El Ninõ tem intensificado as temperaturas no Amapá. Foto: João Pantoja/Rede Amazônica
Setembro terminou com calor histórico no Amapá. A média das temperaturas chegou a 34,6 ºC, a maior dos últimos 58 anos. Segundo o Núcleo de Hidrometeorologia e Energia Renováveis (NHMET-Iepa), o aumento está ligado aos efeitos do El Niño.
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Em 2023, a média máxima foi de 33,9 ºC, já indicando tendência de alta. Os maiores picos costumam ocorrer entre setembro e outubro.
Você sabia? A temperatura média máxima é um valor físico medido. Já a sensação de calor depende da forma como o corpo humano percebe essa temperatura, influenciada por fatores ambientais.
O meteorologista Jefferson Vilhena explicou que os efeitos do El Niño já eram esperados e que a tendência é de agravamento do calor nos próximos dias.
“Isso mostra que o El Niño já está atuando na nossa região e interferindo no clima, elevando as temperaturas e reduzindo as chuvas. A estiagem registrada em setembro tende a se intensificar em outubro”, explicou.

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O Iepa prevê novos picos de calor em outubro, principalmente nos municípios das regiões Sul, Centro-Oeste e Leste do estado.
A chefe da Organização Meteorológica Mundial afirmou que o El Niño de 2026 é considerado “no mínimo moderado, possivelmente forte”.
O último episódio, em 2024, contribuiu para o ano mais quente já registrado. O fenômeno aquece as águas do Pacífico e altera o clima em várias partes do mundo, provocando chuvas intensas em algumas regiões e seca em outras.
Por que vai chover menos no Amapá?
Segundo a previsão do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o padrão para os próximos meses será marcado por poucas precipitações que serão muito localizadas e intercaladas por longos períodos de estiagem:
Chuvas isoladas: A precipitação ocorrerá por meio de episódios convectivos isolados (pancadas rápidas e locais), com acumulados mensais que podem ser inferiores a 20 mm durante os meses de setembro e outubro.
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Radiação solar e calor: A menor cobertura de nuvens associada à baixa umidade relativa do ar aumentará a incidência de radiação solar direta sobre o estado, elevando o desconforto térmico da população.
Impacto no solo e rios: Os longos intervalos sem chuva impedem a recuperação da umidade do solo e limitam a recarga dos níveis de rios e igarapés amapaenses.
*Por Por Mariana Ferreira, Rede Amazônica Amapá.
