calor desidratam muito rápido. Por isso, alterne o consumo com água e evite exageros e misturar bebida alcoólica com energéticos”, reforça o clínico.

Se for beber, nada de dirigir depois. Priorize transporte por aplicativo, táxi ou carona de amigos.

DICA 3: cuidado com os ouvidos e com a higiene pessoal

A empolgação é grande, mas atenção ao volume: evite ficar colado nas caixas de som. Além de garantir sua segurança auditiva, você poderá curtir melhor a música sem sair com aquele zumbido chato no ouvido.

A higiene também é parte do autocuidado: use álcool em gel, leve lenços umedecidos e, sempre que possível, lave as mãos. Evita contaminações e garante mais bem-estar no dia seguinte.

DICA 4: depois do show, o descanso é saúde

Chegou em casa? Nada de ir direto dormir com fome. Faça um lanche leve, tome um banho e se prepare para uma boa noite de sono. “Dormir bem é essencial para recuperar as energias e continuar aproveitando a programação nos dias seguintes”, completa o clínico geral.

E se sentir qualquer mal-estar como tontura, fraqueza ou dor forte, procure imediatamente o posto médico do evento.

Saúde na Expofeira

Para garantir total assistência ao público, a Sesa organizou dois pontos fixos de atendimento de urgência e emergência, funcionando diariamente, das 18h até o encerramento da programação. Cerca de 25 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos, estarão de plantão. A estrutura terá ainda leitos de observação e atendimento farmacêutico.

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuará com duas ambulância de prontidão: uma Unidade de Suporte Avançado (USA) equipada como UTI móvel, com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e condutor; e uma Unidade de Suporte Intermediário (USI), destinada a atendimentos clínicos, estabilização e encaminhamentos a rede hospitalar.

Já o programa Mais Sorriso, coordenado pela cirurgiã-dentista e primeira-dama do Estado, Priscilla Flores, levará saúde bucal com consultas odontológicas gratuitas aos trabalhadores rurais. Os atendimentos ocorrerão das 9h às 13h, e contarão com trailers modernos, além de uma equipe de profissionais especialistas. Durante à noite, haverá atividades educativas com orientações lúdicas ao público infantil.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Pesquisadores de Mato Grosso e parceiros criam bioinsumo contra percevejos

Pesquisadores de Mato Grosso. Foto: Sérgio Moraes/Fundacão Guamá

O Laboratório de Entomologia do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), recebeu a comitiva do Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (IST Alimentos e Bebidas) e da empresa Sistêmica Kovê Ltda. O encontro resultou na formalização de um acordo técnico que marca o início de um relevante projeto de pesquisa científica.

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Pesquisadores de Mato Grosso
Pesquisadores de Mato Grosso e parceiros criam bioinsumo contra percevejos. Foto: UFTM

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O objetivo central é desenvolver um bioinsumo inovador à base de parasitoides — organismos considerados inimigos naturais, com elevado potencial para o controle biológico de percevejos, pragas de grande impacto econômico em diversas culturas agrícolas.

A Sistêmica Kovê Ltda., com ampla experiência no desenvolvimento e aplicação de tecnologias para o controle biológico de pragas em culturas como eucalipto, soja, milho e mandioca, foi a responsável por propor a parceria com a UFMT, Câmpus Sinop. A iniciativa reafirma o compromisso da empresa com a adoção de soluções sustentáveis no setor produtivo, agora também em Mato Grosso, contribuindo efetivamente para uma agricultura mais eficiente e ambientalmente responsável.

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Pesquisadores de Mato Grosso e parceiros criam bioinsumo contra percevejos. Foto: UFTM

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O projeto contará ainda com o apoio de duas instituições parceiras estratégicas: a EMBRAPA Agrossilvipastoril e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), fortalecendo a integração entre ciência, tecnologia e setor produtivo.

A docente Janaina De Nadai Corassa integra também o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA/ICAA/UFMT), evidenciando a relevância acadêmica da iniciativa. Além de gerar conhecimento científico e promover inovação sustentável no agronegócio, o projeto desempenhará papel fundamental na formação de recursos humanos altamente qualificados.

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Pesquisa. Foto: Michel Rocha Baqueta

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Paralelamente, o Laboratório de Entomologia passa por um processo de modernização, com melhorias e ampliações em suas estruturas de criação e experimentação com agentes biológicos, a fim de atender plenamente às demandas do novo projeto.

Essa parceria representa um marco significativo na busca por soluções sustentáveis e eficazes para o manejo de pragas agrícolas, reafirmando o compromisso do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA/CUS/UFMT) e dos parceiros com a inovação tecnológica, a excelência científica e o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário.

A pesquisa

A pesquisa é do Laboratório de Entomologia do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais (ICAA), do Câmpus de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sob a coordenação da docente Janaina De Nadai Corassa.

*Com informações da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)

Glocal Amazônia 2025 completa programação cultural com feira criativa e shows; fotos

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Foto: Thay Araújo

A Glocal Amazônia 2025 também é cultura. Para estimular a participação do público, o evento em Manaus (AM) também contou com apresentações de música aguardadas por quem estava acompanhando a terceira edição.

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O Largo de São Sebastião abrigou a Feira Criativa e ainda o palco Glocal Fest, que contou com os bois-bumbás de Parintins e atrações musicais locais. Veja como foi:

Glocal Amazônia 2025 contou com uma feira criativa no Largo de São Sebastião. Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
feira criativa glocal 2025
Foto: Thay Araújo
Apresentações culturais de dança e música foram realizadas no Teatro Amazonas. Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Uendel Pinheiro abriu a sequência de shows realizados no evento. Ele cantou no dia 29 no Palco Fest. Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
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O boi-bumbá Caprichoso também se apresentou no Palco Fest no dia 29. Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
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Foto: Thay Araújo
O boi-bumbá Garantido fechou o evento com uma apresentação no dia 30. Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo
Foto: Thay Araújo

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

11 dúvidas e respostas sobre a 54ª Expofeira do Amapá

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Foto: Arthur Alves/GEA

Com o início da 54ª Expofeira do Amapá algumas dúvidas surgem. Para aproveitar melhor a programação econômica, sustentável e cultural do evento, que vai até 7 de setembro, confira algumas informações importantes:

Que horas começa a programação?

Durante a manhã e tarde, a Expofeira se torna um espaço de conhecimento, com a realização de palestras, cursos, encontros, oficinas e alguns serviços institucionais. A programação cultural, com os shows, exposições, parque de diversões e gastronomia, iniciam a partir das 17h.

Os shows nacionais na 54ª Expofeira são gratuitos?

Sim! Os shows nacionais e locais são totalmente gratuitos para a público. As atrações acontecem na Arena Amazonas, com espaço amplo, segurança e estrutura moderna. A Arena ainda conta com uma área PCD com o dobro da capacidade do ano anterior. Haverá a comercialização de camarotes por parte de boates, sendo uma escolha opcional do espectador adquirir ou não o ingresso.

Posso levar a cuba com bebida para os shows da 54ª Expofeira?

Vai ter cuba, sim! Será permitida a entrada de cubas durante os shows, mas apenas com bebidas em latas e garrafas plásticas. Não é permitido objeto cortante, perfurante, que coloque em risco a integridade física dos participantes, como garrafas de vidro, navalha, bisturi, faca, lâmina de barbear.

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Vai ter transporte gratuito?

Com certeza! Durante os 9 dias de programação o público poderá acessar o Parque de Exposições da Fazendinha de forma totalmente gratuita, das 18h às 6h. São 29 ônibus das linhas intermunicipais da região metropolitana, que estarão sinalizados com adesivos.

É permitido levar crianças?

Sim. Mas, todos os menores de idade devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis. Além disso, serão disponibilizadas pulseiras de uso obrigatório com dados pessoais dos pais ou responsáveis nos portões do evento.

Como serão os serviços de inclusão e acessibilidade?

O evento conta, em todo o Parque de Exposições, com rota de acessibilidade, incluindo rampas, sinalização e banheiros adaptados. 7% das vagas estarão reservadas para pessoas com deficiência e idosos. Intérpretes de Libras estarão disponíveis no palco principal e durante visitas de grupos. 

Haverá visita guiada com áudio-descrição, Central da Mulher, Espaço de Aleitamento Materno e kits sensoriais para crianças com TEA (abafador auricular). O atendimento será humanizado, com 6 pontos de hidratação e áreas reservadas próximas aos palcos, além de uma Estação de Saúde Preventiva.

Foi preparado algum planejamento de segurança para o evento? 

Com certeza! A segurança dos visitantes é uma das prioridades da 54ª Expofeira, com com reforço de 35% no efetivo e parcerias inéditas, dentro e no entorno do Parque de Exposições da Fazendinha. Serão mais de 500 agentes em atuação diária das polícias Civil, Militar, Penal, Científica e do Corpo de Bombeiros.

Em caso de emergência médica, o que fazer?

Em qualquer tipo de emergência durante a Expofeira, haverão dois postos médicos fixos coordenados pela Secretaria de Estado da Saúde, compostos por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As equipes reforçadas serão formadas por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que estarão direcionados exclusivamente aos atendimentos em saúde do evento.

Qual o melhor jeito de chegar à 54ª Expofeira? 

Para evitar grandes congestionamentos devido ao intenso fluxo neste período, a orientação é que as pessoas optem por deixar o veículo em casa e utilizem o transporte coletivo ou alternativo durante a 54ª Expofeira. Para acompanhar em tempo real o trânsito, o Detran-AP implantou a Central de Monitoramento de Tráfego, com câmeras espalhadas ao longo da Rodovia Josmar Chaves Pinto. Nesta edição, o estacionamento no entorno do parque é proibido.

O que posso levar para a 54ª Expofeira?

Cubas, garrafas de plástico e latas serão permitidas, objetos cortantes e de vidro serão barrados na entrada como forma de garantir a segurança de todos.

A 54ª Expofeira oferece riscos de quedas de energia em Macapá?

É fake! Toda a estrutura para realização da feira foi preparada pela CEA Equatorial, empresa responsável pelo serviço. Não há riscos de falta de energia em Macapá ocasionadas especificamente pela realização do evento.

Expofeira na Rede

A Expofeira na Rede tem o objetivo de valorizar e ampliar o impacto social, cultural, econômico e turístico da tradicional ExpoFeira do Amapá. É uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio do Grupo Equatorial, Tratalyx e Governo do Amapá.

Turismo de pesca movimenta a Amazônia e fortalece gastronomia regional sustentável

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Turismo de pesca movimenta a Amazônia. Foto: AmazonsaTur

Entre os meses de setembro e março, o interior do Amazonas, especialmente os municípios de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, no alto rio negro, se transforma em um dos destinos mais procurados por praticantes da pesca esportiva no Brasil e no mundo. A região é considerada o principal polo nacional de pesca do tucunaré, peixe símbolo da modalidade pesque-e-solte, que valoriza o contato com a natureza e a preservação da biodiversidade local.

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Turismo de pesca movimenta a Amazônia
Turismo de pesca movimenta a Amazônia. Foto: Joshua Rains

Leia também: No Mato Grosso, turismo de pesca movimenta cerca de R$ 500 milhões por ano

De acordo com a Associação Brasileira de Pesca Esportiva (ABAPE), a atividade movimenta mais de R$ 2 bilhões ao ano no país, com o Amazonas liderando em atratividade para turistas estrangeiros e brasileiros de alto poder aquisitivo. Em 2023, o município de Barcelos, a 436 quilômetros de Manaus, recebeu mais de 10 mil visitantes voltados exclusivamente à pesca, segundo estimativas do setor.

Mas o impacto do turismo vai além dos rios. A capital, Manaus, principal porta de entrada para os viajantes, também se beneficia diretamente, especialmente por meio da gastronomia regional. Restaurantes especializados em peixes amazônicos vêm se consolidando como parada obrigatória na jornada desses turistas.

O Grupo Engenho, que atua tanto com experiências imersivas de sabores regionais quanto com pratos de alto padrão. Com uma proposta sustentável, optou por não incluir o tucunaré no cardápio, respeitando o ciclo da pesca esportiva.

Leia também: Plataforma digital conecta pescadores a experiências de turismo de pesca esportiva na Amazônia

O Grupo Engenho optou por não incluir o tucunaré no cardápio, respeitando o ciclo de turismo de pesca. Foto: Grupo Engenho

“É uma escolha ética e simbólica. O tucunaré é o peixe que nossos visitantes vêm buscar nos rios, praticando a pesca esportiva com devolução. Não faria sentido servi-lo em nossos pratos. Em vez disso, valorizamos outras espécies manejadas de forma consciente, como o tambaqui, aruanã, matrinxã e pirarucu”, explica Sidnei Dutra, diretor do Grupo Engenho.

A prática, segundo o empresário, tem sido bem recebida por clientes que se preocupam com o impacto ambiental de suas escolhas. Muitos, inclusive, chegam à região interessados em experiências que alinhem natureza, sabores e responsabilidade socioambiental.

Leia também: ‘Elas Pescando’: projeto impulsiona participação feminina em campeonatos de pesca esportiva em Rondônia

Gastronomia e turismo com olhar para o futuro

O modelo de atuação do Grupo Engenho vai ao encontro das tendências globais de turismo responsável, especialmente em um momento em que a Amazônia ganha protagonismo nas discussões sobre clima, biodiversidade e bioeconomia.

O Grupo Engenho optou por não incluir o tucunaré no cardápio, respeitando o ciclo da pesca esportiva. Foto: Grupo Engenho

Leia também: Balneário no Acre se transforma em atração turística “dupla” ao se tornar ponto de turismo de pesca

Com a realização da COP30 em novembro, em Belém (PA), cresce o interesse internacional por experiências sustentáveis na região. E o turismo de pesca – com sua dinâmica de baixo impacto, geração de renda local e valorização dos saberes da floresta – emerge como exemplo positivo.

“O turista que pesca o tucunaré e devolve ao rio não leva só uma foto de recordação. Ele leva uma nova percepção de mundo. Isso gera engajamento, gera cuidado com a floresta, e muitas vezes, fideliza o visitante”, afirma Rogério Perdiz, diretor do Grupo Engenho.

Dados do setor indicam que o ticket médio de um turista de pesca esportiva é até três vezes superior ao do turismo tradicional, o que fortalece economias locais, fomenta a cadeia gastronômica e incentiva a criação de empregos em regiões remotas.

Combinando vivência, sabor e propósito, a Amazônia se consolida como destino de alto padrão para viajantes em busca de experiências transformadoras. E iniciativas como a do Grupo Engenho ajudam a provar que preservar pode ser também um excelente negócio.

Masterclass na Glocal Amazônia destaca publicidade como aliada dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

A Glocal Amazônia 2025 segue com os debates de temas fundamentais para a formação social do amazônida. Na sexta-feira (29) o evento promoveu a masterclass ‘Criatividade com Propósito: Publicidade a Serviço das ODS’, discutindo como o setor publicitário pode ser um instrumento de transformação alinhado aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidades (ONU), que compõem a Agenda 2030.

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A palestra reuniu profissionais do Grupo Dreamers e da agência Artplan, que compartilharam experiências e cases de sucesso.

Débora Moura, head de Diversidade & Inclusão do grupo, ressaltou que as ODS podem orientar qualquer trabalho de comunicação.

“Quando nos inspiramos nas ODS, conseguimos transformar um briefing em algo que realmente gera impacto. É uma forma de aproximar o público do universo publicitário e mostrar situações em que a publicidade fez a diferença”, afirmou.

Cláudia Scott, líder do Grupo de Responsabilidade Social do Grupo Dreamers, destacou que os ODS não se limitam apenas à sustentabilidade ambiental.

“Muita gente associa o termo apenas a práticas sustentáveis, mas as ODS também têm um forte viés social. Trouxemos exemplos que mostram como é possível conectar pessoas e gerar oportunidades reais”, explicou.

Durante sua apresentação, Claudia apresentou o projeto ‘Futuros Sonhadores’, que há três anos apoia uma escola técnica pública do Rio de Janeiro voltada à formação em publicidade. Segundo ela, o simples contato dos alunos com profissionais do setor reduziu a evasão escolar de 14% para 0% já no primeiro ano de parceria.

Yuri Alcântara, diretor de Planejamento e Estratégia da Artplan, reforçou a importância do alinhamento entre propósito e estratégia.

“ODS e planejamento é um casamento perfeito. É no planejamento que identificamos os grandes insights, cruzamos dados e encontramos tensões que podem guiar a criação para desenvolver campanhas com propósito”, disse.

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A masterclass mostrou que, mais do que vender produtos, a publicidade pode inspirar mudanças sociais e ambientais, tornando-se uma ferramenta essencial para alcançar as metas globais da Agenda 2030.

Foto: Thay Araújo

O que são ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são 17 metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015, como parte da Agenda 2030, para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que todas as pessoas possam desfrutar de paz e prosperidade até o ano de 2030.

Eles abrangem diversas áreas como erradicação da pobreza e fome, saúde e educação de qualidade, igualdade de gênero, água potável, energia limpa, crescimento econômico e ação climática, e são um plano de ação para governos, empresas e cidadãos.

Oficinas da Glocal reúnem debates sobre moda amazônica e turismo regenerativo em Manaus

Oficinas da Glocal também focam em sustentabilidade

Já no último dia do evento, neste sábado (30), a programação incluiu mais duas oficinas com foco em sustentabilidade e também em inovação.

As atividades abordaram ‘Moda Amazônica’, conduzida pelo estilista Lucas Melquids, e ‘Turismo Regenerativo’, apresentada pela especialista Mariana Madureira.

A Glocal, que se consolida como um espaço de troca de experiências sobre a Amazônia, trouxe ao público reflexões sobre como diferentes áreas, como a moda e o turismo, podem atuar de forma mais consciente, promovendo valorização cultural e respeito ao meio ambiente.

Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

Durante sua oficina, Lucas Melquids destacou a moda como um instrumento de transformação social e cultural, ressaltando a importância de repensar os padrões de consumo. Para ele, a sustentabilidade deve estar presente em todas as etapas do processo criativo.

“O meu trabalho é fazer com que a moda seja uma ferramenta social, valorizando a cultura amazônica e, ao mesmo tempo, mostrando que esse valor precisa ser reconhecido fora daqui também. Quando falamos de sustentabilidade, é importante lembrar que a moda é um dos setores que mais poluem. E, por estarmos na Amazônia, temos ainda mais responsabilidade de pensar em soluções sustentáveis para esse mercado”, afirmou.

Em outra sala, Mariana Madureira conduziu a oficina sobre turismo regenerativo, conceito que vai além da sustentabilidade ao propor a recuperação de áreas e comunidades impactadas pela atividade turística.

Ela explicou como o setor pode se tornar um aliado na preservação ambiental e no fortalecimento de saberes tradicionais.

“O turismo regenerativo parte da ideia de reconstruir territórios e relações que foram degradados. Isso envolve populações indígenas, quilombolas, ribeirinhas e caboclas, que são fundamentais na manutenção desses espaços. É essencial que quem trabalha com turismo compreenda esses conceitos para não cair no uso superficial de termos, mas sim aplicar práticas reais que gerem impacto positivo”, destacou.

Foto: Hector Muniz/Portal Amazônia

As oficinas da Glocal mostraram como diferentes áreas do conhecimento podem convergir para um mesmo objetivo: encontrar caminhos que integrem desenvolvimento econômico, valorização cultural e preservação ambiental, fortalecendo a Amazônia como um polo de referência em sustentabilidade.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.

‘Uma Parintins mais Sustentável’ encerra a Glocal Amazônia 2025 com foco em cultura, turismo e meio ambiente

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Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

O último painel da Glocal Amazônia 2025, realizado em Manaus (AM), trouxe para o centro do debate a ilha tupinambarana e seu maior símbolo cultural: o Festival Folclórico de Parintins. Com o tema ‘Uma Parintins mais Sustentável’, a discussão mostrou como turismo, cultura e meio ambiente precisam caminhar lado a lado no presente e no futuro da cidade.

O painel foi mediado por Malu Sevieri, Head da Glocal na Dream Factory, que ressaltou a importância de enxergar o festival como uma vitrine da Amazônia para o mundo.

“Parintins é um dos pilares da cultura e turismo da região amazônica, mas não podemos pensar nisso sem sustentabilidade. A cada visita, levamos aprendizados para casa e repensamos nossos hábitos”, destacou.

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Quem abriu os debates foi a secretária municipal de Turismo de Parintins, Karla Viana Ferreira, apresentando dados sobre os avanços da cidade. Entre as ações citadas, estão a ampliação do uso do triciclo como transporte sustentável durante o festival, a coleta seletiva implantada desde setembro de 2024 e projetos inovadores como a destinação de resíduos das agremiações Caprichoso e Garantido para a produção de móveis e roupas, em parceria com o Sebrae.

“Trabalhamos para implantar uma Parintins do Futuro, onde o turismo seja consciente e preserve nossa cultura”, afirmou.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Na sequência, Fabrícia Arruda, secretária executiva adjunta de Gestão Ambiental da Sema, apresentou o projeto ‘Recicla, Galera’, que há quatro anos atua no município em conjunto com a associação local de catadores. O programa promove educação ambiental, logística reversa e descarte adequado dos resíduos gerados durante o festival.

“O Festival Folclórico é um dos maiores a céu aberto do mundo e gera um volume expressivo de resíduos. Nosso trabalho é dar a destinação correta e, principalmente, conscientizar moradores e visitantes”, explicou.

Quem produz o festival também esteve presente no debate. Rivaldo Pereira, diretor de eventos do Garantido, reforçou o compromisso da agremiação com a causa. “Hoje temos no galpão pessoas dedicadas a separar e reciclar resíduos das alegorias e fantasias. É uma honra mostrar que a cultura pode caminhar junto com a sustentabilidade e servir de exemplo para o nosso povo”, disse.

Encerrando a programação da Glocal Amazônia 2025, o painel evidenciou que Parintins é mais que um festival: é uma oportunidade de repensar práticas, inspirar mudanças e colocar a sustentabilidade como protagonista do desenvolvimento cultural e turístico da Amazônia.

Glocal Experience Amazônia 2025

A Glocal Experience Amazônia 2025 é idealizada e operada por DreamFactory, com realização da Fundação Rede Amazônica e tem o apoio de Bono Conta, Clube POP, Amazônica Net, Águas de Manaus, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Governo do Amazonas.