Câmara aprova proposta que incentiva startups de inclusão, saúde pública e bioeconomia amazônica

Comissão aprova incentivo a startups voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, fortalecimento da saúde pública e bioeconomia da Amazônia.

Foto: Reprodução/Agência Pará

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/21) para estimular empresas de tecnologia e inovação voltadas à inclusão de pessoas com deficiência, autistas e neurodivergentes, ao fortalecimento da saúde pública e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A medida consta no Projeto de Lei Complementar (PLP) 124/24, do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), e foi aprovada na forma do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO).

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“O incentivo ao desenvolvimento de tecnologias assistivas amplia a autonomia desse público e favorece sua participação plena na sociedade. Da mesma forma, a inovação em saúde pública e a valorização da bioeconomia amazônica alinham eficiência administrativa e desenvolvimento sustentável”, destacou o relator.

Na proposta, o texto insere novas diretrizes na legislação para priorizar iniciativas em três frentes principais:

  • Inclusão e acessibilidade: desenvolvimento de tecnologias assistivas para pessoas com deficiência (PCDs), com transtorno do espectro autista ou com outras condições neurodivergentes;
  • Saúde pública: soluções digitais para gestão hospitalar, ampliação da telemedicina, prontuário eletrônico e otimização do atendimento na atenção básica;
  • Região amazônica: projetos focados em bioeconomia, conservação da biodiversidade, sustentabilidade ambiental e melhoria das condições de vida das populações locais.
Deputado Daniel Agrobom, relator da proposta. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Proposta prioriza fomento e regulação

O relator fez alguns ajustes no texto original para evitar questionamentos de ordem orçamentária e constitucional. Em vez de conceder incentivos fiscais diretos e criar linhas de crédito específicas, o substitutivo estabelece que as startups atuantes nessas áreas terão tratamento prioritário no acesso a instrumentos públicos de fomento à inovação, apoio técnico e programas de incentivo ao empreendedorismo.

Além disso, a proposta autoriza a administração pública a criar programas específicos dentro do ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório) para testar e validar essas soluções com maior agilidade e segurança. O parecer também retirou a exigência de um prazo fixo de 90 dias para regulamentação pelo Poder Executivo.

Leia também: Negócios de bioeconomia na Amazônia crescem mais de cinco vezes em oito anos, aponta estudo da CERTI

proposta de bioeconomia
Proposta visa empresas de startups voltadas ao desenvolvimento da bieconomia da Amazônia. Foto: Ronaldo Rosa

Próximos passos

A proposta está sujeita à apreciação do Plenário e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

*Com informações da Câmara dos Deputados

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