Foto: Reprodução/Instituto de Pesquisas da Amazônia do Peru
O Instituto de Pesquisas da Amazônia do Peru (IIAP), entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente peruano, apresentou na Expo Amazónica 2026, em Ucayali, uma linha de produtos alimentícios feitos com a farinha residual da castanha-da-Amazônia (Bertholletia excelsa). A proposta inclui três produtos: flocos reconstituídos, palitos extrusados e molho de pimenta com castanha-da-Amazônia.
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A inovação utiliza a farinha que sobra após a extração do óleo da castanha-da-Amazônia, um subproduto que essa tecnologia reaproveita. Os dois primeiros produtos são conhecidos como snacks de terceira geração, ou snacks 3G. Com essa abordagem, pesquisadores da unidade Madre de Dios do IIAP visam ampliar as possibilidades de uso agroindustrial desse fruto amazônico.
Os novos produtos incorporam um ingrediente que preserva os componentes nutricionais da castanha. Sua composição e propriedades específicas devem ser comprovadas por análises técnicas adequadas para determinar sua contribuição nutricional e as características de cada alimento.
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A iniciativa baseia-se nos princípios da economia circular e da sustentabilidade ambiental. Ao utilizar farinha residual, o projeto visa reduzir o desperdício de matéria-prima, gerar produtos de valor agregado e abrir novas oportunidades comerciais para a cadeia produtiva da castanha.
Madre de Dios, castanheiras, snacks e a conservação florestal
Madre de Dios abriga florestas de castanheiras-da-Amazônia que permitem a exploração comercial desse recurso no Peru. A colheita faz parte das atividades econômicas tradicionais das comunidades locais e indígenas. Além disso, o uso das castanhas ajuda a manter o valor econômico da floresta e incentiva sua conservação.

A apresentação na Expo Amazónica 2026 abre uma oportunidade para explorar parcerias com empresas e empreendedores. Na próxima etapa, o IIAP busca avaliar alternativas para expandir a produção desses protótipos e fortalecer o uso sustentável da castanha-da-Amazônia.
*Com informações do Instituto de Pesquisas da Amazônia do Peru.
