Foto: Tago Graunke/Funai
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), por meio da Coordenação Regional de Cacoal, apoiou a realização de um Dia de Campo na Aldeia Lapetanha, localizada na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia. A atividade, que aconteceu no dia 16 de abril, reuniu produtores, lideranças e participantes do povo Paiter Suruí em uma agenda voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva do café, com assistência técnica, capacitação e intercâmbio de conhecimentos.
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Conduzida pelo Instituto Federal de Rondônia (IFRO), por meio do Centro de Excelência do Café, a iniciativa contou com orientações práticas sobre manejo do povo Paiter Suruí, qualidade e produtividade do café. A ação também abriu espaço para a troca de experiências entre os produtores indígenas e instituições parceiras, com foco na valorização da produção indígena, na autonomia produtiva e na geração de oportunidades para as comunidades.
A Funai atuou no apoio institucional e operacional para que a iniciativa acontecesse, além de contribuir para a articulação entre os parceiros e a comunidade indígena.

Produção indígena e sustentabilidade
O Dia de Campo integrou um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da produção de café em terras indígenas da região. A estimativa é de que cerca de 150 indígenas tenham sido diretamente beneficiados, entre produtores, lideranças e participantes da atividade.
Durante a programação, os participantes tiveram acesso a orientações técnicas qualificadas e puderam compartilhar experiências sobre práticas produtivas já desenvolvidas no território. A iniciativa aproximou conhecimentos técnicos e saberes tradicionais, além de valorizar o potencial da produção indígena de café na Terra Indígena Sete de Setembro.
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Para o técnico em indigenismo da Coordenação Regional de Cacoal, Carlos Eduardo Tuturi Ruiz Parintintin, ações como dentro de território do povo Paiter Suruí essa contribuem para dar visibilidade às iniciativas produtivas indígenas e fortalecer o reconhecimento da qualidade da produção desenvolvida nos territórios.
“Eventos como esse são fundamentais para evidenciar e valorizar as iniciativas indígenas, mostrando à sociedade que os povos indígenas não apenas produzem, mas produzem com excelência, organização e identidade própria, fortalecendo o reconhecimento e o respeito às suas iniciativas”, destacou.
Segundo Carlos Parintintin, as parcerias interinstitucionais também são importantes para garantir apoio técnico e ampliar a autonomia das comunidades.
“O povo Paiter Suruí é um grande exemplo disso, destacando-se na produção de café de qualidade excepcional ao integrar técnicas produtivas com seus conhecimentos ancestrais. Como indígena, é gratificante poder acompanhar e contribuir com esse processo de fortalecimento e valorização das cadeias produtivas nas comunidades”, afirmou.

Parcerias institucionais
Além da Funai e do IFRO, a atividade em territo do povo Paiter Suruí contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Secretaria de Estado da Agricultura e da Universidade Federal de Rondônia (Unir). A atuação conjunta das instituições fortalece a assistência técnica, amplia o diálogo com os produtores indígenas e contribui para o desenvolvimento sustentável nos territórios.
A expectativa é de que a iniciativa tenha continuidade com novas ações de assistência técnica, capacitações e dias de campo, de modo a ampliar o alcance das atividades e fortalecer parcerias voltadas às cadeias produtivas indígenas.
Para a Funai, apoiar iniciativas dessa natureza como essa dentro de terreno do povo Paiter Suruícontribui para a valorização das práticas produtivas desenvolvidas pelas comunidades, com respeito à autonomia, à organização social e aos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.
*Com informações da Funai
