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Indígenas da etnia Araweté lançam Plano de Gestão Territorial e Ambiental

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Garantir a proteção do território, a valorização do modo de vida tradicional e o fortalecimento da autonomia comunitária do povo indígena Myde Araweté são alguns dos objetivos do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da Terra Indígena (TI) Araweté do Igarapé Ipixuna, no Sudoeste do Pará.

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O processo de construção do PGTA teve início em 2023 e incluiu oficinas temáticas, encontros comunitários, atividades de etnomapeamento e etnozoneamento, análise de ameaças, além da identificação de estratégias para fortalecer áreas essenciais, como saúde, educação, cultura, organização social e política, atividades de subsistência e o território, representando uma conquista para as 167 famílias que vivem nas 33 aldeias do território.

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Lançamento do Plano de Proteção Territorial (PPT). Foto: Jéssica Santana

“O PGTA é muito importante para nós, porque temos uma segurança de que nossa terra será protegida. Foram dois anos de trabalho, envolvendo as aldeias, os anciões, os agentes, todos atuando para construir o mapa das aldeias. Atingimos esse objetivo graças à parceria da Norte Energia, que ajudou a gente a desenvolver esse documento. Eu estou muito feliz de ver esse plano homologado”, conta o cacique, Awinhoo Araweté.

Essa é a terceira Terra Indígena a receber o documento na região do Médio Xingu. Além da TI Araweté, as TIs Koatinemo, Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu receberam o PGTA. Todo o planejamento e elaboração contou com apoio técnico da Norte Energia, por meio do Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) da Usina Hidrelétrica Belo Monte.

O documento foi orientado pelos conhecimentos tradicionais dos povos, em diálogo com lideranças, caciques, professores, pajés, jovens e outros representantes da comunidade, com base na Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), instituída pelo Decreto nº 7.747/2012.

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Plano de Proteção Territorial

Além do PGTA, os indígenas também lançaram o Plano de Proteção Territorial (PPT), que tem o objetivo de promover ações estratégicas para resguardar o território contra invasões, desmatamento, pesca ilegal e abertura de ramais clandestinos. O documento é composto por três eixos: controle, prevenção e gestão participativa. O PPT é um instrumento técnico, que expressa a responsabilidade ancestral de cuidar da floresta e fortalece a autonomia do povo Araweté.

Indígenas da etnia Araweté lançam Plano de Gestão Territorial e Ambiental.
Indígenas da etnia Araweté lançam Plano de Gestão Territorial e Ambiental. Foto: Jéssica Santana

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“A gente vai repassar para os nossos filhos, netos, o que é o PGTA e Plano de Proteção Territorial, e como isso contribui para proteger nossa terra”, ressalta o cacique.

Para a construção do Plano de Proteção Territorial, dez agentes ambientais, escolhidos pelos indígenas, participaram da elaboração do documento, que reafirma o compromisso com as futuras gerações, unindo conhecimento tradicional e articulação comunitária em defesa da terra.

Edison Rodrigues, coordenador socioambiental do componente indígena da Norte Energia, explica como os documentos contribuem para a preservação cultural e o fortalecimento territorial.

“Alinhada à Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial Indígena, a Norte Energia contribui com esses instrumentos de governança da Terra Indígena Araweté. As ações revelam a sintonia entre o licenciamento ambiental e os objetivos desse povo. Esses são importantes ferramentas para proteção territorial e de todos os aspectos necessários à autonomia do povo Araweté”, apontou Rodrigues.

Parque Natural de Porto Velho: um refúgio verde para curtir o fim de semana com tranquilidade

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Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira. Foto: Jhon Silva

No coração da zona norte de Porto Velho, ao final da avenida Rio Madeira, está um dos maiores patrimônios naturais da cidade: o Parque Natural Raimundo Paraguassu de Oliveira. Com uma área de 390 hectares de mata nativa preservada, o espaço oferece uma alternativa de lazer saudável, gratuita e acessível para quem deseja se conectar com a natureza, aprender sobre o meio ambiente ou apenas respirar ar puro com a família.

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Dona de casa e moradora da capital, Larami Moreira visitou o local com a família, após anos, e se surpreendeu com as mudanças. “Achei legal, interessante. Quando vim pela primeira vez, era criança e aqui funcionava um zoológico. Agora que virou um parque natural, ficou muito bonito e agradável. Um espaço realmente para todas as idades”, afirmou.

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Parque Natural de Porto Velho
Larami Moreira visitou o local com a família. Foto: Jhon Silva

Atrativos

Trilha a pé: 3 quilômetros de extensão pela floresta. Acontece aos finais de semana e feriados, com saídas às 9h e 15h, acompanhadas por agentes ambientais. Cada grupo pode ter até 30 visitantes, que recebem equipamentos de segurança e uma breve orientação antes do percurso.

Trilha a pé tem 3 quilômetros de extensão pela floresta. Foto: Jhon Silva

Trilha suspensa: Um caminho de 900 metros elevado no meio da mata, proporcionando uma imersão segura e emocionante na floresta amazônica

Espaços de lazer e convivência: playground coberto, área para piquenique, tirolesa, internet gratuita e água potável

Museu

Com mais de 150 itens, o Museu do Acervo Biológico apresenta espécies da fauna amazônica em técnicas de taxidermia e preservação úmida. É um passeio educativo e surpreendente para crianças, jovens e adultos.

Viveiro Municipal

Viveiro abriga cerca de 26 mil mudas de mais de 70 espécies diferentes. Foto: Jhon Silva

Os visitantes podem levar para casa até 50 mudas por CPF, de diversas espécies nativas e frutíferas. O atendimento acontece de 8h às 11h30 e de 14h às 17h, mediante cadastro com nome, CPF e endereço.

O viveiro abriga cerca de 26 mil mudas de mais de 70 espécies diferentes, entre elas: ipês (amarelo, branco, rosa e roxo), açaí-de-touceira, bacaba, cerejeira, angelim, ingazinha, jacarandá-mimoso, acerola, cupuaçu, caju, jambo, jenipapo, graviola, uvaia, dentre outros.

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Acesso e Funcionamento

O parque funciona de terça a domingo, das 8h às 17h, inclusive em feriados. O acesso também pode ser feito por transporte público: a linha de ônibus Nova Esperança passa pela entrada do parque com frequência de uma hora.

Natureza que transforma

Para o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), Renato Muzzolon, o Parque Natural representa mais do que uma alternativa de lazer: é um investimento direto na saúde e bem-estar da população.

Museu do Acervo Biológico apresenta espécies da fauna amazônica. Foto: Jhon Silva

“É um equipamento de grande importância para a qualidade de vida do porto-velhense. O contato com a natureza é cientificamente comprovado como benéfico: reduz o estresse, a ansiedade e a pressão. Muitos buscam remédios, e aqui temos uma solução prática, gratuita e acessível”, destacou.

Já o educador ambiental David Souza ressalta a relevância do espaço para a educação ambiental e para o convívio familiar: “O meio ambiente é tudo. Ter um lugar assim dentro da cidade, que muitas vezes é poluída, é uma oportunidade para que famílias possam respirar um ar mais puro, aprender, brincar e viver momentos especiais juntos”, afirmou.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), ressalta que por ser uma unidade de conservação, não é permitido o ingresso de animais domésticos (pets) no Parque Natural.

*Com informação da Prefeitura de Porto Velho

Passo a Paço 2025 celebra 10 anos com megafestival de cultura e arte no Centro Histórico

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Festival Passo a Paço. Imagem: Divulgação/Secom

Manaus se prepara para viver sua maior imersão artística e cultural da história. Nos dias 5, 6 e 7 de setembro, o Centro Histórico da capital amazonense será palco da 10ª edição do #SouManaus – Passo a Paço, o maior festival gratuito de artes integradas do Brasil.

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Comemorando uma década de realizações, o #SouManaus – Passo a paço deste ano terá dimensão inédita, reunindo arte, música, gastronomia, moda e manifestações culturais em 63 mil metros quadrados de ocupação urbana, com 17 palcos distribuídos por ruas, praças e espaços históricos da cidade.

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Manaus se prepara para viver sua maior imersão artística e cultural da história. Foto: Divulgação

Segundo o diretor-presidente da Manauscult, Jender Lobato, o festival é o resultado de uma visão estratégica de valorização da cultura, da ocupação urbana e do fomento à economia criativa.

“Chegar à 10ª edição do Sou Manaus Passo a Paço é uma conquista de toda a cidade. Este não é apenas um festival, é um movimento de transformação cultural, de afirmação da identidade manauara e de inclusão. Trabalhamos o ano inteiro com planejamento, curadoria e diálogo com a classe artística para fazer deste evento o maior da história. A Prefeitura de Manaus, sob a liderança do prefeito David Almeida, investe na cultura como vetor de desenvolvimento, turismo e orgulho coletivo. Manaus vai pulsar arte em cada esquina”, declarou Lobato.

A coordenação do evento também prepara uma programação intensa com mais de 2 mil artistas regionais e projetos culturais locais, reforçando o protagonismo da cultura amazônica e a proposta do festival como movimento de valorização da identidade manauara.

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Palcos temáticos e experiências únicas

Seis palcos principais darão o tom da festa: Mangueirão, Coreto, Alfândega, Malcher, Espaço Cultura Urbana e Espaço Moda, cada um com identidade própria, trazendo desde grandes nomes da música brasileira até performances de rua, teatro, dança e exposições visuais.

Festival Passo a Paço. Imagem: Divulgação/Secom

Além disso, outros 11 palcos alternativos garantirão o espaço e a visibilidade de coletivos e artistas da cena cultural local.

As atrações confirmadas incluem nomes como Ivete Sangalo, Gusttavo Lima, Ludmilla, Paralamas do Sucesso, Joelma, Simone Mendes, Fernandinho, Calcinha Preta, Bruno e Marrone, entre outros.

A diversidade de estilos contempla do gospel ao forró, do rap ao pop, da MPB à música eletrônica – refletindo a pluralidade cultural que é marca do festival.

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Uma cidade viva no #SouManaus Passo a Paço

Muito mais que uma maratona de shows, o #SouManaus – Passo a Paço é uma vivência. Durante os três dias de evento, as ruas do centro se transformarão em um verdadeiro corredor de experiências sensoriais, com intervenções urbanas, oficinas criativas, feiras de moda e design, áreas gastronômicas com sabores regionais e espetáculos a céu aberto.

Em 2024, o festival bateu recordes de público, arrecadação de alimentos e número de artistas locais contemplados, consolidando-se como uma plataforma de impacto social, cultural e econômico.

Festival Passo a Paço. Imagem: Divulgação/Secom

Este ano, a estrutura será ainda mais robusta, com ações voltadas à acessibilidade, incluindo áreas reservadas para pessoas com deficiência, sinalização adequada e intérpretes de Libras em palcos selecionados.

A segurança do público será reforçada com a atuação da Guarda Municipal, que utilizará câmeras de reconhecimento facial em pontos estratégicos do evento, monitorando o fluxo e garantindo a tranquilidade dos participantes.

A infraestrutura ainda contará com espaços para comercialização de alimentos e artesanato, fomentando a economia criativa, e com ações de sustentabilidade, como coleta seletiva e campanhas de conscientização ambiental.

*Com informações da Prefeitura de Manaus.

Justiça exige cronograma para titulação de território quilombola no Amapá; entenda

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Comunidade Kulumbu do Patuazinho. Foto: Reprodução/ Universidade Federal do Amapá.

Depois de esperar por 14 anos o andamento do processo de titulação do território quilombola, a comunidade Kulumbú do Patuazinho, no Oiapoque, Amapá, conseguiu na Justiça Federal uma liminar que estabelece o prazo de 30 dias para a União apresentar um cronograma de cumprimento das etapas.

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A decisão é resultado de uma ação civil pública movida após ameaças ao território com o andamento do processo de exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas.

De acordo com a liminar emitida pelo juiz Pedro Brindeiro do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, foram apresentadas como provas imagens, vídeos e notícias divulgadas na página do Ministério Público que comprovam ataques ao território quilombola. 

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Comunidade quilombola Kulumbú do Patuazinho. Foto: Reprodução/ Universidade Federal do Amapá.

A decisão também destaca o relato dos autores da ação civil: “nota-se que indivíduos não quilombolas destroem hortas, plantações de subsistência, desmatam a vegetação local, realizam queimadas para ali construírem moradias e assim, muitos fixaram-se no local por meio de ameaças à integridade física das famílias tradicionais e ameaças às suas tradições culturais e religiosas.”

Ao reconhecer o direito da comunidade Kulumbú do Patuazinho à propriedade definitiva e o dever do Estado de emitir o título, o magistrado decidiu que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Cultural Palmares e a própria União Fedreal deverão apresentar.

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“cada qual no limite e no âmbito de suas atribuições”, os prazos definidos para a realização de todas as etapas pendentes até a regularização fundiária, “inclusive comprovando a previsão orçamentária e aporte de recursos para o efetivo cumprimento no tempo”, destaca a decisão.

Desde 2009, os moradores de Kulumbú do Patuazinho são certificados pela Fundação Palmares como comunidade quilombola, processo necessário para o início da tramitação da titulação do território. Em 2011, a comunidade deu entrada no processo junto a superintendência regional do Incra no Amapá, mas o pedido não avançou.

“É inaceitável que órgãos públicos continuem retardando um direito garantido pela Constituição. A morosidade administrativa e o racismo institucional continuam sendo obstáculos diários para milhares de comunidades quilombolas em todo o país”, declarou por meio de nota a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

Constituída na década de 1990, a comunidade quilombola Kulumbú do Patuazinho se estabeleceu no território do município de Oiapoque, nas fronteiras entre o Brasil e a Guiana Francesa. Liderado por Benedito Furtado, o pai Bené, um pequeno grupo familiar migrou de outra comunidade quilombola localizada em Pindaré-Mirim, no Maranhão, em busca de melhores condições de vida.

Após peregrinação em outros estados da Região Norte, pai Bené orientado por guias espirituais de matriz africana localizou o lugar aos pés de uma Sumaúma onde deveriam ser estabelecidos o Santuário de São Benedito de Aruanda, e o assentamento de uma nova comunidade.

quilombola

Com o passar dos anos, a proximidade com o perímetro urbano do município e o avanço da possível exploração de petróleo na costa da região, os moradores relatam um crescimento de conflitos territoriais “a ponto de adentrarem em área considerada sagrada e destruírem a escultura denominada ‘Pedreira de Xangô’, construída pelo patriarca da comunidade, Sr. Benedito, que a deixou como legado, reservada para a realização do culto à espiritualidade, localizada na parte conhecida por ‘Caminho dos Orixás’, descreve outro trecho do relato destacado na decisão.

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De acordo com o Incra, atualmente o processo de titulação na fase de elaboração do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID), que é a primeira etapa realizada para regularização fundiária. Nesse estágio são produzidos estudos técnicos e científicos de caracterização espacial, econômica ambiental e sociocultural do território quilombola, “devidamente fundamentado em elementos objetivos, contendo informações cartográficas, fundiárias, agronômicas, ecológicas, geográficas, socioeconômicas, históricas, etnográficas e antropológicas da comunidade quilombola e do território reivindicado”, informa a instituição por meio de nota.

Segundo o comunicado, na próxima semana, dois servidores estarão na área para uma visita técnica. “Em relação à determinação Judicial, a Superintendência do Incra no Amapá atua para apresentar resposta à demanda dentro do prazo estabelecido”, conclui a nota.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil e escrito por Fabíola Sinimbú. 

Três das dez unidades de conservação mais populosas estão no Maranhão

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As dez unidades de conservação mais populosas do país concentram 4,2 milhões de habitantes. Isso quer dizer que abrigam mais de um terço (36%) do total de pessoas que vivem nessas regiões instituídas pelo poder público, com objetivos de conservação e limites definidos.

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O Greenpeace Brasil realizou sobrevoo no sul do Amazonas e no norte de Rondônia em Unidades de Conservação. Foto: Greenpeace Brasil

Dentre estas dez unidades de conservação mais populosas, três estão no Maranhão, somando mais de um milhão e trezentos mil habitantes.

A constatação faz parte de um suplemento do Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recenseadores identificaram 11,8 milhões de habitantes (5,82% da população) em 1.138 unidades de preservação espalhadas por 1.375 municípios. Essas regiões delimitadas incluem áreas como reservas biológicas, extrativas, florestas, parques e Áreas de Proteção Ambiental (APA).

A região abriga uma biodiversidade única. Foto: Greenpeace Brasil

Confira a lista das dez unidades de conservação mais populosas – São Paulo e Maranhão se destacam:

  1. APA do Planalto Central (DF/GO): 601.773 habitantes
  2. APA da Baixada Maranhense (MA): 583.882 habitantes
  3. APA de Upaon-Açu / Miritiba / Alto Preguiças (MA): 509.977 habitantes
  4. APA Sistema Cantareira (SP): 495.859 habitantes
  5. APA Jundiaí (SP): 449.143 habitantes
  6. APA Piracicaba Juquerí-Mirim Área II (SP): 430.934 habitantes
  7. APA da Bacia do Rio São Bartolomeu (DF): 360.760 habitantes
  8. APA Serra da Ibiapaba (CE): 352.779 habitantes
  9. APA de Petrópolis (RJ): 242.034 habitantes
  10. APA das Reentrâncias Maranhenses (MA): 240.498 habitantes

Unidades de conservação por estado

O suplemento do Censo 2022 classificou o número de habitantes por unidades da federal (UF). São Paulo é o estado com maior quantidade de pessoas vivendo em unidades de conservação.

População de unidades de conservação colhendo açaí.
Imagem: Acervo IBGE

Confira a lista das cinco UFs com maior número de pessoas em regiões de preservação:

  • São Paulo: 2.483.199 habitantes
  • Maranhão: 1.555.668 habitantes
  • Bahia: 1.354.144 habitantes
  • Rio de Janeiro: 1.118.507 habitantes
  • Distrito Federal: 1.103.325 habitantes

Em relação à proporção da população, o Distrito Federal ocupa o topo, seguido pelo Maranhão. Das dez UFs que lideram o ranking, nove se situam acima da proporção do Brasil (5,82%):

  • Distrito Federal: 39,16%
  • Maranhão: 22,96%
  • Bahia: 9,58%
  • Alagoas: 8,90%
  • Piauí: 8,50%
  • Mato Grosso do Sul: 7,96%
  • Pará: 7,11%
  • Rio de Janeiro: 6,97%
  • Amazonas: 6,64%
  • São Paulo: 5,59%

*Com informações da Agência Brasil

Pesquisa revela que florestas do Amapá possuem as maiores densidades de biomassa da Amazônia

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As florestas do estado do Amapá podem ser fundamentais para diminuir as consequências das mudanças climáticas na região amazônica por possuírem os maiores estoques de biomassa por área – incluindo carbono – em toda a bacia Amazônica. A descoberta inédita foi divulgada recentemente na revista científica Sustainability.

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Flona do Amapá. Foto: Divulgacão

Os dados da pesquisa apontam que as florestas amapaenses, em grande parte localizadas em áreas protegidas, alcançam valores de biomassa substancialmente acima da média amazônica. A biomassa florestal é constituída de toda matéria vegetal proveniente de áreas florestais, como madeira, galhos, folhas, carbono.

Segundo o estudo, a concentração de biomassa nas florestas do Amapá está em torno de 537 toneladas por hectare. Cada hectare equivale a 10 mil metros quadrados, quase do tamanho de 1 campo e meio de futebol. A pesquisa identificou que cerca de 48.5% da biomassa é composta de carbono, essas florestas estocam 260 toneladas do elemento por hectare. Isso é mais que o dobro (124%) da média para a região amazônica, que é de apenas 116 toneladas por hectare de carbono.

“Essa maior biomassa aqui no Amapá está associada a florestas bem estruturadas e a maior densidade de árvores de grande porte – eu acho que todo mundo já ouviu falar das nossas árvores gigantes. Com isso, esses resultados só reforçam o papel estratégico do Amapá como uma importante reserva de carbono no mundo, elemento fundamental para regulação climática global”, observa José Douglas Costa.

José Douglas Costa, ex-aluno do Mestrado em Ciências Ambientais e autor do artigo. Foto: Arquivo pessoal.

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Esforço conjunto

Além de José Douglas Costa, a pesquisa é fruto do envolvimento de outros 11 pesquisadores da Unifap, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), da Embrapa-AP, da Universidade do Estado do Amapá (Ueap), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (AM e RR), da Universidade Estadual de Roraima (UERR) e da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A coordenação geral do estudo é do docente do Mestrado em Ciências Ambientais, Prof. Dr. José Júlio de Toledo.

A intenção da pesquisa foi criar um banco de dados mais amplo de inventários florísticos (estudo detalhado das espécies de plantas presentes em uma determinada área) para toda a floresta densa do Amapá.

“Pensamos em criar uma estimativa para uma área maior do estado, pois essa quantificação era feita apenas fragmentada (em áreas pequenas), com dados apenas de um pesquisador. Assim, veio a ideia do esforço conjunto de 12 pesquisadores de diferentes instituições”, explica Costa.

Os pesquisadores utilizaram dados de levantamentos florísticos e técnicas de modelagem espacial avançada. “Depois aplicamos técnicas de geoestatística correlacionadas com variáveis ambientais como a tipologia florestal, a precipitação, e com isso conseguimos modelar a biomassa florestal, resultando em um mapa de biomassa com resolução de hectare”, detalha o autor do artigo.

Floresta em pé

Os resultados da pesquisa demonstram a importância de desenvolver ações e políticas públicas de desenvolvimento sustentável no estado que possam prever alternativas econômicas que agreguem valor às florestas amapaenses que têm sido preservadas – o Amapá é o estado brasileiro com maior cobertura florestal preservada do país, com 21 unidades de conservação, segundo o recém-lançado Atlas Geográfico Escolar do Amapá.

“Apesar do manejo florestal madeireiro ser considerado de baixo impacto, a atividade reduz drasticamente o reservatório de carbono porque retira principalmente as árvores grandes (acima de 1 metro de diâmetro) que possuem maior densidade de carbono”, afirma o coordenador da pesquisa, Prof. Dr. José Júlio de Toledo.

Prof. Dr. José Júlio de Toledo. Foto: Arquivo pessoal

Toledo destaca a urgência de promover uma transição na economia local, substituindo a exploração madeireira por esquemas de pagamento por serviços ambientais, créditos de carbono e produtos florestais não madeireiros (PFNM). “Essas alternativas econômicas não apenas agregam valor à floresta em pé, como também incentivam sua conservação, mantendo a biodiversidade, as comunidades locais e os serviços ecossistêmicos, em especial a regulação climática”, adita o pesquisador.

José Douglas Costa ressalta que a conservação dos estoques de carbono deve ir além da manutenção de áreas protegidas.

“[Devemos] fortalecer a proteção de reservas, restringindo a exploração madeireira em áreas de uso sustentável, promovendo uma forte fiscalização contra o desmatamento ilegal e apoiando a implementação de projetos de REDD+ [sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal, mecanismo que permite a remuneração dos países que mantêm suas florestas em pé]. Essas ações são cruciais para evitar perdas substanciais de estoque de carbono e para reduzir as emissões de gases de efeito estufa desta região”, conclui Costa.

Estudo aponta que antas aceleram regeneração florestal

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Sementes ingeridas por antas (Tapirus terrestris) podem germinar com taxas mais altas e em menos tempo do que aquelas que simplesmente caem no solo sob as árvores-mãe. A constatação é de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Vale do Taquari – Univates e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, publicado na revista científica Acta Amazonica em junho de 2025.

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Foto: Andrezza Marot

O trabalho ressalta a importância ecológica da anta — o maior mamífero terrestre da América do Sul — como agente natural de regeneração florestal, especialmente em contextos de degradação ambiental.

O estudo representa no campo da ecologia da restauração, ao quantificar de forma precisa o impacto do processo de endozoocoria, a dispersão de sementes por meio da ingestão por animais, sobre o tempo e a taxa de germinação. Além de confirmar que as sementes sobrevivem à passagem pelo intestino das antas, os pesquisadores demonstraram que esse processo natural pode aumentar a eficiência germinativa de várias espécies nativas.

Anta: a jardineira das florestas

A anta é um mamífero de hábitos solitários e noturnos, amplamente distribuído na América do Sul, mas ameaçado em diversas regiões devido à perda de habitat, caça e atropelamentos. Por se alimentar principalmente de frutos, folhas e brotos, ela é importante como frugívoro e dispersor de sementes. Cada indivíduo pode consumir centenas de frutos por dia e defecar em locais distantes das árvores de origem, o que ajuda a quebrar o padrão de agregação de plântulas e a promover a diversidade vegetal.

“A anta é o último grande frugívoro terrestre da América Latina. Seu desaparecimento representaria a perda de um elo fundamental para o ciclo de regeneração de muitos ecossistemas tropicais”, afirma o biólogo Mateus Marques Pires, um dos coautores do artigo.

Pires integra o Programa de Pós-Graduação em Ambiente e Desenvolvimento da Univates e atua na interseção entre ecologia e conservação.

Embora a dispersão de sementes por antas já fosse conhecida desde os anos 1980, o novo estudo buscou aprofundar a análise da viabilidade germinativa e da velocidade de brotação das sementes submetidas à digestão.

Anta, Tapirus terrestris. Antas
Imagem: Charles Sharp – Wikimedia Commons

O experimento

A coleta de dados foi realizada entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022, em uma área de preservação permanente na zona de transição entre os biomas Amazônia e Cerrado, no estado do Mato Grosso. A bióloga Lucirene Pinto, doutoranda da Univates, visitou periodicamente 140 latrinas utilizadas por antas — locais que esses animais usam repetidamente como “banheiros naturais”. Em 88% das amostras fecais coletadas havia sementes intactas.

No laboratório, foram selecionadas sementes de seis espécies nativas da região:

  • Spondias mombin (cajá-da-mata),
  • Terminalia corrugata (mirindibá-do-cerrado),
  • Enterolobium schomburgkii (angelim-favela),
  • Samanea tubulosa (sete-cascas),
  • Psidium sp. (goiabinha-do-mato),
  • Genipa americana (jenipapo).

Para cada espécie, os cientistas aplicaram três tratamentos: sementes retiradas diretamente das fezes de antas, sementes despolpadas manualmente (grupo controle) e sementes escarificadas mecanicamente — método que simula a abrasão sofrida no sistema digestivo.

O desempenho das sementes foi analisado em condições controladas, com 100 sementes por cada tipo de tratamento. Os dados foram processados estatisticamente, comparando tanto a taxa de germinação quanto o número de dias até a emergência das plântulas.

Os resultados foram contundentes:

  • A taxa média de germinação das sementes defecadas foi de cerca de 60%, alcançando até 89% em algumas espécies.
  • O tempo médio de germinação foi significativamente reduzido. No caso da Psidium sp., por exemplo, as sementes ingeridas germinaram em 15 dias, enquanto as do grupo controle levaram 38 dias. Para o jenipapo, o tempo caiu de 40 para 17 dias.

A escarificação manual produziu resultados similares ou ligeiramente superiores em algumas espécies, mas a endozoocoria natural se destacou por ser um processo espontâneo e contínuo na natureza.

“Isso mostra que a anta combina dois mecanismos: despolpação e escarificação, algo que nem sempre conseguimos replicar artificialmente com a mesma eficiência”, afirma Pires.

Área do estudo com antas
Área de estudo analisada pelos cientistas.

Implicações para a restauração ecológica

A pesquisa aponta que a atuação das antas pode ser incorporada em estratégias de recuperação de áreas degradadas, especialmente em regiões onde a vegetação foi comprometida por queimadas, mineração, agricultura extensiva ou construção de barragens.

A restauração florestal demanda tempo, recursos e um bom conhecimento do ecossistema. Se a fauna local puder colaborar com esse processo, tanto melhor. Nesse sentido, proteger as antas é também proteger a regeneração natural, destacam os pesquisadores. A ciência já vem mostrando que métodos passivos de recuperação, que contam com a dinâmica natural dos ecossistemas, podem ser mais sustentáveis. Incluir a anta como agente restaurador é uma inovação dentro dessa abordagem.

Desafios e próximos passos

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores alertam que a atuação das antas como restauradoras depende da conservação de seus habitats e da conectividade das paisagens. Em muitas regiões do Brasil, a fragmentação florestal e as barreiras impostas por rodovias e monoculturas reduzem o deslocamento desses animais, limitando sua capacidade de dispersar sementes.

Outro desafio está na escassez de dados sobre o comportamento das antas em diferentes biomas e épocas do ano. A ideia é expandir o estudo para outras regiões e avaliar se o mesmo padrão se repete em escalas maiores.

Também estão previstos experimentos de campo para monitorar o estabelecimento das plântulas germinadas a partir das sementes defecadas, verificando sua sobrevivência e crescimento ao longo do tempo, uma vez que a germinação é apenas o primeiro passo do processo de crescimento da planta.

*Com informações da Univates

Pesquisa revela os impactos da mudança climática no Maranhão e a previsão para os próximos anos

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Os impactos das mudanças climáticas. Foto: Freepik

Se você tem a sensação de que o tempo está cada vez mais quente, não é só uma sensação, é uma realidade. Uma pesquisa liderada pelos docentes Juarez Mota Pinheiro e Irecer Portela e desenvolvida no Laboratório de Climatologia (Laboclima) e no Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ensino de Geografia e Assuntos Ambientais (NEGEAM), revelou os impactos das mudanças climáticas na temperatura e pluviosidade no Estado do Maranhão.

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A região Norte e Nordeste do Brasil passam por um intenso processo de desmatamento, queimadas e de expansão agrícola acelerada, exigindo estudos que revelem a proporcionalidade de suas alterações climáticas e projeção de cenários futuros que auxiliem na tomada de decisões.

Maranhão. Foto: Dvulgação

No Maranhão, em função da sua posição geográfica, extensão territorial, diversidade de biomas, de ecossistemas e de importância no contexto do MATOPIBA (principal fronteira agrícola do país que engloba partes do Maranhão, do Tocantins, do Piauí e da Bahia) torna-o um caso representativo e exemplificador de indicação do que está acontecendo em termos de mudanças climáticos no Norte e Nordeste do Brasil.

Segundo Juarez Mota Pinheiro, a pesquisa “identifica quais os níveis de mudanças climáticas e seus impactos no Maranhão, o que permite aos gestores públicos municipais e estaduais na tomada de decisões diante desse grave momento climático global”.

Segundo os resultados da pesquisa, nos últimos sessenta anos, no Maranhão, já houve um aumento de sua temperatura média em +0,9 °C e uma redução em seus volumes de chuvas anuais que variaram de -250 mm a -600 mm, a depender de sua localização territorial.

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Foto: Reprodução/UFMA

Até chegar a essa conclusão, foram realizadas pesquisas bibliográficas e de coleta de dados nos institutos de pesquisas INMET, FIOCRUZ e INPE/CPTEC, produzindo mapas e gráficos estatísticos que identificaram as alterações que estão se processando.

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Foto: Reprodução/ UFMA

A pesquisa também revelou cenários futuros tão preocupantes quanto a evolução ocorrida nas últimas seis décadas, indicando realidades climáticas sérias, que vão provocar repercussões muito negativas para diversas atividades agrícolas e econômicas com consequências diretas no desenvolvimento social.

Utilizando dados de estudos produzidos por modelos desenvolvidos pela FIOCRUZ e do INPE/CPTEC, para os próximos 25 e 50 anos, a temperatura continuará a aumentar de forma significativa, podendo chegar a +5,4°C e uma redução de até -32% do volume de suas chuvas anuais.

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Foto: Reprodução/ UFMA

Para o pesquisador, reverter ou amenizar a previsão para os próximos anos depende de uma mudança de atitude.

“Primeiramente, a população maranhense precisa tomar consciência de que as mudanças climáticas já são uma realidade em nosso território e que é urgente a domada de decisões diante dos impactos climáticos, que serão cada vez maiores. Todos serão impactados por temperaturas mais altas e menores volumes de chuvas, principalmente, a agricultura”, alertou Juarez Mota Pinheiro.

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A relevância da pesquisa culminou na publicação do artigo “MUDANÇAS CLIMÁTICAS NO MARANHÃO: EVOLUÇÃO, TENDÊNCIAS E PROJEÇÕES FUTURAS” na conceituada Revista Brasileira de Climatologia.

Identificar as mudanças nos padrões climáticos locais é fundamental para subsidiar estudos sobre seus impactos na biodiversidade, nos recursos hídricos e na produtividade agrícola. Essas análises podem apoiar o desenvolvimento de estratégias adaptativas que promovam a sustentabilidade e fortaleçam a resiliência socioambiental do estado.

Com o apoio institucional à pesquisa, a UFMA fortalece seu compromisso com a preservação dos ecossistemas locais e a promoção de uma sociedade mais justa, inclusiva e sustentável, contribuindo ativamente para o desenvolvimento social e ambiental do Maranhão e do Brasil.

O artigo com resultado completo da pesquisa está disponível na Revista Brasileira de Climatologia.

* O conteúdo foi originalmente publicado pela Universidade Federal do Maranhão e foi escrito por Ingrid Trindade.

Revista apresenta Roraima como destino para o público 60+

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Jornalistas vivenciaram em junho de 2025 roteiros acessíveis e enriquecedores para turistas da melhor idade. Foto: Ascom Secult 

A revista Melhor Viagem 60+ publicou uma matéria especial que destaca as experiências únicas que Roraima oferece ao público acima de 60 anos. A publicação é resultado de uma press trip organizada pelo Detur (Departamento de Turismo) da Secult (Secretaria de Cultura e Turismo) em junho, que convidou jornalistas para vivenciar roteiros acessíveis e enriquecedores para turistas da melhor idade.

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Turismo de Roraima
Jornalistas vivenciaram em junho de 2025 roteiros acessíveis e enriquecedores para turistas da melhor idade. Foto: Ascom Secult 

O diretor do Departamento de Turismo da Secult, Bruno Muniz de Brito, ressaltou o impacto positivo da iniciativa: “O press trip apresentou o Monte Roraima e o etnoturismo na comunidade Kauwê e da nossa capital Boa Vista para esse público”. Segundo Brito, a divulgação na revista contribui para que mais pessoas conheçam as belezas e a cultura do Estado.

A viagem envolveu colaboração entre os governos de Roraima e do município de Gran Sabana, na Venezuela, empresários locais e venezuelanos, a Comunidade Indígena Kauwê e o Hotel Ibis Styles. O grupo de jornalistas visitou a Comunidade São Francisco, dentro do Parque Nacional Canaima, e o Mirante do Povo Pemon, além da Comunidade Paraitepuy, onde contemplaram o Monte Roraima.

Turismo de Roraima
Jornalistas vivenciaram em junho de 2025 roteiros acessíveis e enriquecedores para turistas da melhor idade. Foto: Ascom Secult 

Na sequência, conheceram outras atrações da Gran Sabana e a Comunidade Kauwê, referência em etnoturismo. Em Boa Vista, o roteiro incluiu um city tour pelo centro histórico, Museu Integrado, Centro de Memória do Tribunal de Justiça, Bosque dos Papagaios e o Mirante Edileuza Lóz.

A matéria, assinada pela jornalista Patrícia de Campos, apresenta Roraima como destino para o público 60+ aventureiro, apaixonado por turismo de natureza e cultura indígena. Além disso, traz informações sobre a formação histórica do estado, seus povos originários e a culinária local, ressaltando também nichos como etnoturismo, turismo de pesca e turismo de natureza

Pesquisa inclui robótica no ensino-aprendizagem de estudantes da educação básica do Amazonas

Alunos participando de aula de robótica. Foto: Arquivo pessoal/ Sandra de Oliveira Botelho.

Ensinar robótica com o uso de metodologia Problem-based Learning (PBL), que estimula os alunos à resolução de problemas e ao trabalho colaborativo foram a base de um projeto apoiado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), realizado na Escola Estadual Tiradentes, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus.

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robótica no ensino-aprendizagem
Trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Foto: Arquivo pessoal/ Sandra de Oliveira Botelho.

Desenvolvido por pesquisadores da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar e coordenado pela mestra em Ensino de Ciência na Amazônia, Sandra de Oliveira Botelho, a pesquisa “Robótica uma proposta interdisciplinar na educação básica, como facilitadora do processo ensino-aprendizagem”.

O projeto mobilizou professores e alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, que utilizaram kits de Arduino, sucata eletrônica e práticas pedagógicas para encorajar o protagonismo estudantil, o pensamento crítico, a interdisciplinaridade e a pesquisa científica.

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Foto: arquivos/Divulgação

No decorrer do projeto, os estudantes construíram protótipos funcionais como robôs e carrinhos, aplicando conceitos de Física, Matemática, Computação e Meio Ambiente. Todo o método de ensino os ajudou a ter competências cognitivas, socioemocionais e colaborativas.

O projeto foi realizado ao longo de dez meses. Cada etapa envolveu pesquisa, experimentação, erro e reconstrução. Os estudantes foram desafiados a propor soluções sustentáveis para problemas do cotidiano, como o descarte inadequado de lixo eletrônico.

“Das cinco equipes, duas mudaram seu protótipo inicial duas vezes, melhorando e mudando em alguns aspectos, visto que ao serem testados não davam certo. Esse momento de reconstrução do conhecimento foi fundamental para o crescimento intelectual desses alunos”, comentou a coordenadora do projeto Sandra de Oliveira.

Para alguns estudantes, o projeto foi o primeiro contato com um notebook e a primeira experiência com pesquisa científica. Os efeitos do projeto ultrapassaram os muros da escola. A comunidade local participou ativamente, doando materiais e prestigiando as feiras e mostras científicas escolares.

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Publicações técnico-científicas

Foto: Romildo Cruz

O projeto deu origem a artigos que foram enviados para revistas científicas, a participação em Congressos e Seminários, além de ser enviado para inclusão no livro “Professor Inovador” da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

A expectativa para o futuro é que o material gerado como questionários, roteiros de oficinas e os próprios protótipos, possam ser replicados em outras escolas públicas.

Prodeb/Fapeam

O Programa tem como objetivo fomentar a concessão de auxílio-pesquisa para apoiar projetos de pesquisa e de inovação, visando à valorização dos mestres e doutores que atuam na Rede Pública de Ensino, no âmbito da educação básica, com vistas ao desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação da educação no estado do Amazonas.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Fapeam, escrito por Ana Kelly Franco, com fotos de Sandra de Oliveira Botelho.