12 artistas e escritores da Venezuela e suas reflexões sobre diáspora e política

Longe de seu país de origem, artistas venezuelanos de diferentes linguagens abordam temas contemporâneos, como a migração e o pertencimento.

Obra de Andrés Pérez

Assim como a vegetação que brota do mais árido dos ambientes, a arte que emerge de contextos sociopolíticos de crise afirma a resistência da vida. Uma vida pulsante, que firma os pés na terra e  escuta a herança cultural e epistêmica de um território situado em um continente de culturas milenares, como é o caso da América Latina.

Essas práticas artísticas resistem a um contexto de crise num desenhar e esculpir de obras feitas de materiais diversos e a partir de abordagens variadas. No campo da escrita, discutem ideias que revelam não apenas o íntimo dos artistas e escritores, mas também as profundezas e complexidades da identidade de quem as faz. Essa identidade não é homogênea, nem monofônica, pois não se restringe ao indivíduo, mas integra uma possível resposta ao questionamento sobre o que constitui a identidade de toda uma nação, como a Venezuela

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No contexto da arte venezuelana contemporânea, essa identidade é fragmentada em milhares de pedaços provenientes da diáspora que predomina no cenário social e artístico do país frente à opressão de regimes políticos, como os de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. Assim, o trabalho de artistas e escritores estão situados em diversos lugares do mundo.

Em Bogotá, Colômbia, o fotógrafo e artista visual de Caracas, Andrés Pérez, reflete em suas obras sobre a construção binária da identidade venezuelana. Em Nova York, Estados Unidos, a artista visual e modelo Cassandra Mayela Allen, também de Caracas, pensa sobre memória e pertencimento em suas instalações ricas em cores e texturas. 

Em São Paulo, Brasil, a escritora e roteirista María Elena Morán, natural de Maracaibo, escreve sobre uma revolução venezuelana que nunca nasceu e um Estado em colapso, implicando na busca por uma reconstrução de si em outro país. Na capital da Espanha, Madrid, a artista e fotógrafa coreana-venezuelana Suwon Lee capta paisagem e distâncias em suas fotografias, que exploram a luz enquanto uma força física com o poder de criar imagens. 

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Essa diversidade de pontos de vista e de vivências refletem a pluralidade identitária do país, que nas últimas décadas teve a sua expressão artística sufocada pelo autoritarismo do regime de Nicolás Maduro. Segundo o relatório da Freemuse sobre o estado da liberdade artística no mundo, publicado em 2025, nos últimos anos a repressão à liberdade artística na Venezuela atingiu níveis alarmantes. 

Artistas, coletivos artísticos e eventos culturais foram alvos de ataques sistemáticos que se deram através de assédio, censura e perseguição judicial. Tanto artistas individuais quanto coletivos artísticos passaram a enfrentar cada vez mais riscos ao expressarem discordância ao regime em tentativas de documentar, em seus trabalhos, o contexto sociopolítico turbulento do país. 

No último dia 3 de janeiro, o mundo acordou com a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia invadido a Venezuela durante a madrugada e sequestrado o então presidente, Maduro. O que se seguiu ao acontecimento foi um estado duplo de espírito: enquanto uma parcela da população do país celebra o que parece ser o fim da ditadura até então vigente, a outra protesta contra a violação da soberania do país. Nos dois casos, prevalece a resolução de que o que está por vir é, ainda, uma incerteza.

Arte venezuelana sem fronteiras

Nos últimos anos, a arte venezuelana esteve presente em alguns dos mais importantes centros de artes do mundo. Em 2023, a artista visual alemã-venezuelana Gertrud  Louise Goldschmidt, conhecida como Gego, foi tema de uma exposição retrospectiva no Museu Guggenheim de Nova York. Uma obra do artista cinético Elias Crespin foi inserida de maneira permanente no acervo do Museu do Louvre, em Paris, França, em 2023. 

Já em 2022, o complexo cultural Centre Pompidou, também em Paris, apresentou uma coleção de trabalhos sintetizando as influências e inspirações do arquiteto venezuelano Carlos Raúl Villanueva. Em 2024, a artista visual de Caracas Sol Calero foi convidada a criar uma instalação para a mais importante exposição de arte do mundo, a Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, que, à época, em sua 60ª edição, teve como tema Foreigners everywhere (Estrangeiros em todo lugar).

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Nas américas, a arte venezuelana é espalhada em diferentes centros de artes de diferentes formas. O trabalho de curadores venezuelanos é uma delas. É o caso do poeta, historiador de arte e curador Luiz Pérez-Oramas, que foi curador de Arte Latino-Americana no Museu de Arte Contemporânea (MoMA) de Nova York. Outra curadora de destaque é a escritora, crítica e curadora Gabriela Rangel, que já foi curadora-chefe na Art at Americas Society.

Seja através da pintura expandida, da fotografia, da instalação, da performance ou do texto escrito que desmonta e remonta, a arte venezuelana permanece encontrando lugar em meio à crise que assola sua geografia e o seu povo. É um movimento que exemplifica do que são capazes os talentos latino-americanos no cenário artístico mundial.

Confira a lista de artistas e escritores venezuelanos que refletem sobre a identidade da Venezuela em suas obras:

1. Cassandra Mayela Allen – artista visual e modelo

Memória e pertencimento se encontram na obra da artista visual e modelo Cassandra Mayela Allen, nascida em Caracas. Morando em Nova York, Estados Unidos, desde 2014, ano em que migrou da Venezuela, o trabalho da artista investiga temas de memória e pertencimento através de uma mistura de elementos, por meio dos quais cria instalações ricas em texturas e cores, em uma  arte socialmente engajada. Cassandra utiliza em suas obras, feitas a partir de tecelagem, materiais originalmente destinados ao descarte, como roupas e bandeiras. 

A artista se interessa por temas que tratam de identidade, migração e pertencimento. Em suas bandeiras, Cassandra cria uma paisagem biográfica para a Venezuela a partir de cores vibrantes e fotografias. “Busco compreender como o deslocamento se manifesta no cotidiano, focando naquilo que é retido e no que é transformado para sobreviver”, diz em seu site oficial.

2. José Balza – escritor e ensaísta

O escritor e ensaísta José Balza, nascido e crescido no Delta do Orinoco, é um dos nomes que integrou o boom latino-americano da literatura na década de 1970, ao lado de autores como o argentino Julio Cortázar, o peruano Mario Vargas Llosa e o colombiano Gabriel García Márquez.

Embora menos popular, a obra de Balza, composta por mais de 50 livros, sendo Percusión (1982) o mais conhecido, teve significativa contribuição na literatura latinoamericana. Suas ficções e ensaios, bem como seus aforismos – “Uma notícia pode ser um conto, mas este nunca pode ser somente notícia” –, deixaram marcas permanentes no cenário literário ao entender a literatura como uma forma geológica. 

Para Balza, ter crescido junto dos rios do Orinoco foi uma grande influência para a sua produção literária e sua formação subjetiva.

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“Fui criado com frangos, porcos e outros tipos de animais. Achava que era irmão deles, que éramos uma família. Aos cinco ou seis anos, aprendi que éramos diferentes, e que eu era diferente também das árvores. Comecei a escrever para poder me diferenciar das árvores”, escreveu.

3. Sheroanawe Hakihiiwe – artista visual

O artista yanomami Sheroanawe Hakihiiwe, nascido em 1971 em Sheroana, Venezuela, se dedica à produção de desenhos, monotipos e pinturas desde 1990. Sua linguagem artística delicada, abstrata e mínima usa linhas retas e curvas orgânicas, pontos, círculos, triângulos, zigue-zagues, arcos e cruzes.

A obra de Hakihiiwe, que esteve no MASP em 2023, evoca um sentido de preservação, cuidado, arquivo e tradução de imagens e materiais de valores culturais comunitários, produzindo desenhos que expressam a cosmologia yanomami e constroem um inventário do patrimônio intangível de seu povo. 

Através de anotações registradas em um caderno, Hakihiiwe observa de modo ativo a natureza e o cotidiano de sua comunidade, apreendendo cantos xamânicos, pinturas corporais e faciais e informações sobre plantas medicinais.

Com base nessas anotações, o artista constrói memórias gráficas da vida na floresta, que posteriormente são transferidas para folhas de papel, nas quais cores, padrões, repetições e texturas chamam atenção. Sheroanawe Hakihiiwe vive atualmente em Mahekoto Theri, comunidade yanomami no município de Alto Orinoco, no estado venezuelano do Amazonas, divisa com os estados brasileiros de Roraima e Amazonas.

4. María Elena Morán – escritora e roteirista

Nascida em Maracaibo, Venezuela, a escritora e roteirista María Elena Morán teve seu primeiro livro publicado em 2021 pela Editora Zouk, com o título Os continentes de dentro. Radicada no Brasil, vive no país há 13 anos. Sua vinda foi motivada por uma história de amor, conforme descreve em seu site. “Foi só aqui [no Brasil] que tive coragem de escrever literatura, mas era uma fome antiga”.

Em seu livro mais recente, Voltar a quando (Biblioteca Azul, 2025), Morán narra a trajetória de Nina, uma mulher que viu cair por terra as promessas de revolução para o seu país, Venezuela, frente ao colapso do Estado. Nina decide migrar para o Brasil em busca de uma nova vida, deixando a filha aos cuidados da avó. “Escrevi Voltar a quando avassalada por três lutos: meu pai, meu país, minha revolução”, relatou ao site Lagoa Nerd. O livro é resultado da tese de doutorado de Morán em Escrita Criativa pela PUCRS. A escritora vive em São Paulo atualmente.

5. Suwon Lee – artista e fotógrafa

A artista e fotógrafa coreana-venezuelana Suwon Lee utiliza a fotografia como uma maneira de explorar sua identidade enquanto “estrangeira perpétua”. Lee, nascida em Caracas em 1977, atualmente vive em Madrid e se considera pertencente à diáspora venezuelana contemporânea.

Em seu trabalho, a fotografia é o meio dominante, utilizada para investigar a luz enquanto uma força física com o poder de criar imagens. A paisagem e a distância também são fatores presentes em sua obra. Para Lee, a fotografia serve como uma linguagem literal e metafórica, permitindo explorar dimensões variadas da essência humana.

A beleza serena das imagens feitas pela artista interagem com os temas de memória coletiva, identidade, reflexões sobre crises sociais, passagem do tempo e a relação humana com o espaço e o meio ambiente. 

“A paisagem urbana pode ser contemplada e apreciada graças à distância e ao abrigo proporcionados pela natureza. A única maneira de as cidades e seus habitantes sobreviverem é se tomarem uma profunda consciência da importância de salvaguardar os recursos naturais e o meio ambiente de forma sustentável”, disse em entrevista ao Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York.

Suwon Lee reside em Madrid, na Espanha e já teve trabalhos individuais expostos em Caracas, Madrid e Seul, além de trabalhos coletivos presentes em países como Brasil, França, Chile e Estados Unidos.

6. Érika Ordosgoitti  – performer, artista visual e poeta

A performer, artista visual e poeta Érika Ordosgoitti coloca o seu corpo no centro de seu trabalho partindo de provocações contra aquilo que é norma, em termos morais, estéticos e políticos. “A liberdade é o meu comprometimento com a vida. É o valor mais importante que me move”, declara a artista em seu site oficial. Ordosgoitti protagoniza tanto suas performances quanto suas foto-performances. Nelas, a artista de Caracas (1980) joga com a nudez de seu corpo em contraste com espaços urbanos, sejam eles vazios e decadentes ou ocupados por pessoas. 

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Em Laberinto del Toro (2011), Ordosgoitti monta, desnudada e com uma plateia de transeuntes ao seu redor, o monumento conhecido como El Toro de las delicias, na cidade de Maracay. Na performance, a artista traz o contraste entre o seu corpo nu e vulnerável, segundo normas sociais, e o touro, igualmente nu e imponente, pondo em cheque a maneira como ambos são vistos a partir da desconstrução dessas noções pré-estabelecidas, construindo uma simbologia de liberdade. Atualmente, a artista reside em Chicago, nos Estados Unidos.

7. Valerie Brathwaite – artista visual e DJ

A materialidade constituída a partir de diversas linguagens, como a cerâmica, o bronze, a madeira, têxteis e o cimento ocupa um lugar central na obra de Valerie Brathwaite. Nascida em Trinidad & Tobago em 1938, a artista visual e DJ se radicou na Venezuela em 1969, onde reside até os dias de hoje, em Caracas. Em suas esculturas e instalações, formas e desenhos abstratos circunscritos em linhas sinuosas dão vida a objetos que remetem a figuras orgânicas, como partes do corpo feminino, flores, vegetais e animais. 

“Não pretendo ter nenhuma filosofia direta para explicar meus desenhos e esculturas, nem estou comprometida com nenhum movimento artístico específico. Mas há reminiscências orgânicas e sensuais em meus trabalhos, que, imagino, se originam do meu fascínio pela beleza avassaladora de montanhas, rochas, pedras, plantas exóticas, seios e pernas de mulheres, torsos masculinos, pores do sol e os corpos maravilhosos dos animais”, disse em uma entrevista de 1972.

Em 2025, a obra de Brathwaite esteve presente na 14ª Bienal do Mercosul, ocorrida em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, intitulada estalo. A série Soft bodies, de 2024, figurou entre as obras expostas na Fundação Iberê Camargo, um dos pontos de exposição do evento.

8. Ángela Bonadies – artista e fotógrafa

No trabalho de Ángela Bonadies, artista nascida em Caracas, em 1970, a fotografia é o meio central para as investigações socioculturais que realiza em estruturas arquitetônicas culturais, com foco na memória, no arquivo, na visibilidade e na invisibilidade dessas estruturas. Bonadies pensa o espaço urbano como um mapa histórico, do qual a existência e as interações humanas, destacadas por contextos políticos, são indissociáveis. A entropia das coisas, acelerada pela intervenção humana, é o que caracteriza a ruína dos edifícios presentes em seus trabalhos. 

Além da fotografia, a artista também utiliza o audiovisual como recurso em suas obras. Em Estructuras de excepción (2015), Bonadies reúne uma série de fotografias de edifícios, separadas por uma palavra-comentário, em um vídeo de dez minutos. A ideia da artista é investigar construções arquitetônicas que incorporam promessas modernas não cumpridas, abortadas pelos ritmos catastróficos da geologia política impulsionada pelo petróleo. 

9. Sol Calero – artista visual

A artista visual Sol Calero trabalha com a construção de espaços imersivos utilizando materiais diversos, além de combinar cores vibrantes, remetendo ao tropicalismo da América Latina, cujas vanguardas artísticas são algumas de suas grandes inspirações. O modernismo no Brasil, bem como os conceitualismos do Sul Global e os movimentos que surgiram a partir das ditaduras nos territórios latino-americanos influenciam diretamente a artista. 

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Nas obras de Calero, ambientes de aparência cenográfica dotados de desenhos e formas feitos a partir de pintura expandida e arquitetura vernacular parecem encenar uma realidade construída em um sonho colorido. Através da diversidade de cores, cenários, objetos e desenhos, Calero referencia sua identificação com uma identidade múltipla e reflexões sobre pertencimento, herança de quem migra. Em 2024, a artista esteve presente na 60ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza com a obra Pabellón Criollo (Pavilhão Crioulo), uma referência direta ao prato típico venezuelano, mas também à mistura de culturas indígenas, africanas e europeias na região. A artista nasceu em Caracas, em 1982, de onde migrou aos 17 anos.

10. Esdras Parra – poeta, escritora e ensaísta

Nascida na cidade de Santa Cruz de Mora em 1929, a poeta, escritora, ensaísta, tradutora e artista visual trans Esdras Parra começou sua carreira escrevendo e publicando narrativas de ficção. Viveu longos períodos na Europa. Em 1982, após anos morando em Londres, voltou para a Venezuela como uma mulher trans.

Seus três primeiros livros, El insurgente (1967), Por el norte el mar de las Antillas (1968) e Juego limpio (1968), são tidos como obras paradigmáticas dentro do gênero fictício. Depois disso, Parra passou a se dedicar exclusivamente à escrita de poemas e desenhos, período em que publicou as coleções Este suelo secreto (1995), vencedor da segunda Bienal de Literatura Mariano Picón Salas, Antigüedad del frío (2000) e Aún no (2004), publicado poucos meses antes de sua morte, em novembro de 2004, Caracas. 

Em seus poemas, Parra explora a dialética entre o sagrado e o profano. A natureza também é um aspecto evocado pela poeta, que constantemente apresenta elementos que funcionam como arquétipos para o que deseja representar, como a pedra, para simbolizar quietude, e o relâmpago, denotando esclarecimento. Em 2021, o livro póstumo Lo que trae el relámpago, reunião de textos escritos entre 1996 e 1997 e 2002 e 2003, foi publicado pela Fundación La Poeteca.

11. Andrés Pérez – fotógrafo e artista visual 

O fotógrafo e artista não-binário visual Andrés Pérez oferece um contraponto à formação binária da identidade venezuelana ao destacar a própria vivência de pessoa não-binária em seu trabalho artístico. Além do tema da identidade, o trabalho de Pérez também encontra aporte em narrativas de memória e violência. Sua linguagem visual é uma mistura de retratos, narrativas documentais, moda e fotografia expandida. 

No acervo artístico Dead homeland (2023 – atualmente), compartilhado no site Women Photograph, destinado à exposição do trabalho de artistas mulheres e pessoas não-binárias, Pérez reflete sobre a constituição binária do seu país na segunda metade do século 20 através de fotografias e imagens com intervenção artística. Neste trabalho, o fotógrafo destaca a militarização do corpo humano, bem como a sua submissão aos ideais de beleza. “Essa visão binária violenta levou à exclusão de diversas pessoas, incluindo a comunidade LGBTQIA+”, diz na publicação. 

12. Juan Carlos Méndez Guédez – escritor 

Doutor em em Literatura hispano-americana pela Universidade de Salamanca com uma tese sobre o escritor venezoelano José Balza, o escritor Juan Carlos Méndez Guédez é autor de novelas, volumes de contos e ensaios. O escritor, nascido em Barquisimeto em 1967, cidade do Oeste da Venezuela, se mudou para Caracas ainda muito jovem.

Essa mudança, no entanto, não enfraqueceu o seu vínculo com a sua cidade natal, visto que sua relação intensa com a cidade se manteve, como também influenciou o seu trabalho. Méndez Guédez atualmente reside na Espanha, país onde escreveu e publicou boa parte de sua obra. Seu livro Arena Negra (2012) foi premiado como Livro do Ano na Venezuela pelos livreiros do país, em abril de 2013. Algumas de suas obras são La ola detenida (2017), Los maletines (2014) e El libro de Esther (2011).

*O conteúdo foi originalmente publicado pelo Nonada Jornalismo, escrito por Alexandre Briozo Filho

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