Filme retrata luta de mulheres na Amazônia e explora pertencimento e responsabilidade

Filme reúne depoimentos que tiveram apoio dos estudantes de geografia da Ufopa, a partir de visitas em conjunto com os professores para conversar com as lideranças sobre a compreensão de sua relação e responsabilidade no campo.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

Saberes, o cuidado com a família e a relação profunda com o território onde vivem. Esses aspectos do cotidiano aparecem no filme ‘Mulheres que Sustentam a Amazônia‘, lançado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Arquidiocese de Santarém (PA).

A produção contou com o apoio do curso de Geografia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), ligado ao Instituto de Ciências da Educação (Iced).

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O filme reúne depoimentos de mulheres da comunidade Jatobá, no município de Mojuí dos Campos (PA), e do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Serra Azul, em Monte Alegre (PA).

O curso de geografia auxiliou na produção a partir do diálogo contínuo com as lideranças mulheres e ida de professores e alunos às comunidades. Nas dinâmicas de grupo, buscavam instigar a compreensão das mulheres com relação às suas realidades, sua relação ao pertencimento e a sua responsabilidade no campo.

Imagem colorida mostra vista aérea de campus da Ufopa para falar sobre filme
Foto: Divulgação/ Ufopa

Também houve abordagens sobre a função dessas mulheres na luta contra o avanço de setores vinculados aos monocultivos da agricultura capitalista.

O filme foi lançado no último dia 6 de fevereiro na Unidade Rondon da Ufopa – Campus Santarém, quando houve a primeira exibição da obra.

Sobre o filme

A produção busca potencializar as vozes das mulheres que vivem e resistem nos territórios amazônicos. Mais do que registrar histórias, o filme tem como objetivo evidenciar o papel fundamental das mulheres na sustentação da vida, da cultura e da resistência na região.

As vozes que conduzem a narrativa surgem da roça, da floresta e do coração das comunidades, revelando um cuidado que vai além das tarefas diárias: trata-se de um modo de viver, transmitido entre gerações, que preserva a saúde, a memória, a educação dos filhos e o afeto comunitário.

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O filme destaca que, para essas mulheres, o cuidado é um ritmo constante, comparado ao cultivo da terra: plantar, proteger, esperar e colher.

Os saberes tradicionais, herdados das avós — como o uso de plantas medicinais e práticas de cura — aparecem como expressões de resistência e identidade.

Da mesma forma, a educação dos filhos é apresentada como um ato de proteção, para que as novas gerações não percam suas raízes diante dos desafios do mundo exterior.

Em breve, a obra será disponibilizada na Internet para acesso público. Outras informações no site da Arquidiocese de Santarém.

*Com informações da Ufopa

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