Fotos: Reprodução/Instagram-marinasilvaoficial
A ambientalista acreana Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, agora dá nome a uma nova espécie de planta encontrada no Cerrado brasileiro. Batizada de Chamaecrista marinasilvae, a espécie foi identificada durante a pesquisa de mestrado da bióloga Késia Ramos Miranda, que contou com a orientação da professora Juliana Rando, da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), e a colaboração de pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen).
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Em publicação nas suas redes sociais, a ex-ministra celebrou a homenagem e afirmou que é a terceira vez que seu nome é escolhido para batizar uma espécie.
“Para uma ambientalista, ser homenageada com o nome de uma espécie é uma das maiores honrarias que se pode receber. Tenho a felicidade de vivê-la pela terceira vez e posso dizer que cada uma dessas homenagens é única. Cada uma me toca profundamente e renova meu compromisso com a proteção da vida em toda a sua diversidade. Agradeço de coração à bióloga Késia Ramos Miranda, que descreveu a espécie em sua pesquisa de mestrado, à professora Juliana Rando, da Universidade Federal do Oeste da Bahia, e aos pesquisadores da Embrapa Cenargen envolvidos no trabalho. Recebo essa homenagem com gratidão e admiração pelo trabalho de vocês”, comentou.
A ex-ministra também destacou a importância da descoberta de novas espécies e a preservação ambiental. “É mais uma demonstração da importância da ciência e das unidades de conservação para proteger as muitas formas de vida que fazem do Cerrado um patrimônio insubstituível”, finalizou.

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Chamaecrista marinasilvae

Pertencente à família das leguminosas (Fabaceae), a Chamaecrista marinasilvae possui distribuição geográfica restrita ao estado do Tocantins, com registros na região do Jalapão. Parte dos indivíduos catalogados localiza-se no interior da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins.
A espécie foi encontrada no Tocantins e tem distribuição restrita ao estado e não está livre das ameaças que atingem o bioma. A perda e a degradação da vegetação nativa colocam em risco o ambiente onde a planta vive. Parte dos registros da espécie fica dentro da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, uma das áreas protegidas da região.
Mesmo recém-descrita, a espécie já entra na literatura científica classificada sob risco de extinção em decorrência da perda e fragmentação de habitat causadas pelo desmatamento e pela expansão da fronteira agrícola no Cerrado.
Outras homenagens
Além da recente Chamaecrista marinasilvae, Marina Silva também já recebeu homenagem com outras duas espécies: a Pleroma marinana, uma planta nativa do Brasil cuja homenagem está relacionada a uma muda que a ambientalista plantou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 2005; e a espécie animal Marmosops marina, um pequeno marsupial amazônico, descrito em 2020.
