Aves passaram por cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama em Boa Vista. Grupo de canários eram de origem venezuelana. Foto: Divulgação/Ibama
Um grupo de 440 canários-da-terra-verdadeiro, vítimas de tráfico e comércio ilegal de animais, foi repatriado para a Venezuela em uma ação do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Boa Vista (RR), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no dia 15.
As aves eram de origem venezuelana e foram devolvidas ao país de origem após serem resgatadas no Brasil. A entrega ocorreu na fronteira entre os dois países. Os animais foram resgatados em duas operações da Polícia Federal, em fevereiro de 2026. Eles foram levados ao Cetas, em Boa Vista, onde passaram por triagem, avaliação clínica e monitoramento até a definição do destino.
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Segundo a analista ambiental do Cetas em Roraima, Érika Santos, as aves resgatadas não têm ocorrência natural na região amazônica. Elas pertencem a uma subespécie e são típicas da área próxima ao rio Orinoco, na Venezuela.
“Há canários de fato em boa parte do Brasil, mas nem todos os canários são da mesma espécie e as vezes um animal pode ser natural em um ambiente, mas ser exótico em outro”, explicou.
Apesar disso, também pode ser encontrada em Boa Vista, o que, segundo a analista, ocorre provavelmente por ação humana. Por isso, ela é considerada exótica e potencialmente invasora na região amazônica.
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Segurança dos canários
A ação foi realizada de forma conjunta por autoridades brasileiras e venezuelanas, seguindo procedimentos técnicos para garantir o transporte e a devolução segura dos animais. Segundo o Ibama, a iniciativa integra as ações de combate ao tráfico de fauna silvestre.

Por não serem nativos do Brasil e para evitar riscos ao equilíbrio ambiental, a repatriação foi adotada como a medida mais adequada para os animais.
O canário-da-terra é uma das espécies silvestres mais traficadas no Brasil. E, em grande parte dos casos, são vendidos para rinhas.
*Com informações da Rede Amazônica RR
