Possível nova espécie de piranha descoberta na Amazônia intriga pesquisadores por ter ‘pintas de onça’

A escama da espécie que pode ser inédita para a ciência possui pintas em tom amarelo, similar a uma onça. Por conta disso, foi batizada de ‘Juma’, em homenagem a personagem da novela Pantanal.

Na Amazônia, existem cerca de 27 espécies de piranhas já catalogadas até então, considerado um número alto. Divididas em diversos tipos, mais uma espécie, que pode ser inédita para a ciência, foi encontrada em rios do Amapá e Pará e intrigou os pesquisadores devido a sua característica peculiar.

A escama do peixe é de cores brilhantes, com tom de amarelo dourado, e cheia de ‘pintas’ que lembram as onças. O achado foi feito por uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). 

A descoberta foi levada para o Encontro Brasileiro de Ictiologia, no Rio Grande do Sul, onde foi batizada de ‘Juma’, uma das principais personagens da novela Pantanal, exibida pela Rede Globo.

Foto: Reprodução / Rede Amazônica

A espécie de piranha, que faz parte da família do Pacu, chama a atenção. Já foram coletados indivíduos semelhantes nos rios Oiapoque, Jari, Tapajós e Madeira. 

“Nós temos exemplares desse mesmo grupo no Rio Tapajós e no Rio Madeira. Aqui no Amapá, ela foi encontrada no Rio Jari e no Rio Oiapoque. Provavelmente com o tempo ela vai ser encontrada em outras coleções, vai ser classificada e essa distribuição vai aumentar”, 

pontuou Cecile Gama, pesquisadora do Iepa e doutora em zoologia.

A pesquisadora explica a escolha do nome inusitado: “Nós apresentamos nesse congresso essa nova espécie. Ela não tem um nome ainda, porque só vai ser dado quando nós publicarmos numa revista científica. Como ela tem manchinhas, nós tínhamos duas sugestões, Onça e Jaguar, e recebemos a terceira sugestão, Juma. Nós fizemos essa votação no congresso e depois na internet, e o nome Juma foi escolhido”.

Foto: Reprodução / Rede Amazônica

A piranha se alimenta basicamente de outros peixes, camarões, animais mortos, insetos e folhas. Segundo Cecile, as visitas em campo que são feitas periodicamente são de fundamental importância, mas existem dificuldades para realização das pesquisas e conservação das espécies.


“Nós temos uma diversidade muito grande de peixes na Amazônia, a maior parte dela ainda é desconhecida e nós precisamos investir em mais trabalhos, mais pesquisas, para nós conhecermos toda essa diversidade. Aqui no Amapá nós temos um acesso muito difícil, a logística para chegar aos locais é muito complicado. É um trabalho minucioso, que precisa de trabalho de campo muito custoso, precisa de trabalho de laboratório e nós não temos equipe”, descreveu a especialista.

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