Chuvas aumentam doenças em pets no Norte; especialista alerta para riscos

As chuvas intensificam doenças como dermatites, proliferação de carrapatos e quadros respiratórios.

Foto: Divulgação/Afya

Com o período chuvoso na região Norte, aumenta a incidência de doenças que afetam cães e gatos, especialmente aquelas relacionadas à umidade, ao calor intenso e à maior circulação de parasitas. Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Afya Ji-Paraná, em Rondônia, professor Bruno Porto de Lima, o clima cria condições ideais para o agravamento de enfermidades dermatológicas, respiratórias e parasitárias.

“As chuvas intensificam problemas como dermatites, proliferação de carrapatos e quadros respiratórios como a Tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina). A umidade favorece fungos e bactérias, e os tutores precisam redobrar a atenção”, explica o docente.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Doenças mais comuns no período de chuvas

De acordo com o professor, as enfermidades que mais acometem pets nesta época são:

  • Tosse dos canis
  • Dermatites úmidas e outras infecções de pele agravadas pela umidade
  • Doenças transmitidas por carrapatos, como erliquiose e babesiose

Entre os principais sinais de alerta estão coceiras persistentes, feridas que não cicatrizam, presença de carrapatos e mudanças no comportamento. “Se o tutor percebe que o animal está apático, recusando alimento ou apresentando feridas úmidas que se ampliam, é fundamental procurar atendimento rapidamente”, orienta.

A falta de prevenção aumenta a vulnerabilidade dos animais durante o período chuvoso. A vacinação contra tosse dos canis é especialmente importante nesse período.

“A vacina é uma aliada fundamental, sobretudo porque muitas doenças dessa época têm origem viral ou são facilmente transmissíveis”, reforça Bruno.

Além disso, cuidados simples fazem diferença na rotina:

  • Manter o ambiente limpo e seco
  • Fornecer ração de qualidade
  • Evitar que o animal durma em locais frios ou úmidos
  • Higienizar o espaço regularmente
  • Doenças zoonóticas também crescem

A combinação de chuvas e alagamentos aumenta a circulação de agentes infecciosos, como a leptospirose, transmitida por urina de ratos em áreas inundadas. A população deve evitar o contato com água contaminada e proteger feridas expostas.

“Em regiões alagadas, o risco de transmissão é maior. O ideal é evitar essas áreas e manter a imunidade dos animais e das pessoas sempre em dia”, alerta.

Leia também: Portal Amazônia responde: o que é a esporotricose?

doenças em pets
Foto: Reprodução/Pixabay

Quando procurar atendimento veterinário?

A recomendação é buscar ajuda imediatamente quando o animal apresentar:

  • Apatia, recusa alimentar ou fraqueza
  • Feridas que aumentam de tamanho ou não cicatrizam
  • Sinais de parasitas, especialmente carrapatos
  • Dificuldade respiratória ou tosse persistente

A Clínica Escola de Medicina Veterinária da Afya Ji-Paraná disponibiliza uma estrutura completa para cuidados preventivos e curativos, com serviços gratuitos para tutores cadastrados no CadÚnico, como: consultas clínicas, castrações de cães e gatos e cirurgias eletivas.

Horários e agendamento

  • Segunda a sexta-feira, das 14h às 18h
  • Agendamento presencial no mesmo horário
  • Moradores do 2º distrito podem buscar encaminhamento pela SEMPBA
  • Atendimento via WhatsApp: (69) 99920-3700

Documentos necessários: RG/CPF, comprovante de residência e comprovante atualizado do CadÚnico.

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Encontrada em casa, mas de volta à floresta: conheça a cobra caninana

Entre as cobras encontradas na Amazônia, a caninana é uma das mais rápidas e agressivas, causando medo mesmo não tendo peçonha.

Leia também

Publicidade