“Barriga d’água” é o termo popular da ascite, condição que indica estágio avançado de doenças. Foto: site Cuidados pela vida
Você sabia que a expressão “barriga d’água”, termo popularmente associado à doença da Esquistossomose, na verdade é um sintoma grave que envolve essa e outras patologias? Mas porque recebe esse nome? Tem mesmo como a barriga ficar cheia de água?
Na terceira reportagem da série Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia, o Portal Amazônia explica sobre a ascite, condição médica caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido no abdômen e que indica estágio avançado de algumas doenças.
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O que é barriga d’água?
Conhecida popularmente como barriga d’água, a ascite é o acúmulo de líquido livre dentro da cavidade abdominal, resultando no inchaço da região.
Apesar do nome popular, o líquido não é propriamente água, e sim um fluido cuja composição pode ser diversa: proteínas, bile, suco pancreático, entre outras substâncias.
Popularmente, a doença é associada à Esquistossomose, uma infecção parasitária provocada por vermes do gênero Schistosoma e transmitida pelo contato da pele com rios, lagos e água contaminados. Mas assim como as outras doenças, a ascite é um sintoma que indica o estágio avançado da patologia.
Causas
A “barriga d’água” é um sintoma relacionado à várias doenças do sistema humano e um indicador grave daquela enfermidade. Insuficiências renal, cardíaca e hepática, pancreatite, alguns tipos de câncer e infecções como tuberculose e esquistossomose são algumas das doenças que podem causar ascite, no entanto, a causa mais comum é a cirrose hepática, uma doença crônica do fígado.
Fatores como células cancerígenas espalhadas no revestimento do abdômen (peritônio), bloqueio do sistema linfático, aumento de pressão nos vasos sanguíneos e doenças inflamatórias que afetam a cavidade abdominal são os principais causadores da ascite.
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Sintomas
O inchaço e o crescimento injustificado da barriga é o principal sintoma da “barriga d’água”, porém, o acúmulo anormal do líquido é precedido de outros sinais como desconforto abdominal, dificuldade respiratória, náuseas e vômitos, falta de apetite e sensação de plenitude após consumo de pequenas quantidades de comida.

Por conta disso, a ascite é considerada um indício de algo grave, uma vez que seu principal sintoma só se desenvolve após dias ou semanas, dependendo da doença e a evolução do quadro do paciente.
Inchaço nas pernas, aumento no tamanho das mamas, diarreia, peles e olhos amarelados também são outros sintomas que podem surgir antes da “barriga d’água”.
Diagnóstico
A identificação da “barriga d´água” consiste em diversas avaliações clínicas, dependendo da causa. Inicialmente, os médicos observam, claro, o aumento anormal do abdômen e realizam um teste físico, que consiste em leves batidas para detectar a presença de líquido acumulado.
Para confirmação de ascite, o paciente é encaminhado para exames de sangue e de imagem. Ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética são alguns dos métodos usados para o diagnóstico de “barriga d’água”, sempre realizados com acompanhamento médico.
Tratamento
O tratamento da “barriga d’água” consiste, primeiramente, na redução do líquido ascítico na cavidade abdominal, através de medicamentos conforme prescrição médica, além de outras medidas como até mesmo a restrição do sal na dieta (contribui para a diminuir a retenção de líquidos) e a proibição no consumo de bebidas alcóolicas.
A parancetese, que é a punção para a retirada dos líquidos, só é indicada quando as outras formas de tratamento não surtirem efeitos ou forem insuficientes.
Mas o principal tratamento da “barriga d’água” é na doença causadora da condição médica. A remoção do líquido é uma fase paliativa, ou seja, visa primeiramente diminuir ou aliviar os sintomas relacionados à ascite.
Prevenção
Por ser um sintoma grave de várias doenças, não existe uma fórmula certa para prevenir o aparecimento da ascite, já que ela é uma consequência de alguma patologia recorrente no corpo humano.
Portanto, é importante adotar medidas para evitar o avanço das doenças associadas à “barriga d’água”, prevenindo a evolução a ascite e outras complicações.
A equipe do Portal Amazônia reitera que qualquer suspeita relacionada à doenças em geral deve ser tratada somente sob a supervisão de um médico devidamente certificado.
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