Madeira derrubada na região amazônica, em Roraima. Foto: Reprodução/Acervo Rede Amazônica RR
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou dados de desmatamento nos biomas brasileiros. Em Roraima, a área desmatada foi a única que teve um aumento de 0,4% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Em contrapartida, no restante da Amazônia Legal, a taxa caiu 41,8% no mesmo período.
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Roraima passou de 285 km² para 286 km² de área desmatada. Por outro lado, estados como Pará, Mato Grosso e Amazonas registraram quedas superiores a 45% nos índices de desmatamento. O levantamento foi divulgado no dia 16 de outubro.

Em toda a Amazônia, o desmatamento somou 3.335 km² no período analisado. No ciclo anterior, haviam sido registrados 5.731 km² de áreas desmatadas.
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Um estudo anterior, feito entre agosto de 2025 e janeiro de 2026 pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), indicou que Roraima foi o único estado da Amazônia legal com aumento no desmatamento.
Durante os seis meses de pesquisa, o aumento foi de 36% em relação ao mesmo período no ano anterior. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, Roraima desmatou 157 km² de floresta. No mesmo período anterior, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025, foram115 km².
Desmatamento decorre da alta nos focos de calor
O desmatamento ocorre quando há retirada da vegetação nativa e conversão da área para outro uso. Já as queimadas podem ocorrer tanto em áreas preservadas quanto em locais já desmatados anteriormente, sem representar necessariamente nova derrubada da floresta.
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O estado enfrenta uma alta expressiva nos incêndios. O Inpe registrou 174 focos de calor apenas nas duas primeiras semanas de outubro. O número é 248% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Roraima já acumula 2.223 focos de calor em 2026.

*Com informações da Rede Amazônica RR
