No total, foram registrados 390 focos de calor em fevereiro e 604 em janeiro. Dados são do Instituto nacional de pesquisa espaciais (INPE).
Roraima registrou 994 focos de calor de janeiro até a primeira quinzena de fevereiro, de acordo com dados do Instituto nacional de pesquisa espaciais (INPE). O Estado ocupa o segundo lugar no ranking nacional de queimadas.
No total, foram registrados 390 focos de calor em fevereiro e 604 em janeiro. Se comparada ao mesmo período do ano passado, em janeiro, o aumento foi de 86,42%. Já no mês de janeiro do ano anterior, Roraima registrou 324 focos.
No ranking dos Estados, Mato Grosso ocupou a primeira posição, com 1.182 registros. Em terceiro está o Pará, com 770, seguido do Maranhão com 523 e Mato Grosso do Sul com 370.
Os focos de calor são zonas que há ressecamento e elevação de temperatura que podem ocasionar incêndios. Roraima enfrenta o período de seca, agravado pelo fenômeno El Niño, quando ocorre o aquecimento anormal do Pacífico equatorial.
Além de ocupar o segundo lugar no ranking como o estado que mais registrou queimadas nos primeiros meses de 2024, Roraima tem 7 dos 10 municípios do Brasil com os maiores focos.
O município de Caracaraí, o maior de Roraima em extensão territorial com 47 mil km² – maior do que o estado do Rio de Janeiro inteiro – é o mais atingido pelo problema ambiental, ocupando a primeira colocação no número de focos.
A região já registrou 181 focos neste ano, 33 a mais que o segundo colocado, Corumbá (MS). Veja o ranking abaixo:
Ministério do Meio Ambiente declarou no dia 9 de fevereiro, estado de emergência ambiental para riscos de incêndios florestais em Roraima entre os meses de setembro de 2024 a abril de 2025.
Na ocasião, o governo de Roraima informou que instituiu a Operação Verão Seguro e tem acompanhado as mudanças climáticas e adotando medidas estratégicas para minimizar as consequências da seca e da estiagem à população dentro do que compete a cada entidade do Executivo estadual.
O período seco também tem afetado o nível do Rio branco, responsável pelo abastecimento de água na capital. Atualmente, o nível do rio está em 0,01 centímetros – média considerada baixa. Em 2016, quando o estado enfrentou uma das piores secas da história, o volume de água ficou em -59 centímetros.
Como medida emergencial, a Companhia de Águas e Esgotos de Roraima (Caer) anunciou perfuração de 50 poços artesianos nos pontos mais críticos afetados pela estiagem. A medida é considerada emergencial, porém, a Companhia não deu previsão sobre quando o trabalho deve ser concluído.