Pirarucu de mais de 2 metros é capturado em Rondônia. Foto: Divulgação/Sedam RO
Um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e quase 138 quilos foi capturado na Reserva Extrativista Estadual Rio Cautário, em Costa Marques (RO), no dia 23 de setembro. Segundo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), este é o maior exemplar já registrado em uma Unidade de Conservação (UC) de Rondônia.
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A captura faz parte das ações de manejo voltadas ao controle e à erradicação da espécie, considerada invasora na bacia do Rio Cautário, dentro da unidade de conservação. O projeto é realizado pela Sedam em parceria com a associação de extrativistas da região.
De acordo com a Sedam, os extrativistas participam de todas as etapas do manejo, desde a captura dos peixes até a limpeza do pescado. Após o processo, os peixes são vendidos a um frigorífico parceiro, que fornece caixas térmicas, gelo e transporte.
O valor arrecadado com a venda é dividido entre os moradores da reserva. Em 2025, cada extrativista envolvido na captura dos peixes recebeu, em média, cerca de R$ 5 mil.
O biólogo da Sedam, Rodrigo Rios, explicou que a retirada de um peixe desse porte exige um grande esforço das equipes envolvidas.
“Normalmente é um desafio gigantesco capturar um peixe com essa proporção. Envolve o trabalho dos comunitários desde a captura até a retirada do lago e o transporte para o acampamento, onde realizamos o processo de evisceração”, afirmou.
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Pirarucu capturado em Costa Marques é um dos maiores
De acordo com o biólogo, o exemplar superou os maiores registros anteriores catalogados no estado.
“Acreditamos que este seja o maior registro de pirarucu capturado dentro de uma Unidade de Conservação em Rondônia. Até então, havia o registro de um exemplar capturado no Rio Machado, próximo a Ji-Paraná, que alcançou 2,44 metros e cerca de 120 quilos. O peixe que capturamos agora superou essas marcas tanto em comprimento quanto em peso”, disse.
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Apesar de ser nativo da Amazônia, o pirarucu é considerado uma espécie invasora na bacia do Rio Cautário. Segundo Rodrigo Rios, sua presença ameaça o equilíbrio ambiental da região por competir com espécies nativas.
“O trabalho é feito para retirá-lo da unidade porque ele consome espécies nativas. A erradicação busca remover todos os exemplares, desde os juvenis até os adultos”, explicou.
*Por Davi Pinheiro, da Rede Amazônica RO
