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Pará registra menor área de desmatamento da década, aponta Deter

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Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

O Pará alcançou um marco histórico na luta contra o desmatamento: segundo dados do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pela Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o Estado registrou, no acumulado entre agosto de 2024 e julho de 2025, a menor área recoberta por alertas de desmatamento da última década, com 1.325 km².

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O número representa uma redução de 21% em relação ao período anterior, quando foram registrados 1.681 km², além de uma redução de 66%, se comparado ao ano de 2020, quando foram registrados 3.918 km² de área sob alertas. O resultado comprova que o Pará não foi o Estado que mais desmatou em 2025.

O desempenho positivo reafirma o papel de liderança do estado no enfrentamento à crise climática e à degradação ambiental na Amazônia Legal. O resultado se soma à queda verificada no mês de julho de 2025, com 182 km² de alertas, a menor área do mês desde 2019. Percentualmente, essa redução foi de 80%, em relação ao mesmo mês do ano de 2019, e de 36% com julho do ano passado. 

“O Pará está mostrando ao Brasil e ao mundo que é possível aliar desenvolvimento com proteção ambiental. Essa redução histórica no desmatamento é fruto de um esforço coordenado, com presença do Estado no território, fortalecimento da fiscalização e valorização de quem produz com responsabilidade”, afirmou o governador Helder Barbalho.

Com os novos dados, o estado permanece como um dos protagonistas no combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Mesmo sendo um dos maiores estados da região, sua participação nos alertas caiu de 39% para 29% do total em um ano, enquanto outros Estados tiveram aumentos. 

No acumulado anual, foi reduzido em 356 km² a área sob alerta de desmatamento em comparação com 2024, mantendo a tendência de queda iniciada em 2021.

Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio Romão, os resultados reforçam a efetividade das políticas adotadas. “Estamos colhendo os frutos de uma atuação estratégica baseada em rastreabilidade, regularização ambiental, comando e controle e incentivo à produção sustentável. O Pará chegará à COP30 com resultados concretos, e isso dá ainda mais força à nossa agenda ambiental e climática”, destacou o secretário.

Leia também: Em março, Pará registra redução de 36% em área recoberta por alerta de desmatamento

Pará busca se tornar referência

Os dados divulgados pela Semas chegam em um momento estratégico, em que o estado se organiza para a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima da ONU (COP30), que será realizada em Belém em novembro de 2025. A capital paraense será o centro das discussões climáticas globais, e os números posicionam o estado como exemplo de transição pra uma economia de baixo carbono.

A gestão estadual destaca ainda o papel da integração entre os órgãos ambientais, municípios e setor produtivo, que vem sendo fortalecida por meio de iniciativas como o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), O Plano de Bioeconomia, o Programa Regulariza Pará e os investimentos em tecnologia de monitoramento.

“Esse resultado não é obra do acaso. É uma mudança de paradigma que envolve o campo, a cidade, a floresta e os povos que vivem nela. Estamos pavimentando o caminho para um novo modelo de desenvolvimento na Amazônia”, completou Helder Barbalho.

Embora o estado tenha registrado uma redução significativa, o cenário geral da Amazônia Legal aponta um leve aumento de 4% na área de desmatamento em comparação com o ciclo anterior.

Ainda assim, o total acumulado da Amazônia Legal em 2025 (4.495 km²) é o segundo menor dos últimos sete anos, o que reflete, em parte, os avanços regionais coordenados.

Com a visibilidade global proporcionada pela COP30, o governo espera consolidar parcerias, atrair investimentos verdes e acelerar a implementação de políticas públicas voltadas à conservação florestal e à justiça climática.

“Queremos transformar os bons números em melhores condições de vida para as populações da floresta e atrair os recursos necessários para ampliar nosso impacto positivo. A floresta em pé precisa valer mais do que derrubada, e o Pará está provando isso com dados”, finalizou Raul Protázio Romão. 

O Inpe também divulgou a taxa de desmatamento referente ao ano Prodes 2024, período compreendido entre agosto de 2023 a julho de 2024. De acordo com os números consolidados, o desmatamento no Estado foi de 2.395 km’, representando uma redução de 27,40% (-904 km) em relação à taxa registrada em 2023 (3.299 km). Trata-se do menor valor anual da série histórica recente (2019-2024), evidenciando uma tendência de queda progressiva.

*Com informações da SEMAS-PA

Qualidade da água do Rio Tarumã-Açu é analisa por meio de projeto em Manaus

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Foto: Moisés Henrique/Ipaam

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizou no dia 7 de agosto a análise do Índice de Qualidade da Água (IQA) no Rio Tarumã-Açu, na zona oeste de Manaus. A ação integra o Programa de Monitoramento de Água, Ar e Solos do Estado do Amazonas (ProQAS/AM) e tem como objetivo levantar dados atualizados sobre a condição ambiental de uma das áreas mais utilizadas para lazer e instalação de flutuantes na capital.

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De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, o monitoramento técnico subsidia decisões mais seguras sobre a ocupação da área. “Preservar o Tarumã é proteger não só o meio ambiente, mas também a saúde pública e o direito de todos a um ambiente equilibrado”, afirmou.

A análise foi acompanhada pelo gerente de Recursos Hídricos do Ipaam, o doutor em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Daniel Nava, e pelo pesquisador do ProQAS/AM, Rafael Lopes e Oliveira, doutor em Biotecnologia.

“Esse monitoramento faz parte do controle ambiental que é responsabilidade do Ipaam. No Tarumã, realizamos há anos essa atividade em parceria com a UEA, com coletas na cheia e na vazante. Em 2023, os resultados indicaram perda de qualidade em diversos parâmetros, como se o rio estivesse pedindo socorro. Por isso, interrompemos o licenciamento de novos flutuantes na região”, explicou Daniel Nava.

Leia também: Após 14 dias de monitoramento nos rios do Amazonas, expedição retorna a Manaus

Foto: Moisés Henrique/Ipaam

Segundo o gerente, a situação é agravada pela ausência de um Plano Diretor de Saneamento em Manaus, o que faz com que igarapés da cidade despejem esgoto sem tratamento diretamente no Tarumã-Açu.

“O igarapé hoje traz todo esse aporte para o Tarumã, que vai perdendo a capacidade de depuração. Isso compromete a balneabilidade em vários trechos, tornando a água imprópria para banho. Estamos trabalhando com a UEA em indicadores de balneabilidade para que a população tenha acesso online e possa se planejar com segurança”, reforçou.

Leia também: Plano do MP prevê retirada gradual de flutuantes do Tarumã-Açu em Manaus até 2027

O pesquisador Rafael Lopes detalhou os parâmetros utilizados na análise. “Pesquisamos o Tarumã-Açu há mais de cinco anos. Avaliamos prioritariamente o Índice de Qualidade da Água, composto por nove parâmetros, como coliformes, pH, oxigênio dissolvido, turbidez, fósforo e outros. Mas, ao todo, analisamos 164 indicadores. O IQA é uma nota de zero a 100, e quando esse valor fica abaixo de 50, já é sinal de alerta para o uso humano da água”, destacou.

O monitoramento também subsidia a construção do Plano de Gestão da Bacia Hidrográfica do Tarumã-Açu, em desenvolvimento pelo Ipaam em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a UEA e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tarumã-Açu (CBHTA), do qual o Instituto é vice-presidente.

qualidade da agua é monitorada em manaus por meio de projeto
Foto: Moisés Henrique/Ipaam

Entrega dos resultados da qualidade da água

Os resultados das análises serão apresentados no dia 12 de agosto, em evento no auditório do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP) do Ipaam. O professor da UEA Sergio Duvoisin Junior, doutor em Físico-Química e coordenador do ProQAS/AM, irá expor os dados coletados e as interpretações técnicas.

Após a apresentação, o documento com as conclusões será encaminhado pelo diretor-presidente do Ipaam aos órgãos de controle ambiental, de Justiça, à Prefeitura de Manaus, à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), ao CBHTA, entre outras instituições.

Rafael Lopes convidou a população a participar da apresentação dos resultados da análise. “Vamos mostrar como a região está sendo utilizada e discutir os próximos passos para garantir a sustentabilidade do Tarumã-Açu. Os coliformes e o pH são os parâmetros mais fáceis de entender para a população”, finalizou.

O ProQAS/AM é coordenado por doutores e conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais com graduação, além de alunos de mestrado e doutorado nas áreas de Engenharia Florestal, Química, Biologia e Matemática. Essa diversidade contribui para análises técnicas e precisas, fundamentais para a preservação dos recursos naturais do Amazonas.

*Com informações da Agência Amazonas

Copa Wajãpi de Futebol chega à 5ª edição em Pedra Branca do Amapari: integração cultural

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Foto: Irineu Ribeiro/Arquivo Secom GEA

Cerca de 200 atletas indígenas se reúnem por dois dias na Aldeia Polo Aramirã, em Pedra Branca do Amapari (AP), com foco no esporte e na integração cultural. O evento que atrai os atletas indígenas é a Copa Indígena Wajãpi de Futebol, que chega à sua 5ª edição. O evento acontece nos dias 8 e 9 de agosto, no Estádio Pajé Maraca e conta com apoio do Governo do Amapá.

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A disputa conta com a participação de 10 equipes indígenas e jogadores representantes das aldeias Mariry, Manilha, Yvyrareta, Aramirã, Wakõwa, Tajauwyry, Okora’yry, Ytuwasu, Yvytõtõ e Amapari Wãnã.

Copa busca valorizar cultura unindo saúde e esporte

Sob coordenação da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari, por meio do Departamento de Desporto e Lazer (DDL), a programação conta com o apoio da Secretaria Extraordinária de Estado dos Povos Indígenas do Amapá (Sepi).

“Esse evento representa a valorização do esporte dos nossos parentes. Os povos indígenas esperam esse reconhecimento, a preservação das nossas histórias e costumes, e isso está sendo feito pelo Governo do Amapá, que tem apoiado e respeitado a trajetória do nosso povo. Estamos felizes por esse evento, e esperamos que haja muita interação, diversão e lazer para os nossos Wajãpi”, destaca o secretário adjunto da Sepi, Motã Wajãpi.

Copa Wajãpi de futebol reúne em Pedra Branca do Amapari. Foto: Divulgação/Prefeitura de Pedra Branca do Amapari
Copa Wajãpi de futebol reúne em Pedra Branca do Amapari. Foto: Divulgação/Prefeitura de Pedra Branca do Amapari

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A Copa Wajãpi tem como principal objetivo fortalecer os laços entre as comunidades indígenas, promovendo a prática esportiva, o intercâmbio cultural e a preservação das tradições do povo Wajãpi.

*Com informações da Agência Amapá

Lula sanciona lei do licenciamento ambiental com 63 vetos

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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta sexta-feira (8), com vetos, o polêmico projeto de lei (PL) aprovado pelo Congresso Nacional que elimina ou reduz exigências para o licenciamento ambiental no Brasil.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é Licenciamento Ambiental?

Lula vetou 63 dos 400 dispositivos propostos pelo PL do Licenciamento Ambiental ou PL da Devastação – como vinha sendo chamado por ambientalistas – aprovado pela Câmara no último dia 17. 

O Planalto informou que os vetos garantem “proteção ambiental e segurança jurídica” e foram definidos após escutar a sociedade civil.

Apoiado pelo agronegócio e setores empresariais, o PL vinha sendo denunciado por organizações ambientalistas e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como grave retrocesso ambiental.

Ao explicar os vetos no projeto de lei do presidente Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, a ministra do meio ambiente, Marina Silva, informou que essa foi uma decisão coletiva do governo.

“Foi um trabalho que, no nosso entendimento, mantém o diálogo com o Congresso Nacional, fazendo com que a gente assegure a integridade do licenciamento ambiental e consiga fazer processos que ganhem celeridade sem a perda da qualidade do licenciamento que é fundamental para proteção do meio ambiente em um contexto de crise climática, perda de biodiversidade e de processos de desertificação”, explicou.

Uma medida provisória (MP) e um outro projeto de lei com urgência constitucional também foram assinados por Lula nesta sexta, para recompor, em parte e com outras redações, os dispositivos vetados.

Leia também: Instituições ambientais reagem à aprovação do PL do Licenciamento Ambiental

Vetos do projeto de lei

A MP editada trata exclusivamente da modalidade de Licenciamento Ambiental Especial (LAE), que permitia um licenciamento simplificado para projetos e obras consideradas “estratégicas” pelo governo.

Apesar de manter a nova modalidade criada pelo projeto, o governo vetou a possibilidade desse tipo de processo ser realizada com fase única. Marina Silva explicou que a LAE estabelecida pela MP não exclui etapas.

“O LAE passará a ser acionado para estabelecer projetos prioritários, que terão equipes destinadas a dar celeridade aos licenciamentos, mas não se permitirá licenciamento simplificado, ou monofásico”, informou.

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que a decisão dos vetos envolveu todo o governo, e não apenas um ministério. Ainda segundo Belchior, o trabalho do governo foi guiado por quatro diretrizes principais.

“As diretrizes são: garantir a integridade do processo de licenciamento; dar segurança jurídica para os empreendimentos e investidores responsáveis; assegurar os direitos dos povos indígenas e comunidades quilombolas, e incorporar dispositivos que tornem o licenciamento mais ágil sem prejudicar sua eficiência”, explicou.

Leia também: Projeto de Lei altera regras de licenciamento ambiental; veja o que muda

Potencial poluidor

O governo vetou ainda a possibilidade de licenciamento simplificado para empreendimentos de médio potencial poluidor, o que inclui modalidade de licenciamento por autodeclaração.

Com isso, a Licença por Adesão e Compromisso (LAC) fica mantida apenas para obras de baixo impacto ambiental.

“Evita que empreendimento de risco relevante, como barragens de rejeitos, realizem licenciamento simplificado sem análise técnica adequada. O PL do Executivo [assinado hoje], além de restringir a LAC para baixo potencial de impacto, acrescenta limites ao procedimento autodeclaratório”, informou o Planalto.

Unidades da federação

O governo também vetou dispositivos que transferiam, “de forma ampla”, para os estados e o Distrito Federal (DF), a responsabilidade por definir os parâmetros e critérios para licenciamentos. Com os vetos, o governo estabeleceu que os estados devem respeitar “padrões nacionais”.

Também foi vetada a possibilidade de retirar a Mata Atlântica do regime de proteção especial para supressão de floresta nativa.

“[O bioma] já se encontra em situação crítica, com apenas 24% de sua vegetação nativa remanescente”, justificou o Planalto.

Presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Povos tradicionais e produtores rurais

Outro veto do presidente Lula derrubou o dispositivo que limitava as consultas a comunidades indígenas e quilombolas para empreendimentos realizados em suas áreas.

Pelo PL, apenas as comunidades com o território homologado ou titulado teriam que ser consultadas. Com o veto, os grupos indígenas e quilombolas que tenham iniciado o processo de reconhecimento devem ser consultados.

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“A limitação proposta no texto do PL aprovado deixaria de fora uma série de povos e territórios em fase de reconhecimento pela Funai e pela Fundação Palmares, contrariando a Constituição Federal”, justificou o governo.

Também foi derrubado pelos vetos o dispositivo que dispensava o licenciamento ambiental para produtores rurais com Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda pendente de análise pelos órgãos estaduais

“A medida protege o meio ambiente, uma vez que somente serão dispensados do licenciamento os proprietários rurais que tiveram o CAR analisado”, informou o Executivo.

Impactos indiretos

O governo vetou ainda dispositivo que limitava ações de compensação apenas aos impactos diretos ao meio ambiente, excluindo os chamados impactos indiretos.

“A medida assegura que, sempre que houver nexo de causalidade entre o empreendimento e os impactos ambientais – diretos ou indiretos -, possam ser exigidas medidas adequadas de mitigação, compensação ou controle, preservando a efetividade do licenciamento ambiental”, explicou o Executivo.

Unidades de Conservação

O presidente Lula vetou ainda o artigo que retirava o caráter vinculante para os pareceres de órgãos gestores de Unidades de Conservação no licenciamento de empreendimentos que afetem diretamente a unidade ou sua zona de amortecimento.

Ou seja, a manifestação do órgão gestor de um parque nacional, de acordo com o PL do Legislativo, não precisaria ser considerado obrigatoriamente para emissão do licenciamento. Com o veto, os órgãos das Unidades de Conservação terão poder real sobre o processo.

“A medida reforça a importância da avaliação técnica especializada na proteção de áreas ambientalmente sensíveis, assegurando que os impactos sobre Unidades de Conservação sejam devidamente analisados e considerados nas decisões de licenciamento”, destacou o governo.

Instituições Financeiras

Outro veto do presidente Lula manteve a responsabilidade de instituições financeiras na concessão de crédito em casos de danos ambientais em projetos por elas financiados.

“A medida reforça a importância de que o crédito seja condicionado ao cumprimento da legislação ambiental, estimulando a prevenção de danos e alinhando o financiamento ao desenvolvimento sustentável. O PL do Executivo [enviado ao Congresso] estabelece que o financiador deve exigir do empreendedor o licenciamento ambiental antes de conceder crédito”, informou o Executivo.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Brasil, escrito por Lucas Pordeus León

Verão Amazônico 2025 estimula cuidados com a saúde e consciência ambiental; confira a programação

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Ponta Negra, em Manaus, recebe o projeto Verão Amazônico neste sábado (9). Foto: Ivo Brasil/Amazonastur

Rede Amazônica prepara um dia cheio de atividades ao ar livre como parte do projeto ‘Verão Amazônico’ neste sábado (9) em Manaus (AM). Diversas ações serão realizadas nesta edição como foco na saúde, esportes, consciência ambiental e atividades culturais.

A programação começa às 9h e segue até à noite na areia, calçadão e no anfiteatro do Complexo Turístico Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus (AM). Confira a programação completa no fim da matéria.

Por-do-sol da praia da Ponta Negra, em Manaus. Foto: Divulgação

“A Rede Amazônica vai estar na Ponta Negra com o Verão Amazônico para curtir, aproveitar o lazer, esportes, além dos serviços de saúde realizados por nossos parceiros nesse projeto. Este é um evento pensando para toda a família aproveitar o verão com cuidado e consciência”, informa a supervisora de Programação no Grupo Rede Amazônica, Daniela Arouck.

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Além do convite a um estilo de vida mais saudável e da conscientização ambiental no período mais quente do ano na região, o ‘Verão Amazônico’ também propõe levar acesso à arte para o público. Um dos principais nomes da cena eletrônica local, a DJ Madame C. é uma das atrações e vai comandar, na areia da Ponta Negra, um sunset com muita música e energia lá no alto.

Às 20h, no anfiteatro, será apresentado o espetáculo ‘Rita Lee, uma Autobiografia Musical’, com a atriz Mel Lisboa, em parceria com a Mostra de Teatro Águas de Manaus e o Instituto Brasileiro de Teatro (iBT).

“Convidamos a população para a abertura da Mostra de Teatro Águas de Manaus, um evento gratuito que entra para o calendário da cidade. É muito importante ter eventos abertos ao público que unam o fomento à cultura e a conscientização ambiental, sobretudo no período mais quente do ano, quando o consumo de água aumenta. Ficamos felizes em participar desta iniciativa e reforçamos que a programação na Ponta Negra continua no domingo (10)”, convida a gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Simony Dias.

Projeto Verão Amazônico conta com mostra de teatro da Águas de Manaus
Foto: Caio Vitturi

Leia também: Verão amazônico exige cuidados redobrados com pele e olhos: especialistas dão dicas

Confira a programação completa do Verão Amazônico

– Na areia
9h – zumba com o Sesc Amazonas
10h – ritbox com o Sesc Amazonas
17h – sunset e música eletrônica com a DJ Madame C

– Stands
Pontos de hidratação – Águas de Manaus
Nutrição: Avaliação de IMC e orientação nutricional – Sesc
Saúde: Aferição de pressão arterial e teste de glicemia – Sesc
Fisioterapia: Liberação miofascial e ventosaterapia – Sesc
Drive Thru Ambiental – Gestão humanizada de resíduos

– Esportes
Quadras de beach tennis, futmesa, vôlei e aulas de ritmos, com o Sesc.

– Anfiteatro
20h – espetáculo ‘Rita Lee, uma Autobiografia Musical’, com Mel Lisboa – Mostra de Teatro Águas de Manaus

Verão Amazônico

Verão Amazônico’ é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica e integra campanha educativa, conteúdo jornalístico, pílulas nos intervalos com dicas de saúde e meio ambiente e ativação presencial. O projeto chama a atenção do público para ações como a limpeza de praias e rios, cuidados com a saúde, consumo consciente de água, prática de esportes e outros.

Em 2025, o ‘Verão Amazônico’ tem patrocínio da Águas de Manaus. A ação acontece em parceria com o Instituto Brasileiro de Teatro (iBT) e Sesc Amazonas, e apoio da 2V Produções e Eventos.

Imagem de ovo do Aedes aegypti feita no Amazonas chega em final de concurso internacional

Foto: Jander Matos e Joaquim Nascimento

Uma imagem que atraiu o mundo científico. Levando o pioneirismo em capacidade analítica e a atuação da região Norte do país para o mundo, o Centro Multiusuário para Análise de Fenômenos Biomédicos da Universidade do Estado do Amazonas (CMABio/UEA) ficou entre os 25 finalistas do concurso internacional de fotografias ‘Wellcome Photography Prize‘ (‘Prêmio de Fotografia da Wellcome’, em português).

A imagem de microscopia, que captura o ovo do mosquito Aedes aegypti, foi exibida na categoria ‘The Marvels of Scientific and Medical Imaging‘ (‘As maravilhas da imagem científica e médica’, em português), fazendo parte do retorno da modalidade.

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Intitulada ‘Febre Submarina’, a imagem apresenta uma área maior, que trata do ovo do mosquito, conhecido por transmitir dengue, causador da febre chikungunya e o Zika vírus. Os pontos amarelos são chamados de tubérculos e servem para grudar os ovos nas superfícies mesmo sem água, também fornecem nutrientes pro embrião que está dentro do ovo.

Foi adquirida em microscópio eletrônico de varredura no CMABio pelo tecnólogo em microscopia e bolsista do Fundo de Reserva Específico de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (FEPD&I) da UEA, Jander Matos, e por Joaquim Nascimento, doutorando em Biologia Evolutiva & Conservação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Leia também: 1 mosquito e 4 doenças: conheça o Aedes aegypti, o “maldito do Egito”

Segundo Jander, esse estudo mostra os efeitos externos causados no ovo da espécie. “Nesse caso, são observadas a forma, o tamanho, quantidade de tubérculos e integridade das camadas externas. Os efeitos externos desse teste são condições climáticas extremas, como aumento de temperatura. Olhar esses efeitos determina se a espécie tem sua reprodução afetada pelo aquecimento global”, afirmou.

Foto: Jander Matos/Acervo pessoal

Imagem ficou em exibição

A dupla teve oportunidade de exibir a fotografia durante a cerimônia de premiação, que aconteceu dia 16 de julho no Instituto Francis Crick, centro de pesquisas em Londres (Inglaterra). Apesar de não terem vencido dentro da categoria, o trabalho deles integra, agora, a exposição Wellcome Photography Prize 2025, disponível para visita até outubro deste ano na Manby Gallery, localizada no Instituto Francis Crick.

Foto: Jander Matos/Acervo pessoal

Para o tecnólogo, esse momento traz um valor enorme para o trabalho que estão realizando e que está sendo publicado.

“Mostra que estamos em um nível alto em relação a projetos internacionais e instituições de renome, como o Instituto Francis Crick. Também eleva a UEA, que a todo momento é pautada como instituição estratégica por estar inserida no contexto amazônico”, finalizou Jander.

O concurso

O ‘Wellcome Photography Prize‘, anteriormente conhecido como ‘Wellcome Image Awards‘ (‘Prêmios de Imagem Wellcome’, em português), possui um legado de 28 anos, em que reconhece profissionais que, por meio de imagens impactantes, apresentam aspectos da vida, do mundo e da ciência.

Neste ano, a premiação teve três categorias: ‘Fotografia Solo Impressionante’; ‘Uma Série de Histórias’; e ‘As Maravilhas da Imagem Científica e Médica’.

O prêmio é aberto a todos, e recebeu inscrições de mais de 100 países, com a dupla do Amazonas estando entre os 25 melhores selecionados. Além deles, mais uma imagem brasileira também chegou à final.

Mais informações no site oficial do concurso: https://wellcome.org/engagement-and-advocacy/engaging-people/wellcome-photography-prize/2025

*Com informações da UEA

Instância é criada em Roraima para fortalecer turismo de aventura e cultural

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Foto: Divulgação/Secult RR

A Secretaria de Cultura e Turismo de Roraima (Secult) formalizou a criação da Instância de Governança Regional (IGR) da região turística Roraima – Savana Amazônica. A nova IGR contempla os municípios de Boa Vista, Cantá, Alto Alegre, Mucajaí e Iracema e foi viabilizada por meio de parceria com o Centro de Apoio aos Municípios da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

Com paisagens naturais que incluem cachoeiras, trilhas, piscinas naturais e um rico patrimônio histórico e cultural no centro de Boa Vista, a região é estratégica para o turismo de aventura e cultural.

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As IGRs funcionam como unidades de gestão compartilhada, previstas no Programa de Regionalização do Turismo, e são adaptadas às realidades locais.

Segundo o diretor do Departamento de Turismo (Detur), Bruno Muniz de Brito, a medida representa um avanço importante no processo de regionalização da atividade turística no Estado.

“O Detur vai reunir com os órgãos municipais e estruturar um planejamento de longo prazo que proporcione desenvolvimento da atividade econômica do turismo nos municípios que contemplem todos os atores do trade”, afirmou.

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Secult formaliza criação de instância para fortalecer turismo nos municípios
Foto: Divulgação/Secult RR

Instância será estruturada com base em características regionais

Ele adiantou que o documento será estruturado com base no Plano de Desenvolvimento Regional e Sustentável do Turismo, o Roraima 2030.

A proposta é integrar comunidades locais, setor privado e poder público na gestão dos recursos naturais, promovendo um turismo consciente, com respeito ao meio ambiente e geração de benefícios para a população local.

*Com informações da Secult-RR

Bolívia ajudou a moldar a identidade de Rondônia? Saiba o que é influência do país vizinho

Bolívia e Rondônia compartilham ícones culturais como a Festa do Divino Espírito Santo. Foto: Júlio Olivar/Acervo pessoal

O Dia da Cultura Boliviana e Independência da Bolívia, comemorado em 6 de agosto, é uma data que reforça o quanto o país está presente no dia a dia dos rondonienses — especialmente nas cidades próximas à fronteira, como Guajará-Mirim (RO) e até mesmo em Porto Velho.

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Porto Velho é a única capital do país que faz fronteira com uma nação estrangeira. No entanto, a influência vai além da geografia: ela está no idioma, nos pratos típicos, nas festas e até na forma como os rondonienses expressam sua fé.

“A proximidade geográfica entre Rondônia e a Bolívia, com Porto Velho sendo a única capital brasileira que faz fronteira com um país estrangeiro, moldou profundamente a cultura regional”, explica o historiador Alekis Palitot.

Segundo o historiador, é comum ouvir o “castelhano” na fronteira, um reflexo da convivência diária entre as duas nações. Mas a mistura de culturas vai muito além do sotaque.

Da saltenha ao massaco: sabores da Bolívia que contam histórias

Quem anda pelas ruas de Porto Velho ou pelas feiras de Guajará-Mirim já deve ter cruzado com a saltenha ou o massaco. Esses pratos, de origem no país vizinho, conquistaram o paladar rondoniense e hoje fazem parte da rotina local.

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A saltenha, uma espécie de empanada recheada com carne, tem origem argentina, mas foi reformulada na Bolívia e, depois, adotada em Rondônia. Já o massaco, feito com banana ou mandioca socada com carne seca, é tradicional e ganhou versões locais nas cidades da fronteira.

“A culinária também reflete essa interação, com pratos como a Saltenha e o Massaco, o massaco um prato feito com massa de banana e mandioca originalmente boliviano, tornando-se populares em Porto Velho e cidades fronteiriças”, comenta Palitot.

saltenha é um prato típico da bolívia
Saltenha. Foto: Tácita Muniz/Acervo Rede Amazônica RO

Fé que atravessa os rios

A influência também aparece na religiosidade. Um exemplo é a Festa do Divino Espírito Santo, celebrada há mais de um século nas comunidades ribeirinhas ao longo dos rios Mamoré e Guaporé.

“Este evento fluvial exemplifica a integração cultural entre os dois países, reforçando laços históricos e espirituais”, disse o historiador.

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A celebração envolve procissões de barcos, cantorias, partilhas de alimentos e rituais que unem famílias dos países amazônicos.

Bolívia na história de Rondônia

De acordo com Alekis Palitot, durante o Ciclo da Borracha, entre o fim do século XIX e o início do século XX, o país vizinho teve papel central no desenvolvimento da região.

A cidade de Santo Antônio, por exemplo, era dominada por bolivianos antes mesmo da fundação de Porto Velho. Por lá, funcionava um grande armazém dos chamados “reis da borracha”.

“No Ciclo da Borracha existiam empresários que foram fundamentais na exportação do látex e na navegação fluvial, utilizando mão de obra indígena boliviana”, explica Alekis Palitot.

Ele também destaca a importância da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, uma das obras mais emblemáticas da história da Amazônia. Inaugurada em 1912, a ferrovia foi construída para permitir o escoamento da borracha boliviana até o porto de Belém, superando as perigosas corredeiras do rio Madeira, que impediam a navegação.

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A construção da estrada foi resultado de um acordo entre os dois países, após a assinatura do Tratado de Petrópolis, em 1903, que também garantiu ao Brasil o território do Acre. Como compensação, o governo brasileiro se comprometeu a oferecer uma alternativa de transporte para os bolivianos, e assim nasceu o projeto da ferrovia.

“A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, concluída em 1912, também carrega a marca da relação com a Bolívia. O empreendimento, criado para facilitar o escoamento da borracha, atraiu trabalhadores de várias origens, incluindo indígenas bolivianos e brasileiros nordestinos, que enfrentaram as adversidades da floresta para concretizar a obra”, disse.

*Por Gabriel Farias, da Rede Amazônica RO

MPF recomenda alteração de regras do Ibama para combater uso de mercúrio em garimpos da Amazônia

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Foto: Reprodução/Acervo Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação para que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) modifique a Instrução Normativa nº 26/2024 para proibir expressamente e de forma integral a importação, comercialização e revenda de mercúrio metálico para qualquer atividade minerária na Amazônia.

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A Instrução fala sobre a vedação do comércio de minérios, mas não o proíbe expressamente para pessoas jurídicas e ainda abre exceção para pessoas físicas titulares de Permissão de Lavra Garimpeira (PLG) e que possuam licença ambiental. O MPF ressalta que a permanência de uma norma infralegal que viabiliza, ainda que de forma condicionada, a utilização de substância altamente tóxica não pode ser admitida.

O MPF requer que a atividade seja vedada a qualquer pessoa, seja ela física ou jurídica, independentemente de ser titular de PLG e ainda que detenha licença ambiental para lavra de minérios. A ação é fruto da atuação do 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no enfrentamento da mineração ilegal nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

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Inquérito do MPF

No inquérito civil instaurado pelo MPF para apurar os efeitos decorrentes da utilização do mercúrio e de outras substâncias tóxicas, o objetivo é verificar o cumprimento, por parte da União e dos estados da Amazônia Ocidental, das obrigações previstas na Convenção de Minamata e em normas ambientais relacionadas, no que se refere à regulamentação da importação, do comércio e da utilização do mercúrio metálico em atividades de mineração.

mpf recomenda combate ao uso de mercúrio Foto Divulgação Ibama
Amostras de água para análise da contaminação por mercúrio. Foto: Divulgação/Acervo Ibama

A investigação já revelou a dimensão dos danos provocados pela exposição ao mercúrio na Amazônia brasileira e dados técnico-científicos confirmaram a contaminação da água, do solo e da cadeia alimentar. Além disso, comunidades ribeirinhas, populações indígenas e grupos urbanos apresentaram níveis elevados de mercúrio no organismo, com comprometimento direto da saúde pública e da segurança alimentar regional. 

A recomendação ressalta que a persistência do uso da substância está fortemente associada à atividade garimpeira, inclusive sob formas regulares, e indica fragilidade dos mecanismos de controle, fiscalização e responsabilização. No documento, o MPF ainda destaca que “tais permissivos representam um verdadeiro retrocesso ambiental e afrontam os princípios da precaução, da prevenção e da vedação à proteção insuficiente, consagrados no ordenamento jurídico pátrio”. 

O MPF fixou prazo de 30 dias para que o Ibama apresente resposta escrita sobre o atendimento da recomendação. 

Veja a Íntegra da recomendação.

*Com informações do MPF

‘Casa Flutuante da Mulher’ busca levar atendimento para vítimas de violência doméstica por rios no Amazonas

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Projeto ‘Casa da Mulher Flutuante’. Foto: Divulgação

A servidora pública e ativista feminista Cynthia Rocha Mendonça apresentou o projeto ‘Casa Flutuante da Mulher Brasileira‘, durante a Expo UEA Innovation, em Manaus (AM), nesta quarta-feira (6). A proposta do projeto é de uma unidade móvel, adaptada em uma balsa, para levar atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em comunidades ribeirinhas, indígenas e áreas isoladas.

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Segundo Rocha, o projeto está em fase de construção e articulação com órgãos públicos, sociedade civil e comunidade acadêmica. A expectativa é que, quando implementada, a ‘Casa Flutuante da Mulher Brasileira’ leve atendimento humanizado e integrado a locais de difícil acesso na região no Amazonas.

Inspirada na Casa da Mulher Brasileira, já existente em cidades do país, a versão flutuante reunirá, em um único espaço, órgãos e serviços especializados como Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Técnico-Científica, Instituto Médico Legal, além de atendimento médico, exames de corpo de delito, audiências remotas via internet/via satélite, programas de formação e geração de renda.

“O objetivo é garantir acolhimento, proteção e acesso à justiça a mulheres que hoje vivem em regiões invisibilizadas, sem estrutura para buscar ajuda”, afirmou Cynthia, que atua há mais de 20 anos como voluntária em ações de combate à violência contra a mulher.

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A embarcação será equipada com energia solar, sistema de captação e tratamento de água, e contará com recursos de inteligência artificial para triagem de risco, análise de perfil de agressores e vítimas, georreferenciamento e diagnóstico das áreas prioritárias.

Os dados coletados serão integrados a aplicativos como o “Ronda Maria da Penha” e plataformas de segurança pública e do Poder Judiciário.

Casa também será usada para pesquisa

Segundo a idealizadora, o barco também funcionará como base para pesquisas e monitoramento, gerando indicadores inéditos sobre a violência de gênero na Amazônia.

“É um projeto que nasceu da escuta das mulheres e da vivência com as demandas que elas têm”, disse Cynthia.

Casa Flutuante da Mulher foi apresentação em evento em Manaus
Projeto foi apresentado durante evento em Manaus nesta quarta-feira (6). Foto: Amanda Gonzalez

O projeto tem a parceria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo o diretor da Agência de Inovação da UEA, Antônio Mesquita, a implementação do projeto deve beneficiar a região e contribuir para a redução dos índices de violência contra as mulheres nas áreas isoladas.

“É um projeto sensacional, é uma tecnologia social, resultado de uma dissertação de mestrado em segurança pública. O tribunal vai ser parceiro nessa empreitada, junto com a universidade, e vai gerar um benefício enorme para a sociedade”, afirmou o diretor.

Ainda segundo o diretor da Agência de Inovação da universidade, a UEA e o TJAM buscam investimentos para que a “Casa Flutuante da Mulher Brasileira” seja construída ainda durante o ano de 2025.

Casa Flutuante da Mulher
Projeto ‘Casa Flutuante da Mulher’. Foto: Divulgação

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM