Entenda por que existe a divisão de Alto, Médio e Baixo Solimões e quais municípios do Amazonas pertencem à essas regiões

A divisão é informal, mas baseada no caminho que o Rio Solimões percorre servindo como referência de localização no estado do Amazonas.

Tabatinga é o principal polo do Alto Solimões. Foto: Divulgação/IBGE

Você que mora no Amazonas ou viaja para os municípios do estado, certamente já ouviu sobre as regiões Alto, Médio e Baixo Solimões. Essas divisões são normalmente utilizadas para referências de localização no território amazonense e se baseiam no Rio Solimões, curso d’água que atravessa o estado.

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Embora não constituem a regionalização administrativa oficial, as regiões do Alto, Médio e Baixo Solimões fazem parte da percepção popular e cultural dos amazonenses para fins de localização territorial no estado, composto de 62 municípios e de dimensões continentais. No entanto, tais expressões também são usadas por alguns órgãos, secretarias e instituições para situações de planejamento ou estudo em cidades do interior.

Entenda o que é Alto, Médio e Baixo Solimões e quais municípios pertencem às regiões
Imagem: Reprodução/IBGE

De modo geral, essa divisão funciona agrupando os municípios de acordo com sua posição ao longo do fluxo do rio, desde as áreas de fronteira internacional, associadas ao Alto Amazonas, passando pela região central, conhecida como Médio Amazonas, até as áreas próximas à divisa com o estado do Pará, no Baixo Amazonas.

Essa divisão informal pela localização dos municípios de acordo com o fluxo dos rios também acontece em outros estados da região, como forma de facilitar o entendimento para a população e até mesmo pesquisadores.

Alto Solimões

É a região mais ocidental do Amazonas, que fica próxima às fronteiras com Peru e Colômbia. É considerada a mais estratégica do estado, devido à presença da tríplice fronteira e possui Tabatinga como município-polo. As cidades que fazem parte da região são:

  • Amaturá
  • Atalaia do Norte
  • Benjamin Constant
  • Santo Antônio do Içá
  • São Paulo de Olivença
  • Tabatinga
  • Tonantins

Médio Solimões

É a região que compreende a parte central da calha do Rio Solimões, e tem Tefé como referência e principal polo urbano e de serviços. Os municípios tradicionalmente associados são:

  • Alvarães
  • Coari
  • Fonte Boa
  • Japurá
  • Jutaí
  • Maraã
  • Tefé
  • Uarini
Vista áerea de Tefé, principal polo urbano e de serviços do Médio Solimões. Foto: Newton Marcos Leone Porto/Catalinas no Brasil

Baixo Solimões

É a área mais próxima da capital do Amazonas, Manaus, e da confluência dos rios Solimões e Negro. É uma região fortemente integrada à capital, principalmente por transporte fluvial, comércio, agricultura e abastecimento. Tem Manacapuru como principal polo.

  • Anamã
  • Anori
  • Caapiranga
  • Careiro
  • Careiro da Várzea
  • Codajás
  • Iranduba
  • Manacapuru
  • Manaquiri
No Baixo Solimões, Manacapuru é considerado o município polo da região. Foto: Divulgação/Ministério Público do Estado do Amazonas – MPAM

Qual a divisão oficial do Estado?

De acordo com o governo estadual, a regionalização territorial do Amazonas adota um modelo de nove sub-regiões, definidas pelas características socioeconômicas e logísticas das calhas do rios amazônicos.

Atual divisão por sub-região do amazonas por calhas do rios
Fonte: SEAS (ano 2015)

As calhas são subdivisões das bacias hidrográficas compostas por um rio principal e seus afluentes. São elas:

  • Calha do Alto Rio Negro
  • Calha do Juruá
  • Calha do Purus
  • Calha do Alto Solimões
  • Calha do Madeira
  • Calha dos rios Negro e Solimões
  • Calha do Baixo Amazonas
  • Calha do Médio Amazonas
  • Calha do Triângulo

Leia também: Portal Amazônia responde: o que e quais são as calhas dos rios do Amazonas?

Em nota, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), explicou que a divisão adotada atende à critérios mais específicos e as particularidades de cada região de acordo com os 62 municípios amazonenses.

“Essa estrutura permite considerar, de forma mais específica, as características socioeconômicas e logísticas de cada calha de rio, evitando que suas particularidades fiquem diluídas dentro de uma classificação mais ampla. Enquanto a população e muitos estudos utilizam a divisão tradicional em três grandes regiões fluviais para fins de localização e referência territorial, a gestão pública trabalha com uma regionalização mais detalhada, voltada a assegurar que o planejamento e a alocação de recursos atendam de forma mais precisa às necessidades de cada região do estado”, explicou a secretaria.

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