Apreensões de madeira ilegal no AM têm aumento de 91% nos primeiros nove meses do ano

Entre janeiro e setembro, Batalhão Ambiental já apreendeu 8,3 mil metros cúbicos de madeira ilegal. Ano passado, no mesmo período, foram apreendidos 678 metros cúbicos.

Foto: Divulgação/PM-AM

As apreensões de madeira ilegal no Amazonas tiveram um aumento de 91% nos primeiros nove meses deste ano, conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM). Entre janeiro e setembro, o Batalhão Ambiental apreendeu 8,3 mil metros cúbicos de madeira ilegal, enquanto no ano passado, no mesmo período, foram apreendidos 678 metros cúbicos.

Conforme a secretaria, a madeira é oriunda de área de desmatamento ilegal. A área desmatada no estado sofreu aumento neste ano, e as queimadas, ligação ao ciclo do desmatamento, superaram recorde histórico.

A SSP informou que o o Batalhão Ambiental reforçou as operações de fiscalização em 2020, o que gerou aumento expressivo nos dados de produtividade.

As apreensões estão embasadas na Lei Federal 9.605/1998, que prevê sanções penais e administrativas para quem cometer crimes ambientais.

O transporte da madeira sem a comprovação do Documento de Origem Florestal (DOF) é considerado crime ambiental. Se o condutor do veículo for flagrado com documentos adulterados pode ser preso em flagrante.

Entre as madeiras apreendidas estão espécies do tipo Louro, Angelim, Ipê, Tauari, Assacu, Muiracatiara e Cedrinho.

Para relatar crimes contra o meio ambiente, a população pode entrar em contato com a linha direta do Batalhão Ambiental, por meio do telefone (92) 98842-1553, que também recebe mensagens no aplicativo Whatsapp. É possível, ainda, fazer denúncias ao 181, o disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Maior apreensão

Em uma das ações policiais realizadas este ano, as equipes do Batalhão Ambiental da PM-AM apreenderam 900 toras de madeira, uma embarcação de grande porte e uma pá carregadeira, em Manacapuru, próximo à Comunidade Santo Antônio.

A apreensão é a maior dos últimos quatro anos em ações contra crimes ambientais. Três suspeitos foram detidos e uma serraria que atuava em situação irregular foi interditada.

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