Em casos de picadas de animais peçonhentos, procure atendimento médico imediatamente. Foto: Gabriel Maciel/Sesa
Com a intensificação do período chuvoso, a área da saúde alerta para o aumento do risco de acidentes com animais peçonhentos, como cobras, aranhas e escorpiões. A umidade e o acúmulo de água favorecem o aparecimento desses animais, tanto em áreas urbanas quanto rurais, sendo os trabalhadores do campo os mais afetados na maioria dos casos.
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Dados do Hospital de Emergência apontam que, desde janeiro, já foram registrados 53 casos de acidentes com animais peçonhentos, sendo 21 relacionados a picadas de escorpião.

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Diante desse cenário, especialistas reforçam que, em caso de acidente, não é recomendado recorrer a práticas caseiras, como tentar sugar o veneno ou fazer torniquete, pois essas medidas podem agravar o quadro. A orientação correta é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente.

“O atendimento rápido faz toda a diferença. Práticas inadequadas podem piorar o quadro do paciente. O ideal é manter a calma, higienizar o local e buscar assistência o quanto antes”, orienta.
O enfermeiro responsável técnico do setor de trauma do Hospital de Emergência, Gabriel Miranda, destaca a importância da condução adequada nos primeiros momentos.
Além disso, é importante relatar ao profissional de saúde o máximo de informações possíveis sobre o acidente, como local, sintomas e, se possível, características do animal. Também é recomendado manter a vítima hidratada e o membro atingido em posição elevada.
O alerta também se estende às crianças, que estão mais vulneráveis a esse tipo de acidente. Um exemplo é o caso do garoto José Vitor, que mora em Mazagão Novo. Ele foi picado ao pegar um objeto no chão enquanto brincava. A cobra, da espécie comboia, conhecido como jararaca-do-norte, provocou sintomas de envenenamento nas primeiras horas, e o menino precisou ser encaminhado ao Hospital da Criança e do Adolescente em Macapá.
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Em 24 horas as consequências do envenenamento já eram consideradas graves, o garoto recebeu todo suporte para esse tipo de ocorrência e sucesso na recuperação. O médico do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), Roberto Dourado, reforça que o atendimento precoce é fundamental para evitar complicações.
“Quanto mais rápido a criança receber atendimento, menores são os riscos de agravamento. Os sintomas podem evoluir de forma acelerada, por isso é essencial não esperar e procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e tratamento adequados”, explica o médico.
Após o atendimento inicial, o paciente deve ser acompanhado por profissionais de saúde, que irão avaliar a evolução do quadro e indicar o tratamento adequado, conforme o tipo de acidente e os sintomas apresentados.
*Por Roberta Corrêa, Agência de Notícias do Amapá.
