Marketing sem planejamento não é marketing

Além de relembrar seis conceitos básicos que se aprende na formação tradicional de marketing, expliquei o primeiro que é Promoção Não é Tudo e hoje conversaremos sobre planejamento.

No artigo anterior, explanei minha opinião sobre aderir ao Black Friday, tanto recomendei a prática (mesmo sendo contra a prática de promoção) quanto indiquei alguns pontos importantes e cruciais para estar atento, são pontos que diante de minha experiência percebi que é generalizado. Além de relembrar seis conceitos básicos que se aprende na formação tradicional de marketing, expliquei o primeiro que é ‘Promoção Não é Tudo’ e hoje conversaremos sobre planejamento.


É muito difícil ir contra culturas, são hábitos coletivos que surgem naturalmente e perpetuam-se facilmente por anos, décadas, gerações etc. Eu creio que por 2 motivos, ir contra culturas é dificultoso, o fato de naturalmente sermos conservadores e o princípio de economia de energia.

Pensar dá trabalho, planejar não é diferente, a grande massa do empresariado brasileiro tem essa cultura de não planejar nada, nem o dia de amanhã, quem dirá uma campanha de Black Friday, mas isso tem mudado gradativamente, a mudança cultural leva anos, décadas, gerações… de mesmo modo que surge, pode ser revertida. Essa é a parte boa.
Foto: Divulgação

Há quem diga que marketing é apenas vendas, já expliquei AQUI os motivos de discordar desse viés, e enfatizo que o ato de planejar é mais próximo do real sentido do marketing, do que vender, visto que, planejamento é o ato de prevenção, organização, definição e execução, a venda vira consequência do planejamento. Abrir as portas e esperar os clientes chegarem para saber o que fazer, é a pior das alternativas para quem tem contas a pagar, funcionários, planos etc.

Diante disso, enfatizo a importância de se planejar para evitar frustrações com insucessos, diminuição do fluxo de vendas, alinhar metas da campanha e consequentemente os objetivos com esse planejamento, dependendo do que for planejado definir indicadores para mensurar o avançar da campanha, podendo modificar a tempo de evitar desperdícios e prejuízos, otimizar o planejamento para obter melhores resultados, definição dos envolvidos com metas e objetivos, plataformas que utilizará, suporte das mesmas, metas de faturamento, ROI etc.

Não sabendo por onde começar, qualquer simples pesquisa nos dias de hoje lhe traz muitas formas, metodologias, modelos prontos e afins para que você possa ter o mínimo de planejamento, ou melhor dizendo, controle do que você está fazendo, das suas campanhas e de seu investimento e não “despesa”. Não trate marketing, campanhas, publicidade como despesa, essa mentalidade já distorce os resultados e torna um peso, um fardo o esforço de marketing.

Foque depois em planejar tudo, o mínimo que seja e lembre-se, o mercado não espera. 

Sobre o autor

Aldo Melo é mercadólogo, Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, MBA Executivo em Administração e Negócios, Especialista em Neuromarketing e Fundador da Agência Conectar – Comunicação e Marketing.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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