Equador admite ter cortado acesso de Assange à internet


Assange está há 4 anos na Embaixada do Equador em Londres. Foto: Divulgação/Cancilleria de Ecuador

O governo do Equador admitiu nesta quarta-feira (19) que foi o responsável por cortar o acesso à internet do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está refugiado em sua embaixada em Londres. O Ministério das Relações Exteriores de Quito disse que desativou “temporariamente” a rede usada por Assange depois do WikiLeaks divulgar no fim de semana uma nova série de documentos secretos, alguns dos quais sobre a candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

Ontem, o WikiLeaks havia levantado a suspeita de que os EUA teriam pressionado o Equador para tirar o acesso de Assange à internet e impedir que o site investigativo publicasse mais relatórios sobre Hillary. A democrata lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições norte-americanas de novembro, nas quais enfrentará o magnata Donald Trump, que concorre pelo Partido Republicano. Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres há quatro anos e teme ser extraditado aos EUA, onde pode ser processo por espionagem e condenado à prisão perpétua.

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