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Domingo, 29 Novembro 2020

Setor da indústria no AM sugere medidas para 'salvar' empregos e aliviar efeitos do coronavírus

O Comitê Indústria ZFM Covid-19, formado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), discutiu, na última segunda-feira (23), para mobilizar competências e recursos para enfrentar a crise do coronavírus que atinge o Amazonas e todo o País. As propostas apresentadas pelo setor produtivo da Zona Franca de Manaus resultaram em uma carta indicando sugestões para salvar os empregos e equilibrar a economia.

O grupo de trabalho é composto pelas principais lideranças da indústria, como Fieam, Eletros e Abraciclo. O documento foi produzido em cooperação com a Secretaria de Estado e Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (Sedecti), e levados, na última terçca-feira (24), ao presidente da república, Jair Bolsonaro, ministro da Economia, Paulo Guedes e governador do Amazonas, Wilson Lima.

Moto Honda da Amazônia foi uma das empresas a suspender atividades do Polo Industrial de Manaus (Foto: Divulgação/Moto Honda)

O documento reúne em 9 tópicos, propostas de medidas como, 1) Parceria do Estado com o Setor Privado: produção de equipamentos médico-hospitalares e de medicamentos em larga escala, o suficiente para fazer frente ao surto do coronavírus no Brasil, buscando minimizar os efeitos adversos desta doença sobre a saúde pública. Intensificar programa de compras governamentais em condições emergências destes produtos.

Os demais pilares abordam entre as sugestões, manutenção de emprego e da renda das famílias brasileiras, flexibilizações de legislações para efeitos de conformidade nas áreas trabalhistas, inclusão do Programa de Proteção do Emprego e Renda dos Trabalhadores (Pró-Emprego), alinhamento de recolhimento de tributos, política monetária, bolsa-família e seguro desemprego ampliados, por exemplo.

Leia o documento na íntegra:

Covid-19: confira 10 dicas para se proteger do novo coronavírus

No Brasil, o número de casos confirmados subiu de 52 para 60. Até o momento, nenhuma cidade da Amazônia foi afetada pela doença
https://portalamazonia.com/noticias/saude/covid-19-confira-10-dicas-para-se-proteger-do-novo-coronavirus

Fábricas com atividades suspensas no Amazonas

Na última segunda-feira (23), a Samsung anunciou o fechamento de sua fábrica de Manaus até o dia 28 de março, como decisão tomada para impedir a propagação do coronavírus. Em nota, a empresa ressaltou que está monitorando continuamente a situação do COVID-19 e continua comprometida com o bem-estar de todos.

Pelas redes sociais, a Transire Eletrônicos também ressaltou que está paralisando as atividades gradativamente e, até a última quarta-feira (25), encerra 100% das operações, entrando em recesso, e a previsão inicial de retorno é em 15 dias.

A Moto Honda comunicou que as atividades produtivas em sua unidade fabril, localizada em Manaus, serão suspensas a partir desta sexta-feira, 27 de março, em função dos impactos da pandemia do Covid-19. O retorno é previsto para 13 de abril, podendo ser postergado para 20 de abril. A decisão prioriza a segurança e saúde das pessoas.

Orientações para empresas que continuam operando

- Reforçar aos colaboradores as práticas sanitárias;

- Lavar as mãos frequentemente ainda é a medida mais segura para conter o vírus;

- Evitar tocar o rosto sem terem lavado as mãos.

- Abraços, apertos de mão e beijos no rosto devem ser substituídos por acenos ou outras formas de saudação.

- Limpeza e desinfecção de mesas, maçanetas, botões e demais superfícies devem ser reforçadas, lembrando que os agentes desinfetantes comuns (não apenas o álcool 70%, mas também o hipoclorito de sódio 0,5%, são bons sanitizantes contra o vírus).

- Substitua reuniões presenciais por webconferências: Cada um sentado na sua mesa, ou em home office: assim devem ser conduzidas reuniões nos próximos 30 ou 60 dias. Ferramentas abundam – Skype, Whatsapp, Google Hangouts Meet (que liberou o acesso aos seus clientes do G Suit e G Suit for Education para até 250 pessoas até 01 de julho) e até o Facebook podem ser usados para organizar estas reuniões.

- Restrinja viagens e coloque em quarentena os que regressam

- Elimine bebedouros: Escolas já estão fazendo e a indústria também precisa, bebedouros são locais de alta concentração de pessoas, em que o vírus pode ficar alojado e depois se disseminar. Oriente a todos os colaboradores a trazerem suas garrafas de água de casa. Caso esta medida não seja possível, principalmente em ambientes fabris, reforce a higienização dos bebedouros e mantenha álcool 70% ao lado de cada ponto de água. Os colaboradores devem ser ensinados a higienizar os pontos de contato de bebedouros (locais de acionamento e coleta da água) antes de beber.

- Postergue treinamentos presenciais

- Distribua mais os horários de almoço: Um dos momentos de maior aglomeração e de contato com pessoas de diferentes áreas é a hora do almoço. A Equipe de RH e a Segurança do Trabalho devem se reunir para montar um plano que distribua mais o horário de almoço, reduzindo o acúmulo de pessoas no refeitório e o trânsito de pessoal na empresa.

- Libere o home office: Nas funções administrativas, que dependem apenas de um computador para trabalhar, o home office é a solução para redução da exposição. Ele deve ser liberado não apenas para quem apresenta sintomas, mas para todos – afinal, reduzir a aglomeração é chave para conter a velocidade de avanço do vírus. As indústrias de alimentos devem já mapear quem tem acesso a computador em casa e liberar os notebooks para uso fora da empresa. Agora é hora de sentar-se com o pessoal da TI para garantir que os colaboradores consigam acessar os sistemas da empresa mesmo das suas redes particulares.

- Faça triagem na entrada dos colaboradores: Nas portarias das empresas, os colaboradores devem ser orientados a fazerem uma auto-avaliação dos principais sintomas antes de entrarem. Apresentando sintomas, devem ser orientados a ficarem em casa, em quarentena, de forma a reduzir o contágio dos demais colegas.

- Oriente quarentena para quem está apresentando sintomas: Reforce a mensagem, que já é uma Boa Prática de Fabricação, de que colaboradores de alimentos devem ser afastados de suas atividades. No caso do novo coronavírus, não é suficiente realocar a pessoa infectada para uma área de baixo risco, sem contato com alimentos expostos, como pode ser feito com outras doenças com menor taxa de transmissão. A recomendação da Organização Mundial de Saúde é que as pessoas infectadas fiquem em casa, enquanto os sintomas sejam leves, ou procurem seus agentes de saúde, quando tiverem febre acima de 37,3°C e falta de ar.

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