Ibama registra 124 acionamentos por incêndios no Amapá e alerta para extensão da seca pelo El Niño

Balanço do Prevfogo aponta Tartarugalzinho e Amapá como áreas mais críticas. Ibama faz apelo para que a população evite queimadas de lixo e acione brigadas ao primeiro sinal de fumaça.

Foto: Rafael Aleixo/Rede Amazônica AP

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registrou 124 acionamentos para combater incêndios florestais no Amapá entre julho e setembro. O dado faz parte do balanço parcial divulgado pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), que atua na contenção das queimadas em diferentes regiões do estado.

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As equipes intensificaram os trabalhos nos municípios amapaenses devido ao período de estiagem prolongada e aos efeitos do fenômeno El Niño.

Brigadas e regiões mais afetadas

As unidades estão distribuídas nos extremos do estado — em Oiapoque e Laranjal do Jari — e no centro amapaense, em Tartarugalzinho e Amapá, locais que concentram a maior incidência de focos de incêndio e onde ocorreram os 124 acionamentos.

Ao todo, 60 brigadistas atuam na prevenção e no combate às queimadas no estado.

Leia também: Publicação reúne técnicas para o combate ao fogo em florestas tropicais úmidas da Amazônia

Ibama registra 124 acionamentos por incêndios no AP e alerta para extensão da seca pelo Super El Niño
Seca propicia o aumento de focos de incêndio. Foto: Divulgação/CBM-AP

Diante do volume de ocorrências, a superintendente fez um alerta sobre o risco de queimadas urbanas no período de calor extremo.

“A gente pede para que a população faça o seu deverzinho de casa, não queimando lixo nos seus quintais, na frente de casa, não acionando esse fogo, por conta do período que nós vivemos. As temperaturas estão muito altas, então qualquer tipo de matéria pode virar um material de combustão”, disse a superintendente do Ibama no Amapá, Débora Thomaz.

Fogo subterrâneo e ações preventivas

No município de Amapá, a situação é mais crítica na região da Reserva Biológica do Lago Piratuba devido ao fogo subterrâneo. Em julho e agosto, o órgão intensificou ações preventivas, como a construção de aceiros, faixas de terra limpas de vegetação para conter o avanço das chamas.

Nos quatro municípios atendidos, o Ibama também realizou campanhas de educação ambiental, queimadas controladas e diálogos itinerantes com as comunidades para reduzir o surgimento de novos focos.

Foto: Divulgação/CBM-AP

Além do combate, o Prevfogo realiza atividades de recuperação ambiental e reflorestamento com apoio da empresa parceira Ansel, que doa mudas plantadas com a ajuda de moradores locais.

Alerta e canal de denúncias

Como as bases locais do Prevfogo não realizam monitoramento por satélite em tempo real, os atendimentos dependem de chamados diretos da comunidade assim que o fogo tem início. Débora Thomaz reforça a importância da prevenção:

“Mínimo sinal de fumaça, faça os acionamentos às brigadas de Prevfogo, ao Corpo de Bombeiros, a todos os órgãos que estão trabalhando no combate. Primeiro, não queimem nada. Segundo, façam o acionamento dos órgãos de prevenção e controle para que esse fogo seja debelado o mais rápido possível, para que nós todos consigamos impedir que a Amazônia pegue fogo”.

*Por Isadora Pereira e Manuelle Tavares, da Rede Amazônica Amapá.

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