Onça-parda é transferida para parque ambiental no Acre para acasalamento e preservação da espécie

Animal foi transferido de Porto Velho para o Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco, nessa segunda-feira (21) pelo Ibama. Ação visa conservar a espécie.

Onça-parda transferida de Rondônia para o Acre se chama Guapo. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Uma onça-parda macho, apelidada de Guapo, foi transferida no dia 21 de setembro para Rio Branco (AC) por equipes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em planejamento estratégico de conservação da espécie. O animal estava em Porto Velho (RO) e foi levado para o Parque Ambiental Chico Mendes, na capital acreana.

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A transferência para Rio Branco tem como objetivo o acasalamento, que deve ocorrer em dois ou três meses, de Guapo com a única onça-parda que vive no Parque Chico Mendes, chamada Sol.

O animal foi resgatado debilitado ainda filhote, em 2023, em uma plantação de soja. Na época, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Porto Velho, onde passou por um processo de recuperação.

Apesar da reabilitação física, ele não aprendeu a caçar e buscar alimento e, por isso, não tem condições de sobreviver sozinho na natureza.

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Onça-parda é transferida para parque ambiental no Acre para acasalamento e preservação da espécie
Guapo foi resgatado debilitado ainda filhote, em 2023, em uma plantação de soja. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

A onça-parda, também conhecida suçuarana, é uma espécie classificada como vulnerável à extinção devido a ameaças como desmatamento e a expansão agropecuária.

De acordo com o analista ambiental e chefe do Cetas de Porto Velho, Aquilas Mascarenhas, por não ter essas habilidades, a soltura de Guapo à selva poderia colocar em risco a vida dele. Portanto, a alternativa encontrada para esta situação foi a transferência para o Acre, por meio do Programa de Manejo e Conservação.

“Todo animal que chega aqui nos Cetas, a passagem é temporária, não é definitiva. Então, nosso objetivo maior é trabalhar na recuperação do animal e, se possível, devolver para a natureza. Em alguns casos, como é o caso desse espécime, não foi possível fazer esse trabalho de reintrodução, mas a gente trabalha também na destinação para santuários e zoológicos, que é o que vai acontecer agora”, explicou.

Acasalamento de onças-pardas

Antes da viagem para o Acre, Guapo passou por uma intensa triagem, com exames para garantir que estava apto para o transporte.

A ação contou com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) em parceria com o Ibama, responsável pelo transporte do animal, que durou cerca de 6 horas de Porto Velho até a capital acreana.

Animal chegou em Rio Branco dia 21 de setembro, por volta das 23h. Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

“Tem que ter todo um cuidado na hora do carregamento de transporte e até a destinação final, que é a que a gente vai ter que percorrer em torno de 500 quilômetros até o seu destino, para que o transporte seja o menos traumático possível”, finalizou Aquilas.

*Por Pâmela Celina, Eldérico Silva e Anaely Roberto, da Rede Amazônica Acre

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