Perfuração da Petrobras na costa do Amapá segue sem previsão de retomada

ANP informou que ainda não recebeu relatório detalhado sobre o vazamento de fluido registrado no dia 4 de janeiro na costa do Amapá.

Foto: Divulgação/Petrobras

A operação de perfuração realizada por uma sonda da Petrobras, na Foz do Amazonas, localizada na costa do Amapá, permanece paralisada após um vazamento de fluido registrado em 4 de janeiro.

Saiba mais: MPF solicita ao Ibama e Petrobras informações sobre vazamento na foz do Amazonas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou que a retomada só poderá ocorrer mediante autorização da agência.

A liberação está condicionada à entrega de um diagnóstico inicial que explique as causas imediatas do ocorrido, os impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação.

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Segundo a ANP, a Petrobras ainda não enviou relatório detalhado sobre o incidente. Diante disso, a perfuração segue suspensa.

O Grupo Rede Amazônica entrou em contato com a Petrobras, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Leia também: Vazamento na Foz do Amazonas: Petrobras confirma que vai atender solicitação do MPF

Bacia Sedimentar Foz do Amazonas fica localizada na Margem Equatorial brasileira, na costa do amapá
Foz do Amazonas está localizada na costa do Amapá. Imagem: Divulgação/Acervo Petrobras

Prazo para entrega

De acordo com a Resolução ANP nº 882/2022, a Petrobras tem 90 dias, a contar da constatação inicial do vazamento na perfuração realizada na costa do Amapá, para apresentar o relatório completo com as causas do incidente.

O que deve constar no relatório

O documento precisa seguir o conteúdo mínimo definido pelo Anexo II da Resolução 882/2022, incluindo:

  • Causas imediatas do incidente
  • Impactos sobre as barreiras de segurança
  • Ações mitigadoras adotadas

Próximos passos da ANP

Após receber o relatório, a ANP irá:

  • Avaliar as causas determinadas e as ações propostas para tratamento.
  • Solicitar evidências de implementação das medidas, se necessário.
  • Seguir acompanhando o caso junto à Petrobras, à Marinha e ao Ibama, no âmbito do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA).

Prevenção de novos incidentes na costa do Amapá

A ANP reforça que o regime de Segurança Operacional adotado no Brasil é alinhado a normas internacionais, como as da Noruega e do Reino Unido, e tem foco preventivo.

No caso atual, a falha foi controlada e não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas. A retomada da perfuração só ocorrerá após a constatação das causas e a adoção das medidas necessárias.

*Por Josi Paixão, da Rede Amazônica AP

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