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Domingo, 29 Janeiro 2023

Marketing no setor público

O marketing não é exclusividade do setor privado, onde apenas grandes empresas podem pagar e ter resultados, por isso em diversos artigos meus nessa coluna eu falo sobre a democratização da área e até algumas plataformas que podem auxiliar até a menor empresa possível, a usufruir das estratégias de marketing em benefício da empresa.

No setor público não é diferente, em outro artigo falei sobre NUDGES (CONFIRA AQUI), uma estratégia interessantíssima para influenciar decisões. Nudge, em sua tradução literal, significa "empurrão" e essa estratégia precisa ser utilizada com cautela, com ética, já que as pessoas são influenciáveis. Toda estratégia precisa ser pensada para não criar um problema futuro ou indução ao erro.

Um exemplo de nudge bem feito e em prol de uma causa nobre, foi no Reino Unido, quando o governo criou uma campanha enviando cartas aos moradores informando que a maioria dos contribuintes pagavam seus impostos em dia, gerando um aumento de adimplência por parte dos pagadores de impostos, ninguém quer ser o diferente, destoar da massa.

Foto: Idalécio Lucas/Ascom SMTT

Ainda escrevendo sobre minhas experiências em minha viagem deste ano, para quem não acompanhou os últimos artigos, eu trouxe um pouco do que vivi em São Paulo, em uma das maiores regiões de comércios do Brasil, onde falei sobre o que aprendi sobre marketing de experiência na rua 25 de Março. (LINK AQUI) e sobre um caso curioso que passei sobre insistência na compra, como isso interfere na experiência de compra do cliente, podendo ser lido aqui (LINK).

Ainda sobre estratégias de marketing no setor público, um caso curioso me chamou a atenção em uma viagem que fiz em 2018 e agora em 2022: são os relógios espalhados pela cidade para indicar a qualidade do ar. Desde o começo de maio de 2013, os paulistanos têm à disposição informações sobre a hora, temperatura e qualidade do ar, expostas nos relógios digitais instalados pela concessionária 'A Hora' de São Paulo.

O objetivo é indicar ao munícipes sobre a condição do ar naquele momento, evitando que aumente os problemas respiratórios por parte da população. Se o morador pretendia fazer uma corrida ao ar livre, ou ir a pé por algum trecho para o trabalho, tem a opção de mudar de ideia e não se expor a um ar prejudicial à saúde, diminuindo filas de espera no SUS por problemas respiratórios e complicações por consequência.

Na Bahia, mais especificamente em Salvador, a administração do município desenvolveu uma campanha para "adesivar" os ônibus da cidade, pois existe um volume alto de colisões laterais envolvendo ônibus, e parte desses acidentes são causados pela existência do ponto cego e o desconhecimento que as pessoas têm sobre esse ponto.

A ideia é conscientizar ciclistas, motociclistas e pedestres, para que eles entendam que há esse ponto cego e o motorista de ônibus não consegue enxergar, assim diminuindo os acidentes, consequentemente todos os transtornos gerados como por exemplo, internações no SUS e transtornos no trânsito.

Como sempre deixei claro, o marketing é a forma estratégica de resolver problemas, geralmente é em prol de vendas de algum produto ou serviço, mas é possível utilizar das estratégias para evitar problemas, prever cenários, gerar vendas, solucionar problemas etc.

Quando eu vi o adesivo na lateral de um ônibus nas ruas de Salvador, me chamou muito a atenção para o marketing utilizado pelo serviço público, e também pelo fato de ser uma atitude nobre da prefeitura em auxiliar os moradores, mostra que tem como através de estratégias prevenir futuros problemas, reduzindo custos futuros e podendo dedicar ou realocar esse recurso. É claro que outras prefeituras adotaram a iniciativa, como Maceió, Belo Horizonte, Jundiaí etc.

Espero que tenha gostado e compreendido, fico à disposição para sanar dúvidas, basta me acionar no meu Instagram @AldoMelllo, e e lembre-se que o mercado não espera.

Sobre o autor

Aldo Melo é mercadólogo, Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, MBA Executivo em Administração e Negócios, Especialista em Neuromarketing e Fundador da Agência Conectar - Comunicação e Marketing.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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