Desmatamento recua 52,9% no Amapá em ano de menor destruição histórica na Amazônia, aponta Inpe

Área derrubada recuou para 8 km² no estado. Indicador nacional caiu 41,8% sob forte impacto de queda na Região Norte.

Desmatamento despenca 52,9% no Amapá em ano de menor destruição histórica na Amazônia. Foto: Isadora Pereira/Rede Amazônica AP

O Amapá registrou uma retração expressiva de 52,9% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, com a área derrubada caindo de 17 quilômetros quadrados para apenas 8 quilômetros quadrados. Os dados foram divulgados no dia 16 de outubro pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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O desempenho no estado acompanha o recuo generalizado na Região Norte e contribuiu para que a Amazônia Legal alcançasse a menor taxa de destruição de toda a sua série histórica, iniciada em 1988.

No acumulado geral do bioma, a queda foi de 41,8 por cento, fazendo a área total desmatada cair de 5.731 quilômetros quadrados para 3.335 quilômetros quadrados.

Saiba mais: Queda de 41,8%: Inpe detalha menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia

Desmatamento recua 52,9% no AP em ano de menor destruição histórica na Amazônia, aponta Inpe
Foto: Divulgação/Dema AP

Cenário nos estados da Região Norte

Na Região Norte, a maioria dos estados apresentou reduções acentuadas na área suprimida de vegetação nativa:

  • Tocantins: recuo de 73,3%, caindo de 30 para 8 quilômetros quadrados;
  • Amapá: recuo de 52,9%, caindo de 17 para 8 quilômetros quadrados;
  • Amazonas: recuo de 46,4%, caindo de 979 para 525 quilômetros quadrados;
  • Pará: recuo de 45,3%, caindo de 2.064 para 1.130 quilômetros quadrados;
  • Rondônia: recuo de 34,9%, caindo de 229 para 149 quilômetros quadrados;
  • Acre: recuo de 22,2%%, caindo de 324 para 252 quilômetros quadrados;
  • Roraima: variação estável de alta de 0,4% passando de 285 para 286 quilômetros quadrados.
Foto: Divulgação/Ibama

Entenda os dados oficiais do Inpe

Desmatamento versus incêndios: o monitoramento mede a supressão total da cobertura vegetal nativa ao longo do ano. Focos de calor e queimadas não entram automaticamente na contabilidade de desmatamento, a menos que destruam definitivamente a estrutura da floresta.

Deter versus Prodes: o sistema de alertas rápidos orienta a fiscalização diária, enquanto o sistema anual consolida o levantamento oficial definitivo.

Apuração de legalidade: o mapeamento identifica a retirada de vegetação, mas a verificação sobre a existência de autorização legal cabe aos órgãos competentes de controle.

*Por Isadora Pereira, da Rede Amazônica Amapá.

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