A exposição ‘Les Gens du Nord’, do fotógrafo Jacques Menassa, marca a abertura da programação cultural do espaço em 2026 nesta segunda-feira (5). Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus
Abrindo a programação cultural de 2026, o Museu da Cidade de Manaus, que fica no paço da Liberdade, no Centro Histórico, inicia nesta segunda-feira (5) as suas atividades com a inauguração da exposição ‘Les Gens du Nord‘, do fotógrafo internacional Jacques Menassa.
A mostra reúne uma coleção de fotografias em preto e branco que retratam “a alma da Amazônia” a partir de uma estética sensível, profunda e humanista, segundo o fotógrafo.
Por meio de um domínio técnico de luz e da sombra, Menassa, que retorna à capital amazonense, transforma cenas do cotidiano em “poesia visual”, transitando entre as texturas da floresta, os traços urbanos e, principalmente, a força humana do povo nortista.
Exposição de Menassa retrata a alma da Amazônia a partir de uma estética sensível, profunda e humanista. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus
A exposição é aberta ao público e pode ser conferida a partir desta segunda-feira (5), no horário das 9h às 17h, no Museu da Cidade de Manaus. A entrada é gratuita.
A mostra ‘Les Gens du Nord‘ tem como ideia principal mostrar o povo da região Norte. Jacques Menassa trabalha imagens do cotidiano em composições preto e branco, técnica que transformou os registros visuais num retrato da identidade local, revelando a resistência, alegria e dignidade de quem vive na Amazônia.
“A exposição é composta de 36 fotos em preto e branco, que mostram a vivência desse povo maravilhoso. O nome da exposição, inclusive, é uma homenagem minha, ‘Le gens du Nord’ é uma canção de Enrico Macias dedicada ao norte da França que eu escolhi para nomear a exposição e homenagear o povo do Norte do Brasil que eu amo muito”, explicou Menassa.
Mulher indígena amamentando seu filho. Foto cedida pelo fotógrafo Jacques Menassa
Além disso, o trabalho propõe uma reflexão sobre pertencimento, memória e identidade cultural, algo que o fotógrafo faz questão de mostrar para o mundo.
Natural do Líbano, Menassa possui vasta contribuição artística entre o país de origem e o Brasil, através de trabalhos de divulgação entre as nações.
“Só no Líbano, eu já realizei mais de dez exposições sobre a Amazônia e seus temas, já publiquei mais de 50 materiais sobre a região amazônica nos principais jornais de lá. Eu gosto de fazer esse intercâmbio com o Brasil, que esse ano completa 80 anos de relacionamento diplomático com o Líbano”, frisou o artista ao Portal Amazônia.
Historiador Abrahim Baze entrevistando fotógrafo Jacques Menassa no programa Literatura em Foco, do canal Amazon Sat. Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat
Para o historiador Abrahim Baze, as obras de Jacques Menassa traduzem a história e preservação da vida amazônida para o mundo.
“Menassa é um pedaço da nossa cultura. Um artista plástico e fotógrafo de uma inteligência fenomenal, suas exposições têm uma marca importantíssima que são os registros pessoais do povo amazônida. Você analisar a Amazônia para o Brasil tem um referencial, mas para o Oriente Médio, especialmente o Líbano, Jacques é a nossa maior referência para os árabes, que foram fundamentais para a economia da nossa região. Este é Jacques Menassa, o árabe-brasileiro, ou melhor, o árabe amazônida”, afirmou Baze.
Assista a entrevista:
Quem é Jacques Menassa?
Fotógrafo libanês Jacques Menassa. Foto: Divulgação/Jacques Menassa
Jacques Menassa nasceu em Ghosta, Líbano, em 1956. Formado em Ciências Políticas e Administrativas, o artista contou ao Portal Amazônia que a paixão pela fotografia vem desde a infância.
“Gosto da fotografia desde criança, os meus amigos no Líbano compravam revistas artísticas de cantores e atores e eu gostava de recortar as fotos bonitas. Desde essa época, eu já gostava de fotografia, cheguei até a ir pra Paris aprender tudo sobre essa área”, contou Menassa, que aprendeu técnicas fotográficas na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, no Líbano.
Com família instalada em Manaus, ele desembarcou na capital amazonense em 1990, onde ficou encantado com a vivência e passou a fazer registros fotográficos do cotidiano amazônida.
“Visitei Manaus pela primeira vez em 1984, porque a família do meu tio paterno vieram morar aqui no Amazonas. Meu avô e irmãos vieram em 1985 e eu cheguei depois, em 1990, onde fiquei por oito anos. Depois disso, voltou para o Líbano e desde 2016 eu volto aqui a cada ano e fico por três meses”, conta o fotógrafo.
Desde então, Jacques coleciona diversas exposições e oficinais de fotografias, obras que tornaram o artística como um dos maiores expoentes do cenário artístico nacional e internacional.
Na última semana, um vídeo que mostra a importância das árvores para o equilíbrio ecológico do planeta viralizou nas redes sociais. As imagens mostram uma Sumaúma, espécie nativa da Amazônia, como se estivesse “jorrando” uma grande quantidade de água do seu caule em direção ao solo. Assista:
A cena impressionou internautas, gerou debates e despertou curiosidades acerca da veracidade do fato, que chamou a atenção desde sua publicação.
Diante disso, o Portal Amazônia conversou com a engenheira florestal Dra. Fabiana Rocha, que afirmou a autenticidade do vídeo e explicou os motivos deste fenômeno ocorrer com a sumaúma, árvore de grande porte da Amazônia.
“Esse vídeo é um pouco antigo, e sim, as imagens são verdadeiras e mostram basicamente a água saindo de dentro da sumaúma para o ambiente natural e realmente corresponde a uma condição que acontece não só com ela, mas com outras árvores de grande porte. É um processo hidrológico, endógeno que está ligado com a absorção e transporte hídrico da planta de uma forma geral”, afirmou Fabiana.
A engenheira explicou que o fenômeno faz parte do ciclo hidrológico dos mecanismos fisiológicos existentes nas árvores de grande porte.
“A sumaúma possui um sistema de raízes tabulares, que são essas grandes massas laterais, e apresentam uma alta capacidade de absorção, comuns em árvores de grande porte. Nesses casos, o movimento é mais intenso e aí acaba resultando no acúmulo de água. Quando a capacidade interna é excedida, seja por saturação do solo ou pela redução da transpiração, ela acaba redistribuindo essa água em direção ao solo e ao seu entorno. Portanto, esses processos são visualizados nessa liberação intensa, ou seja, é uma expressão extrema do ciclo hidrológico”, explicou a doutora.
Quanto à liberação excessiva da água, Fabiana pontua que a saturação da árvore e o tamanho da fissura traduzem a quantidade de água direcionada para o ambiente externo.
“Qualquer tipo de fissura aberta em maior tamanho pode ocasionar este tipo de situação. No vídeo, ela está jorrando água, mas isso só acontece quando a árvore estiver realmente saturada ou em processo de saturação. Então, acaba acontecendo esse processo que parece uma torneira aberta, elas liberam água de forma abundante e que corresponde com os mecanismos fisiológicos que normalmente a gente tem dentro dessas espécies vegetais”, relatou.
Ação humana ou processo natural?
Por fim, Fabiana Rocha frisou que o fenômeno registrado no vídeo, por ora, não tem indícios de que foi provocada por uma ação humana, e reforçou que se trata de um processo natural da espécie.
“É preciso ter um pouco de interpretação cuidadosa, não tem basicamente uma evidência de corte induzido observada no vídeo, até o momento não tem provas que tenha sido provocada por uma ação humana direta. O que se documenta fisiologicamente em árvore de grande porte é a capacidade de redistribuir e exsudar (sair em forma de gotas ou de suor) a água quando as condições ambientais e internas têm necessidade de provocar isso. Então, na minha opinião técnica, entendo que esse fenômeno deve ser entendido como uma expressão da dinâmica hídrica vegetal e pode ter sido amplificada pelo porte da planta e características do ambiente”, finalizou.
Sobre a sumaúma
A sumaúma (Ceiba pentandra) é uma árvore nativa presente na região Amazônica, mas que também pode ser encontrada nas florestas das Américas Sul e Central, além da África ocidental e o sudeste asiático. A espécie pode alcançar entre 60 e 70 metros de altura, com alguns exemplares chegando a 90 metros, tornando-se uma das maiores árvores do planeta.
A sumaúma possui grandes raízes, chamadas sapopemas, que são capazes de absorver grandes volumes de água do subsolo, onde funcionam como um sistema de armazenamento natural do líquido. Em períodos específicos, quando as raízes atingem um determinado nível de umidade, a árvore solta esse excesso e irriga todo o seu entorno, exatamente esse processo natural que aparece no vídeo viral.
As bases das sapopemas podem chegar a 3 metros de altura e são responsáveis pela formação de “compartimentos” naturais, capaz lançar diariamente mais de mil litros de água no ar, contribuindo para os chamados “rios voadores”, massas de vapor d’água que se deslocam pela atmosfera e regulam o clima em todo o território brasileiro.
Além do papel vital na ecologia mundial, a sumaúma também é considerada sagrada para as comunidades tradicionais, além de representar uma conexão entre o mundo físico e espiritual e um local de proteção, fertilidade e continuidade da vida, segundo relatos orais.
Registro de nomes ligados ao período que celebra o nascimento de Jesus é comum no Brasil. Foto: M Ameen / Pixabay
O período do Natal é marcado pela celebração católica do nascimento de Jesus Cristo, comemorado no dia 25 de dezembro, mas também representa, além de um momento de tradições religiosas, a junção de valores como união, esperança, fraternidade e amor ao próximo.
Mas além das festividades e confraternizações familiares, existem aqueles que costumam se inspirar no período natalino para registrar nomes. Seja quem nasce em dezembro, acredita na devoção popular ou até mesmo quem não teve intenção, o registro de pessoas com nomes associados ao significado de Natal, é algo comum em todo o Brasil.
Nos estados da Amazônia Legal, por exemplo, cerca de 290 mil pessoas foram registradas com nomes diretamente associados ao Natal, de acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso reforça o quanto a tradição oral e religiosa do Natal é forte na região.
O Portal Amazônia lista alguns dos principais nomes de pessoas que carregam o significado de Natal através da sua identificação, separados por estados. Confira:
Natal
Considerado o 80º nome mais popular no Brasil com a letra N, a palavra que dá nome à festa de celebração do menino Jesus também foi escolhida por 1.144 pais da Amazônia Legal, sendo:
Maranhão
600
Pará
302
Mato Grosso
242
Natalia
O segundo nome mais popular no Brasil com a letra N, o nome Natália, apesar do significado “nascido no dia do Natal” não corresponder ao pé da letra, nominou 21.209 mulheres na Amazônia Legal:
Pará
8.947
Maranhão
8.339
Amazonas
3.923
Noel
Popularmente associado ao bom velhinho, o nome Noel é um termo francês da palavra Natal, mas que nomeou 984 brasileiros na Amazônia Legal:
Mato Grosso
416
Pará
361
Rondônia
207
Natalino (a)
Relacionado ao Natal, os nomes Natalino e Natalina também são bem comuns no território brasileiro. Na Amazônia Legal estão divididos assim:
A figura católica central do Natal, Jesus, foi homenageada 4.412 vezes e o Amazonas lidera:
Amazonas
1.548
Roraima
1.445
Pará
1.419
Já Cristo, apenas o estado amazonense possui registro de pessoas adotadas com o primeiro nome: 17.
Emanuel, que significa “Deus Conosco”, foi registrado em 17.816 amazônidas:
Pará
7.149
Maranhão
6.119
Amazonas
4.548
Outro nome simbólico é Cristiano, que nomeou 11.944 pessoas:
Pará
5.096
Maranhão
3.594
Amazonas
3.254
Cristina, 13º nome mais popular no Brasil com a letra C, nomeou 9.657 mulheres:
Pará
4.468
Maranhão
2.641
Amazonas
2.548
Já o “salvador” Messias, nome dado ao redentor prometido por Deus para mudar o mundo, foi escolhido:
Pará
3,4 mil
Amazonas
1,7 mil
Maranhão
1/2 mil
Nomes de anjos
Gabriel, que segundo a tradição cristã foi o mensageiro do anúncio do nascimento de Jesus, é o primeiro nome de 80.049 pessoas da Amazônia Legal:
Pará
34.843
Maranhão
24.341
Mato Grosso
20.865
Já Miguel, que significa “Quem é como Deus?”, foi escolhido 44.168 vezes para nomear:
Pará
19.432
Mato Grosso
12.749
Maranhão
11.987
Outro anjo foi Rafael, o “que cura”, que nomeou 55.162 pessoas, sendo:
Pará
23.849
Maranhão
17.239
Mato Grosso
14.074
Nomes ligados ao Reis Magos
Figuras da tradição cristã, os Reis Magos também inspiraram nomes de pessoas. Baltazar, por exemplo, nomeia 355 pessoas:
Pará
150
Tocantins
106
Mato Grosso
99
Outro Rei Mago foi Gaspar, que soma 626 registros, sendo:
Maranhão
300
Pará
187
Tocantins
139
Melchior, o terceiro Rei Mago bíblico, não teve registro em nenhum estado da Amazônia Legal.
Outros nomes simbólicos
Ligado ao figura do anjo, um dos símbolos do Natal, o nome Ângelo possui 10.808 registros, enquanto que a Ângela identifica 16.108 pessoas, nos estados do Pará, Maranhão e Amazonas.
Referência à Estrela de Belém, o nome “Estrela” foi registrado 124 vezes em cartórios da Amazônia Legal, nos estados do Pará (66), Amazonas (37) e Maranhão (21).
Senador do Amazonas, Omar Aziz detalhou investimentos como o novo porto de Manaus e a licença ambiental da BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz
A mobilidade logística da Amazônia ganhará, em 2026, dois grandes investimentos: a construção do novo porto da Manaus Moderna e a licença ambiental da BR-319, que permitirá a pavimentação do “trecho do meio” da rodovia. As novidades foram anunciadas nesta terça-feira (22) pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), durante entrevista ao Portal Amazônia.
O parlamentar detalhou que o novo empreendimento portuário já é “algo concreto” e que o projeto levará qualidade, dignidade e o que há de mais moderno para a população amazonense.
“Uma coisa concreta é o novo porto da cidade de Manaus. Uma obra na ordem de R$ 800 milhões que vai ajudar a melhorar a ida e vinda dos passageiros e mercadorias que precisam utilizar as nossas estradas, que são os nossos rios, para ir e vir para o interior do Amazonas. Hoje, é muito precário um idoso, uma idosa, uma pessoa especial embarcar e desembarcar, mas com um novo porto digno da população amazonense, espero que melhore a qualidade e o atendimento desse povo que precisa desse serviço”, explicou Omar.
Parlamentar destacou os avanços para a mobilidade logística da Amazônia. Foto: Tadeu Rocha/Assessoria
Sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o novo porto da Manaus Moderna será implantado em uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados e terá uma estrutura dividida em dois tramos principais: Feira da Manaus Moderna e Feira da Banana.
Projeto do DNIT prevê que empreendimento terá 38 mil metros quadrados. Foto: Divulgação/DNIT
Entre as edificações previstas estão terminal de passageiros, com capacidade para atender até 4 mil visitantes por dia, terminal de cargas e encomendas, edifício de fiscalização e controle, estação de tratamento de esgoto (ETE), subestação elétrica, guaritas, pontos de apoio e áreas de convivência com bancos de concreto, playground e estacionamento com cobertura solar equipada com placas fotovoltaicas.
Está previsto, ainda, o terminal de passageiros com capacidade para atender até 4 mil visitantes por dia e uma infraestrutura adequada para embarque e desembarque eficiente.
BR-319
Outro avanço citado por Omar foi a licença ambiental que permitirá a pavimentação do trecho do meio da BR-319. Segundo o senador, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, virá ao Amazonas em fevereiro para formalizar a entrega do documento, que representará um marco importante para pavimentação da rodovia.
Serviço de asfaltamento da BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz
“Eu e o senador Eduardo (Braga) tivemos uma conversa com o presidente Lula, há duas semanas, onde ele garantiu que vem em fevereiro aqui e que vai sair a licença ambiental para gente poder asfaltar o trecho do meio da BR-319. É uma conquista e espero que essa obre inicie ano que vem, temos uma perspectiva muito grande”, pontuou o senador.
Por fim, Aziz também listou as demais obras ao longo da rodovia como a construção das pontes sobre os rios Curuçá e Autaz-Mirim e o serviço de asfaltamento na estrada.
“Temos as duas pontes para ser inaugurada, a primeira está pronta e a segunda está em conclusão, o presidente Lula vem para inaugurar as duas. Já temos 52 quilômetros sendo asfaltados, além da licença ambiental. Então, são entregas que mostram o nosso trabalho em prol da importância da BR-319”, finalizou.
Senador Omar Aziz acompanhando os trabalhos na BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz
Desde o mês de setembro de 2025, a população de Manaus (AM) tem recebido alertas nos celulares sobre mudanças climáticas e possíveis riscos extremos durante o período das fortes chuvas na capital amazonense.
Chamado de ‘Defesa Civil Alerta’ (DCA), o sistema de comunicação envia mensagens para todos os aparelhos compatíveis com a tecnologia 4G e 5G para alertar sobre eventuais sinistros naturais e recomendar ações de segurança para a população.
As principais notificações que tem sido enviadas para os moradores da cidade são sobre os riscos de alagamentos, enxurradas e corridas de massa.
O Portal Amazônia conversou com Fábio Nunes, meteorologista da Defesa Civil do município, que explicou mais sobre os alertas e o que eles significam.
O que é corrida de massa?
Alerta de Corridas de Massa. Foto: Reprodução
Durante as fortes chuvas que caíram nesta sexta-feira (19), a Defesa Civil Municipal enviou o “Alerta de Corridas de Massa na Zona Leste”.
De acordo com Fábio, o fenômeno natural é mais conhecido como deslizamento, fenômeno natural provocado pelo deslocamento de solo, rochas e detritos decorrente de ação humana ou precipitação intensa.
“É um fenômeno em que grandes volumes de solo, lama, rochas e detritos se deslocam rapidamente encosta abaixo, impulsionados principalmente pela gravidade. Ela pode ocorrer de forma súbita e com grande velocidade, causando danos significativos a áreas urbanas, estradas e moradias localizadas em encostas ou margens de barrancos”, explicou o meteorologista.
Outro tipo de alerta que chega à população é o de enxurradas. Segundo o meteorologista, o evento climático acontece quando o volume de água da chuva é maior que a capacidade do sistema de drenagem da malha viária da região.
“O alagamento ocorre quando há acúmulo temporário muito alto de água da chuva em áreas urbanas, principalmente em ruas, avenidas e bairros com baixa capacidade de drenagem. O acúmulo de lixo nos bueiros e a obstrução do sistema de drenagem podem favorecem para os alagamentos”, pontua Fábio.
Já os alertas de enxurradas, conforme Nunes, são enviados quando há o risco o fluxo da água em alta velocidade em áreas consideradas de risco.
“A enxurrada é o escoamento rápido e superficial da água da chuva, geralmente em ruas inclinadas, encostas ou áreas com pouca infiltração no solo. Ela se caracteriza pela força da água em movimento, capaz de arrastar lixo, móveis, veículos e até pessoas.
Causas
Fábio reforça que todos os fenômenos estão ligados principalmente a:
chuvas intensas em curto período de tempo;
chuvas persistentes, que saturam o solo;
impermeabilização do solo urbano (asfalto, concreto);
sistema de drenagem insuficiente ou obstruído;
ocupação de áreas baixas e margens de igarapés;
e acúmulo de lixo, que entope bueiros.
Registro da forte chuva que caiu nesta sexta-feira (19) em Manaus. Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia
A Defesa Civil Alerta é a uma nova ferramenta de envio de alertas de emergência do Governo Federal, cuja implantação é coordenada pela Defesa Civil Nacional e pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel e executada prestadoras de telefonia móvel (Algar, Claro, Tim e Vivo).
O objetivo do sistema, que utiliza a tecnologia de transmissão via telefonia celular, é complementar as outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e mitigação dos impactos causados por desastres, avisando e orientando as pessoas que estejam em localidades com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo, dentre outros.
Fã de vôlei, o manauara Maikon Andrade se fantasiou de “Jesus ruivo” para conseguir fotos com jogadores durante Mundial de Vôlei em Belém (PA). Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal
Em meio ao Mundial de Clubes de Vôlei Masculino, competição internacional que acontece em Belém, no Pará, e reúne as principais equipes do planeta, uma ideia provou que não existem limites na busca pela realização de um sonho.
Em uma ótima “sacada”, trocadilho que passou longe de tamanha criatividade, o amazonense Maikon Andrade uniu a paixão pelo esporte e a imaginação fértil para se fantasiar de “Jesus ruivo” e de Papa. Objetivo: chamar a atenção dos jogadores no Ginásio Mangueirinho, local onde ocorre o torneio.
Para chamar atenção de jogadores, Maikon se fantasiou de “Jesus ruivo” e de Papa no ginásio. Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal
O plano “iluminado” deu certo: o manauara de 33 anos conseguiu tirar fotos com algumas das principais estrelas do Mundial como o italiano Simone Giannelli, do Perugia-ITA; o norte-americano Aaron Russell, da equipe polonesa Zawiercie; e os brasileiros Cristiano e William, do Campinas; e Douglas Souza, do Cruzeiro.
Maikon com Simone Gionnelli, do Perugia-ITA. Foto: Acervo pessoal/Maikon AndradeMaikon com Aaron Russell, do time Zawiercie-POL. Foto: Acervo pessoal/Maikon AndradeMaikon com jogador Cristiano, do time Campinas. Foto: Acervo pessoal/Maikon AndradeMaikon com jogador Willian, do time Campinas. Foto: Acervo pessoal/Maikon AndradeMaikon com jogador Douglas Souza, do time Cruzeiro. Foto: Acervo pessoal/Maikon Andrade
Maikon contou ao Portal Amazônia como nasceu a ideia criativa de se fantasiar das maiores figuras simbólicas do catolicismo durante a competição que ocorre na cidade que possui o mesmo nome do local onde Jesus nasceu, segundo a Bíblia.
“Eu usei essa fantasia no halloween esse ano que teve no meu trabalho, então decidi usar aqui também como uma forma de chamar atenção, tanto dos jogadores quanto do público. Se fosse de cara limpa, teria mais vergonha da exposição”, explica o amazonense.
“Jesus ruivo” deu autógrafos no ginásio Mangueirinho. Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal
Além dos jogadores, o “Jesus ruivo” também chamou a atenção do público que prestigia a competição. Vários espectadores aproveitaram para fazer um registro com Maikon. A estratégia, inclusive, já tem data marcada em outra competição: a Liga das Nações de Vôlei Masculino de 2026.
“A próxima competição será a VNL Masculina, em agosto no Rio de Janeiro. Pretendo usar a mesma fantasia para deixar marcado (risos). Usei a do papa ontem, mas essa de Jesus é bem mais divertida”, finaliza Maikon.
Paixão pelo vôlei
Apaixonado pelo esporte, o amazonense conta que sempre gostou de praticar vôlei, considerado um dos mais populares do mundo.
“Eu sempre gostei da modalidade e pratico, mas nada a nível profissional, gosto mais de jogar como levantador com amigos. Não tenho time favorito, gosto de torcer por qualquer um do Brasil e admiro vários jogadores e jogadoras do vôlei”, conta Maikon, que trabalha como assistente de RH numa empresa de navios de cruzeiro.
A bolacha de motor é um dos alimentos mais consumidos nas embarcações e faz parte da cultura da região amazônica. Foto: Reprodução/Facebook-Bolachamodelo
Quem viaja de barco pelos rios da Amazônia, sabe que quando a fome bate, um famoso lanche é dos mais fáceis de encontrar: a “bolacha de motor“. Feita de farinha, água e sal, a bolacha é tradicional na região: presente no café da manhã e nas merendas da tarde das embarcações amazônicas.
A bolacha de motor é a principal opção para “forrar o bucho” de passageiros e tripulantes durante as viagens nas “estradas de água”. Quebrada dentro do café com leite, com ova de peixe ou açaí, seja qual for o acompanhamento, o alimento se tornou um dos itens indispensáveis nos barcos e se faz presente também na mesa das famílias amazônidas.
O termo “bolacha de motor” foi uma forma carinhosa que os viajantes encontraram para chamar a ‘bolacha água e sal’, que ajudava a saciar a fome durante as longas viagens de barco. Tais embarcações eram chamadas regionalmente de “motor” pelos ribeirinhos.
Segundo relatos espalhados pelas redes sociais, durante o ciclo da borracha, entre o final do século XIX e o início do século XX, muitos trabalhadores viajavam por dias em barcos de motor para os seringais e necessitavam de um alimento que não estragasse durante esses deslocamentos.
Antigamente, os barcos regionais eram chamados pelos ribeirinhos de motor. Foto: Adriano Gambarini/WWF Brasil
A partir dessa necessidade, as bolachas água e sal se tornaram o principal alimento consumido durante os percursos ao longo dos rios, ajudando a amenizar a fome de tripulantes e passageiros. Daí a origem do nome “bolacha de motor”.
Américo Rodrigues Esteves foi o inventor da bolacha de motor. Foto: Acervo Jornal do Commercio
E quem criou a bolacha de motor?
Américo Rodrigues Esteves. Esse foi o responsável que transformou a bolacha água e sal num dos alimentos mais apreciados da região Norte do país.
Natural de Angeja, região norte de Portugal, o empresário instalou em Manaus (AM), no ano de 1941, a Fábrica de Massas e Biscoitos Modelo Ltda, com objetivo inicial de vender produtos alimentícios para toda a região amazônica.
O empreendedor português então criou, à base de trigo, sal, água, fermento, açúcar e gordura hidrogenada, a receita da bolacha que viria a ser um dos símbolos da culinária popular amazonense.
“A bolacha de motor foi um produto desenvolvido para nossa região. Ela é do tipo água e sal, mas foi feita justamente para chegar nas regiões mais distantes da Amazônia. Antigamente tinha muita dificuldade de transporte e embalagens de alimentos, então o intuito no início era comercializar o produto no interior do Amazonas”, explica Américo Augusto Esteves, filho do antigo dono e atual proprietário da fábrica, ao Portal Amazônia.
A partir daí, a bolacha de motor acabou se tornando o principal produto da empresa. “Até hoje, a bolacha de motor é feita da mesma forma desde o surgimento da receita, há mais de 60 anos. É uma receita familiar que a gente mantém até hoje, com os mesmos ingredientes. Um biscoito saudável, feita de forma natural, sem conservantes nem aromatizantes, que tende a durar bastante devido à pouca umidade e se conserva, justamente para atingir toda a população do Amazonas e estados da região Norte”, pontua o empresário.
O sucesso da bolacha de motor se confunde com a história da família Esteves. Desde a instalação da Fábrica Modelo em Manaus, na década de 1940, a empresa se consolidou como uma das mais bem sucedidas do mercado, mesmo com a chegada das grandes redes de supermercado.
Pioneiro da bolacha de motor, Américo Rodrigues faleceu em 2021, aos 97 anos de idade, mesmo ano que seu filho, Francisco Augusto, também morreu. Ambos eram sócios da fábrica Modelo, que atualmente é gerenciada pelo seu outro filho, Américo Augusto.
Tal iniciativa levou o criador da empresa a ganhar o Industrial 2004, prêmio dado pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) naquele ano.
Ao centro, o fundador da bolacha de motor, Américo Rodrigues, ao lado dos filhos Francisco Augusto (à esquerda) e Américo Augusto (à direita). Foto: Américo Augusto/Acervo pessoal
Para Américo, a bolacha de motor representa a história da família e o maior legado do seu pai.
“A nossa família, o nosso sustento, a nossa história gira em torno desse produto. A morte do meu pai e do meu irmão foi um momento muito difícil porque eles sempre foram presentes na empresa. Meu pai conhecia todos os funcionários por nome, estava sempre na linha de produção, era uma pessoa muito querida. A história dele está aqui, ele deixou isso conosco e nós vamos manter”, afirmou o empresário.
Fábrica Modelo
Fábrica Modelo foi fundada em 1941, na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com José Paranaguá, no Centro de Manaus. Foto: Almanaque Especial Comercial, 1948/Durango Duarte
Com sede na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com José Paranaguá, no Centro de Manaus, a Fábrica Modelo foi fundada em 1941 e ainda atua na fabricação de massas e biscoitos.
Em 84 anos de história, a empresa é referência regional na produção de alimentos. Segundo Américo, além da bolacha de motor, outros tipos de biscoitos também são produzidas pela empresa.
Foto: Reprodução/Google Maps (com edição)
“Atualmente, temos em torno de nove itens na nossa linha de produção. Além da bolacha de motor, que produzimos uma base mensal de cem toneladas, continuamos a produzir bolacha água e sal, temos a famosa cream-cracker, bolachas doces de maisena e também as salgadas, do tipo aperitivo”, explica o proprietário da Fábrica Modelo, que conta com quase 40 colaboradores entre funcionários internos e externos.
Sobre massas, Américo explica que o setor voltará ao planejamento da empresa em 2026. “Nós temos uma outra unidade no Japiim que era onde fabricava macarrão, mas temporariamente estamos sem produzir por inviabilidade econômica devido à massa. Mas a gente deve voltar a produzir ano que vem”, adiantou.
Além da bolacha de motor, Fábrica Modelo produz atualmente cerca de nove produtos no setor de biscoitos. Foto: Divulgação/Instagram-Bolacha Modelo
Oferta de serviços gratuitos fazem parte das atividades extracurriculares das unidades acadêmicas. Foto: Divulgação/UEA Cidadã
Atendimentos em saúde, orientação jurídica e psicológica, emissão de documentos… Você sabia que esses e outros serviços são oferecidos de forma gratuita à população nas instituições de ensino públicas e privadas em Manaus (AM)?
Tais ações sociais fazem parte das atividades extracurriculares, que são componentes exigidos das unidades acadêmicas para a formação dos estudantes. Além de prepará-los para o mercado de trabalho, elas contribuem na promoção da cidadania e na garantia de acesso à serviços básicos à comunidade.
O Portal Amazônia buscou por esses serviços gratuitos realizados pelas principais instituições de ensino e abertos à população amazonense:
Universidade Federal do Amazonas (Ufam)
UFAM oferece vários serviços gratuitos através dos programas de extensão. Foto: William Costa/Acervo Portal Amazônia
A Ufam, instituição de ensino superior mais antiga do Brasil, localizada na Avenida Rodrigo Otávio, n° 6200, bairro Coroado, oferece diversos serviços gratuitos à população por meio de programas de extensão universitários. A gama das atividades abertas ao público é realizada pelos estudantes de cursos como Direito, Educação Física, Fisioterapia, Psicologia, entre outros.
Confira alguns serviços:
Assistência jurídica, para pessoas com hipossuficiência financeira;
Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Futebol Amazonense, para crianças e adolescentes;
Reabilitação multiprofissional de pacientes com déficit neurofuncional;
Realização de atividades motoras, para crianças a partir de 02 anos, adolescentes e adultos com algum tipo de deficiência;
Aulas de musculação, para idosos a partir de 60 anos;
Atividades de dança, ginástica e atividades circenses, para crianças, adolescentes e adultos com deficiência;
Atendimentos psicológicos e odontológicos;
Orientações para declaração de Imposto de Renda;
Cursos e oficinas gratuitas de Música, Dança e Artes Visuais
Para acessar os serviços, os interessados devem entrar em contato pelos telefones (92) 99318-3195 ou (92) 3305-1758.
Núcleo de Práticas Jurídicas da UEA fica localizada na avenida Major Gabriel, no Centro de Manaus. Foto: Daniel Brito/UEA
O Núcleo de Prática Jurídica da UEA oferece serviços jurídicos gratuitos como orientações e acompanhamentos de processos à população, através de atividades práticas supervisionadas desenvolvidas por estudantes do curso de Direito. Os atendimentos acontecem às quintas-feiras, em três horários: 8h30 às 11h40 (manhã), 14h às 17h40 (tarde) e 18h30 às 20h (noite).
Os interessados podem entrar em contato e solicitar atendimento pelo e-mail allima@uea.edu.br, ou comparecer na Escola de Direito da UEA, localizada na rua Major Gabriel, n° 767, Bairro Centro, zona Sul de Manaus.
Outro serviço público feito pela instituição é a reabilitação de pacientes mutilados, por meio de próteses bucomaxilofaciais. A especialidade da odontologia, realizada pelo Centro de Especialidades Odontológicas (CEO/UEA), atende pacientes de casos complexos encaminhados principalmente por hospitais da capital, como Adriano Jorge, Getúlio Vargas, Fundação Alfredo da Matta e a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon).
Para solicitar avaliação ou obter informações sobre atendimentos, os pacientes podem entrar em contato pelo telefone (92) 99279-3512.
CEO/UEA é o único serviço público gratuito de próteses bucomaxilofaciais no Amazonas e referência nacional. Foto: Divulgação/UEA
Através do projeto UEA Cidadã, programa de extensão universitária, a instituição também oferece outros serviços gratuitos à população nas áreas da saúde e odontologia. São eles:
Aferição de pressão arterial
Teste rápido de glicemia
Avaliação de risco para diabetes
Avaliação antropométrica (peso, altura e cálculo de IMC)
Orientações de saúde
Atendimentos em ações de saúde comunitária
Encaminhamentos, quando necessário
Aplicação de flúor
Orientações de saúde bucal
A programação das ações sociais pode ser acompanhada através do perfil da UEA Cidadã no Instagram, ou através da coordenadora do programa, Dra. Márcia Costa, pelo telefone (92) 99128-1899.
Centro Universitário Martha Falcão Wyden
Instituição disponibiliza, de forma gratuita, orientações jurídicas, psicológicas e contábeis para a população. Foto: Divulgação/Martha Falcão
Localizada na Rua Natal, nº 300, no bairro Adrianópolis, zona Centro-sul de Manaus, a instituição oferece três serviços gratuitos à população, através do Serviço de Psicologia (SAP) e dos Núcleos de Práticas Jurídicas (NPJ) e de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). São eles:
Orientações jurídicas e acompanhamento em demandas de baixa complexidade;
Atendimento psicológicos, com sessões individuais e triagens;
Orientações para a declaração do Imposto de Renda
Os serviços são divulgados previamente nos canais oficiais da instituição e nas redes sociais. Em geral, é necessário realizar agendamento prévio, conforme a disponibilidade de cada projeto. Todos os atendimentos seguem ordem de demanda e capacidade das equipes. Para informações e dúvidas, o atendimento pode ser feito diretamente na sede da instituição.
Centro Universitário ESBAM
Ações gratuitas são realizadas por meio de alunos do curso de Serviço Social da instituição. Foto: Divulgação/Esbam
Por meio do Núcleo de Desenvolvimento Social e Cidadania (NUDESC), a instituição realiza diversas ações gratuitas voltadas à saúde e bem-estar da população. São elas:
Aferição de pressão arterial
Testes rápidos (conforme parcerias)
Glicemia capilar
Avaliações de Índice de Massa Corporal (IMC) e risco cardiovascular
Dentista
Dermatologista
Vacinação
Oftalmologista
Ginecologista
Orientações sobre saúde da mulher, do homem, cuidados preventivos e saúde mental.
Os serviços são divulgados por meio de campanhas abertas e mutirões sociais e os agendamentos devem ser formalizados pelo e-mail coord.servicosocial@esbam.edu.br com antecedência de, no mínimo, 15 dias. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (92) 99984-1975 e (92) 98177-0358.
Centro Universitário Fametro
Unidade de ensino oferece orientações jurídicas, serviços odontológicos e atendimentos nas áreas de Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Foto: Divulgação/Fametro
Com unidades nas zonas Sul, Leste e Norte, a Fametro oferece serviços gratuitos à população, por meio de suas clínicas e núcleos acadêmicos. Na sede, disponibiliza atendimento nas áreas de Nutrição, Psicologia, Fisioterapia e Fonoaudiologia. Informações e agendamentos podem ser feitos pelos telefones (92) 3090-3019 / (92) 98646-1141 ou pelo e-mail clinica.agendamento@fametro.edu.br.
O Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) oferece atendimento gratuito à comunidade, com foco em orientação jurídica para quem não possui condições de contratar advogado. O serviço é realizado mediante agendamento na sede, que fica na Avenida Constantino Nery, bairro Chapada. Para mais informações, ligar para (92) 2101-1078.
Já o Núcleo de Apoio Fiscal e Contábil (NAF) do Centro Universitário Fametro mantém atendimento gratuito com serviços voltados à área fiscal. Entre os serviços disponíveis estão:
abertura de MEI,
cálculo de DARF,
emissão de DAS-MEI,
consulta de restituição do IRPF,
certidão negativa,
regularização de CPF,
criação de código de acesso para o e-CAC,
além de outros atendimentos essenciais ao contribuinte.
Os serviços ocorrem na sala do NAF, localizada no térreo da unidade 1, nos seguintes dias e horários: Segundas (14h às 18h, quartas (8h às 12h) e sextas (14h às 18h).
Clínica-Escola de Odontologia realiza serviços em restauração, endodontia, raspagem, extração e odontopediatra. Foto: Divulgação/Fametro
Na unidade 5, localizada em frente ao Amazonas Shopping, a Clínica-Escola de Odontologia realiza serviços em restauração, endodontia, raspagem, extração e odontopediatria. O funcionamento ocorre por ordem de chegada, mediante documento com foto, nos horários de: 8h30 às 12h; 13h30 às 17h; 18h30 às 21h. Mais informações pelo telefone (92) 98646-0124.
Foto: Divulgação/Fametro
A Unidade Cachoeirinha, através do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), oferece atendimentos gratuitos para pessoas de baixa renda, com orientações, consultas e ajuizamento de ações.
O serviço contempla demandas nas áreas de Família, Trabalho, Previdenciário e Direito do Consumidor, proporcionando acesso à justiça de forma gratuita. Os atendimentos ocorrem nas terças e quartas-feiras, das 14h às 18h. Mais informações pelo telefone (92) 99136-2519.
Também há atendimento psicológico gratuito à população, com psicoterapia e orientação profissional para pessoas de todas as idades. O serviço acontece de segunda a sexta, de 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h. Dúvidas e informações, ligar para (92) 3090-3038.
Unidade Fametro Leste. Foto: Divulgação/Fametro
Já na zona leste, a unidade da Avenida Autaz Mirim, n° 8565, bairro Tancredo Neves, os acadêmicos de Psicologia realizam atendimentos clínicos supervisionados para crianças, jovens, adultos e idosos da comunidade. As ações acontecem nas terças e quintas, das 8h à 17h, e sábado às 12h. Agendamentos são feitos no próprio local.
Na Fametro Zona Norte, localizada na Avenida Margarita, n° 5, bairro Nova Cidade, também são disponibilizados atendimentos psicológicos gratuitos, com agendamento presencial e funcionamento por ordem de espera, nos dias de terça e quinta, das 8h às 12h e 18h às 22h, e no sábado, das 8h às 12h.
Faculdade Santa Teresa
Faculdade Santa Teresa está com atendimentos gratuitos nas áreas de psicologia e orientação jurídica. Foto: Divulgação/Faculdade Santa Teresa
Situada na Rua Acre, nº 200, bairro Nossa Senhora das Graças, a unidade está com atendimentos gratuitos nas áreas de psicologia e orientação jurídica.
A Clínica-Escola de Psicologia oferece suporte psicológico a partir de 8 anos, mediante agendamento. Para menores de 18 anos, o atendimento deve ser acompanhado por um responsável.
Os serviços oferecidos são:
Atendimento psicológico individual para crianças, adolescentes, adultos e idosos
Orientação profissional e de carreira para estudantes do ensino médio
Grupo de apoio para mediadores e profissionais da educação
Grupos psicoeducativos para crianças (8 a 10 anos) e adolescentes
As inscrições são feitas via Whatsapp, através do número (92) 3030-3032. O usuário receberá um link para preencher o formulário de inscrição. No entanto, o cadastro não garante atendimento imediato, pois as vagas são preenchidas por ordem de inscrição. Os dias de funcionamento acontecem às segundas (8h às 12h e 14h às 18h), terças (8h às 12h e 14h às 18h) e quintas (14h às 18h).
Já o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) disponibiliza atendimento jurídico real e gratuito à comunidade, com orientação em diversas áreas do direito. São eles:
Modificação de guarda
Pensão de alimentos e execução de alimentos
Divórcio
Reconhecimento ou dissolução de união estável
Exoneração de alimentos
Adoção
Curatela
Alvará judicial
Demandas de direito do consumidor
Ações cíveis
Ações trabalhistas
Retificação de documentos
Os atendimentos ocorrem em dois horários: terça-feira, das 9h às 11h, e das 19h às 21, nas terças, quartas e quintas. Agendamentos e informações podem ser obtidas pelo telefone (92) 3090-3038
Instituição de pós-graduação médica oferece consultas gratuitas em diversas especialidades. Foto: Divulgação/Afya Educação Médica
A instituição de Pós-Graduação médica, localizada na Avenida André Araújo, n° 2767, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, oferece consultas gratuitas nas especialidades ofertadas nos cursos da unidade. Os atendimentos ocorrem apenas nos dias de aulas, mediante agendamento feito através do Whatsapp pelo número (92) 99379-9297.
Para o agendamento é necessário que o paciente tenha o encaminhamento médico do clínico geral e o paciente precisa ter disponibilidade na data escolhida. Os atendimentos duram em torno de 50 minutos, dependendo da especialidade, e são realizados por uma equipe composta de dois médicos. As especialidades são:
Parlamentar é um dos principais defensores da Zona Franca no Senado Federal. Foto: Moreira Mariz/Agência Senado
“O Amazonas pode ingressar no agronegócio, a maior indústria da economia brasileira, sem derrubar uma árvore”.
Foi desta forma que o senador Eduardo Braga (MDB), afirmou, em entrevista ao Portal Amazônia, que o estado tem grande potencial de se tornar protagonista no agronegócio brasileiro.
De acordo com Braga, o Amazonas possui grandes reservas de potássio, fósforo e nitrogênio, fertilizantes essenciais para o agronegócio, o que coloca o estado como uma das novas fronteiras econômicas. Segundo o senador, o Brasil gasta cerca de US$ 14 bilhões por ano com importação desses recursos minerais.
Agronegócio é considerada o principal mercado da economia brasileira. Foto: Reprodução/Portal do Agronegócio
“Nós temos muito gás, como o composto de nitrogênio, que permitiria produzir ureia, temos potássio na silvinita e reservas minerais de fósforo no sul do Amazonas. Nós podemos produzir as três letrinhas mágicas que formam os fertilizantes de um país do agronegócio brasileiro: N, P e K, ou seja, podemos entrar na maior indústria da economia brasileira sem derrubar uma árvore”, explicou o senador.
No entanto, o parlamentar reforça que investimentos serão essenciais para colocar o Amazonas na indústria do agronegócio brasileiro. “Para isso, precisamos de investimentos em logística e energia. Não tem como transformar nitrogênio em ureia e silvinita em potássio sem energia, portanto é preciso ter investimentos em ciência, tecnologia e educação. Se nós tivermos logística e estrutura, eu tenho certeza que o Amazonas terá um futuro próspero e as próximas gerações terão condições melhores que a nossa”, pontuou o senador.
Criada em 1967, Zona Franca de Manaus é considerado o maior modelo econômico e sustentável do mundo. Foto: Suframa
Defensor da Zona Franca de Manaus no Senado, Eduardo Braga enalteceu o papel ambiental do maior modelo econômico e sustentável do planeta, responsável por preservar 98% da cobertura vegetal da Floresta Amazônica, além da geração de 600 mil empregos diretos e indiretos.
“A Zona Franca é o maior programa de conservação ambiental do mundo. O modelo foi criado inicialmente para a substituição da importação, mas ao longo do tempo se transformou numa política de preservação ambiental, tanto é que temos 98% da nossa floresta intacta, enquanto isso o Pará, Rondônia e Acre tem 50% e pouco preservados. Portanto, nós temos autoridade moral para dizer que temos um comportamento ambientalmente correto e precisamos ser respeitados por isso e não penalizados”, afirmou o parlamentar.
Gerida pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o modelo ZFM é reconhecido nacional e internacionalmente como exemplo bem-sucedido de desenvolvimento e de conservação de sua área de atuação – Estados da Amazônia Ocidental e municípios de Macapá e Santana, no Estado do Amapá – em bases sustentáveis. Somente o Estado do Amazonas, mesmo após mais de quatro décadas de atividades industriais intensas, mantém preservada aproximadamente 98% de sua cobertura vegetal, marca que demonstra que é possível harmonizar alto grau de avanço tecnológico e respeito ao meio ambiente.
Devido à ZFM, Floresta Amazônica permanece com 97% de sua cobertura vegetal preservada. Foto: Greenpeace
Por fim, Braga aproveitou para reforçar a importância pela pavimentação da BR-319 como parte fundamental para o desenvolvimento do Amazonas.
“Não podemos ser punidos porque moramos na Zona Franca, no epicentro da Amazônia. Não podemos ficar isolados porque moramos no meio da Floresta Amazônica, não podemos morrer por falta de oxigênio (durante a pandemia Covid-19) porque a estrada não permitiu que a ajuda chegasse aqui. Daí a importância da altivez moral para exigirmos que a BR-319 seja pavimentada, nós merecemos que a estrada seja asfaltada”, concluiu.
Foto: Sara Rangel/Assessoria do Senador Eduardo Braga
Considerada uma carne de caça, a carne de javali é uma das mais consumidas do Brasil. Foto: Blog Central das Lareiras
Um estudo publicado recentemente pela revista científica Nature revelou que o desmatamento reduziu em 75% o acesso à carne de caça pelos povos indígenas e comunidades tradicionais da Amazônia. Segundo a pesquisa, áreas desmatadas da Amazônia estão contribuindo para a redução do insumo, importante fonte de alimento dos habitantes daquela região.
Mas, o que é carne de caça? É permitido consumir este tipo de alimento? Quais os riscos? Porque é um item fundamental para os povos tradicionais? Para responder essas perguntas, o Portal Amazônia conversou com o Luiz Antônio Nascimento, sociólogo e doutor em História Social para explicar sobre esse tipo de alimento.
O que é carne de caça?
Também conhecida como carne exótica, a carne de caça é aquela derivada de animais silvestres que vivem habitualmente na natureza e que não são domesticados. Paca, cutia, veado e tatu são alguns dos exemplos de espécies mais consumidas.
A carne de caça é considerada uma prática milenar na alimentação da humanidade, que desde os tempos primórdios utilizou da caça e consumo de animais para sobrevivência, algo que perdurou até os dias de hoje através dos povos originários e comunidades tradicionais.
A carne de caça é o principal item de alimentação das populações ribeirinhas e comunidades tradicionais. Foto: Jesem Orellana/Fiocruz Amazônia
“A humanidade se moldou ao longo de sua existência, em grande parte, devido ao consumo de proteína animal. A necessidade da caça foi fundamental para a sobrevivência das sociedades primitivas, tornando-se também uma tarefa política e social, voltada para abastecer e alimentar a comunidade. “Transformou-se em um ato de sociabilidade”, explicou o professor..
Além da subsistência dos povos e comunidades tradicionais, a carne de caça oferece uma segurança nutricional em proteínas, ferro, vitaminas B e zinco àqueles habitantes. “Existem pesquisas publicadas recentemente que na Amazônia brasileira, tem uma produção média de 370 toneladas de carne de caça, o que dá mais ou menos 25 quilos per capita por ano. Isso demonstra o quanto é fundamental a caça para esses povos”, comentou o sociólogo.
Carne de caça na Amazônia
O consumo da carne de caça é comum e faz parte da cultura alimentar de ribeirinhos, indígenas e populações tradicionais. Na região amazônica, mamíferos como paca, cutia, queixada (porco-do-mato), tatu, capivara e veado são historicamente os mais consumidos.
Jacarés das espécies açú, tinga, iguanas e lagartos também são algumas das caças que se tornam alimentos para as comunidades tradicionais.
Capivaras são uma das principais carnes de caça consumidas na Amazônia.
Tipos da carne de caça
As carnes de caça podem ser divididas em três tipos principais: aves de caça, caças pequenas e caças grandes. As aves de caça mais comuns são pato, ganso, faisão e codorna. Avestruz e perdiz também entram nessa categoria.
Já as carnes de caça pequenas, como o próprio nome indica, são compostas por animais selvagens de pequeno porte, como coelho, paca, capivara, queixada e caititu.
As carnes de caça grandes são algumas das mais apreciadas, incluindo animais como veado, javali, bisão e jacaré. Répteis e anfíbios como cobra e rã, respectivamente, também entram na lista das carnes de caça.
Carne de rã é considerada um alimento de alto valor nutritivo. Foto: Site Divino
Legislação
Essencial para o sistema alimentar dos povos e comunidades tradicionais, a carne de caça vem crescendo drasticamente nas cidades, especialmente no mercado informal, por meio da caça e venda ilegal. Isso tem provocado uma série de impactos negativos na saúde pública, na preservação dessas espécies e na alimentação tradicional dos povos originários.
O sabor mais forte e marcante, a textura mais firme da carne e o teor menor da gordura são alguns dos fatores que explicam a alta procura do item. Países da América do Norte como Estados Unidos e Canadá são bem flexíveis quanto à prática da caça dos animais.
No Brasil, a caça de animais silvestres e o comércio da carne de caça é proibida. A Lei 5.197/1967, que dispõe sobre a proteção à fauna, em seu artigo 2º proíbe “o exercício da caça profissional”, enquanto que o artigo 3º veda o “comércio de espécimes da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha”.
A norma prevê a comercialização da carne em duas exceções: no caso de animais silvestres criados em cativeiros legalizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e nos programas oficiais de manejo sustentável.
Javali, a exceção
O javali é o único animal que pode ser caçado legalmente no Brasil. Isso porque o Ibama, através da Instrução Normativa Nº 03/2013, autoriza a caça e abate da espécie, que é considerada como uma das piores espécies invasoras do mundo pela União Internacional de Conservação da Natureza.
Considerado um praga, o javali é o único animal autorizado a ser caçado no Brasil. Foto: Reprodução/ICMBio
Oriundo da Europa e introduzido no país na década de 1960 para o consumo de carne, o animal se espalhou e sua reprodução descontrolada resultou numa série de impactos ambientais e socioeconômicos, se tornando a segunda maior causa dos prejuízos na agricultura e pecuária brasileira. Diante da ameaça constante, o Ibama estabeleceu a IN 03/2013 visando o controle populacional do javali no território brasileiro.
No entanto, a caça do animal exige uma série de regulamentações como, por exemplo, o registro dos caçadores como CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores), que devem atuar com uma autorização específica.
Riscos
Apesar de ser um importante item na cultura alimentar dos povos tradicionais, o consumo da carne de caça através de animais não criados e abatidos de forma legal está associada à transmissões de doenças aos seres humanos. Raiva, tuberculose, toxoplasmose e hanseníase são alguns exemplos de zoonoses que podem ser transmitidas através da contaminação das carnes de caça.
Hanseníase é uma das doenças que podem ser transmitidas pela ingestão contaminada da carne de caça. Foto: SMS de Mesquisa/RJ
Entre 2019 e 2021, uma pesquisa apontou que 78% das 170 amostras de carne de caça de animais silvestres coletadas em Coari, município distante 363 quilômetros de Manaus, estavam contaminadas com Mycobacterium leprae, bactéria que dá origem a hanseníase. Além da doença de pele, foram detectados outros patógenos que dão origem a outras doenças como a leishmaniose, doença de Chagas e toxoplasmose.
O estudo, intitulado “Carne de Caça e saúde Humana: levantamento e detecção de zoonoses em carnes de caça comercializada na região do médio Rio Solimões”, foi coordenado pela doutora em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva, Waleska Gravena, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).