Professor da universidade do Japão defende que preservação da Amazônia é investimento, não gasto

Kobayashi relembrou que a Amazônia sediará a COP-30, e é preciso que os povos originários sejam ouvidos nos debates.

Professor da universidade do Japão defende a preservação da Amazônia. Foto: Lucas Macedo/Rede Amazônica

O professor japonês especialista em Direito Ambiental, da Universidade de Comércio de Otaru, Tomohiko Kobayashi, esteve nesta segunda-feira (11) no Amazonas para a discussão sobre “A participação dos Povos Indígenas na Mitigação das Mudanças Climáticas”. A palestra ocorreu na Escola de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no Centro de Manaus.

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Professor da universidade do Japão defende que preservação da Amazônia
A palestra ocorreu na Escola de Direito da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Foto: Divulgação/UEA

O evento teve como objetivo comemorar o Ano do Intercâmbio da Amizade Brasil-Japão que celebra os 130 anos da relação diplomática entre os dois países. Tomohiko Kobayashi destacou que, embora o mundo dos negócios requeiram expansão, é necessário que a Amazônia seja preservada e que as empresas busquem investir na preservação e no desenvolvimento sustentável.

“Não há desenvolvimento industrial sem proteção do ambiente, assim como tem que haver. Nós temos que tentar desenvolver, ao mesmo tempo que temos que proteger o meio ambiente. Preservação da Amazônia não é gasto, é investimento”, relatou Tomohiko

Kobayashi relembrou que a Amazônia sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-30), e é preciso que os povos originários sejam ouvidos nos debates. O professor pontua que os mesmos possuem o conhecimento ancestral da floresta e o caminho da preservação.

“Eles também podem participar na questão da preservação do meio ambiente não só dentro da Amazônia , mas também como a preservação do meio ambiente ao redor do mundo.” defende o professor.

Foto: Divulgação

O especialista destaca que a COP 30 está sendo difundida mundialmente, inclusive nas escolas japonesas, onde é defendido que a “Amazônia é o pulmão do mundo”.

“Primeiro de tudo, que ter essa conferência realizada em Belém, generalizando a Amazônia em si, é de extrema importância. Pois, as crianças nas escolas do Japão entendem que a Amazônia é importante para o mundo,. Então, ao realizar essa conferência vai melhorar a conscientização sobre a preservação ambiental. Não só na COP 30, mas em outras conferências ambientais”, destaca Kobayashi.

A COP30 acontece em novembro, em Belém, no Pará, e vai reunir centenas de países para discutir ações de enfrentamento à crise climática. Mas, afinal, o que é a COP e por que ela importa? Antes de tudo, é preciso saber o que significa essa sigla de três letras.

COP se refere ao termo em inglês Conferece of Parties, ou Conferência das Partes. A cúpula é Conferência do Clima da ONU, um evento anual que réune representantes de diversos países, além de cientistas, sociedade civil e empresas privadas.O objetivo é buscar soluções e definir metas para enfrentar a crise climática.

As COPs são hoje o principal espaço de negociação e decisão sobre o clima no mundo, com a participação de quase 200 países. Ao longo desses 30 anos, foram firmados acordos importantes como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. As COPs também pressionaram a criação de instrumentos concretos como o Fundo Verde para o Clima.

Os eventos são fundamentais para estimular os países desenvolvidos a financiar ações climáticas nos países menos desenvolvidos.

*Escrito por Lucas Macedo do Grupo Rede Amazônica

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